domingo, 30 de dezembro de 2007

Resolution Run

Neste domingo corri minha última corrida em 2007, a Resolution Run. Lembrando a São Silvestre, é uma corrida que acontece no Canadá no último dia do ano, organizada e patrocinada pela Running Room, a maior cadeia de lojas de artigos para corrida do Canadá. É uma corrida que acontece em muitas cidades do Canadá no mesmo dia, exatamente a mesma coisa que acontece com a Santa Shuffle, que é a corrida de Natal. No caso da Resolution Run de Toronto, ela precisou ser adiantada um dia porque o departamento de transito da cidade disse que não seria possível fechar as ruas na segunda feira. Por isso a corrida foi hoje.

Essa foi a minha primeira corrida aqui que contei com uma torcedora, a Lika. Ela chegou ontem de manhã para passar o Ano Novo em Toronto.

Saímos de casa quase 7h, mas com o dia ainda totalmente escuro, para ir para a prova. Já estávamos no ponto de ônibus quando eu lembrei que tinha esquecido em casa o mapa de como chegar no lugar. Eu sabia mais ou menos onde era, mas não sabia o endereço e nunca tinha ido no lugar. Nessa eu resolvi voltar em casa para pegar o mapa, não encontrei, entrei na internet para ver o endereço, peguei o endereço, joguei no Google Map e decorei o caminho. Saí correndo de casa e quando cheguei lá embaixo notei que tinha esquecido de tirar os óculos escuros. Mas se eu voltasse provavelmente iamos perder o busão e correr o risco de chegar atrasados na corrida. Era escuro, mas eu fui com os óculos escuros mesmo. Lá pelas 8h o dia já estava claro...

Depois de 3 ônibus chegamos no centro e fomos para a corrida. No caminho passamos na Starbucks para tomarmos um café quente. Estava bastante frio para os padrões brasileiros, em torno de 0 graus e 1 grau negativo com sensação térmica de 5 ou 6 graus negativos. A Lika estava suportando bem, mas eu nem tanto. Estava com uma blusa fina que comprei para correr e a blusa que a org deu no kit. Blusa finíssima. Mas Ok, dava para aguentar.

Chegando no local da prova dei de cara com a primeira prova que não tinha um lugar quente para os corredores esperarem pela largada. Alí do lado tinha uma cafeteria, era o lugar onde a galera tava indo no banheiro. Eu e a Lika acabamos ficando lá dentro para fugir um pouco do frio até dar 5 minutos para a largada.

Dessa vez quando fui para a largada já tava tudo cheio, o espaço ali nao era muito grande e fiquei longe da linha da largada. Eu também naõ estava muito preocupado com isso, pois a corrida não tem chip, não tem nada. A única coisa que teve de legal foi que eles deram essa blusa que estou com ela na foto no lugar da camiseta.

No começo não teve como, eu precisei sair devagar, muita gente e pouco espaço, parecia a corrida de Natal da Corpore. Mas conforme eu fui passando a galera o espaço foi aumentando e eu conseguia acelerar, passei muita gente, muita mesmo. É uma corrida festiva onde bem pouca gente corre rápido. O frio foi acabando e eu consegui segurar um bom ritmo, passando sempre muita gente. Quando cheguei na metade da prova a pista tava livre, eu já não passava quase ninguem, marcava apenas o sujeito lá na frente para ir buscar. E foi por aí que a galera da ponta comecou a aparecer voltando do do outro lado e eu comecei a contá-los. Quando fiz o retorno, por volta do Km 3, eu estava na posição 38 e ainda buscando gente, mas bem lentamente.

Comecei a sentir que eu precisava ir no banheiro, mas numa corrida de 5Km eu pensei que não devia ligar para isso, logo acabaria e iria no banheiro. E segui forte. Passei mais 6 pessoas até o final, segurando um ritmo bem forte e constante, mas a 100 metros do final dois deles me passaram no sprint, pois eu não tinha mais forças para dar um sprint, e tinha acabado de passar os dois. A foto aí mostra a minha chegada com um deles. Curioso que o sujeito tava de shorts. Com essa temperatura em torno de zero graus voce ainda ve uma galera se aventurando de shorts.

Terminei bem, não tao cansado como de costume, com 22:10 mais ou menos, marca que considerei muito boa porque realmente perdi muito tempo na largada. Peguei uma água, entreguei para a Lika e fui para o banheiro... De lá já sai descansado e mais leve...rs. E falei para a Lika "Vamos!". Ela topou. E só bem depois que eu fui lembrar que devia ter sopa, coisas para comer lá e eu nem lembrei, simplesmente cai fora. Mas ok, nao tava com fome. A corrida foi legal, gostei do ritmo, a sensação de passar muita gente também foi muito legal. Me lembrou também a São Silvestre po r ser bem no final de ano, mas a temperatura nao teve nada a ver... Próxima somente em Março, se eu não me inscrever para nenhuma outra antes..

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

O frio não é mais frio...

Passaram-se os dias, muitas chuvas, sol, corridas pelas ruas de Toronto que lembrava o verão de São Paulo. E estamos no final do ano já. Eu imaginava como seria o Natal, O Ano Novo, como seria o frio. A temperatura foi caindo constantemente, dos 30 graus eu vi a previsão descer para 20 e então começou a não mais passar dos 15 graus. Caiu mais 5 graus e quando chegou nos zero graus eu fiquei na expectativa, erperando a neve. E então a neve veio, veio muita, como pareceu que nem canadense tava esperando. Vi as pessoas colocarem blusas grossas, vi elas com gorros e luvas, vi o céu se fechar no cinza do inverno e as folhas das árvores cairem. E gostei de tudo, curti tudo. Já faz um mês que a temperatura tem oscilado entre +2 e -8 mais ou menos e a vida continua, continua quase como no verão, tirando as corridas. O tempo passou, estou no Canadá, com a cidade coberta de neve, com eu sempre esperei. E as pessoas ainda vão e voltam, embora vão no escuro e voltem no escuro. O frio já deixou de ser aquela novidade, mas ainda é um pouco novidade, eu ainda olho para o céu quando estou esperando o ônibus, para ver se vejo algum floco de neve, esperando ver. O frio não é mais tão frio, ele já se incorporou à vida, à paisagem e agora já é quase natural. Eu ainda olho para a neve de dentro do ônibus, vindo para casa e penso como estou longe de casa. Eu lembro que olhava no mapa e divisava aquela faixa populosa somente perto da fronteira com os EUA, devia ser realmente frio, quase inabitável. Mas tem sido habitável e os dias passam como passam em São Paulo, com um caos menor e menos quente. O frio não é mais frio, eu já não me preocupo muito com a roupa que vou usar lá fora, já não me fixo na TV para ver se vai nevar e nem olho pela janela a cada 5 minutos. Nem as fotos eu não tiro mais. O frio não é mais frio e eu nem penso mais em me desfazer das blusas do Btasil porque elas tem sido muito úteis. Não penso mais em comprar sapato apropriado porque meus pés tem estado sempre quentes. O frio não é mais frio, é parte do dia a dia e cada vez mais vai se incorporando nos nossos momentos e viramos amigo dele. Precisamos deixar os dedos congelarem uma, duas, três vezes, precisamos sentir o vento gelado no rosto e imaginar que ele vem lá do polo norte, precisamos desabotoar a blusa e aproveitar para sentir o frio nunca sentido, aproveitar o momento para podermos dizer que o frio lá do Canadá, ele faz parte da vida, faz parte da gente, ele não é mais frio...

Meu pao...

Hoje, sexta feira no meio dos feriados de natal e Ano Novo, eu vim para o trabalho no metro quase vazio e quando cheguei na lojinha onde compro o meu cafe da manha todo dia achei estranho que o sujeito vendedor estava me olhando e meio que dando risada. Tem algo ai... Geralmente ele me ve, nem me espera pedir, ja vai pegando aquele pao recheado com geleia de framboesa, eu acho. Na verdade acho que eh uma rosca. Ou um bagel como eles dizem. Eu sempre peco aquele mesmo pao com um copo de cafe todo dia, nao precisamos nem mais conversar, eu chego, pego o copo, ele me da o pao, eu pago os $3,74, todo dia assim, eu soh falo bom dia pra ele. Bom, outro dia passei lah no sabado e ele me perguntou o que eu fazia por lah. Mas hoje ele tava me olhando. Eu cheguei perto, falei bom dia. Ele retribuiu e disse que hoje nao tinha aquela rosca de sempre. Oh! Entendi... Ele disse que sentia muito. Eu disse que nao tinha problema, ia escolher outro. Comparei os tamanhos e fiz o pedido. Ele se preocupou em me explicar que o lugar onde ele pegava a rosca fechou agora no final de ano, que ele tah tendo que comprar de outro para nao ficar sem nada, e que quarta que vem tem a rosca recheada denovo. Eu falei que tava limpo. Enchi meu copo com cafe, coloque uma acucar amarela que tem lah, acho que eh mascavo, mexi bem, tampei o copo e cai fora....

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Boxing Day Fotos



Estas foram as primeiras duas fotos que eu achei na internet da Corrida de ontem. Eu estou meio ridículo com esta roupa, e quase morrendo para pegar esse sujeito na minha frente. No sprint final, pouco tempo depois, eu passei ele, mas só bem no final. Mas foi duro, acho que estou gordo...

Na foto dá para perceber lá do outro lado da rua a neve na calçada, perto do carro. Na primeira foto dá para ver o monte de neve que o corredor tem a seu lado esquerdo. Foi assim o tempo todo. Ela não está branca, está suja porque faz tempo que ela está aí, essa já não é bonita. Mas quando passamos em locais onde a neve foi intocada, dentro de parques, ela ainda está muito branca e tudo fica muito bonito. O legal é que apesar disso a temperatura estava suportável, esse dia não estava muito frio. Eu tinha até tirado as luvas e tinha gente de shorts.

Aproveito a oportunidade para deixar aqui o link para as artes que o Toinho faz com nossas fotos...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Boxing Day Run

Hoje eu participei da corrida que eu devo rotular como a mais bonita que eu participei até agora. Foram 10 milhas que misturaram paisagens urbanas com parques, na cidade de Hamilton, neste dia que os canadenses vão as compras para aproveitar as liquidações de final de ano. Então o dia é chamado de Boxing Day.

Hamilton é uma cidade que fica na ponta do lago Ontario, no bico do lago que se vê no mapa, o ponto mais a Oeste. Não é muito perto de Toronto, levei quase duas horas de trem para chegar lá. De carro deve dar para fazer em uma hora, indo direto. Hamilton é o berço do filme Saint Ralph, que fala sobre a corrida Around The Bay, dita a mais antiga da América do Norte, que acontece lá em Hamilton, e também sobre a Maratona de Boston. Mas é tudo ficção, gostei do filme, mas não achei que tem algum valor cultural em relação à história dessas corridas. Indo de carro de Toronto para as cataratas do Niágara, você também tem que passar por Hamilton.

Eu saí de casa as 7 da manhã, com 5 graus negativos, e a previsão era que a temperatura ia subir. Eu estava relativamente tranquilo porque já tinha corrido com temperaturas mais baixas, mas ainda assim levei roupa de frio de sobra. Daqui de casa peguei o trem até perto de Hamilton, lá tive que fazer baldeação e mudar para um busão. O trem geralmente vai até Hamilton, mas em feriados como hoje ele para antes e o jeito é continuar de ônibus.

Cheguei em Hamilton as 9h05, a largada seria somente as 11h. Fui direto pegar o kit, o local era muito próximo de onde o ônibus me deixou, uns 200m apenas. A entrega dos kits foi feita num salão grande. Eu notei que essas corridas no inverno provavelmente tem número limitado de participantes por causa da capacidade desse salão. NO Brasil a concentração era sempre ao ar livre, aqui, no inverno, não dá pois é bastante frio. Todo mundo fica num lugar quente até faltar uns 10 minutos para a largada.

Quando fiz a isncrição, eu não pensei muito, pedi camiseta tamanho XS. Para mim que XS no Brasil são as maiores. E dessa vez a camisa era legal, era de manga comprida com tecido de corrida. Bom, eu pensei que era legal, depois que peguei não achei assim aquelas coisas. Mas o que aconteceu foi que quando cheguei lá a moça disse para outra "Camisa Extra Pequena" (Extra Small). Era isso que significava XS. Putz... Eu falei pra mina que eu pedi sem saber, que não ia servir para mim, será que não dava para trocar e tal... Ela disse que as camisas são contadas e que eu tinha pedido uma Extra Pequena. Eu disse Ok, já pensando em dar para a Lika. Quando a outra moça trouxe a camiseta, era muito pequena, ela olhou para a camiseta, olhou para mim, eu falei para ela que era do Brasil e lá XS é tamanho grande, por isso eu tinha marcado errado... Ela conversou com o chefe, que liberou uma tamanho grande (L - Large). Legal, agradeci ela bastante.

Na verdade o salão era uma quadra de volei, basquete, e eu fui sentar na arquibancada pois ainda faltava um bom tempo para a largada as 11h. Quando faltava uma hora eu decidi que seria legal ir no banheiro. Mas antes de ir no banheiro, eu pederia guardar a mochila, afinal eu já tava pronto pra correr. Não vi nenhum guarda volumes, então fui perguntar para tiazinha onde ele era. Na verdade eu desconfiei que não tinha e perguntei onde poderia deixar minha mochila. Ela disse que se eu trouxe um cadeado, poderia colocar num ármário lá e trancar. Se eu não trouxe, poderia deixar ali na arquibancada mesmo. Entendi então poque eles pediam para levar cadeado. Bom, eu não tinha, teria que deixar por alí. A arquibancada tava lotada de gente, eu resolvi ir no banheiro, voltaria ali e deixaria a mochila em algum canto.

Fila grande no banheiro, eu fiquei na fila um tempo até conseguir entrar. Devia ter mais banheiro, mas aquele ali era um comum, tinha que entrar um de cada vez. Não tinha dos químicos. Fiz o que tinha que fazer, voltei lá, deixei a mochila na arquibancada ao lado de outras que tinha lá e fui correr.

Isso tem sido uma constante nas provas, você deixa a mochila em qualquer lugar, não tem guarda volumes na maioria. Mas não é o mundo perfeito onde as pessoas deixam e ficam tranquilas, eu percebo que há uma certa preocupação da organização em oferecer segurança para quem vai deixar as coisas por alí, eles dizem que vão ficar olhando. Mas eu nunca ouvi ninguem reclamando de ter tido seus pertences roubados. Eu coloquei 20 dolares no bolso e mais a chave do ap, assim se a minha mochila sumisse eu conseguiria me virar, iria perder o passaporte, mais problemático, que não levo para lugar nenhum, mas não sei porque ainda penso que eles podem pedir identificação. Eles nunca pedem nada, só chegar e falar o nome.

Foi para a largada atrasadíssimo, fui um dos últimos a sair do salão. Quando me posicionei para a largada faltava 3 minutos para ela. E impressionante, apesar de ser uma das corridas grandes por aqui, com cerca de 1000 participantes, já em sua 87 edição, e com todo mundo na área de concentração, a primeira fila ali tava vazia. Tava menos congestionado ali perto da faixa de largada do que para trás. Eu cheguei a pensar que eu deveria estar no final da área de concentração, a largada seria lá para o outro lado. Mas não, era ali mesmo! Foi muito impressionante, fui um dos últimos a chegar e se eu quisesse largaria tranquilamente na primeira fila.

Quando o organizador chamou a galera para a largada, que ele ia começar a contagem regressiva, então a galera ficou eufórica e só aí todo mundo andou para frente o que deu. Em mais 20 segundos foi dada a largada.

Eu fiquei na minha, não sabia como meu corpo ia me comportar, tinha rodado um pouco na esteira, mas nenhum treino bom mesmo no mês de Dezembro todo. Pelo menos não parei de tudo. Não esperava grande resultado, mas saí meio forte, passei a primeira milha para 7:13 (4:27/km). Mas eu sentia o ritmo, não tava fácil. eu realmente tava sem preparo. Outra coisa era que o percurso não era muito plano, tinha subidas e descidas, não tanto, mas não era o melhor percurso para fazer um bom tempo.

Com duas milhas de prova já estavamos fora da cidade, num parque, e a paisagem era deslumbrante. Tudo tirando a estradinha de asfalto onde corríamos era neve. Tudo branco, demais, muito bonito. Eu me lembrei do tempo que procurava no Brasil fotos de corridas aqui com temperaturas baixas. E quando via gente correndo junto com neve ficava com um monte de dúvidas se eu conseguiria ou não. Agora eu não só estava conseguindo, tinha muito mais neve ali do que nas fotos que eu via. A temperatura estava em 2 graus negativos, agradável para correr com agasalho, não é muito frio. Eu ia com a blusa do centro histórico, aquela preta, por cima dela uma que comprei aqui, que segura bem o frio. Estava com duas luvas também, eu tenho sido muito prevenido quanto aos dedos pois eles congelam fácil! São os primeiros a congelar! Mas estava com calor. Tinha até gente correndo com shorts, mas não vi ninguem sem blusa ou sem luva.

E o cenário continuou por muito tempo espetacular, se eu tivesse levado a câmera, teria parado para tirar fotos. Passei a milha 4 com 29:40 (4:37/km). O rítmo tinha caido, era inevitável, eu não estava tão bem. Por volta da milha 5 tinha um tapete onde passei na casa dos 37 minutos. Naquele momento imaginei que se mantivesse o ritmo terminaria em 1h14s, então ficou meio claro que nem isso eu ia conseguir.

Logo veio uma subida, que essa sim não dá para ignorar. Ela foi longa, começou leve e depois ficou forte. Eu já estava cansado e sofri nela. Mas não andei, não parei, segui. Pouco depois do final dela entramos numa trilha que para mim era meio descida, mas não tive certeza. O problema é que essa trilha foi longa e não estava limpa. Tínhamos que pisar na neve, que não tava mole, tava sim muito irregular. Como a neve caiu já há algum tempo, e parte já derreteu, a neve que sobrou em muitos lugares não é mais macia como quando ela caiu. Quando chegamos naquela trilha coberta de neve, uma garota do meu lado me perguntou se eu tinha corrido as 10 milhas em Whitby. Eu disse que tinha e que aquela havia sido minha primeira corrida com neve, essa era a segunda. Ela disse que era meio perigoso, para tomar cuidado. Essa garota eu vinha correndo com ela desde o começo, a gente meio que alternava as posições de tempo em tempo. Nos postos de água ela caminhava e eu passava, mas lá na frente ela me passava denovo mas não abria muito. Agora ela havia me alcançado depois de ter parado num posto de água. E eu imagino que sei quem era ela em Whitby. Lá também segui por muito tempo uma garota que devia ser ela. Lá, numa cena engraçada, onde ela ficou com medo de fazer a curva, porque o chão tava liso e ela rápida, ela meio que passou direto, eu encarei a curva e abrir aí uma boa distância, ela nunca mais me alcançou até porque eu segurei o ritmo forte. Mas isso foi antes da metade da prova lá. Aqui ela me alcança, a milha 8 deve estar por ali em algum lugar, a gente troca umas palavras mas ela, mais cuidadosa do que eu na neve, acaba ficando para trás. E a exemplo do que aconteceu em Whitby, ela não mais me alcança na prova. Eu acelero bastante, especialmente depois de sair da trilha de neve, até encontrar uma outra subida e ver que ainda falta uma milha. Não é pouco, não dá para segurar o ritmo forte por mais uma milha. Eu alivio um pouco, havia passado vários atletas que voltam a me passar. Mas eu sigo na cola e quando chegamos em uma outra descida eu acelero novamente para segurar até o final. Passo toda a galera que está na minha frente, abro uma distância, mas não vejo o final. Reconheço o lugar, curvas, mas nada da faixa. As pernas já ficam fracas, um sujeito que estava na minha frente segura o ritmo forte, eu não consigo mais do que acompanhar ele. Outra curva e então lá na frente eu vejo a faixa, bem na frente, espero ficar uns 150 metros para arrancar e passar de vez o sujeito da minha frente, que também tinha dado um sprint no final. Denovo cheguei exausto, com um tempo fraco, 1h17m05s, 4m47/km, um pouco melhor do que a maratona...

Dou umas voltas por aí, tentando esfriar, uma garota que havia me acompanhado também está muito cansada, tira a blusa e fica de top a 2 graus negativos. O esforço final foi grande e realmente o calor vem mais forte que o frio. Mas por um momento muito curto, logo a blusa molhada embaixo se faz sentir, eu decido entrar para o ginásio, lá está quente, é aquecido. Antes de chegar lá encontro a galera da sopa, pego um copão de sopa muito quente, vou para a arquibancada, sento perto de minha mochila e tomo devagar minha sopa. Não devagar o suficiente para não queimar a língua. Demoro com a sopa que está quente e em um copo de isopor. Depois pego a mochila e vou para a fila, recebo um kit e muito mais coisas para comer, banana, laranja, maçã, pão, barra de cereias. Pego tudo, guardo e enconsto num canto, coloco uma camisa seca, uma blusa seca, agora é enfrentar a volta...

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Feliz Natal

Os anos se passaram. E os Natais foram uns diferentes dos outros, uns melhores que os outros. Mas todos sempre foram tempo de confraternização, tempos de pensar no próximo. Antes, bem antes, os minhas festas de fim de ano eram passadas com a família, no sítio, a ceia de Natal era uma grande festa onde muitos participavam. E então eu cresci e os tempos também mudaram. Os finais de anos continuaram com ceias de Natal e festa na virada do ano, mas os tempos já não eram os mesmos. Quando eu fui para Campinas, em 1997, então há 10 anos, as ceisas praticamente não existiam, nos limitávamos a um almoço de Natal na casa de meu avô, e eu nem sempre estava lá. Passei Alguns poucos natais sozinho, em Campinas ou São Paulo, às vezes tendo substituido a alegria de virar o ano eu uma ceia pela São Silvestre. Em 2004 foi a última São Silvestre, me despedi da corrida, não sei se definitivamente, mas não das corridas. Os dois últimos anos passei com a família o Natal e o Ano Novo e assisti pela TV a São Silvestre. Hoje, no entanto, o Natal é o mais diferente de todos. Como nos filmes, vejo neve lá fora. O dia não tem sido muito diferente dos outros, acordei e fui para a academia do prédio rodar na esteira, pensando na corrida de amanhã. Cheguei lá a porta estava aberta mas as luzes apagadas. O prédio em silêncio, a manhã em silêncio, é Natal. E no Natal eu corri na esteira num ritmo forte, para soltar as pernas para amanhã correr no frio das ruas de uma cidade que ainda não conheço - Hamilton. Neste Natal eu sigo a rotina e me sento na frente do teclado. E embora longe de tantos que são importante, é um Natal especial que será inesquecível. Um Natal mais solitário mas nem por isso de menos confraternização.
A quem passa por aqui de vez enquando, um Feliz Natal. Que esse dia seja bom, seja especial, e se repita até o próximo Natal, quando os dias serão mais especiais. Felicidades! A quem não passa, bom estes não verão esta mensagem e a estes a mensagem chegará de alguma outra forma...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Alem dos filmes e da esteiras

Eu não tenho feito muita coisa. Tenho lido bastante, já estou quase terminando o livro do Agresti. Diferente dos livros com mais textos que a gente costuma ler, esse tem uma certa matemática e a leitura não rende, até porque boa parte dos assuntos são mais ou menos novos para mim. E já chegou o livro do Andrew Gelman que eu comprei, pro isso preciso terminar de ler o Agresti o quanto antes.

Bom, fora isso eu tenho feito quase nada. Tenho feito o rango, quando dá coragem, e as vezes desço lá embaixo, vou no mercado, ando lá fora, mas nada demais. E tenho dormido bastante... Eu começo a ler e acabo dormindo as vezes...rsrs.

Filmes

Nesses feriadões a gente tem tempo de sobra para ver filmes em casa né. Ontem eu assisti o Ultimato Bourne, que é o terceiro filme da sequencia Identidade Bourne e Supremacia Bourne. Para quem gosta de ação o filme é muito bom, com muita ação, brigas, tiros, mortes, e algumas sequencias inesperadas, embora sempre meio forçadas. Foi legal para passar o tempo, e pelo jeito deve ter um quarto filme...

Treino Hoje

E lá fui eu novamente para a esteira. Hoje cheguei lá cedo, só tinha o carinha da limpeza, mais ninguém. Dessa vez resolvi experimentar a outra esteira que parece mais simples. Mas ela tem um monte dos reloginhos também, eu fiquei meio perdido. Apertei o manual imaginando que eu não queria nada controlado, eu queria fazer o meu treino no rítmo que eu quisesse. Mesmo assim ela me perguntou peso, velocidade, distancia, tempo e sei lá mais o que. Eu coloquei 10 milhas para ter certeza que ela não ia parar antes de eu estar satisfeito. Eu não pretendi acorrer tudo isso.

Comecei rodando a 7 milhas por hora, ou 5,20 min/km e ocm 1 minuto aumentei para 7.1 milhas/h ou 5,15 min/km. Lá na hora eu fiz as contas e percebi que esta velocidade era meio baixa para mim, mas ainda ssim fiquei uns 5 minutos rodando a 7.1 milha/h. Depois aumentei para 8 milhas por hora ou 4:40 min/km. Estava uma boa velocidade, mas eu sentia calor. Lá fora tá muito frio, 3 graus negativos, mas é impressionante como eles deixam quente aqui dentro. Com uns 20 minutos eu apertei o botãozinho que simula subida. E fui apertando até chegar no número 3.5, eu não sei o que significa isso. E fiquei uns 2 minutos subindo, mas então cansei, nossa, é complicado. Voltei para o plano e foi ótimo, pareceu que eu tava descendo.

Com 31 minutos eu descobri qual era o reloginho do tempo, mas eu mal enxergava o número, esses números digitais vermelhos são horríveis para se ver. Na outra esteira ele era verde eu acho, muito melhor. COm 40 minutos eu aumentei a velocidade para 8,5 milhas por hora ou 4:23 min/km. E fiquei rodando assim por 10 minutos, quando deu 51 minutos eu parei, com 7,03 milhas ou 11,3 Km. Depois de reduzir a esteira, eu tava caminhando e aí achei o reloginho da distância.

Foi legal, mas treinar na esteira é chato demais, dá trabalho ficar lá por 50 minutos. Mas foi o melhor treino que eu já fiz na esteira, terminei cansado, mas bem. Acho que acertei melhor no ritmo...

domingo, 23 de dezembro de 2007

Filmes

Depois da decepção do seriado Dexter, onde o sargento inocente foi sacrificado no final para a sobrevivencia do mocinho culpado, eu resolvi não ver mais seriados. Hoje assisti um filme frances - Coeurs - cujo nome no Brasil é "Medos Privados em Lugares Públicos". É um daqueles filmes meio alternativos que eu tenho que assitir de vez em quando. O filme é parado demais para quem gosta dos filmes de ação americanos, mas é bastante interessante. Vários personagens formam um circulo de relacionamentos, onde o filme mostra os problemas de cada um, em algum momento do inverno de Paris. Aliás a neve está sempre presente, caindo lá fora, muito bonita como ainda não ví aqui, fazendo com que os personagens sempre cheguem da rua com aquela camada de neve branca sobre os ombros e cabeça.

E falando em filme eu também assisti Zodíaco um tempo atrás. É um filme que conta a história de um serial killer e os enigmas que ele impõe a polícia, sua personalidade doentia. Quando o caso está praticamente fechado, sem solução, um cartunista chegado em enígmas, e meio esquisitão diga-se de passagem, resolve tentar decifrar o mistério. E eu paro por aqui, não vou contar mais apra não estragar o final. O filme é baseado em um serial killer real...

Treino hoje

Fui eu denovo na esteira. Cheguei lá, apertei os botões e ela começou a rodar. Hoje, mas a vontade, andei fazendo uns fartleks, colocava a esteira ráida depois diminuia, o negócio estava me cansando. Quando chegou nos 15 minutos ela parou. Eu não sei o que eu fiz, acho que de alguma forma programei ela para 15 minutos. Ok. Resolvi não brigar com ela, fui embora...

Chuva

Hoje tem chovido desde cedo. Chuva mesmo. E se é chuva e não neve, isso é bom por um lado pois significa que lá fora não está tão frio, a temperatura está acima de zero graus. Mas a chuva, ao contrário da neve, molha. Com neve você se agasalha e caminha lá fora e tal, mas com chuva a coisa é mais complicada. Eu fui no mercado, saí na chuva, mas foi algo rápido, suficiente também para lembrar dos dias chuvosos, que são muitos, em São Paulo. A neve está derretendo rapidamente, agora muitos lugares não mais tem neve, apenas os montes maiores vão ficando e talvez não tenhamos neve para o Natal. Mas isso não tem importância. A chuva também atrapalhou o meu treino hoje, não deu para ir treinar lá fora. Diferente da chuva nas ruas de São Paulo, lá fora a chuva é fria, não sei se é uma boa idéia correr na chuva. Maluquice de corredor tem limite né... Eu acho que vou descer lá na esteira, rodar um pouco e depois buscar uma pizza para o jantar, que é mais facil do que fazer outras coisas...

Ruas de São Paulo

Às vezes o dia era chuvoso, como é hoje aqui, e o corredor solitário saia no final da madrugada pelas ruas de São Paulo. E uma vez foi assim, num dia de trabalho que eu saí antes do sol nascer. E dos infinitos percursos possíveis nos labirintos das ruas de São Paulo, eu sempre escolhia o meu percurso dentre dois ou três que quase nunca mudavam. Naquela manhã chuvosa não foi diferente e eu segui rumo ao sul da cidade cortando pelo meio de Moema. Mais na frente cruzei a Indianópolis para continuar rumo ao sul numa paralela, com os morros que tem aos montes nas ruas de São Paulo. Eram os morros da Av Itacira, que eu nunca soube que tinha esse nome, só sabia que tinha morros. Eu corria no chão molhado, no calor de verão, no asfalto grosso mal iluminado pelas poucas luzes que se perdiam no meio de galhos das árvores, que eram abundantes em umas poucas ruas de São Paulo. E seguia rumo ao sul, tentando não molar mais os pés nas poças de água, e vendo no céu os sinais que logo o dia chegaria.
E cheguei na Jabaquara, já povoada de barracas e filas nos pontos de ônibus. Eu desviava de pessoas, postes, barracas, buracos e vezes ou outra ia para o meio da avenida dividir o asfalto com os carros porque as ruas de São Paulo são muito melhores para correr do que as calçadas de São Paulo. E eu olhava a multidão que pisava no chão imundo, que corria para mais um dia e acelerava o passo no meio da rua porque o semáforo logo abriria e eu teria que voltar para a calçada com a multidão apressada. E os semáforos nas madrugadas de São Paulo, melhor você não olhar para eles porque os motoristas, que tem medo das ruas, eles também não olham. E eu seguia, e passava perto da casa da Lika sem parar, passava rumo ao Norte agora, porque as ruas de São Paulo ficavam cada vez mais cheias e eu precisava começar o meu dia também.
E eu chegava em casa, cansado e feliz, porque as ruas de São Paulo, essas eu já tinha vencido em mais um dia que começava caótico...

sábado, 22 de dezembro de 2007

Treino hoje

A temperatura tava 3 graus positivo, obviamente eu precisava aproveitar para correr lá fora. Tinha decidido seguir para o norte e segui o plano inicial, mas logo vi que tava muito ruim correr nas calcadas. Em muitos lugares a calçada tava coberta de neve que estava derretendo. Era muito ruim porque o terreno ficava muito irregular e molhava o peh, era um po de gelo derretendo, em alguns lugares havia pocas de água. Lembrei do centro da cidade, lá tudo estava limpo, daria para correr facil. Resolvi voltar para tras e pegar a Danforth rumo ao centro. É uma avenida grande e portanto as calçadas deviam estar mais limpa. Até chegar na linha do metrô não estava, estava tudo do mesmo jeito, partes limpas alternadas com partes cobertas de neve derretendo, chão muito irregular, as vezes o pe afundava um pouco as vezes não. Cheguei na parte mais comercial e então as partes com neve eram bem poucas, a neve se limitava aos montes entre a calcada e a rua. Mas é a parte comercial, mas gente nas calçadas, e nao havia tanto espaço para correr por causa da neve, então agora eu tenho o caminha mais limpo, mas amais gente atrapalahndo. Temperatura de 3 graus, eu tive que tirar as luvas pois já estava com calor na mão. Acho que daria até para correr de shorts, era uma temperatura agradável para correr. Mas a falta de treino cobrou seu preço e eu parei na Coxwel com 49 minutos de treino, onde peguei o metro de volta. Desci na Kennedy e voltei mais uns 2 Km até em casa correndo em calcadas entupidas de neve, devo ter completado 1h de treino ou muito perto disso.

Foi um bom treino de qualquer forma. Preciso ver se volto a treinar constantemente, mesclando esteira e lá fora quando dá. Estou sentindo muito a falta de treino, tanto que estou achando que o ar frio, digo respirar ar frio, deve influenciar negativamente. Tem a questão da umidade baixa também...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Feriadão de Natal

Hoje começa um feriadão que vai até quarta feira que vem. Na quarta é o que eles chamam de Boxing Day, o dia de comprar presentes. Dizem que os shoppings enchem de gente e muita coisa está em promoção, compensa muito comprar algumas coisas, principalmente eletronicos. Mas dizem que precisa ter paciencia pois as lojas na quarta feira estarão cheias. Claro que eu não pretendo nem passar perto.

Eu estou sem planos para esse feriado. A segudna feira, véspera de Natal, teoricamente seria dia de trabalho normal, mas lá na empresa vai ser feriado, ninguem vai trabalhar. E muitos não vão também na quinta e sexta feira. Mas eu disse para o chefe que não ia aguentar ficar tanto tempo encasa, que se alguem fosse eu iria também. Eu prefiro ficar lá, mesmo que sem fazer nada, se for o caso.

Não tenho absolutamente plano algum para esses dias, a única coisa que tenho é uma corrida na quarta feira. De 10 milhas. Então vou esperar a corrida...

Encontro NT e corridas

Embora eu não tenha me esquecido que ontem havia o encontro NT numa pizzaria, eu me esqueci de colocar aqui ontem. Foi uma sugestão do Rodolfo, acho que primeiro encontro NT numa pizzaria. E segundo, se não me engano, depois que eu vim para cá. Não me parece que muita gente foi, mas alguns estavam confirmados e de qualquer forma com certeza deve ter sido legal. Os encontros de final de ano sempre são legais, mas eu sei que eu gostava de todos. Eram quase sempre no Nanako. O Sadao uma vez sugeriu o Nanako e acho que depois acabou ficando lá por inércia, a comida era muito boa, então tá bom ali mesmo. Para alegria de uns e revolta de outros...

E falando em pizza, eu estou com saudades das pizzas do Brasil, embora eu nem seja muito de comer pizza. As daqui eu não sei, são diferentes, mais sem graça. No Brasil vc tem uma infinidade de sabores. E vamos mudar de assunto, acho que não é uma boa idéia falar de comida.

Se ontem teve o encontro, hoje acho que teve a corrida São Silvestre Noturna, organizada pelo Bernabeu, da qual eu participei no ano passado de bike. A Jacke disse que ia, Toinho e Marçon também tavam ensaiando.

Eu ia voltar a esteira hoje mas resolvi deixar para lá, melhor correr amanhã de manhã. Prentendo tentar correr pelas ruas de manhã. A neve já derreteu bastante pois a temperatura subiu, tem ficado em 1, 2 graus durante o dia. A previsão é de chegar a 9 graus no domingo. Já faz umt empinho que eu não vejo um calor desses, acho que vou para a praia...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Descobri a esteira

E eu cheguei em casa meio desanimado, tinha pensado em assistir um filme enquanto vinha para casa, tinha passado no chines e comprado o meu marmitão que diferente do Brasil, vem no Isopor, e tinha inclusive tomado banho. Olhei no relógio, quase 8 da noite, porque eu não vou verificar se existe esteira no prédio, afinal talvez eu esteja é afim de correr. Lá fora tem muita neve, é até perigoso correr a noite, eu acho, porque vc pode encontrar algum lugar com gelo no chão e escorregar. Não pensei muito, coloquei a roupa de corrida e fui pela primeira vez no centro recreativo do prédio. Cheguei lá e fiquei meio perdido, mas havia um sujeito saindo da quadra de squash, eu pedi a ele se havia alguma esteira por ali pois eu precisava correr, não aguentava mais. O sujeito foi extremamente gentil, terminou de fechar a porta da quadra e pediu para eu esperar que ele me levaria lá. E me levou!

Bastava encostar o cartão no negócio lá que a porta abriu e eu dei de cara com 3 esteiras. A primeira tinha um sujeito caminhando nela, as outras duas vazias. Bom, agora tenho que ver como faço para ligar o negócio. Fucei, li aqui, apertei botões e tal até que o negócio começou a movimentar, aí foi fácil, tinha uma seta apontando para cima e cada vez que eu apertava a dita cuja a esteira corria mais. Eu comecei devagar, meio sem jeito, sem equilíbrio, tentando achar a velocidade certa para poder soltar a mão, até que eu peguei o jeito. Percebi também que havia vários marcadores, tempo, distância, velocidade, calorias perdida.

A distância movia devagar, estava em milhas e a velocidade em milhas por Km. Eu comecei acima dos 8 minutos por milha, para me equilibrar, tava difícil no começo, mas depois eu fui apertando as etinha e a velocidade aumentou até 6:53 por milha, eu tava totalmente sem noção da velocidade, mas não parecia tão rápido. Só que eu corri uns 12 minutos nessa velocidade e já tava zoado. Agora estou vendo que é mais ou menos 4:17 min/km, meio estranho, acho que não tava rápido assim. NO final eu dei um tiro de 1 minuto a 6:15 por milha ou 3:53 por Km. Terminei o treino com 30:44 tendo corrido 4.05 milhas, ritmo de 4:43 min. por Km. Pode ser, pois terminei muito zoado, e faz sentido, eu estou realmente mal assim.

Mas não posso deixar de dizer que me senti um rato de laboratorio. A melhor parte foi que tinha um espelho, é muito legal, vc fica olhando você correndo no espelho, animal! Eu percebi que sou O Corredor, nunca tinha me visto correndo, demais! Acho que da próxima vez vou filmar eu correndo...

Bom, foi legal, vou ver se pelo menos vou lá com mais frequencia já que não tenho ido correr ao ar livre...

Época de festas

Hoje eu estava vindo para casa e me sentindo meio desanimado, não sabia bem porque. Talvez meio inconscientemente eu tava sentindo falta da galera do Brasil, nessa época de festas onde todos se divertem muito. Aqui é tudo igual, todos com planos, todos felizes pelo final de ano, mas eu não tenho muito o que fazer a não ser esperar os dias passarem. E apesar de eu não ser uma pessoa festeira, o clima acho que acaba contagiando a gente. Muitas festas, muitos almoços.

Hoje tivemos outro almoço de final de ano, eu não sei direito como funcionam as coisas, mas teoricamente foi o almoço de minha equipe. Ach oque num certo nível minha equipe é composta de 3 pessoas, mas aí tem um outro nível que a equipe é composta de umas 10 pessoas. E o nível seguinte acho que são todas as pessoas da empresa. Enfim, era o almoço desse segundo nível e fomos num restaurante indiano. E quem pagou dessa vez foi o chefe do chefe. A galera toda muito alegre, deu certo de eu sentar perto do chefe e do chefe do chefe.

Foi uma daquelas situações engraçadas. A minha colega de trabalho sentou numa ponta da mesa e lá parecia que ia se formar o canto das meninas. Então eu meio que fiquei do lado de cá, demorei um pouco para entrar, elas conversam muito, vão querer conversar comigo, muito barulho, mal falo que o book está on the table... Acabei ficando no vácuo do chefe, ele sentou e eu fiquei ali do lado, afinal o chefe de tanto ter que conversar comigo já quase fala portugues, é mais tranquilo. Mas o chefe do chefe, que veio no final da fila, sentou-se do outro lado de minha mesa. Putz, acho que eu preferia ficar com as meninas, evitaria um papo mais cabeça ou piadas que eu nunca entendo direito. Fazer o que, agora já era.

Descobriram que somente o chefe do chefe é que tinha ali na mesa quebrado algum osso (não sei como chegaram nesse raio de assunto) e então me perguntaram, meio de surpresa, enquanto eu tentava ouvir a conversa do chefe com o chinês, se eu já tinha quebrado algum osso. Sim, eu tinha, e foi inevitável que eles perguntassem onde, como, quando, porque. Eu havia caido do pé de goiaba e expliquei que o dito cujo era meio liso, pois canadense não deve conhecer pé de goiaba. Não foi por isso que eu caí, mas deixa eles pensarem, assim eu passo menos vergonha. E nessa conversa engatou-se uma conversa sobre o Brasil, onde em breve me perguntaram como eram as escolas no Brasil. Eu expliquei o esquema público-privado, e aproveitei para meter o pau na educação e no pouco caso que o governo faz dela.

Da educação pro futebol, eles dizendo que os canadenses só pensam em hoquei depois que eu disse que brasileiro só pensa em futebol. Expliquei que não era bem assim, o Canadá tinha uma infra-estrutura maravilhosa, todo mundo tem oportunidade de praticar os eu esporte, de descobrir que é bom em algo, enquanto que o brasileiro que talvez seria medalha de outro em alguma prova do atletismo nunca nem chega a descobrir isso porque ele cresce sem saber o que é um ginásio de esportes, uma pista de atletismo.

E segue-se o clima de almoço de final de ano, piadas, a galera chamando o chefe do chefe de papai noel porque ele vai pagar a conta, enfim, essas coisas. Lá fora frio, eu tinha me esquecido desse almoço com a galera, estava meio zoado, mal vestido, com aminha blusa do Brasil que cabe embaixo do braço enquanto a galera desfilando os casacos até o pé, mas fazer o que.

O dia depois continuou, e acabou, e eu volto para o começo desse post onde eu estava vindo para casa para continuar no próximo post...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Correr?

Eu não sei quantos visitantes tem o blog, mas sei que alguns são corredores, que estão eles entre os melhores amigos que fiz. E a eles quero pedir desculpas pois não tenho falado muito de corrida, apesar de que não é mesmo falar de corrida o objetivo desse espaço como se pode ver aí na frase de introdução. Mas o que posso fazer, não tenho corrido, nem treinado. A temperatura está muito baixa, sempre abaixo dos zero graus, e não bastasse isso, as condições não estão boas para correr lá fora, tem neve para todo lado, é até arriscado você pisar em algum lugar onde a água virou gelo e levar um escorregão. Nada de treino então. A esteira existe, mas nunca nem fui atrás, tá difícil de me ver correndo numa esteira, nem sei se eu sei correr naquilo... Dia 26 tem uma corrida de 10 milhas, na atual situação, estou esperando conseguir chegar no final...

Rituais Empresariais

Hoje a minha equipe foi inteira jantar para comemorar mais um final de ano. Eu, o chefe e a minha colega de trabalho, nós três somos a equipe. Eu, ele e ala. Eu na minha, ela escolheu o restaurante e ele pagou a conta. Ele, como eu, é mais retraido. Ela não, ela é super ativa e conversa muito e rápido. Dá trabalho para entender. O restaurante que ela escolheu tava lotado espera de uma hora. Fomos em outro, não achamos, por sorte vimos uma placa enorme escrito "Stake" e resolvemos ficar por ali mesmo. O sujeito na entrada pergunto como chegamos ali, o chefe disse que foi pela placa. Eu disse a ele "Vc tá vendo, propaganda funciona...". E pedi um salmão enquanto mais ouvia os dois conversarem do que falava. Ela, inspirada em minha aventura de vir para o Canadá, resolveu ir para a unidade da empresa na Inglaterra. E está nervosa, pois já está tudo certo, ela vai em Março para ficar um ano. Eu tenho incentivado, é uma ótima experiencia e a situação dela é mais tranquila, ela já fala inglês, já foi para a Inglaterra, e lá não é muito diferente daqui. E mudamos de assunto, família, inevitável contar os planos de final de ano. Disse que os meus não existem, mas agora vou passar um Natal igual eu vejo nos filmes, cheio de neve e tal. O chefe disse que talvez a neve derreta até lá, a previsão tem falado de uns dias mais quentes. Os dois também vão ficar na cidade. O meu salmão chega, também a costela do chefe e o bife dela. Aliás uma baita costela e um baita bife. E um salmãozinho. O garçon pede se queremos algo mais e cai fora diante da negativa. Eu queria dizer que pelo cardápio eu esperava um salmão inteiro, mas acho que não ia adiantar. A conversa chega no trabalho, aquele projeto que nunca termina, o chefe doido para enterrar ele e não consegue. Eu disse a ele para deixar comigo, eu estou me divertindo. Os projetos são diferentes em certos aspectos dos do Brasil, e eu aprendo muitas coisas novas, praticamente agradeci por este em questão ser infindável. Falam sobre pessoas que sairam, sobre tempos passados. Quase só eles, eu não tenho passado. E o tempo passa, eles pedem uma sobremesa que dividem e depois dela vem a conta que ele paga. Me perguntam se no Brasil a gente dá gorjeta para os garçons. Canadá, inverno, mas fora a gorjeta, parece que os rituais empresariais são iguais em todos os lugares, apresentação de resultado, festa de final de ano, chefes e não chefes, premios, parabéns para todo mundo que todos são excepcionais e são responsáveis pelo sucesso da empresa... E eu sempre me pego do lado de fora de tudo isso, não participando mas analisando. Os rituais estão sempre tentando manipular o ser humano, tentando fingir que há algo mais que a busca alucinada por dinheiro. Eu depois do salmãozinho, eu cheguei em casa com a impressão que o meu pão de 35 centavos que tinha sobrado do dia anterior valia mais do que o salmão de 30 dolares...

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

O chefe do chefe

Eu estava entretido com um programa em VBA quando notei que já era mais de 18h. Aqui eles dizem 6 PM. Uma vez eu escrevi 13h no g-talk e a minha colega de trabalho me retornou um ponto de interrogação. Eles não usam 13h, eles falam 1PM. Bom, o chefe já tinha ido embora, mas o chefe do chefe ia saindo. Ele é uma pessoa legal, bastante legal. Na primeira vez que fui apresentado a ele, ele me disse que era para eu me sentir livre, para não ter medo de ser ousado, de trazer para eles coisas novas. Eu não soube como interpretar isso, se ele quis me deixar a vontade ou se ele já tava meio que estabelecendo metas. Achei de qualquer forma meio estranho, eu era um mero brasileiro num país de primeiro mundo, esperava muito mais aprender do que ensinar.

Mas isso não importa. Ele sempre foi legal, sempre me cumprimentou, apesar de ser o chefe do chefe. E ontem, ele, com o chefe dele, que naturalmente é o chefe do chefe do chefe, entraram na sala do chefe e fecharam a porta. Mas eu tava lá dentro. O chefão começou dizendo que o assunto era algo secreto e tal. E desenrolou a falar. Eu no começo fiquei meio sem jeito de estar ouvindo algo assim, que poucas pessoas devem saber, mas ao mesmo tempo a sensaçao foi legal porque eles já confiavam em mim. Mas a sequencia de acontecimentos favoráveis não começou aí, havia começado na quinta passada (ou talvez quando eu cheguei aqui, ou talvez antes) quando o chefão na reunião de final de ano de apresentação de resultados anunciou para os quase 100 funcionários que eu era um dos funcionários premiados pelo bom trabalho. Logo eu que digo que as empresas capitalistas são mais que tudo exploradoras e se te pagam X é porque ganham 10X com seu trabalho. Mas foi um sinal que e as pessoas gostavam de mim, isso foi mais importante que qualquer prêmio. Todo o receio que eu tinha antes de subir no avião praticamente acabou ali, eles gostavam realmente de mim, não me discriminavam por ser brasileiro, eles pareciam realmente sinceros. E depois da reunião top secret o chefe me disse que achou interessante eles não terem pedido para eu sair, disse que os chefes, essa alta cúpula aí, já me conhecia e já confiava em mim.

E depois disso tudo, temos contexto para o dia de hoje, depois das 6 da tarde, eu saindo da empresa junto com o chefe do chefe. Baixinho, engraçado, com voz engraçada, gosta de fazer piadas. Mas não fez piada, me perguntou como estava o frio. Eu fico meio sem jeito, mas sempre digo a verdade, disse que tava gostando muito, disse que não me cansava de ver a neve, de ver tantas coisas diferentes, tão bonita, uma natureza tão diferente. Contei a ele que andei da Dundas até a Pape no sábado para sentir melhor a neve. Mas disse também que tava muito frio. Ele respondeu que vai esfriar mais, e que essa neve toda não é comum que caia assim, de uma vez. E continuamos andando, ele também ia para o metrô. Me perguntou como vai o trabalho, eu disse que tava me divertindo muito, que era muito bom trabalhar com as pessoas com quem eu trabalhava, que as pessoas tem sido muito mais legais comigo do que eu poderia imaginar. E disse também que os canadenses não perdiam para os brasileiros em alegria, embora eu tivesse ouvido falar que eram mais frios. Ele me respondeu que sim, os canadenses são mais frios, mas que no meu caso as relações no trabalho tem sido melhor do que a média.

Estes têm sido dias bons, dias de inverno felizes. Há muitas dificuldades, mas também coisas que valem a pena. Eu sempre procurei ter um bom relacionamento com todos, conseguia no Brasil e é ótimo que tem sido assim também aqui. Só espero que os canadenses não fiquem só nas palavras, como os brasileiros, e aumentem meu salario...

Momentos

Termino de descer a escada correndo porque o trem já está saindo. Outros me acompanham em direção à porta mais próxima. Sinal de que a porta vai se fechar eu só espero para me apoiar nela. Dali até a estação onde eu descerei, ela não abrirá mais. E se não posso sentar porque os bancos estão todos cheios, pelo menos consegui um lugar sossegado ali na beira da porta. Sim, tenho que dizer que consegui porque a porta também é um pouco disputada, é o único lugar onde você pelo menos pode ficar encostado. Outro sujeito de casaco azul divide a porta comigo neste final de dia frio. Os meus pés estão úmidos por dentro. Eu tenho usado tenis para andar na rua e há lugares que o tênis molha porque a neve derretida forma uma lagoa cercada na beira da sarjeta pela neve não derretida. Mas eu não me incomodo, antes de chegar na estação Shelbourne eu coloco minha bolsa entre as pernas, no chão, depois de tirar o livro do Agresti de dentro. Abro na página 260, já é a quarta vez que tento ler o livro, nunca cheguei tão longe. Ali, encostado na porta do trem e cansado do dia de trabalho eu começo ler meu livro. Entre um parágrafo e outro eu olho ao redor. A chinesa de cabelos longos ouve walkman, ela tem um negócio na canela para proteger do frio que não sei bem o que é. E no mesmo banco que ela vai uma garota morena, com cara de feliz, talvez cara de brasileira também. E na minha frente um senhor mais de idade segura seu copo de café. É só um momento de distração e eu sigo lendo. Percebo que já estamos na estação Pape, o trem mais vazio, já passamos a Broadview e eu nem vi a ponte. O trem passa sobre uma ponte bem alta, dá para ver bem longe. Depois entra novamente no túnel. Modelos loglineares para dados ordinais, esse é o nome do capítulo que estou começando. Lembro que raramente levo em conta o fato de que os dados são ordinais nas análises. A gente acaba sendo vencido pela pressa, pela vontade de fazer outras coisas e as vezes temos que confessar que fazemos as coisas do jeito mais fácil. Eu mal consigo ler, já estamos perto na Estação Main Street e eu quase durmo em pé em cima do livro. Tento mais um pocuo, mas não dá, eu preciso parar de ler. Guardo o livro, e agora chegamos na estação Vitória Park, eu desço na próxima e até lá o caminho é fora dos túneis. Eu encosto o nariz na porta e olho o chão branco lá fora. Apenas os dois trilhos do trem, não se vê mais nada, tudo branco. A neve tomou conta de tudo. Já está escuro e eu vejo o reflexo no vidro das pessoas dentro do trem. Esperando suas estações, indo para suas casas, mais um dia terminado. O trem para e eu desço,sigo calmo, o chão brilhando talvez pelo sal que colocam na neve, é uma umidade que não se vai nem congela. Mas eu me vou, tenho que pegar o ônibus ainda...

Para o Rogério

O Rogério colocou um comentário no blog querendo saber mais sobre minha experiência no Canadá. Bom Rogério, como você não deixou nenhuma forma de contato, estou respondendo brevemente aqui.

Se você olhar no blog aí pra baixo vai encontrar algumas coisas, mas resumidamente, o meu caso foi que eu sempre quis vir para cá, e ao invés de encarar o processo de imigração e vir sem trabalho, resolvi tentar ser transferido pela empresa onde um trabalhava no Brasil, que tem unidades aqui também. E deu certo! Agora estou no período de avaliação, pode ser que eu decida não voltar mais para o Brasil e tente o processo de imigração. Ou não.

Tenho gostado muito daqui, a experiência realmente vale muito a pena, a gente cresce muito, conhece muitas coisas novas, é sensacional! as não tem somente o lado bom, eu sinto muita saudade das pessoas, tem o frio que dificulta muito sair de casa, tem a lingua que é diferente, a comida que também é diferente, costumes, custo de vida mais elevado. Algumas pessoas como eu levam isso na boa, então vale muito a pena.

Sobre quem vem para cá pelo processo de imigração, eu recomendo que você participe da lista de discussão de imigração para o canadá. Me parece que para algumas áreas, principalmente TI, está bom e as pessoas conseguem emprego. Mas muita gente tem que comçar de baixo, em posição bem inferior a que tinha no Brasil. Apesar disso as pessoas que conheço aqui dizem que vale a pena, pois trabalhar no Canadá é muito mais humano, muito menos pressão, muito mais organização, pelo menos na minha empresa.

Fico por aqui, enfatizando que o grupo de discussao que mencionei acima é realmente muito interessante.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

O dia seguinte

A tempestade de neve passou, a temperatura esta em 7 graus negativos. Nada de neve, nada de vento, nem mesmo nuvens. Hoje de manha eu ate pude apreciar as estrelas. Mas a cidade esta irreconhecivel, tudo muito diferente, montes de neve para todo lado, carros cobertos de neve. Muitos lugares ainda nao estao limpos, principalmente calcadas. Para pegar o busao eu tive que passar por cima de montes de neve. Como a prioridade foi desimpedir as ruas, temos montes de neves do lado das ruas e voce tem que passar por cima deles se quiser atravessar rua. Muitas pessoas andam com botas e entao nao tem problema, eles afundam o pe na neve e tal, mas eu estou andando de tenis, preciso tomar mais cuidado para nao molhar o pe. Se o pe ficar com neve do lado ou em cima, ela vai derreter por que a temperatura no tenis eh alta e vai molhar o pe. Lugares onde as pessoas entram da rua ficam muito molhados e com a aparencia de sujos, porque conforme vc sai da rua e entra num lugar quente, a neve que estah no sapado vai derretendo e molhando tudo. Mesmo aqui no centro as calcadas nao estao totalmente desimpedidas e voce tem que pisar na neve. Enormes montes de neve estao em todos os lugares jah que a galera desimpede os lugares, mas nao tem onde colocar a neve a nao ser fazer um monte. E ainda estah muito frio, ela nao derrete. Eh meio transtornante para o dia a dia da galera, mas para mim a nova experiencia estah superando tudo isso, tem sido muito legal!

domingo, 16 de dezembro de 2007

Inverno






Eu não me canso de olhar pela janela. E tirei muitas fotos também, apenas da visão que tenho da minha janela. Demais! As fotos estão aqui. Algumas estão meio embassadas, acho que é por causa do vidro. Talvez também porque eu usei o zoom da camera, as vezes eu coloquei no zoom máximo. Mas esses pinheiros cobertos de neve, é muito bonito, muito diferente do que estamos acostumados a ver. O chão todo branco, as pessoas andando gordas de tanto agasalho. Enfim, é uma coisa muito legal, acho que ainda que a gente sofra um pouco com uma cultura diferente, vale muito a pena! Demais!

Também estou incluindo aqui um filminho que eu fiz correndo... Foi no mesmo dia que me filmei de ponta cabeça, fiz vários outros filminhos, vários correndo, esse ainda esotu perto de casa. Notem como as calçadas são limpas e são um caminho seguro, sem buracos nem nada para atrapalhar. É muito tranquilo correr nessas calçadas...
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Saindo lá fora

Eu vi uma galera andando lá fora e resolvi sair também. E dessa vez levei a câmera. Tem muito vento, e por causa dele a gente não vê tanto a neve, quero dizer, ela não vem em flocos grandes mas vira quase que uma poeira. Tudo lá fora ficou branco, não há mais estrada, não há mais nada. Está difícil de andar porque não há caminhos limpos, vc anda e se depara com montes de neves que as vezes chegam na canela. Mas é muito legal, bonito, interessante...Esse vídeo foi um dos que fiz lá fora. Também tirei algumas fotos que coloquei aqui.

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Enquanto isso no Brasil

Final de ano chegando e a galera chutando o balde. Ninguem mais quer saber de correr... Bom,não é bem assim. Hoje tivemos Sally, Sidney, Hideaki e Ieda na Rock'n Run. Não sei se tivems mais gente, eu lembro que o Angel gostava dessa, mas não acho que ele tenha ido, pois não me falou nada.
Tivemos também um treino no pico do Jaraguá, organizado pela Jacke, mas me parece que da NT somente o Luis Augusto foi. O pico do Jaraguá me faz ter muitass boas lembranças. Fui várias vezes treinar lá com a galera, é uma subida interminável. A vista lá do alto é incrível, mas poderia ser mais se não víssemos tanta cidade. Eu dizia que pareciam grandes feridas no verde... E teve uma vez que o pico do Jaraguá marcou pra mim, foi a vez que fui correndo de casa, perto do Ibira, até lá. Não é tão longe assim, uns 20Km, mas o problema é o caminho para chegar lá, pegando a anhanguera e a estradinha depois, não tem nenhuma graca correr nesses lugares, muito trânsito, lugares sem acostamento. Então nunca mais fui, esse definitivamente não era um bom percurso para treinar.
E este foi o final de semana da corrida de Natal da Corpore, que me lembra a corrida de natal daqui, a Santa Shuffle. Luis Augusto e Jacke participaram. Aliás treino no Pico e Corrida de Natal no mesmo dia, esses dois tão bem!! Me faz lembrar das duas vezes que eu corri a São Silveira e depois corrida de Natal, na mesma tarde...
E falta muita gelera, mas eu realmente não sei o que fizeram.
Por aqui tá complicado, andei 5Km ontem para apreciar a caminhada na neve, mas foi só. Hoje nem pensar, tá nevando muito, vc nem sabe onde é a calçada mais, ficou tudo branco...

Tempestade de neve

Agora está tendo uma tempestade de neve. Cai muita neve com muito vento. Eu acordei de manhã como barulho da neve batendo na janela, e logo coloquei a roupa de frio para ir andar lá fora. Mas não tem jeito, tem muito vento. Acabei indo somente na garagem que tem no segundo piso do prédio, mas infelizmente aquela hora eu não tinha levado a câmera. Mesmo ali na garagem ventava muito, e os carros que estavam perto do limite da garagem de onde vinha o vento estavam todos brancos. No chão havia uma camada de neve, e em certos lugares por causa do vento, a neve formava montes. Eu comecei a brincar num dos montes, tentei fazer um boneco de neve, mas estava congelando. Então eu fiquei andando por ali. Do outro lado da garagem, que é perpendicular ao vento, dava para contemplar a neve caindo lá fora, mas de vez enquando o vento mudava de direção e era complicado, realmente muito frio. O site do tempo diz que tá 5 negativo com sensação térmica de 11 negativos. E tem um aviso de cuidado com a tempestade. Antes dessas tempestades de neves chegarem, elas são amplamente anunciadas na TV, rádio e internet, tipo no site do tempo. Eles pedem apra as pessoas evitarem sair de casa, já que as condições para dirigir são péssimas.
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Depois voltei e fiz esse filme aí, aqui na minha janela. Não ficou bom, mas enfim, já valeu. Como tem o vidro então acho que perde bastante a nitidez, mas mesmo assim dá para ver como tá tudo branco lá fora, a neve caido, e assim como as chuvas fortes no Brasil, a visibilidade fica muito prejudicada. É algo bonito de se ver estando dentro de casa, mas andar lá fora com o vento que está é muito penoso. 5 minutos ocm as mãos fora da luva, elas congelam, e não é qualuer luva que é suficiente. Boca, nariz, fica tudo congelado.

Parece que eu estou tendo sorte, se ver neve era algo que eu queria, pois esse parece que é uma das tempestades de neve maiores em décadas. Dizem que pode haver 40 cm de neve no domingo a tarde! Vai ser demais, uma paisagem radical, mas uma tempestade é uma tempestade, não é bom para muita gente. Pelo menos, diferente das inundações que tem no Brasil, as tempestades de neve parece que não deixa ninguem desabrigado, nenhum barranco cai, ninguem morre nem perde as coisas. Isso me deixa menos com a consciencia pesada de ficar alegre com a neve. Mas é tudo muito bonito, eu também ficava alegre com as chuvas em SP...

sábado, 15 de dezembro de 2007

Demais!!!

Hoje eu tentei sair cedo para ir na universidade Ryerson me matricular para o curso de marketing, que o chefe disse que era bom eu fazer. Na verdade não tenho lá essa vontade de fazer curso, eu quase diria que é tempo perdido, mas estou aqui, a empresa paga, vou tentar. A temperatura quando saí de casa estava por volta de 13 negativo, realmente bem frio. Então eu saí com todas as blusas que tenho direito. Bom, na verdade eu coloquei a camisa do centro histórico, com manga comprida e por cima dela uma jaqueta que comprei aqui que é realmente potente. Uma calça de corredor, daquelas finas que não esquentam nada e por baixo dela aquela que comprei para correr. Um gorro e um tenis de corrida.

Quando desci do metro lá no centro, eu percebi que o tempo estava magnífico, realmente muito bonito. Uma neve fina caia deixando tudo branco. A neve era muito fina, eu mal via, mas a gente ia ficando branco de neve. O tempo muito fechado, todo mundo muito agasalhado. Nossa, demais, e´uma paisagem inesquecível, eu lembrava de cenas que eu via na TV em filmes que mostrava a russia, ou então a segunda guerra. As ruas menores estavam brancas, com apenas alguns rastros de carros. Era como se eu estivesse participando de um filme! Eu fiquei morrendo de vontade de andar ali fora, mas as luvas não eram boas, minha mão tava congelando. Boca e nariz também. Lembrei que eu tenho 3 corridas no inverno, e se estiver assim?

Então na volta resolvi passar na Canadian Tire, uma grande rede de loja que vende de tudo, eu não sei com o que comparar no Brasil, é mais ou menos igual o Extra ou Walmart, mas não tem produtos de supermercado, tipo comidas, eles vendem artigo para esporte, para casa, ferramentas, e muitas outras coisas. E a garota brasileira que trabalha na empresa disse que lá tinha umas luvas boas e tal. Na Canadian Tire eu não achei luva, mas numa loja do lado, que desconfio seja deles também porque são grudadas com acesso comum, eu achei tudo quanto é artigo de inverno!

Comprei tres luvas, duas balaclaves (é um negocio que coloca na cabela e fica somente o olho de fora) e acho que foi só isso. Ah, então eu precisava ir lá fora para experimentar!

Resolvi subir a Yonge street até a Bloor, e lá veria o que fazer. As luvas são realmente bem melhor do que as que eu tenho, mas ainda assim eu sentia frio nos dedos. Mas o pior mesmo estava sendo boca e nariz. Apesar disso eu estava tão distraído com a paisagem coberta de neve que não ligava muito para o frio. Era demais, aquele neve fina caindo e deixando a gente branco. As ruas menos movimentadas toda branca. Tudo, carros com neve em cima, nossa, era uma paisagem muito diferente, coisa de filme!

Nas ruas tinha menos gente do que o normal, a galera parece qua anda menos do lado de fora nesses dias muito frios. Mas as pessoas que estavam lá, eu não pude deixar de reparar, elas não estavam nem aí pra neve, para o gelo, para tudo branco, elas continuavam suas vidas, olhando vitrines, falando ao celular, contando piadas, entrando no bar apra tomar café. Bom, acho que não é bar, mas tudo bem.

Cheguei na Bloor Street, estava meio congelado já, mas ali eu entrei no subterraneo que dá acesso ao metrô e a muitas lojas. Tirei grana no caixa automatico e fui almocar no boteco de sempre. Não era bem um boteco, mas tudo bem... O sujeito já até me conhece, me perguntou o que eu tava fazendo ali no sábado, se eu tava trabalhando... Depois do almoço eu passei no outro boteco do café, que o sujeito também me conhece e também perguntou se eu tava trabalhando no sábado. Eu disse que não, peguei meu café e me agasalhei bem, tinha decidido continuar a viagem a pé rumo a minha casa. Eram 13 Km até em casa, eu sabia que não andaria tanto, mas eu queria andar mais naquele clima sensacional!

Saí com o café na mão e depois de duas estacões de metrô ele já tinha acabado. Passei por lugares magníficos, parques completamente brancos, muitas e muitas árvores sem folhas todas pintada de branco pela neve, ladeiras onde não se via mais as folhas no chão, apenas a neve branquíssima. O tempo estava muito fechado, com um certo vento o que tornava a temperatura muito baixa, na verdade a sensação térmica. Tendo caminhado duas estações de metro eu parei, entrei nela e tentei colocar a balaclave apra proteger a boca e o nariz, pois estava congelando. Mas quando eu colocava, o ar quente que expirava ficava por ali, embassando muitíssimo os óculos. Ficou tão embassado que eu não consegui nem sair da estação do metrô. Tirei o negócio e continuei sem nada mesmo. Andei mais tres estações do metro, agora passando por parte mais urbanizada, restaurantes gregos cheios, porque alí é a região grega de Toronto. até que cheguei na estação Pape, 5.2Km andando, resolvi entrar no metrô pois estava zoado para andar sem proteção para boca e nariz, eu já não sentia mais eles...

Por coincidencia um sujeito que trabalha comigo me viu ali na estação e conversamos um pouco. Ele é canadense, entao depois de contar para ele que eu tava andando um pouco para contemplar a paisagem de inverno, ele me achou meio maluco, eu acho.

Voltei para casa, foi realmente demais, o mundo tem muita coisa que precisamos conhecer!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Ar seco

Com a chegada do frio eu comecei a sentir uma coceira pelo corpo, principalmente nos braços e pernas. E comecei a pensar no que poderia ser. Os dias se vão e ela nao para, e comçou a ficar cada vez mais desconfortável, costas, barriga, tudo coçava e as pernas ficavam até um pouco machucada. Eu pensei que fosse alergia, tipo devia ser o carpete, deve estar cheio dos tais acaros, casa fechada, sem ventilação. Fiz uma senhora limpeza na casa toda, lavei toda a roupa de cama, de banho, até comprei uma toalha nova pensando que pudesse ser aquela toalha, já muito velha, parecendo um pano de chão. Parecia mesmo uma alergia para a qual eu não achava explicação.

Mas nada adiantava. Eu lembrava que a Fabiana, uma das brasileiras que trabalham na empresa, me disse que o marido dela teve um tipo de coceira no corpo todo e resolveu com um hidratante. Ar seco não fazia sentido para mim porque eu sempre via na internet e na TV que a umidade estava a 80% e até 100%. Até que eu resolvi procurar o que significava umidade relativa. Então vi que quando a temperatura é muito baixa, como agora, em torno de zero graus, o ar segura muito pouca água, assim 100% é o total que ele segura, que é pouquíssimo a zero grau.

Então o ar na verdade estava muito seco e entendendo isso eu comcei a relacionar os fatos. O que eu tinha podia realmente ser ligado ao clima seco. E eu experimentei passar nos braços o hidratante que eu passava no rosto, perto da boca, para não queimar com o frio. O alívio foi imediato! Eu fiquei o dia todo sem sentir nada mais nos braços!!! E agora eu passo por todo lado, e não tenho mais problema. Foi um alívio também porque já que não é o pó, os ácaros, então eu não preciso me preocupar em manter a casa limpa....

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Treino por agua abaixo

Ontem eu trouxe novamente a roupa para ir correndo do trabalho ateh em casa. Mas eu nao sei porque, passei o dia todo com uma fraca dor de cabeca, coisa que eu nao costumo ter, talvez eu acabe pegando alguma gripe, nao sei. Mas nao tava me sentindo bem para correr, nao tava confortavel. A temperatura estava em torno de zero graus, acho que ia ser legal, mas nao rolou. E depois acabei concordando que fiz a melhor opcao, melhor nao fazer muito esforco pois se for uma gripe mesmo ela viria mais forte. Vamos ver. Hoje estou bem melhor, mas nada de gripe, ou resfriado. Tambem nao vai dar para correr hoje porque tem a festa da empresa.

Conflito de geracoes

Essa semana aconteceu em Missisuaga, uma cidade da Grande Toronto, uma fato tragico. Uma jovem de 16 anos foi espancada pelo pai e acabou por falecer. O motivo eh que a garota nao queria usar o veu sobre o rosto e as roupas que as mulheres mulcumanas usam. esse acontecimento virou noticia e chamou muito atencao, tal que nos jornais sai algo todo dia. Dizem os que trabalham com imigrantes, que na comunidade isla esse tipo de conflito eh muito comum, nao com morte, mas sempre com muita tensao entre pais e filhos. Os orgaos do governo estao pensando em dar mais atencao a esse conflito de culturas ao inves de focar a ajuda aos imigrantes somente na lingua e trabalho.

Eu acho a religiao uma grande contradicao. Ela nao poderia causar esse tipo de coisa (que aqui eh muito mais religiao do que qualquer outra coisa). Se eles vem de lah para morar aqui, devem aceitar ateh certo ponto a cultura daqui. Se acham os ocidentais tao errados a ponto de ser preferivel a morte a fazer o que eles fazem, entao porque vieram para esse lugar onde tudo eh pecado, onde a sociedade eh tao corrompida? Poderiam ir para algum lugar onde a cultura eh igual ou onde o consumismo ocidental nao fosse tao desenvolvido. Eu acabo sendo bastante critico com essas coisas porque as pessoas sao simplesmente contraditorias. As pessoas querem vida boa, grana, ostentacao, poder, ficar acima dos outros, e ao mesmo tempo se dizem religiosos. mesmo supondo que a religiao permitisse tudo isso eu nao acredito que ela de valor a isso. Ou seja, tudo uma hipocrisia...

Hoje tem festa

Final de ano se aproximando, e como no Brasil aqui tambem tem a festa de final de ano da empresa. Na do Brasil eu nunca fui mas aqui eu irei ateh como uma forma de ser mais social e conhecer pessoas ja que eu vou em poucos eventos da empresa. Nao sei ao certo o que vai ter, me parece que um jantar, mas de qualquer forma eu com certeza vou cair fora logo.

Ontem a galera jah vei me perguntar se eu ia na festa e nossa, eu nem tava lembrando disso. Tem uma turma que esta bastante empolgada com essa festa, cmoo ficam tambem com qualquer evento. Vamos ver o que acontece, eu geralmente nao gosto do ambiente com muito barulho, e ainda tenho que entender o que a galera fala em ingles...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Cafe da manha duplo

E eu fiz a rotina de sempre, sai do metro, comprei o meu copo de cafe com uma rosca recheada com uma geleia de algum tipo de "berry". Cheguei no predio, notei um aue ali embaixo, na recepcao, subi para o terceiro andar e comecei a trabalhar. Ok, comecei a escrever os posts aqui, olhar email, essas coisas. Entao a galera comecou a chegar, com pratos na mao. Me avisaram que tinha cafe da manha sendo servido lah embaixo. Eles jah tinham avisado que hoje haveria esse cafeh da manha, eu que nao liguei muito. Bom, obviamente fui abrigado a descer lah para conferir. Rinha bastante coisa, aprecia o cafeh da manha de um hotel, mas nao tinha sucos nem frutas. Eu enci meu prato e subi, e estou aqui agora, com o prato cheio tomando o segundo cafe da manha, quem sabe nao precisarei nem almocar...

Interessante, esse eh um cafe da manha que o proprietario do predio faz para todos os que trabalham no predio, todos os inquilinos, tipo uma festa, ou comemoracao pelo final do ano. Muito legal...

Deslisar e deslizar

E na hora de escrever o post ai embaixo eu fiquei em duvida se deslizar era com s ou z. Afinal liso eh com s, e deslizar me pareceu ser com z, tinha algo estranho. Entao segundo eu vi na internet, existem as duas formas (espero que eu tenha visto em um site confiavel, que nem sei qual foi mais... Ok, fui procurar o site denovo, aqui estah.). Deslisar com s significa tornar liso, alisar. E deslizar com z significa escorregar. Entao enfim, talvez o gelo tenha deslisado com s o chao e eu fui lah e deslizei com z mesmo...

Cidade mais procurada

Saiu hoje no jornal que a cidade mais procurada do Canada nao eh Toronto, eh Calgary, que fica na provincia de Alberta. Eh uma cidade menor que Toronto, mas que dizem que eh a mais rica do Canada e com uma economia que tem crescido muito. Acho que a economia deles se baseia na atividade de mineracao, nao sei ao certo de que tipo e nao to afim de procurar. Ok, fui procurar, olha o link aih em cima na palavra Calgary. Eles sao fortes na industria petrolifera. Mas tem muitos outros tipos tambem.

Segundo o jornal a ordem das cidades mais procuradas eh Calgary, toronto, Vancouver, Edmonton, Victoria e Otawa. Vejam que Montreal estah fora da lista das mais procuradas, eu ouvi falar que realmente Montreal tem dificuldade de atrair pessoas, talvez por causa da lingua francesa.

Primeiro deslize

Aconteceu hoje de manha. Escuro ainda, eu saindo para o trabalho. Sai pela porta do predio e tava caminhando meio rapido, mas eu percebi que tinha uma senhora atras de mim que nao conseguia manter a mesma velocidade. Antes de sair do terreno do predio tem um portao e aqui, como todo mundo abre porta em todo lugar, eh comum um ou outro ser mais gentil e segurar a porta aberta quando ve que outra pessoa vai passar. aih o outro nao precisa abrir a port. Pois bem, eu abri o portao e ocmo a senhora tava vindo, mas nao muito perto eu empurrei com forca o portao para que ele abrisse ao maximo, depois ele vai fechando devagar e daria tempo da senhora chegar e encontrar o portao ainda aberto. E eu nao precisava ficar esperando ela.

Soh que eu empurrei o portao com forca demais, ele abriu o maximo possivel, bateu lah no final e a forca de reacao fez ele voltar a fechar rapidamente. Nao soh nao ia dar tempo de a senhora passar como ele ia bater na hora de fechar e fazer o maior barulhao. Entao eu, que jah tava indo embora, parei para voltar um passo e segurar o portao. Pelo menos tentei. Quem diz que eu consegui parar. Eu estava pisando no gelo, lisissimo. E brecar no gelo eh algo que vc tem que evitar. Bom, nem vi nada, quando vi eu jah estava no chao, a senhora me perguntando se eu estava bem. Sim, eu estava, nao aconteceu nada alem do tombo. Eu falei para ela que tava muito escorregadio, para ela tomar cuidado.

Bom, complicado, hoje eu vi que a temperatura tava 1 positivo, legal, quente, peguei a blusa mais fina, olhei pela janela, a neve lah embaixo parecia ter umas falhas, ou seja, parece que com a chuva do dia anterior ela tava derretendo. Coloquei o tenis, porque nao tenho ido mais de sapato para o trabalho, vou de tenis e troco no trabalho, as vezes nem troco. Mas eh muito melhor andar de tenis quando tem neve ou chao liso. Eu nao ia imaginar que o chao tava liso ali, onde todo mundo passa, com a temperatura acima de 0 graus... E nao eh facil ver, estava escuro, a camada de gelo eh muito fina, transparente, na verdade para mim parecia molhado apenas...

Vvivendo e aprendendo e dando motivos para os outros darem risada...

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Feijão

Quando cheguei aqui notei no primeiro dia que a galera não comia feijão nos restaurantes normais. Eles comem arroz, carne, salada, batata, um monte de besteiras, mas nada de feijão. Já na primeira semana, no prieiro mercadinho que encontrei, e olha que foi difícil encontrar, eu comprei uma lata de feijão. Encontrar o mercadinho acho que foi mesmo falta de sorte de minha parte, pois tem bastante. E encontrando o mercadinho, que eles chamam de "Grocery Store", aí fica fácil encontrar o feijão, geralmente todos eles tem. O que é difícil é escolher o tio, já que tem vários. Lembro que naquela primeira semana eu comprei duas latinhas, e ach oque acertei, ambas eram gostosas. Mas feijão igual o do Brasil não tem. Naquela primeira semana comprei uma lata de feijão branco e outra de vários tipos. Depois com o tempo fui me aventurando em outros tipos e duas ou tres vezes eu quebrei a cara, comprei uns tipos muito diferentes, ruins. Hoje eu sei que o melhor e mais parecido com o do Brasil é o Romano Beans, esse aí da latinha, que custa entre 70 e 80 centavos a lata. Uma lata dá para duas refeições, eu acho, mas sempre que eu abro uma eu como ela inteira.

O Romano Beans vem cozido, muito parecido com o feijão do Brasil mesmo, é só abrir a lata e pronto. Não é gostoso e nem tem os temperos que estamos acostumados no Brasil, mas no resto tem sido legal.

Eu também cheguei a comprar feijão de saquinho, cru, nas primeiras semanas, auge do desespero. Deixei de molho de um dia para o outro e coloquei para cozinhar. Foi impressionanate como ele ficou pronto rápido, não precisou panela de pressão nem nada. Não ficou tão gostoso porque eu só coloquei sal. Percebi então que valia mais a pena comprar a latinha, afinal ela não é cara. Hoje eu sempre tenho várias latinhas de feijão em casa, visto que frequentemente faço a comida em casa ao invés de comer fora. Enfim, não precisei parar de comer o arroz com feijão....

Tchau chefe...

E estavamos discutindo segmentacao na sala do chefe, ele defendendo um metodo e eu nao concordando muito, quando eu olhei pela janela e vi que estava nevando! Falei pro chefe - Nossa, que legal, tah nevando! Tchau, estou indo almocar! No que ele me respondeu - Vc vai sair para almocar hoje!? Eu disse - Claro, esta nevando, olha que legal!. Ele comecou a dar risada, disse que ele nem ligava mais para a neve, na verdade ele comeca a ficar preocupado pois vai ter que dirigir no chao mais liso. E disse que se vc aprender a dirigir na neve, entao aih vc sera um bom motorista.

Bom, eu sai para almocar, era uma neve que tava quase virando chuva porque nao estava tao frio assim. Mas estava muito bonito, com uns flocos maiores, que flutuavam. As pessoas nao usam guarda chuva! Bom, eu fui almocar, quando terminei e voltei pro trampo jah nao era neve, era chuva, uma chuva que parece que virava gelo no chao, e ateh algumas gotas eram gelo. Eles chamam de chuva congelante, ou sei lah como traduzir (freezing rain). Significa que a temperatura devia estar por volta de 1 grau positivo. O chao estava liso, cheio de pedrinhas de gelo, e conforme as pessoas vao passando em cima aquilo fica igual barro, o gelo nao derrete e fica sujo, fica aquele camada pegajosa...

Orgs e DesOrgs

O debate abaixo, no post sobre o filme "Into the Wild" teve sua origem numa discussao que os corredores brasileiros estariam deixando o pais por causa de maratona mal organizadas. Temso casos recorrentes de mudancas de datas nas maratonas. E temos o caso classico da Yescom/Globo com seus interesses diferentes dos interesses dos corredores, que vou comentar mais aqui.

Digo que o Brasil tem boas provas, boas organizacoes, principalmente agora que tenho a experiencia de correr provas no Canada, pais de primeiro mundo. Acho que jah corri 8 provas aqui, das quais somente 2 teve chip, e isso nao e porque eu escolhi as provas mais simples, eh porque isso foi o que houve aqui na grande Toronto, nao teve muito mais opcoes de provas. Especialmente na grande SP temos uma infinidade de provas sempre muito bem organizada comparativamente com o Canada. A grande diferenca, eh que no Brasil voce paga para correr, aqui geralmente voce paga para ajudar alguma entidade, praticamente toda prova esta muito ligada a algum fim beneficiente, e isso eh muito claro, tanto que nao faz sentido reclamar da organizacao, afinal eles estao arrecadando grana, fazendo uma boa acao.

Essa diferenca sem duvida faz com que as organizacoes no Brasil sejam melhores, e principalmente que mesmo sendo melhores os corredoers tenham todo o direito de reclamar. No Brasil organizar corrida eh um negocio lucrativo.

Eu ach oque nos, corredores devemos reclamar sempre, mas ha tambem um pocuo de se fazer de vitima por parte de muitos. Reclamacoes quanto a horario de largada de provas como a maratona de SP, Sao Silvestre, Pampulha, meia do RJ sao infundadas no meu ponto de vista, na maior parte das vezes. Isso porque o corredor sempre sabe qual o horario da largada e sabe qua muito provavelmente vai estar quente, corre e paga para correr essas provas porque quer. Na verdade porque eles devem ter alguma vantagem maior do que a desvantagem do calor. Uma vez que o regulamento estah claro, o que podemos fazer eh sugerir que ele mude ou nao aceita-lo nao comprando o produto, podemos escolher outra corrida.

Outros pontos sao mais fundados, como atrasos na largada, muita gente, agua quente, falta de agua, mas cah entre nos, sempre sabemos que provas da yescom sao desse jeito, ou seja, de uma forma ou de outra, sempre aceitamos tudo isso, falamos mal, metemo o pau, mas estamos sempre la.

Essas provas que passam na TV, que sao a maior muvuca, pra mim sao o caso de participarmos uma ou duas vezes para ver como eh, depois nunca mais. Vale a pena participar uma vez da meia do RJ, poo exemplo, subir a Niemeyer, passar pelas praias, eh uma experiencia legal, independente da org. Me parece que a unica prova que tem tido um nivel melhor eh a maratona de SP, mesmo assim com muita gente e largada tarde. Mas o corredor que dispoe de um opuco mais de recursos sempre pode escolher outra maratona no Brasil mesmo, como Curitiba ou POA, que tem sempre nivel bom de organizacao e respeito ao corredor, e clima mais favoravel.

Enfim, o debate existe desde que comecei a correr, e acho que precisamos escolher mais as provas. A corrida para as orgs eh um negocio que tem sido lucrativo, eles nao tem porque mudar, porque se importarem como os corredores, nos eh que precisamso nao comprar o produto, temos tido informacao suficiente para saber dos "defeitos"...

Canada e Bali

Esta tendo uma conferencia em Bali, Indonesia, sobre as mudancas climaticas. O Canada tem sido um dos paises criticados porque ele se retirou do protocolo de Kyoto, dizendo que o negocio nao funciona se paises como US, India e China ficarem de fora, que eles precisam ter suas metas caso contrario de nada adianta tudo isso. Dizem que esse tipo de posicao do Canada nao ajuda em nada apenas tomando mais tempo para negociacoes.

O Brasil, pelo que sei, defende que os paises ricos emissores de carbono deveriam pagar pela conservacao das florestas e reduzir suas taxas sobre o alcool, bioconbustivel produzido pelo Brasil.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Into the Wild

Este é um filme que acabei de assitir, depois de um debate acalorado no forum (veja o link aí do lado - Forum Pestana). Tudo comecou com o motivo pelo qual os brasileiros vao correr maratonas no exterior, disseram que era em busca de melhor organização. Eu taquei logo que era puro status, se mostrar, auto estima. Não vou discutir isso aqui, mas a discussão se inflamou bastante, foi para o lado dos pobres e oportunidades e depois a crítica aos americanos, enfim, virou o maior auê. A minha posição, porem era muito mais ligada a valores humanos, ao apego que o ser humano tem a bens, a vida em função dos bens, todo mundo caminhando para o mesmo lado, sem desejos, todo mundo controlado por pelo querer mais. Parece aquela animação onde eles penduram uma vara no cachorro, com uma salsicha na ponta, e o cachorro começa correr atras da salsicha mas nunca chega lá, e ela sempre pendurada na frente do seu nariz. O ser humano é assim, amarraram uma salsicha nele e agora tudo é salsicha. As pessoas não adimitem que são cachorros atrás de salsichas, então deu toda a discussão no forum, com uma vertente que começou a falar do capitalismo e outra que eu fiquei nela falando disso, de valores, do individualismo do ser humano buscando tudo para si.

O Marcão, moderador lá do forum, percebeu bem qual era a minha posição e me indicou esse filme. Conta a história real de um sujeito que vivia muito bem e largou tudo para viver uma vida livre, de aventuras, onde ele se desligou dessa coisa de bens materiais, de posse. Eu achei que o filme realmente nos mostra como estamos presos a este sistema, dando para ele toda nossa vida, como estamos presos a valores materiais e pro eles esquecemos tantas coisas que o mundo tem a nos oferecer. É um filme interessante, mas do tipo alternativo, nem todos gostam desse tipo de coisa, mas eu achei bem legal....

Calor....rs

Parece que o frio vai dar um tempo esta semana. A temperatura mais baixa prevista e 5 negativos e tudo bem que a mais alta seja em torno de zero graus... Uma coisa que tenho notado eh que eh melhor o tempo estar nublado do que limpo. Quando estah nublado, nevando ate, nao eh tao frio como quando estah limpo. Hoje o tempo esta muito fechado, mas temperatura esta legal, parece ateh que a neve estah derretendo, tive impressao que tem menso neve nos montes lah fora... Dizem que as nuvens seguram o calor aqui embaixo...

Seguranca em Toronto

Hoje saiu no jornal que Toronto continua sendo uma das cidades mais seguras do mundo, inclusive do Canada. Este ano houve 80 homicidios em Toronto, jah proximo do recorde de 89 em 1991, mas ainda assim dada a grande populacao na cidade, a taxa eh muito baixa. O oficial de policia disse que se voce nao trabalha com drogas, nao eh um membro de gangue, nao vende armas de fogo e nao esta envolvido com negocios ligado a sexo, entao voce nao vai ser assassinado em Toronto. Isso eh bom claro, mas surpreendente tambem, eu pensava que dada a quantidade de imigrantes, muitas pessoas de fora, sabidamente eles ganham em media menos que os canadenses, entao haveria um descontrole maior, masi brigas, mais assassinatos. Outra coisa interessante eh que jah ouvi de mais de uma fonte que Montreal nao eh legal como Toronto no sentido de que as pessoas nao respeitam os outros lah tanto como o fazem aqui. Dizem que Montreal parece ter o jeito mais latino, onde cada um olha o seu lado e os outros que se danem, o jeitinho onde o que importa eh que eu consiga o que quero, as leis que se danem. Enfim, boas noticias para mim que aterrisei em Toronto...

domingo, 9 de dezembro de 2007

Nevando Hoje

Hoje nevou agora na hora do almoço. Eu sai para ir fazer compra, na verdade sai mesmo porque tava nevando e eu quis andar la fora. Embora não atenha sido uma neve lá muito grossa eu fiz um filminho tentando pegar a neve caindo.

video

Enquanto isso no Brasil

Foi um fds parado pra galera. O treino na praia não rolou, o que eu estou quase achando legal, que coisa feia, pois eu tava com vontade de ir, imagina... No atual momento eu fico com água na boca até com os treino na USP. Mas ok, é uma época mais difícil para reunir a galera, mas estou torcendo para que consigam outros treinos em grupo. O Rodolfo, Paulo, Pamela, Luisão, todos treinaram na USP. O Issao também fez um treino legal no RJ, eu não ouvi eles falarem do treino da Dani, será que vou ter que pegar no pé dela também? Teve o Circuito das estações no RJ e o jopones pegou o bonde andando e correu 6 Km. Lika nada... E a turma tem rodado bastante, altas kms. Parece que foi um fds fraco de corridas por lá. Eu fiz os dois treinos aí um no sabado e outro no domingo. Acho que muitos tem treinado mas eu não fico sabendo, ô galera, vamos contar como foi os treinos aí...

E teve o Toinho, treinando fazer montagens para me sacanear, esse Toinho... Olha aí:


Treino Hoje

Hoje consegui treinar denovo. Eu tinha pensado em treinar com o pessoal da Running room, eles comecam as 8:30, lá na Queen street, uns 8 ou 9 Km daqui. Eles tem um grupo que treina sempre aos domingos neste horario, e convidam qualquer um para juntar-se a eles. Faz tempo que esotu ensaiando apra ir lá, um dos problemas sendo a distancia. Como o metro não funciona antes das 9h, a melhor alternativa acaba sendo ir correndo mesmo.

Mas quando acordei hoje a televisão mostrava 7 graus negativos, e eu preciso de umaluva melhor para correr nesta temperatura. Então meio que desisti. Mas estava cedo, eu entrei na internet, e fiquei vagando, lá pels 8:30 eu notei que a temperautura tinha subido para 4 negativos. Resolvi encarar, faria o percurso até a Running Room da Queen Street, quem sabe encontraria alguns corredores pelo caminho, e alem disso fazia tempo que eu não corria por alí.

Coloquei duas luvas e cai fora. Desci a Midland e segui pela Kingston rumo Oeste. A paisagem estava igual ontem, mas o tempo muito nublado, com previsao de neve leve inclusive. E eu estava torcendo para nevar, devia ser demais correr com neve caindo! Mas não aconteceu. Como ontem, hoje também corri por calçadas com neve dos dois lados, muita neve, muitos montes de neve. Vez ou outra eu me deparava com gelo no chão, então precisava tomar cuidado para não escorregar. Eu tenho usado o meu tenis de cross, que trouxe porque era o unico descente que tinha quando vim para ca, e agora na neve ele tem se mostrado mais apropriado por escorregar menos, mas ainda assim ele escorrega. Outro ponto positivo é que ele é mais fechado que o Adidas, então agora no frio isso é bom, vc fica com o pé mais quentinho, se bem que com qualquer tenis, ach oque eu não teria probelma com os pés.

Mas o problema denovo foram as mãos. As pontas dos dedos cogngelavam, eu ficava revezando a mão que colocava embaixo da camisa. E resolvia, porque a barriga sempre está quente, deve ser por causa da camada adiposa. Mas isso tem sido muito ruim, poxa, com duas luvas...

Na Queen Street eu encontrei alguns corredores correndo no sentido oposto ao meu, devia ser a galera da Running Room. Eu pensei em parar, perguntar para eles que tipo de luvas eles usavam, mas tudo o que queria era terminar meu treino logo, já tinha decidido que seguiria na Queen até a Woodbyne e subiria ela até o metrô, na Danforth. O pedaço na Queen e até um pouco antes eu acelerei legal, o ritmo só caiu lá na Woodbyne, porque tem umas subidas e enctrei também umas partes com gelo no chão, aí é melhor ir devagar. Mas estou longe da minha boa velocidade, estou imaginando que um pouco deve ser devido a baixa umidade do ar, digo, percentualmente ela tah alta, mas pelo que entendi nessa temperatura não dá para ter muita agua no ar. E também por causa da temperatura, a gente respira ar gelado, isso deve complicar a vida lá dos pulmões, sei lá, deve ser menos eficiente. E tembém pela falta de treino, claro, mas não sei o que pesa, e o que pesa mais. O resumo é que hoje me senti muit bem para correr, tirando o caso das mãos, mesmo sendo sempre a 4 graus negativos.

Na Woodbyne eu resolvi afrouxar as luvas, como se eu tivesse colocado elas mas não completamente, deixando a ponta dos dedos da luva sem serem preenchidas pelos meus dedos. A idéia é que os dedos estariam congelando simplesmente porque eles estavam em contato direto com a luva, que ficava fria, afinal ela está muito exposta. Se eu conseguisse deixar uma camada de ar entre os dedos e a luva, então isso deveria ajudar porque o Queijão me disse que o ar é isolante térmico. E realmente eu diria que melhorou, eu preciso fazer outra experiencia com isso, minha impressão foi que melhorou muito. Eu preciso correr bastante desse jeito para ver o que acontece. E então talvez o problema seja que eu estou usando uma luva muito apertada e deveria comprar uma do tamanho ultra G.

Abaixo tem o percurso que eu fiz, deu 11Km segundo o site aí, em 56 minutos. Acho que o ritmo ficou por volta dos 5min/km considerando que eu parei em alguns semáforos.

Outra coisa, eu passei perto da pista de borracha onde eu treinei muitas vezes, ela está totalmente branca, impossível treinar lá. Dessa vez eu não levei a câmera, na verdade eu quis mas é complciado correr com a câmera, não rola, precisava ter um bolso onde ela se ajustasse bem e não ficasse balancando, a minha blusa tem um bolso mas a câmera é muito pesada e a blusa não é justa então ela fica pulando, não rola... Enfim, estou contente, pelo menso não esotu parado!

Quando voltar ao Brasil não vou poder mais reclamar do frio lá...