sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Treino último dia do ano

Último dia do ano e eu resolvi sair cedo para o último treino do ano. O mês tinha sido legal e eu não vou negar que já saí com o plano de correr pelo menos uns 15 Km para fazer aqui no Canadá a minha São Silvestre particular. Dezembro foi um mês de treinos intensos e correr 15Km não deveria ser problema, principalmente depois de ter ficado sem correr por dois dias. Aliás em Dezembro foram apenas 4 dias sem correr, se não me engano.

Depois de muito tempo a temperatura escalou e estava nos 4 positivos, uma maravilha para quem não via temperaturas acima de zero graus por mais de um mês. E eu resolvi correr de shorts, com blusa leve.

O treino começou com o dia ainda escuro, as ruas vazias e úmidas. A neve no chão era praticamente inexistente, se limitando a algumas partes da calçada onde pouca gente pisa ou jardins onde ela havia se acumulado mais. Mas as calçadas, a rua estavam molhadas,o tempo nublado faendo a ocasião muito agradável. Eu rodava fácil ouvindo o rádio e tentando não forçar o ritmo, ainda planejando o percurso do treino, ainda tentando decidir se as pernas estavam ok para um treino mais longo.

Subi a Avenue Road até a Eglinton e ali decidi continuar subindo e rumei para o percurso alternativo que tinha na cabeça mas que não conhecia de chão. Após duas perpendiculares eu entrei na terceira e corri para Leste paralelo a Eglinton e com o objetivo final de descer a Laird, mas sem saber bem como chegaria lá. Continuei paralelo a Eglinton, por rumo, me perdendo algumas vezes e me achando logo deopis mas finalmente chegando na Laird com o dia clareando no horizonte.

No final da Laird tem a ponte que dá acesso à Pape Avenue, que é alta e longa. Ali eu desliguei o rádio e pela primeira vez vi o mundo de cima, o Don Valley River e a Don Valley Parkway lá e o dia chegando no horizonte, onde eu sabia ser o lago mas ainda estava longe para vê-lo.

Logo estava na Danforth em ritmo moderado, segurando as pernas para conseguir o objetivo dos 15 Km. Mas a brincadeira estava chegando ao final, eu passei pela ponte da Bloor Street, entrei na Parliament Street e Weslesley, entrei na Shelbourne e parei no supemercado que tinha logo ali com a certeza que os 15Km tinham sido vencidos. O mercado ainda não estava aberto mas eu esperei um pouco para comprar um pão, pegar o metrô e ir para casa satisfeito pelo ótimo treino de final de ano.

Fechei 2010 com um treino muito prazeroso e com a certeza de ter fechado o ano em que mais corri. Mas 2011 ainda é incerto em termos de corridas e eu não sei se quero repetir o volume de 2010, visto que achei ele um pouco alto demais. Correr é ótimo mas nada é bom em excesso... Vamos ver...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O trabalho anda lento

É impressionante como tudo para no final de ano. Nessas duas últimas semanas o trânsito de Toronto ficou muito calmo. E no trabalho quase ninguem. A galera cai fora, os brasileiros voltam para o Brasil e tal.

Apesar de pouca gente e muito silêncio, eu tinha bastante trabalho para estes dias tanto que estava no ponto de achar os dias de folga ruim - trabalho nenhum é feito nestes dias e nos dias seguintes você fica atolado por conta disso. Mas no final das contas eu conversei com o pessoal, esperneei... tempo de festa, vamos deixar isso pro ano que vem... E assim eu vejo se consigo me desligar nos dias de folga.

Mas é interessante que o psicológico pega. E a galera não quer trabalhar e chega 4h da tarde tá todo mundo tirando o time. É fim de ano... estávamos discutindo se seria um bom negócio tirar férias nestes dias pois o sujeito tava dizendo que era besteira visto que ninguem trabalha mesmo. Você tem que tirar férias em época de muito trabalho, para dar um descanso e tal. Mas as coisas são relativas, se as festas são uma grande tradição em sua família e se você não mora na mesma região que sua família, então vale a pena tirar estes dias, seja como for, pois férias em Março não vai trazer de volta o Natal e Ano Novo com a família.

Isso seria especialmente verdade para mim, mas eu decidi que não sairia da cidade no final de ano. Eu sou do tipo que gosta de viajar quando ninguem mais está viajando. Quero avião vazio, estradas vazias. E de quebra as passagens são mais em conta fora dessa época de festas. Mas tem o lado ruim, você perde a oportunidade de ver a família reunida e tal.

Enfim, acabou. As duas semanas de trabalho lento, de festas, muito comida e bebida, está tudo chegando ao final. E daqui a pouco estamos em Janeiro e como no Canada não tem Carnaval e nem férias de verão agora, o bicho pega no inicio do ano... E que 2011 seja de muito trabalho....



Mais um ano se vai

Eu não vou torrar a paciência de ninguem contando aqui os detalhes do meu 2010. Mas falando por cima foi um grande ano, um ano de crescimento. De maiores responsabilidades no trabalho. Ano em que li mais coisas não relacionadas a estatística. O ano que eu decidi de vez ficar no Canadá por tempo indeterminado. 2010 também foi um ano em que não visitei o Brasil e sei lá, tem algo emocional aí, tipo, um ano inteiro sem pisar na terrinha...

Ano de esportes, com as olimpíadas de inverno aqui e todo o barulho por conta do que ela representa para os Canadenses. E depois a Copa do Mundo. Mas o que marcou em esporte é que 2010 foi o ano das corridas para mim, não das corridas de rua pois só fui em duas, mas das corridas matinais. Foi sem dúvida o ano que mais corri, onde a média passou dos 6 Km por dia, todo santo dia. Isso me mostrou a importancia dos amigos no Brasil, a importancia de eles ainda estarem comigo e eu com eles.

2010 também foi o ano de acontecimentos mais tristes - Chuvas no Brasil e no Paquistão, terremoto no Haiti , China e Chile, trabalhadores presos em minas no Chile, China e Nova Zelândia, gripe suina, a polêmica do nova tratamento para Esclerose múltipla, tensões na Coréia, o Vulcão na Islândia que parou a Europa, crises na Grécia e Irlanda, Wikileaks, encontro do G20 em Toronto e toda a sua polêmica.

Acho que devo também falar que 2010 foi um ano de clima muito quente no Canadá. Para um brasileiro que gosta de ver neve e tal, foi decepcionante, com praticamente nada de neve. O verão foi demasiadamente quente e longo. Acho que a maioria da galera gostou, mas eu esperava um clima mais Canadense vamos dizer.

Que 2011 seja um grande ano para todos nós, com muitas coisas boas e sobretudo saúde e alegria. Que cada um encontremos o que queremos ou parte dele ou o começo dele, mas que 2011 seja um ano de crescimento, de coisas positivas para as nossas vidas. Feliz Ano Novo!



domingo, 12 de dezembro de 2010

Chuva e frio

Mais um domingo de corrida matinal. Eu segui pela Saint Clair, rumando para Oeste, num domingo chuvoso e escuro, com temperatura de 3 graus. Lembrei que seria inimagin[avel correr com chuva e temperatura de 3 graus no Brasil, aliás só o frio impediria muita gente de sair da cama. Mas aqui eu estava feliz pois nessa época do ano temperatura acima de zero não acontece todo dia. Eu estava bem agasalhado e não sentia a chuva, que era fina, eu apenas curtia a manhã e as calçadas vazias.

9 Km se foram e eu resolvi voltar, e o vento que estava a favor ficou contra. Foi uma situação inesperada apesar de eu saber que eu estava a favor do vento. Eu não esperava que seria tão ruim. O vento estava mais forte do que imaginava e a chuva também e isso se tornou evidente quando virei 180 graus. Eu senti frio e o prazer da corrida se foi. Os planos para um meio longo de uns 20Km também se foram, eu não estava afim de correr com aquele vento contra, a chuva no roso, os óculos embassados... Peguei o ônibus para casa com 14 Km...

Mas ainda assim a distância foi boa, acima da média para este mês, que tem sido bem alta. 2010 está terminando e com ele um dos melhores anos que eu tive em termos de corridas...

sábado, 11 de dezembro de 2010

Crise do Petroleo

Eu estive assistindo alguns documentários sobre a possível crise do petroleo que nos espera, possivelmente muito em breve, se não já agora. A questão é que alguns especialistas dizem que vamos atingir (ou já atingimos) o pico mundial de produção de petróleo, ponto no tempo onde a producação de petróleo não pode mais aumentar. Você pode estudar melhor o assunto aqui (existe também o site em portugues, mas é impressionante como ele não tem informação nenhuma...). E não faltam documentários falando sobre isso, aqui estão alguns deles: Energy War, Collapse, The End of Suburbia, e outros.

A nossa civilização encontra-se em constante crescimento e demanda por mais e mais petróleo. Países como China e India estão crescendo suas demanda exponencialmente. E a idéia que dependemos do petróleo apenas para movimentar os nossos carros está longe do tamanho correto de nossa dependência. Não e´muito difícil ver que na verdade dependemos do petróleo para quase tudo. Sem o petróleo fica complicado movimentar máquinas agrícolas e produzir amônia e consequentemente a produção agrícola cai muito, empurrando o preço dos alimentos para cima. Mas já tem muita gente passando fome no mundo, com petróleo e tudo, o que acontece se a producao cai, com aumento dos preços mundiais dos alimentos? O petróleo também é usado na produção de plasticos, pneus, e uma infinidade de materiais. Sem ele a medicina é fortemente afetada. Por causa da nossa grande dependencia nesse recurso finito e por causa do rápido crescimento da população global, e da dificuldade de substituir o petroleo por outra fonte de energia, há previsões apocalipticas para o momento em que atingirmos o pico de produção. A humanidade não desapareceria mas a população teria que ser reduzida drasticamente. Os mercados, as economias entrariam em colapso. Enfim, acho que é complicado prever o que vai acontecer, mas de qualquer forma, vai acontecer.

O que é interessante nesse assunto, a meu ver, é que apesar de as pessoas não comentarem muito, ele parece ser muito sério. Você não encontra na internet muita gente negando que o pico da produção de oleo já aconteceu, está acontecendo ou vai acontecer nos proximos poucos anos. E parece claro que só Deus sabe quais serão as consequências disso.

Outro ponto interessante é a análise do nosso desenvolvimento como civilização, do chamado progresso, de toda a tecnologia que criamos. Tudo isso é muito ligao ao petróleo. Quando descobrimos o potencial do petrólio para criar desenvolvimento e riqueza, nos jogamos de cabeça e desde então o ser humano tem se comportado como um grupo de cachorros com fome jogados em uma sala cheia de carne. Eles comem, se estufam, quase morrem de tanto comer para no dia seguinte descobrirem que não tem mais comida porque eles próprios comeram tudo. Nós nunca nos preocupamos com o fato de o petróleo ser finito, e sempre aumentamos nossa dependencia.... mas agora estamos nos tocando que ele é finito, talvez seja um pouco tarde...

Corrida com colega do Brasil




O Fábio, cunhado de um grande colega meu no Brasil, veio passar uma temporada em Toronto e a gente combinou um treininho na semana passada. O treino foi logo depois de um dia de neve, e na verdade ainda estava meio que nevando durante a nossa corridinha. Foi legal pois a gente conversou bastante, o sujeito é bastante gente fina e eu adicionei vários Km a minha contagem mensal. Mas eu estava lento...

No final das contas corremos 10 Km juntos, eu estiquei mais 1Km até o metrô, e adicione mais 6 até o nosso ponto de encontro e mais 6 naquele dia de manhã, enfim, foi um dia frio de bastante kms.

Eu achei essa ultima foto que o Fábio tirou da gente correndo muito legal. Acho que é porque eu não tenho muitas fotos correndo e ainda menos correndo no frio e essa foto captura legal o frio que estava fazendo apesar que eu estava bem agasalhado e estava tranquilo desde que não parasse de correr...

Os posts aqui tem diminuido, mas não as corridas. Eu tenho corrido bastante, quase que diariamente, fico cansado muitas vezes, quase congelado outras, mas sempre nas corridinhas. Ando meio preguiçoso para escrever aqui, no entanto...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O risco vale a pena?

Eu assisti um documentário interessante sobre um sujeito que tentou atravessar da Australia para a Nova Zelandia em um caiaque. Eu já começei a chamar o cara de idiota desde o começo, pois o fato é que a travessia é super complicada para se fazer em um caiaque, demora mais de um mês, e extremamente perigosa, e o sujeito tem um filho pequeno, mulher e tal. Imagine você num caiaque em alto mar, enfrentando tempestades e tal, por mais de 30 dias sem dormir descentemente, passando frio a toda hora, molhado, etc e tal. Imagine que você tem família e que todo mundo tá dizendo que é perigoso, que a polícia tentou te prender porque eles interpretam isso como você estando tentando se suicidar. O risco é enorme e você sabe disso. A travessia não tem nenhum objetivo de valor, apenas a sua propria fama pessoal, ainda assim não tão grande. Enfim, eu não acho que o sujeito seja corajoso, embora todo mundo tenha o direito de fazer o que quiser com a sua vida eu penso que você tem que pensar nos outros que serão afetados pelas suas decisões, a liberdade não é ou não deve ser exatamente incondicional.

Enfim, fica aí para pensar. Os comentários na página são divididos, me parece que a maioria acha que o sujeito é um herói e que ele tem o direito de fazer isso e que o mundo evoluiu muito e não é monótono por causa de sujeitos como esse. Eu discordo, acho que o mundo só tem a perder com esse tipo de coisa e, como um dos comentários diz, "Darwin was right"...

sábado, 27 de novembro de 2010

Neve

Hoje nevou pela primeira vez esta final de ano em Toronto. Novamente foi um acontecimento que me chamou a atenção e que para falar a verdade, eu estava esperando. De manhã eu saí para uma corridinha. Tinha planejado algo meio longo, mas acabou que me senti cansado e diminui os planos. No começo da corrida, indo para Oeste, eu peguei muito vento o que fazia a sensação térmica cair bastante. No chão, em alguns cantos eu notava uma pequena concentração de um pó branco, era uma nevinha muito fina que estava caindo, mas eu nem percebia. No rádio falava que ao Norte de Ontario haveria muita neve hoje mas em Toronto não havia previsão para neve.

No entanto eu corri, peguei o metrô, voltei para casa e então quando estava chegando em casa uma neve mais forte estava caindo, uma que era perceptível, caía na minha blusa preta e a tornava cheia de pontos brancos. Um pouco mais tarde nevou mais ainda deixando o chão branco, mas logo parou e a pouca neve acumulada no chão se foi.

Enfim, esta foi a primeira neve em Toronto. Hoje vi no jornal que a galera da prefeitura está preparada para um inverno que eles dizem que pode ter muito mais neve que o ano passado...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Hallowen



Domingo foi o dia do Hallowen e eu saí com a Lika e a Tiffani pelo bairro para dar uma olhada nos enfeites. As vezes é interessante pensar que essa é uma tradição tão ligada às crianças, apesar do seu vínculo com a morte e tal. Eu coloquei umas fotos do passeio aqui. Estavauns 7 graus de temperatura, não muito quente né...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

As corridas

Apesar d eeu não estar postando muito por aqui eu tenho corrido sempre, quase todos os dias. Aliás nesse final de Outubro o vicho tá pegando e eu tô rodando muito para ver se consigo não ficar pra trás no nosso duelo. Já passei dos 200Km no mês o que é bastante bom se considerarmos que isso não acontece a pelo menos dois meses.

Os dias estão cada vez mais frios mas ainda estou correndo de shorts. Não, a neve ainda não chegou...

Hoje de manhã fez 14 graus com muito vento. A temperatura não é ruim, mas com o vento que estava hoje eu preferia correr abaixo de zero. Eu tava descendo a Yonge quando o meu boné voou lá para o meio da rua, e eu ali rezendo para os carros não passarem encima, pois eu carreto tudo quanto é coisa no boné.

Acabou que o vento não foi mais problema pois eu terminei o treino logo, estava cansado. Desde sexta feira passada que tenho corrido todos os dias, e eu acho que hoje as pernas falaram "chega!". Enfim, tentei dar um tempo, rodei menos mas amanhã vou ter que tentar esticar um pouco denovo dado que preciso maximizar os Km em Outubro, para ver se fico na frente do Paulo e Hideaki... não tá fácil...

E que venha o frio, estou agora esperando pela neve!

sábado, 23 de outubro de 2010

Subida na CN Tower

Hoje foi o dia da subida na torre, que eu fiz pela quarta vez. Saí de casa pouco antes das 5:30 da manhã e resolvi ir correndo até a torre, uns 6 Km com predominantemente descida. Mas eu tinha jantado e ido dormir muito tarde e ainda sentia a refeição no estômago de forma que a corrida foi bem lenta. Mas legal, cheguei lá tranquilo.

Uma enorme fila se formava para pegar o chip, usado na prova pela primeira vez. Conversei um pouco com um chinês ali na fila que tava meio revoltado com o tamanho da fila. Não sei o qua acontece, a gente chega antes das 6 da manhã e já tem aquela fila, todo ano é assim. E eles não acham um jeito de melhorar isso. Imagino que a fila deva diminuir depois.

No final da fila, pegando o chip também é uma lentidão, despreparo dos voluntários. Mas a diferença dos eventos aqui com os do Brasil é que acho que o teor beneficiente do evento meio que faz a gente ficar maims bomzinho com a organização. Tipo, eles não ganham grana com isso é tudo doado, tentam minimizar custos... Talvez a minha espera na fila é em benefícil de economizar alguns dolares.

Aliás, eu já falei aqui mas vale repetir. Ainda acho isso bastante estranho comparado com a realidade que vemos no Brasil. Num evento desses o objetivo não é chegar lá em cima rapidamente. Não e visto como uma competição. A única competição é para arrecadar doações. E isso é tão comum que um sujeito tímido como eu, por exemplo, arrecadei $355. Em termos de Brasil esse seria o preço que paguei pela inscrição. Mas aqui não se fala em inscrição, fala-se em arrecadação. Vc precisa arrecadar pelo menos $60 para participar, não tem inscrição. E aí tem uma série de ferramentas, dicas, incentivos para ajudar você a arrecadar o máximo possível. O que eu fiz foi mandar um email pra companhia inteira anunciando minha participação e com o link para o meu site ligado ao evento. A galera acessa se quiser, e estando lá faz doeções se quiser também, e podem usar o cartão de crédito, é muito fácil. Mas enfim, é uma doação que as pessoas fazem para uma entidade confiável, então várias pessoas estão abertas a ajudar. O negócio é bem similar nas corridas, qualquer corrida.

Depois da fila eu encarei a torre. Comecei devagar, digo, sem correr, mas subindo com vontade. Dois degraus com uma perna, um com a outra e assim fui. Sempre encontrava gente no caminha e passei muitos. Depois de uns 5 minutos você já está bem cansado, talvez antes disso. Eu estava ofegante, suando e com as pernas cansadas, músculos queimando. Mas eu continuava subindo com poucos momentos de redução no rítmo. A redução no ritmos era quando eu subia de um degrau por vez, com ambas as pernas. Muita gente parava para descansar nos vãos da escada, mas eu sempre segui. A cada 1o andar mais ou menos tinha um sujeito da organização, com uma mala, acho que par aprestar primeiros socorros caso necessário. Alguns liam livros, nem olhavam para a gente. Talvez isso passa parecer estranho, mas imagine que o sujeito fica lá por horas e horas...

Cheguei lá em cima bem cansado, mas isso não foi diferente das outras vezes. Foram 16m15s, um segundo a menos do que no ano passado. Dei uma olhada na cidade lá de cima, mas desci logo. Minhas pernas estavam cansadas, eu tinha pensado em voltar correndo para casa mas eu me achava sem condições, nem andar eu não queria, era um pouco dolorido na panturrilha para descer escadas.

Enfim, outro ano, outra subida na torre...

sábado, 9 de outubro de 2010

Corrida de outono




Hoje eu e a Lika resolvemos conferir como estava a paisagem de Outono em Toronto. Planejei uma longa corrida passando por várias trilhas. No final das contas o treino deu 21 Km e foi muito gostoso pois a temperatura não estava muito baixo (por volta dos 16 graus), um dia com muito sol e para completar um final de semana sem muito movimento pois é final de semana de Ação de Graças e tem muita gente viajando. 20Km é um pouco mais do que eu estou acostumado correr no dia a dia então no fianl eu estava sentindo um pouco o treino, apesar que mantive o ritmo. Aqui tem algumas fotos que tiramos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Pesquisas eleitorais

É interessante como os debates sobre a autenticidade dos resultados de pesquisas eleitorais é quente no Brasil. Acho que por um lado é até um motivo de orgulho, digo, embora existam debates similares nos US, o nosso é próprio e único, e desde que trabalho com pesquisa ele existe.

Pois bem, nesta semana a diretora de pesquisa do IBOPE, Márcia Cavalari, participou do programa Roda Viva da TV Cultura. Acho que é interessante assistir, principalmente para nós, que somos da área.

Eu pessoalmente achei que ela se saiu bem, acho que ela disse coisas importantes e interessantes. Mas acho que os estatísticos sentiram falta do reconhecimento das deficiências metodológicas que todas essas pesquisas tem. Talvez tenha faltado um estatístico ali entre os jornalistas, para fazer perguntas. Mesmo o programa sendo dirigido a um público não técnico é importante explorar o fato de que as pesquisas são furadas tecnicamentes e muito baseadas em experiência e ponderações. Não sei o quanto poderia ser diferente mas acho que as pessoas interpretariam números com mais cautela se tivessem uma idéia de quanto a falta de fundos desvia a pesquisa do que seria metodologicamente correto, dos erros não amostrais envolvidos e tal.

Mas acho que a posição dela de "olhar tendência ao inves de olhar números" vai nessa direção de que devemos ter mais cautela com números pontuais e mesmo margem de erro. Ela só não deixou isso muito claramente ligado a deficiências metodológicas, ao invés disso ela insistiu em falar em mudança de opinião do eleitorado, tipo meio que lavando as mãos - "Eu dei o número correto, mas o eleitor mudou de opinião da noite pro dia...". É difícil ver oq quanto do problema é técnico e o quanto é de volatilidade da opinião dos eleitores.

Foi uma conversa interessante e acho que temos evoluido no Brasil por conversar mais sobre isso...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Nuit Blanche





Neste final de semana eu fui com a Lika na Nuit Blanche. No ano passado eu havia ido de bike, mas nesse ano resolvemos pegar o transporte público. Vocâ paga $10 e pode andar a noite inteira de busao ou metrô.

Andamos das 7 da tarde até as duas da manhã vendo diferentes tipos de artes espalhado pelo centro da cidade e mesmo assim não vimos nem metade. Era umas duas da madrugada quando resolvemos voltar para casa pois estávamos cansados de tando andar e a temperatura também estava caindo.

Foi uma noite diferente e legal. Aqui estão todas as fotos que tiramos!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

De bem com a vida

Ontem eu fui correr, resolvi parar a 3 Km de casa e pegar o ônibus. Eu já tinha rodado 12Km e estava meio cansado não estava afim de rodar mais 3... e eu não vou pagar mais pelo ônibus mesmo, dado que temos um passe mensal.

Vejo dois ônibus passarem juntos e lembro que os ônibus ali são meio zoados, não obedecem muito o horário pois, eu acho, tem muita gente em alguns pontos e às vezes um pouco de trânsito. Lembrei que dois ônibus juntos é comum por ali, já até ouvi essa reclamação no rádio. O da frente lotado e o de trás vazio. Passaram os dois, eu corri mais um pouco e parei no pointo para esperar os próximos dois ônibus. Esperei, esperei, esperei, passaram dois ônibus do outro lado, depois mais dois e do meu lado nada. Eu já estava arrependido de ter parado o treino, tivesse continuado já estaria chegando em casa. Resolvi andar um pouco, até o próximo ponto e eis que o ônibus veio. Deixei o primeiro passar pois o de trás sempre tá vazia mas... não tinha o segundo ônibus. $%#&$¨#%$.
Continuei esperando e daí uns 5 minutos chegou o outro. Subi nele e lá fui eu ouvindo o meu rádio. Quando desci no meu ponto notei que tinha um ônibus atrás, vazio. Santa incompetencia. Eu fui no mercado, comprei um pão, ia voltando para casa, matutando como seria o email que eu escreveria para o TTC (a empresa de transporte coletivo). Ia atravessando a rua e ali do outro lado o sujeito sentado na caixa de garrafa, pedindo esmola. Ele coloca um monte daqueles jornal "Metro", que também tem em São Paulo e é de graça, em cima da caixa para não ficar com a bunda marcada. Ele está sempre ali, na esquina, pedindo um trocado, mas cuidado, ele não só pede um trocado. Se você passar perto dele ele vai puxar conversa, falar algo às vezes engraçado, uns vão parar e conversar com o sujeito. Ele fala bastante. Uma vez ele me perguntou quanto tempo eu tinha feito. Eu olhei, respondi "what?". Ele disse que também havia subido na torre, queria saber o meu tempo e eu me toquei que eu tava com a camiseta que ganhei na subida da torre. Disse 16 minutos, já indo embora e ele dizendo que o tempo era mutio bom e tal. Ele sempre ficava ali, o dia todo, sentado na caixa e tomando um café. E enquando eu atravessava a rua, ainda bem cedo, ele falava algo para uma garota que ia em direção à banca de jornais, os dois riam.

Eu estava ali, reclamando do ônibus num país de primeiro mundo, e o sujeito pedindo esmola sempre de bem com a vida...

Dureza de análise

Agora bati meu recorde, estou analisando uma base de dados de 29 Gb, quase 70 milhões de registros. Geralmente as bases de dados não passam dos 10 mil registros, e assim esta está sendo de longe um outlier. O pior é que qualquer coisa que eu quero fazer demora uma eternidade... Eu deixei o computador rodando no trampo, espero que quando eu voltar lá amanhã cedo esteja tudo pronto....

domingo, 12 de setembro de 2010

Subindo escadas

O nosso amigo Carlão participou de uma subida de escadas em São Paulo. Me fez lembrar da subida na CN Tower, que inclusive está chegando e eu preciso fazer a inscrição... Abaixo o relato do Carlão na íntegra. Interessante a exigência de atestado médico, acho que seria óbvio que nem todos conseguiria e que essa exigência inclusive deve ter feito muita gente desistir de participar, dado que imagino que pouca gente se preocupa com essas coisas no Brasil. No Canadá deve ser pior, como sistema público de saúde, nem sei se você consegue fazer uma avaliação médica para ver se você tem algo, deve ficar um ano na fila para conseguir algo e olha lá. Enfim, aqui acho que ninguém passa por avaliação média antes de participar de corridas e tal.

Segue o relato do Carlão


Acabei de voltar da corrida vertical lá no predio da nestle...
Foi muito legal!
Mas nunca uma corrida tão pequena deu tanta dor de cabeça, hehehe ...
Eu tinha recebido o email falando que estava confirmado q estava inscrição, e blz..
Mas, eu não tinha percebido que no regulamento tava falando q eu devia levar um atestado medico com data posterior de 15 de julho de 2010!!! eu não vi, e nem tinha esse atestado, e metade do pessoal que estava lá tbém não viu... daí, começou uma confusãozinha... mó stress, eu ia embora, mas pensei estamos no brasil e vamos ver o que vai dar...
Os caras tinham falado que estavam inscritos, mas q sem o atestado não dava pra pegar o kit, mó stress ... formou um grupinho q estavam sem atestado ou atestado com datas antigas - até uma galera de funcionários da nestle!!
Umas 8h20, a organização viu que tinha uma galera nessa situação e um monte de gente não ia correr, e começou a "abrir as pernas" pro atestado ... os funcionários da nestle sem atestado valido tiveram permissão pra correr, depois, tinha 2 jornalistas q não tinham atestado, foram liberados pra correr, e nós, "os normais" ainda estavamos fora da corrida.. daí, 8h50 vendo q ainda faltava uma galera pra pegar a inscrição, resolveram deixar todo mundo pegar o kit!! desde q assinassem um termo escrito a mão que falava basicamente que tinha esquecido o atestado, mas q era capaz de correr sem ter um piripaque! (não me pediram pra escrever o atestado ... :)
Ufá, consegui!! :)
Começou uma correria, eu descobri que eu seria da primeira bateria, peguei o meu chip, pus a camiseta, o chip e fui correndo pro guarda-volume ... deixei as minhas coisas lá e fui voando pra linha de largada, pois estavam nos ultimos segundos antes da largada ... nos segundos antes de começar, eu tava prendendo o numero de peito e tomando um power gel... essa corridinha foi o meu aquecimento..
Nem deu tempo de jogar o power gel fora, e deram a largada - tinha umas 10-15 pessoas nessa primeira bateria ... foi legal ser da primeira bateria .. todo mundo aplaudindo a gente e tal..
Começava com uma corridinha de uns 100 metros pelo hall do predio e começava a subir ...no inicio pela empolgação, comecei a subir correndo cheio de adrenalina, já no 5. andar, comecei a sentir as pernas queimando, e resolver, por bem, para de correr e comecar a andar...
Parecia mais uma sessão de leg press versão turbo do que uma corrida ...
Como a corrida era dividida em baterias, não teve congestionamento nem nada - só nos primeiros andares, depois eu subi quase que sozinho..
Depois de tentar correr, reduzi a velocidade pra subir de 2 em 2 degraus, e lá pelo 17 andar (tinha 31 andares) resolvi subir de degrau em degrau, pois nem isso tava conseguindo ...
Quando estabeleci este ritmo, deu pra ir bem, as pernas queimando - queimando como no pico do jaragua, ou a subida de maresias ... mas, mantive o mesmo ritmo...
A chegada no topo do predio até tentei dar um mini sprint, mas as pernas tremeram, hehehe ... cruzei a linha de chagada com direito a cruzar a faixa de chegada e tudo .. foi muito legal..
O organização foi perfeita (Fora o stress do atestado), tinha gente em todos os andares, equipe medica, etc... ano q vem, estarei lá de novo ...
Na correria subi sem relogio, mas um cara q chegou na minha frente completou em 6:45, eu devo ter feito num 7 minutos...

sábado, 11 de setembro de 2010

Into the Wind

Está começando o Festival de Filmes de Toronto. É um festival aberto ao público, mais focado no cinema independente do que em Hollywood, e filmes Canadenses. O ingresso para um file custa em torno de $20, o que é quase o dobro de uma entrada regular de cinema, então já viu né, eu prefiro ficar em casa...

Mas enfim, eu falei a pouco do Terry Fox e no festival vai passar um filme dele. Infelizmente muitos dos filmes que passam jamais vão para os cinemas então fica difícil assistí-los se não for lá, e esse deve ser um desses filmes. Mesmo assim não estou planejando ir (o filme vai passar amanhã e eu ouvi no rádio que é uma loucura para conseguir ingresso para o festival). Mas dá para ver um pouco no trailler aqui.

Frio

É, eu estou desconfiado que o verão se foi e calor agora só no ano que vem... Nesta semana a temperatura ja baixou para os 10 graus de manhã e eu tive que tirar as blusas do guarda-roupas. No entanto isso é de manhã, e a temperatura tem beirado os 20 graus no decorrer do dia. Para as corridas eu acho que ficou melhor, embora ontem e hoje eu saí para correr com aquela blusa da corrida dos Bombeiros, o que eu não gosto muito, tipo, prefiro correr de camiseta simples ou regata. Andar de bike, no entanto, é outra estória. Está mais frio e temos mais vento, assim fica mais chato para pedalar pois você não "esquenta" tanto pedalando quanto correndo. Enfim, o ciclo continua, o negócio é não parar...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Colapso

Estou lendo a passos de tartaruga o livro Colapso, do mesmo autor the Guns, Germs and Steel. O livro é bastante interessante mas achei que não tanto quanto o anterior.

Eu diria que o colapso (bem, talvez eu não queira dizer o colapso especificamente mas o ciclo de uma civilização) de algumas civilizações em si só é interessante, talvez ainda mais do que estudar as razões por que ele acontece. Eu devo pensar assim por achar que se você quiser encontrar as razões, você vai terminar tendo que fazer um monte de suposições.

Mas acho interessante pensar como um povo evolui. Depois de estudar brevemente a região nos US onde ele (autor) tem um rancho, ele passa e estudar a Ilha de Páscoa. Sua conclusão é que os povos vivendo lá acabaram com o meio ambiente e como consequência pagaram o preço com a quase extinsão de um povo. Mas pense que coisa maluca a galera ter chegado naquela ilha para começo de conversa. Como deve ter sido? Um barco com uns gatos pingados ou vários barcos? Como acharam a ilha no meio do oceano? E como a população se adaptou, cresceu, fez da ilha a sua casa? Enfim, pra mim é impressionante.

Depois veio o colapso mas para mim as coisas então começam se confundir. Primeiro não dá para saber quantos habitantes existiam na ilha, depois o colapso aconteceu meio que simultaneamente com o contato com os Europeus. Tipo, houve doenças trazidas pelos Europeus, escravização e tal. Eu acho que os argumentos são bons, mas parece faltar um pouco para estabelecer causa-efeito. Achei que o primeiro livro, Guns, Germs and Steel, teve menos disso. É mais convincente. A impressão qeu dá é que o autor escreveu o primeiro livro, fruto de suas pesquisas, de algo muito pensado, e ele vendeu muito. Agora ele precisa escrever outro, não é igual o primeiro, é meio forçado... é igual em estatística né, quando você quer um resultado, os dados mostram o resultado mas não de forma tão convincente. Você mex daqui e de lá para fazer as coisas fazerem sentido mas no final da conta é meio forçado, você meio que está impondo sua teoria. Parece que foi isso que aconteceu nesse livro.

Mas essa seria uma crítica insignificante. O autor pode querer impor sua teoria, mas ele não esconde o quanto ainda não sabemos sobre os eventos no passado. Ele menciona os críticos, ele detalha como foram conseguidas as evidências e porque ele chegou nas conclusões. Se você achar que ele tá forçando a barra você ainda pode continuar lendo o livro e aprender muito sobre várias civilizações. Pode continuar e aprender sobre arqueologia e história das civilizações. E muitas coisas interessantes sobre o passado. No final das contas mesmo se ele não te convencer que alguns fatores determinam o colapso de civilizações, você vai continuar lendo o livro e aprendendo muita coisa interessante. Então vale a pena, mas não deixem de ler o Guns, Germs and Steel!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Terry Fox

Hoje enquanto eu corria, ouvia uma entrevista com o Irmão do famoso corredor Terry Fox. Famoso não por ser campeão olímpico ou qualquer coisa do gênero, mas pela sua força de vontade que iniciou ao redor do mundo uma campanha duradoura de arrecadação de fundos para pesquisa de combate ao câncer. Em 1980, depois de ter uma perna amputada por causa do câncer, Terry Fox decidiu fazer uma corrida atravessando o Canadá para levantar consciência contra a doença. Ele não conseguiu terminar a sua jornada e acabou falecendo com o espalhamento do câncer, mas ele entrou para a história sendo um orgulho dos Canadenses e tendo inúmeras corridas destinadas a arrecadação de fundos que levam o seu nome hoje em dia. Em Toronto sempre (todo ano) tem uma corrida Terry Fox, mas eu ainda não participei, acredito que por meu atual desinteresse em corridas... talvez eu devesse arrumar alguns grupos de corredores para sentir mais incentivo e voltar às corridas...

Eu fiz uma pesquisa rápida. O câncer do Terry Fox ataca principalmente os ossos grandes do corpo (no caso do Terry Fox foi no joelho, extremidade do femur) e principalmente pessoas jovens (ele tinha menos de 20 anos quando descobriu a doença). Na época disseram lhe que ele tinha 50% de probabilidade de sobreviver à doença e que a probabilidade era 15% apenas dois anos antes. Hoje, 30 anos depois, a probabilidade de bater o câncer está por volta de 70%. Um bom aumento? Não sei. Se passaram 30 anos em uma época de muito avanço na medicina. 30 anos numa época de incríveis avanços tecnológicos. Mas o nosso avanço contra esse tipo de câncer me pareceu bem aquém de outros avanços, como se a doença estivesse levando a melhor. Talvez avanços aconteçam como degraus e podemos subir um novo degrau em breve que nos leve a bater a doença quase que por completo... vamos torcer...

domingo, 5 de setembro de 2010

Esporte profissional e nós

O caso dos Paquistaneses que supostamente "arrumaram" o jogo de cricket contra a inglaterra fez levantar o problema das trapassas e dopping no esporte. No caso do Paquistão eles estavam tentando perder o jogo, pois com isso ganhariam uma grana dos apostadores. Esse foi um escândalo de repercursão mundial que se juntou com o fato de alguns jogadores de futebol terem sido pegos no anti-doping no Canada. E levantou a questão sobre o quão confiável é o esporte profissional.

Já faz algum tempo que eu olho com uma ponta de desconfiança para resultados no atletismo que parecem bom demais. É complicado, pois não é correto acusar atletas de usarem meios ilícitos sem provas, mas ao mesmo tempo está ficando difícil de acreditar nas coisas que vemos. O resultado é que o esperte profissional acaba ficando menos importante em nossas vidas. Eu acho que infelizmente as pessoas que se usam de meios ilícitos, principalmente drogas, tendem a estarem sempre um passa a frente dos que estão tentando pegá-los. E como ninguem pode ser acusado antes de se obter provas significantes, eu imagino que a maioria dos casos positivos de doping acabam tendo evidências apenas marginal nos testes e não são nem mesmo divulgados. Não é injusto, mas quando pensamos assim o esporte profissional simplesmente parece conversa pra boi dormir e nos distanciamos dele...

Uma parte boa fica no entanto, se pelo menos praticarmos o esporte amador. E vamos correr!

Furacão Earl

E ouvimos as notícias do furacão se aproximando dos US, deram-lhe o nome de Earl. Esses americanos tem umas palavras difìceis de pronunciar, eu geralmente nem tento.

Ele veio subindo, e todos os dias nos noticiários. Já sabiam que quando chegasse na costa Canadense, em Nova Scotia, ele estaria mais fraco, mas não sabiam se mais fraco o suficiente para não trazer perigo.

Agora ele passou, e desapareceu no Atlântico Norte. Deixou danos em Nova Scotia, com uma morte de uma pessoa que talvez tenha sido imprudente ao nadar até o seu barco para certificar-se que ele estava seguro. Ele foi mas se afogou na volta, deixando o barco ironicamente a salvo. Fora isso eles tiveram muitos estragos, queda de árvores e danificação da rede elétrica, mas tudo deve voltar ao normal logo.

Entre as grandes conquistas dos seres humanos está a previsão do tempo. Ainda que dizemos que a galera do tempo tá sempre errando, se pensarmos no caso de um furacão desses vemos que hoje podemos prever com boa precisão um furacão com uma semana de antecedência. Isso nos dá um tempo enorme para nos preparar se compararmos com um passado onde sabiamos do furacao depois que ele tinha passado...

Correndo no frio denovo

Ontem e hoje a temperatura caiu e correr de manhã voltou a ter aquele gostinho de inverno. Quando saí hoje para o treino matinal o termômetro marcava 10 graus. Não tão ruim, mas se você imaginar que nos últimos tempos a temperatura de manhã estava sempre acima dos 20 com muita umidade e sensação nos 30 graus, então 10 graus é meio friozinho. Com temperatura de 10 graus eu já uso luvas, pois os dedos das mãos enfriam muito fácil. Esta foi a única coisa que mudou, o resto corri como se fosse nos 25 graus.

Mas deve ser somente esses dias, na semana que vem a temperatura promete aumentar. E é melhor eu aproveitar pois logo vai esfriar para não mais esquentar até o ano que vem...

sábado, 4 de setembro de 2010

TV a Cabo

Com a vinda da Lika para cá eu estou ficando mais civilizado. A casa é outra. Mas entre as coisas que eu acho que nunca teria se morasse sozinho. está a TV a Cabo que assinamos. O pacote básico é uma droga. Tipo, não tem nada, eu fiquei impressionado pois no Brasil se me lembro bem o pacote básico já vinha com uns canais legais, tipo NatGeo, Discover e uns com filmes e tal. Mas aqui nada de nada.

Resolvemos então assinar uns canais avulsos, você escolhe os canais que quer e paga por cada um. Com isso agora temos um pouco mais de opções e eu até assisto TV de vez enquando.

Pra terminar vou citar umas particularidades da TV a cabo daqui.
- Tem um canal do tempo. Tempo do dia todo e a noite toda também.
- Tem um "multicanal". Tipo, no canto esquerdo superior da tela você assiste o programa. No canto inferior você vê por escrito as últimas notícias. Do lado direito tem a previsão do tempo e câmera mostrando as estradas, visibilidade, transíto em geral. Enfim, tudo ao mesmo tempo.
- Tem um canal com programação interativa. Você escolhe o que quer assistir (filme, show, esporte), clica lá e assiste. Para. Recomeça da onde parou. Achei legal, mas a não ser que você tem um pacote mais avançado, você vai pagar por cada filme, show que assistir.
- Tem 999 canais ocupando os números de 1 a 999. Alguns se repetem 3 ou 4 vezes, tipo, o NatGeo passa em pelo menos duas posições que eu sei.
- Há muitos canais internacionais. Por $14 por mês você pode ter a Rede Globo na sua TV a cabo.

Enfim, eu não su muito fã de TV não. E as coisas estão mudando. A molecada de hoje em dia parece que não quer saber mais de TV, todo mundo tem o seu iphone e assiste as coisas lá mesmo, na internet. Tipo, esse negócio de ligar a TV e ter que assistir o que está passado acho que vai diminuir, quem sabe acabar. E tudo vai ser substituido por programação interativa. Aqui você praticamente assiste o que quiser da programação da TV na internet. Não sei se prar todos os canais, mas se você perder um programa que queria assistir dê uma conferida na internet, boas chances de que ele vai estar lá disponível para você. Isso é verdade para muitos programas da CBC, emissora pública do Canada.

Tá difícil

Eu ando preguiçoso para escrever aqui. E em outros lugares também. Mas espero mudar, sei lá, preciso colocar mais regras no meu dia a dia talvez... A idéia é escrever com omais regularidade não só aqui, mas também no meu outro blog e agora até inventei de criar um site.

Algumas pessoas tem muita facilidade para escrever, o que não é o meu caso. Mas eu acho que escrever por aqui tem me ajudado a melhorar. Não só no sentido de escrever melhor, mas também de me empenhar mais em procurar assuntos para escrever, me fazendo prestar mais atenção nas coisas, ver mais os noticiários.

Enfim, acho que escrever em blogs como esse dificilmente tem um lado negativo, melhor então tentar me manter ocupado atualizando os blogs...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Bed Bugs

Uma nova preocupação assola Toronto e possivelmente todo o Canadá senão todos os países desenvolvidos. São os chamados Bed Bugs, um tipo de percevejo que infesta as casas e se alimenta de sangue humano.

Apesar do bicho não parecer transmitir doenças, ele é extremamente indesejado levando os Canadenses à paranóia. Isso acontece principalmente porque os tais percevejos são extremamente difíceis de serem erradicados e trazem associado a eles uma imagem de casa suja, mal cuidada. O que, diz-se, é mentira, visto que qualquer domicílio pode vir a ter o inseto.

A primeira vez que ouvi falar do bicho foi no ano passado quando comentei com um colega canadense, de brincadeira, que ia pegar a minha mobília nas calçadas ao invés de comprar, dado que você acha tudo que precisa nas calçadas de toronto, desde cama até monitores, mesas, televisão... Ele então me falou dos bed bugs e do perigo de eu ganhar um junto com os móveis... Mas ano passado ninguém falava desses insetor. Esse ano a coisa mudou e se ouve no rádio e TV que eles estão aumentando, virando epidemia.

Um pouco que vi da história diz que os bed bugs sempre existiram, sendo muito comum no mundo desenvolvido na época da Segunda Guerra Mundial. Então vieram os inseticidas e eles foram praticamente erradicados. Até a década passada, quando os registros de infestação voltaram. E diz-se que desde então tem só aumentado com um pico agora em 2009/2010.

O controle do inseto é difícil praticamente sem alternativas completamente eficaz. Recentes tratamentos incluem aquecimento da casa, visto que o besouro não suporta altas temperaturas. Mas é um tratamento caro, não eficiente para todos os domicílios. Eles tem ficado resistentes a inseticidas e hoje em dias as pessoas também não gostam de encherem suas casas com inseticidas.

Eu logo me perguntei porque não temos esse problema no Brasil, dado que certamente o inseto deve ter chegado lá, tamanha a epidemia aqui. Não achei a resposta, mas encontrei que no Brasil temos um parente do bed bug que também já causou problemas. Outro parente é o bicho de Chagas, o percevejo que transmite a Doença de Chagas. Imaginei que talvel no Brasil temo controle biológico, tipo, mais ratos, baratas, aranhas e formigas. Mas não sei se tem a ver com isso. De qualquer forma fiquei impressionado de não ter achado nada sobre controle biológico. Tipo, talvez ter umas 3 ou 4 aranhas em casa seria uma solução barata. Mas vamos procurar uma espécie de aranha amigável.... Eu sei que há muitos testes, alguns muito eficientes, de controle de pragas na agricultura através do uso de parasitas que usam essas pragas como hóspedes acabando por exterminá-las. Enfim, talvez fosse um bom caminho para pesquisas...

sábado, 14 de agosto de 2010

Mountain Bike Trail





Hoje eu fui com o Trevor na trilha de mountain Bike. Saímos cedo e encontramos a trilha com pouca gente, apesar de que hoje tinham bastantes corredores por lá.


A trilha é muito desafiante, apesar de difícil. E não tem esse negócio de ser rápido, o esquema é conseguir pedalar pela trilha sem descer da bike. Eu sou fraquinho e quando chega nos troncos, pedras, pontes, eu acabo muitas vezes descendo da bike, mas ainda assim rola muita adrenalina, com descidas e subidas animal, pontes estreitas de dar medo e tal.

A primeira foto foi no final da trilha, digo, no final da trilha mais técnica. Depois dali voltamos para casa por uma trilha mais tranquila, mas que foi onde eu caí legal. Eu não vi um tronco que tinha meio na beirada, na verdade eu avistei ele quando não dava para desviar mais. Mas foi um tombo legal, não me machuquei.

A segunda e terceira foto são praticamente no mesmo lugar. Um pedaço da trilha não muito difícil. 

A última foto na verdade é a primeira que foi tirada. Foi quando estávamos saindo de casa para ir para a trilha.


video

 

O vídeo aí é do Trevor, tentando passar num dos caminhos elevados que tem no meio da trilha. Apesar de eu não me aventurar a tentar o mesmo, este não é um dos mais difíceis, tem alguns iguais a esse que são muito estreitos e portanto é complicado andar de bike lá em cima. ENfim, foi bastante legal!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Agosto vai, não vai, vai...

Eu comecei preguiçoso em Agosto. Digo, com relação às corridas. A primeira vez que fui correr foi ontem, dia 8. Me senti muito cansado no trote de manhã, saí para fazer um longo, estava todo animado que ia rodar até perder o rumo, mas não foi o que aconteceu. Logo que saí de casa acho que as pernas sentiram o peso da falta de treino. E não quiseram ir. Mudei os planos para um treino lento, curto, deu 8 Km.

Mas isso foi de manhã. À tarde eu fui com a Lika no mercado, fazer umas compras. E foi incrível como eu estava melhor, rodando bem, embora não tão rápido. Mas estava menos cansado! Logo senti aquela dor na parte de trás da coxa do lado esquerdo, reduzi o ritmo. Mas a dor se foi e eu acelerei. No dia seguinte, hoje, eu senti a dor mas forte e senti ela sem correr. Não sei o que acontece, às vezes parece que não podemos ficar parado que ganhamos uma contusão ou sei lá o que. Enfim, acho que vou tentar um trote amanhã cedo para ver como estou e para tentar não ficar mais uma semana parado...

Ah, os dias estão encurtando novamente, eu já não preciso lever óculos escuros se saio as 5 da manhã. Logo o calor se vai e vem o frio novamente... o ciclo se repete para todo o sempre...

sábado, 7 de agosto de 2010

Brasil Race for the Cure

Atendendo o pedido de nossa amiga Andrea que deixou um comentário aí embaixo, estamos divulgando aqui a Corrida de Conscientização do Câncer de Mama, que vai acontecer no dia 24 de Agosto no Rio de Janeiro. Há vários anos existe uma corrida similar, pelo menos em São Paulo, onde só as mulheres correm, mas ela não tem esse alcance international que essa corrida tem.

A corrida começou em 1983 no Texas e em 2000 espalhou-se pelo mundo. Segue o comentário da Andrea:

"O movimento mundial de alerta e conscientização para o Câncer de Mama acontecerá pela primeira vez na América do Sul. O evento que acontecerá no Rio já é realizado em 127 cidades nos EUA e em outros 11 países, mobiliza cerca de 1 milhão e meio de pessoas por ano em todo o planeta e já arrecadou quase 2 bilhões de dólares. O evento acontecerá no dia 24 de outubro de 2010, na Orla de Copacabana e Leme, no Rio de Janeiro. O percurso será de 8 km para a Corrida, e de 4 km para a Caminhada, e 100% do lucro da corrida serão revertidos para programas e projetos focados em câncer de mama no estado do Rio de Janeiro. Informações e inscrições no site www.corridapelacura.com.br. (21) 2267-1968 ou (21) 8863-1997. "

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Correr no inverno

O nosso amigo Bernardo comentou no blog perguntando sobre como é correr no inverno aqui em Toronto. Eu vou tentar falar um pouco disso então... segue o email que mandei para ele...

Toronto é mutio bom para correr, muito melhor que São Paulo ou outras capitais brasileiras. Calçadas largas, não tem buracos, muito menos carros que em capitais brasileiras. Você não precisa necessariamente parar de correr no inverno, embora no meu caso eu tenho notado que eu sempre diminuo a rodagem no inverno aqui. Com neve no chão, às vezes gelo, correr não é tão prazeroso quanto nos dias mais quentes. Mas o frio mesmo dificilmente impede que você corra. Eu geralmente evito sair quando a temperatura tá abaixo dos 15 ou 20 negativos, mas poucas vezes chega nisso.

Você vai conseguir comprar facilmente roupas para correr no inverno, agora no Outono as lojas começam a ficar cheias de roupas de inverno. Você vai ter que comprar calças e blusas de corrida, mas elas são confortáveis, é tranquilo para correr. Eu comprei duas calças e duas blusas, uma mais fina, outra mais grossa. Com isso consigo correr com qualquer temperatura. O esquema é você pegar um pouco de experiência pois cada um sente o frio de forma diferente, cada um tem diferentes preferencias quando a quantidade de roupa vai vestir. Eu costumo colocar uma camisa e uma blusa leve por baixo da blusa de corrida, aí fica três camadas de roupa. Uso a blusa fina para até 5 negativos e a mais grossa para abaixo dos 5 negativos. O mesmo para a calça, tem gente que usa mais de uma calça, mas eu nunca usei mais de uma. Se a temperatura estiver abaixo de zero graus eu já uso um gorro, também tenho um gorro mais fino e outro mais grosso.

Um dos principais problemas que tive foi com as mãos. As mãos, pelo menos as minhas, esfriam muito fácil. Daí várias vezes que eu saia para correr eu acabava passando frio nas mãos. Mas com o tempo eu fui aprendendo. Agora eu tenho uns 4 pares de luvas, de diferente grossura, tal que eu posso escolher o mais apropriado para cada temperatura. Tem gente que usa mais de uma luva, eu já tentei mas depois que eu peguei um pouco de experiencia eu estou ok com uma só.

Eu não uso tenis especial, tenho um tenis para cross, mas não sei se é melhor. Correr na neve é meio perigoso e mais ainda se tiver gelo no chão, pois você pode escorregar e cair. Mas acho que nem tem tenis especial para isso, na verdade eu nunca nem procurei muito pois uso o mesmo tenis o ano inteiro e não tenho problemas. O esquema é denovo pegar um pouco de experi~encia e aí você está ok, vai correr em qualquer neve. Eu acho bem legal correr quando está nevando, acho que porque somos brasileiros, é bonito e tal.

Boca, nariz, rosto, orelha também congelam se estiver muito frio. Na verdade para temperaturas abaixo de 10 negativos eu já acho desconfortável correr pois congela o nariz, boca e tal... Existe umas balaclavas, que cobre tudo e só deixa o olho de fora mas eu nunca me adaptei muito a elas não.

Se você morar perto do centro ou de avenidas principais, a prefeitura limpa as calçadas logo depois que cai neve, então fica trnaquilo para correr. Mas se você morar meio afastando pode ter mais dificuldades e ter que correr em calçadas com neve. Eu diria que é totalmente tranquilo para correr se voce está perto do centro, mas muda muito se você for para a periferia.

Aqui tem gente correndo nas ruas o ano todo. Diminui no inverno, mas muita gente não para não. Acho que tem uma parte que vai pra academia. Eu nunca corri em esteira, não consigo acostumar, é muito chato. É muito melhor sair lá fora, mesmo no inverno, você vai ver que é mais tranquilo do que pensa e na verdade nas primeiras vezes que eu corri eu tava achando bem legal pois é diferente. Mas o inverno não acaba e chega uma hora que você não vê a hora de a neve ir embora e quando ela vai e o verde das árvores volta é maravilhoso, a gente sente muita falta do sol.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Andando na trilha





aproveitamos o feriado para dar uma caminhada pela trilha onde eu geralmente corro. E convidamos a nossa amiga Tiffani. Foi um passeio legal onde você esquece que está no meio da cidade e sem perceber caminha mais de 5 Km... pena que os Km não servem para o duelo né...

A trilha termina em um cemitério que mais parece um grande parque, onde a galera caminha, anda de bike e tal.

A Tiffani é a chinesinha aí da Foto, comigo e com a Lika. Nas duas últimas fotos estamos dentro do cemitério, na segunda estamos em uma ponte logo após o cemitério, no começo da Belt Line, onde eu corro sempre. E finalmente a primeira foto foi tirada no restaurante onde resolvemos jantar. E ficamos conversando tanto que a galera do restaurante teve que avisar a gente que eles estavam fechando..

Enfim, foi legal e bem quente, os dias continuam quentes....

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Churrasco




Ontem eu fui num churrasco interessante. Através do chefe eu conheci um sujeito da Guiana, agora morando no Canadá, mas que viveu no Brasil por um tempo, então ele fala Portugues. Ele nos chamou para um churrasco na casa dele onde ele reuniu os amigos. Lá encontramos uma turma de Brasileiros, mas a maior parte da galera era pessoal da Guiana que veio para o Canada.

Conhecemos várias pessoas e teve comida, bebida e música típica da comunidade Guianesa. Os brasileiros pilotaram a churrasqueira, mas a parte mais esperada da festa parece que não foi o churrasco, foi a comida, que incluiu saladas, arroz, frango e macarrão, tudo preparado de uma forma meio diferente do que estamos acostumados. No final estávamos consados, mas foi legal por termos conhecidos mais pessoas, mais brasileiros e mais tradições. É interessante como o Canadá tem tantas pessoas que adotaram o rótulo "Canadense" mas ainda são todos apegados às suas orígens...

Civic Holiday

Hoje é feriado no Canadá, chamado Civic Holiday. Este é um feriado engraçado pois ele não tem muito significado. Além disso tem diferentes nomes em diferentes províncias e não é "statutory", ou seja, não é um feriado que os empregadores precisam dar aos empregados. Eu li umas coisas sobre ele, e parece que a principal razão é que ele cai no meio de um longo período sem feriado, tipo, resolveram fazer um feriado para preencher o espaço.

Enfim, o dia apenas começou, mas eu tô pretendendo dar umas voltas com, descansar mais um pouco, talvez ir na ilha, ler...

domingo, 25 de julho de 2010

Molhados...

Aqui, assim cmoo no Brasil, existem os mercados mais caros e os mais baratos. Para o meu azar eu moro perto de um que é meio caro, então ás vezes, quando eu tenho mais coisas para comprar eu considero pegar a bike e rodar até o No Frills, supermercado onde tudo é mais barato. Mas ele fica a 4 Km de casa, não dá para ir lá comprar as coisas e carregar tudo de volta para casa a não ser que você arrume um meio de transporte, o meu é a bike.

Eu então chamei a Lika para ir lá, ela de bike, eu correndo. Mas eis que começou a chover. Uma coisa boa do verão é que não importa muito se tá chovendo ou não né, desde que você não tenha que ir para uma entrevista de emprego de bicicleta... Resolvemos ir na chuva que ficou forte, fraca, forte, moral da estória, chegamos lá completamente molhados, como se tivéssemos pulado na piscina com roupa e tudo, mas estávamos conversando e tal e nem prestamos muito atenção na chuva!

Fizemos as compras e tal e voltamos e a chuva continuava... Eu lembrava que em breve a temperatura cairia e tudo o que vamos querer evitar é se molhar na chuva, mas agora com esse calor, faz pouca diferença...

domingo, 18 de julho de 2010

Treino de Sábado



Neste sábado eu combinei um treino com o celega Sérgio, um corredor carioca que está morando em Toronto e que eu conheci aqui.

Rodei uns 5 Km até chegar na pista de atletismo que tem perto de onde ele more, que foi onde a gente combinou de se encontrar.

Começamos rodando na pista e eu comecei a forçar o ritmo para dar chapéu no resto da galera que tava rodando na pista, mas quando eu estava começando a me divertir o Sérgio me puxou para fora da pista, para treinarmos no percurso que ele demarcou na grama, de 2 Km.

Nas duas primeiras voltas eu tava bem, mas aí o cansaço começou a bater, eu só sei que na última volta eu já tava detonado e o Sérgio tava começando apenas começando a suar.

Foi um trieno diferente, num lugar diferente, muita árvore, muita grama, sombra e até bebedouros para não precisar carregar água. Foi legal. Aí duas das fotos que tiramos!

sábado, 17 de julho de 2010

Not From the Onion

Existe uma expressão em inglês "Not from the Onion" ou "From the Onion" que significa uma notícial falsa. Por exemplo, eu estou descrevendo uma notícia ou fato meio fora do comum para um amigo e ele mostra um ar de quem não tá acreditando. Então eu digo "this is not from the onion", querendo dizer que não é mentira, que é uma estória real.

A expressão existe por causa desse site que dissemina notícias não verdadeiras, o que acaba fazendo com que o site seja engraçado, é um site de sátiras. Mas acho que o site ficou um pouco famoso e a expressão pegou. Eu não conhecia a expressão e na verdade acho que ela nem é muito usada, não sei se é muito conhecida dos Americanos e Canadenses.

Eu lembrei que talvez temos uma expressão equivalente em Português - "estória de pescador". Acho que a nossa é mais engraçada e criativa...

Momentos

Depois do treino eu peguei o busão para voltar para casa. Entrou no ônibus essa garota de fisionomia asiática, com uma dessas novidades eletrôncias na mão, um aparelho grande, provavelmente um Ipad. Não havia banco vazio, ela ficou ali em pé, e começou a teclar no negócio. O ônibus virava e ela se segurava para não cair, mas sem parar de olhar para o negócio e teclar com certa dificuldade, tentando se equilibrar ao mesmo tempo. Alheia ao mundo externo ela se contorcia em posições estranhas, escorando na parede do ônibus, segurando nas barras com o mesmo braço que segurava o aparelho para poder ficar em posição que a permitisse também escrever no aparelho. Eu, molhado da transpiração do treino, ainda meio cansado, achava a situação um pouco cômica ao mesmo tempo que imaginava como a nossa vida social agora pode ser levada em qualquer lugar, mesmo no desconforto de um ônibus lotado.

As corridas

O mês tem sido legal, tenho corrido bem mais que no mês passado. Hoje cheguei no 149 Km em Julho, o que dá uma média de quase 9Km por dia. Tenho estado lento no entanto e as vezes penso que é por causa do calor. Mesmo de manhã, antes do sol sair, já está muito calor e eu perco muita água correndo, só que não gosto de carregar água. É impressionante que ano passado praticamente não tivemos dias quentes e este ano está um forno. Vamos ver, o importante é qe eu estou mantendo o pique...

terça-feira, 13 de julho de 2010

Documentário muito bom

Eu assisti esse documentário que parece ter sido um dos primeiros da história, ainda do tempo em que não tinha som. O documentário mostra a vida de uma família de Inuits. Há cenas impressionantes de como eles caçam focas, leões marinhos, peixes. Mostram eles construindo um iglu., e inclusive colocando um "tijolo transparente", que é um bloco de gelo, o que eu achei muito legal! Eu já vi outros documentários relacionados mas esse acho que é o que mostra mais a realidade, que é realmente impressionante.

Que tamanho de rodoviária

Hoe esperando o busão para ir para Niágara Falls, eu tava comparando o Terminal Rodoviário de Toronto como de São Paulo. Na verdade não tem nem como comparar. O terminal Rodoviário de Toronto é mais ou menos do tamanho de um terminal rodoviário de uma cidade de 50 a 100 mil habitantes, muito pequeno. Que diferença, lembrei do Tietê em São Paulo que é monstruoso, mas ainda assim é só um dos vários, Tem um na Barra Funda, outro no Jabaquara e não sei se ainda tem um no Brás. Todos maiores, e muito maiores que o de Toronto.

O Canadá não só tem menos gente, mas todo mundo tem carro. QUem não tem aluga carro. E aqui tem trem também, cois auqe foi aposentada no Brasil. Enfim, ninguem quer saber de ônibus...

Enfim Residente Permanente

Há umas duas semanas eu havia recebido o meu visto de imigrante e precisava providênciar o cartão de Permanent Resident no Canadá. A forma maims rápida para fazer isso é entrar no país novamente após conseguir o visto de imigrante. Eu então peguei o busão até Niagara Falls, e caminhai até a Rainbow Bridge. Lá você pode passar andando para os States. Tem uma alfândega do lado Canadense e outra do lado Americano. Se você passar pela Canadense, depois voltar, eles vão pedir todos os seus documentos e tal, como se você estivesse vindo dos US, mas você não precisa entrar nos US. Foi o que fiz, apenas atravesse a alfândega, fui até o meio da ponte, contemplei as Cataratas do Niagara, que aliás são muito bonitas de cima da ponte, e depois voltei, não fui da lodo dos US. Na volta a galera pediu o que eu queria fazer no Canadá, endereço, quanto tempo ia ficar, aquelas coisas, como se eu estivesse vindo do Brasil. Mas eu abri o jogo pro sujeito, disse a ele que só queria minha residência permanente, naõ tinha sequer ido aos US. E foi muito rápido, eles fizeram todos os papéis lá e disseram que vão enviar meu cartão de Permanent Resident pelo correio. Enquanto isso eu tenho uns papéis provisórios...

Enfim livre, agora posso fazer o que quiser no Canadá, mas o futuro não está bem decidido, ainda não sei quanto tempo vou ficar por aqui...

sábado, 10 de julho de 2010

Ainda correndo

Eu não tenho colocado muitos posts sobre os treinos aqui, mas tenho tentado manter a regularidade nas corridinhas matinais. Mês passado os Kms cairam absurdamente, acho que um pouco foi devido ao grande esforço para chegar nos 300 mensais no mês anterior, e outro pouco foi preguiça mesmo, digo, resolvi dar um tempo e correr menos. Terminei rodando 99Km no mês, 3Km por dia, a menor média desde janeiro, mas ainda bom, digo melhor do que ficar parado...

Julho começou mais agitado e eu já tenho quase 90Km de novo. Mas começou quente também. E passado os primeiros dias do mês, eu comecei a ter certa dificuldade para correr, pernas cansadas, sei lá, eu pensei que pudesse ser o calor afinal mesmo de manhá a temperatura tem estado acima dos 25 graus, com alta umidade. Fisiologicamente isso é bem diferente eu imagino pois a gente transpira muito mais, o ar quente é terrível...

Ontem saí pouco depois das 5 da manhã como sempre, e agora eu comecei a correr com o ipod, ouvindo radio, e estava escutando a previsão do tempo falando que já estava chovendo no Norte da cidade, que o dia inteiro seria chuvoso. Muito bom, exceto que ali correndo eu olhava para o céu e não parecia que ia chover. Mas logo depois começou a chover, e por isso que eu não sou o sujeito do tempo. E a chuva engrossou mais e mais. E eu corri na chuva como a muito não fazia, uma chuva com calor, chuva gostosa. Cheguei em casa totalmente ensopado e alegre, tanto que resolvi ir para o trabalho de bike. Cheguei lá também totalmente molhado, mas eu tinha levado a roupa de trabalho na minha mala de bike, assim como um par de tenis e tal, ou seja, cheguei lá, tomei um banho e fui pro trampo.

Hoje tenho outro treino marcado com o Sérgio, um sujeito que chegou até aqui no blog pela Mayumi. Esse é corredor de verdade, daqueles rápidos que a gente admira. EU conversei um pouco com ele mas ainda não o encontrei pessoalmente e já me surpreendi como a paixão com que ele conversa sobre corrida... eu já avisei a ele que corrida para mim é outra coisa, ele vai ter que tirar o pé do acelerador se quiser correr comigo... Vai ser legal... e continuamos correndo...

Night bem escura

Eu estou terminando de ler o livro Night, de Elie Wiesel. O livro fala da experiência do autor nos campos de extermínios da Alemanha Nazista. É surreal e sinistro, nos dias de hoje a gente não consegue ter nem idéia do que é passar por esses sofrimentos. Imaginos que existam muitos livros que descrevem tal experiência (e filmes), mas este é o primeiro que resolvi ler e achei interessante, o livro é curto, rápido para ler.

Entre Espanha e Holanda

Depois que a Holanda ganhou do Brasil eu passei a torcer para ela. Não sei, acho que pela história que eles tem, eles talvez mereçam uma copa, mesmo tendo dúvidas se eles são os melhores desta copa. Mas enfim, em copa do mundo nem sempre o melhor vence né, dado essas partidas mata-mata onde frequentemente vemos coisas sendo decididas nos pênaltis ou na sorte de poucos lances.

Mas agora com a final contra a Espanha eu não sei bem pra quem torcer, estou me simpatizando com a Espanha e achando que qualquer um que ganhe tá de bom tamanho...

Ufa, que calor

Eu nunca pensei que fosse passar tanto calor em Toronto. A temperatura subiu para a casa dos 30 graus e não quer descer mais. E o apartamento onde moro é muito quente, com aquelas janelas pequenas que mal abrem, boas para segurar o calor dentro no inverno. E também no verão.

No Brasil eu jamais usei ventilador ou ar condicionado em casa, mesmo nos dias quentes dava para se virar. Mas agora qui eu já saquei o ventilador. Um perto do computador e eutro perto da cama para dormir. O ap ficou tão quente que simplesmente não dá para ficar sem o ventilador. O meu ap é antigo e não tem ar condicionado central, como os aps mais modernos. Apesar de eu ter ganhado um ar-condicionado (assim como os dois ventiladores), eu não achei um jeito de instalar ele, pois ele é meio grande para a janela do ap. Mas enfim, estou me virando bem com os ventiladores...

Estou rezando para que a temperatura volte a cair um pouco, mas acabei de olhar a previsão do tempo e ela parece que vai continuar chegando nos 30 graus pela próxima semana...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Novo Blog

Há tempos que eu penso em ter um blog mais voltado para coisas que eu vejo no meu mundo mais técnico, principalmente sobre estatísitica. Então há pouco tempo li que ter um blog pode ser uma boa coisa para seu currículo. Achei que faz todo sentido, um simples blog pode dar muita vantagem a você numa disputa por uma vaga. Um blog diz muito sobre você, o que você faz, emque se interessa, o seu nível de conhecimento. Talvez vai chegar um tempo onde você vai colocar os eu blog no seu currículo, vão inclusive pedir para você colocar. E quem não tiver vai estar em desvantagem. Pode ser injusto pois nem todos gostam de escrever e isso não temnada a ver com a competencia do sujeito. Mas um empregador pode se sentir muito mais seguro contratando alguém depois de ter a riqueza de informação sobre o indivíduo que um blog dá do que contratando alguém igualmente qualificado, mas do qual se tem muito menos informação.

Eu vi isso como um ponto interessante e válido. Não se trata muito de concordar ou discordar, mas de que essas coisas podem virar realidade a temos que nos adaptar a elas.

Aí vem o outro lado da moeda. Eu sempre considerei trabalhar com estatística aplicada a biologia (sei lá, pode ser agronomia, medicina, desenvolvimento de medicamentos, ecologia...). Acho que a estatistica nessas áreas é mais interessante, mais estatistica. É simplesmente um desejo de explorar o mundo da estatística, de conhecer outras áreas, uma sede de conhecimento. Mas suponha que eu quisesse procurar um emprego nessa área, como ia conseguir se não tenho nenhuma experiência? Não tem nada que eu possa colocar no meu CV que indique que eu daria conta do recado na indústria farmaceutica, por exemplo. Como vou conseguir entrar lá então?

Denovo a idéia do blog me pareceu fazer sentido. Um possível empregador buscando um possível candidato para uma possível vaga poderia possivelmente considerar um blog como evidência do que eu sei sobre estatística, evidência que possivelmente contaria como algo senão como experiência. Minha nossa, quantas possibilidades...

Mas longe de ser somente isso, eu gosto de escrever sobre o que aprendo, independente de ser na área de biologia. Então porque não?

Esse blog não tem sido muito apropriado para expressar coisas mais técnicas. Ele é um blog mais pessoal, relacionado aos amigos, à experiências novas em um país novo, à pensamentos que estão longe do meu ambiente de trabalho, de minha formação acadêmica. Eu andei escrevendo coisas sobre estatísitica aqui, mas acabam ficando perdidas no meio de tantos textos informais sobre o cotidiano.

Assim resolvi criar um novo blog. Não sei quem vai ler, talvez não seja para meus amigos que não são estatísticos. É algo mais profissional mas que para mim é também lazer. Escrever é também uma forma de aprender, afinal se queremos escrever precisamos nos forçar a entender o assunto, não dá para esccrever apenas lendo superficialmente. Mas não me importa muito quem vai ler (ou se alguém vai ler) e sinceramente nem me importa muito se vai ser útil numa possível tendência de blogs fazerem parte do currículo. É apenas algo novo que gosto de fazer.

Espero que o número de posts aqui não diminua, afinal acho que tem pouca sobreposição o que escrevo aqui e o que escrevo lá. Com certeza a nova empreitada vai exigir mais de mim, mas isso é uma caracterísitica minha. Vamos ver, acredito que coisas como essas podem apenas serem boas e apenas nos fazem crescer...

domingo, 4 de julho de 2010

A Rainha do Canadá

A Rainha Elizabeth II, que é a Rainha do Canadá veio para uma visita ao País, entre os dias 28 de Junho e 6 de Julho. Hoje ela está em Toronto. A visita dela atraiu atenção de muita gente e da mídia. Em geral a população parece feliz com a visita da sua rainha, mas nem todos os comentários são positivos. Em Winnipeg, por exemplo, houve protestos relacionados a visita, onde os protestantes diziam que o meio ambiente devis ser preocupação maior do que a Rainha.

Segundo a Wikipedia, a Rainha Elizabeth II é Rainha de 16 países, incluindo Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Jamaica. Mas eu não entendo bem para que ela serve. O Canadá parece não depender dela para nada, e ela parece ser apenas uma figura de admiração, um símbolo de orgulho de uma nação, uma tradição histórica.

A monarquia é algo que há muito tempo não faz parte do Brasil e acho que por isso, aliado ao pouco papel da Rainha, faz com que eu veja com certa indiferença a sua visita...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

E veio o silêncio

E esse foi o primeiro jogo do Brasil que assisti, por hoje ser feriado aqui. Não que eu não pudesse ter assistido os outros, eles montaram uma sala especial com um telão para a galera ver qualquer jogo que queiram. Eu prefiria fazer meu trabalho, ir para casa mais cedo, assistir o replay em casa.

Eles fazem propaganda do jogo na TV pública que comprou os direitos da transmissão, nos chamam de "Mighty Brazil". Eles se deliciam com nossas jogadas desconcertantes e tentam falar "Jogo Bonito" em português. Apesar do respeito e admiração que eles tem pelo nosso futebol, eu tenho a impressão que no Canadá havia mais torcedores da "Netherlands" do que nosso.

Eu fui para a frente da TV com uma ponta de dúvida, não havia sido convencido pela vitória contra o Chile. E a Holanda sempre coloca medo de qualquer forma. Achei que o Brasil jogava bem, achei que melhor do que contra o Chile, e melhor do que a Holanda, era o que importava. O primeiro gol me pareceu merecido, achei que foi bonito, achei que o caminho estava aberto para as semifinais e que agora a Holanda viria pra frente e levaria mais gols.

Então fizemos o favor de dar um gol para eles, aquele tipo de erro que parece só acontecer com a gente. Derrepente a situação não era boa mais, não era favorável mais, precisávamos mais um gol. Chegamos perto, Kaká mandou duas bolas colocadas que eram pra ser gol, que se fossem marcariam a história da copa. Mas foram eles quem fizeram o segundo gol, fizeram de bola parada, um gol sem sal feito ainda enquanto eu achava que a gente jogava bem, jogava melhor. E com um jogador a menos, expulsado merecidamente, fomos com ainda mais sede ao pote e eu percebi o quanto éramos melhores pelos gols que eles perderam no contra-ataque. Era como se eles só conseguissem fazer gols de bola parada, e mesmo assim levaram.

E nos meus contatos com o Brasil descobri que um silêncio estranho reinava em São Paulo. O mesmo silêncio que devia reinar no trabalho, nesse dia de feriado, com a minha bandeira do Brasil posando solitária sobre a parece do meu cubículo, colocada na tentativa de mostrar a todos quem mandava nessa Copa. Acabou a Copa para a gente e agora voltamos a ser apenas um país grande da América do Sul que fala Espanhol...

Bingo!

No trabalho sempre tem jogo de bingo, para levantar fundos para caridade. Metade da grana arrecadada vai para o ganhador e a outra metade vai para uma entidade. Eu geralmente participo, mas nunca ganhei.

Neste último bingo eu fechei duas cartelas. O jeito que funciona é que eles sorteiam 7 números de uma vez e mandam para o email de quem tá participando. Aí a gente para de trabalhar e vai conferir os números. Pois bem, depois de conferir os 7 númeors eu notei que tinha duas cartelas preenchidas! Nesse caso o que acontece é que a que preencher primeiro, considerando a ordem dos números, é a ganhadora. As minhas tinham sido preenchidas no quinto e no sétimos número, mas teve uma outra pessoa que eu nem conheço (de outra área) que me tirou o prêmio pois ela preencheu a cartela no terceiro número...

Santa falta de sorte, eu não fui feito para ganhar esses tipo de jogos...

A Copa fora do Brasil

Tem sido muito interessante acompanhar a Copa do Mundo daqui. Ach oque é o único momneto que todo mundo lembra e fala do Brasil. Eu sempre fui meio crítico de os Brasileiros pensarem tanto em Futebol ao invés de pensar em coisas que são realmente importante para o país e para as próprias pessoas, mas tenho que admitir que o futebol não é completamente inútil. Bom, estou exagerando, está longe de ser inútil, eu mesmo sempre gostei de jogar bola. Mas a imagem que o futebol dá ao Brasil é algo muito legal.

No dia do jogo do Brasil com a Costa do Marfim eu coloquei uma bandeira do Brasil no capacete e saí de bicicleta para o trabalho. Apesar de eu ir bem cedo e pela trilha, ainda assim duas pessoas se manifestaram. Uma delas, um trabalhador que arrumava a calçada, gritou "Êh Brasil!!!!". Acho que ele não era brasileiro não.

Apesar do Canadá não ser um país de jogar futebol, todo mundo aqui fica meio de olho na Copa, torcendo para seus times. Muitos gostam de Futebol, e especialmente as comunidades de imigrantes fazem muita festa. Muitos carros na rua andam com a bandeirinha de seus países. Eu já ví vários carros com bandieras do Brasil, Portugal, Argentina...

Enfim, Viva o Futebol!!!

domingo, 27 de junho de 2010

G20 e vandalismo em Toronto

Está havendo em Toronto o encontro dos líderes das principais potências mudiais no G20. EM preparação para o encontro da galera o centro da cidade foi litaralmente cercado com uma cerca alta de tela praticamente intrasponível. Isso criou muito transtornos para as pessoas que moram ou trabalham dentro da área cercada, que são muitos. Mas o pior eu acho que foi o quanto a cidade ficou feia com esse símbolo negativo da violência humana.

Nos encontros do G20 sempre tem a galera protestando contra um monte de coisa. E ontem muita gente foi pra rua protestar pacificamente, mas um grupo partiu para a violência e queimaram viaturas policiais, quebrarm vidros de lojas e por aí a fora. Me parece que ningém saiu machucado por enquanto, mas a violência pouco vista no Canadá chamou atenção de tood mundo, galera acostumada a viver num país sem esse tipo de problema. Chamou a atenção principalmente da mída. Agora ninguém fala dos protestantes pacíficos, das causas pelas quais eles lutam, ninguem se interessa por eles porque a mída focou nos criminosos que promoveram a violência sob a máscara de protestantes. E ainda mais, se os vândalos defendem alguma causa talvez seja melhor não dizer pois acho que pouca gente vai querer concordar com qualquer coisa que eles dizem.

Acho que ficou provado que podemos ser contra esses encontros, podemos lutar pelas coisas que acreditamos corretas, mas não vale a pena apelar para meios como estes.

Aqui tem algumas fotos do que aconteceu ontem.

sábado, 12 de junho de 2010

Quem liga pro filho dos outros

A Mayumi, a única comentadora aqui do blog escreveu um comentário num post lá em baixo que eu me vi obrigado a replicar. Aliás, como só tem ela na área o meu blog tá mais parecendo um bate-papo entre eu e ela.

Mas enfim, ela disse que tem um projeto de lei no Brasil que diz que os políticos seriam obrigados a colocar seus filhos em escolas públicas. Eu imediatamente me lembrei de algo que aconteceu aqui, um político lá da costa Leste foi para os US fazer um tratamento de coração. Embora se tenha dúvidas se o que ele foi fazer lá podia ser feito aqui, o assunto virou polêmica, as pessoas questionavam porque ele não havia usado o sistema público de saúde Canadense.

Mas eu quero dizer que acho interessante e concordo plenamente com a lei de que os políticos brasileiros deveria manter seus filhos em escolas públicas. Principalmente porque a educação no Brasil, a pública de primeiro e segundo grau, é de péssima qualidade. Talvez se os políticos tivessem que manter seus filhos em escolas públicas, eles fariam algo mais pelo sistema, talvez roubariam menos. Seria uma forma de obrigá-los a darem à educação a atenção proporcional à importância que eles acham que a educação tem para seus filhos. Do jeito que está, eles colocam os filhos em escolas particulares e não estão nem aí para as públicas, pois quem tá lá são os filhos dos outros...

Atividade de risco

Está havendo muito comentários sobre a mal sucedida aventura da garota americana Abby Sunderland, que ao tentar quebrar o record da mulher mais joven a cincunavegar o globo solo acabou tendo problemas no meio do oceano, o que acabou com as possibilidades da aventura. Uma das polêmicas é com relação aos custos muito elevados de um resgate como esse e da possibilidade de que o governo bancasse o resgate. Quem deve pagar por tal resgate? E se você estiver correndo e se lesiona, o hospital público tem que pagar? Andando de bike, cai e se machuca? Eu acho que aqui os riscos são diferentes e os benefícios da corridas superam de longe os gastos públicos com lesões.

E aí vem uma parte interessante, quando falamos dos riscos. Outra polêmica é quanto aos pais permitirem que uma garota de 16 anos embarque numa aventura tão perigosa (eu não sei qual a magnitude dos riscos desse tipo de coisa, mas parece não ser pequeno). Por um lado é complicado controlar os desejos das pessoas que estão nessa idade. Por outro, se algo pior tivesse acontecido (ela foi resgatada e está bem), os pais talvez tivessem que viver com o sentimento de culpa pelo resto de suas vidas. Bom, eu não sei, mas o pai dela foi entrevistado (veja no link) e disse "Se você quiser olhar as estatísticas, olhe quantos adolescentes morrem em acidentes de carros todos os anos. Deveríamos deixar adolescentes dirigir? E acho que seria idiota (silly) não deixar".

Obviamente o sujeito não é estatístico. O fato de que muitos adolescentes sofrem acidentes de carro não significa que dirigir é mais perigoso do que a tal aventura de dar a volta ao globo sozinha numa embarcação pequena. Ou em linguagem mais de probabilidade, não significa que a probabilidade de acidente de carro é maior do que a de um acidente numa empreitada dessas. Temos muito acidentes de carro e pouca gente morrendo tentando dar a volta ao mundo simplesmente porque tem muita gente dirigindo carro e pouca tentando dar a volta ao mundo sozinha numa embarcação a vela. Se todo mundo (100%) que tenta dar a volta ao mundo acaba morrendo e 0,001% dos que dirigem carro morrem (risco 100.000 vezes menor) em acidente, ainda assim teremos mais gente morrendo em acidentes de carro...

Mais documentários

Eu tenho gostado muito deste site, que tem inúmeros documentários, embora seja todos em inglês sem legenda, o que acho que limita muito sua utilidade para muitos brasileiros. Eu tenho assistido vários documentários, mas vou colocar apenas alguns aqui.

Lost Worlds, Vanished Lives é um documentário sensacional sobre o estudo de fósseis. É impressionante como é possível entender coisas que aconteceram a mais de 100 milhões de anos atrás, no tempo dos dinossauros. As criaturas diferentes que existiam e como o nosso planeta devia ser tão diferente.

Pale Blue Dot é um documentário meio em forma de poesia, com o famoso escritor Carl Segan, que sabe falar de uma forma muito interessante e atrativa sobre o universo. O nome veio de uma fotografia da Terra, tirada pela sonda Voyager, após deixar o sistema solar em sua viagem para o desconhecido. Nessa fotografia a Terra é apenas um ponto azul pálido e ofuscado no infinito universo.

Wonders of the Solar System é um documentário apresentado pelo joven físico Brian Cox. O que é muito interessante nesse sujeito é a forma como ele parece maravilhado ao falar do universo e tal. O filme é mais sobre o Sol e sua importância, seus efeitos na Terra. Brian vai em Foz do Iguaçú e fala como o volume de àguas do Rio Paraná flutua com as flutuações das radiações solares.

A Question of Miracles: Faith Healing é um documentário sobre curas religiosas. O documentário explica como e porque pessoas parecem momentaneamente curadas depois que vão em certos cultos de certos pastores. O filme segue algumas pessoas antes e depois da "cura" para mostrar como a cura não existe realmente. O filme é bastante baseado em apenas dois pastores. Alguns momentos são revoltantes quando mostra as pessoas dando rios de dinheiro apra a igreja e o pastor com seu jatinho particular e tal, e pessoas morrendo depois do culto onde todos acreditam que elas foram curadas...

The Boy who sees without eyes é um documentário impressionante sobre um garoto que teve que ter os olhos retirados quando muito joven por causa de um raro cancer. O fato é que o garoto desenvolveu um sistema de orientação igual ao dos golfinhos e morcegos. Ale anda fazendo um som, e usa o eco como um radar para saber o que tem em sua volta. Dessa forma ele consegue desviar de obstáculos, andar de patins, bicicleta e enfim, fazer coisas impressionantes. Achei interessante também o foto de o filme mostrar como a sua atitude muito positiva de se achar uma pessoa normal o leva a não querer usar aquelas varinhas que as pessoas cegas usam, e como isso evita que ele desenvolva todo o seu potencial de ser independente apesar de cego. No filme ele é apenas um adolescente e podemos ver que o fato de ele ser teimoso deve ser principalmente uma característica da idade. O documentário é impressionante e é triste saber que dois anos depois do filme ele veio a falecer vítima do mesmo cancer que voltou...