domingo, 27 de junho de 2010

G20 e vandalismo em Toronto

Está havendo em Toronto o encontro dos líderes das principais potências mudiais no G20. EM preparação para o encontro da galera o centro da cidade foi litaralmente cercado com uma cerca alta de tela praticamente intrasponível. Isso criou muito transtornos para as pessoas que moram ou trabalham dentro da área cercada, que são muitos. Mas o pior eu acho que foi o quanto a cidade ficou feia com esse símbolo negativo da violência humana.

Nos encontros do G20 sempre tem a galera protestando contra um monte de coisa. E ontem muita gente foi pra rua protestar pacificamente, mas um grupo partiu para a violência e queimaram viaturas policiais, quebrarm vidros de lojas e por aí a fora. Me parece que ningém saiu machucado por enquanto, mas a violência pouco vista no Canadá chamou atenção de tood mundo, galera acostumada a viver num país sem esse tipo de problema. Chamou a atenção principalmente da mída. Agora ninguém fala dos protestantes pacíficos, das causas pelas quais eles lutam, ninguem se interessa por eles porque a mída focou nos criminosos que promoveram a violência sob a máscara de protestantes. E ainda mais, se os vândalos defendem alguma causa talvez seja melhor não dizer pois acho que pouca gente vai querer concordar com qualquer coisa que eles dizem.

Acho que ficou provado que podemos ser contra esses encontros, podemos lutar pelas coisas que acreditamos corretas, mas não vale a pena apelar para meios como estes.

Aqui tem algumas fotos do que aconteceu ontem.

sábado, 12 de junho de 2010

Quem liga pro filho dos outros

A Mayumi, a única comentadora aqui do blog escreveu um comentário num post lá em baixo que eu me vi obrigado a replicar. Aliás, como só tem ela na área o meu blog tá mais parecendo um bate-papo entre eu e ela.

Mas enfim, ela disse que tem um projeto de lei no Brasil que diz que os políticos seriam obrigados a colocar seus filhos em escolas públicas. Eu imediatamente me lembrei de algo que aconteceu aqui, um político lá da costa Leste foi para os US fazer um tratamento de coração. Embora se tenha dúvidas se o que ele foi fazer lá podia ser feito aqui, o assunto virou polêmica, as pessoas questionavam porque ele não havia usado o sistema público de saúde Canadense.

Mas eu quero dizer que acho interessante e concordo plenamente com a lei de que os políticos brasileiros deveria manter seus filhos em escolas públicas. Principalmente porque a educação no Brasil, a pública de primeiro e segundo grau, é de péssima qualidade. Talvez se os políticos tivessem que manter seus filhos em escolas públicas, eles fariam algo mais pelo sistema, talvez roubariam menos. Seria uma forma de obrigá-los a darem à educação a atenção proporcional à importância que eles acham que a educação tem para seus filhos. Do jeito que está, eles colocam os filhos em escolas particulares e não estão nem aí para as públicas, pois quem tá lá são os filhos dos outros...

Atividade de risco

Está havendo muito comentários sobre a mal sucedida aventura da garota americana Abby Sunderland, que ao tentar quebrar o record da mulher mais joven a cincunavegar o globo solo acabou tendo problemas no meio do oceano, o que acabou com as possibilidades da aventura. Uma das polêmicas é com relação aos custos muito elevados de um resgate como esse e da possibilidade de que o governo bancasse o resgate. Quem deve pagar por tal resgate? E se você estiver correndo e se lesiona, o hospital público tem que pagar? Andando de bike, cai e se machuca? Eu acho que aqui os riscos são diferentes e os benefícios da corridas superam de longe os gastos públicos com lesões.

E aí vem uma parte interessante, quando falamos dos riscos. Outra polêmica é quanto aos pais permitirem que uma garota de 16 anos embarque numa aventura tão perigosa (eu não sei qual a magnitude dos riscos desse tipo de coisa, mas parece não ser pequeno). Por um lado é complicado controlar os desejos das pessoas que estão nessa idade. Por outro, se algo pior tivesse acontecido (ela foi resgatada e está bem), os pais talvez tivessem que viver com o sentimento de culpa pelo resto de suas vidas. Bom, eu não sei, mas o pai dela foi entrevistado (veja no link) e disse "Se você quiser olhar as estatísticas, olhe quantos adolescentes morrem em acidentes de carros todos os anos. Deveríamos deixar adolescentes dirigir? E acho que seria idiota (silly) não deixar".

Obviamente o sujeito não é estatístico. O fato de que muitos adolescentes sofrem acidentes de carro não significa que dirigir é mais perigoso do que a tal aventura de dar a volta ao globo sozinha numa embarcação pequena. Ou em linguagem mais de probabilidade, não significa que a probabilidade de acidente de carro é maior do que a de um acidente numa empreitada dessas. Temos muito acidentes de carro e pouca gente morrendo tentando dar a volta ao mundo simplesmente porque tem muita gente dirigindo carro e pouca tentando dar a volta ao mundo sozinha numa embarcação a vela. Se todo mundo (100%) que tenta dar a volta ao mundo acaba morrendo e 0,001% dos que dirigem carro morrem (risco 100.000 vezes menor) em acidente, ainda assim teremos mais gente morrendo em acidentes de carro...

Mais documentários

Eu tenho gostado muito deste site, que tem inúmeros documentários, embora seja todos em inglês sem legenda, o que acho que limita muito sua utilidade para muitos brasileiros. Eu tenho assistido vários documentários, mas vou colocar apenas alguns aqui.

Lost Worlds, Vanished Lives é um documentário sensacional sobre o estudo de fósseis. É impressionante como é possível entender coisas que aconteceram a mais de 100 milhões de anos atrás, no tempo dos dinossauros. As criaturas diferentes que existiam e como o nosso planeta devia ser tão diferente.

Pale Blue Dot é um documentário meio em forma de poesia, com o famoso escritor Carl Segan, que sabe falar de uma forma muito interessante e atrativa sobre o universo. O nome veio de uma fotografia da Terra, tirada pela sonda Voyager, após deixar o sistema solar em sua viagem para o desconhecido. Nessa fotografia a Terra é apenas um ponto azul pálido e ofuscado no infinito universo.

Wonders of the Solar System é um documentário apresentado pelo joven físico Brian Cox. O que é muito interessante nesse sujeito é a forma como ele parece maravilhado ao falar do universo e tal. O filme é mais sobre o Sol e sua importância, seus efeitos na Terra. Brian vai em Foz do Iguaçú e fala como o volume de àguas do Rio Paraná flutua com as flutuações das radiações solares.

A Question of Miracles: Faith Healing é um documentário sobre curas religiosas. O documentário explica como e porque pessoas parecem momentaneamente curadas depois que vão em certos cultos de certos pastores. O filme segue algumas pessoas antes e depois da "cura" para mostrar como a cura não existe realmente. O filme é bastante baseado em apenas dois pastores. Alguns momentos são revoltantes quando mostra as pessoas dando rios de dinheiro apra a igreja e o pastor com seu jatinho particular e tal, e pessoas morrendo depois do culto onde todos acreditam que elas foram curadas...

The Boy who sees without eyes é um documentário impressionante sobre um garoto que teve que ter os olhos retirados quando muito joven por causa de um raro cancer. O fato é que o garoto desenvolveu um sistema de orientação igual ao dos golfinhos e morcegos. Ale anda fazendo um som, e usa o eco como um radar para saber o que tem em sua volta. Dessa forma ele consegue desviar de obstáculos, andar de patins, bicicleta e enfim, fazer coisas impressionantes. Achei interessante também o foto de o filme mostrar como a sua atitude muito positiva de se achar uma pessoa normal o leva a não querer usar aquelas varinhas que as pessoas cegas usam, e como isso evita que ele desenvolva todo o seu potencial de ser independente apesar de cego. No filme ele é apenas um adolescente e podemos ver que o fato de ele ser teimoso deve ser principalmente uma característica da idade. O documentário é impressionante e é triste saber que dois anos depois do filme ele veio a falecer vítima do mesmo cancer que voltou...

Será uma contusão?

Hoje seria o dia do longo, dia que eu estava esperando a tempos. Desde o começo de Junho eu tenho descansado mais pois minha intenção não é mais correr inúmeros Km em um mês, mas votlar ao tipo de treinos que eu semrpe fazia, 4 ou 5 vezes por semana, um longo.

O dia amanheceu chuvoso, não podia ser melhor, e às 6 da manhã eu fui contente para as ruas. As pernas não estavam soltas, no entanto. Ontem o treino de 8 Km havia sido lento, um pouco difícil, mas foram somente 8 Km e eu esperava estar melhor hoje. Estava, mas não muito melhor. Ainda assim eu resolvi correr para Oeste, sem rumo, visando o loop até a Islington, de 12Km pelo menos (mas lá no fundo estava a esperança de que após 12 Km eu ia estar bem e querendo rodar mais 12Km).

A temperatura de 15 graus fez com que a corrida fosse agradável, mas ainda assim as pernas estavam cansadas e eu não me preocupei em ser rápido. Após 12 Km mais ou menos, após eu sair da Saint Clair pois tinha chegado ao seu final, eu senti uma dor na parte de trás da perna. Foi mais como uma contratura, não sei bem, uma caimbra, e por momentos pareceu nem ser nos músculos mas no tendão. A sensação era que eu estava com algo contraído, que eu precisava parar e alongar, mas não era caimbra (definitivamente, aliás eu nunca senti caimbra na parte de trás da coxa). Não passou nem 400m e o negócio virou uma dor, eu tive que parar imediatamente, e mesmo para caminhar eu sentia a dor, mas ainda parecendo algo contraído, repuxando, não alongado. Eu resolvi alongar e percebi que não resolvia. Aliás, a perna esquerda (afetada) estava alongando muito menos que a direita, e segundo me lembro muito menos que o normal, eu seimplesmente não conseguia alongar muito bem. Resolvi caminhar até o metrô, caminhada que por alguns momentos foi dura por causa da dor, e eu até parei. Mas o metrô estava a pelo menos 2 Km e conforme eu continuei caminhando a situação melhorou bastante, mas eu não consegui voltar a correr, embora tenha tentado. Voltei para casa depois de 10Km de corrida, mais uns 2Km andando até o metrô, devagar.

Está muito melhor agora, mas eu espero que não seja nada demais, que amanhã eu já consiga correr novamente, afinal foi algo muito estranho, aconteceu numa corrida muito tranquila, com boa temperatura, em um momento que eu estou diminuindo o volume e descansando mais, enfim, estranho e inexperado....

Canadá e o Futebol

Eu estou um pouco impressionado com a força da copa do mundo aqui no Canadá. Eu pensei que estava num país que não ligava para o futebol e era maluco pelo Hockey, mas cá entre nós, minha impressão é que a Copa Do Mundo tá mexendo mais como povo do que as Olimpíadas de Inverno. Talvez seja por que estou em Toronto, uma cidade multicultural, com essa galera aí de todo canto do mundo, talvez indo para o interior a coisa seja um pouco diferente. Mas realmente acho que o país inteiro está prestando atenção na Copa, mesmo que o Canadá tenha participado apenas uma vez em 86.

Eu nunca liguei muito pra futebol, pelo menos não depois que eu cresci e tal, quando eu era adolescente e antes disso eu gostava mais. Mas eu tenho que admitir que o futebol é algo que nos dá uma boa imagem fora do país. O Canadense, que mal sabe que o Brasil existe, passa a prestar reverência à nós em tempos de copa. Eles, com futebol ainda inexpressivo, não tem muito para quem torcer e muitos torcem pra gente. O chefe diz abertamente que está torcendo para o Brasil, assim como uns dois ou três sujeitos lá no work. E todo mundo fala sobre o Brasil, e acho que em tempos de copa eles me respeitam mais...rsrs. E não parece ser como os US, reconhecido como uma potência mundial mas sem muita popularidade, no futebol a minha impressão é que somos reconhecidos e a galera gosta da gente. Nesse mundo que vivemos a imagem positiva é de muito valor, apesar de que quando relacionada ao futebol não refletir muito a realidade de problemas que enfrentamos...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Spam

Eu recebi mais de 500 comentários no blog de ontem pra hoje, todos com caracteres orientais. Impressionante. Devido a isso resolvi reativar a confirmação de palavras para os comentários.. Minha intenção era deixar aberto, sem moderação para qualquer um comentar (a não ser em posts antigos, que se não tiver moderação eu acho que nem fico sabendo dos comentários) mas perdi um tempão apagando tanto spam que resolvi colocar de volta a confirmação de palavras...

domingo, 6 de junho de 2010

Continuam inventando coisas novas

Todo mundo sabe que algumas pessoas fazem fortuna com idéias simples, principalmente nesse tempo de internet. O sujeito do twiter, por exemplo, o do Windows, o do Google... e sei lá quantos mais, enfim, a gente começa a pensar se fosse a gente que tivesse uma idéia dessas para ficar rico/famoso da noite pro dia.

Não sei se o sujeito ficou rico, mas hoje eu ouvi no rádio sobre uma página na internet que oferece grandes ofertas todos os dias. O mecanismo é simples, muitos comerciantes dariam um bom desconto para um produto se soubessem que muitas pessoas iriam comprá-lo, porque aí a quantidade compensa o preço mais em conta. Ou eles poderiam fazer isso sem visar lucro, só para criar uma experiência com o produto. Pois bem, a página anuncia a oferta, e se você está interessado, você paga por ela e tem o direito de imprimir um cupom. Por exemplo, o cupom diz que você tem direito a $20 em comida no restaurante X, mas você paga $10 pelo cupom. Se pelo menos 30 pessoas comprarem o cupom, então a oferta é válida, senão não é. Se você comprar o cupom e não tiver outras 29 pessoas fazendo o mesmo, você não tem o seu cartão de crédito debitado (porque a oferta não é válida, não atingiu a quantidade mínima).

Imagino que o sujeito do site recebe parte da grana da venda dos cupons. Ou pode ser até que ele viva apenas das propagandas no site, já que pelo que vejo há um movimento grande de visitantes (mas nesse link que coloquei não vi nenhuma propaganda).

Existem pelo menos 4 destes sites em Toronto, eles são por cidades. E já existem sites que pegam as ofertas de todos estes sites e colocam juntas...

Isso me lembrou que eu costumo ser um cliente leal no restaurante na hora do almoço do trabalho. Vou muito no mesmo restaurante. E sempre pensei (mesmo ainda no Brasil) em propor a eles um negócio onde eles me dariam um bom desconto e eu pagaria por mês. Por exemplo, se eu pago $7 por refeição, proporia a eles pagar $100 por mês e ter direito a 20 refeições. O meu pagamento mensal garantiria a eles que eu vou comprar sempre lá e compensaria o preço bem menor que eu pagaria (alem de evitar que eu experimentasse a concorrência). Se eles não aceitassem o acordo, acabariam fazendo menos de $100 comigo já que eu não ia mais comprar só lá...e quem sabe faria o acordo com outro restaurante... Mas nunca levei o plano adiante... Parece que eu poderia ter pensado um pouco mais e tido essa idéia do site há anos atrás...

Só acontece uma vez

Hoje depois de pedalar eu fui convidado pela galera para almoçar com eles. Quando desci do metrô e fui pegar o bonde para chegar no restaurante, notei que o bonde passava na rua, e se eu não tivesse um ticket de transferência, teria que pagar novamente a tarifa. E eu não tinha, esse ticket tem que ser pêgo quando você embarca no metrô, não quando você desce. Eu até peguei um, mas estava escrito claramente que não podia ser usado ali naquela estação. O resultado foi que eu paguei novamente ao entrar no bonde. Fiquei meio revoltado pensando que o sistema é errado dado que você tem que lembrar do ticket quando entra no metrô e se não lembrar já era.

Na volta eu caminhei até o metrô ao invés de pegar o bonde, aquela coisa de fazer digestão e também aproveitar o dia agradável, sol, 20 graus... (A chuva foi só na primeira parte da bike, depois passou). No metrô eu comprei tokens, que são pequenas moedinhas que servem como passe de metrô. E quando enfiei uma na roleta ela apitou e me devolveu a moedinha. Isso já aconteceu várias vezes. quando eu enfiei o dedo no compartimento onde a moedinha volta (igual nos antigos telefones públicos, que as fichas voltavam) eu notei que tinha dois tokens lá! Legal, não saí no prejuizo!

Achar um token não seria grande coisa, mas achei legal a coincidência de ter sido no mesmo dia que eu "perdi" um...

Ride for Heart - Como foi

Foi dificil em certo sentido, mas foi bom e foi diferente.

Acordei cedo, depois de uma noite chuvosa que fez a temperatura cair. Resolvi que deveria ir com minha jaqueta de chuva pois a chuva tinha dado uma parada mas deveria voltar. Decidi tambem levar outras blusas, roupas secas e tal. Com isso acabei levando a minha bolsa de ir pro trabalho, fazendo com que parecesse que eu iria para uma longa viagem. Mas a temperatura tava 9 graus, chovendo, eu não queria arriscar passar frio, melhor ir prevenido. Depois notei que muitos foram ocmo eu, com a mala de ir pro trabalho encaixada no bagageiro da bike. Outros (a maioria) foram com mochilas, mas aí, modéstia a parte, eu levava vantagem pois é muito melhor levar as coisas no bagageiro da bike do que nas costas.

Às 7:15 me encontrei com meus colegas, éramos então um grupo de 4 rapazes e uma garota. Ela trabalha comigo e me convidou para a pedalada. A pedalada começou às 8h com muita, mas muita bike mesmo. E logo depois de começar também começou a chover. A primeira bike de corrida que me passou me deu a deixa para seguir e deixar meu grupo, que ia tranquilo. Eu colei no sujeito da bike de corrida e segui ele por alguns Kms, mas então as pernas começaram a pesar. E chovia muito, mas eu não sentia frio pois estava pedalando forte.

Saí da Gardner, a rodovia que corta o centro da cidade e entrei na DVP. Deviam ter passados uns 4 ou 5 Km e o ritmo tinha caído muito. Ainda assim eu seguia passando muita gente, muita mesmo e só quem me passava eram as bikes de corrida, nenhuma Mountain Bike como a minha me passava. Só que o ritmo não estava bom e eu nem usava mais a última marcha. As pernas pesavam, eu sentia bastante nas subidas. Com 12 Km mais ou menos vei o a entrada para a galera dos 25 Km e eu me sentia cansado, quis entrar ali mesmo e voltar, mas segui firme. Dali em diante havia muito menos bikes, o caminho ficou livre mas pouco adiantava pois eu ia num ritmo pífio.A chuva por vezes parava mas tinha também o vento que às vezes era muito forte, batia de lado, empurrava eu e a bike> mas eu seguia passando o povo, muitos paravam embaixo das pontes, onde não chovia, para descansar, ou nos acostamentos. Eu seguia e lembrava do Vanin, aquela devia ser a sensação de uma competição de bike, subidas, descidas, você passa gente e é passado, as pernas queimam mas você segura o ritmo, imaginando que como prêmio vai receber uma enorme descida depois da curva. Mas as enormes descidas não vieram até chegarmos na York Mills e dar a meia volta, eu tinha ali atingido a metade do percurso.

Com a meia volta veio uma descida interminável, onde o uso da última marcha era constante, veio também o vento mais a favor. Tudo mudou e agora eu era muito rápido. Mas os outros também era, se não mais rápidos. Eu entendi então porque tinha sofrido tanto do outro lado, era uma subida quase constante, que a gente não percebia muito, mas os músculos perceberam. A segunda metade foi fácil e rápida, e eu parecia descansado novamente. Terminei bem, e imagino que o ritmo total tenha sido bom, mas eu não marquei o tempo e esquecí o meu odômetro em casa, nunca vou saber quão rápido sui.

No final das contas foi bom, eu terminei bem, descansado, achei que tive um bom desempenho. Deu vontade de ter uma bike de corrida, de ser mais veloz, inclusive nas subidas. A chuva valeu a pena, a experiência valeu a penas, acho que ano que vom devo fazer novamente tendo a oportunidade.

sábado, 5 de junho de 2010

Novo percurso até o trabalho

Você já imaginou se em SP você pudesse escolher uma rota para o trabalho onde você passaria por trechos completamente naturais, com rios, pássaros e o cheirinho de vegetação nativa? Mais ou menos como morar de um lado do Ibira e trabalhar do outro lado, mas ainda assim o Ibira tá longe de ser um lugar natural, preservado e tal, ele tem muito asfalto e não tem realmente mato fechado e tal.

Mas aqui em Toronto eu comecei a ir para o trabalho, ainda de bicicleta, por uma rota diferente que passa por trilhas que margeiam um rio. Tirando a trilha, uma faixa em volta do rio é ainda bem preservada e a sensação de poder pedalar lá no meio do mato literalmente, é muito legal.Ao invés de pegar as ruas e ciclovias para chegar ao trabalho, agora eu estou pegando essa trilha na maior parte das vezes. E viva às alternativas!

Ride for Heart

Amanhã acontece um sensacional evento de ciclismo aqui em Torono o Ride for Heart. A Gardner e a DVP (Don Valley Parkway), duas dos principais acessos ao centro da cidade, serão fechadas para o evento. Ambas são vias de alta velocidade e acho que como tal não permitem ciclistas nos dias regulares. Assim pedalar nas pistas também tem um significado emocional interessante. Seria como fechar a Bandeirantes para os cliclistas irem de SP a Campinas, por exemplo, e aí seria muito legal pensar em pedalar na Bandeirantes!

Existem 3 opções, 25, 50 e 75Km, das quais eu escolhi os 50Km. Com a chegada do calor eu comecei a pedalar um pouco e mesmo em rotas não longas eu sinto um pouco as costas. Então penso que talvez aqueles períodos de dores nas costas seriam possivelmente causados pelas longas viagens de bike que eu fazia sem fazer um preparo de aumento gradual da distância. Bem, por isso principalmente, eu escolhi 50Km. Há também o fato de que 25Km não são o suficiente para rodar o percurso todo e 75 Km fazem você percorrer duas vezes um mesmo trecho de 25Km. 50Km é o ideal para rodar o percurso todo.

E eu não vou sozinho, estarei com mais três colegas num grupo de 4. Vamos ver como vai ser, acho que com certeza vai ser muito divertido, já que ano passado eu fiquei sobre uma passarela vendo os ciclistas passarem, aos milhares, morrendo de vontade de estar lá.

O evento é beneficiente, não é uma competição embora com certeza alguns ciclistas vão encarar como tal. A idéia é arrecadar fundos para combater doenças cardíacas...

Mais 16Km

Depois dos 300 + Km do mês passado esta foi uma semana de descanso. 5 dias em Junho e eu rodei apenas 26 km, média de 5Km/dia. Mas hoje, sabadão eu resovi tentar correr um pouco mais embora esteja conhecendo meu corpo mais e mais e já previa que depois de dois dias parados eu não estaria muito bem para um longo.

Dito e feito, saí as 6:30 para um treino que não foi difícil, mas não foi rápido também. O ideal dos mais de 20Km foram por água abaixo depois de uns 5Km, quando eu percebi que estava mais ou menos, mas não bem o suficiente para fazer um treino realmente longo. Subi até a Eglinton e rumeio para Leste, passando Mount Pleasant e Bayview, mas decidi entrar na Laird. A outra opção seria continuar para leste, o que faria o treino mais longo.

Desci a Laird, que depois muda de nome, entrei na Pape e parei quando estava quase chegando na Danforth para ligar para o meu amigo Etíope e convidá-lo para um treininho.... Afinal eu sabia que ele ficaria muito feliz com alguém ligando para ele pouco depois das 7 da matina de um sábado. Como esperado ele tava dormindo e ficou sem saber se aceitaria o convite ou não... mas eu convenci ele a voltar para cama, afinal deu pra perceber que isso era o que ele realmente queria (alem de me bater, eu imagino).

E eu continuei na Danforth rumo a Oeste agora, voltando para Yonge e então para casa. Completei os 16 Km em 1h20, com ritmo variando bastante, às vezes rápido, outras devagar. Foi um treino legal, gostoso, apesar do calor que fez com que eu suasse muito, e está cada vez mais complicado fazer estes treinos sem água... Vou ter que começar a planejar postos de hidratação no meio do caminho...

A intenção é pegar mais leve em Junho, mas o colega Bernabeu lá nas ruas de SP parece que não tá pensando assim e sei lá, não vai ser fácil deixar o mês de Junho barato para ele, vamos ver...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Duelo Maio




Mais um mês se foi e o duelo foi especial para mim em Maio pois foi o mês que eu mais corri, mas ainda assim fui vencido pelo Bernabeu.

Estou colocando aqui alguns dos gráficos do nosso desempenho até Maio.

O primeiro gráfico mostra os Km acumulados nos últimos 30 dias do Sadao e do Angel. Os dois ficaram embolados por dois meses, mas em Maio o Angel deu uma caidinha e o Sadao, pelo contrário, afundou o pé, quase chegando nos 200 Km.

O segundo gráfico mostra os Km em 30 dias de uma galera. Em Maio eu aumentei a minha média mensal para passar dos 300 Km e ficar lá na segunda metade do mês. O Bernabeu no entanto, veio lá de baixo e me passou no final do mês, e olha que acho que a minha soma não tá muito correta para ele que tem mais Kms. O Rodolfo mantinha uma média um pouco abaixo da gente mas no final do mês ele passou o Vanin e o Augusto. O Vanin deu uma estabilizada em Maio, talvez até uma pequena caída, devido ao Ironman que ele detonou final de semana passado.

O último gráfico mostra o acumulado somente em Maio. Dá para notar que eu persigui o Bernabeu o tempo todo, mas praticamente nunca passei realmente. Ele estava muito bem e foi complicado manter os Km altos para acompanhá-lo. Agora em Junho eu dei uma tirada no pé, o ritmo tava meio forte demais...

Legal que já tenham ido 5 meses de duelo e tem uma galera que ainda tá no pique!