quarta-feira, 29 de maio de 2013

SSC Conferencia

Desde segunda até hoje eu estou participando da conferencia anual da Sociedade de Estatística do Canada, em Edmonton. É uma situação bastante interessante - eu que por muito tempo trabalhei em empresa privada, agora me sinto de volta a universidade e pesquisa. O círculo se fechou.

A Conferencia é na Universidade de ALberta, num campus espaçoso, com prédios diferentes, que me lembrou a UPS e Unicamp, mas acho que ambas são maiores que a Universidade de ALberta.

Estar junto com a comunidade acadêmica, em uma conferência tem um gosto especial, em particular é super diferente das conferências da galera de marketing, onde o ar fica impregnado com o formalismo, competitividade das grandes coorporações. Aqui pouca gente trabalha para a iniciativa privada, a maioria trabalha em universidades, hospitais, orgãos públicos. As aplicações não saõ relacionadas a ganhar dinheiro.

Tudo isso é legal, mas eu ainda fico com um sentimento de certa aversão de ver tanta gente falando de seus trabalhos numa luta para conquistar espaço acadêmico que é análoga a competição das grandes corporações. Eu me questiono se hoje em dia, com as facilidades de se comuicar, essas conferências ainda fazem sentido. Com certeza aumentar a sua rede de contatos e um dos grandes pontos desses encontros, mas me parece que isso vai acontecer mesmo sem conferências, se você se tornar expert em alguma áera.



sábado, 25 de maio de 2013

Lisa Genova

Um dia eu estava ourvindo rádio e tinha essa entrevista com Lisa Genova. Ela estava falando sobre o seu mais recente livro, Love Anthony, sobre um garoto com autismo. Eu acabei encontrando a entrevista no rádio que pode ser ouvida aqui (em inglês).

A entrevista me interessou bastante pois eu sempre fui curioso com esse negócio de autismo e na verdade tantas outras condições estranhas que  tem raízem em processos não bem compreendidos no cérebro. Com isso eu também já tinha lido vários textos de Oliver Sacks, que acaba sendo também uma das referências de Lisa Gonova. Bom, eu acabei solicitando uma amostra do livro (Sem querer fazer propaganda, mas o e-reader Kindle, da Amazon, permite você surfar no site da Amazon e pegar amostras de livros que te interessa. Uma amostra é umas 20 páginas iniciais do livro. Eu não sei se funciona para outros e-readers). Depois de ler a amostra eu acabei comprando o livro.

E depois de ler Love Anthony, eu acabei comprando os outros dois livros de Lisa Genova, Still Alice (Ainda Alice, sobre Alzheimer) e Left Negleted (Não sei traduzir isso, mas deve ser algo como Lado Esquerdo Negligenciado, sobre dano cerebral que faz com que a pessoa esqueça que ela tem um lado esquerdo do corpo, embora tudo ainda funcione normalmente).

Os livros de Lisa Genova, mais do que os de Oliver Sacks, são diferentes por descrever a condição do ponto de vista da pessoa que tem a condição. Isso é algo muito interessante que parece muito pouco explorado na literatura. A gente acha fácil na internet o que é autismo e quais os sintomas, mas como uma pessoa com autismo percebe o mundo, o que ela pensa, se ela sabe ou não sabe de sua condição. Lisa é uma neurocientista e também tempera os livros com informações mais detalhadas sobre a condição, mais científicas, embora ela não chega a detalhes que a gente geralmente encontraria em artigos científicos. Acho que estes dois pontos dizem muito do porque do sucesso dela, e porque os livros são bons, na minha opinião. É uma obra de ficção que acaba indo muito alem da ficção, retratando uma condição real e na minha opinião ajudando muito a combater o estigma e talvez pre-conceito que existe para com as pessoas portadoras.  Vale a pena conferir!

Indesejados visitantes

Eu geralmente não olho as estatísticas do blog, já sei que ninguem passa por aqui mesmo :o). Na verdade é interessante, muito mais gente visualiza o blog do que eu esperava, mas na maior parte das vezes eles caem aqui de bobeira, enquanto surfando pela internet, procurando algo no google e tal. Mas enfim, eu geralmente não ligo muito pras estatísticas. Talvez porque se ligar eu paro de escrever :o). Ok, vamos ao que eu queria dizer com esse post.

Lá tem o endereço de onde vem o tráfego que visita o blog. A maioria vem do Brasil, pelo Google search, usando Chrome no Windows. Ok. Em segundo lugar vem uma página com endereço estranho. Em terceiro e quarto a mesma página, com uma diferente subpágina. Santo enígma, o que será essa página? Cliquei e era um site de sacanagem. Outra deu numa página com propaganda de um software. WTF? (Desculpe, mas tem expressões em ingês que são muito convenientes e não tem tradução). Eu não entendi e fiquei inicialmente preocupado que o blog estivesse ligado a estas páginas. Mas logo entendi, é simplesmente uma forma de essas páginas atrairem tráfego. Visitando o meu site, eles ficam nas minhas estatísticas e pronto, criaram um link para a página deles, e se 1% das pessoas clicarem já deve estar de bom tamanho.

Mas enfim, o meu primeiro pensamento foi então que não posso confiar nas estatísticas! Tipo metade do tráfego não é realmente tráfego, é a galera surfando pela internet, provavelmente atraves de um programa, 24h por dia, para deixar o link em tudo quanto é estatística. Cada dia uma...

Frio e devagar

Ontem e hoje a temperatura caiu bastante e eu resolvi não rodar ontem. Hoje eu também não estava muito afim, temperatura de 5 graus, mas não era só a temperatura. Eu não conseguia achar um percurso que fosse legal, geralmente sábado é dia de inovar e estou mais animado. Eu pensei que um pouco fosse overtraining talvez, digo, o fato de eu ter aumentado os km bastante este mês e particularmente corrido vários dias de 10 ou mais kms.

Escolhi fazer a rota de sempre subindo a trilha que começa no metrô Saint Clair e  sobe até o metrô Eglinton, depois volta para casa pela belt line. São praticamente 10 km de trilhas, bastante agradável para correr, mas que eu corri muitas e muitas vezes e agora não me importo de rodar aleatoriamente por outros cantos. Mas se está meio tarde, a rua com carros e tal, sol, semáforos, eu não penso duas vezes, é quase como se a trilha fosse a única opção.

As pernas estavam cansadas, mas um cansaço diferente de Quarta Feira, era cansaço daqueles que a perna não fica travada, não doi e por vezes correr parece fácil, mas não tão agradável. Estava pensando em várias coisas, especialmente na conferência da semana que vem, e o treino parece ter ido rápido, eu logo estava de volta atravessando a Avenue Road, perto de casa.

Resolvi não ir para casa, segui a trilha, entrei no cemitério e rodei até a Mount Pleasant, saí do cemitério e desci até o mercado perto de casa. Devo ter ganhado um  ou dois kms, mas terminei pensando que talvez devesse começar do zero, tipo 5 km por dia.

No mercado comprei suco, queijo, iogurte. Eu tenho tomado muito suco depois das corridas, mas o que eu queria mesmo era chegar em casa e tomar o café da manhã. Desde que me conheço por corredor eu corro sem comer de manhã, com isso o café da manhã fica mais gostoso...

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Chuva

Hoje a internet no trabalho estava uma droga, eu queria ver a temperatura fora do prédio para decidir se colocava a blusa ou não mas não consegui. Estava nublado, mas não frio. Pedalando para casa, começou a chover e chegando em casa começou a cair um dilúvio. Eu não tinha corrido de manhã, subi, coloquei o tênis e desci, estava afim de correr na chuva, sabe como é, fazia tempo que eu não corria na chuva com uma temperatura legal. Estava uns 20 graus.

Quando saí a chuva tinha praticamente acabado, peguei apenas o chão molhado. Fui para a trilha e lá não tinha ninguém. Imaginei que seria por causa das poças de água que estavam sendo inconvenientes, acho que outros corredores já estavam escaldados, choveu eles somem da trilha. E eu lá. Eu não corri ontem mas mesmo assim as pernas estavam travadas, eu tive que dar uma caminhada depois de uns 3km. Acho que foi a primeira vez que caminhei prestando atenção nos 'sintomas'. Gravei que quando voltei a correr estava tinindo, rodando rápido e sem sofrer. Lembrei do Paulão que costumava andar e correr e andar e correr.... desde anos atrás, talvez ele tivesse encontrado a mina de ouro e falado para todo mundo e ninguem ouviu. Por isso que só ele continua correndo longuíssimas distâncias até hoje. Derrepente tá tudo fazendo sentido. Lembrei da palestra de Data Mining que tive ontem, o sujeito disse que rodou o modelo de regressão logística, apresentou para galera e todo mundo feliz que tudo tava fazendo sentido. Depois ele descobriu que tinha invertido os zeros e ums. Desinverteu e os resultados inverteram tudo. Apresentou denovo pra galera e agora tudo fazia mais sentido ainda! Talvez eu tenha que ser cético e testar a teoria do Paulão.

Mais 1 km e parei no semáforo, calor e úmido, os meus óculos embassaram, eu não tava conseguindo ver as luzes. Acompanhei a galera para atravessar a rua e voltei a correr do outro lado e os óculos desenbassaram. Cheguei na outra trilha e apesar de ser trilha ela atravessa uma avenida movimentada, a Bathurst. Eu saí um pouco da trilha para passar a avenida no semáforo, depois voltei a correr.

Estava me sentindo mais ou menos, meio cansado, mas a trilha passa perto de uma pista e tinha bastante gente na pista, uma molecada jogando bola e uns gato pingado andando na pista, um sujeito correndo. Com 300m na pista eu estava me sentindo melhor e apertei o passo, o plano de rodar uma volta passou para duas e para cinco e eu segurei o ritmo bom por quase todas as cinco voltas. Saí da pista e voltei para a trilha, estava pingando, e cansado, mas ainda tinha que rodar um pedaço até em casa. Dei uma caminhada e voltei a rodar devagar, tranquilo.

Lé embaixo resolvi não sair da trilha, passei por cima do metrô e entrei no cemitério. A chuva tinha ido e quase tinha sol, era gostoso ver tudo tão verde no cemitério que mais parece um parque. Voltei para a rua, lugares com bastante gente, mas segurei correndo até em casa. Lá passei a andar e andei por 1 km mais ou menos dando a volta no quarteirão. Voltei para o meu prédio, peguei o elevador, uma garota entrou comigo. Ela me viu apertar o número 4 do quarto andar, confirmou comigo que eu queria ir no quarto andar e apertou denovo o botão. Apertou, apertou... o botão não estava acendendo e parecia que eu não tinha apertado direito. Mas era assim mesmo, eu já tava acostumado. Desci, falei "até mais" e em casa fui para o banho.

Percebi que eu estava todo cheio de lama atrás das pernas e provavelmente tinha sido as poças de água lá no começo. E se foi, muita gente deve ter visto, deve ter prestado atenção, comentado talvez. Toda a galera na pista, o povo na rua, eita... dei risada. Esse tipo de coisa acontece fácil comigo pois eu nao presto atenção, mas pensei que se eu soubesse, não correria daquele jeito na pista ou nas ruas, mas quando vc não sabe você não tá nem aí. E daí? Nesses momentos é melhor não saber e curtir a corrida...




sábado, 18 de maio de 2013

É só começar

Eu tava indeciso se ia correr hoje, acabei acordando muito cedo e me sentindo meio cansado. E ontem tinha ido para a pista num treino que começou muito devagar, e terminou melhor depois que, na volta que eu ia parar, uma corredora apareceu na pista. Eu percebi que estava mais rápido que ela e resolvi acelerar e continuar rodando até alcançá-la. Afinal corredor é sempre competidor. E se eu estivesse mais lento? Ah, provavelemnte teria parado para amarrar o tênis, esperado ela passar por mim, e assim que ela passasse daria um sprint até passar ela, terminava a volta no gás e caia fora da pista... Brincadeira, mas eita nóis, o sujeito tá morrendo e ainda quer dar chapéu nos outros.... Falando nisso eu fui ver a maratona de Toronto esses dias e quando já tinha passado muita gente, os que passavam agora pareciam lentos, estavam com certeza bem, bem, bem atrás dos lideres, eu comecei a correr com a galera. Ali já era o km 12 mais ou menos e eu já tinha corrido uns 4 km. Mas não tava fácil, eu tava tendo dificuldade de acompanhar! Não estou desmerecendo a galera, mas eu tenho estado só o pó ultimamente, comparado com o passado. Outro indicador é que eu sempre corri 10Km abaixo dos 50 minutos, mas agora tenho levado cerca de 1h.

Mas enfim, a garota na pista me fez correr 8 km ontem ao inves de 5, mas não foi fácil. Acho que tenho aumentado muito o volume, comparado com o mês passado. Hoje estava indeciso se correria ou não, tinha pensado até em pedalar, mas com 10 graus sei lá, pedalar damora um pouco até vc esquentar. Mas sábado é dia de correr, sempre foi dia de longão, então lá fui eu.

Antes de sair dei uma olhada no mapa, eu sempre faço isso para procurar novos lugares, mas tá difícil achar qualquer lugar que eu ainda não tenha corrido dentro de uma distancia que eu consiga chegar. Saí sem rumo mesmo, não gostei dos percursos que tinha planejado no mapa.

Logo no começo já me senti melhor que ontem. Resolvi seguir um percurso residencial que costumo fazer sempre, mas quando chegou a hora de atravessar uma trilha lá, eu não atravessei, peguei a trilha. Saí da trilha numa rua que nunca tinha saído, e logo acabei caindo na Bathurst, uma avenida que conheço bem. Feriadão, o Bathurst que é muito movimentada estava às moscas. Legal, resolvi subir ela, coisa que não fazia há muito tempo. Passei pela Lawrence e decidi continuar subindo, estava me sentindo mais ou menos bem. Passei pela Wilson e continuei. Nesse ponto já sabia o resto do percurso - seguiria até a Shepard, e de volta para a Yonge, e metrô - 4km. Não tem muito como sair da Bathurst depois da Wilson, a não ser que eu voltasse para lugares que eu conhecia bem, ou fosse para longe do metrô. E eu sabia que não adiantava querer correr mais do que esses 4km, eu já me sentia cansado. E assim fiz, já feliz pois sabia que tinha corrido hoje mais do que corro normalmente.

No rádio antes das 6 estavam falando de homofobia no esporte, que é um assunto interessante e na moda aqui, não sei se no Brasil também, pensaria que nem tanto. Teve uma longa entrevista com um sujeito gay que parou de jogar futebol porque tinha que esconder sua preferência sexual - isso nos anos 90, mas hoje muita coisa tem mudado. A França é o décimo quarto país a permitir casamento de pessoas de mesmo sexo. Eu não pude deixar de pensar em como as coisas mudam, na aparente contradição que existe quando essa mudança faz o passado ser "errado".


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Giro d'Italia

O ciclista Canadense Ryder Hesjedal, desistiu do Giro d1Italia ontem. Ele não estava conseguindo acompanhar a galera, se sentindo muito cansado, e desde o Time Trial (contra o relógio) a uma semana que ele parou de aparecer entre os primeiros. Bradley Wiggins, outro top ciclista Inglês, vencedor do tour de France no ano passado, desistiu também devido a problemas de saude. Certamente eu gostaria de ver alguma brasileiro por lá, mas na ausência eu estava acompanhando o Canadense que dessa vez não chegou muito longe. Mas ainda é interessante assistir esse tipo de competição, muita resistencia e velocidade, muita disputa... Vamos ver se Hesjedal vai estar no Tour de France.

OBS - Olha o Issao me dando chapéu aí no comentário. Legal então que o Brasil tá na parada, eu confesso que talvez por não pegar o noticiário do Brasil, ou por só assistir o resumo da competição na maioria das vezes, não notei os brazucas... Obrigado ao Issao pela info e vou acompanhar com mais interesse agora!

Véspera de feriadão

No Canadá os feriados são mais organizados do que no Brasil. Tem mais ou menos um feriado por mês, e os feriados caem sempre nas segundas, exceto o Natal e Ano Novo. Tipo, eles movem o feriado para a segunda feira. Não tem esse negócio de emendar feriado, que eu ia chamar de pouca vergonha, mas não sei, eu não sou do tipo que acha que devemos trabalhar muito, pois fazendo isso estamos em geral ajudando os outros a ficarem mais ricos e gastando nosso tempo, que não volta mais, com coisas que não gostamos. Em geral, não sempre. Mas tem o outro lado. O povo ter mais vez é bom, e isso é o que acontece no Brasil quando fazemos ponte nos feriados,  mas eu quase que diria que o Brasileiro é menos consciente ou defensor dos direitos do povo do que o Canadense. A razão das pontes não seria o resultado do esforço do brasileiro para ter mais vez e não ser tão controlado pelas corporações, seria mais o resultado de uma cultura qu enão ta nem aí para muitas coisas, inclusive trabalho. cultura relaxada e descompromissada.

Enfim, não era isso que eu estava planejando escrever hoje. Eu queria falar mais do feriado daqui, o Victoria Day, Dia da Rainha Vitória, que celebra o aniversário da Rainha que teve o reinado mais longo da história da Inglaterra. Fora isso o significado do feriado parece estar meio ligado ao Canada se tornar soberano, ao Império Britânico, e aos Países da Commonwelth, um conjunto de países ligados a Inglaterra, acho que anterior colônias da Inglaterra.  Eu acho impressionante como o Canadá é ainda ligado às tradições da Monarquia; eu entendo a importancia de monarcas na criação de poderosos impérios e tal, mas não é a monarquia totalmente oposta ao conceito de democracia que tantos pregam? Para nós Brasileiros, muito mais do que para Canadenses, Reis são coisas da história, do passado, e a nossa cultura torna um pouco difícil de entender como países desenvolvidos ainda está apegados a monarquia...


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Nossa cultura

Para mim uma das coisas bastante interessante é tentar pensar no quanto somos influenciados pelo ambiente em que vivemos. Tipo, se você nasce e cresce numa comunidade religiosa, você provavelmente vai ser religioso. Ou se seus pais são políticos você provavelmente vai se interessar bastante por política. Se formos mais fundo acabamos nos perguntado sobre valores que para nós são tão obvios. Por exemplo, vamos para a escola e achamos que isso é o certo sem questionar, sem conseguir pensar em uma alternativa melhor. Hoje em dia muita gente questiona o sistema de educação e muitos pais ensinam os filhos em casa, não os mandam para a escola. Muitos acham que a escola doutrina, não ensina. Quem disse que ter provas, todo mundo ter que estudar matemática, começar aula as 8 da manhã... essas coisas todas são a coisa certa a se fazer? Ninguem disse, mas seguimos a música, sem questionar. Este sujeito deste vídeo (em Inglês) é uma das pessoas que acho que melhor discute os problemas do nosso sistema em relação a sustentabilidade, mas nessa entrevista ele aborda um pouco a idéia de como mudar o nosso sistema atual, sistema de marcado capitalista, guiado pelo lucro a qualquer custo. A mudança envolve mudança de cultura, de jeito de pensar. Talvez não mudança, mas simplesmente nos libertar do círculo vicioso em que estamos e sermos mais livres, não sermos tão influenciados. Ele argumenta que as pessoas tranquilamente trabalhariam "de graça", ou em troca de benefícios não monetários/material, porque seres humanos se sentem muito bem ajudando outros. E que seres humanos seriam muito felizes mesmo sem querer ter o melhor carros, casa, bike, sem querer ter de uma forma geral, pois a ideia de sempre querer mais é implantada em nós pelo sistema que se beneficia do consumismo. É a nossa obcessão por ter mais e mais que nos faz trabalhar 8 horas por dia, se quiséssemos ter somente o necessário, com a tecnologia atual, todo mundo viveria bem trabalhando duas horas por semana. O resto do tempo cada um usaria fazendo o que gosta e todo mundo teria muito mais tempo para exercer sua criatividade, e com isso teríamos mais invenções.  Eu não sei a parte das invenções, mas para mim a parte de trabalhar somente duas horas por semana sempe fez muito sentido - trabalhamos muito simplesmente porque nunca estamos satisfeito, sempre queremos mais, e querer mais foi plantado na nossa cabeça pelo ambiente que vivemos.



quarta-feira, 15 de maio de 2013

E, indo para a conferência

Eu planejei chegar mais cedo no trabalho, deixaria a bike lá, e pegaria a bike pública para ir até o lcoal do encontro. No trabalho eu entrei rapidamente na internet e descobri que não tinha nenhuma bike na estação mais próxima. É engraçado pois eu não estava preparado para ir de outro jeito. A pé era meio longe, ia chegar atrasado e certamente suado. Pegar transporte público resolveria, mas era tipo 3 baldeações. E eu não tenho tido muito humor para andar embaixo da terra. Ir com a minha bike é complicado pois teria que deixar na rua e aqui deixar bike na rua é bastante arriscado, principalmente que a minha ainda é meio nova. Certamente eu não ia pegar taxi, sabe como adoro carros... Enfim, decidi andar até uma outra estação e tinha 3 estações que não eram muito longe.

No caminho descobri que uma parte do caminho tinha ciclovia com separação dos carros. Eu não sabia que tinha isso em Toronto. Mas isso é o ideal, andar de bike na rua sem se preocupar com os carros. Quem sabe eles colocam mais. Eu acho impressionante como vc consegue facilmente andar por todo o centro de Toronto de bicicleta. Acho que também é mais rápido do que de carro pois tem muitos carros nas ruas. Tipo, simplesmente não faz sentido usar carro, um caixão para uma pessoa só, é ineficiente...

Infelizmente o sistema de bicicletas aqui está financeiramente mal. Para funcionar precisa de dinheiro público. O sistema precisa de mais grana, para colocar mais estações e sair um pouco do centro e ser útil para pessoas como eu que moram um pouco fora do centro. E precisa de mais pessoas usando, eu acho que existe uma cultura de usar carro muito grande e muita gente não quer nem saber da bike. Enfim, espero que o sistema não acabe, vamos ver...

Ah, a conferência do SAS

Era um encontro sobre data mining, coisa rápida de meio dia. Eu resolvi ir. Agora, trabalhando com pesquisa médica, eu tenho conseguido fácil ir nesse tipo de evento. Trabalhando em Marketing não havia incentivo algum. Data mining não tem nada a ver com o que faço, é mais para a galera dos bancos, do Big Data. Mas fui conferir.

Tinha muita gente, tanto que eles estão pensando em dividir em dois grupos para o próximo evento. Acho que a minha maior impressão foi causada pelo ar de negócio. Muita gente da indústria financeira, bem vestido, com roupa social. Isso me lembra apresentações de marketing em bancos, quando eu ia de terno, lembra o ambiente formal, de negócio, competitivo. Mas sem saudades, quase com descaso, no meio da galera eu me sinto livre, indo de shorts e bicicleta para o trabalho, totalmente causal, talvez casual demais. Difícil não pensar que eles se preocupam tanto com coisas tão sem importância.

SAS é um grande software que reina soberano no ramo financeiro e recita a ladainha do lucro para ganhar clientes. As apresentações foram totalmente voltadas à indústria financeira e como o SAS pode ajudar nos lucros. Uma das apresentações foi sobre optimização de preços tal que para cada cliente um preço ótimo seria calculado que maximiza o lucro. Para mim isso já é tão sem sentido, chega a ser imoral. Tipo, vamos tirar o máximo dos clientes, que se dane as consequências que isso vai ter para os clientes. Maximizar utilização de cartão de crédito. Quando mais o sujeito entra no débido mais a gente dá risada. Alguns se matam, a falta de dinheiro, segundo pesquisas, levou o número de suicídios a superar o numero de mortes no transito nos US. Se um banco faz uma campanha de marketing que leva pessoas a gastarem o que não tem sem se importar com as consequências, então é mais ou menos como uma empresa farmaceutica inventar um remédio e colocar no mercado sem testar e tudo bem se os efeitos forem negativos, afinal compra quem quer.

Mas tudo isso é esperado. Eu não consigo não notar, mas ao mesmo tempo é difícil culpar o banco ou o SAS, o mundo é assim, essa cultura foi imposta dessa forma e tipo, é complicado mudar agora. No final das contas, do ponto de vista da estatística, a conferência foi legal, eu achei interessante algumas partes. Encontrei uma estatística que não via a tempos. Conheci um sujeito do TI de um grande banco aqui, que estava lá porque, segundo ele, ele precisa saber dessas novas tecnologias do SAS pois ele é quem compra, instala, faz funcionar e tal. E comi um pouco, tinha bastante comida...







Chuva e calor

Saí para rodar às 4:30 hoje pois tinha um encontro do SAS (software estatístico) meio cedo e eu queria passar no trabalho antes para deixar a bike lá, então já viu né. Estava 5 graus e querendo chover. Eu gosto de chuva, mas com essa temperatura começa complicar...

Interessante é que no rádio a previsão do tempo não parava de dizer que a temperatura subiria para acima dos 20 graus hoje. Santa revolta. Eu tendo que escutar... Mas era interessante mesmo assim, era quase inimaginável, a temperatura não costuma mudar tanto num dia.

Eu me senti bem em alguns pontos, indo mais rápido, e acabei fazendo um percurso bem aleatório, onde eu só soube o final quando eu peguei o busão. Aliás no final começou a chover um pouco, mas eu estava aquecido e foi tranquilo, o problema é que eu estava meio cansado. Era umas 5:30 e não tinha metrô, e pegar o busão é sempre interessante. Eu não consigo ficar parado no ponto e se vejo que ele não vem, corro até o próximo ponto. Nessa, algumas vezes me dou mal pois o busão me alcança entre um ponto e outro e eu perco ele. Mas hoje eu fui mais cuidadoso e esperei mais no ponto, até ter certeza que eu não enxergava ônibus nenhum a uma grande distância.... Voltar para casa a pé seria mais uns 5 km e as pernas não iam mais. Enfim ele chegou em alta velocidade, eu comecei a xingar pensando que ele não ia parar. Mas parou. Subi, falei bom dia pro motorista. Na Lawrence ele saiu da rota, a rua estava interditada por causa de um acontecimento policial que não sei o que era. Depois voltou. Estava quase vazio, muito cedo, chegou logo no destino e pronto, estava em casa. Vários dos meus treinos são mais ou menos assim, dado que eu tenho um passe mensal eu uso e abuso do busão na maior parte das vezes fazendo percurso só de ida....



domingo, 12 de maio de 2013

Giro d'Italia

E falando de bicicleta eu tenho acompanhado o Giro d'Italia. Acho muito interessante esse tipo de competição de bike, é imrpessionnate o quanto os sujeitos pedalam. Mas esse tipo de ciclismo tem também outro atrativo para mim, que é a estratégia, tanto o jeito que os times trabalham para o lider ganhar pontos quanto a estratégia de cada um, baseado no que ele faz melhor, se contra-relógio, montanha, sprint... Outra coisa interessante se a gente for pensar é o fato de a competição ser longa, de muitos dias, tipo, todo dia tem corrida. Não é igual uma maratona que dura 2 horas e acaba. Sem querer falar que um é melhor que outro. Muito interessante e para quem quiser acompanhar eu gosto dessa página.

Frio

Choveu e hoje frio. Eu quase não saí para correr quando vi a temperatura de 4 graus e sensação de 0 graus. Você passa o inverno inteiro correndo no frio, o tempo esquenta e você guarda aquelas roupas de frio embora a temperatura não esteja necessariamente quente, mas vc guarda mesmo assim porque você não quer mais saber de frio, e todo dia antes de sair vc olha a temperatura na esperança de correr sentindo calor mas é surpreendido com uma temperatura de 4 que parece 0... Mas lá fui eu.

Senti um pouco o treino mais longo de ontem e resolvi não exagerar hoje, saí meio sem saber para onde ir. O dia clareando e a falta de voltade de ir para longe me fizeram lembrar da pista de borracha que tem aqui perto, que eu não gosto muito porque ela não tem exatamente 400m. Caracas, fazem uma pista de borracha sem medida oficial. Fui para a pista. Ali é seguro, tipo, se vc se sentir cansado vc tá perto de casa. Dei uma volta e a idéia de ficar rodando alí até o dia clarear me pareceu legal. No começo numa pista daquela você roda legal, forte. Mas depois de umas 5 voltas eu já estava sentindo o ritmo, acabei dando 10 voltas e terminando com as pernas bambas.

Agora os dias estão ficando longos, quando saio as 5 da manhã o dia já está clareando no horizonte, sempre termino as 6 com o dia claro, e se começo um pouco mais tarde tenho que levar óculos escuros. Mas é gostoso, cada época tem suas particularidades e correr agora é especial por vc ver o sol nascendo enquanto corre, por ouvir muitos pássaros, e por muitos dias terem temperatura agradável, abaixo dos 20 graus, embora a temperatura este ano tenha estado um pouco mais baixa do que eu gostaria (em torno dos 10, 12 graus esses dias, agora caiu, mas raramente tem estado 15 ou acima, que é uma temperatura legal).

Aliás eu planejava dar uma pedalada ontem ou hoje, mas essa temperatura baixa realmente não é convidativa para andar de bike, vc se esquenta muito mais correndo. Mas no começo de Junho estou inscrito para uma corrida de bike, de 50 km. Não é corrida na verdade, mas a gente acaba correndo. Então queria ver se dava uma treinada antes, mas essa temperatura...

sábado, 11 de maio de 2013

Sábado

Hoje acabei acordando mais tarde e nem estava muito afim de correr. Mas então lembrei que estes dias atrás passei correndo perto de uma pista bem legal, daquelas de borracha, e no portão tava escrito que a pista abria somente as 7 da manhã. Não era nem 6h, o jeito foi continuar correndo na rua.

Mas hoje comecei as 7:45 e resolvi ir lá. A pista parecia aberto, mas estava cheio de gente lá, parecia que ia haver algum jogo, e eu não vi nem um corredor. Fiquei meio sem jeito de ficar rodando lá, só eu. Logo desisti da pista e fiz um plano ali na hora. Eu precisava correr, estava 8 graus e eu começava a sentir frio. Resolvi fazer um percurso diferente, indo para o Leste da cidade, basicamente o percurso que eu fiz algumas vezes no meu primeiro ano aqui, indo do trabalho para casa. A única coisa diferente é que evitei o quanto pude a avenida principal desta vez. No final das contas eu me sentia bem e acabei correndo 12Km, o que foi meio inexperado dado o alto volume diário que tenho feito este mês, incentivado sobretudo pela competição lá do hospital, acho que cada minuto correndo vale 2 pontos, e eu tenho tentado correr 1h todo dia, o que não tem sido fácil.

Várias coisas no rádio, mas uma delas foi uma discussão sobre o cansaço e como tantas pessoas se sentem tão cansadas hoje em dia. A vida moderna é muitas vezes o problema, mas pode ser também má alimentação, certas doenças como cancer, e principalmente, problemas psiquiatricos, como depressão. Quando a jornalista perguntou ao médico o que fazer para combater o cançaso, ele foi logo dizendo que é contra intuitivo, mas uma das melhores coisas é exercício físico. Eu continuei correndo, afinal quanto mais corro menos cansado fico...


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Eita spam

Tava tendo muito spam aqui no blog, galera escrevendo mensagem como se tivesse gostado do blog, elogiando e tal, e deixando um link no final: "visite meu blog". Eu não tava aguentando mais então eu reativei a verificação de palavras que provavelemtne deve acabar com comentários indesejados às custa de mais inconveniente para os comentaristas de comentários desejados, os quais não são muitos mesmo, acho que o saldo acaba sendo positivo.

Maratona de Toronto

Domingo  teve a Maratona de Toronto. Aqui tem duas maratonas, que costumavam ser na segunda metade do ano, mas o povo tava meio bravo com tando fechamento de ruas e tal e decidiram que não poderia haver duas maratonas em datas próximas. Então mudaram uma para agora. O problema é que acabamos de sair do inverno e muita gente supostamente não treinou direito no inverno, muita gente supostamente começa a treinar só depois do inverno. Mas não sei, talvez corredor de maratona treina no inverno também, pois a maratona estava lotada.

Eu saí no domingo de manhã para uma pedalada dado que o treino de corrida tinha sido muito ruim no sábado, eu me senti muito cansado. Daí teve várias coisas. Primeiro eu comecei a sentir um pouco as costas, depois de pedalar uns 15 minutos. Depois eu lembrei que o metrô só começava a rodar as 9h e eu tava planejando voltar de metrô. Os ônibus têm um esquema para carregar bikes, mas é sempre mais inconveniente, sei lá. Finalmente eu lembrei que era dia da maratona. Com isso tudo acabei decidindo voltar para casa com uns 30 minutos de bike. E ir correndo para o percurso da maratona.

Cheguei lá, assisti um pouco, corri um pouco com a galera, incentivei um pouco. Eu fiquei por volta do Km 10, a galera passava ali bem, rodando ainda tranquilo. Mas eu... tá complicado até para rodar 10 km. Eu definitivamente não quero mais saber de maratonas.

A galera homenageou os maratonistas e expectadores de Boston, devido à bomba que teve lá. Teve uma garota que morreu na maratona, supostamente por problemas cardíacos não detectados antes da corrida. Foi uma notícia triste que repercutiu bastante na mídia.  Um outro sujeito teve um teve uma parada cardíaca lá, mas sobreviveu. Coisas de maratona...




sábado, 4 de maio de 2013

Fruta dragão

A fruta dragão, que no Brasil parece ser conhecida como Pitaia, é relativamente fácil de ser encontrada aqui. Pelo menos nessa época. Eu tinha a impressão que ela era asiática pois se encontra fácil nos mercados Chineses, mas a Wikipedia diz que é nativa daqui das Américas. Mas enfim, eu não lembro de ter visto no Brasil. O esquema é que ela é gostosa, de certa forma parecendo o Kiwi, mas eu acho ela mais gostosa. Ia até recomendar a fruta aqui, mas recomendação como dizem, se tivesse valor a gente vendia.

Outro dia no mercado eu peguei duas. No caixa o sujeito ficou olhando, não sabia o que era, tava procurando algum tipo de código de barras, eu acho. A tiazinha atrás de mim prontamente disse para ele que era uma fruta dragão. Depois ela veio me perguntar se eu gostava. Ora bolas, se eu tô comprando é provavelemente porque eu gosto. Mas eu simplesmente respondi que sim, gostava bastante... Ela respondeu que não vê graça na fruta, outra que a aparência. Ok tiazinha, tá querendo tirar com a minha cara, eu vou te dar uma foto dela então.

Ou seja, não vou recomendar, se você tiver curiosidade você compra e experimenta...

O peso dos Km

Basicamente, hoje foi difícil. Sábado era para ser dia de longão, mas tipo agora eu tô fazendo longão todo dia dado que 10km é longão. Mas hoje senti o peso. Tive que dar uma andada depois de uns 400m e repensar se ia correr ou não e onde. As pernas estavam pesadas.

Resolvi continuar e continuei num ritmo meio aleatório, correndo por novas ruas, embora dentro do usual perímetro. Com uns 4 km eu peguei uma trilhilha que ainda não conhecia. Daí saí numa pista, ou sei lá, uma área esportiva. Voltei para a rua e logo estava na Lawrence Street, que conheço bem.

Ia passando em frente da pista e pela primeira vez o portão estava aberto. Tipo, 6:20 da manhã, eu passando pela calçada onde todo mundo passa, e o portão da pista de atletistmo que eu sempre vejo da rua, ali, aberto. Na verdade acho que a pista sempre está aberta, mas usualmente você teria que entrar por um portão do lado, não o da rua. Não, não é assim um fato sem importância pois no Brasil nem temos pista de atletismo numa cidade igual São Paulo.

Eu passei uns três metros do portão, me toquei, voltei, entrei. Estava cansado e planejava dar uma volta só, talvez duas e trapacear um pouco adicionando 1 km no percurso. Mas logo que comecei a rodar me senti melhor, uma sensação de que correr na pista é muito mais fácil. O rítmo aumentou e correr ali com o sol no horizonte nascendo se tornou gostoso. Resolvi dar 5 voltas e adicionar 2 Km ao meu percurso, dois kms justos.

Durante essas 5 voltas o contraste entre Toronto e São Paulo em termos de disponibilidade de pistas de corrida permaneceu em minha cabeça. Aquela era a segunda pista que na qual eu tinha esbarrado correndo aleatoriamente pela cidade e sem pensar em pistas. Talvez eu tenha tido um dia de flutuações aleatorias positivas em relação a pistas, mas de qualquer forma aquilo parecia um privilégio tão grande que os Canadenses tem em relação a nós. Será que é só porque eles são mais "ricos"?

Ah, o rádio falava sobre futebol, eu nem prestei atenção no rádio hoje enquanto corria. Aos sábados e domingos o programa das 6 horas não é bom, e hoje eu comecei já era quase 6... Geralmente eu tenho podcasts, mas hoje resolvi correr em silêncio depois das 6, e no metrô, voltando para casa eu terminei de ouvir o podcast sobre velejar sozinho ao redor do mundo, o qual eu já tinha comentado aqui... No final ainda rodei mais 9km, só que mais lentamente...



sexta-feira, 3 de maio de 2013

Será que vou te ver denovo?

Isso é que falamos para a nossa bike quando amarramos ele na rua aqui em Toronto. Primeiro foi interessante para mim pensar que existia esse problema por aqui. A imagem era a de uma cidade segura, tipo, pode deixar a bike em qualquer canto, ninguem vai mexes. Afinal diziam que os Canadenses não trancavam a porta de casa. 

Mas ai comecei ouvir estorias de bikes roubadas. E então roubaram a minha. Santa falta de segurança... Mas acho que é pior que isso. A verdade é que é comum demais as pessoas falaram que tiveram bikes roubadas, algumas pessoas falam como se fosse coisa normal. Tipo o sujeito no rádio hoje, ele dsse que parou de contar quantas bikes já teve roubadas. Mas não e só ele, é todo mundo.

Eu sou obrigado a pensar então que talvez Canadá não seja muito diferente do Brasil, por exemplo, não é que aqui a galera respeita mais ou pensa mais nos outros ou vive numa sociedade superior ou qualquer outra baboseira. É tudo igual, deu uma brecha eles passam a mão mesmo.

Mas oq ue fazer para diminuir o problema? Hoje no rádio um estudante veio com uma solução, depois de ter sua bike roubada. Ele imaginou lugares públicos onde vc pode deixar a sua bike, mediante uma pequena taxa. Seriam estações de bikes que você chega e pode prender a sua bike lá e tipo ninguem rouba. Mas ele mesmo reconheceu que seria caro demais para construir e instalar estas estações. 

Eu não sei, eu tendo a ser um pouco radical. Eu sempre imaginei que a polícia devia comprar uma bike bem cara, amarrar ela de qualquer jeito num poste e deixar lá como isca. Depois segue o sujeito que vier roubar a bike, vê o que ele faz com a bike, desmonta o esquema da galera.  

Ficando claro

Dá para perceber que a cada dia que passa o sol nasce mais cedo. Já está chegando naquele momento em que eu preciso pensar antes de sair de casa, fazer os cálculos para ver se é preciso levar os óculos escuros. Se o treino dura mais do que o previso entao vai ter sol, pois ele está nascendo pouco depois das 6. 

Hoje eu resolvi descer para o centro, percurso mais de descida e mais tranquilo. Mais semáforos também. Lá pelas tantas um sujeito caiu da bike, não sei o que houve. Eu continuei. 

O programa das 5 da BBC começou falando sobre a gripe aviária na China e como o virus é temido, como ele pode se mutar e passar para humanos e causar uma epidemia. Eu lembro que quando se falava dos diferentes tipos de terrorismo, o biológico onde o sujeito lançaria uma doença em uma popu ação era o que parecia mais devastador. E ouvi falar que existe por aí trancado a sete chaves virus super perigosos que se soltas causam estrago.

Depois começaram falar sobre o lixo espacial. A Nasa quase perdeu um satélite que quase colidiu com um pedaço de lixo espacial. Esses lixos andam tipo 10 vezes mais rápido do que uma bala. Parte do lixo são satélites desativados. Dizem que o negócio está ficando perigoso lá, tipo, não tá tendo mais lugar seguro para colocar satélite. E isso vai virar um problema muito real muito em breve se a gente não começar a dar um jeito de tirar o lixo de lá. Agora, nao sei, parece complicado trazer essa parafernalha de volta para a terra, só o trabalho que dá para subir lá...


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Novas trilhas

Hoje a temperatura beirava os 12 graus e eu resolve dar uma explorada numas trilhas novas que eu tinha visto no mapa. Achei interessante que eu nunca tivesse ido lá dado que fica uns 4 Km de casa. Achei as trilhas legais, mas ficou uma parte lá sem explorar pois eu já estava bem cansado, e o dia estava ficando muito claro e eu sem meus óculos escuros.

Hoje o programa da BBC falou sobre o aquecimento global, mas de uma forma diferente. Basicamente falou de idéias de como nos defender dos problemas do aqueciemnto global, como o mercado de seguros precisa mudar (muito furacões, inundações, perda de imóveis e tal). Então pelo jeito já estamos passando para a fase de aceitação, onde não questionamos mais se o aquecimento existe ou não, já estamos um passo a frente pensando como sobreviver. A Terra parece um grande experimento, muito interessante descobrir o que vai acontecer....

Velejando ao redor do mundo

Esses dias eu ouvi um programa de rádio muito bom, tipo um documentário, falando sobre a galera que velejou sozinho ao redor do mundo. Muito menos pessoas fizeram isso do que escalaram o Everest, ou seja, é uma das aventuras mais dífíceis que tem.

O que me chamou a atenção sobre velejar, no entando, foi o fato de eles irem sozinhos. Tipo, você fica lá isolado do mundo por meses e meses. Um falou que é muito bom para você se conhecer. Eu nunca havia pensado muito sobre isso, mas é interessante a idéia de que não nos conhecemos completamente, que não sabemos como vamos nos comportar, o que vamos pensar em certas situações. Ou simplesmente no sentido de que nunca passamos um bom tempo sozinho. Por exemplo, sempre que vou correr estou sozinho mas o meu pensamento está sempre voltado para coisas do meu mundo atual, geralmente coisas bem recentes. Não existe momentos onde você se desliga do mundo atual, das obrigações e dos problemas. Outro jeito de fazer isso, eu acho, seria meditação.

Depois tem o aspecto da aventura que é dar a volta ao mundo velejando. Primeiro, você precisa conhecer um pouco de tudo, precisa saber onde ir, como usar mapas e aparelhos, o que fazer em certas situações, como salvar sua vida, etc e tal. E cada dia vai ser um novo dia, um novo desafio, com coisas novas ainda que tudo ao seu redor seja somente água e nada mais.

Finalmente tem o aspecto do trabalho e do mundo moderno que vivemos. Não dá para não perguntar como que essa galera faz isso, tipo, de onde eles tiram dinheiro e como se sustentam por tanto tempo sem um emprego... O programa não entra nesses detalhes mas é claro que esse tipo de aventura é para mais privilegiados. Só para conseguir tem um barco eu imagino que você tenha que ser parte dos 0,1% mais ricos. Depois tem que ter uma família que entende, ou não ter família, sei lá. Colocando o dinheiro de lado e pensando na aventura, uma lição que sempre fica para mim é como estamos ligados tão fortemente às coisas sem valor nesse mundo, como ganhar dinheiro, ir e voltar para o trabalho todo dia, comprar coisas, ver televisão. É como se o mundo de tecnologia e coisas artificiciais acabou por definindo as pessoas, o que elas fazem, o que elas são. Realmente a gente não nos conhecemos, não sabemos como seríamos, se tiramos de nós essa camada de artificialismos do mundo moderno.

Quem sabe eu vou viver num barco...

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Que comece a competição

O mês de Maio é um mês de competição entre hospitais. Mas não é relacionado com nenhum esporte. Bom, depende de como você vê as coisas. É uma competição de saúde. As pessoas formam times, e cada um ganha pontos pelas coisas saudáveis que fazem. Exercício físico entre 30 e 90 minutos por dia ganha ponto por minuto. Comer frutas e vejetais também, assim como beber líquidos não alcoólicos e sem cafeína. Esses são os principais, mas tem outras coisas também, tem bonus para time e tal. A pontuação do time no final do mês é a média da pontuação de cada indivíduo.

Eu entrei num time lá que não conheço ninguem, ainda não vi eles pessoalmente. Eu decidi que queria participar e não tinha time, então pedi para me colocarem num time, e acabou que fizeram um time de outras pessoas sem time igual eu, ou seja, ninguem conhece ninguem. Mas estamos bem na comunicação, pelo menos por email...

Então enfim, por isso que tive que começar o mês pisando no acelerador, vai ser meio vergonhoso se eu for o sujeito do time que fez menos pontos...

Slow...

Não podia começar o mês devagar, então saí ajudado pela temperatura de 14 graus. Pela segunda vez no ano eu corri de camiseta, sem blusa. Parece que isso vai ficar rotina. As pernas estavam cansadas hoje, e eu fui mais devagar, rumo ao Norte, planejando correr por bairros residenciais e voltar de metrô. Uma coisa boa de planejar voltar de metrô é que se você sai as 5 da manhã então vc é forçado a correr pelo menos uma hora, pois o metrô começa a rodar às 6.

Uma coisa interessante foi que hoje parecia haver mais pássaros, eu ouvia o rádio e muito pássaro cantando, esses eram praticamente os únicos sons. 

O programa da BBC hoje falou sobre tecnologia de transporte, idéias, coisas novas que vem por aí. Uma frase interessante foi "O carro é uma das piores invenções já inventadas, mas que teve um dos melhores aperfeiçoamento". Eles estavam falando em ter melhores meios de transporte do que o carro, algo diferente, eficiente, talvez que não fosse essa grande lata para uma pessoa só. Mas não lembro de terem desenvolvido nenhuma idéia em particular. Falaram também de estradas inteligentes, com asfalto que sinaliza quando ele está escorregadio, tinta que ilumina o chão e torna desnecessários os postes. Falaram também de carros sem motoristas, o que já está sendo testado. Quando penso sobre isso, imagino uma época em que acidentes de carros são muito mais raros e que humanos não são mais permitidos dirigir. Enfim, desde que não inventem uma bike sem motorista, tá bom... Foi mais ou menos isso.

O treino terminou com uns 10 Km, eu querendo parar no ponto de ônibus, mas nenhum ônibus á vista, eu continuando correndo e o ônibus me passa entre dois pontos... Acabei correndo até a estação do metrô e terminei lá, dois km de casa...



Parece piada

Uma nova propaganda a Coca - cola vai ser lançada no Canada, que tenta promover saúde pelo combate da obesidade. Vc acredita que uma companhia que está primariamente preocupada em ganhar dinheirio e vende um produto como a Coca-cola está realmente preocupada com a saúde da população?

Ultimo dia do mes

Ontem foi o último dia do mês e eu tinha planejado não correr. Eu estava contente com os km percorridos em Abril, já que foram mais do que em Março, mas ainda assim o tempo estava molhado, temperatura em torno dos 10 graus, fiquei com vontade de dar uma rodada. Desci para o centro da cidade, tentando escolher ruas residenciais, não movimentadas onde o silêncio é tanto que eu consigo ouvir o rádio tranquilamente, e ouvir os outros sons da corrida.

Ontem o programa da BBC falou sobre a Chechênia, o esforço da Russia para manter a região sob controle e sem rebeliões. A dificuldade de se dar bem nos negócios devido à tanta corrupção e a necessidade de conhecer pessoas influentes, principalmente do governo. A população que é complacente com a situação atual, porque para eles é melhor que guerra entao tipo, não podemos reclamar.  Mas tem muitios saindo do país também. No final das contas ficou a imagem de um lugar meio difícil para viver, embora eu possa falar pouco dado que mesmo esse documentário foi superficial e eu por vezes não prestei muita atenção. Se a coisa não me interessa muito é fácil de eu começar pensar em outras coisas, correr pensando em corrida, ou em problemas do trabalho que eu gosto de tentar resolver, que são desafiantes em termos da estatística.

Às 5:30 tem o noticiário que marca o final da programação noturna da CBC. A programação noturna tem na maioria programas de outras emissoras, como o da BBC acima, mas geralmente são todos interessantes. No noticiário tem sido destaque o prédio que desabou em Bangladesh, destaque porque uma varejista importante aqui comprava roupas extremamente baratas de uma empresa naquele prédio. O fato do prédio ter desabado e muita gente morrida passa a imagem de que as emrpesas daqui exploram os coitados de lá, que não ganham nada, vivem e trabalham em condições horríveis. A imagem para o varejista aqui parece ter sido muito negativamente afetada, apesar que não tenho evidências disso a não ser a mídia falando. O varejista disse que vai ajudar os familiares dos que perderam a vida no desabamento.

Eu não consigo deixar de ver isso como um prédio caindo em algum lugar do mundo aleatoriamente e um varejista azarado pagando o pato e o resto se salvando... Eu acho que o papel da mídia seria explorar o resto, os outros varejistas, as outras lojas que vendem produtos baratos, que comprar coisas da China, da Ásia, mostar a situação real. Isso não muda muita coisa, mas são gotas num balde, uma hora o balde enche...