quarta-feira, 27 de abril de 2011

Parece correto...

Este documentário filosófico diz que Sócrates, o antigo filósofo grego, era contra a democracia e foi condenado a morte por ingestão de veneno por isso. Uma das coisas que o Sócrates disse, segundo o documentário, é que decisões pela maioria seria algo incorreto, pois o que a maioria quer não necessariamente é o melhor. As decisões deveriam ser tomadas com base no pensamento consciente e ponderação racional das alternativas.

Achei interessante por que evidentemente é verdade que o que a maioria quer não necessariamente é o melhor. Mesmo assim a gente parece não ter outro método satisfatório. Acho que a tendência é pensar que as decisões são difíceis e sem uma clara alternativa vitoriosa no campo da razão, então acabamos tendo que apelar para a democracia. Mas eu tenho pensado diferente. Acho que a nossa natureza nos força a usar a democracia. Como todo mundo quer mandar, ter poder, decidir, fazer sua vontade, então somos obrigado a usar um método cientificamente não ótimo (talvez muito longe do ótimo na verdade, eu acho que a democracia é simplesmente um método que tem a virtudo de possibilitar que alguma decisão seja tomada de forma que mesmo os que não a aceitam fiquem calados, e não precisemos ficar em eternas discussões. Longe de otimizar alguma coisa na direção da melhor decisão). Vivessemos em um ambiente diferente onde o objetivo principal não fosse acumular capital, competir pelo lugar mais alto e tal, então imagino que talvez procedimentos mais científicos funcionariam bem...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O Casamento Real

Impressionante como a mídia daque fala tanto do casamento Real na Inglaterra. Lembro que a realeza da Inglaterra é também a do Canadá. Mas enfim, tem sido destaque na mídia, que chama os convidados de "sortudos".

Eu obviamente tô fora. Aliás vi na internet uma frase legal, mais ou menos assim: o contribuinte está pagando horrores para um casamento em que não são convidados". Eles gastam milhões de dólares e com certeza não vem do bolso deles. E cá entre nós, os monarcas não servem para muita coisa, além de ser um símbolo da não democracia. Pra mim essa galera fica grudado nesse casamento serve para mostrar como nós humanos precisamos de modelos, de ídolos, de alguém para nos dizer o que fazer. acho que para nós, brasileiros, a monarquia soa como algo que de certa forma parou no tempo, algo que pertence a história de quando o Brasil era parte de Portugal.

Mas interessante que apesar desse tamanho blá-blá-blá que tá aí na imprensa, uma pesquisa do Times mostra que perto de 70% dos que votaram "couldn't care less" sobre o tal casamento. Eu obviamente estou lá. E não preciso dizer o quanto de viés um resultado desses pode ter, mas mesmo assim é interessante ver que muita gente não tá nem aí.

Fotos sensacionais

A National Geographic tem uma página na internet que mostra uma foto por dia. Eu achei as fotos em geral muito legais. Veja a de hoje aqui e clique em "previous" para ver as dos dias anteriores...

Vida sedentária de corredor

Se você corre todo dia de manhã, isso não quer dizer que você pode ficar sentado o resto do dia e beleza... Isso é mais ou menos o que diz um estudo. Bom, mais ou menos porque eles não falam realmente em correr e porque eu tenho minhas ressalvas quanto a validade desses estudos. Mas de qualquer forma, você correndo ou não, o seu corpo não foi feito para ficar sentado por longo tempo na frente de um computador. Pensando assim não precisa muita pesquisa para convencer-me de que ficar sentado o dia todo não é bom, correndo ou não.

Sobre o estudo, vale uma nota. Lembre que eles dizem apenas 64% mais risco de morrer de doenças cardíacas mas eles não dizem qual o rico. Se uma pessoa em 100 morre dessas doenças então o risco é de 1% na população. Se você fica sentado um monte então seu risco aumenta 64% e passa de 1% para 1,64%... ou seja extremamente baixo ainda... Não estou dizendo que o risco é baixo, mas que ele depende da probabilidade de se morrer de doenças cardíacas, a qual eu não sei, mas pode ser muito pequena (ou não).

Ainda, o estudo me pareceu estar sujeito a inúmeros fatores de confundimento. Por exemplo, pode ser que quem tem mais horas sedentárias também bebe menos água e beber pouca água (não ficar sentado) causaria o aumento no risco. É só um exemplo ridículo, mas se o estudo não é bem aleatorizado e controlado sabe lá o que pode estar aí como confundimento.

E lembre que o negócio não é provado até ser replicado (e mesmo sendo replicado abra o olho).

O que sabemos sobre a nossa saúde?

Esses dias ouvi dizer que os casos de câncer estão aumentando muito nos últimos anos. Tipo, estamos com a medicina cada vez mais avançada e curando mais câncer, mas por outro lado mais pessoas estão tendo a doença. Talvz seja simplesmente porque a população está vivendo mais e doenças como essa são mais comuns em idades avançadas. Não sei, mas o sujeito que comentou isso no rádio disse que isso é provavelmente devido a nossa alimentação, comemos muitas coisas artificiais, comemos muitas coisas que a nossa evolução não nos preparou para comer nos centenas de milhares de anos que passaram.

E depois também ouvi dizer que talvez tenhamos muitas alergias porque somos muito limpos. Pois é, a pesquisadora estava dizendo que nós fomos preparados para viver no meio de germes e tal, que nosso organismo sabe se defender bem das bactérias que estão comumente em todos os cantos. O fato de tomarmos muito banho, usarmos muito desinfetantes, limparmos a nos mesmo e o ambiente me que vivemos, em 99% dos casos apenas eliminou germes que nunca fariam mal algum para nosso organismo. E pode ser pior que isso, segundo ela - o nosso sistema imunológico talvez tenha ficado fraco por não ter que entrar em ação frequentemente. Igual os músculos, se vc não usa eles perdem a força. E o sistema imunológico fraco seria uma das causas das alergias. Ela citou que só países ricos e "limpinhos" tem alergia.

Enfim, interessante. Isso está em linha com o fato que não temos realmente experimentos de longo prazo com relação à saúde. Se um novo medicamente é lançado no mercado, um novo alimento, fazem um experimento lá e não verificam nenhum efeito nas cobaias e concluem que o negócio é bom. Mas pode não ter efeito agora, ou este ano, ou no ano que vem, ou em cinco anos, mas pode ter efeitos em 20 anos. Se vc come comida com unm dado conservante, faz isso todo dia ou toda semana, qual o efeito daqui 20 ou mais anos? Isso ninguém sabe, não é estudado....

Esse Sistema

Nun dos recentes episódios do programa One Planet, da rádio BBC, eles estavam discutindo sobre três doenças que não são mais problemas para a medicina - Tuberculose, Aids e Malária.

Se a nossa civilização já consegue controlar (mesmo curar) essas doenças, porque será que milhões e milhões de pessoas ainda morrem delas? Se você está no Canadá você não vai morrer de nenhuma dessas doenças. Tipo, é coisa do passado. Nós temos a tecnologia da cura mas... esse sistema... o dinheiro é mais importante do que curar a doença! O nosso objetivo não é curar ninguem, é acumular capital. Assim dizem os Canadenses, Americanos e todo o resto do mundo (eu não vou me iludir pensando que os milhões que morrem de Tuberculose na África e Ásia principalmente iriam ajudar os outros se eles vivessem num país rico e fossem eles mesmo ricos e não tivessem a doença, pois dê a oportunidade e todos nós esquecemos dessas coisas para correr atrás da grana).

Essas e outras coisas me fazem pensar que é impressionante como estamos no caminho errado e não conseguimos ver...

A Libia, o Canadá e o Brasil

Como sabemos, uma liga de países, incialmente liderada pelos US e agora pela OTAN, está ajudando os rebeldes na Libia e derrubar o ditador Gadaffi. O sujeito é mal e entrou em guerra com a sua propria população, havendo muitas fatalidades. A idéia que se passou para os Canadenses é que tal sujeito precisa ser tirado do governo e a matança do povo da Libia precisa ser detida. Países como o Canadá acham que não podem ficar calados simplesmente olhando essas coisas acontecerem.

Mas países como o Brasil (e muitos outros) ficam calados.

Enfim, o que fazer?

Interessante que estando no Canadá eu acho que vejo as coisas de um ângulo diferente do que se estivesse no Brasil. A nossa opinião é muito modelada pela nossa imprensa. Na minha opinião a imprensa do Brasil se limita a mostrar os fatos, não questionando a neutralidade do país, e a imprensa no Canadá também não questiona muito a não neutralidade do país, e, na verdade, tem um foco no quanto mal é o ditador. Assim talvez somos levados a não questionar nada também pois faltam argumentos e a população de ambos os países simplesmente aceita a decisão dos governos.

Eu sempre fui contra a entrada do Canadá e dos outros países no conflito. Digo, contra a participação militar. Imagino que devesse haver outra forma de se resolver o caso. Talvez conversar com o sujeito ou colocar embargo no país. Talvez abrir as portas para os Libios virem para o Canadá, oferecer transporte e tal. Não sei. Eu entendo que a situação não é fácil, principalmente com o retrospecto do genocído de Ruanda, quando países ricos foram e são muito criticados por não terem feito nada. Mas ainda assim acho que a situação é diferente aqui.

E então já começam a aparecer argumentos de outra ordem. Dizem que a China tem imensos negócios com a Libia e é de interesse dos US atrapalhar o crescimento do país que está ameaçando economicamente os americanos. E a Libia tem petróleo como o Iraque. E dizem que a midia nos passam a imagem do povo protestando contra o governo ditador quando não é tão simples assim, não estamos falando de protesto e sim de rebeldes. No Egito foi protesto do povo, na Tunísia também, mas não na Libia. Apesar de termos um ditador, chamar rebeldes de protestantes talvez seja apenas uma forma de fazer a gente ficar do lado deles. E sabe-se lá mais o que. Dizem que gato escaldado tem medo de água quente e estamos escaldados por este mundo, em que(m) vamos acreditar? Eu desde o começo via com desconfiança, hoje eu penso que ainda que derrubem o ditador o país vai ficar igual o Iraque, descontrolado. Ruim com ditador, mas não necessariamente melhor sem.

Estava ouvindo no rádio um sujeito do governo da Inglaterra reconhecendo que a inglaterra dá enormes quantidade de dinheiro para países pobres porque não ajudar esses países pode custar mais caro depois. Isso é o capitaismo, não se faz nada por vidas humanas, se faz tudo por dinheiro, não se deixe enganar. Será que estamos na Libia pelas vidas humanas que são aniquiladas pelo governo daquele país? Não sei...

Enfim, nesse tempo de tantas revoltas no Oriente Médio, eu ainda acho que o Brasil faz bem em ser neutro. Talvez melhor que isso seria se o Brasil tentasse ajudar a resolver o conflito por meios pacíficos...

Sobre o livro o Oliver Sacks

E eu comecei ler devagar aquele livro que encontrei na lavanderia, do Oliver Sacks. A Mayumi comentou o post sobre o fato do título ter que ser curioso para o livro vender, e, embora ela esteja certa, o título também é verdadeiro assim como tudo o que está no livro. O livro tem muits estórias curtas que não são fictícias, são reais. Aliás eu já vi o Oliver Sacks ser criticado por contar essas estórias reais, assim, tipo, talvez pensemos que os pacientes devessem ter mais privacidade e seu problema nunca sair do consultório médico. Eu não sei, gostaria de saber mais detalhes sobre as condições dessas publicações, mas minha opinião tende para o lado de que faz-se um bem enorme para pessoas que tem esses problemas ligados ao cérebro, quando se publica textos como estes. Nós, na maior parte, não temos o mínimo entendimento desses problemas e daí acredito que vemmuitos preconceitos. Acho que certamente tratamos uma pessoa diferente e melhor se conhecemos minimamente o seu problema.

Bom, eu queria dizer que confundir a própria mulher com um chapéu, segundo o livro, realmente é algo que pode acontecer dependendo do tipo de lesão que se tem no cerebro e do local. Nesse caso interessantemente a pessoa tinha visão totalmente normal, mas não a percepção. A pessoa vê o objeto, mas não associa ele ao que ele realmente é. No caso em questão a pessoa conseguia levar uma vida normal cantando. Conforme cantava ele conseguia engrenar os movimentos e manuseio de objetos, como por exemplo ao almoçar. Ele não reconhecia uma pessoa parada, mas se ela andasse ele associava o movimento a uma música e reconhecia a pessoa, mas o reconhecimento não era pela face, era pelos movimentos! Enfim, é bastante desafiador para gente sequer entender.

O livro é cheio de estórias similares, contada de forma clinica, de forma que o livro não é engraçado, é informativo e respeita os pacientes.

Uma pessoa sem memória de curto prazo que sempre que acorda de manhã pensa que tem 20 anos e acabou de voltar da segunda guerra mundial. Tem um enorme susto ao se olhar no espeço e ver que tem aparência de 50 anos. Sempre achei desafiante imaginar alguém sem memória, tipo, qual seria o sentido da vida para essa pessoa, o que é viver para ela, é como se só existisse presente, então que tipo de consciencia da vida temos se não temos memória?

Outra pessoa que perdeu o equilibrio do corpo. Ela não sabe onde estão seus braços, suas pernas e portanto não consegue caminhar ou pegar um objeto. A menos que olhe para os seus membros. Só olhando para a sua mão ela consegue segurar um objeto e quando fechas os olhos perde o controle sobre a mão e o objeto cai.

E muitas outras estórias igualmente interessantes....

domingo, 24 de abril de 2011

História do Canadá Capítulo 17 - A Nova Ordem Industrial (1867 a 1914)

Em 2 de Janeiro de 2010, mais de um ano atrás eu escrevi o resumo do Capítulo 16 do Livro de História do Canadá que estou lendo. Vergonha de uma certa forma, mas hoje, quando lí o Capítulo 17, notei que a parada foi estratégica, sem querer ser. Isso porque o Capítulo 17 é sobre a Revolução Industrial e o Capitalismo mudando de vez o Canadá, e eu acho que aprendi bastante sobre essas coisas em 2010 - tivesse lido o Capítulo 17 antes eu talvez tivesse interpretado de outra forma.

A Revolução Industrial que começou na Inglaterra mudou muito o Canadá no final do Século XIX. Essas mudanças são fruto do domínio dos meios de produção por uns poucos que fazem todo o que fazem e produzem tudo o que produzem com o único objetivo de ganharem mais dinheiro. Eu não conheço a história de outros países bem, mas é difícil ver essas mudanças como específicas do Canadá, elas são na verdade trazidas pelo Capitalismo e o objetivo prioritário de enriquecimento. Segue alguns pontos interessante trazidos pela Revolução Industrial e Capitalismo no Canadá, segundo o livro.

Políticas Nacionais e grande crescimento do GDP - Foi um tempo de crescimento econômico astronômico, ajudado pelas políticas de proteção tarifária, construção de ferrovias e incentivo a imigração.

As máquinas a vapor derem lugar aos motores de combustão interna. Assim como desenvolvimentos em comunicação foram impressionante, como a invenção do Telefone. Transporte e comunicação ficaram mais baratos (conquista do tempo e espaço). Comoça a ser possível transportar produtos a grandes distâncias aumentando enormemente o mercado para eles.

Enorme desenvolvimento do setor secundário (indústrias). Aconteceu em duas fazes, primeiro expansão dos bens de consumo (textil, alimentos) e depois dos bens de capital (máquinas e tecnologia).

Desenvolvimento da agricultura - Grandes fazendas começaram a crescer e pequenas propriedades ficavam cada vez mais economicamente inviáveis. Famílias que eram praticamente auto-suficientes em suas terras começaram a se mudar para as cidades ou viver em condições de bastante pobreza. Nas cidades as perspectivas eram ruins, baixa remuneração e exploração. O sistema raramente favorecia os menos afortunados e começaram a aparecer favelas.

Peixe, florestas e pele - O crescimento na construção causou o corte de muitos milhões de árvore no Oeste do Canadá, que em sua maioria eram exportados para os EUA. O Salmão e o Bacalhau foram depredados como nunca. Os animais caçados para pele começaram a ficar raros e a criação em cativeiro de alguns animais começou a se desenvolver como alternativa à caça.

Recursos Minerais - O Canadá tem enormes reservas minerais. Com a Revolução Industrial a demanda por Niquel, Ferro, Carvão e Cobre ao redor do mundo cresceu e a exploração mineral no Canadá se desenvolveu como nunca.

Setor Terciário - O setor de serviços, até então inexpressivo, se desenvolveu muito como atividade de apoio ao crescimento industrial.

Conceito de Corporações - Apareceram as diferentes formas de gerenciamento e a riqueza pessoal se separou da corporativa. O dono da empresa não necessariamente gerenciava a empresa e o trabalho começou a ser dividido em etapas, com trabalhadores especializados em cada etapa fazendo trabalhos repetitivos e muito específicos. Desenvolveu se os sistemas hierárquicos de relação entre trabalhadores, as autoridades, procedimentos de contabilidade e produção e custos trabalhistas.

Sobrevivencia do mais forte - Foi nesse período que a população indígena perdeu sua importância e foi marginalizada. Entre o resto da população, vivia bem quem se dava bem no sistema, que era a minoria que possuia os meios de produção. A desigualdade social proliferou, se tornou visível com os bairros ricos e pobres, quem antes sobrevivia com seus proprios meios em sua pequena propriedade era agora encurrado e marginalizado, forçado a ir para a cidade ou a viver na pobreza. A população das cidades explodiram, principalmente com trabalhadores mal remunerados e explorados. Havia a exploração infantil e feminina. A mulher que tinha um importante papel nas propriedades rurais era agora discriminada no trabalho em industria, considerada inapta para muitos tipos de trabalhos e na maioria das vezes acabava limitada a trabalhos domésticos e tomar conta dos filhos. Crianças eram obrigadas a ajudar na suplementação da renda, com trabalhos árduos e quase sem remuneração; as indústrias faziam muito lucro com o trabalho infantil e explorava o quanto podia (note que vergonhosamente o sistema hoje é exatamente o mesmo. Não houvesse leis e mulheres e crianças e tudo mais seriam explorados na medida do possível e impossível, dado que o objetivo no sistema que vivemos é acumular capital, não é saúde, ou bem estar, ou respeito ou garantir que a espécie humana vai ter um futuro no planeta. Veja bem, nosso objetivo não é garantir que nossos filhos e netos terão um planeta, um lugar para morar, mas simplesmente acumular bens - não pense que vc está fazendo algo relevante reciclando a garrafa de refrigerante).

Capital Humano - Para a maioria das pessoas a Revolução Industrial e o desenvolvimento econômico do país não trouxe melhoras. A maioria passou a vender o seu trabalho, o seu corpo, o seu dia a dia, que antes era livre e independent. Para a maioria, o preço pago era miserável e uma vida de pobreza era a única coisa que podiam comprar.

Sindicatos - Com as indústrias e a situação de exploração cruel da mão de obra pelos donos dos meios de produção, tornou-se necessário a defesa dos trabalhadores. Movimentos sindicais começaram a serem criados mas por muito tempo eles foram menos que eficientes. Seus próprios lideres discriminavam mulheres e crianças, e nem sempre eles podiam fazer muitos, Uma pequna parte dos trabalhadores tinha acesso.

Conflito de classes - Os trabalhadores entravam em greve e estavam em constante confitos com os industriais. O estado tentou intervir, proibindo os piores excessos, mas em geral pouco fez e a extrutura do capitalismo continuou intacta. Trabalhadores imigrantes eram largamente discriminados, trabalhando em condições sub-humanas, entre os principais exemplos estão os chineses que trabalhavam na construção das ferrovias.

Embora o período tenha sido de desenvolvimento econômico para o Canadá, é evidente que a população em geral não teve o mesmo desenvolvimento na sua qualidade de vida. Hoje talvez as coisas sejam diferente se olharmos dentro do país (não veremos mais tanta miséria), mas temos que lembrar que estamos num mundo globalizado e a vida boa de alguns em alguns países custa os recursos naturis e vida de muitos outros.

O Capitulo 18 fala sobre sociedade e cultura na era da Revolução Industrial. Espero retornar logo como o resumo :>)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ranking de felicidade

O sujeito publicou aqui um mapa da felicidade baseado no twiter. Eu achei interessante a princípio mas depois notei que esse é mais provavelmente um estudo com muitos furos. A descrição da metodologia ´emuito pobre e não responde importantes questões como:

- Como saber que palavras são relacionadas à ser feliz? Tipo, acho que precisa-se uma pesquisa para saber disso, talvez vc dá um jeito de medir o grau de felicidade de alguém de acordo com alguma escala num determinado momento e segue a pessoa gravando o que ela escreve no twiter.
- Como eles diferenciam frases como "Eu estou feliz hoje" de frases como "Eu vi um bobo-alegre na rua hoje" e "Meu irmão está feliz pois ganhou um presente" ?
- Como eles levam em conta o possíveis confundimento? Por exemplo, a índia é sétima do ranking. Pode ser que a maioria da população é pobre e infeliz, e não tem acesso ao Twiter. Os poucos que tem acesso ao Twiter lá são felizes. No geral então o país seria infeliz embora se olharmos somente no Twiter vamos pensar que eles são felizes.

Enfim, pra mim uma pesquisa furada, perda de tempo... a não ser, possivelmente, que o sujeito aprendeu a escrever uns programinhas para coletar essa informações...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Podcast

Eu acho que fiquei viciado em podcasts. Desde que eu vivia no Brasil eu ouvia muito rádio, mas foi aqui que eu descobri como o rádio pode ser tão melhor do que outros meios de comunicação. Com a tecnologia apareceram os podcasts e agora a gente pode ouvir nossos programas a qualquer hora, quando temos tempo, não precisamos gravar ou colocar o relógio para despertar para não perdermos o programa.

No começo eu baixava uns poucos podcasts, tipo, só para ter algo no ipod para ouvir eventualmente quando não tivesse nenhum programa que valesse a pena ouvir. Mas o número de podcasts que eu fui baixando e gravando no ipod foram aumentando. No último final de semana foram 72 podcasts de radios como a CBC do Canada, Radio Netherlands e Radio ABC da Austrália. Eles tem programas sensacionais, culturais, que não visam doutrinar a gente para que ficamos dentro dessa caixa quadrada que é esse sistema que inventamos. São programas muito legais que não encontramos na TV.

Agora até eu ouvir estes 72 programas deve juntar mais uns 100 lá no Itunes. Eu preciso arrumar mais tempo para ouvir os programas senão acumula muito. Mas é um tempo bem gasto, e o meu conselho é que para que se vc puder, procure uns programas legais no rádio... e os seus podcasts...

O nosso Brasil

Quando eu vejo essas coisas fica muito evidente aquele sentimento de que temos um país diferente, particular, único. ..

Correndo na chuva

Pois é, o inverno se foi e a primavera chegou. Agora provavelmente não teremos mais neve, mas teremos muita chuva. Hoje eu sai para rodar a tarde, com uma chuva fina que não parava, temperatura nos 11 graus. O começo estava delicioso mas depois ficou um pouco frio pois a chuva molhou toda a minha roupa e 11 graus não é assim quente apesar de ser muito acima do que estávamos acostumado nos últimos meses. Correr de shorts e uma blusa só é algo bem diferente. Tão diferente que eu não ligava para o frio e me preocupava em escutar o som da água caindo, dos meus pés pisando no chão molhado. Foi uma corrida do tipo que a tempos eu não fazia.

De agora em diante o tempo deve só esquentar e espero aumentar a minha rodagem mensal para acima dos 200Km, pelo menos. Ontem o treino também foi gostoso, foi treino de Primavera, mas com o sol da manhã. O sol era forte e claro, mas não esquentava muito o frio que estava perto dos zero graus. Mas pegar o sol de ontem e a chuva de hoje foram coisas diferentes, quebrou a rotina do frio e do escuro, da neve no chão. Tudo muda muito e todo mundo fica ansioso esperando os dias quentes...

domingo, 3 de abril de 2011

É melhor fingir que não viu

Esses dias um colegal colocou dois artigos bem interessantes (mas não novos) na nossa lista de estatística. São artigos como esse, esse, esse e esse. E há muito mais. Estes são artigos que falam sobre a quantidade enorme de publicações em revistas científicas que se baseiam no teste de significância e são furadas. Se um jornalista publica uma coisa furada, bom, até que entendemos o que acontece. Mas se importante revistas científicas estão cheias de artigos com testes estatísticos e conclusões inválidas então eu acho que já são outros quinhentos.

Na minha opinião são dois os principais problemas - 1) Muita gente que não sabe estatística usando a estatística e avaliando os artigos e 2) Os próprios interessados fazendo os testes. Existe a galera que condena a teoria dos testes, mas eu não iria tão longe apesar de reconhecer que eles tem suas limitações, mas que eu vejo como limitações apenas, isto é, se você sabe o que está fazendo você sabe das limitações e portanto pode tirar proveito do métodos sem ter conclusões problemáticas.

Dizem que uma saída seria criar umas regras que obrigam os pesquisadores a disponibilizarem tudo sobre o experimento antes do experimento ser feito. Eu acho qe isso poderia ajudar mas acho que o problema não acaba se mantermos o pesquisador interessado fazendo os seus experimentos. O ideal seria se o experimento pudesse ser conduzidos por pessoas que entendem de experimentos e não tem interesse no assunto. Mas enfim, estamos longe disso.

Lá na lista o nosso amigo se mostrou espantado pois não obteve comentários em seus artigos. E isso foi a razão inicial que me levou a escrever este texto. A razão porque ninguem comenta pra mim é simples e é a mesma porque ninguem comenta sobre o nosso estilo de vida insustentável e o mal que a nossa civilização causa ao planeta e a tantos seres humanos. É melhor fingir que não escutou, que não viu, que não sabe de nada e continuar vivendo a nossa boa vida pois não temos coragem de encarar a solução. Todos os nossos trabalhos e publicações depende do tal do "estatisticamente significante" então o que vamos fazer da vida se esse negócio na verdade não diz muito? Melhor seguir o caminha das águas...