terça-feira, 29 de setembro de 2009

Até o ano que vem, verão...

Hoje na volta para casa de bike eu senti pela primeira vez o frio do inverno. A temperatura de 12 graus caiu para bem menos que isso com forte vento contra. E eu nem tinha levado roupa apropriada para o frio. Amanhã segundo a previsão, não passará dos 10 graus. E olhando no resto da semana, não chegarmos aos 20 graus. É, talvez 20 graus somente no ano que vem... Confesso que é um pouco triste dizer tchau para o verão e saber que temos pelo menos 6 meses pela frente de frio, frio e frio. Talvez mais ainda porque eu pouco aproveitei o calor, devido ao problema nas costas. E ainda mais porque o calor esse ano não foi assim tão quente, não durou tanto. Sim, parece ter sido diferente, parece que tivemos menos calor. Mas o negócio é não parar, que venha o inverno e lá vamos nós denovo...

A Waterfront Marathon

Na semana passada recebi um email do amigo Rodolfo Lucena dizendo que algumas personalidades do mundo da corrida participaram da Waterfront Marathon. Opa, então vai ter essa maratona denovo no fim de semana? Sim, ia acontecer novamente a maratona onde consegui o meu recorde pessoal e eu tava tão desligado que nem sabia. Devo confessar que o problema nas costas me deixou completamente afastado do esporte. Com o aviso do Rodolfo o fim de semana foi legal pois fiz algo que não seja dormir, fui lá acompanhar a maratona e escrevi um relato pro blog do Rodolfo.

Por isso também acabou sendo um fim de semana de bastante exercício. No sábado eu corri de casa até a exposição, deve dar uns 10Km. Apesar de sentir ainda as costa tenho notado que a dor não piora depois dos treinos ou de andar de bike. Voltei para casa e sábado a tarde fui alugar mais uns filmes, na verdade acabei alugando apenas documentários, que a loja lá tem bastante.

Somingo acordei cedo e peguei a bike para ir até o Km 10 da corrida. Sentia o cansaço do dia anterior, não dava para ir correndo. Na verdade tenho me sentido bem fora de forma. Fui me pesar no Brasil (pois aqui ele medem o peso em pounds e não sei, acho que vc tem que comprar a balança. O resultado é que eu nunca me peso por aqui.) e deu 95Kg. Não é possível, isso são 10Kg a mais do que eu pesava a dois anos atrás quando vim para cá. Eu devo estar ficando gordo, mas 95Kg é muito perto de 100Kg, sei lá, meio amedrontador. Me consolei pensando que podia ser músculos dado que eu passei muito tempo correndo praticamente todos os dias. Enfim, estou me cansando fácil nos treinos então essa estória de músculos deve estar furada...

Foi uma boa pedalada de bike até o Km 10, depois voltando para a largada dos 5Km e para o final da maratona. E hoje de manhã corri mais um pouco com o Trevor. Ou seja, parece que estou começando novamente, foi um bom final de semana. Mas ainda resta um pouco de dor, então vamos, mas se ser com muita sede ao pote...

Aqui estão as fotos que tirei no fim de semana.

Alguns documentarios e filmes

Spellbound – Nos US existe todo ano uma competição onde participam alunos até oitava série soletrando palavras e tentando ser os melhores. Este é um documentário que segue alguns deste estudantes desde quando foram campeões regionais e foram selecionados para participar da final nacional em Washington. É uma competição onde as crianças basicamente devem soletrar corretamente palavras difíceis e os que erram vão sendo eliminados. O documentário é bastante interessante sob vários pontos de vista. Um deles é como diferentes estudantes encaram o desafio de modo diferente. Existem desde aqueles que vêem como uma coisa normal e nem dão muita importância ao evento até aqueles que se matam de estudar para a compatição. Foi também interessante o fato de que 3 descendentes de indianos aparecem no filme, dando a impressão de que eles são bons nisso. Outro ponto é o quanto isso é bom para as crianças, visto que notadamente eles sofrem uma grande pressão, principalmente para os que levam muito a sério a competição. Em certo ponto parece não ser justo para eles, tipo, seriam muito jovens para estarem competindo desta forma. E finalmente, agora um ponto de vista mais estatístico talvez, seriam os que vencem os melhores? Não me pareceu. Não sei como são escolhidas as palavras para cada estudante mas me pareceu evidente o fato de que alguns deles serem bons e terem a má sorte de sairem com uma palavra extremamente difícil enqunato outros não tão bons tem a sorte de pegarem palavras mais fáceis. Enfim, não me pareceu justo. De qualquer forma é interessante e as palavras que eles tem que soletrar são horripilantes, coisa que a gente nunca ouviu na vida.

9to5 days in porn – O documentário retrata a vida dos profissionais que fazem filmes pornográficos. Eu não sei, achei interessante, mas acho também que o documentário focalizou apenas uma parte da indústria, a parte mais formal e com menos problemas. É um negócio diferente, que muitos de nós julgamos inaceitável, mas que talvez dependa apenas do ponto de vista, do ambiente em que crescemos. Eu tenho assistido mais documentários ultimamente, tentando talvez preencher uma lacuna cultural, mais do que ter entretenimento. Então não sei, acho que me limitaria e dizer que na minha opinião esse tipo de produção não tem nada cultural a oferecer. Ou talvez eu esteja enganado?

Manufacturing Consent – Documentário sobre Noam Chomsky, um linguista e intelectual americano que ficou famoso sobretudo por sua visão polêmica sobre o capitalismo, sua visão anarquista, sua crítica à mídia. Este documentário é basicamente sobre sua crítica a mídia como um instrumento dos poderosos para manipular o povão. Às vezes as suas idéias parecem tão extremas ao ponto de serem alucinações. Como por exemplo quando ele fala que a mídia reflete os interesses do governo e são todas “compradas” e não confiáveis, manipuladoras. Mas alguns exemplos que ele dá parecem fazer sentido, como a não cobertura pela mídia das tragédias no Timor Leste decorrente de sua invasão pela Indonésia – pois segundo o documentário os US estavam ganhando muita grana com a venda de armas. Comparação entre textos escritos pela mídia inglesa e americana, onde a americana excluiu muitas informações. As idéias anarquistas de Noam Chomsky são bastante atrativas e confesso que do topo de minha baixa intelectualidade eu sempre achei que o melhor fosse não ter governo. Mas isso me parece apenas o mundo ideal que não tem chance de ser real visto que o ser humano tem por natureza a o poder como seu principal objetivo. Me chamou a atenção no documentário o fato de NC ser uma pessoa inteligente nos debates com outras pessoas. Ele parece ter suas idéias bem fundadas e ter resposta para cada crítica a sua teoria. É algo para pensar bastante. A democracia seria então apenas uma outra espécie de ditadura onde o povo na verdade é manipulado de forma a aceitar e deixar os poderosos no poder. Parece que faz sentido para o Brasil.

The Corporation – É um documentário sobre as grandes companhias e sua ganância, desrespeito ao ser humano pela busca do dinheiro acima de tudo. As grandes corporações não estariam preocupadas com o ser humano, com o ambiente, com nada, elas fariam de tudo para serem mais e mais ricas. O documantário tem entrevistas com Noam Chomsky, Michael Moore e várias outras pessoas.

The Antarctic – Documantário que segue uma expedição Canadense/Francesa/Argentina à Antarctica na busca por evidências do aqueciemnto global. O documentário é bonito e interessante. Várias espécies de animais são mostrados e seu ciclo de vida é contato, com especial atenção em como o aquecimento global tem afetado essas espécies. Entre elas várias espécies de pinguims, os albatrozes, as focas, leões marinhos, os crew que são uma espécie de camarão, entre outras. É sempre interessante ver ambiente tão diferente. Quanto ao aquecimento global eu ainda não sei ao certo o quanto de real evidência existe. Parece que na maior parte as evidências não são concretas e tudo o que observamos possa ser simplesmente um ciclo pelo qual a terra passa desde antes da existância do ser humano. Apesar da aparente falta de evidências concretas (talvez visto o pouco conhecimento que o ser humano tem nesse momento) eu não acho que ok, falta evidência então podemos fazer o que quisermos. Pelo contrário, acho que é mais do que evidente que estamos indo longe demais do ponto de vista de destruição do ambiente, da nossa ganância por poder, do nosso desprezo pelas consequências, da nossa busca pelo consumo. Acho que vai chegar num ponto onde vai ser tarde demais para voltar atrás (talvez já tenhamso chegado). É igual o teste de hipótese em estatística – geralmente dizer que não há evidências da hipótese alternativa ( que seria o aquecimento global) não quer dizer que há evidências da hipotese nula (não há aquecimento global ou qualquer outra coisa acontecendo com o meio ambiente).

Born into Brothels – Documantário vencedor do Oscar que segue a vida de algumas crianças na india que são filhos de mulheres que trabalham na prostituição. O documentário se torna comovente por causa da idéia de que as meninas, sem educação e sem opção, seguirão a vida das mães. É dificil pensar nisso quando olhamos para uma menina de 8 ou 10 anos. As condições de pobreza, de falta de recursos, de falta de higiene e a busca difícil de uma das diretoras do filme também são pontos comoventes. A diretora vive com as crinaças e tenta ensinar fotografia a elas como um meio de tirá-las daquela situação. Isso logo faz com que a imagem de crianças filhas da prostituição desapareça e elas seja vistas no filme como qualquer outras crianças – bonitas, alegres, criativas, sonhadoras. Mas então vem a realidade que se mostra de forma injusta para essas crianças. Apesar do Oscar, me parece que o documentário andou sendo criticado pelos indianos principalmente, afinal não foi uma propaganda positiva para a índia, e esse não é um problema só deles. Aliás vai saber o quanto também acontece nos US. Mas independente de onde seja, a imagem que ficou para mim é que muito sofrimento existe no mundo e tantos pagam caro sem nunca terem feito nada de errado...

Bon Cop Bad Cop – filme canadense bastante engraçado que começa com a descoberta de um corpo sobre a placa que divide Ontario de Quebec. O corpo então na divisa das duas províncias faz com que os policiais dos dois lados tenham que trabalhar juntos. O que segue então é um monte de conflitos entre os dois, causados pela língua e pelas diferenças culturais. Acaba sendo bastante engraçado e interessante para entender um pouco o Canadá.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Desencontros

Ontem seria o dia de instalar a internet lah em casa. O sujeito ia chegar entre 8h e 11h da manha. Eu decidi descer lah e esperar fora do predio. O predio eh fechado, precisa uma chave para entrar e eu nao tenho telefone, e por nao ter telefone o interfone tambem nao funciona (santo isolamento). Entao resolvi esperar na rua, o carro vermelho da Rogers (provedor de internet) chega e eu to lah. Mas o carro nao chegou e eu perdi meu tempo. Tava bravo e falei pro chefe que ia ligar pra Bell (concorrente da Rogers). Mas no trabalho descobri que eles ligaram para meu telefone do trabalho e como eu nao atendi eles nao foram. Eles pensaram que era o telefone de casa (embora eu tinha falado que era de trabalho). Ok entao, liguei lah denovo, resolvi tentar novamente, deixar as coisas bem claras. Mas eu estava meio desanimado, a experiencia com a Net no Brasil estava se repetindo....

Mas a moca do outro lado da linha foi muito cordial e disposta a ajudar. Primeiro ela disse para eu esperar em casa e nao me preocupar, ela ia colocar uma nota que eu nao tinha telefone, para eles irem ao apartamento. Mas pode nao ser facil chegar ao apartamento, pois o predio eh fechado, se nao tiver alguem entrando ou eles nao encontrarem o zelador eles nao entram sem chave. Ela se tocou disso e pediu para eu esperar lah fora, eu disse que nao era muito legal esperar 3 horas. Ela ligou pros tecnicos e fez um acordo lah, eles vao me ligar no trabalho e em 15 minutos eu to lah. Mas ela fez tudo com muito boa vontade, o que eh super dificil encontrar quando ligamos para esses call center (pelo jeito em qualquer lugar do mundo). Entao parece nao ser muito o treinamento, mas as pessoas que fazem um bom servico.

No final, como ela tinha sido gentil e o ambiente estava mais descontraido entre a gente, ela sugeriu que eu adquirisse um celular pre-pago, o qual eu pagaria $10 por mes no minimo (se eu nao usasse - o que eh bem mais em conta que os $30 por mes do fixo) mas eu teria um telefone em casa e serviria para ocasioes como essa (e isso nao era propaganda da Rogers para me vender um pre-pago). Ateh a sujeita do call center que nem me conhece vem me falar para comprar um celular, santa pressao. Parece que soh eu nao tenho celular no Canada... Mas ateh que eh uma opcao interessante que eu nao tinha considerado antes. Peloq ue percebo os pre-pagos tem tarifa por minuto bem mais caras, entao ele nao compensa a nao ser que vc realmente nao use muito. Entao acho que aqui a galera usa celular pos pago (fixo parece que eh igual no Brasil, mas mesmo no Brasil a tarifa mensal do fixo parece ser bem cara) muito mais do que pre pago (enquanto que no Brasil me parece que eh o oposto). Por isso eu nem sabia que existia pre pago aqui. Mas vou olhar melhor isso....

E vamos torcer para nao acontecer mais desencontros...

domingo, 20 de setembro de 2009

Viagem ao Brasil






Eu estive pela segunda vez no Brasil, desde que vim para cá em Julho de 2007, agora no começo de Setembro. Foi tão bom ou mais do que da primeira vez.

Saí do Canadá na noite do dia 3 de Setembro para uma viagem ao Brasil em um avião quase vazio, numa noite de lua cheia e ceu limpo que me fez ficar acordado boa parte da viagem para olhar lá fora. Deu para ver algumas ilhas no Caribe e cidades no Brasil a noite. É sempre muito interessante. A Lika estava me esperando em Cumbica e fomos juntos para a casa dela. O resto da sexta feira dia 4 e passei resolvendo assuntos pessoais, que na verdade nem ficaram resolvidos direito.

Na sexta a noite meu primeiro encontro com a galera aconteceu no Nanako. Foi um encontro dos corredores que em outros tempos dividiram comigo as alegrias de vários revezamentos e outras corridas. Foi um momento de bastante alegria visto que quem eu encontrei lá são todos pessoas que a tempos eu não via mas que sempre foram importantes.

Alem disso foi no Nanako que conheci a Mayumi, que tem um popular blog e que sempre está por aqui lendo meus chatos textos. Graças a Mayumi tenho algumas fotos do encontro no Nanako para mostrar aqui. Na primeira foto acima aparece toda a galera, da esquerda para a direita - Carlos, Edmar, Eu, Lika, Rodolfo, Mayumi, Sadao, Angel, Issao e Dani. A segunda foto deste post mostra os japas da turma, e agora temos mais uma, a Mayumi. Isso que alguns não estão aí, como o Hideaki e a Denise (que chegou depois). Tem também o Heri, aka Queijão, que chegou quando o Nanako tava fechando.

O encontro foi especial para mim dado a galera que apareceu, todos especiais. Fiquei especialmente agradecido pela presença do Issao e Dani que vieram do Rio, do Angel que deixou de ir para Pedreira e do Henri que veio de Campinas em véspera de feriado e enfrentou muito transito. E o Rodolfo que denovo teve que ir a Vila Madalena! A Mayumi que apareceu sem conhecer ninguem! Os demais (Sadao, Lika, Edmar e Denise, Carlão) também obviamente fizeram o encontro especial, que eles sabem. Infelizmente alguns não apareceram, mas enfim, culpa minha de ficar tão pouco tempo em SP. Fiquei sem ver alguns indivíduos também muito especiais e a estes mando um abraço e espero que da próxima vez a gente se encontre.

No sábado de manhã encontrei com um ex colega de trabalho, dos vários que ainda são meus colegas no Brasil. A tarde fui padrinho no casamento do cunhadão (denovo festa com muita comida japonesa...). No domingo de manhã tive um café da manhã com o ex colega de trabalho PH, estatistico também. Os nossos encontros seriam insuportáveis para qualquer outro mortal, portanto tratamos de ir somente nos dois... Isso porque a gente praticamente só fala de estatística. O PH é um mestrando muito inteligente da USP com quem sempre aprendi bastante. Acho que o café da manhã de domingo não foi suficiente para colocar todas as teorias em dia, então tratamos de marcar um almoço na segunda, visto que o almoço que eu tinha na segunda havia sido remanejado.

O almoço de domingo foi com ex colegas de graduação - Paula, Douglas, Ademar e Henri, no qual a Lika também compareceu (terceira foto). A Paula é outra colega com quem converso muito sobre estatística e uma das que mais gosto. O Douglas é o sujeito mais hilário da minha turma, um dos meus primeiros amigos na Unicamp e um dos responsáveis por eu ser corredor (junto com Henri). O Ademar e o Henri são dois dos meus melhores amigos. Aos 3 (Douglas, Ademar e Henri) agradeço por virem de Campinas. À Paula agradeço pela organização de tudo. O almoço acabou se estendendo até a hora da janta e foi noite adentro numa balada na Vila Madalena. Putz...

Na segunda de manhã corri a prova de independência, com um pouco de dor nas costas. E com o amigo de sempre, o Angel. Foi muito legal correr junto com o Angel, e ganhar mais uma medalha depois de tanto tempo sem correr no Brasil (e mesmo no Canadá). O Angel merece todos os agradeciemntos aqui por ter possibilitado esse momento. Ele me inscreveu, pegou meu kit, e correu comigo, fez tudo como sempre. Obrigado denovo Angel. Infelizmente não vi mais ninguem conhecido na corrida. Esperava ver pelo menos alguem da equipe Tavares mas acho que eles estavam todos na Meia do Rio. Mas as corridas no Brasil continuam lotadas e bonitas, muito mais alegres do que as daqui.

O Angel me levou até a rodoviária (obrigado denovo cara!) onde descobri as passagens para Cardoso (cidade onde moram meus pais) tinham se esgotado. Ok, comprei uma até a cidade vizinha, e meus pais foram lá me buscar. Na rodoviária liguei para o PH e lá fomos nós para uma Temakeria, coisa que eu nunca tinha visto. E lá muita comida japonesa novamente e, claro, papo sobre estatística, ainda com roupa de corrida!

Na segunda a noite fui para Cardoso encontrar os pais, meu avô, dois dos meus tios, e meu irmão. Estava muito calor lá, um contraste muito grande com o Canadá. Pois é, o inverno no Brasil é mais quente que o verão no Canadá... Foi muito bom rever todo mundo e lá a correria foi menos que em São Paulo, eu pude descansar bastante, muita comida da mamãe, jogo de baralho com o avô. As duas últimas fotos são de lá.

Na segunda dia 13 voltei a São Paulo e fiquei o dia todo com a Lika, voltando para o Canadá a noite. Trouxe muita paçoquinha e quebra queixo para a galera daqui, que não conhece essas coisas. Eles gostam muito. 100 paçocas foram embora em dois dias no escritório. E eu deixei mais uma caixa de 50 escondida.

Na segunda a noite voltei para o Canadá em um vôo lotado. Do meu lado sentou uma senhora japonesa de 78 anos. Na verdade ela nasceu no Brasil, é da região de Presidente Prudente (lembrei da Mayumi). Foi extremamente agradável viajar com ela dado a simpatia dela. Logo no começo ela puxou conversa. Explicou que estava indo para o Japão. Primeira vez na vida que ia pro Japão. Ela não se continha de felicidade com a viajem de turismo de 14 dias que ganhou da filha. Dizia a toda hora que não acreditava que um dia podia ir ao Japão e agora estava indo e tal. Conversamos bastante e o portugues dela tinha um forte sotaque. Mas ela disse que tinha perdido um pouco do japones, mas conseguia conversar em japones. Me contou bastante sobre a sua infância e continuamos conversando depois do jantar quando as luzes do avião se apagaram. Depois eu dormi, dormi bastante não sei como, até quase a hora do café da manhã, quando continuamos o papo. Ela estava numa excursão com mais um monte de japoneses de idade, mas aconteceu de ela ficar separada pois ela decidiu se juntar ao grupo na última hora (quase não achou passagem). Com isso eu acabei tendo o prazer de conhecê-la, o que foi certamente melhor algo mutio bom. Acho que é meu destino ter contato com tanto japones... o que é bom, claro.

Bom, esse foi um resumo dos 10 dias no Brasil, que acabaram sendo pouco. Agora estou sem previsão de quando volto ao Brasil, quem sabe no inverno, mas eu sei que não vai ser fácil... Ach oque sofri menos nas viagens de avião dessa vez, elas passaram mais rapido, então quem sabe...

Cadê os posts?

Ops... desde esse último post aí muita coisa aconteceu e eu tô devagar nos updates. Mas se tudo der certo eu logo vou ter internet em casa novamente e então vou passar a escrever mais. Paciência...