quarta-feira, 28 de abril de 2010

Troféu da Copa do Mundo

O Troféu da Copa do Mundo, que está viajando pelo mundo todo para chegar no meio do ano na África do Sul, país sede da Copa, chegou hoje em Toronto e fica até sexta feira, indo daqui para Miami.

Embora o Canadá não seja um país fissurado em futebol como o é o Brasil, a chegada do troféu foi notícia. O troféu foi exposto na sede da emissora de TV CBC, onde se esperava que muitos fans fossem ver e tirar fotos. Obviamente o que não faltou nas notícias foi dizer que a taça foi roubada no Brasil...

A Canada participou da Copa do Mundo somente uma vez, em 1986. Naquela época eu ainda assistia aos jogos, acho que na verdade esse foi o último ano que levei a copa a sério. E me lembro vagamente da participação do Canada. Depois eu fui se distanciando tanto da copa do mundo que se me perguntar quem foi o último campeão eu vou ter dificuldade em dizer (please, não perguntem), e eu nem tava ligado que a copa seria este ano... santa ignorância...

Me matando de correr

Esse mês de Abril o nosso duelo de ver quem corre mais no mês começou bem devagar para mim. Primeiro eu estava bem cansado da Around the Bay e depois fui para as trilhas de Mountain Bike e senti novamente dores nas costas. E eu andei meio enrolado com muito trabalho também. Mas lá pelo dia 18 eu estava meio inconformado que estava muito para trás na classificação geral de Abril. Resolvi então que ia tentar melhorar algumas posições mesmo que a galera que tava na minha frente estivesse muito na frente. A meta foi correr 12 Km todos os dias e ver o que acontece. Deu certo no sentido que consegui cumprir a meta até agora, inclusive com Km de sobra, mas estou cansado de um jeito que não sei se já fiquei. Embora eu estejaconseguindo correr longas distâncias, eu percebi que a velocidade diminuiu bastante. Embora as pernas estejam cansadas, elas sempre vão em frente. Não sei, tem sido uma experiencia diferente e interessante.

Faltam dois dias para o final do mês e na classificação de hoje somente o Augusto e a Paty estavam na minha frente, e somente 3 Km. Mas tem Vanin, Paulo e Benrnabeu todos bem perto. Ou seja, vou tentar manter a minha meta de pelo menos 12 Km amanhã e vamos ver o que acontece, na situação atual tudo pode acontecer!

terça-feira, 27 de abril de 2010

A história do Japão

E falando em documentários eu achei esse bastante interessante sobre a história do Japão. Fiquei surpreso quando disseram que os Portugueses foram os primeiros europeus a chegarem lá, pouco tempo depois de descobrirem o Brasil, e que muitos japoneses foram convertidos pelos missionários. Eu fico imaginando porque parece não ter havido o interesse dos portugueses de conquistar o Japão (ou será que não conseguiram?) e porque hoje o Cristianismo não é forte no Japão.

Uma coisa itneressante é que o Japão já era bastante evoluido quando os portugueses chegaram lá, e formavam um povo com costumes muito diferentes dos europeus. No livro Guns, Germs and Steal, que eu estou lendo, o autor diz que na maior parte das vezes os povos adquiriram a tecnologia de outros povos ao invés de inventá-las. Geralmente as tecnologias mais modernas eram assimiladas pelos povos que não a tinham e entravam em contato com elas, sendo que a não assimilação de uma nova tecnologia podia significar desvantagem em relação a outros povos e consequente extermínio. Mas ele cita um exemplo de um povo que rejeitou uma tecnologia moderna. Os Japoneses, quando entraram em contato com as armas de fogo dos europeus, acharam interessante e a copiaram. Mas depois eles a descartaram e voltaram a usar a espada como arma principal, devido a força que a tradição dos samurais tinha no Japão.

Site de Documentários

A Lika me passou esse link para um site muito bom, com inúmeros documentários. Notei que alguns eu já conheço, mas muitos são interessantes e eu ainda não vi. Acho que vale a pena conferir!

Cadê eu?

Pois é, dei uma desaparecida né. Não sei se deu para alguém notar de qualquer forma. Não sei, acho que foi a carga de trabalho que andou acima da média (se bem que a média já é acima da média...) e eu andei fazendo outras coisas, lendo mais, escrevendo menos. Enfim, vou tentar ser mais regular...

sábado, 17 de abril de 2010

Nova conta de luz


A partir de agora a conta de luz é calculada com base no horário em que a eletricidade foi consumida. Mais ou menos como é a conta de telefone no Brasil. Pelo que entendi isso é um novo incentivo para as pessoas ocnsumirem menos nos horários de pico.

Achei muito boas as ferramentas que o site disponibiliza para ajudar a gente a controlar o consumo de eletricidade, muito embora a verdade é que acho que poucos acabam levando isso a sério, é igual academia né, a gente no começo vai todo dia depois o negócio degringola.

O gráfico aí mostra o meu consumo de eletricidade. O meu objetivo vai ser tentar reduzir a parte vermelha. O crescimento notado no final do ano passado coincide com o começo do frio, não sei se tem relação, mas se o aquecimento está na equação vai ter pouca coisa que posso fazer, pois não controlo o aquecimento.

Eles também fornecem comparação mês a mês, dia a dia e hora a hora dentro do dia.Daí eu noto que quando chego em casa do trabalho é o horário de pico, que se vc ligar alguma coisa está pagando mais pela eletricidade. Eu consigo geralmente me livrar do horário de pico de manhã pois acordo antes dele e acabo usando mais eletricidade antes do preço subir. Mas a tarde vai ser complicado pois é complicado chegar em casa antes do horário de pico ou esperar até as 9h qu eé o final dele para fazer as coisas....

A companhia elétrica de Toronto tem outras iniciativas para economizar energia, como distribuir lâmpadas econômicas para quem levar uma certa quantidade de incandescente, pegar o refrigerador antigo e descartar ele sem cobrar nada para quem comprar um novo (os novos são muito mais econômicos) e tem um programa onde eles controlam o ar condicionado/aquecimento em casas com determinado tipo de sistema, vizando otimização do consumo de eletricidade...

Enfim, espero pagar menos com o novo sistema...

Ottawa

Ontem fui pela segunda vez para Ottawa, a capital do Canadá. Da outra vez eu tinha ido com minha amiga Paula, de carro. Agora foi a trabalho. Não é comum eu sair da empresa a trabalho e ainda menos viajar, pois eu trabalho com a parte mais matemática da coisa, a qual os clientes geralmente não entendem e não querem entender. Maas de vez enquando encontramos alguns que querem enfiar o nariz mais nessa parte e geralmente quando isso acontece eu tenho que ter contato com o cliente final, e esse foi o caso. Mas o post é mais para deixar registradas as situações do aeroporto.

Na ida eu cheguei no aeroporto bem cedo e como tinha a idéia de que viagens domésticas era no terminal 3, desci lá. Olahndo a passagem notei que devia ir pro terminal 1. Sorte que eu realmente tinha chegado lá bem cedo. Foi aí que notei que o aeroporto de Toronto tem um trenzinho automático (sem piloto) que fica rodando lá dentro. Seguindo as placasa que indicavam Terminal 1, eu fui parar no trenzinho, e daí foi fácil chegar no outro Terminal (onde eu geralmente pego avião pro Brasil). Fiz o check in e tudo e ainda tava muito cedo, então sentei num banco e comecei a ler os documentos de trabalho, que eu até então não estava familiarizado. Quando deu 9:20 da manhã eu fui entrar para a área de embarque, pois o vôo era as 10:10. Entrei e fui no portão 131, como indicava no bilhete. Achei estranhoq ue tinha pouca gente ali, mas snetei no banco e fui ler o meu livro. Quando deu 9:50 eu notei que tinha algo errado, pois não tinha ninguém ali, era sexta feira, muita gente devia estar viajando e tal. Fui perguntar pra moça do portão ali e ela me disse que o portão tinha mudado para o 120. Eu corri para o 120 e fui um dos últimos a entrar no avião, mas nesse ponto os meus colegas já tinham ligado para o trabalho preocupados em saber onde eu estava e segundo o chefe tava o maior auê lá no trabalho com a galera "making fun of you".

Na volta chegamos cedo no aeroporto e o meu colega disse que queria dar uma andada pra passar o tempo e tal e eu sou mais de ler, então resolvi entrar pra área de embarque, achar um banco e ler o novo livro que eu tinha comprado. Quando cheguei no meu portão de embarque, o 16, notei que o auto-falante estava chamando a galera para o vôo para Toronto das 6h. O meu sairia só as 7h. Pensei que se tudo vai pra Toronto, eu poderia ir nesse mesmo e chegaria em casa mais cedo. Conversei com a moça lá, ela imprimiu um novo bilhete e mandou eu entrar no avião. Mas eu nem tinha como avisar o meu colega, eu não só não tinha celular, mas não tinha o número dele. Pensei que teria tempo de ligar para ele de Toronto, depois de achar o número dele com algum outro colega de trabalho, mas quando cheguei em Toronto já era tarde demais... Enfim, o sujeito acho que nunca mais vai viajar comigo, eu sempre sumo nos aeroportos...

Há momentos em que tenho que concordar que seria bom ter um celular...

Voltando aos treinos

Vamos ver, vou tentar voltar a treinar. Depois da Mountain Bike do final de semana passado eu fiquei meio mal das costas, mas era uma dor meio diferente das que eu tinha usualmente, embora meio que no mesmo lugar. Eu sentia maio que uma pontada na lombar especialmente quando ia andar no começo da manhã, depois ficava melhor conforme eu ia me movimentando de tal forma que no fim do dia eu estava ok. Com isso pendurei os treinos novamente por mais esta semana. Felizmente a pontada horrível se foi e hoje lá fui eu para mais um treino, apesar da temperatura de3 graus e chuva fina intermitente. Acabei correndo 9 Km e quem sabe agora vou conseguir manter um treino regular. Apesar de eu me sentir travado e lento, acho que isso é normal e resultado de eu ter ficado bastante tempo parado. Devo melhorar nos proximos dias, vamos ver...

domingo, 11 de abril de 2010

Mountain Bike

E hoje fui com o Trevor pedalar nas trilhas de Mountain Bike de Toronto. É algo bastante diferente, onde o objetivo é ir pela trilha de bike, sem descer da bike. A trilha é sempre estreita, e com lugares cheio de pedras, raizes, subidas e descidas que parecem uma parede, pontes estreitas, abismos, rampas... Enfim, mountain bike não é uma corrida, é um desafio de ficar em cima da bike. Confesso que eu não sou bom nisso, mas o Trevor tira de letra a trilha.

Embora a princípio parecia uma bobagem de adolescente, na verdade não é . É bastante legal e desafiador e muita adrenalina. As subidas mais íngremes e longas fazem vc ficar bastante cansado, tal que no fim das contas parece ser um exercicio físico muito bom. Eu terminei muito cansado, e empurrando a bike com um pneu furado...

Isso meio que marcou o início da primavera!

Sobre catadores de lixo e corredores

Há alguns anos atrás eu li uma tese de um estudante da USP que se vestiu de catador de lixo e concluiu que eles eram discriminados pois as pessoas não falavam "Bom dia", não olhavam para eles e tal. O tempo passou e eu ouvi sobre esse argumento outras vezes, inclusive hoje ouvindo a CBN, onde alguns reporteres se vestiram de lixeiro para experimentar a indiferença.

Eu sempre achei isso cômico mais do que qualquer coisa. Eles deveriam ter se vestido de terno e gravata para ver se as pessoas falariam "Bom Dia"para eles. Não digo que não exista nada contra lixeiros, mas deveria ser feito um experimento comparando com outras profissões para ver qual a diferença. Eu diria que é possivel inclusive se argumentar que os catadores de lixo seriam mais bem tratados que outras profissionais... mas enfim, sem um experimento pode se argumentar qualquer coisa, e com um mal experimento pode se defender qualquer tese.

O meu primeiro pensamento quando ouço isso é que é furado pois na rua ninguém olha para ninguém. Mas espere, nem sempre! Os corredores, um indo pra lá, outro indo pra cá, eles se cumprimentam quando se cruzam! Bom, nem todos. Às vezes o seu "Good Morning" não é respondido - idiota, ele não me cumprimentou. Pensa que é melhor que eu. Pensa que corre mais que eu... Não, eu não penso isso. No mundo de hoje não faz sentido esperar estas coisas dos outros e nem julgá-los por olhar ou não para você. Talvez vc devesse correr pelado se quisesse que os outros te olhassem. Devemos fazer nossa parte e ficar felizes que a fizemos ao inves de amarrarmos nossa felicidade a reciprocidade dos outros. É mais ou menos assim que eu penso.

Em tempo, eu tentei analisar a situação mais de um ponto de vista do método científico. Uma vez um amigo de trabalho me disse que em sociologia, o Brasil era diferente do US pois os sociologos de lá são bons no método científico, experimentos, e pesquisas. Nao tenho nada contra os catadores de lixo, inclusive isso me faz lembrar de uma breve discussão que entrei, onde argumentei qu eos catadores de lixo e pedreiros deveriam ganhar mais do que os executivos, se formos ver pela importancia do trabalho que fazem. É uma questão complicada, mas enfim, o ponto é que o sistema capitalista e essa convenção de remuneração onde quem estudamais cresce mais e ganha mais não é nessariamente justa se vc olhar de fora do sistema. Enfim, vou ficar por aqui...

sábado, 10 de abril de 2010

Tempo de preparar a bicicleta

Hoje eu combinei com o meu colega de a gente pegar nossas bicicletas e dar uma ajustada nelas, pois o tempo melhorou muito e já estamos loucos para pedalar para todo canto. A minha bike estava realmente em estado lastimável, ao contrário da dele que estava praticamente em ordem. Ele adora bicicletas e já trabalhou em lojas de bicicletas e realmente mantem suas bikes em dia. Eu já são outros quinhentos. E a ideia de preparar as bikes foi dele, depois de ver o estado da minha bike depios do inverno. Os freios estavam em estado precário, o trocador de marcha atrás não estava funcionando, a bicicleta estava horrivelmente suja e para piorar o pneu furou semana passada e eu com preguiça de trocar a câmera (coisa que ele faz em 10 minutos) estava indo a pé pro trabalho.

Ou seja, a seção foi praticamente só para deixar a minha bike em ordem. E ficou completamente em ordem, é inacreditável como ela está mais leve, silenciosa, tudo funcionando maravilhosamente bem. Eu sou meio teimoso, as coisas vão parando de funcionar e eu nem aí. Depois quando você arruma tudo, você percebe o quanto mais estava sofrendo pela bike não estar em ordem.

No Brasil todo temp é tempo de colocar a bike em ordem, mas aqui a primavera é o momento de arrumar tudo, se preparar para os dias de verão, acordar do longo inverno! E que venha o sol!

A Não resposta para renda

Para nós que trabalhamos com pesquisa o fato de que as pessoas muits vezes não declaram a sua renda tem sempre sidoum problema. A renda seria um indicador muito bom para ver se sua amostra está ok, através da comparação das distribuições da renda na sua amostra e nos dados oficiais. Mas geralmente muitas pessoas não declaram a renda tornado a comparação impossível, pelo menos se pensarmos em uma comparação que tenha certa precisão. Num país como o Brasil a renda tem influência em quase tudo que vamos pesquisar e por isso é importante ter certeza que temos em na amostra corretas proporções de pessoas com renda maiores e menores. Aqui no Canadá eu não tenho trabalhado muito com amostra e ponderação de pesquisas, mas é mais ou menos claro que renda não é tão importante quanto no Brasil. No Brasil o fato de pessoas não declararem a renda e de pessoas com renda mais elevada serem difíceis de entrevistar fazia com que a gente tivesse que achar alternativas, e uma informação que era bastante relacionada com a renda era educação. Mas eu lembro de um estudo onde a opinião de eleitores variava com a educação, ao segurar a renda constante , mas não variava com a renda quando segurava a educação constante, ou seja, educação é relacionada com renda, mas não é a mesma coisa, ou seja, é complicado...

Mas esse texto é para comentar rapidamente sobre este artigo que saiu no Journal of Official Statistics, sobre o estudo da variação na não resposta para renda ao longo de 20 anos. Achei que o padrão que vemos na Figura 1 e 2 deste artigo são bem interessantes. Na figura 1 há um pico de recusa na declaração da renda na pesquisa em questão por volta do ano 2000 e uma queda brusca a partir de então. A primeira coisa que vem à cabeça é que houve alguma mudança na pesquisa que levou a esse declinio na não resposta para a renda, como por exemplo, o pessoal viu que a taxa de não resposta estava muito alta em 2000 e resolveu fazer algo para melhorar ela, como por exemplo, maior insistência por parte do entrevistador. Mas segundo o artigo isso não aconteceu e o que os autores pensam (e fazem algumas analises para suportar sua teoria) é que houve uma maior colaboração expontânea por parte dos entrevistados. Isso learia não éa tendência do gráfico 1, mas também no gráfico 2, onde vemos que a melhorar que a segunda questão sobre renda trás para a não resposta diminui. Seria porque as pessoas estão colaborando mais na primeira questão da renda.

O artigo também é interessante pelas referências que faz a outros artigos que estudaram essa questão da não resposta para a renda. Um problema do artigo seria que a conclusão não é necessariamente válida para qualquer tipo de pesquisa, dado que foi derivada de uma pesquisa particular. No entanto eu acho que se os autores estão corretos e a população está mais aberta em falar sua renda, então talvez faça sentido pensar que isso deveria acontecer com todo tipo de pesquisa que tem a mesma população alvo, ainda que com outras metodologias.

Enfim, achei que é um estudo interessante...

Primavera

Estamos na primavera novamente, dias de muito sol e as coisas vão mudando tanto. Gente começando a andar de camiseta nas ruas, o comércio começando a colocar vasos de plantas na calçada, muitos dias de sol e chuva. Hoje no treino eu vi uma árvore completamente florida, sinceramente acho que ela foi enganada pelo clima que deu uma esquentada anormal no final de Março. As outras árvores ainda não tem flores. O chefe havia comentado que esses dias muito quentes no final do inverno enganava as plantas. Eu lembrei que tinha lido não sei onde que as plantas se guiavam também pelo comprimento do dia, ou seja, mesmo com o dia esquentando elas saberiam que o inverno não acabou... mas enfim, sei lá.

Mas indo para o comportamento humano, eu acho interessante que a primavera é também o tempo de colocar os móveis nas ruas. As pessoas que está se desfazendo dos móveis colocam eles nas calçadas para o caminhão de lixo pegar e o resultado é que você acaba vendo de tudo nas calçadas, camas, mesas, cadeiras, computadores, televisões, colchões, ar condicionados, etc e tal. Eu pensei em sair pegando ao inves de comprar móveis, e realmente acho que se vc não fizer questão de móveis novos e nem tiver receio de usar coisas usados por outros que você não conhece (e talvez pelos cachorros e gatos deles), então você não precisa comprar nada, pois parece que o estado das coisas é bom. Mas o Canadense não faz isso pelo receio de pegar doenças e por que eles em geral parece terem grana. Então eu acabei não fazendo isso também... enfim, na verdade agora eu tenho mais móveis do que eu preciso...

terça-feira, 6 de abril de 2010

Grãfico do Duelo


Até que enfim fiz o gráfico com os resultados de Março. Foi um mês difícil para a galera que tava correndo mais, pois todo mundo ficou o tempo todo embolado, correndo e fazendo os outros correrem.

Eu comecei bem o mês, mas tive uma dor na panturrilha e achei melhor dar um tempo, assim o gráfico tem um período sem crescimento no começo. Mas depois eu ercuperei devagar, mas nunca fiquei realmente na frente até vir a Around the Bay. Eu arrisquei fazer a corrida sem descansar muito, o que fez com que eu estivesse pau a pau com a galera no dia antes da corrida.

O Luis tentou mas acabou morrendo na praia. A gente estava muito próximo o tempo todo, a coisa tava muito indefinida. O esquema é não deixar o Luisão fazer muito mais pontos do que eu tal que mesmo ganhando ele não me alcance na pontuação geral. Vamos ver até quando consigo manter uma distância.

Esse mês o Paulo veio firme com o treinamento para a Volta a Ilha que ele tá fazendo. Mas ele não atualizava os Km pra gente então a maior parte do tempo nem sabíamos que ele tava ali ameaçando. Acho que ele foi o que liderou pelo maior número de dias.

O Vanin está com um treino muito forte, acho que ele não tá nem aí pro duelo e mesmo assim tá lá na frente. Fora o pedal e natação que ele faz.

A Paty ficou meio que dividindo a gente do segundo bloco, na verdade composto pelo Rodolfo e o Toinho. NO começo parece que a Paty tava junto com a gente, mas aí ele perdeu um pouco o fôlego. No final faltou pouco para ele chegar no Vanin e Paulo. E ela já começou Abril com chumbo grosso, na frente de todo mundo e com longão de 30Km.

O Toinho que começou na frente junto com a gente caiu de rendimento n meio do mês e foi ficando para trás, eu não entendi o que houve com ele. O Rodolfo logo passou ele e mais um pouco o Sadao ia também tirar uma casquinha.

O Rodolfo correu desde o começo em uma posição intermediária, sempre correndo, fazendo uns longos, mas ficando para trás do pelotão da frente e se distanciando dos outros.

O Sadao veio consistente, corre um pouco, para, outro pouco... A verdade é que ele tem sido consistente nos três meses, acho que o duelo não tá fazendo ele ficar maluco e correr sem parar. Ali por perto também ficaram Bernabeu e Angel. O Angel ficou bastante tempo parado no começo e meio do mês, dando uma acelerada no final que quase ultrapassou o Bernabeu. Mas ele ultrapassou o Carlão, cujos dados não estão no gráfico pois ele não preencheu a planilha.

O Issao foi o último novamente, tendo sido amplamente humilhado e desnorteado pelo resto da turma. Estamos pensando na possibilidade de contar 5 Km para cada Km que ele corre, para ver se ele não abandona o duelo e tornar possível que ele brinque com a gente de igual pra igual.

É isso aí, o duelo tem sido positivo para mim no sentido que me sinto bem, fazia tempo que nao corria tanto e me sentia assim em melhor forma física. Comecei Abril meio detonado mas a idéia é recuperar e ir pra luta novamente!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Hoquei na rua

Essa semana um sujeito levou uma multa da polícia porque seus filhos estavam jogando hoquei na rua. Hoquei no Canadá é como futebol no Brasil, a galera joga em todo lugar. Mas existe uma lei que proibe jogar hoquei nas ruas, pelo perigo que isso trás. Se você pensar que em dias de neves os carros podem ter problemas para frear por causa do chão liso e se você imaginar uma criança distraída correndo para o meio da rua atrás de uma bola, sem olhar se vem carro, então você vai ver que essa lei faz um pouco de sentido.

Mas muitas pessoas são contra. Muitas ruas seriam calmas o suficiente para se permitir que as crianças brinquem lá. Os pais também vão preferir ter os filhos brincando perto de casa, ao alcance dos olhos, ao inves de eles estarem numa quadra de hoquei não sei onde, ou de terem que ser levados lá. Argumenta-se também que essa é uma oportunidade sem igual de atividade física, sem o hoquei na rua as crianças ficariam dentro de casa, sedentárias. O hoquei na rua, dis-se, é parte do Canadá e do Canadense.

O sujeito que levou a multa se recusou a pagar, foi na justiça, acha que não faz sentido algum a multa. E isso criou um debate. Minha opinião é que talvez devesse haver regulamentação. Tipo permitir em algumas ruas e com supervisão. Não existe quadra de hoquei em todo canto e sem a rua muitos simplesmente não teriam oportunidades. Acho que de certa forma é um desperdício ter os espaços das ruas usados apenas para carros, deveríamso fazer o contrário, tirar o o máximo de carros das ruas e usar ruas para lazer, fechá-las para eventos, usá-las para coisas como corridas. Minha impressão e que aqui se usa menos as ruas para eventos do que no Brasil,

Turismo em São Paulo com a Paty

E eis que a menininha da turma tá fazendo a gente suar no duelo. A Paty colocou no Mapmyrun um de seus treinos pela capital, daqueles longos que me fazem lembrar das ruas da Capital Paulista. As ruas de São Paulo não são como as ruas de Toronto e lá os corredores preferem os parques, mais seguros, com piso mais regular. Mas muitos pegam o asfalto como eu fazia muito nos anos dourados da minha vida de corredor de rua.

Depois de um aquecimento básico de 7Km, ela começou a correr em direção a saída da USP e segue pela Lineu de Paulo até cruzar a cidade jardim. Percurso que muitas vezes fiz, geralemnte no sentido contrário da Paty, geralmente era o começo de um longo. Ela correu então pela JK, percurso conhecido do corredor paulistano por ser parte da maratona da cidade. Percurso que ficava no quintal de meu ap, eu me lembro simultaneamente de várias das vezes que corri pela JK, que passei perto do Extra subindo a João Cachoeira, que terminei ali o meu treino. Lembro de momentos sofridos da Maratona de São Paulo e momentos quando vi o sofrimento de amigos corredores. Não me sai da memória a imagem do Leo no final da maratona de São Paulo, correndo pela JK, gemendo a cada passo.

Mas a Paty estava começando apenas, ela terminou a JK, desceu a República do Líbano e entrou no Ibira pelo meu portão predileto, era o portão mais perto do meu ap. O Ibira talvez seja o lugar da maioria das memórias de SP.A Paty não perdeu muito tempo ali, saiu direto pelo portão da Pista de Cooper passando por uma pequena parte do meu loop de 15 Km que passava perto da casa da Lika. A Paty pegou a Ibirapuera, avenida que poucas vezes fora palco das minhas corridas. E ela seguiu pela Ibirapuera para pontos onde eu jamais pisei em meus treinos, mas que era o quintal dela, quando depois da Ibirapuera se transformar na Ver. Jose Diniz, a Paty entra por umas quebradas, onde eu me perderia umas 10 vezes até achar a saída. Mas ela não se perdeu, ela estava em casa para completar os Kms finais do longão.

Tivesse o sujeito de carro, iria da Usp a Interlagos pela Marginal. O corredor estando a pé, bicho maluco, precisa dar voltas, como se a distância fosse pouca. Segue o mapa do percurso feito pela Paty, num longo de reconhecimento por vários distritos da capital paulista.

A escrita

Hoje em dia a gente lê e escreve com tanta facilidade que não conseguimos imaginar o quão difícil foi inventar a escrita. Neste livro que estou lendo fala um pouco disso.

As evidências indicam que a escrita foi primeiro desenvolvida na Suméria, no Oriente Médio e depois na Grécia. Nos primórdios do seu desenvolvimento ela era usada apenas para tarefas simples, como anotar dados de produção e impostos visto que estas eram coisas importantes de serem controladas. Era uma escrita rudimentar e tão cheia de ambiguidade que não era possível escrever uma narração com ela.

Além do Oriente médio, parece fazer sentido pensar que a escrita também foi inventada de forma independente na China e no México (pelos Astecas). Todos os outros povos que usavam a escrita podem tê-la desenvolvida a partir de contatos com os povos que já tinham a escrita e portanto não de forma independente. Os contatos com povos com escrita fez com que outros povos ou copiassem a escrita ou então usassema idéia para desenvolver sua própria escrita.

Diz-se que desenvolver a escrita de forma independente era algo muito difícil. A forma mais fácil da escrita seria aquela para a qual cada símbolo denota uma palavra inteira. Esse tipo de escrita teria então inúmeros diferentes caracteres, pois seria preciso um para cada palavra. Embora a quantidade de caracteres torne seu aprendizado e uso mais difícil, a invenção desse tipo de escrita não requer tanto esforço mental.

O segundo tipo é aquele que tem um caractere para cada sílaba, o mais famoso deve ser o japones usado ainda. Se eu não me engano a escrita Etíope, da língua Amárica, também usa caracteres baseados em sílabas. O uso se torna muito mais fácil pela diminuição drástica do numero de caracteres com relação ao tipo anterior, mas a sua invenção já teria sido mais complexa uma vez que é preciso fazer um inventário das sílabas existentes em uma determinada língua. Imagine que o próprio conceito de sílaba era algo complicado para povos que não tinham escrita.

O outro tipo de escrita é ainda mais complicado de ser criado por ser baseados em sons, vogais e consoantes. Esse é o que usamos. Ele teria sido bem complicado para ser inventado mas é bastante eficiente na medida que o número de caracteres diminui bastante.

Para nós, nos dias de hoje, a escrita é parte do dia a dia e todos a conhecem, mas é interessante pensar que houve um tempo em que ela não existia. Apenas coisas que eram emmorizadas passavam de geração para geração. Dois exemplos são os poemas gregos Ilíada e Odisséia, que se diz terem sidos criados antes da invenção da escrita e foi mantido por séculos apenas pela memória.

Treino hoje

Ontem eu não corri e com o sol veio hoje a vontade de explorar novos trechos. Saí mais arde com o percurso planejado como a muito não fazia. Saí de camiseta e shorts, também como a muito não fazia. A temperatura de 12 graus de manhã, com o sol brilhando, estava ideal para um treino daqueles que não tem fim.

Embora eu tenha começado bem, por volta do Km 6 eu senti o cansaço nas pernas, arrisco dizer que era o cansaço da Around the Bay da semana passada. Estava na Lawrence com a Bayview, lugar que a muito tempo não faz perte dos meus loops, e poucas vezes o fez. O sol brilhava e o cansaço não era maior do que a vontade de cumprir o plano, de terminar o trecho.

Logo estava na Lawrence e Dom Mills e subindo a Dom Mills, antes de cruzar a estrada de ferro eu encontrei a trilha que marcava a primeira parte de minha aventura de hoje.As pernas cansadas mas a adrenalina de uma nova trilha falava mais alto. A trilha formou uma bifurcação e eu peguei o lado errado. Ali, no meio daquelas casas, árvores, o sol, eu já não tinha mapa o mapa na memória. O lado errado da trilha chegou a um beco sem saida, eu voltei mas não desconfiei que tinha pegado o lado errado da bifurcação, o que acontece muitas vezes é que o mapa não reflete assim tão bem a realidade. Eu estava certo que o mapa havia me pregado uma peça como tantas outras vezes. Só no final do treino, voltando para casa é que notei que havia uma bifurcação e que eu pegara o lado errado. Havia uma bifurcação no meio do caminho, uma bifurcação que me impediu de correr por muitas trilhas numa manhã ensolarada de primavera.

Logo cheguei na Leslie e subi ela até a York Mills, de lá até a Dom Mills. Mas nesse ponto eu percebi que não tinha pernas para ir tão longe, percebi que a segunda parte do plano teria que ser abortada e a segunda trilha ficaria para outro dia ensolarado. Subi a Dom Mills até a Sheppard, e alí cheguei no final da linha do metrô da Sheppard, uma linha que eu nunca havia usado. Os finais de linhas de metrô tem sido objetivos de treinos de vez enquando e chegando ali eu trazia mais uma linha de metrô para a lista.

Terminei cansado e com sede e parei para comprar um isotônico, outra coisa que eu não fazia a tempos. Mas eu não estava cansado e com sede a toa, havia corrido 17Km, havia pegado subidas, tudo sem água e com a temperatura que já devia passar dos 15 graus e que me fazia sentir calor.

Tempo de primavera, sol, tempo de voltar a explorar a cidade...

domingo, 4 de abril de 2010

Fotos da Around the Bay


Saiu algumas fotos da Around the Bay, publico aqui duas delas.

Nessa primeira aí estou com uma cara esquisita. Para dizer a verdade não vi o fotógrafo, então não deu para fazer aquela pose, sabe como é. Uma hora lá que ví o fotógrafo acho que ele era de outro site ou sei lá, pois não achei a foto.

O meu tempo na chegada está com quase um minuto de defasagem para o tempo líquido pois foi o tempo que perdi na largada. Nem foi tanto né. Acho que é mais pelo fato de os Canadenses serem menos fominhas do que os Brasileiros do que pela melhor organização da largada. Apesar de eu ter chegado lá na área da largada em cima da hora (não queria arriscar a passar frio esperando a largada, afinal não é sempre que as largadas aqui são pontuais), eu consegui largar bem na frente, e dava para ter ido mais para frente ainda. Isso que não tinha grades de proteção e todo mundo entrava onde queria.


Eu optei por correr de shorts, mas com duas blusas, a temperatura tava por volta dos 5 graus. A blusa de cima é mais uma capa de proteção, não é realmente boa para esquentar. Mas eu sinto que fico bem mais quente quando coloco ela por cima de outra blusa. Como dá para ver na chegada tem várias pessoas correndo de shorts. Só que tinha muito mais de calça, dá para ver na primeira foto.

O frio acabou não sendo frio e eu corri tranquilo quanto a isso, até corri sem luvas a maior parte do percurso. A corrida acabou sendo uma das melhroes que eu já fiz na vida eu acho, e mais surpreendentes também pois eu realmente não esperava ir tão bem quanto fui. Na verdade eu tinha dúvidas se conseguia aguentar esse rítmo que fiz nos 30Km por 10Km que fosse (47 minutos), pois eu realmente não tenho treinado nada de velocidade, é só o duelo, que é correr todo dia longas distâncias...

O duelo vai bem, obrigado

Pois é, felizmente o duelo que inventamos no começo de Janeiro está indo de vento em poupa e me dando muitos motivos para não parar de correr. E me sinto bem melhor fisicamente, o que é gostoso. É bom poder fazer facilmente treinos longos, de 15 ou 20km.

Eu venci o duelo em Março, com 267 Km. Esse é um número impressionante, acho que só uma vez corri mais do que isso num mês. E ainda esse mês fiquei 8 ou 9 dias sem correr, o que signifia que foi o mes dos longos. Mas o Luis Augusto e o Paulo ficaram perto, o duelo foi decidido no último dia em Março.

Não sei como vai ser em Abril, eu não comecei o mes assim, digamos, "vou ganhar novamente!". Pelo contrário, comecei Abril do tipo "Estou cansado, podia ter uma semaninha entre Março e Abril..." Cansado da Around the Bay ainda. Eu sinto os músculos das coxas cansados, coisa que não acontece quando estou cansado por treinar muito.

Mas que venha Abril, que seja mais quente que Março e que todos corram saudavelmente, sem problemas...

Dias quentes

Pois é, impressionante, a temperatura bateu nos 25 graus na sexta e sábado, hoje chegando perto dos 20 graus. Isso é Canadá, lá fora tudo mudado, mais gente nas ruas, óculos de sol, camiseta. Mais alegria no ar. Quando o metrô saí do túnel, todo mundo olha o sol lá fora. Não só sol, agora é calor também, calor que o Canadense não vê desde Outubro do ano passado. Tudo muda, o tempo vira notícia....