domingo, 28 de março de 2010

Around the Bay

E Lá fui eu mais uma vez para a Around the Bay, a corrida mais antiga da América do Norte (e portnato das américas eu imagino). A Around the Bay teve sua rpimeira edição a 116 anos atrás, mas a corrida de hoje não foi a 116 edição pois houve vários anos que a corrida nao aconteceu. Bom, enfim, vamos aos fatos.

Ontem eu fui buscar o kit, meio sem interesse na corrida. Para falar a verdade eu tava mais interessado nos 30Km que ela isa somar a minha pontuação no duelo, e depois da corrida eu chegaria aos 250Km. É bastante, mais de 8Km por dia, e por esse motivo eu imaginei que eu estaria cansado para correr bem, por ter corrido tanto no mês. Mas eu também não queria sofrer na corrida então não fiz altas Km nestes últimos dias. Na quarta feira eu corri 20Km, na quinta 6, na sexta 8 e ontem, sábado 5 apenas. Eu peguei leve nestes 3 últimos dias, visando não estar cansado para a prova, mas ainda assim nos três dias eu me senti cansado. Então as expectativas para a prova eram baixas, eu tava pensando mais nos 30 Km e lá no fundo ainda aquela meta de batar a casa dos 5min/km, ou 2h30m, coisa que devia ser facil para mim visto que já fiz várias maratonas sub 5min/km. Enfim, acho que essa é a razão de eu querer quebrar tanto essa barreira.

Mas a Around the Bay é em Março, frio ainda, depois de geralmente você não ter treinado nada durante o inverno todo. E não é uma corrida fácil, ela é tranquila até o Km 18, quando as subidas começam. Do 18 ao 26 praticamente não tem parte plana, é subida ou descida, duas das subidas são cruéis, uma é meio longa e íngreme, outra é curta e muito íngreme.Foram estas subidas e descidas que em impediram de fazer sub 2h30m ano passado, o rítmo caiu muito lá, o trecho me quebrou. No ano retrasado eu cheguei lá já meio quebrado... Este ano eu estava consciente do inimigo, mas não sabia o quanto estaria preparado.

A corrida começou as 9:30, com tempo nublado, temperatura de 4 graus. Eu resolvi correr de shorts e duas blusas finas, a de fora sendo mais um quebra vento. Levei uma luva boa, e talvez exceto pela luva que era muito quente, o resto acho que acertei, estava confortável. Eu tava traumatizado que passei bastante frio nas mãos no ano passado, dado que choveu durante a prova toda, temperatura de 5 graus, situação ruim realmente.

Eu saí trnaquilo, seguindo a galera, ritmo lento e sem preocupações. Logo eu percebi que de fato eu estava num dia bom, ou pelo menos num momento bom. Acelerei para um ritmo que eu achava confortável, que era mais rápido do que eu esperava, mas ali tinha bastante gente e eu ainda perdia tempo com a galera mais lenta, mas eu estou numa época que eu não ligo mais para isso, nada de correr em calçadas ou atropelar os outros, fui indo na medida do possível.

Passei o Km 5 com 23:39 ou 4:43m/km, que era um bom tempo. Eu me sentia bem e continuava forçando o rítmo ainda que com medo de que eu seria cobrado depois do Km 20, mas eu sou assim, se estou me sentindo bem eu mando bala. O Km 5 foi o primeiro que eu vi e a partir de então começei a monitorar meu tempo por Km para ver se isso me incentivava a não deixar o ritmo cair. Passei o km 10 com 47 minutos cravados, ou seja, do 5 ao 10 eu rodei a 4:40m/km.

Foi quando eu comecei a sentir um pouco de cansaço, que durou até o Km 14, onde eu estava com 1:06:01. Embora do 10 ao 14 o ritmo tenha caido um pouquinho, eu me reanimei quando eu vi esse tempo no Km 14, pois eu notei que o Km 15 seria passado na casa dos 1:10, assim rodei rápido denovo. No km 15 temum posto de troca de revezamento e acho que isso fez eles deslocarem a placa do Km, e eu cheguei lá com 1:11, oq ue foi estranho. Mas depois cheguei no 16 com 1:15. A verdade é que o 15 devia estar fora e eu rodei por volta dos 4:30 do 14 ou 16, o que faz sentido pois eu realmente forcei mais naquele trecho.

E cheguei no Km 18 bem, mas vieram as subidas.Ainda assim, ali no Km 18 com 1:24 mais ou menos, eu imaginei pela primeira vez que as 2:30 seria superada. Afinal faltavam 12 Km que se eu fizesse em 1h (5min/km) eu terminaria em 2:24. Eu tinha uma boa margem ainda que meu ritmo caísse nas subidas. Mas eu segui forte, passei o Km 20 com 1:33:48, ritmo de 4:41m/km. Faltavam 10Km que eu podia fazer em 50 minutos para comemorar. Virei a meia maratona para sub 1:40 o que também foi um grande incentivo, eu não estava tão mal. Mas ali no Km 21 eu já ficava cansado e o ritmo estava caindo. Subidas e descidas iam me detonando e eu já nem conseguia mais rodar forte como antes nas descidas. No Km 25 veio uma enorme descida, que eu tentei descer rápido, mas naquele ponto nem descidas não tavam me fazendo rápido, só que eu segurava um certo ritmo e pensava na subida que eu sabia que tinha depois da descida, a pior subida da prova, com o Km 26 no meio. Cheguei nela e subi lentamente. 6min/km, ou mais lento, não sei, mas tava muito lento. Tentei não andar pelo menos, já que nas duas vezes anteriores eu havia andado ali. Consegui, matei a subida correndo sempre, e lá em cima era hora de voltar a acelerar pois o percurso seguiria praticamente plano até o final. Eu havia passado o Km 25 na por volta de 1:58 e sabia que seria fácil, mas eu ainda tinha que correr os 5 Km restantes, embora estivesse cansado.

O percurso voltou a ser plano e eu tentei ser rápido, mas as pernas estavam cansadas, eu corria sofrendo, eu lembrava do Km 15 mas não conseguia fazer igual. No entanto o ritmo não estava ruim, eu precisava apenas segurá-lo até o final, Vieram os demais Km e foram todos detonados, entrei no ginásio coberto, o sujeito falou meu nome e eu cruzei a linha de chegada. Tempo de 2:22:29, era muito melhor do que eu esperava. Ritmo de 4:44min/km, meio inacreditável, parecia que eu estava voltando a velha forma! Lembrei da maratona em 2007, eu estava num ritmo um pouco superior ao daquela maratona, conseguiria eu continuar correndo e fazer mais 12Km em 1h para quebrar o recorde da maratona? Com certeza não, eu estava bastante cansado.. mas com um pouco mais de treino, treino mais apropriado... Mas é só divagação, eu não estou pensando em correr maratonas... Agora vai ser difícil melhorar o tempo na Around the Bay, a não ser que o duelo continue até Março do ano que vem, afinal parece que ele ajudou muito nessa minha performance!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Treino loooongo

E eu acho que o duelo tem me feito muito bem. Hoje eu saí meio sem saber o quanto ia correr (na verdade é praticamente semrpe assim...), mas me senti bem, comecei a ir pro norte e não parei. Cheguei meio tarde no trabalho e disse pro chefe que era porque eu não queria parar de correr. Legal chegar nesse ponto hein!

A temperatura tava em torno dos 9 graus e eu subi a Avenue Road, resolvi cruzar a Eglinton e a Lawrence. Continuei indo pro norte, nesse ponto com um plano de passar a Wilson e virar na Sheppard até a Yonge, depois voltar pra Wilson onde pegaria o metrô.

Mas os semáforos da Shepard e da Finch estavam aberto e eu não parava de ir para o Norte. Certamente não apssaria da Steels, e não passei. Cruzar a Steels é sair de Toronto, é entrar em Vaughan, feito que só fiz uma vez num dia frio, 5 graus negativos. Virei na Steels indo até a Yonge. Até a Steels foram cerca de 14 Km indo sempre para o norte. Estas ruas grandes que eu falo o nome dividem a cidade em grandes quarteirões de aproximadamente 2 Km de lado. E você pode ir longe, pode até entrar em ruas menores, sempre tem calçadas largas e muito regulares, ótimas para correr. É surpreendente quando comparo com São Paulo, onde uma das coisas que eu gostava em correr de madrugada era que não tinha carro e eu podia correr grandes trechos na rua, não precisando correr na calçada.

Na Yonge voltei, passei a Finch e entrei no metrô na Sheppard. Ali eu já me sentia mais cansado e não sei se conseguiria correr muito mais. Eu não tinha corrido muito devagar, em alguns trechos curtos tinha sido bem rápido para um longo, e indo para o Norte tem bem mais subida do que descida também. Então eu tava cansado, mesmo sendo descida da Sheppard até a Wilson eu resolvi não ir, melhor não exagerar.

Aqui está o percurso. Notem no perfil altimétrico que tem tem pouca descida até lá pelo Km 16, que é quando eu volto para a Yonge e corro no sentido oposto. Se eu continuasse seria descida até chegar em casa, digo, mais descida que subida. Mas poucas são as subidas difíceis, na verdade tem uma no Km 3 e outra no 10 que são mais complicadas...

terça-feira, 23 de março de 2010

Acidentes de trânsito

Hoje ouvi no rádio que a Índia é o país onde mais se tem mortes no trânsito. Eu procurei rapidamente na internet e achei essa reportagem relacionada, meia antiga, mas enfim. Isso seria só uma informação se não viesse acompanhado dos números supreendentes - 17 pessoas morrem por hora, 150 mil por ano nas ruas e estradas da Índia. Dizem que o trânsito lá é caótico, com motos pra todo lado e tal, mas até aí, isso estamos acostumados em São Paulo. O número de fatalidades é muito grande, mas eu pensei logo que a população da Índia também é enorme. Obviamente, tendo muita gente, eles terão mais fatalidades.Resolvi tentar comparar com o Brasil.

Tivemos em 2005 cerca de 35000 mortes no trânsito, com 180 milhões de habitantes. A Índia tem 150000 mortes por ano, com cerca de 1,180 bilhões de habitantes. Ou seja, no Brasil acontece mais mortes por habitante, considerando esses números que devem ser aproximados. Se usássemos o tamanho da frota de carros ao inves do tamanho da população imagino que então teríamos a conclusão que o trânsito lá é mais perigoso que no Brasil, pois vi que na India apenas cerca de 7.2 milhões de domicílios possuem carro. Imagino que no Brasil tenha muito mais carros...

Achei que no Canadá houve cerca de 3000 mortes no trânsito em 2002, número baixo, mas que se compararmos coma população também baixa rsulta em uma taxa de fatalidades por habitantes não muito diferente da Índia. No entanto todo mundo tem carro no Canada...

O legal seria trazer o número de carros na equação, mas eu tô sem paciência para procurar agora...

Dinheiro e Felicidade

Hoje ouvi no rádio sobre uma nova pequisa que diz que dinheiro não é exatamente o que trás felicidade. É preciso ter status. Se o ser humano tem dinheiro, mas todos a sua volta tem mais, então ele será infeliz. Diz-se que por isso sociedades ricas não são em geral mais felizes do que as mais pobres, quando todo mundo ganha bem isso não trás felicidade. Somos felizes quando temos o carro mais rápido do que os dos vizinhos e quando nossa casa é maior do que as deles.

Eu acho interessante essa natureza humana. Acho que esses resultados dessa pesquisa faz sentido pois faz parte da gente sermos gananciosos e querermos ter mais do que os outros. Mas isso faz com que poucos sejam felizes e que fiquemos focados em ganhar dinheiro ao invés de focarmos em sermos felizes. Parece-me que seria muito fácil ser feliz se não amarrássemos nossa felicidade à quantidade de bens que o próximo tem...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Artigo Hoax

Hoje recebemos, na lista de estatística que participo, o link para um caso de um sujeito que escreveu um artigo totalmente sem sentido e mandou para uma conseituada revista cientifica, que o publicou, em 1996. O caso ficou conhecido como Sokal Affair. Nesta mesma página da Wikipédia tem links para outras falsificações similares, uma que achei engraçado foi o movimento Disumbrationism, onde o sujeito pintou uma obra de arte, sendo que nem pintor ele era, mas teve o quadro premiado e seguiu pintando outros que também foram premiados. Cuidado com o que vocês vêem e lêem por aí, nem tudo é verdade...rsrs....

domingo, 21 de março de 2010

Incentivo para correr

E eu vivo inventando coisas diferentes para dar um tempero nos treinos, já que eu faço muitos deles sozinho e não tenho ido mais em corridas. Geralmente a motivação vem de percursos diferentes que eu às vezes planejo no dia anterior, mas tenho feito isso menos e a motivação tem vindo da aleatoriedade do percurso.

Mas hoje foi diferente. Eu tinha falado com o Nathaniel de correr no final de semana e ele tava disposto pois no meio de semana tava fazendo dias mais quentes. Mas ele sumiu na sexta, os dias esfriaram novamente e a gente não combinou nada. Meu plano foi então acordar ele no domingo (eu poderia ligar para ele no sábado e combinar algo no domingo mas isso naõ teria muita graça né). Ele mora a 11Km da minha casa e nunca vai esperar receber um telefonema meu dizendo "E aí, estou aqui embaixo, vai correr ou não vai...". Obviamente ele podia sair para algum lugar de manhã e eu perder a viagem de 11Km, ou então ele podia ter acabado de chegar da balada e não querer ir correr e ainda ficar bravo por eu acordar ele. Enfim, o risco faz parte da diversão e adrenalina para motivação. Ah, e tinha um outro problema, eu tava commedo de não achar orelhão.

Uns 400m antes de chegar no ap dele, num lugar que eu nunca tinha ido, eu achei um orelhão. parei e liguei, ele tava realmente dormindo. Mas resolveu descer para correr... eu disse a ele que era uma pegadinha, que ele podia continuar dormindo, que eu não queria que ele apanhasse da esposa e tal, mas ele quis correr. Daí em ciaante não tem muito o que falar, apenas corremos uns 6Km até uma starbucks e ficamos lá por uma hora conversando e tomando nosso big café aguado. Depois de 3 anos no Canadá vc acostuma, principalmente se vc for como eu que praticamente não tomava café no Brasil.

O melhor é que a estratégia funciona, acho que nao correria 17Km se estivesse saído de casa sem plano algum, estava meio cansado... às vezes eu me dou mal, outro dia decidi experimentar a trilha, mas tava escura e sem luz, um breu, eu não via nada. Outra vez eu fui pra trilha no inverno e foi complicado, tinha gelo liso pra todo lado que eu nem conseguia correr. Esses dias, como coloquei aqui, eu cai na trilha e fiquei todo cheio de lama, afinal a neve tava derretendo e a trilha ficou com aquele barro molhado, liso. Enfim, faz parte, correr é também aventura!

sábado, 20 de março de 2010

Ninguem está a salvo

Estes dias tem sido muito falado por aqui a estória de dois ladrões que estavam roubando valores de pacientes em um hospital. Chamou a atenção o fato de que eles roubaram joias de uma senhora de mais de 70 anos que estava numa cama de hopital. Quando os familiares sairam para pegar um café os dois ladrões entraram no quarto e roubaram todas as jóias dela. Ela estava insconsciente e quando a polícia chegou ela havia falecido. O comentário geral tem sido quem faz esse tipo de coisa deve receber o pior na vida, tamanha repugnância tal ação causa.

A ironia é que a senhora estava usando as joias porque segundo familiares ela tinha sido assaltada em casa e não achava sua casa segura mais, assim carregava todas suas joias de valor.

Pois é, aqui também acontece essas coisas...

Sobre gatos e cachorros

Estou lendo esse livro, que acho sensacional e eu comprei junto com a Lika, quando ela estava aqui e a gente foi na livraria para esperar o horário do cinema. Aliás eu podia ter pago menos se tivesse comparado na Amazon.

O livro tenta explicar como algumas civizilações se desenvolveram mais do que outras, pro exemplo, porque os europeus vieram para as Américas e conquistaram e exterminaram os nativos daqui, ao invés dos que viviam aqui irem para lá e conquistarem a Europa. O livro é sobre a teoria do sujeito, que faz muito sentido, embora eu goste de falar que é uma teoria, não é algo assim irrefutavelmente provado como os teoremas matemáticos.Essencialmente foi porque os Europeus conseguiram se desenvolver mais, mais precisamente conseguindo ter armas, doenças e aço antes dos que viviam aqui nas Américas. Todas essas três coisas foram determinantes no extermínio de povos tidos como inimigos. Mas a questão que o livro tenta responder é porque os Europeus conseguiram se desenvolver mais, dado que todo mundo vem de um ancestral comum na Africa, o que fez com que alguns povos evoluissem mais que outros, comque alguns fosse a lua em um momento em que outros ainda estavam na idade da pedra?

A resposta é uma estória bem longa, uma teoria que faz muito sentido sobre a história da humanidade e que foca na história antiga do ser humano, tipo, de 2 a 10 mil anos atrás. Eu estou no meio do livro, na parte da domesticação dos animais, que foi uma das coisas que fez uma grande diferença na evolução da espécie humana. Tanto que até a primeira guerra mundial o cavalo era uma das mais importantes trunfos nas guerras.

Um animal domesticado se torna diferente de seu ancestral selvagem, ele ganha características úteis para o ser humano, perde instintos selvagens de certa forma, tem reprodução e alimentação controladas. Um exemplo é como o cachorro é diferente de seu ancestral selvagem, o lobo. Ou como um frango é diferente do seu ancestral selvagem (eu nem sei como é o selvagem na verdade, mas o domesticado cresce rápido, produz muito mais carne e tal). E assim vai e aconteceu com plantas também. Alguns animais podem ser mansados, mas não são nunca realmente domesticados no sentido de se tornar economicamente úteis para o ser humano. Macacos e elefantes, por exemplo, não foram nunca domesticados, eles são somente amansados no sentido que não adquiriram características diferentes dos seus ancestrais nativos. Pouquíssimos são os animais realmente domesticados e de suma importância para a nossa evolução, aguns são a vaca, o cavalo, a ovelha e o porco. A maioria dos animais não podem ser domesticados e os grandes mamíferos dosmesticáveis o foram a milhares de anos atrás, dando grande vantagem aos povos que viviem nas áreas onde eles estavam. Dos grandes mamíferos das Américas apenas a lhama foi domesticada (o cachorro seria um pequeno mamífero não dando grande vantagem a quem o domestica) enquanto que muitos o foram no Oriente Médio (vaca, cavalo, porco, ovelha...). Não havia mais grande mamífero nas Américas que pduessem ser domesticados, os possíveis candidatos foram extintos há cerca de 13000 anos, no fim da última era do gelo, provavelemente pela ação da caça dos seres humanos.

Ok, agora rapidamente sobre os cachorros e gatos. Existem várias características que tornam possível um animal ser domesticado e uma delas é o tipo de sociedade em que vivem os seus ancestrais nativos. Geralmente apenas animais que vivem em bandos, com uma hierarquia definida e cujo grupo tem território com intersecção com territórios de outros grupos é que podem ser domesticados. Só animais que vivem em bandos aceitam conviver com outros animais e só animais que vivem em bandos com hierarquia aceitam substituir o nível mais algto da hirarquia pelo ser humano, e eles passam a seguirem o ser humano. É o caso do cachorro que passa a ter o ser humano como o lider. A única excessão à regra e o gato, cujo ancestral nativo é um caçador solitário. Por isso o gato não é social, e não segue o ser humano, não viveria com um monte de outros gatos. A única razão pela qual o gato pôde ser domesticado foi que o objetivo de sua domesticação era ser um caçador solitário de pestes, como o rato, ou então ser um bicho de estimação. Mas o gato não é um grande mamífero e assim não contribuiu tanto quanto os grandes mamíferos para a evolução da espécie humana. Os grandes mamíferos para serem úteis tinham que aceitarem viver confinados em grandes grupos e tinham aceitar o ser humano como seu lider.

Há outras razões que impedem animais de serem domesticados. Por exemplo, a zebra nunca pôde ser domesticada por ser agressiva. Ela morde as pessoas. E interessante, ela não deixa ser laçada, ela vê o laço vindo e tira a cabeça. O rinoceronte seria extremamente útil se pudesse ser domesticado, mas ele é extremamente agressivo, matando mais gente na Africa do que os leões. Mamíferos carnívoros não são tão úteis para o ser humano pois ele consome muito mais comida para produzir um kg de carne do que um herbívoro. O cachorro é onívoro, não carnívoro e em sociedades antigas onde eles eram usados como alimento, eles se alimentavam sobretudo de vegetais e restos que iam pro lixo. Ursos são na maior parte herbívoros, mas não perdem a agressividade. Elefantes demoram muito para crescer e se tornam inviáveis.

É interessante que pouquíssimos animais foram domesticados alem dos que já haviam sido a mais de 2000 anos atrás, e praticamente nenhum grande mamífero foi domesticado recentemente, apesar das tentativas inclusive com a alta tecnologia da genética.

Recomendo a leitura do livro para quem gosta dessas coisas, ele é muito bom.

Pesquisas pela internet

Hoje eu vi uma série histórica vinda de uma pesquisa pela internet, sobre a tendência de compras pela internet. Em 2007 o percentual de pessoas que compram pela internet era maior do que o atual e o mais ou menos dobro do número dado pela Statistic Canada, o orgão oficial de estatistica daqui, tipo o IBGE. E o sujeito foi em frente, explicando a tendência "há dois possíveis motivos, um deles é a recessão, que fez com que menos pessoas passassem a comprar online, a outra possiblidade é que pessoas de mais idade estão acessando a internet e eles são menos confortáveis para fazer compra pela internet..." e quando questionado sobre o tamanho do número comparado com o oficial "eu perguntei para várias pessoas no escritório e só um não tinha comprado pela internet no último ano..."

No segundo motivo dado, sobre as pessoas de idade, ele levanta um sério problema de representatividade da própria pesquisa, que então não deveria ser tida como cobrindo a população Canadense. E uma dica para o que segundo eu penso é a real causa do número alto que cai com o tempo. A pesquisa pela internet cobre apenas o universo de pessoas confortável com a internet.Não é qualquer um que se registra para esse tipo de pesquisa, e quanto mais para o passado você vai, maior a disparidade entre os que se registram para um painel online (grupo de pessoas que se cadastram para receberem pesquisas) e a população geral. Dessa forma, o painel online vai se aproximando mais e mais da população geral como passar do tempo, e perdendo o viés em certos tipos de informação. O que acontece é isso, o painel está ficando melhor, cobrindo melhor a população, por isso o número está caindo em direção ao oficial (mas ainda bem inaceitável).

Ok, dito isso, ponto que quero colocar é o quanto pessoas que trabalham com pesquisas não só não são preparados para tal, com total falta de conhecimentos de princípios básicos de amostragem e cobertura, mas também o descaso deles em fazeram as coisas melhores, quer melhorando a cobertura ou melhorando a forma com que reportam os resultados. Imagine, as duas explicações acima. Elas, quando na imprensa, são lidas/ouvidas pela população e poucos são os que vão questionar, todo mundo tem isso como verdade e as pessoas comentam com os amigos que tem menos pessoas comprando menos online por causa da crise. Poucos são os que questionam, pois poucos tem treinamento para isso (essa é minha teoria). E assim esse tipo de pesquisa prolifera e empresas fazem rios de dinheiro em cima delas.

Hoje no almoço eu tava comentando com o chefe como as pesquisas online são perigosas. De volta ao Brasil eu era um dos responsáveis pela implantação do painel online no Brasil e lá, testando os resultados contra os de pesquisas pessoais, pudemos ver que havia enorme viés para alguns temas enquanto que para outros os resultados pareciam bons. Até hoje eu não ando de bem com as pesquisas pela internet, talvez as coisas mudem, mas acho que elas banalizam e ignoram todos os princípios da amostragem, quer pela ignorança na execução, quer pela ignorança na interpretação dos resultados. Qualquer um pode passa a ser capaz de fazer "pesquisas" e divulgar resultados...

E o frio vai voltar

Esta semana foi sensacional em termos de temperatura. Duas de minhas blusas acabaram ficando no trabalho pois eu ia cedo de bicicleta com duas blusas, mas a tarde estava muito quente para usar duas blusas e eu tinha que deixar uma lá. A temperatura andou chegando aos 17 graus e hoje quando eu saí para almoçar com o chefe eu fui de camiseta. A primeira vez que saio lá fora de camiseta em meses!

E eu havia ouvido o sujeito do rádio comentando que ele saiu lá fora e notou que um lado da rua tava cheio de gente enquanto que o outro estava vazio. Era por causa do sol, só um lado da rua tinha sol! Enquando definitivamente todo mundo fica alegre de ver o sol, de poder sentir o calor dele, eu não sei o quanto ele é responsável por encher um lado da rua e deixar o outro vazio.É verdade que tem ruas e ruas, mas hoje, voltando do almoço, o chefe comentou que o nosso lado da rua tinha muita gente enquanto que o outro lado estava vazio por causa do sol. Mas na nossa rua, aquele lado sempre tá muito mais cheio que o outro, mesmo quando tem uma tempestade de neve. A praça de alimentação fica daquele lado, a principal entrada do metrô também, as entradas para as lojas no subterrâneo também, duas ou três lojas de uma grande cadeia e ainda eu tenho a impressão que daquele lado tem muito mais prédios de empresas. Ou seja, cá entre nós, não é por causa do sol, eu disse pro chefe. Ele concordou "É, tem uns fatores de confundimento...".

Longo de surpresa e outras ponderações

Ontem, sexta feira eu acabei rodando 24KM de manhã. Foi o meu maior longo de 2010 até agora e o que impressionou até a mim mesmo foi que aconteceu na sexta feira ao invés do sábado. Eu saí para o treino, estava me sentindo bem, resolvi continuar correndo num percurso que não ia longe do metrô tal que caso eu me cansasse eu poderia voltar facilmente para casa.

No dia anterior eu havia feito um treino sofrível onde foi difícil completar os 6 Km do meu tradicional loop de inverno, que na verdade eu não tenho feito muito neste inverno dado que ele é curto e eu tô tentando correr mais para bater a galera lá no nosso duelo de Km por mês. Naquela hora, correndo lentamente e mesmo assim cansado, eu imaginei que o dia seguinte seria bom, como já tinha acontecido anteriormente. E deu certo. Aliás ficar parado um dia não parece tão bom quanto correr um pouco, e na verdade eu geralmente não corro bem depois de ficar parado. Já há tempos que eu sempre procuro correr um pouco no dia anterior, sempre que eu planejo um longo ou tem uma corrida. É tudo achômetro no entanto, apesar de ser estatístico eu não guardo um histórico dos treinos, o que seria bom para análises. Ao invés de coletar mais e mais dados, eu estou coletando cada vez menos. Enquanto a galera usa monitores de frequencia cardíaca, GPS e sei lá mais o que, eu me livrei do velho (1992) relógio nos treinos há mais de um ano (mas ele ainda funciona e eu uso ele praticamente somente quando tenho algum compromisso mais sério, para não chegar atrasado). Mas eu tenho marcado os Km há algum tempo, desde pouco tempo depois que cheguei aqui e fiquei sozinho, pois eu me desliguei das corridas e Kms/semana passou a ser o que me incentivava a correr. E acho que nunca corri tanto, só parando a rotina de treinos quase diários nos tempos de problemas nas costas e nos dias muito frios. Enfim, é interessante como as pessoas podem mudar... mas voltando ao tema, acho que se eu guardasse mais dados ou se eu lesse mais livros sobre corrida, entenderia melhor como estar bem no dia do longo (ou da corrida).

Aliás esse é outro ponto, talvez para outro texto, ler livros de corrida, ou revistas é algo que definitivamente não tem graça para mim. Recebo a Runners World todo mês (da garota que morava aqui anteriormente), o máximo que consigo fazer é foleá-la por 5 minutos, é extremamente chata (a maioria das vezes nem sequer abro a revista, eu levo para a garota, senão iria direto para o lixo - não quero dizer que seja ruim, apenas não é interessante par a mim).

quarta-feira, 17 de março de 2010

The Garden

Esse é um documentário interessante que foi inclusive nomeado para o Oscar de Documentarios. Eu não sei a tradução para portugues, mas nesse caso o Garden seria tipo uma horta onde uma comunidade cultivava a terra, em Los Angeles. Era o maior garden urbano dos US, mas um dia o dono da terra pediu a propriedade de volta. O resultado foi uma batalha na justiça entre a galera que cultivama a propriedade e o dono, que terminou com o garden sendo destruido. É uma imagem triste. Como as pessoas que cultivavam eram em sua maioria falantes de espanhol, imigrantes nos US, ficou interessante porque foi como se eles tivessem descoberto o que são os US. Vale apena assistir, muito bom.

terça-feira, 16 de março de 2010

Out of wack

Outro dia eu tava conversando com o Trevor e ele disse que a bike dele tava "out of wack". Eu sabia o que significava a expressão, ela é comumente falada no dia a dia. Hoje mesmo a garota do meu lado tava conversando com o cara da informática, meio revoltanda dizendo que o computador dela tava "out of wack". Você conversa no dia a dia e se acostuma com as expressões e não liga para elas, mas naquele dia eu comecei a dar risada da expressão e perguntei pro Trevor o que significava "wack".

Ele achou engraçada a pergunta pois a expressão tinha um significado mas ele teve dificuldade de explicar o significado da palavra, pois não era relacionado ao significado da expressão. E ele disse que o pai dele falava muito isso. Eu disse que achava engraçada a expressão e ele concordou... enfim, todas as linguas tem suas maluquices...

Esquentando

Ontem pela primeira vez neste ano eu saí para correr de shorts! A temperatura chegou nos 6 graus ACIMA de zero. Hoje eu acordei com a mulher do tempo no rádio falando "The day will be gorgeous today!". Sim, ela estava toda alegre porque a previsão era para chegar nos 15 graus. Eu não pude deixar de comparar como Brasil, quando 15 graus significa que a galera tá de blusa e tá achando o tempo frio e tal.

Naquela hora, as 5 da manhã, porém, estava apenas 1 grau. Até para correr de shorts fica meio difícil, afinal é frio. E eu estava cansado, a dor na perna ali, qurendo voltar, eu havia corrido três dias seguidos com média de mais de 10Km por dia. Achei melhor não correr, mas fui para o trabalho pensando que poderia correr a tarde, aproveitar a temperatura.

No almoço o sol tava bonito, o chefe olhou para a galera saindo do metrô e disse "Tudo mundo tá alegre hoje por causa do tempo, as pessoas não são assim alegre quando faz frio...". Não sei, talvez.

A tarde saí vim para casa, solainda por causa do horário de verão que começou neste fim de semana passado. Ví mais corredores na rua do que pessoas andando. No morro então, tinha um monte de gente treinando ali na subida. Estava gostoso para andar de bicicleta, mas devia estar mais para correr. Cheguei em casa, ainda não sabia se ia ou não colocar os shorts e sair para correr. Subi as escadas, senti um pouco a perna, mas a vontade era de ir lá fora, correr 20Km. No entanto era só vontade. As pernas estavam cansadas, doendo, ameaçando lesão (eu acho).Eu imaginei que se quisesse correr muito, devia correr pouco, ou melhor, não correr. Não fui, fiquei em casa vendo o claro do dia sumir pela janela. Imagino que fiz o certo, imagino que se eu não ir devagar agora, vou ter que ir muito devagar depois. Mas os dias mais quentes parece que estão chegando, só alegria....

domingo, 14 de março de 2010

O golpe

É claro que não é só no Brasil que existe essa galera que passa a perna até na mãe. Aqui no Canadá ficou famoso a estória de Earl Jones, um sujeito que se passou por administrador de fundos e Financial Advisor (Eu não sei ao certo como traduzir isso...) por 25 anos, vivendo as custas do suado dinheiro dos clientes, até a sua farsa desmoronar em Julho do ano passado. A estória completa você pode assitir no programa da CBC canadense, o Fifth Estate, mas é impressionante.

O sujeito pegava a grana das pessoas para investir. Se você não é bom nisso, você pode contratar alguém que faça investimento para você, é assim no Brasil também. Ele era carismático e as pessoas gostavam dele e davam o dinheiro para ele investir por elas. Mas ele nunca investiu sequer um centavo, ao contrário, ele pegavo a grana da turma e colocava na conta corrente dele, e vivia maravilhosamente dessa forma. Quando alguém pedia o resgate do dinheiro, ele conseguia pagar com o dinheiro de outras pessoas que depositavvam o dinheiro para ele administrar. As vezes as pessoas pediam o dinheiro investido de volta para comprar casas e tal, mas ele conseguia devolver pois outros estavam dando grana para ele investir. Mas ele não só não investia, ele vivia uma vida de rei com o dinheiro. E mandava estratos mensais dos rendimentos, tudo como manda o figurino, ninguem nunca desconfiou de nada, nem mesmo os funcionários que trabalhavam para ele. Mas em 2008 o seu castelo começou a cair, com a ausência de fundos para cobrir pedidos de resgates e ele logo se viu obrigado a fugir deixando inúmeras pessoas a ver navios. Dos 15 milhões de dolares que ele devia, ele tinha gastado em torno de 13 milhões viajando e levando uma boa vida, era um poço sem fundo, não havia dinheiro que entrasse capaz de cobrir a sua vida boa e os resgates.

O impressionante disso tudo é que as vítimas do golpe são muitasa vezes pessoas idosas, que guardavam o dinheiro com ele para sua aposentadoria e agora estão sem nada. O irmão dele, que sempre fez questão de guardar dinheiro para viver viajando quando aposentado, também foi uma das vítimas e está sem nada, sem saber como vai ser seu próprio futuro. Pegar o dinheiro do trabalho suado de outras pessoas é algo muito desonesto, repugnante, mas pra mim isso é pequeno quando você compara com o que essas pessoas estão vivendo agora por causa dele. Ele não só enfiou a mão no bolso dos outros, ele destruiu a vida deles, conscientemente. Eu não sei se ele passou a perna na mãe também, mas o irmão eu sei que quer ir no tribunal no dia do julgamento para ver ele ser condenado à pior pena possível. Igual os políticos brasileiros, que desviam dinheiro que vai para hospitais e as pessoas morrem por causa disso.

Sobre divorcios e não divorcios

Há um tempo atrás eu li o livro Blink de Malcolm Gladwell, e aconselhei todo mundo aqui a não lê-lo. Mas eu sou um dos últimos a ler as coisas, então talvez você já tivesse jogado seu tempo fora naquele momento... Mas enfim, quem leu certamente ficou impressionado com um dos casos contado no livro do sujeito que filmava um casal recém casado por 15 minutos (olhava seu comportamento, conversa e tal, coisas do dia a dia, interação entre o casal) e previa com 83% de precisão se eles iam ficar juntos ou separados, usando ummodelo matemático. Através do blog to Andrew Gelman, um estatistico interessante que você tem o feed aí do lado, eu cheguei a esse texto, que depõe contra a tal previsão tão precisa.

O problema da previsão me pareceu simples, mas eu não vou me aprofundar nos detalhes do modelo, só que acho que dá para ter uma idéia aqui, mesmo não estatísticos. Supõe pr exemplo que 80% dos casais estão juntos após 5 anos (eu inventei esse número, mas é por aí, talvez o IBGE tenha esse número), então se você coloca 100 novos casais na minha frente e me pede para fazer uma previsão para cada um, se eles vão estar juntos ou separados daqui a cinco anos, e eu não tenho nenhuma outra informação a não ser essa de que em média 80% ficam juntos após cinco anos, o que vou fazer é dizer que todos eles vão estar juntos daqui a cinco anos. O resultado é que eu vou acertar aproximadamente 80% dos casos. Previsão bastante boa, não, e sem modelo! Ok, dado isso o quão bom é 83%? Bem ruim, não. Pior se pensarmos que ele tinha somente 57 casais e umas 200 variáveis preditoras e não tinha amostra adicional de novos casais para testar o modelo. Ok, não vou me estender mais qui, vcs podem ler o link se quiseram mais discussões.

O ponto interessante é que se alguém escreve um livro e diz que uma pessoa assiste casais por 15 minutos e sabe o que vai ser do relacionamento deles daqui a cinco anos, isso parece bem interessante. E se você não tiver algum treinamento em estatística e conhecimento das sem vergonhices que se tem nos artigos científicos por aí, você vai acreditar nisso sem questionar. Temos esse negócio de liberdade de expressão e tal, mas eu acho que livros como Blink beiram a criminalidade. O livro se torna um sucesso simplesmente porque a mairia das pessoas apenas lêem, não questionam, e olha, o livro é hiper interessante se você não questioná-lo, apenas ficar falando Wow! para cada novo experimento citado. O livro também não deixa claro (mas faz o leitor acreditar) que esse negócio de "thin slicing", de poder da intuição que ele tanto fala é simplesmente o achometro do autor, nada científico, e na verdade é fácil argumentar que a maioria dos experiemntos citados não tem nada a ver com isso (pra mim nem o autor acredita nisso, mas ele fez sucesso comum livro, o seu nome foi lá em cima, ele precisava escrever outro livro, qualquer coisa, para aproveitar o momentum). Pra mim o livro só tem um capítulo interessante sobre esse poder da intuição - o último, o Afterwords, que acho que nem é um capítulo, mas é interessante porque se você está interessado em experimentos que testam o poder da intuição, lá você vai encontrar referências sobre onde encontrar informações sobre isso (pois no livro você não encontra nada). Só que ainda assim o livro parece atrativo como um todo pois tem números incríveis, como estes 83% aí...

Einsten's Dreams

Este é o nome de um livro que o chefe um belo dia trouxe pro trabalho para me emprestar para ler. O livro é bem curto e pequeno e portanto rápido para ler. Não tem matemática, mas tem um monte de contos que brincam com tempo, imaginando mundos onde o tempo tem diferentes propriedades. Imagine um mundo onde o tempo é circular, ou um onde o tempo é discreto, ou um mundo onde as pessoas vivem se movimentando para que o tempo passe devagar, ou um onde o tempo caminha para trás... e por aí vai.Com isso o livro se torna meio maluco na verdade, e eu realmente não sei como avaliá-lo. Talvez eu ficaria no meio da escala, por um lado parece que o livro tem muita fantasia, fugindo da realidade de Einsten. Mas por outro lado o livro incentiva o pensamento de quem gosta de ciência, nessa coisa estranha que é o tempo.Enfim, não sei, fica aí para quem quiser experimentar.

Coisas que não temos no Brasil

Ontem houve uma avalanche na costa Oeste do Canadá, matando pelo menos 3 pessoas e um número desconhecido de desaparecidos. Aconteceu durante um evento de Snowmobile, onde muita gente participava, e por isso a avalanche causou tanto problema.

Esquiar parece gostoso, mas não sem perigos, de vez enquanto ouvimos estas estórias de avalanches. No entanto parece que não acontece frequentemente com snowmobiles. Os Snowmobiles são (segundo eu ouço) mais famosos pelas fatalidades causadas por pessoas imprudentes que andam com eles em altas velocidades o que causa colisões fatais com árvores, outros snowmobiles ou pessoas.

Uma avalanche deve ser um acontecimento horrível, e que parece deixar poucas possibilidades de escape. Derrepente vem toda aquela neve pra cima de você e você acaba enterrado nela, rolando morro abaixo.

sábado, 13 de março de 2010

Correr e Pensar

E eis que um amigo nosso do grupo de corrida, o Henri (eu não achei a pagina dele para colocar o link aqui, eu desisti de frenquentá-la depois que ele não atualizava o site por uns 5 anos) colocou esse link para a prova de portugues do vestibular, onde há um texto sobre correr e pensar. O texto é interessante, um pouco engraçado e o meu objetivo ao colocá-lo aqui é pouco mais do que disseminá-lo, falar um pouco (bem pouco) sobre isso.

Eu acho que geralmente penso enquanto corro. A não ser que seja uma competição, mas estas eu nem participo mais... Em treinos os pensamentos não vão embora, eu penso no trabalho, penso no dia a dia, nos problemas e nas coisas boas, nos planos. Enfim, muita coisa. Mas pensamentos bons parecem virem mais frequentemente do que quando não estou correndo. Também os pensamentos relacionados com o percurso, que são sempre bons, tipo, você tá na trilha e olha ao seu redor, aprecia a paisagem, pensa que o momento é legal e tal. São momentos de distração, eu acho.

E se corremos acompanhados então, podemos conversar sobre qualquer coisa, rolam muitos pensamentos e trocas de informação, es vezes reclamações do trabalho, às vezes planos.

Mas acho que é a distração que conta, que eu não classificaria como ausencia de pensamento, mas talvez ausencia dos pensamentos que são ruins. E às vezes é difícil se livrar dos pensamentos ruins, do dia ruim no trabalho ou dos problemas do dia a dia, e ainda nesses dias, onde a corrida não te afugente os problemas, correr é bom para ficar cansado. Sim, acho que ficar cansado é bom, é gostoso, ajuda de alguma forma, talvez faz você dormir mais rápido, aí sim, momento em que você não pensa....

Até onde vão as suposições?

Quando se fala em estatística imagino que suposições seja um assunto que dá para escrever um livro. Eu costumo dizer que qualquer análise ou resultado é justificável com suficientes suposições. E aí está um perigo porque pelo dinheiro estamos dispostos até a supor que nascemos de um ovo.

Um caso real. O cliente quer some "Advanced Analyses". Se o cliente está disposto a pagar, temos um monte de análises avançadas para ele, sabe como é.... A idéia é fazer análise causal usando um questionário já pronto e o estatístico é chamado para ver o que podemos fazer. A análise causal sempre cai na regressão, e aí, com 50 possiveis preditores (X), todos medindo a mesma coisa, fica complicado. Mais complicado ainda é que os demográficos (Z) causam mais a variavel dependente (Y) do que os denominados preditores. Eu já tentei ir dando meu exemplo, do pouco que conheço de análise causal - Sabemos que Idade (Z) é relacionada com a Y e que a Y não causa a Idade (Z) então é claro que Z causa Y. Então se quisermos ver se a variável X causa Y temos que controlar Z, sabido confundidor - e nesse ponto a galera parecia que tinha visto um fantasma, afinal taca-se uma correlação lá e ponto final, nunca se precisa de um indivíduo metido a professor de Haward... Quantas e quais suposições você precisa para que uma correlação simples te dê um efeito causal? Eu acho ok fazer uma análise simples se vc está feliz em ter essas suposições e defendê-las.

As pessoas são de opinião de que a estatística prática, em uma empresa que visa lucro, não é compatível com a estatística dos livros, temos que ser flexíveis e fazer o que dá para fazer, temos que ter certos comprometimentos com a teoria para possibilitar a prática. Eu acho que sem a estatística dos livros, sem a teoria não há estatística, assim como não há estatistica quando um indivíduo que sabe apenas lidar com SPSS vai lá e roda uma Regressão. É difícil para as pessoas entenderem que nosso papel não é rodar coisas nos softwares, que isso qualquer um faz, que a teoria estatística é sim importante, na prática de uma empresa capitalista ou na sala de aula de uma universidade. Vc pode rodar uma correlação somente se você sabe qual seria a técnica mais apropriada e como a correlação é diferente dela. Sem teoria você não sabe nada disso, está engannando a si próprio e possivelmente ao usuário de sua análise, e é nosso papel a disseminação dessa idéia, precisamos que as pessoas entendam que não estamos lá para apertar botões num computador, precisamos que elas entendam que uma correlação, ou um teste estatístico não são ferramentas simples que você usa a qualquer hora e em qualquer lugar, como um martelo. É uma luta difícil, mas é nossa e perdemos muitas batalhas, mas vencemos outras que são passos em direção a um melhro reconhecimento e valorização da nossa profissão.

No exemplo que eu dei acima o pessoal não ficou muito convencido. Mas as análises virão e teremos outra briga, e a vitória vem quando mostramos com resultado que o que estamos falando é sim aplicável no nosso dia a dia e não é tão complicado. Mas não é fácil pois muitas questões políticas e de relacionamento existem, e existem até situações onde os resultados precisam ser bons (não quero nem comentar aqui a definição de bons resultados), e existem problemas de intermediação, afinal vc nem sempre tem contato com o usuário final dos resultados... Mas precisamos começar a mover os tijolos se quisermos construir algo...

O Efeito de Ordem e nosso papel

Aconteceu a pouco que em uma pesquisa medimos o efeito de ordem das questões em um questionário. É bem sabido que a resposta que a galera dá as perguntas podem ser influenciadas pelas questões que está antes no questionário ou simplesmente pela posição da questão.

Por exemplo, ao perguntar a inteção de voto do indivíduo, o resultado pode ser diferente se você pergunta no começo ou se você pergunta no final, depois de ter passado sobre outras questões sobre avaliação de programa de governo e essas coisas. Se você quiser ter melhores números para um candidato, melhor voce incluir no questionário questões que abrange boas coisas feitas por esse candidato antes da pergunta de intenção de voto. Enquanto esse é um exemplo que já entra na questão da nossa ética profissional, outros efeitos de ordem são mais discretos.Por exemplo, se você tem várias características e pede ao respondente para associá-las (ou não) a um candidato, as que estão no topo da lista podem acabar sendo mais associadas por estarem no topo. Em pesquisas por telefone, as que estão no final da lista podem sofrer esse efeito. Para eliminar este efeito da análise, costuma-se fazer várias versões do questionário, cada uma com a ordem das características aleatorizada. Isso é fácil de se fazer em pesquisas pela internet, mas custa um pouco mais se a pesquisa vai ser no papel, por isso é de interesse medir o efeito para se saber se podemos fazer a pesquisa no papel sem aleatorização das opções e obter bons resultados.

No nosso caso o teste foi feito em pesquisa pela internet, com parte dos respondentes recebendo questionário sem aleatorização e parte com aleatorização. Observamos que algumas questões são mais afetadas do que as outras, sendo a conclusão de que questões que perguntam sobre comportamentos são menos afetadas do que questões mais abstratas sobre atitudes. Mas, pode também haver uma interação entre o efeito de ordem e o modo da pesquisa. Será que o efeito de ordem que observamos em pesquisas pela internet vai ser o mesmo encontrado em pesquisas por telefone, pessoal ou por correio? Muito provavelmente não, e estas particularidades tornam difícil ser um bom profissional nessa área de pesquisa.

Especificamente o efeito de ordem é uma questão estatística, mas em geral muito fora do controle dos estatísticos que trabalham com pesquisa, dado que eles se envolvem na análise e geralmente não no desenvolvimento do questionário (a não ser, possivelmente, em empresas menores). Mas pode ser considerado um pouco maluco fazer análises sem participar do desenvolvimento do questionário, e certamento isso é longe do ideal. Imagino que deva ser nosso objetivo mudar isso (ao invés de se conformar ou fugir para outra área), mas a realidade é que a pesquisa de mercado é mais como uma linha de produção, onde o estatístico participa mais da etapa da análise e nem sabe sobre o que é o projeto. Condições frustrantes e difíceis de serem mudadas enquando o foco for lucro e enquanto os clientes também atuarem como uma linha de produção tendo apenas pessoas de marketing no contato com empresas de pesquisa. Infelizmente são raríssimas as ocasiões onde encontro colegas estatístico do outro lado, como clientes, ocasiões que possibilitam um trabalho tão melhor.

Vamos voltando

Hoje o Trevor estava na cidade (ele costuma ir pra sua casa de campo no Norte nos fins de semana) e marcamaos um treino de manhã. Seria um treino de avaliação da minha panturrilha, que havia doido muito da última vez que tinha corrido, uma semana atrás. Eu havia parado de correr na hora, e por uma semana eu descansei os músculos, até hoje.

Resolvemos fazer algo diferente do que fazemos nos dias de semana, e fomo para Oeste pela Saint Clair, depois pro Sul na Spadina, Oeste novamente na Deverport, Sul na Dufferin até a Bloor e Oeste aaté o High Park. Eis aqui o link para o percurso. Eu me senti bem o tempo todo, com uma dor bem pequena, mas que nao piorou nem incomodou, então eu ach oque está tudo certo.

O dia está chuvoso, 5 graus e bastante vento, mas gostoso para o treino de qualquer forma, que no final deu em torno de 9Km. Conversamos sobre bastante coisa, mas agora, com a temperatura indo acima de zero, a neve sumiu do chão, o pensamento sempre se volta para a primavera e os planos de andar de bicicleta, correr, trilhas e tudo o que o inverno te deixa com vontade de fazer. No Canadá se vive em estações e o seu pensamento muda com as estações. No inverno reclama-se do frio ou faz-se planos para esqui e espera-se pela primavera. A primavera, ainda fria e úmida trás alegria, trás pessoas para a rua, corredores começam a usar shorts, mais bicicletas aparecem e está no ar a sensação de recomeçar. E assim vai se adaptando a cabeça às estações do ano, que regem nossa vida e nossas conversas.

A proposta

Esse é um filme que se passa na Austrália, no começo do século passado eu acho, onde um chefe da polícia da área captura o chefe de uma gang e seu irmão e propõe a eles que serão soltos se eles matarem um outro irmão. Parece um filme de farwest, mas Australiano. O filme mostra um pouco dos nativos australianos e é legal. Denovo a cena do Natal no Hemisfério Sul, que por alguma razão acabo achando interessante - a galera no deserto da Australia, usando pinheiro como árvore de Natal, algodão para simular neve, e lá fora o maior calor...Achei as paisagens, vegetação, pedras, a mínuscula vila perdida no deserto com uns poucos habitantes, é tudo diferente e interessante, tal que o filme acaba tendo duas faces - a sua estória e o cenário - e eu as vezes presto mais atenção no segundo do que no primeiro... O ingles é difícil de entender e eu nem sei se saberia contar a estória com precisão...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Air India Vôo 182

Ontem assisti um documentário sobre um atentado terrorista que me parece não ser tão conhecido, ou falado, mas foi um dos maiores eventos na história do Canadá onde pessoas morreram em massa.

A explosão do avião que fazia o vôo 182 aconteceu há 25 anos atrás, e apesar de várias evidências contra os que o cometeram, pouco se fez em termos de justiça. Morreram 307 pessoas, quando o avião que ia de Vancouver para a India passava sobre o mar em território Irlandês. O atentado se relacionava a briga dos povos de religião Sikh para se separar da Índia, assim um avião da Air India foi o alvo. A maioria das pessoas no avião eram Canadenses de descendência Indiana.

Eu não vou me alongar nos detalhes aqui, mas o que acho interessante é que esse tipo de ação muito provavelmente tem consequências, creio eu, fortemente contrárias a causa Sikh, pois imagino que o mundo todo fica contra eles depois de um acontecimento desses. Além disso existiam Sikhs no avião (que estava também cheio de crianças). O docmentário mostrou a revolta de pessoas no Canadá contra os Sikhs e um pouco de como o ato de uns poucos criou um estigma para todos que pertenciam a religião.

terça-feira, 9 de março de 2010

Tecnologia

Uma notícia no site da CBC me chamou a atenção e mostra como as coisas estão mudando rapidamente. Em breve o Skype vai estar disponível nos Iphone, e se isso acontecer pode ser o fim dos planos de telefonia movel. Você vai conseguir ligar e receber chamada no seu aparelho, pela internet, usando o Skype, por um preço muito mais em conta do que o que vem pagando. Há rumores de que as operadoras vaõ começar a cobrar mais pelo acesso a internet e tirar daí o prejuizo. Ou que elas não vão vender o aparelho sem nenhum plano de voz. De qualquer forma parece que a previsão é para que planos de voz acabem.

Eu uso bastante o Skype, a qualidade das ligações é muito boa. Eu diria que o único inconveniente é a impossibilidade de receber chamadas de telefones, ele só recebe chamadas de outro Skype. Mas se entrarmos em um mundo onde todos tem skype então...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Quem não corre, pedala

A dor na panturrilha continua, mas com a subida da temperatura eu voltei a pedalar para o trabalho. Imagino que na falta da corrida eu vou passar a andar de bicicleta, pois não sinto nada na perna quando pedalo. O sol hoje saiu bonito, como foi no final de semana inteiro e eu saí com o Trevor para um café, e para sentir o sol, e para conversar sobre o sol... e já começamos a fazer planos para o "long way home", como no verão passado. O sol nos dá força, nos dá ânimo, vida. Aprendemos a gostar do sol quando ficamos meses abaixo de zero, sem sentir o sol na pele. É gostoso sair e ver a calçada molhada, molhada da neve que derrete; é gostoso ver a neve e não sentir frio...

Apesar disso eu espero que a minha perna melhore. Eu parei logo de correr no domingo quando ia pela Finch e senti a dor na panturrilha, eu sabia que estava exagerando e que podia me machucar para valer se fosse teimoso. Eu parei e andei, mas hoje eu acordei com dor. Eu espero que passe logo, que eu volte aos treinos pois no final do mês tem os 30Km da Around the Bay... e o mês todo tem o duelo, e eu sou o primeiro no momento, preciso correr, correr é preciso...

Yates e a Correção de Continuidade

Achei um artigo interessante sobre um estatístico (aliás tá havendo um debate sobre o nome correto desse profissional, seria estatiscista ou estatístico ou estatista?) que todos nós já ouvimos falar, o Frank Yates, ou simplesmente Yates. Ele é famoso pela sua correção de continuidade nos testes qui-quadrado e também pelas contribuições em planejamento de experimento. Não só o artigo, mas também achei a revista interessante, que fala sobre a história da probabilidade e estatística, e é aberta ao público.

Sobre o Yates, ele foi aluno do Fisher efoi inegavelmente influenciado pelo Fisher. A correção de continuidade tem o objetivo de tornar o resultado teste qui-quadrado mais em linha com o teste exato de Fisher. Mas a correção de continuidade, assim como o teste exato de Fisher, não foi unanimamente aceita, e muita controvérsia surgiu desde o seu artigo em 1934. Naquele mesmo artigo Yates meio que foi um dos pioneiros a divulgar o teste exato de Fisher, pois Fisher criou o teste mas praticamente não divulgou.

As controvérsias a respeito da correção de continuidade de Yates levou o próprio a escrever outro artigo 50 anos depois, em 1984, defendendo a correção. Mas até hoje há prós e contras essa correção, quer por causa do padrão usado ser o Teste exato de Fisher, que é baseado num esquema de amostragem que considera as marginais da tabela fixas (condiciona nas marginais), quando na verdade geralmente apenas o total da tabela é fixo, quer por simulações que mostraram que a correção é conservativa.

Mas hoje em dia há debates maiores em estatística e a correção de Yates é amplamente utilizada. Polêmica ou não, ela fez parte e ainda faz de inúmeras análises estatísticas e softwares e está presente em muitos livros. Correto ou não, o seu artigo de 1934 é importante na história da estatística.

sábado, 6 de março de 2010

Filmes

No Vale de Elah (minha tradução) é um filme policial que conta a estória de um soldado Americano que foi para o Iraque e foi assassinado pelos próprios colegas quando retornou aos US. O pai dele que era um militar também no passado e havia perdido outro filho em guerra pos se a investigar o crime e acabou por dar contribuições essenciais para a solução do caso.

Heaven & Earth é outro filme que tem a ver com guerra. Uma família Vietnamesa é completamente devastada pela guerra do Norte comunista contra o Sul apoiado pelos Americanos. Uma garota da família é especialmente torturada pelos vietcongs por eles acharem que ela estava ajudando os Americanos. Ela foge para a cidade onde acontece de encontrar um soldado Americano com quem acaba casando e se mudando para os US. Nos US muitos problemas ocorrem culminando com o suicídio do soldado e a volta, depois de muitos anos, da gorota para visitar a família que foi deixada no Vietnam.

Ambos os filmes são baseados em fatos reais. Ambos são bons.

O Fugitivo é um filme de suspense, no qual um médico é condenado a pena de morte por matar sua própria esposa. Ele escapa no caminho para a prisão e foge para tentar provar sua inocência. Legal para quem gosta de suspense e ação. É um filme de quase 20 anos atras, ou seja, quase todo mundo já assistiu...

Rules of Engagement é um filme militar, policial onde um coronel renomado tenta defender um amigo que mandou os soldados sob o seu comando atirarem na multidão em frente a embaixada Americana no Yemen, pois ele viu que eles não eram apenas pessoas protestando mas estavam na verdade na posse de armas e atirando contra soldados Americanos. O problema é que tudo pareceu uma chacina e ninguem acredita na versão que eles tinham armas.

The Hunted é outro filme policial, meio que militar onde um soldado treinado para matar fica meio malucão e comete dois homicídios e o herói do filme tem que pegar o sujeito. Bastante brigas e sangue.

The Missing é um filme onde uma garota é raptada por indios e o sujeito herói do filme, avô da garota e detestado pela mãe da garota (sua filha of course) vai en frent e no resgate da menina. Filme de Western, com índios e brigas.

Os Tres Enterros de Melquiades Estrada conta a estória de um ilegal Mexicano morto por um patrulheiro da fronteira. Mas o Mexicano tinha um amigo Americano que capturou o assassino e se pos a levar o corpo em decomposição para a suposta amada do cara, no México. A viagem é interessante e engraçada, ao mesmo tempo trágica pois estão levando o corpo que vai sendo decomposto... com umas cenas meio de tirar o apetite...

Esses são todos filmes meio policíais, um pouco de ação, bom para quem quer passar o tempo.

Treino hoje




Diz a lenda que todo ano há um dia ou fim de semana onde a temperatura sobe bastante, marcando o início da Primavera. Talvez o fim de semana tenha sido esse, onde a temperatura beirou os 10 graus hoje e promete chegar aos 10 amanhã. Mas há mais do que o calor, há o sol também. O sol que saiu forte como nunca nessa semana e nesse fim de semana. O sol que faz a galera sair lá fora para sentí-lo. O inverno está indo, a primavera esta chegando.

E eu não resistia tentação de organizar um treino no sol. Sim, eu sempre corro na madrugada, ainda escura e fria. Aliás, com o céu limpo a madrugada fica bem fria, com 5 negativos e sensação térmica de 11 negativos. Então porque não esperar o sol sair para correr, pelo menos nos finais de semana.

Mas eu também estava determinado a fazer um longo, e precisava ser por trilhas pois eu não aguento mais tanto semáforo. Planejei descer a A Don River trail até o centro e lá decidiria se continuaria pela Lake shore até o High Park ou se pegaria o metrô de volta para casa.

Mas chegar no Don River era a parte chata, eu tinha que correr pela Bayview, cheia de carros, parece uma rodovia. Olhei no mapa, devia ter outro jeito de chegar lá. Sim, havia outra forma, uma que me faria correr por ruas nunca antes exploradas e um pedaço novo de trilha também.

Eu saí, com meu gorro e boné, saí tranquilo, o sol bonito. Corri pelas novas ruas, me perdi por uma vez e cheguei na Bayview, atravessei, trilha a frente. Eu já havia me perdido por ali, mas agora eu queria pegar outra bifurcação da trilha que eu mal conseguia distinguir do resto da mata. Na imagem do satélite, tirada no verão, era tudo não diferente, trilhas tão nítidas e bonitas e agora eu via que saindo da estrada eu ainda encontrava neve no chão, neve derretendo. E foi a agua escorrendo da neve numa descida íngreme, típica das corridas de montanha, que pregou a primeira peça. A descida estava um sabão e eu não percebi.

Eu caí lá em cima e escorreguei até a base, uns 5 metros, igual um tobogan. Foi engraçado, mas eu cheguei lá embaixo completamente chei de lama grudenta na parte de tras, algo que você não limpa. E eu planejava correr na Lakeshore, ia chamar a atenção de todo mundo, o maior palhaço, correndo todo sujo, como que dizendo para todo mundo "Olha só, eu caí no barro". Mesmo assim eu segui em frente, naquela hora eu estava meio que esperando que eu pudesse me lavar um pouco no rio logo a frente (mas estava frio para eu me molhar e o rio era meio num buraco, você não chegava na água facilmente). Andei inicialmente pois depois eu não queria tomar outro tombo e tudo estava muito liso. Achei a ponte, tirei umas fotos e vi que tinha perdido o boné. Voltei no local da queda (ele só podia estar lá), peguei o boné, voltei à ponte.

Depois da ponte eu estava em território conhecido e sem neve, tranquilo para correr, mas eu estava meio cansado. Cheguei no ponto X do percurso, onde eu tinha que decidir se iria para casa ou se iria para o centro. Parei, pensei e decidi voltar para casa. Eu estava mutio sujo, um sujeito até me perguntou de dentro do carro se eu estava bem, mas não era só isso. Eu estava cansado. Hoje não era dia para longo e não sei se haverá dia para longo se eu continuar correndo 10 a 12 Km todo dia. As pernas não queria rodar 18 ou 20 ou 25 Km, não queriam de jeito nenhum, era melhor voltar pra casa e poupar os músculos, poupar a mim mesmo da vergonha de andar cheio de lama pelo centro.

E eu peguei a Bayview, exatamente na parte que eu quis evitar indo pela trilha enlameada, corri pelo acostamento até chegar na outra trilha que me levou para casa. E o treino terminou com 12Km.

Nas fotos dá para ver o dia ensolarado, bonito na paisagem sem verde de inverno. Metade da ponte ainda com gelo no chão. Eu tentei tirar mais fotos em outra trilha e notei que a minha câmera estava com problema, ele não ligava mais. Acho que com esse negócio de ficar carregando a câmera nas corridas, ela pediu água, se aposentou. Estou realmente pessimista quanto as possibilidades de concertá-la. Imagino que se não o fizer terei que comprar outra, afinal o blog precisa de fotos...

Cobb

Cobb foi um famoso jogador de baseball, mas que também foi bastante polêmico. Eu assisti o filme Cobb, que mostra como um escritor conviveu com o atleta para coletar informações para sua biografia. O filme é baseado na experiência do escritor. Cobb é retratado como um racista, anti semita, grosso, briguento e sem amigos. O escritor ganhou a confiança do atleta, já nos seus 70 anos, e escreveu ao mesmo tempo dois livros enquanto com Cobb - um ditado por Cobb e outro que ele dizia ser a verdade sobre Cobb, esse ele escrevia em segredo e queria contar o verdade sobre o caráter do atleta.

Imagino pelo que vi que o atleta Cobb foi muito bom, mas também polêmico pelo seu jeito muito agressivo e desrespeitoso. Diz-se que o filme faz Cobb parecer pior do que era por não apresentar as suas conquistas, por não mostrar o seu baseball. O filme tem realmente muito pouco de baseball e mostra praticamente apenas a experiencia que o escritor teve com o atleta já aposentado.

Cobb foi bastante rico, edeixou parte de sua fortuna para uma fundação que cuida de crianças.

Duelo Fevereiro


Chegamos ao final de mais um mês, que teve algumas surpresas. Por exemplo, o Luis Augusto venceu. Se fosse eu tudo bem, mas o Luis, quem poderia imaginar que isso fosse possível. Brincadeira. O Luisão correu bem, venceu com méritos, um dos meses que ele mais correu na vida. Bom, isso eu não sei. Também não sei dos méritos dele. Eu tava com dor nas costas, o Rodolfo com dor no pé, o Hideaki com dor no joelho, a Paty pisou num porco espinho, o Angel e Carlos tavam com ressaca, o Toinho só correndo em morro, o Paulo pulando Carnaval e o Issao tava com sono. Enfim, só o Luis tava de bem com a vida, assim até eu.

Ok, ok, vamos parar de reclamar. O bom foi que o mês passado o Luis ficou lá embaixo no ranking, esse mês a Paty e o Hideaki ficaram lá em baixo e com isso eu saí na vantagem na pontuação geral, mesmo ficando em segundo. Pelo menos um mérito eu preciso ter, já que dar chapéu no Issao não é mais mérito faz um tempo.

O gráfico é interessante, o Toinho começou o mês na frente e depois a gente reagiu. Depois eu assumi a liderança por um tempo e e no final o Luisão passou a perna em todo mundo. Eu fiquei vários dias parados perto do final, primeiro porque me atacou a dor nas costas e depois porque eu peguei uma gripe. Coincidentemente foram dias de tempo horrível, que eu não correria muito de qualquer forma, muita neve no chão, vento, chuva... O Toinho tá vários dias sem correr no final também, o que é estranho, eu acho que ele ainda vai se manifestar e me passar. Mas eu não tive paciencia de esperar e resolvi colocar o gráfico assim mesmo.

O Rodolfo chegou a encostar em mim no final e foi ele quem me fez correr nos dois últimos dias, afinal eu não queria que mais ninguem me passasse. Isso fez com que eu começasse Março meio cansado e na verdade estou cansado até hoje.

A Paty, depois de ficar muitos dias parada, deu uma reagida legal. De penúltima colocada ela subiu para quinta posição, galgando cinco posições. O Vanin tem uma série interessante, ele fica vários dias parados mais tem os maiores saltos (longos) do gráfico, especialmente o do último dia do mês, onde ele passou o Sadao, Angel e quase passou o Paulo.

O Sadao, com uma planilha de treino meio estranha, ficou muito tempo praticamente parado no final do mês, perdendo várias posições. O Angel deu um grande salto no final do mês, passando a perna no Sadao e ficando bem próximo do Vanin e Paulo, mas o que evitou com que ele fizesse mais Km foi os muitos dias que ele ficou parado no meio do mês. O Paulo também ficou bastante tempo cozinhando o galo (na verdade foi o Carnaval), mas no final do mês ele resolveu recuperar um pouco do tempo perdido.

Eu deixei de fora quem ficou com zero Km (Pamela e Fausto), quem correu só uma vêz (Issao), quem correu muito pouco para aparecer no gráfico (Issao), quem tá em último no ranking geral (Issao), quem não deu chapéu em ninguem (Issao), quem foi o último em Janeiro (Issao) e quem é a vergonha da turma (Issao). Também ficou de fora o Hideaki pois eu não tenho os Km diários dele

É isso, o duelo tem sido legal, principalmente o fato de que várias pessoas estejam participando e marcando seus Km dia a dia. Independente de eu não ter chegado em primeiro nenhum dos dois meses, o duelo me fez correr bastante, é impressionante que em pleno inverno eu tenha corrido tanto aqui, batendo de longe os dois invernos passados. Março começou forte e parece que vai ser emocionante!

sexta-feira, 5 de março de 2010

E a temperatura parece que vai subir

Pois é, depois da neve que caiu na semana passada, veio o sol. E céu claro. Com isso a temperatura começou a variar bastante, chegando a 5 graus positivos (com previsão de passar dos 10 nos próximos dias) a tarde e caindo bastante a noite. Hoje eu fui correr de manhã com temperatura de 5 negativos e sensação térmica de 11 negativos com o vento congelante que fazia. Mas o sol e a temperatura acima de zero de dia são muito bons e dão aquele gostinho de final de inverno, aquele desejo de que cheguem os dias onde podemos sair lá fora de camiseta regata, sentir o sol, sentir o calor. É a primavera que está chegando e tudo muda...

Toronto International Bicycle Show

Hoje eu fui com o Trevor ver o Toronto International Bicycle Show. É um evento que acontece duas vezes por ano em Toronto, onde você encontra juntos os stands das principais lojas relacionadas a bicicleta do Canada. Eu fiquei perdido no meio de tantas bicicletas, algumas bem simples, outras caríssimas (muitas passavam dos 12mil dolares), levíssimas, para esporte de alto rendimento. O Trevor é maluco por bicicleta, ele tem 4 ou 5, e tá querendo muito comprar outra. Ele também encontrou muitos colegas por lá. A minha bike é uma Mountain Bike, e eu fiquei com vontade de ter uma bike mais veloz, mais para estrada. Mas cá entre nós, para indivíduo como eu seria meio que um desperdício ter duas bikes, ainda mais aqui onde a gente não anda de bicicleta durante a metade do ano. E na outra metade eu poucas vezes vou longe.

Também havia alguns espaços para a molecada fazer acrobacias com a bike, aquelas pistas igual as de skate, os garotos saltavam e viravam pirueta no ar.. e muitas vezes se esborrachavam no chão...

De qualquer forma a exposição foi de dar água na boca. Muitos não conseguiam conter o desejo e sairam de lá com uma bike nova. Eu caí na real, não estou realmente precisando de uma bike nova.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Bruce Lee

Esses dias assisti um documentário do History Channel sobre o Bruce Lee. Apesar dos filmes dele terem somente briga e nenhuma estória (esse é a intensão de qualquer forma), foi vendo o documentário que eu percebi como o sujeito foi realmente uma pessoa que mudou o mundo de certa forma. Ele foi o primeiro a trazer para as telas as artes marciais, que dominaram o mundo depois. Filmes como Kill Bill e Matrix não seriam sem ele. Mas além da enorme influência nos filmes, o documentário mostra ocmo ele influenciou a música, as escolas de artes marciais, a luta livre, academias de musculação, e também a filosofia. Sim, ele era filósofo...

A parte triste é que ele se foi tão cedo, aos 32 anos, em uma morte que pelo que eu entendi não foi bem explicada. Também teve um filho que morreu em um acidente. E depois que ele se foi muito Bruce Lees apareceram em inúmeros filmes, mas também nas ruas, na mente das pessoas, das crianças, quantos e quantos não imitam o mestre das artes marciais...

quarta-feira, 3 de março de 2010

A Guerra da Coréia

No começo dos anos 50 os US e vários outros países, inclusive o Canadá, se engajaram numa guerra que não é muito falada mas que custou muitas vidas, a guerra da Coréia. Eu acabei de assistir um documentário do History Channel sobre ela.

O Coreanos comunistas do norte invadiram e tomaram praticamente toda a Coréia do Sul, inclusive a capital Seoul. Os Americanos tremendo nas bases com a ameaça comunista, que segundo eles faria como próxima vítima o Japão, conseguiu organizar junto as Nações Unidas uma força para retomar a Coréia do Sul.

A guerra no começo foi fácil e as tropas das Nações Unidas rapidamente reconquistaram a capital Seoul e continuaram rumando ao Norte, passando pelo paralelo 38 (que era a fronteira anterior entre o Norte e o Sul) e seguiram conquistando terrenos dentro da Coréia do Norte, em direção a sua capital.

O Chineses, que achavam que os US não tinha nada que se intrometer nos assuntos da região, mantinham um exército gigante que estava escondido nas selvas, só esperando o exército da ONU, que não esperava por isso. O que se sucedeu foi que batalhões e mais batalhões da ONU se viram derrepente cercados por todos os lados por um exército muito maior que o deles e num frio que beirava o polar. Foi um grande derramamento de sangue, que obrigou a ONU a se retirar para o Sul não sem antes sofrer enormes baixas. Os chineses juntos com os Coreanos do Norte retomaram Seoul.

O tempo passou e chegaram reforços, que aliados ao grande poder da aviação, retomaram Seoul para os coreanos do sul. A tropa da ONU continuou marchando ao Norte, mas encontrando muito mais resistência dessa vez. A paz foi negociada e a fronteira atual é mais ou menos onde guerra terminou no passado.

Nessa guerra os helicópteros começaram a ter um papel importante, predecessor do papel importantíssimo que tiveram no Vietnam. Tambem nessa guerra as técnicas de medicina militar avançaram muito, com unidades móveis que acompanhavam de perto os exércitos e salvavam muito mais vidas. Mas ainda assim o preço pago em vidas foi enorme, diz-se que em torno de 3 milhões de pessoas morreram.

terça-feira, 2 de março de 2010

Olimpíadas de Inverno

Agora em Fevereiro um evento esportivo tomou totalmente a atenção dos canadenses - As Olimpíadas de Inverno que aconteceram em Vancouver.

Antes do começo havia grandes expectativas por parte da população, digo, pelo menos por parte de boa parte da população. Uma pesquisa recente disse que 50% dos canadense acompanharam de peto as olimpiadas, então parece que metade da população não tava muito preocupada. Mas enfim, foi um grande evento. As Olimpíadas chegaram e o Canadá estava lento, ganhando poucas medalhas, com performance abaixo do esperado. No ski houve muitas contusões de bons atletas e disseram que era o excesso de treinamento devido a cobrança de competir em casa.

Quando o Canadá perdeu para os US no Hoquei, parece que tivemos o ponto onde as coisas mudaram. A popualçao ficou triste, como os brasileiros quando perdem para a Argentina no futebol. Mas então o Canadá começou a ganhar mais medalhas e no jogo seguinte de Hoquei eles lavaram a égua em cima da Russia. Começaram a ganhar medalhas no ski e dança no gelo.

O final das Olimpíadas foi no domingo passado, com a final do Jogo de Hoquei Canadá X US, final em que o Canadá chegou em grande estilo, derrotando bons adversários.Era o dia da revanche contra os US e a população ficou na expectativa, Toronto (e imagino que o país inteiro) parou para assisstir o jogo. O Canadá ganhava o jogo por 2X1 quando faltava segundos para terminar e os US empataram. Banho de água fria, nervosismo da prorrogação e morte súbita. Mas eis que o Canadá marca mais um gol, garantindo a medalha de ouro. O silência das ruas acabou e do meu apto eu ouvia fogos, buzinas, gritos. A população comemorou até tarde da noite nas ruas, temperatura de zero graus. Foi meio que como quando o Brasil ganha a Copa do Mundo, loucura.

As Olimpíadas se foram e a vida volta ao normal. Em 2015 tem o Pan em Toronto, e já começam os preparativos...