terça-feira, 30 de setembro de 2008

8,5 Km hoje

Hoje eu fui correr com o Trevor novamente. Ele disse que tava bem e hoje corremos um pouco mais do que a media. Seguimos pela Saint Clair Leste, meio que nos perdemos numa ruas pequenas, nos achamos, chegamos na Bayview, subimos até a Eglinton, de lá até a Yonge e devolta para casa. Temperatura de 13 graus, muito gostoso para correr, eu fui de short e blusa da corrida dos bombeiros, ele tava com uma jaqueta e teve que tirar pois tava esquentando muito.


A noite havia chovido e por isso também estava gostoso. Depois parou a chuva e foi o tempo de eu chegar no trabalho que começou a chover muito denovo. Ele chegou no trabalho depois de mim, ensopado...

Conversamos sobre o recorde na maratona do Haile, depois falamos também sobre as regras de transito aqui, eu comparei um pouco com o Brasil. Ele acha que não é seguro andar de bike na cidade... deixa conhecer São Paulo...

domingo, 28 de setembro de 2008

Comparação Maratonas

Eu havia tido a impressao que a maratona aqui de Toronto conta com corredores em media mais lentos do que o que vemos no Brasil, Fazendo uns calculos rápidos, temos que cercad e 12% dos corredores aqui terminaram sub 3h30m contra cerca de 20% em São Paulo, 30% em Porto Alegre, 16% no Rio de Janeiro e 44% em Foz do Iguaçú. Os números são aproximados pois o meu Firefox travou e eu perdi todo o texto que eu tinha escrito. Mas ainda assim é interessante, no Brasil os maratonistas, olhando por esse ponto, são mesmo mais rápidos na média. No site da Nike temos o tempo médio da corrida em diversas cidades do mundo. Nesse caso São Paulo não ganha de Vancouver (não teve a corrida da Nike em Toronto). O tempo médio em São Paulo foi de 1h02m44s enquanto que em Vancouver foi de 58m33s.

Treino e maratona

Hoje eu aproveitei meu treino para correr até uma parte do percurso da Waterfront Marathon e assistir in locu. Eu tinha acabado de assitir a maratona de Berlin pela internet, era quase 6h30 da manhã, e eu queria ir ver a Waterfront Marathon que começa e termina no centro de Toronto. Eu já tinha planejado que iria correndo até uma parte do percurso perto do final (Km 38), de lá caminharia até perto do final para pegar o metrô de volta para casa. Mas eu não contava que não dormiria a noite por causa da outra maratona. Mesmo assim fiz as contas - largada as 7h30, eu, eu vou dormir agora, 6h30, acordo as 8, me apronto rápido e pé na estrada. Deu certo, acabei chegando no Km 38, que é perto do 22, bem antes dos atletas de elite chegarem lá, e na verdade eles tinham acabado de passar pelo 22.

Eu escolhi um percurso bem legal para chegar lá, quase todo por trilhas. Mas eu sentia as pernas muito pesadas, foram duas corridas não curtas na sexta e no sábado, no entanto eu não estava lento. Terminei o percurso de pouco mais de 10 Km em 47 minutos e alguma coisa (é verdade que tem mais descidas do que subidas, mas ainda assim foi um tempo bom para o que eu esperava hoje...).

Cheguei lá e fiquei tentando incentivar a galera, num ponto do percuro onde não tinha quase ninguém fazendo isso, Fiquei no Km 22 incentivando a turma até os mais lá no final passarem, alguns já sofrendo um pouco. Fui pro outro lado da rua, no Km 38, onde os atletas rápidos passavam e comecei a caminhar em direção ao final da prova enquanto incentivava a galera. Houve dois postos de água e gatorade dali até o final, e quando eu estava chegando no metrô, uns 500m do final, ja muitos corredores passavam por ali, corredores que terminariam perto das 4 horas.

Foi legal, o treino e assisitir a maratona onde cravei meu recorde... mas amanhã talvez eu tenha que descansar...

Recorde mundial na maratona masculina

Hoje de madrugada (para mim) houve a maratona de Berlin, da qual o maior maratonista atual Haile Gebrselassie participou prometendo a tentativa da quebra do recorde mundial, e ele assim o fez. Terminou a prova em 2h03m59s, quebrand a barreira das 2h04m também.

Eu fiquei acordado até as 2 da manhã para assistir a prova que na verdade começou as 3h e foi até depois das 5h, ou seja, acabei indo para a cama as 6 e pouco (até terminar o feminino e a premiação e tal) e levantei as 8 para o meu treino.

Valeu a pena ter assistido a prova, ela acabou sendo emocionante. No masculino Haile foi pageado pelas seus 4 ou 5 paces que ditavam o ritmo do recorde e que um a um foram parando depois do Km 22 ou 23. QUando os paces cairam fora ainda sobrou o queiniano James Kwambai na cola do Haile, mas ele perdeu o folego quando o Haile acelerou lá pelo 36/37 e acabou terminando em 2h05m36s.

No feminino a etíope Tafa saiu sentando a bota acompanhada pela queniana Kirop, com a alemâ naturalizada Mikitenko num pelotão bem mais atrás. Miktenko pareceu ter sido muito constante a prova toda enquanto Tafa deve ter caido. Kirop se afastou de Tafa sendo a primeira a ser alcançada por Miktenko, mas não tardou até que ela passasse também Tafa que já aparentava mais cansaço. Miktenko acabou vencendo a prova com Tafa em segundo e Kirop em terceiro, sendo o tempo da campeã mais um dos pouquissimos 2h20m para maratona feminina.

Haile estava muito feliz no podio, fez história denovo...

sábado, 27 de setembro de 2008

Até Islington Street

Hoje acordei mais tarde, saí para o treino lá pelas 8 da manhã com o tempo meio chuvoso e temperatura em torno de 16 graus.

Saí correndo na Sait Clair para Oeste, mas estava totalmente perdido quanto ao percurso que faria. Me sentia um pouco cansado e pensava em fazer algo curto. Quando cheguei na Avenue Road o semaforo tinha acabado de fechar para mim e como eu não queria esperar peguei a Avenue para o tenore e depois continuei indo para Oeste numa paralela a Saint Clair. Cheguei na Bathurst, corri um pouco nela para o norte e entrei numa rua sentido Oeste. Depois de ficar meio perdido eu acabei caindo na Saint Clair denovo. Como já está me sentindo melhor, resolvi que iria até o final da Saint Clair, desceria até a Bloor e pegaria o metro de volta. No final da Sait Clair peguei a Dundas e continuei para Oeste até a Prince Edward, e segui ela até a Bloor, onde continuei a Oeste até a penúltima estacao do metro, a Islington.

O treino foi legal por estar uma boa temperatura e muito molhado, um chuvisco bem fino caia o tempo todo, embassava os óculos, quase uma névoa. Eu desenvolvi um bom ritmo, mas acabei perdendo a marcação de tempo, em algum semáforo esqueci de ativar o cronometro...

Aqui vai o percurso.

Aniversario do Japones


Ontem foi aniversário do japones. Ou anteontem. Ou sei lá quando. E desde o nosso encontro no Giggio em São Paulo, 3 meses atrás, a única notícia que do japones que tive foi a sua (vergonhosa) participação na maratona do Rio, terminando em quase 5 horas. Certamente não é mais corredor e provavelmente está preocupado em ficar rico, quem sabe um diretor da Coca-Cola, e nessa empreitada gasta todo seu tempo. Deve estar gordo, barrigudo e vai de gravata para o trampo. Deve ter comprado um carro e um ap em Copacabana, mas não tem tempo para passear com a Dani na orla, nem sequer olhar o mar pela janela. E quando um corredor passa na faixa de pedestre, ele de dentro do carro, indo para o trampo as 6h da matina, deve pensar "Um dia eu fui um corredor..." É japones, você tá ficando velho, falava de mim mas agora você também chegou nos 30. Parabéns! Mas lembre-se, há corrida depois dos 30 ( e depois dos 40, dos 50, dos...).

OBS - Foto do Issao na mara do RJ 2008, correndo com ceroula, esgotado e magro como um palito...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

16Km Today

Hoje acordei cedo depois de uma noite bem dormida, pois fui para a cama em torno das 9h, e parti para as ruas. Eu sentia as pernas um pouco cansadas mas depois de uns 2 Km correndo notei que eu estava bem, e estava rapido. Resolvi fazer um percurso mais ou menos longo. Segui pela Saint Clair West até a Keele e lá desci para a Bloor, voltei para Leste até a Christen e subi para a Saint Clair denovo terminando em casa. No total foram 15.9Km em 1h14m45s, o que é muito bom. É interessante como o ritmo melhorou e está mais fácil correr ultimamente, depois de todo esse tempo (2 meses) devagar...

A Km semanal está boa, acima de 60Km, mas chegou a 75, muito bom. No entnato eu acho que devo segurar em torno de 50/60Km por semana se eu quiser ser mais rapido, é uma impressão que eu tenho...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Rodando, rodando

Hoje eu tinha combinado com o Trevor de correr, mas ele so apareceu para dizer que tava meio zoado e nao iria correr... EU nao tinha planejado nada em termos de percurso, desci a Avenue Road. Temperatura de 10 graus, estava usando luvas e blusa branca dos bombeiros, pernas um pouco travadas... Desci ateh a Adelaide e voltei pela Church, o percurso deu quase 11Km em 53 minutos mais ou menos...

O frio ta voltando devagar e nada melhor do que correr de manha para sentir ele. Os dias de correr com regata parece que se foram definitivamente, agora resta ir aclimatando a temperatura cada vez mais baixa. Mas tenho me dado bem, estes dias tenho corrido mais do que a muito tempo nao corria. Com o treino de hoje atingi mais de 70 Km nos ultimos 7 dias, as pernas estao cansadas, acho que vai ser dificil manter, mas tem sido bom...

domingo, 21 de setembro de 2008

Continuando a sequencia





Hoje foi o dia de correr no tradicional percurso para tirar as fotos. Eu não estava afim, o longo de ontem fez com que as pernas ficassem um pouco cansadas. Mas eu resolvi ir, um treino leve tirando fotos seria bom para os músculos, eu acho. E tão logo coloquei os pés na rua notei que ao contrário do que pensava, eu estava rodando solto e embora sentisse as pernas cansadas estava relativamente rápido.

O tempo estava fechado com temperatura em torno dos 15 graus e um ventinho frio, mas eu estava me sentindo bem de camiseta. A verdade é que o frio está chegando, embora talvez não dê para perceber pelas fotos.

Uma coisa interessante foi que hoje eu vi e consegui tirar fotos de 3 esquilos, ainda que as fotos tenham ficado ruins. Na verdade acho que o que aconteceu é que os esquilos são meio ariscos e eu tinha que usar o zoom para tirar as fotos. Então acho que com o tempo nublado, escuro e muito zoom a definição ficou terrível. Mas enfim, estão aí duas das fotos.

A sequência já conta com 4 fotos de diversas paisagens, uma delas a primeira aí em cima. Está acontecendo de eu não ser muito paciente e por isso não estou ligando em tentar reproduzir num mes exatamente a mesma foto do mes antiror, com isso as fotos não ficam exatamente iguais. Começando em Junho e terminando agora em Setembro não dá para ver muita diferença, são basicamente meses quentes. Em Outubo e Novembro as coisas devem mudar mais...

Eu para terminar quero dizer ao amigo Jorge que sim, eu já corri umas 8 ou 10 maratonas, mas agora elas não fazem parte dos meus objetivos, principalmente por eu achar que maratona passa muito do ideal para se fazer da corrida algo saudavel, mas também porque tenho corrido somente pelo prazer de correr, e não para encarar competições...

sábado, 20 de setembro de 2008

Longo!

Sim, hoje o treino foi bem mais longo do que o usual, rodei 22Km segundo o mapa. E essa foi a maior distância que eu devo ter corrido depois dos 30Km da Around the Bay, no final de Março. Com esses 22Km eu também atingi 62Km semanal, a maior Km semanal desde pelo menos 2 meses atras.

Eu tinha decidido que eu precisava voltar a fazer treinos mais longos nos finais de semana porque para mim parecia obvio que de alguma forma eles ajudavam bastante o condicionamento, não só em relação a resistência mas a velocidade também. Na época que eu rodava realmente altas distâncias semanais, eu distribuia os Km pelos dias da semana de forma mais ou menos uniforme e com isso não tinha langos. Isso certamente me fez ficar lento (não só a falta de longos mas o fato de correr todo dia) e eu diria que nem ajudou na resistência (porque eu não fazia longo acho que sofreria muito numa maratona). Mas parece que seriviu para queimar um pouco de gordura, eu me sentia mais magro, embora nem tenha comprovado isso.

Ontem eu olhei no mapa, havia uma trilha que começava ao norte da Shepard e vinha para o sul terminando na Wilson com Yonge, onde havia uma estação do metrô. Eu estudei bem a trilha para não me perder, ia tentar fazer esse percurso que para dizer a verdade não devia dar mais que 16 ou 17 Km mas seria o bastante. Se, porém eu me sentisse cansado eu sempre poderia ir direto para o metrô mais proximo.

Saí de casa por volta das 6h30m e ainda estava escuro, por causa disso eu tive que levar os óculos escuros na mão para quando o dia ficasse claro.Resolvi subir a Avenue Road até o seu final, e só lá pegar a Bathurst até o começo da trilha. FOi uma boa escolha e eu manerei o ritmo, corri bem até a Shepard, embora não completamente bem, eu sentia um pocuo os treinos dos dias anteriores. Embora a temperatura quando comecei fosse 13 graus eu vinha sentindo um pouco de calor desde o começo pois eu tava correndo com uma blusa de manga longa de algodão que ganhei numa corrida dos bombeiros de 2003 eu acho. Mas quando entrei na trilha a temperatura caiu muito e eu comecei a sentir até um pouco de frio mas nada preocupante.

Segui a trilha passando por baixo da Shepard e então encontrei uma ponte. Devia ir para a esquerda na ponte mas quando eu cheguei lá meio que não dava para ir para a esquerda, era uma trilha muito estreita no meio do mato. Eu voltei e segui a direita mesmo e com isso acabei saindo num bairro residêncial que eu nem estava bem certo onde era. Corri sempre para o sul até encontrar uma avenida, era a Wilson, quase esquina com Bathurst. Seguindo pela Wilson eu chegaria numa estação do metrô e foi isso o que fiz. Já estava meio cansado quando cheguei lá, mas resolvi pegar a trilha de lá (onde era para ser o seu final) para ver onde eu tinha que ter passado para chegar alí).

Entrei na trilha e na verdade era um campo de golfe tudo o que tinha ao redor da trilha. Eu em pouco tempo resolvi que continuarei seguindo a trilha até chegar na outra trilha onde eu tinha passado antes, de lá chegaria na Shepard e iria da Shepard para o metro. Mas na verdade não cheguei na outra thilha, cheguei no final da trilha do campo de golfe. Estava me sentindo muito mal correndo ali porque tinha muitos jogadors de golve por todos os lados e nenhum corredor. Lá no fim, quando não achei a outra trilha, resolvi voltar, talvez ali não fosse lugar para corredor. Nessa volta acelerei um pouco e logo estava no metrô de volta com 1h52m, 22Km e alguma coisa. Votlei de metrô um pouco cansado, mas valeu a pena conhecer uma nova trilha!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Treino de 10 Km

Hoje o treino de manha foi de 10,3Km, bastante forte na segunda metade. Parece que estou conseguindo rodar mais forte e mais facilmente, parece que estou entrando na linha denovo... Hoje subi a Avenue Road ate a Lawrence, a ideia era subir mais mas achei que devia ir devagar, ontem jah tinha fieto 14 Km... Mas a velocidade compensou a distancia, eu rodei bem abaixo dos 5min/km e terminei bem forte e exausto em 48 minutos. Eh um tempo otimo visto os meus ultimos tempos e levando em conta que o percurso nao eh plano.

Temperatura na casa dos 12 a 15 graus, com 10 minutos eu jah me sentia bem, estava gostoso correr. O comeco foi meio travado acho que por causa do peso do treino de ontem. Aqui esta o percurso.

Saint Clair West

Ontem fui dormir um pouco tarde e com isso acordei meio desanimado para o treino. Mas eu queira ir treinar mesmo assim, nao podia ficar dando balao nos treinos. Entao olhei a temperatura:11 graus, coloquei a blusa da corrida dos bombeiros e cai fora. Comecei lento, ainda dormindo mas na terceira ou quarta esquina eis que um corredor vem numa perpendicular e quase nos encontramos, ele vira na Saint Clair e fica correndo atras de mim. Ele tem as passadas pesadas, da para ouvir claramente os passos, nem preciso olhar para tras. Mantenho um bom ritmo afinal ele nao podia me alcancar. Mas me distanciei um pouco e quando ia cruzando a Bathurst ja nao o ouvia. Mas o meu ritmo continuou bom e segurei sempre assim e ainda tive animo para ir tao longe para Oeste quanto eu nunca tinha ido em tempos recentes. Na verdade apenas uma vez eu fui ateh o final da Sait Clair e desci o Humber River ateh o lago, acho que foi em Abril, numa manha umida e com neblina. Hoje nao cheguei ateh o final, mas rodei bem, ida e volta deu 14.46 Km em 1h10m, o que eh bastante bom pela distancia e pelo tempo sub 5min/km. Me senti bem e pensei mais seriamente em tentar voltar a fazer longos nos finais de semana e talvez desistir de elevar a Km semanal para 70, 80Km.... Eu nao gosto de planejar, vamos ver entao como as coisas andam nas manhas que virao....

Aqui esta o percurso de hoje.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Hoje foi de bike


Ontem o Trevor me chamou para pedalar hoje de manhã ao invés de correr. Ok, eu aceitei a parada, disse a ele que iria desde que ele não fosse com a bike de corrida que ele tem. Ele disse que iria com a bike que ele vai para o trabalho, aquele mesmo que ele estava com ela.

Saímos as 6 da manhã e estava bem frio, uns 7 graus. Eu fui de short mas com duas blusas e luvas. Eu não tenho as luvas especiais para bicicleta então estava um pouco desconfortável. Descemos a Saint George até o centro da cidade, pegando ciclovia quase o tempo todo. Chegamos na baira do lago e o dia já estava clareando. O Trevor precisava estar em casa de volta as 7h e já tinhamos rodado quase meia hora. Então era hora de voltar. Decidimos voltar pela trilha que vai ao lado do Don Valley River, um rio que tem aqui. Era um caminho mais longo e com isso ele chegou mais tarde do que queria em casa.

O sol está nascendo tarde então acabamos não vendo ele nascer, mas em compensação vimos a lua grande no horizonte, mesmo com dia claro ela estava lá. Na foto aí eu consegui pegar a lua sobre o centro da cidade. Estava bastante legal. E frio... A volta esquentou porque foi uma subida leve o tempo todo, chegamos em casa já ofegantes e sentindo calor. Foi legal mudar um pouco de dar uma pedalada de 1h20 ao inves de uma corrida....

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Granny Gear

A gente convivendo com uma lingua diferente está sempre descobrindo coisas novas no dia a dia. Eu nunca fui bom para falar inglês, provavelmente porque nunca liguei muito de falar mal, sempre dando a desculpa que a minha língua é o portugues. Mas às vezes mesmo que a nossa lingua seja a melhor que pode existir, a gente descobre particularidades interessantes nas outras. Especialmente as gírias.

Naquele dia eu tinha ido de metrô para o trabalho e Trevor também. Foi uma grande coincidência pois raramente qualquer um de nós larga da bike. Eu fui porque tava chovendo e eu ainda não tenho capa de chuva, essas coisas. Ele porque tinha uma apresentação e precisava estar de gravata e tal. No final do dia ele passou como sempre lá na minha baia e eu tava saindo, como ambos íamos caminhar para casa resolvemos ir juntos.

Ele me mostrou um novo caminho por um parque meio escondido, muito legal. Mas a maior parte do tempo acho que ficamos conversando sobre bike, especialmente a minha viagem a Port Perry, que eu tava contando para ele. Lá pelas tantas eu disse a ele que com o tempo a coisa começou a ficar difícil. Tinha muitas subidas e descidas e nas subidas eu ia cada vez mais devagar, já estava usando aquela, como é que se fala, aquela roda de dentes menor que tem na frente, que você pedala, pedala e não sai do lugar? Ele respondeu "granny gear", dando risada. Eu disse que não entendi, o que é granny? Essa era uma ignorância causada pela meu certo descaso com o ingles. Ele disse que granny significava vovó, um jeito de dizer vovó, e eu caí na risada. Ele disse que era uma gíria usada para aquela roda menor que tem na frente, e depois foipoliticamente correto dizendo que na verdade a gente devia usar mais ela, que ele usava menos que devia... No Brasil não sei se temos nome para a "granny gear", mas certamente não a chamam assim... Devo admitir que estou em duvida como se escreve granny, talvez seja grannie, ou com um n só, não sei... A gente aprende aos poucos e aprende sempre, eu ainda tenho muito chão pela frente....

O Raccoon


E ontem eu estava assistindo Tv, me interessei por um programa onde o prefeito de Toronto tava em um estúdio de TV dando entrevista e respondendo pergunta dos telespectadores. Infelizmente eu peguei o programa bem no final e a pergunta que eu ouvi foi praticamente a última.

Uma pessoa ligou e começou a reclamar. Disse que pagava muita taxa que que apesar disso nunca havia se dados uma solução para os raccoons. Disse que os morava perto da praia e os raccoons causavam muitos prejuízos. O prefeito disse que realmente os raccoons eram um problema complicado, de difícil solução, pediu a ela se ela tinha alguma sujestão. Ela disse que talvez algum predador... Mas eu fiquei boiando, que animal era esse que causava tantos prejuízos e eu nunca tinha visto? Imaginei o rato, mas não podia ser, eles não chamam o rato de raccoon...

Hoje saímos para almoçar e eu perguntei para o meu cologa de trabalho o que era um raccoon. Ele descreveu o raccoon - um animal que vive nas árvores, tem para todo lado, cheira mal, come lixo, faz a maior bagunça no lixo, fura os sacos....Tem tanto que as vezes eles são atropelados nas estradas... - E respondi - Mas esse não é o esquilo? Não! Ele disse. Esquilos são pequenos e mansos, não fazem nada. Os raccoons são ariscos e tem medo da gente, eles se escondem nas árvores. Para quem tem casa é ruim, você vai trabalhar, quando volta a noite o lixo no seu quintal tá todo esparramado...

Eu fiquei pensando que raio de animal era esse que tinha tanto e eu tinha ficado aqui um ano e não tinha visto nenhum. Falei para o meu colega que eu ia no zoológico para ver um raccoon e ele deu risada, disse que eu era maluco e que talvez não tivesse raccoons no zoológico. Então me restou a internet. Achei a foto acima do raccoon e muitas outras. Na Wikipedia podemos ler bastante sobre ele. Em portugues o nome dele é Guaxinin, mas ele é nativo aqui da américa do norte, não existe no Brasil. Eu me lembro que parece que eu já vi um desenho animado com um desses como personagem...

domingo, 14 de setembro de 2008

Em busca do ritmo perfeito

Coloquei a roupa na maquina, subi de volta ao apartamento e desci para a rua. O treino começou lento, pesado seguindo pela Saint Clair rumo Oeste. Logo no começo senti que hoje o treino não seria longo pois as pernas ainda sentiam o treino de ontem. Resolvi que subiria a Bathurst até a Eglinton, de lá até a Yonge e de volta para casa, tinha a idéia que era um loop pequeno, entre 8 e 9 Km, mas eu estava cansado e era melhor não fazer nenhum longo hoje.

Ainda na Saint Clair e depois da Bathurst eu sofri um pouco com as subidas. Pensei que deveria treinar mais subida, talvez alguns treinos específicos para subida no percurso de bike da volta do trabalho, que parece uma biologia da Usp. Um pouco menos longo. Mas nos planos e descidas eu rodava bem e ainda que cansado eu estava rodando forte quando dava. A Eglinton começou com a pior subida e eu a fiz bem lento, mas na descida eu acelerei e segurei um ritmo forte até o final, fazendo alguns trechos muito rápido comparado com minha velocidade ultimamente. No final o treino de 8,36Km em 40m22 ou 4m50s/km. Foi bom, talvez eu tenha fieto a primeira metade em 5 e a segunda em 4m40/ Km, deve ter sido por aí. O percurso está aqui.

Deu saudade de rodar 10 Km sub 4m20s/km, pensei que talvez devesse focar mais em treinos de velocidade, quem sabe alguns tiros na pista uma vez por semana, mas eu teria que desistir da alta Km semanal pois para fazer treinso rápidos eu preciso descansar mais, correr menos dias, se bem que ultimamente tenho corrido poucas vezes na semana. A alta Km semanal no entanto atrai, seria muito bom levantar todo dia e rodar 10, 15 Km e isso se tornar normal, rotina...

sábado, 13 de setembro de 2008

Treino no meio do dia


E pra variar eu acabei acordando tarde... E sem muito ânimo para sair pra rua... Lembre que hoje tinha festival etíope no Christie Park. O meu colega de trabalho etíope tinha me convidado para ir lá dar umas voltas mesmo sabendo que eu não ligo muito para essas coisas. Mas se Toronto tem muitas coisas que são diferentes e vale a pena dar uma olhada, uma delas são os festivais de outroas culturas que vez ou outra aparecem pela cidade. Pensei que um festival etíope não haveria no Brasil, então valia a pena aproveitar. Resolvi que poderia ir correndo ao inves de ir mais tarde de metrô, e fui olhar no mapa onde era o tal parque. Era mais perto de casa do que eu queria (uns 4 Km) e então eu resolvi fazer um trajeto que dá umas voltas até chegar lá com mais de 10 Km. De lá pegaria o metrô de volta.

E foi o que fiz, saí as 10:30, peguei a trilha para a estação Eglinton do metrô, lá peguei a Eglinton sentido Oeste até a Caledonia (eu na verdade nao tinha planejado nada disso, mudei os planos no meio do percurso). Desci a Caledônia até que achei um parque com uma pequena trilha que terminou muito logo num túnel estreito, encarei o túnel e do outro lado saí numa rua calma. Daí o caminho foi indo para o sul sempre que possível até chegar na Bloor e no parque. O percurso todo deu 13.6Km em 1h07 minutos.

O festival estava apenas começando, muitos etíopes arrumando suas tendas. Roupas típicas, comidas típicas e música típica. Eu dei uma andada para ver se encontrava meu colega, mas nada. Resolvi comprar algo para comer, mas as tendas de comida ainda estavam praticamente sem nada. Eu achei uns salgados, esses aí da foto, pedi para embrulhar que eu ia comer em casa. É interessante, diferente, não consegui adivinhar do que ele é feito...

Hoje eu estreei um tenis novo, um Mizuno, embora o meu velho Adidas ainda nao esta 100% acabado. Mas eu resolvi experimentar o novo porque eu tava sentindo umas dores nas costas e pensei se não podia ser o tenis já muito velho. Gostei, deu para correr legal...

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Rodando na chuva

Ontem eu nao me conformei quando acordei tarde e nao deu para ir treinar. Foi por causa dolivrodo Lance Amstrong que fiquei lendo até quase 3 da manhã... Mas hoje acordei com o despertador e embora estivesse com sono e lá fora chovendo, eu disse pra mim mesmo que nao teria desculpa. A Km semanal está baixíssima e eu preciso entrar na linha.

Fui, sai as 6h e apesar da chuva nao estava frio, estava por volta dos 17 graus. Entao eu fui tranquilo, a chuva ia e voltava e eu me molhava aos poucos porque nao era chiva forte. O ritmo não tava lento, eu ia bem. Segui pela Saint Clair para Oeste, mas meio perdido quando a definição do percurso. Pensei e seguir paela avenida por uns 6 Km e depois voltar como eu já havia feito algumas vezes, um percurso simples. Mas eis que encontrei um semáforo fechado e virei para o Sul. O bom de ir para o sul é que é descida e o ruim é que na volta é subida. Mas ok, eu ia, e a chuva por vezes apertava, o dia ainda escuro e u correndo solto. Passei pela Bloor e cheguei na Colege onde voltei para Leste. Já se via lá na frente o ceu clareando e a chuva ia e vinha, eu já estava completamente molhado. Mas a chuva era gostosa, o que não estava gostoso foi que eu comecei a sentir um pouco o ritmo com o final da descida quando eu parei de ir para o sul.

Na Yonge voltei para o norte até a Saint Clair e de volta em casa. Terminei com 1h4m um percurso de pouco mais de 13Km, não foi ruim. Segue aqui o mapa.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Treino hoje

Depois de 4 dias parados voltei a treinar hoje com o Trevor, foram somente uns 7Km. A temperatura inicial estava em 9 graus, os dias já estao mais frios.

No sabado o longo passeio de bike não me deixou treinar. E é verdade que ele não me deixou treinar no domingo também, eu tava que não me aguentava, ainda bastante cansado, apesar de ter feito uma caminhada de uns 9 Km. Na segunda ainda achei que estava cansado e resolvi não treinar. Ontem, terça, eu acordei as 5h30 e tava caindo o maior pé dágua. Geralmente eu vou correr na chuva mesmo, mas o problema é que estava meio frio, aí complica.


Hoje o treino foi legal. Apensas subimos e descimos a Yonge até pouco depois da Eglinton. Conversamos um pouco sobre o Amistrong que tá voltando da aposentadoria e parece que vai competir denovo e o Trevor me emprestou o livro dele. Depois falamos sobre o café. Pois é, ele é viciado em café, e eu praticamente não tomo, mas eu cresci no meio dos pés de café. Então eu tava tentando contar pra ele como é a colheita do café, secagem, torrar, moer, como a gente bebe café no Brasil. Ele nunca viu um pé de café apesar de beber um litro todo dia (lembrando que o café da galera aqui é aguado, então um litro equivale a um copo no Brasil em termos de conteudo de café).

E chegamos em casa de volta, dia claro, fomos pro trampo...

domingo, 7 de setembro de 2008

Até Port Perry






Port Perry é uma cidade pequena que fica fica na margem sul do lago Scugog. Apesar do lago ser bastante grande, ele é pequeno perto dos outros lagos que tem por aqui, como o lago Ontario, e talvez por isso bem menos conhecido. Eu tinha decidido pegar a minha bike e ir até Port Perry, numa aventura um pouco diferente do que andar pela Waterfront trail, uma vez que dessa vez eu encararia sobretudo estradas.

Tudo começou na sexta com um planejamento melhor da rota a seguir. Eu precisava definir relativamente bem antes por onde iria chegar lá e amarrar bem os pontos tal que o plano funcionasse. Ficar perdido dessa vez poderia não ser uma coisa boa em certos pontos onde eu estaria longe de qualquer cidade e fora do meu mapa.

Para tentar amenizar um pouco o problema do mapa eu imprimi cinco páginas de mapa do Google Maps e fiz minhas anotações nela, incluindo nome de ruas e flechinhas indicando a minha trajetória. Mudei ela um pouco depois para passar em Stouffville, uma cidade pequena mais ou menos no meio do caminho. A idéia de passar lá era mais para conhecer uma vila pequena do que por qualquer outra coisa.

Na sexta a noite deixei tudo meio preparado, comprei um pão e gatorade e daquelas cordas elásticas para prender a mochila no bagageiro da bike. Sim, agora eu tinha bagageiro e estava um pouco entusiasmado com a idéia de não ter que carregar a mochila nas costas, como se com isso eu conseguiria andar 50Km a mais com o mesmo esforço. Olhei a previsão do tempo, sábado amanheceria nublado e o sol sairia depois, o que seria perfeito.

Acordei as 4h30 da manhã de sábado, ontem. Chuva fina lá fora que por vezes engrossava um pouquinho, mas de dentro de casa nem parecia chuva. Liguei no canal do tempo denovo, manhã cedo chuvosa mas pararia logo, o tempo até poderia abrir a tarde. Resolvi ir, ainda que eu pegasse um pouco de chuva de manhã eu pedalaria por muito tempo e me secaria fácil.

Desci, preparei a bike, farol na frente e atras. Notei que se eu colocasse aquela bolsinha de biciclega atrás do banco como ela deve ir, ficaria na frente no farolzinho de trás. Eu pegaria pelo menos 1 hora de escuro ainda, noite, era prudente ter ambas as luzes visíveis. Resolvi não encaixar a bolsa como deveria e somente coloqui ela meio apertada entre a mochila e o banco da bike. E fui.

Logo que saí na rua vi que a chova não era tão fraca, eu me molharia. Ok, resolvi continuar, mais tarde a chuva pararia e eu me secaria fácil. Subi a Yonge até a Finch e virei a direita. A chuva apertou e pedalando na Finch rumo a Leste eu soube o que era ficar totalmente ensopado em cima de uma bike. Pensei em desistir, poderia ir para o Sul, pegar o metrô, voltar para casa. Mas não, resolvi tentar mais um pouco. A chuva parou, mas eu tava muito molhado, os tenis enxarcados, uns 15 graus e eu só não sentia frio porque pedalava sempre e o percurso de vez enquando tinha uma subida fazendo eu me esforçar mais.

Já não chovia mais, eu tinha pedalado por volta de 1 Km e parei sobre uma ponte para tomar um pouco de gatorade. Quando olhei atrás a bolsinha não estava, havia caido e eu não tinha idéia onde. Pensei em voltar. Mas poderia ter caído longe dalí, poderia ter caído perto de casa já que eu nunca me preocupei em checar se ela tava lá. E alguém poderia ter pego, apesar que a chuva, pouca gente na rua na madrugada de sábado, eu poderia ter alguma esperança. Mas se eu voltasse a viagem seria fatalmente cancelada a não ser que eu tivesse a sorte de encontrar o negócio perto dalí. Pensei. Não tinha tanta coisa lá dentro. Tinah o meu canivete suiço daqueles cheio de funções. Tinha outro semelhante, mas com chaves mais específicas para a bike. Tinha uma câmera de ar e uns negocinhos que ajudavam a trocar a câmera de ar. Tinha também uma corda elástica pequena. Era isso, não era tanta coisa, melhor eu ir em frente agora que a chuva deu uma trégua, e o que realmente me preocupava mais é que agora eu não tinha câmera de ar e se o pneu furasse no caminho eu estaria em maus lençóis pois a rota era predominantemente rural, longe de tudo. Mas eu resolvi ir ainda assim, o pneu era novo, ele não ia furar, pra que ele ia querer furar?

Segui pela Finch até a Warden virei na Warden rumo ao Norte. A chuva voltou e voltou molhando bem tanto que eu pensei novamente em desistir. Se seguisse na Wardem para o Sul sairia numa estação do metrô. Foi um momento de desânimo porque estava um pouco frio, minha blusa totalmente molhada, eu totalmente molhado, minha mochila molhada, sabe lá em que condições estaria o meu mapa e agora o pior de tudo é que eu já não acreditava na previsão do tempo e me perguntava como seria se a chuva continuasse por muito tempo, ou quem sabe o dia todo. Continuei apesar de tudo, lembrando que eu já estava bem ao norte, já estava em Markhan, não mais em Toronto, o metrô e qualquer meio de transporte a não ser caronas ficavam cada vez mais longe. Isso era por volta do Km 20 ainda.

Segui sempre ao norte na Warden, saí da cidade e agora estava em zona rural onde se via casas e plantações, onde se via poucos carros. Era impressionante como aquela avenida movimentada havia se transformado numa estrada rural, mas ainda pavimentada. Por volta do Km 30 eu parei. E a chuva também parou. Eu precisava pegar meus óculos escuros e aproveitar para olhar no mapa até onde eu deveria ir para o Norte, pois eu não conseguia lembrar o nome da estrada onde deveria virar a direita. O mapa em forma de caderno estava na mochila, toda amarrada, era difícil pegar. O mapa que imprimi estava estratégicamente no meu bolso, era o único que pretendia usar até Port Perry, apesar que o outro cobria melhor onde eu estava e mais uns 10 Km para frente.

No meu bolso as folhas de papel estavam totalmente ensopada. A sorte era que naquele momento eu não precisava muita coisa, só queria ver onde teria que parar de ir para o Norte para ir para o leste. E além do mapa, eu tinha feito uma descrição do percurso até uns 40 Km para frente de onde eu estava, ou seja, quase que dava para ir até Port Perry só com a descrição. Minha esperança com aquilo era que eu não precisasse ficar olhando no mapa as letras minúsculas. Apenas desdobrei as 5 folhas de papel molhadas que mais parecia uma única folha grossa. Com isso eu pude ver a minha descrição e o primeiro mapa. Deveria virar a leste na estrada de nome Stouffville, mesmo nome na vila que eu passaria no meio, não sei como eu não lembrava disso...

Segui ao norte na Warden, agora também preocupado com o mapa. Ele estava estremamente molhado, e as páginas 2 e 3 seriam importante para mim, e se a página 2 estivesse toda borrada? Eu estaria no meio do nada, sem mapa. Alias eu já estava no meio de pouca coisa. Lugar bastante rural, poucos carros passavam por mim. Resolvi verificar o mapa denovo e ver se conseguia separar a página 2 da página 1, e em conseguindo, se era possível ver algo no mapa. Consegui separar, joguei a página 1 fora e pouca coisa conseguia ver na página 2. A sorte foi que eu tinha escrito a caneta o nome de muitas estradas por ali e tinha indicado por flechas qual o percurso que eu deveria seguir. Eu conseguia ver pouca coisa além do que eu tinha escrito a caneta, mas isso deveria ser suficiente. Segui então.

Cheguei na Stouffville Road com 36Km (considerando o percurso do mapmyrun, pois o odometro da bike marcava um pouco mais que isso e nao sei qual está certo). Era uma estrada movimentada onde muitos carros passavam em alta velocidade. Eu tinha evitado essas estradas no meu plano inicial, mas eu decidi pegar ela uma vez que eu queria passar em Stouffville. Eu não gosto de estradas movimentadas e pensei em voltar ao plano inicial, que não passava em Stouffvile, e que consistia em ir mais uma "quadra" ao norte na Warden. Mesmo a zona rural é dividida em quadras nessa parte, mas as quadras são bem grandes, de tipo 3 Km de lado. Mas resolvi continuar, vamos passar em Stouffville, quem sabe eu acho uma Starbucks, eu tava com vontade de um café quente no lugar do gatorade!

Cheguei em Stouffville ainda meio molhado, com umas 3 horas de pedal, mas ainda eram 8h30m da manhã. Não vi nenhuma cafeteria e de quebra a rua principal da cidade estava em obras e com espaço limitado para trânsito. Com isso era um pouco complicado dividir espaço com carros. Mas para não me perder eu deveria seguir na Stouffville Road, que se transformou em Main Street dentro da cidade, até o seu final, na York-Durham Line, uma estrada que vai de Norte a Sul.

Pronto, eu já estava fora da vila e indo para longe da civilização novamente. Embora não chovesse e eu estivesse quase seco, o tempo continuava bem fechado e um pouco frio anunciando que podia chover a qualquer momento e que eu poderia esquecer do sol. Dali em diante eu encontrei uma infinidade de sobe e desce na estrada fazendo com que eu logo me cansasse. As subidas iam se tornando lentas e sendo feitas em marchas cada vez mais lentas. Mas o cansaço não era suficiente para que eu desistisse, em todo momento eu mantinha o objetivo firme de chegar a Port Perry, e de lá ir para Oshawa para pegar o trem de volta a Toronto.

Por volta do Km 62 eu parei pela primeira vez para comer. Estava já me sentindo um pouco fraco e realmente com forme. Na verdade só não tinha parado antes porque sabia que estava um pouco complicado para desamarrar a mochila e que o sanduiche lá dentro, apertado, não deveria estar com uma aparência que despertasse o apetite. Mas o gatorade já não era suficiente, na verdade eu não tinha terminado nem minha primeira garrafinha de gatorade, que era de quase 1 litro. Parei na entrada da Old Hwy 47, que era perto da Hwy 47, para comer pela primeira vez, devia ser umas 10h da manhã. Foi bom comer e eu tambem descansei um pouco, mas ainda tinha chão pela frente e eu não queria parar muito.

Segui para Port Perry sem parar mais e num ritmo constante, mas sem forçar muito pois Port Perry não seria o fim da linha e eu não estava certo quando andaria pela cidade, ia depender do que achasse por lá. As paisaagens rurais se seguiam, com muito verde, as vezes plantações de um tipo de feijão, as vezes gramíneas para o gado no inverno (eu estou chutando), e as vezes o verde de matas nativas mesmo. As estradas que eu escolhi para passar eram sempre sem movimento algum, eu tinha feito questão de escolher as menores estradas que se via no mapa. Mas a paisagem não era deserta, via se muitas casas na beira das estradas, sede das propriedades eu suponho. Eram sempre casas grandes, com mais de um carro, com entrada pavimentada e jardins bem cuidados. Todos os sítios pareciam serem de gente com uma boa grana, tanto que muitas vezes eu pensei que aquilo nao devia ser sitio mesmo, devia ser tipo chácara onde os proprietários passam os fins de semana. Mas se via tratores, se via plantação e gado. De qualquer forma a paisagem rural era muito interessante e diferente do que eu já tinha visto aqui no Canadá e no final das contas foi o que de mais interessante eu vi nesta pequena viagem.

Cheguei em Port Perry cansado de pedalar, mas com novo ânimo para explorar a cidade. Já passei direto pela principal rua que atravessa a cidade e fui parar do outro lado, em direção ao Museu. Que estava fechado. Ok, voltei para a cidade e depois de uma olhada no mapa resolvi tentar explorar a margem do lago. Consegui pouca coisa, mas vi bastante do lago. Não achei trilhas como a Waterfront, longa e fácil de seguir. A única trilha que achei foi bem curta. Muito das margens parecia ser ocupada por casas particulares de pessoas que querem morar de frente para o lago. Eu realmente não estava com ânimo para ir longe, pois sabia que tinha pelo menos mais 30 Km até Oshawa. Voltar para Toronto pedalando era algo que nem passava pela minha cabeça, seria chão demias para meus músculos já pedindo descanso. Mas eu andava devagar e ainda ia bem.

Depois de desistir de explorar muito mais as margens do lago eu voltei, disposto a partir para Oshawa. No centro da cidade encontrei um drive thru do Tim Hortons e pensei no café quente com alguma coisa para comer, seria sensacional, eu não suportava mais o gatorade. Tinha levado água também mas ainda não tinha pegado ela pois estava no fundo da mochila. Eu resolvi entrar na fila de carros do drive thru para pegar um copo de café e de quebra comprei mais uns salgadinhos. Sentei mais para frente em uma pequena mureta e me deliciei com o café, era realmente muito melhor que o gatorade. Ali eu já estava na saída para Oshawa e dali segui rumo ao sul, só que antes eu saí da estrada principal.

Denovo eu tinha traçado um plano para ir para Oshawa por estradas secundárias de forma que eu não pegasse muito movimento e curtisse mais a paisagem rural e também não me preocupasse muito com carros. O caminho que tracei deu incrivelmente certo, foi muito bom e extremamente tranquilo, praticamente sem movimento de carros. E o melhor foi que depois de ums 8Km o caminho para Oshawa foi predominantemente descidas e planos, eu conseguir manter velocidade acima de 25Km/h praticamente o tempo todo e sem parar. E isso continuou mesmo quando entrei na cidade e o movimento de carros aumentou bastante. Cheguei na estação de trem por volta das 2h30m quando o trem ia saindo, portanto tive que pegar o trem de uma hora depois. No total foram 130 Km em umas 7 horas.

O ponto alto da viagem eu diria que foram as paisagens rurais e o ponto mais difícil foram as chuvas no começo e tantas subidas. Eu descobri que preciso arrumar uma coisa melhor do que a mochila para carregar no bagageiro da bicicleta, existem umas bolsas proprias para isso. E preciso me aparelhar com os equipamentos de emergencias caso algo aconteça com a bike. E ainda preciso treinar bastante (coisa que talvez eu nunca consiga) pois eu ainda tenho ficado bastante cansado. Mas compensou pelos muitos lugares novos que conheci, parece mentira que eu conheci mais um lago, o lago Scugog, que na verdade é um lago pequeno perto dos principais lagos. Compensou! Segue link para as fotos (tirei poucas dessa vez por conta do mau tempo e também do fato de que fiquei muito tempo nas estradas, não em trilhas ou lugares tão bonitos) e para o mapa da rota percorrida.

Rota percorrida.

Fotos.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Loop para o sul

Hoje acordei bem e com vontade de sair para correr, pois tinha dormido cedo e bem. Mas as pernas estavam meio cansadas de ontem. Eu sai para Oeste, desci a Spadina, completamente perdido. Resolvi descer para o Sul e dependendo de como sentisse eu iria mais ou menos. O fato é que logo vi que eu não estava tão bem e meio que decidi que o treino deveria ser meio de recuperação, curto.

Os treinos para o sul são sempre piores no final quando pega-se subida da Yonge até em casa. Eu pensando nisso logo resolvi fazer o caminho de volta. Entrei numa ruazinha e logo estava correndo para o Norte, com ritmo diminuido. NO total deu 10.1Km em 50 minutos, nao foi mal, o percurso esta aqui.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

12 Km

Tava duro de levantar. Tava cansando. Tava quase voltando pra cama... Mas eu já tinha ficado sem correr ontem então não dava para dar o balão denovo. O tempo está esfriando, eu preciso embalar mais nos treinos para manter o ritmo no frio, será difícil... Toda vez que saio já imagino os lugares por onde corro com neve, como seria... Seria difícil, talvez impossível...

Eu saí sem rumo, peguei o caminho da trilha, mas na entrada da mesma eu decidi que não dava, tava escuro lá e não seria gostoso correr no escuro, resolvi seguir ao norte pela Bathurst ao inves de seguir pela trilha. Chegaria na Eglinton e pegaria a trilha a partir de lá, quando o dia estivesse mais claro. Não peguei a trilha, segui direto pela Bathurst até a Lawrence, de lá para a Yonge e para casa. Cansei um pouco, o percurso não é plano e eu não estava nos melhores dias, mas no final das contas deu 12 Km em mais um loop quadrado. Senti as pernas um pouco cansadas apesar de não ter corrido ontem. Não sei, talvez seja porque eu tenha aumentando um pouco o comprimento dos treinos nos ultimos dias... Vamos que vamos, o frio vem vindo e eu vou indo...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Que vergonha!

Pois é, hoje eu tinha combinado de correr de manhã como Trevor, deveríamos nos encontrar as 6h da manhã no ponto de encontro de sempre e de lá decediríamos para onde iríamos correr. Acontece que eu não apareci... Deu 5h30 e o meu despertador tocou, eu estava cansado, deixei ele tocar, eu podia dormir mais dez minutinhos antes de levantar. Nessa acordei era 10 para as 7h. Pulei da cama, saí correndo, mas já era tarde, o tempo não volta. No trabalho me desculpei com ele, que deu risada, mas eu estava bastante envergonhado, me sentindo mal também por ter deixado ele esperando. Sem treino hoje para mim....

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Treino

Saí as 5h30 da manhã meio sem rumo, fui pro lado mais fácil, isto é, pra Oeste na Saint Clair. Quando cheguei na Spadina resolvi que não ir descer nela, continuei na Saint Clair. Estava uns 16 graus, e eu estava correndo bem. Passei pela Bathurst e Duferin, cheguei na Weston e continuei! Estava bem, estava me sentindo com vontade de correr... mas o dia estava ficando claro, eu precisava estar em casa antes do sol nascer pois não tinha levado meus óculos escuros. Mas mesmo assim passei pela Weston e segui para Oeste para chegar perto do final da Saint Clair. E voltei pelo mesmo caminho, voltei direto e rápido para casa. A volta, no final foi um pouco dura, eu já me sentia cansado por algumas vezes ter forçado o ritmo e por algumas subidas. Perto de 13.5Km em 1h4m, foi bom! Amanhã se tudo der certo, treino light com o Trevor...

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Dia do Trabalho

Chamado de Labour Day pelos canadenses, o dia do trabalho é celebrado aqui na primeira segunda feira do mes de Setembro, contrastando com o feriado no Brasil que é no dia primeiro de Maio. É o último feriado do verão para a gente, e me parece que o próximo só o Natal, não tenho bem certeza. Bom, enfim, estou atoa hoje. Não fui correr. Não tenho nenhum plano. Ontem andei tentando planejar alguma coisa de bicicleta para hoje, mas acabei desistindo. Uma das opções eria ir ao Zoológico, mas eu decidi que irei em inscrever amanhã para a corrida do zoologico, em Outubro, e então eu vou conhecer o Toronto Zoo. Embora o dia esteja quente, com muito sol, eu sempre tenho bastante coisa para ler, então não se se vou sair pra algum canto hoje, mais provável que não...