terça-feira, 28 de abril de 2009

Bike

Hoje de manhã, ao inves de correr eu tinha combinado com o Trevor de fazer um loop de 20 Km de bike. Na verdade um loop que eu faz algumas vezes correndo. Ele não apareceu e eu resolvi ir sozinho.

Eu senti as pernas cansadas, mas estava gostoso, temperatura de 15 graus, primeira pedalada mais longa. Entrei no sunnybrooks park, pouca gente, ainda bem cedo. Começou a chover fino e era gostoso pedalar no parque apesar que começou a esfriar um pouco. As pernas estavam cansadas mas eu tentava segurar rápido. Acho que a minha bicicleta é pesada demais, com aqueles pneus grossos, eu estava cansado com 12 Km. Pior, estava com as costas doendo e pedalar começou a ser um pouco sofrível. Não era um dia bom para mim, as pernas também por alguma razão cansadas, meio travadas, mas pedalar no parque, nas trilhas é gostoso apesar co cansaço.

Com 58 minutos e pouco eu terminei a volta, que deu 19.7Km. Pouco mais de uma hora se considerarmos as paradas nos semáforos e uma mais longa que eu dei para trocar os óculos calros pelos escuros. No final das contas foi legal, eu comecei a pensar novamente em fazer as longas viagem. É muito bom pedalar!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Todo mundo na rua

Hoje a tarde a temperatura bateu nos 26 graus. Eu sai na hora do trabalho e combinei de correr com o Trevor, que levou a filha dele junto, ela tem uns 10 anos. E fomos os 3 pela trilha, que estava lotada de gente! Eles cansaram e voltaram para casa e eu continuei rodando, deu uns 8 Km eu acho. Pena que amanhã faz frio de novo. E todo mundo sabe, aqui fica todo mundo de olho na previsão do tempo, como que esperando o calor...

domingo, 26 de abril de 2009

O menino de pijama listrado

É um filme muito bom que acabei de assitir sobre o Holocausto, baseado num livro de mesmo nome. O filme é sobre o filho de um soldado alemão que tinha um alto posto num campo de concentração. O garoto é obrigado a ir viver perto de um campo de concentração por causa do trabalho do pai, e nisso acaba fazendo amizade com um garoto da mesma idade que vive do outro lado da cerca. Vale a pena conferir o que acontece...

Dia chuvoso







E hoje fui correr de manhã para tirar as fotos do décimo primeiro mês da minha sequência de fotos. O dia não estava muito bom para fotos, mas achei que estava bom para correr. A temperatura estava ao redor dos 10 graus, dia muito nublado que ameaçava chover a qualquer instante. Mas ontem tinha chovido forte, com vento, encontrei árvores caidas na trilha, hoje porem, se chovesse, seria fraco, daquelas chuvas que é gostoso para correr, a não ser pela temperatura que estava um pouco abaixo do ideal.

A novidade desta seção de fotos foram algumas árvores que estão ganhando folhas. Marca da primavera. Onde você só via galhos, agora o verde começa aparecer. A vida vai voltando aos poucos com a ida do frio. Muitos esquilos por toda parte (embora desta vez eu não tirei fotos).

As primeira foto mostra bem uma das árvores que já está com folhas novas. As outras duas fotos mostram a mesma árvore no mês passado e agora. Na primeira, do mês passado, a árvore só tem galhos, mas agora ela já começa a ficar verde.

Agora também é o tempo que a galera começa a limpar os jardins na frente das casas para prepará-los para o verão. Com a ida da neve, eles recolhem todas as folhas e galho dos jardins, todos os restos vegetais que secaram e morreram no inverno. Então por estes dias vemos muitos sacos de folhas em frente das casas, eles serão recolhidos e, imagino, usado em algum lugar como adubo orgânico.

No final do treino, que deu entre 12 e 13Km (aliás foi a primeira vez que fiz o loop de 13 Km completo denovo para tirar as fotos, desde a primemira vez em Junho do ano passado - todo esse temo eu sempre pegava um atalho para ir de um ponto a outro e tirar as fotos, apesar que os atalhos não ajudam tanto, eu fazia pelo menos 11Km...) começou a cair uma chuvinha fina, e eu comprei um café, voltei para casa...

sábado, 25 de abril de 2009

A Falácia Ecológica

Eu estou lendo um livro que fala sobre as análises de dados em níveis agregados para se tirar conclusões sobre níveis desagregados. O livro chama-se Cross-Level Inference e eu não sei muito bem como traduzir isso para o português, mas o Cross-Level é devido ao fato de se usar dados em um nível para tirar conclusões em outro nível. Esse é um dos primeiros artigos a ter ampla consideração em relação a este assunto. Eles chamam isso de "ecological fallacy" que eu estou traduzindo por "falácia ecológica", mas não tenho nem certeza como é o termo em portugues. A falácia ecológica consiste em se pensar que dados agregados podem dar informações sobre indivíduos, o que pode incorrer em inferências completamente erradas.

O que falei até aqui pode parecer um pouco abstrato demais, mas o assunto é simples, vou dar um exemplo bem conhecido da literatura, que vem do própria artigo que citei acima. Em 1930 (20 anos antes do artigo ser escrito) foi encontrado que havia uma alta correlação positiva entre o percentual de pessoas nascidas no exterior em um estado e o percentual de alfabetizados. Estados com maior percentual de pessoas nascidas no exterior eram em geral os com maior percentual de alfabetizados. Daí a conclusão poderia ser que os nascidos no exterior eram os mais alfabetizados. Mas dados do censo da mesma época mostrava o contrário, a taxa de alfabetizados entre os nascidos no exterior era menor! Veja, a falácia está em usar números de um nível agregado (estados) e tirar conclusões para o nível desagregado (indivíduos). Em outras palavras, não é porque estados (nível agregado) com mais nascidos no exterior tem maior taxa de alfabetização que indivídios nascidos no exterior (nível individual) são mais alfabetizados.

Da mesma forma que a pouco tempo eu falei um pouco sobre problemas em pesquisas e divulgação de dados, aqui temos o mesmo caso se repetindo. É comum vermos na mídia a galera dizer que o candidato X venceu em estados com maior percentual de pessoas com nível universitário, levando a concluir que pessoas com nível universitário votam mais para o candidato X - denovo, dados a nível do estado e conclusões a nível do indivíduo. E esse é apenas um exemplo. A população que ouve esse tipo de informação acaba sendo completamente enganada por não ter condições de saber que as coisas não são necessariamente relacionadas. Esse é apenas um exemplo, existe muito deste tipo de inferência sendo feita por aí.

É bom que se entenda que a inferência feita a nível agregado não é necessariamente errada. Mas, a não ser que se tenha informação do nível individual ou do processo de agregação, não há qualquer garantia de que ela esteja correta. Se alguem nota que estados com mais universitários votaram mais para o candidato X e diz que por isso universitários votam mais no candidato X, isso é uma conclusão sem base científica que é difícil saber se está correta ou não a não ser que existam outras informações para suportar que universitários votam mais no candidato X.

Vamos esperar que quem divulga informações o faça com boa fé, e que saiba o que está dizendo, pois como disse alguém que eu não me lembro quem - "O problema não é fazer as análises erradas, o problema é não saber que elas estão erradas".

Lugar nenhum na África

Este é um filme bastante interessante, que acho que todo mundo já assistiu... Mas enfim. Conta a estória de uma família de judeus que fugiu do Nazismo no começo da segunda guerra. Eles foram para o Quenia para viver uma vida completamente diferente da que eles viviam na Europa. Eram apenas pai, mãe e filha. Interessante o fato que a Alemanha fica presente na cabeça dos pais enquanto que a filha muito jovem cresceu na África e fez de lá o seu mundo. Ela nem se lembrava da Alemanha. O filme mostra aspectos interessantes da interação entre os recem chegados brancos e os quenianos, a diferença de cultura e tal. Achei muito bom!

Chuva

Hoje eu havia deixado para treinar a tarde, com temperatura prometendo chegar aos 25 graus, coisa de outro mundo! Mas acho que porque esquentou mais do que usual no meio do dia, caiu um temporal no final do dia. Acabei não indo correr então. Amanhã a temperatura não deve passsar dos 13 graus, vou tentar ir de manhã, o tempo é geralmente mais estável de manhã, embora mais frio. Acho que preciso voltar a rotina de correr todas as manhãs pois a tarde não tá dando muito certo não...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Revezamento Sinistro

E eu, com saudades dos revezamentos no Brasil já estou fazendo a lista das opções disponíveis por aqui. E um que eu achei e é de dar água na boca é o Sinister7. É um revezamento de quase 150 Km, portanto muito semelhante em distância à Volta a Ilha de Florianópolis, mas que parece ser bem mais difícil. O revezamento tem subidas que parecem monstruosas nas encostas das Montanhas Rochosas, na província de Alberta. Ao contrário da Volta a Ilha, são apenas 7 pernas, o que deve tornar o revezamento mais fácil de organizar, mas mais difícil de correr por causa dos trechos longos e do fato que uma vez que vc correu, o resto do tempo é esperar.

A altimetria do percurso é maluca e olhando o gráfico dá a impressão que o pior trecho da Volta a Ilha é fichinha para vários dos trechos do Sinister7. Alguns trechos, como se não bastasse a altimetria, chegam a mais de 30 Km. Mas os trechos parecem ter uma paisagem paradisíaca, como nesta foto aqui.

Mas o que eu achei mesmo sinistro foi uma passagem do regulamento. Eles dizem que com certeza existem ursos e pumas na região. Que se houver relato desses animais por perto eles devem modificar o percurso, mas eles não podem prever ocorrrências esporádicas deles, por isso os corredores devem estar atentos. No manual eles inclusivem dizem o que fazer se o corredor se ver perto de um animal desses. Também dizem que talvez os staffs se vistam de urso para "motivar" a galera, e pedem para por favor não jogar spray de pimenta no urso se ele estiver usando um tenis e a camiseta da corrida. E aí, depois dessa eu vou ou não vou? Segue o parágrafo do regulamento em bom inglês...

There are definitely bears and cougars in the area. If there is reported activity around the course prior to, orduring the race, we may modify the course. We cannot predict random animal activity so please stay alert. Take note of the information pamphlets, which will be included in your race package, on what to do if you approach a bear or cougar on the trail. We may dress up in bear suits to “motivate” runners; please do not pepper spray bears if they are wearing Sinister 7 t-shirts and running shoes.

Existem outros revezamentos, mas não sei, acho que para facilitar a organização eles colocam menos pernas e pernas mais longas o que eu acho que torna o reveamento menos atrativo. Apesar de se estar com os amigos e tal, é uma droga ter que esperar por horas os colegas correr sabendo que vc não vai correr mais. Se cada pessoa corre várias pernas, como nos revezamentos do Brasil, então todo mundo fica motivado até o final.

Eu gostaria de participar, mas arrumar uma equipe por aqui pode não ser fácil. Além do que os revezamentos aqui parecem realmente mais caros. Não sei, vou guardando os links, quem sabe um dia...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Correndo pro mercado

Hoje no meio do treino da tarde eu resolvi que iria correr até o supermercado que tem na Sait Clair, perto da Duferin, uns 4 Km de casa, para comprar minho verde. É que começou a ter milho no mercado perto de casa e nesse outro é beeeeem mais barato. Então eu pensei porque não aproveitar a corrida e matar dois coelhos... Mas eu cheguei lá e não tinha milho...

Só que cheguei lá depois de uma bela volta, o treino total deu 12Km e foi legal pois eu estive muito mal no começo da semana e estava preocupado. Mas hoje foi legal, tipo, não 100% mas rodei tranquilo os 12Km, por vezes forte.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Sistema Público de Bicicleta

E agora, pelo que entendi, a prefeitura de Toronto está com um projeto interessante - o de construir um sistema de bicicleta público. De acordo com o que li rapidamente na página dos caras, a idéia é ter "estações" onde você paga uma taxa para pegar uma bike e ir para onde quiser. E você pode devolver a bicicleta em outra estação. Haverá possibilidade de ser sócio mensal ou anual.

A cidade que já é bastante apropriada para andar de bike vai em frente e incentiva ainda mais o meio de transporte. Isso é bom, quanto mais bikes e menos carros, melhor. Não só para meio ambiente, melhor para a qualidade de vida de todos. No entanto, mesmo aqui onde vemos tantas bicicletas eu fico meio em dúvida, dado o preço barato de uma bicicleta (sem contar que o governo já tirou o imposto das bikes mais baratas), parece ser melhor comprar uma bike e pronto, do que ficar usando o sistema público. Então eu fico meio em dúvida se funcionaria ou não, se as pessoas vão aderir e usar bastante ou não. Eu por exemplo, já tenho uma bike e muito dificilmente usaria o sistema. Apesar que esse tipo de coisa sempre tem uma pesquisa por trás, talvez eles tenham já uma idéia de quantos dizem que usariam o sistema, tenham um estudo do potencial. Vamos ver, eu torço para que funcione, quanto mais bikes, melhor!

terça-feira, 21 de abril de 2009

E isso é estatística?

Apesar de trabalhar numa empresa de pesquisa eu sou um dos sujeitos que mais reclamam da divulgação de pesquisas mal feitas. Em grande parte dos resultados de pesquisas que saem em jornais, revistas, se você ler com atenção vai ver que existe interpretação equivocada, omissão de informação, distorção de informação (para não dizer manipulação) e mal uso da estatística. Eu fico inconformado porque o esse mau uso tão disseminado faz com que a estatística tenha a fama que muitas vezes tem de enganação. Ok, o que publicam muitas vezes é enganação, mas é errado dizer que é estatística. O problema para mim é que mesmo pessoas com alto nível de instrução na maioria das vezes não são fluentes em estatística e resultados de pesquisas claramente furados e sem sentidos são interpretados como verdadeiras evidências pela maioria da população. Eu cheguei num ponto que não acredito mais em números que vejo em jornais se não tiver acesso a verdadeira fonte deles, com a descrição da metodologia da coleta. Só que em geral a população não tem conhecimento para desconfiar do que o jornal diz, e tomam como verdadeiro o que é puramente enganação sem base. Esses dias andando pela internet achei um link legal para um tipo de um manual que ensina a gente a ficar com o pé atras com as pesquisas. Segue os links que achei bem legal, pois na verdade tudo que expõe este assunto é legal...

Surveys
Counting
Percentages
Averages
Causation
Doubt

Infelizmente os artigos estão em ingles, mas sao muito bons para deixar a gente de olhos abertos sempre que vemos os resultados...

O que houve?

Pois é, hoje saí para o treino que não deu mais do que 3 Km. Estava com a panturrilha doendo, com as pernas cansadas, os músculos travados, não só não conseguia rodar rápido como também não conseguia correr direito, as pernas doiam. Eu resolvi não forçar muito e fazer um loop pequeno, voltei logo para casa.

Acho que isso deve ser um pocuo de overtraining na semana passada, quando fui rodar na pista na quinta e no sabado fiz um longo de 22 Km. Isso não é muita coisa, mas o treino da quinta foi realmente exaustivo pois eu rodei bem forte, estava dificil voltar para casa. No sabado foi longo e tal, mas eu nao rodei assim, devagar. Depois descansei domingo e segunda, que foi ontem. Na verdade ontem mais porque estava chovendo... e hoje assim lento, vai saber. Vamos ver se amanhã melhora...

sábado, 18 de abril de 2009

Longo decisivo

Até hoje eu ainda estou incerto em relação a correr ou não a Maratona de Mississauga, no dia 6 de Maio. Os 30Km da Around the Bay no final de Março me fizeram ver que eu não estava preparado para uma maratona e desde então estou com essa dúvida cruel, correr ou não correr a maratona. Eu acho que já passei do tempo em que ia lá correr e ficava feliz se terminava. Agora eu quero terminar bem, quero correr e terminar inteiro, correndo sempre num ritmo bom, sem precisar andar, sem sofrer. Eu diria que quero terminar sub 3h30m, pois as 4 maratonas que fiz nesse tempo terminei bem, corri o tempo todo bem, e rápido, foi gostoso. As outras nem tanto, digo, algumas eu não estava preparado o suficiente e acabaram as pernas, fiquei lento, andei... enfim, melhor ficar em casa. Sei lá, cada um pensa de um jeito, mas eu quero estar bem preparado.

Ok, depois da Around the Bay eu comecei a treinar melhor, muito disso por que antes foi difícil treinar por causa do frio. A temperatura subiu legal nas última duas semana e a previsão para este fim de semana era ideal, com temperatura chegado aos 20 graus. Eu decidi que hoje seria o dia do longo que me diria se eu deveria participar ou não da maratona. Tentei planejar o tal longo, a idéia era correr 25Km, eu iria para leste na Eglinton até a Victoria Park, desceria até a Danforth e voltaria para casa num loop que deveria dar mais de 25 Km. Mas eu esta va Eglinton, me aproximando do Km 6, quando decidi que iria para o Sunnybrook Park. Faria o loop da trilha. Mudei completamente os planos no meio do treino, afinal seria mais gostoso correr nas trilhas do que nas ruas. Lá fui eu.

Um fato marcante foi que hoje foi o primeiro dia do ano que corri de shorts e camiseta regata. Estava fazendo 18 graus quando saí, e eu não hesitei em colocar a camiseta regata, correr livre das roupas de frio... foi muito bom!

Terminei o loop fazendo outros caminhos por ruas que eu não conhecia, e cheguei em casa com quase 1h50m de treino e quase 22Km. Não foi mal pois eu não me senti exausto no final, e daria para terminar os 25Km se eu quisesse. Mas estava noite já, eu só com meus óculos escuros, parei. Senti uma dorzinha nas costas, as pernas cansadas, e no resto estava bem. Caminhei por umas ruas perto de casa para esfriar um pouco o corpo antes de entrar para casa e ia pensando então o que faria, se correria a maratona ou não.

Achei que não. O que corri hoje é somente metade da maratona, e eu não tenho realmente motivos para correr outra maratona sem ter treinado bem (se é que treinar bem seria motivo suficiente). Acho que vou mandar um email para a org tentando mudar da maratona para a meia, um colega meu conseguiu fazer isso. E vou terminar feliz a meia e treinar no dia seguinte (se eu não acabar deixando a corrida pra lá). Afinal o fato de gostamos de correr não nos obriga a ir em corridas (aliás é estranho porque as pessoas vão em corridas, assim como porque elas torcem para times de futebol).

Estive pensando também em outra coisa engraçada, nós corredores somos bobos a ponto de o ato de desistir de uma maratona (mesmo depois de ter corrido 10 maratonas) parecer ser um desafio mais difícil do que correr a própria maratona. Nunca queremos desistir. Mas se corremos para terminar de qualquer jeito, então parecemos infantis, nos matamos para impressionar o colega, só pode ser. Acho que eu já passei dessa fase...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Mais Filmes

Dessa vez eu fui enganado pelo nome do filme em inglês. No Brasil eu tinha assistido o filme Cálculo Mortal que aqui chama Murder by Numbers. Dado a palavra Numbers, não teve jeito, eu quis ver sem me tocar que eu já tinha assistido no Brasil. E eu sou do tipo que nunca assiste filmes duas vezes.... mas esse, sei lá, acho que porque a minha memória é fraca, eu comecei a assistir, me lembrava dos atores, lembrava que tinha assistido mas não lembrava do filme... e acabei assistindo denovo. Mas cá entre nós, é um filme fraco. Sobre dois estudantes que cometem o "crime perfeito"... até serem pegos....

O outro filme é 1000 vezes melhor chama-se "A passage to India". O filme é do começo da década de 80, e muito bom. Sobre a viagem de duas mulheres inglesas para a India no começo do século passado, quando a Índia era ainda uma colônia. O filme tem a sua estória particular, mas o que achei interessante foi a parte mais histórica onde mostra povo inglês tratando os indianos como seres inferiores e de pouco valor, mostra também um pouco da cultura e dos costumes dos indianos. Gostei e acho que é um filme para se assistir.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Educação

Ontem eu estava vendo na TV que agora, na primavera, as escolas levam as crianças para os parques para um trabalho coletivo de coleta de lixo. A molecada se espalha pelos parques catando tudo quanto é lixo que vêem e com isso os parques ficam limpos para o verão. A princípio eu pensei que era uma sacanagem visto que o governo estava colocando as crianças para trabalhar para ele e com isso economizando uma grana. Mas pensando bem, isso faz sentido, faz parte da educação. Essa me pareceu uma forma efetiva de fazer com que as crianças ganhem uma conciência de que não se deve jogar lixo nas ruas e assim eles crescem com isso na cabeça. E a cidade fica mais limpa. Então seria legal se fizessem no Brasil também... Bom, dado o tanto de lixo que tem, coitadas das crianças...

Mais pista

Hoje fui denovo na pista, mas desta vez numa que fica mais longe de casa. Depois de chegar na pista na escola a 1Km de casa e ver que a galera tava toda praticando esporte lá, eu decidi que iria pegar a Belt Line rumo Norte e treinar na pista lá em cima, perto da Bathurst. Essa pista fica a uns 3 Km de casa. Eu fui tranquilo até lá, mas rodei 15 voltas fortes. Com isso foi duro para voltar os 3 Km até em casa... No total deu uns 12 a 13 Km e o treino foi cansativo, eu quis realmente segurar forte o tempo todo e terminei exausto. E ainda tinha que voltar pra casa...

Aqui está o percurso até a pista.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Embalando

No domingo eu resolvi ir treinar na pista. Das 15 voltas que rodei, 6 foram tiros. Na volta estava cansado e com as pernas totalmente bambas, com a tempo não ficava... Ontem eu descansei. Hoje eu resolvi fazer um treino longo. Subi a Avenue Road até o final dela e de lá fui para a Bathurst em um percurso que só faço final de semana. Subi até a Finch e de lá de volta pra Yonge. Mas não parei no metrô, desci a Yonge. Parei na estação North York para descobrir que o dinheiro que tinha não era suficiente para o metrô! Eu vacilei, estava cheio de tokens (passagem de metrô) em casa e eu não havia levado nenhum! E pra piorar eu só tinha grana para comprar um café - $2,26 - e o bilhete do metrô custa $2,75. Por sorte eu estava com o cartão do banco, coisa que geralmente carrego comigo nos treinos. E continuei correndo para o sul, a idéia era correr até achar uma banco, ou então até em casa. Achei um banco pouco antes da próxima estação do metrô e aí estava salvo! Peguei o metrô e voltei. O total deu entre 15 e 16 Km. Bom, bastante bom para uma terça feira...

domingo, 12 de abril de 2009

Katyn

Este é um filme polones basado no massacre de prisioneiros de guerra poloneses pelos russos durante a segunda guerra mundial. Digo, os prisioneiros foram feitos prisioneiros pela Russia, e, embora atualmente se aponte a Russia como responsável pelo massacre há ainda controvérsias sobre uma possível participação alemã. O filme aponta firmemente a Russia como autora dos massacres que envolveu mais de 20 mil prisioneiros de guerra poloneses. O que é mais interessante é que, pelo que entendi não há um motivo claro pelo massacre. Em 1930 a Russia invadiu a Polônia que já tinha sido invadida pela Alemanha, quebrando um tratato de não invasão. E entre outros, tomou como prisioneiro de guerra milhares de soldados poloneses de alto posto e os colocaram em campos de concentração na Russia (o filme foca nos militares e em alguns professores universitários tomado como prisioneiro de guerra). Eles foram logos executados e os corpos logos descobertos e a Russua logo apontada como resposável (embora negasse e culpasse a Alemanha) e os aliados ficaram calados perante a possível responsabilidade da Russia no massacre, sobretudo porque a Russia era um importante aliado contra a Alemanha. Depois, na década de 90 os russos reconheceram sua culpa.

O filme é triste, ainda mais quando mostra a forma das execuções (há documentos que contam detalhes, então foi possível reproduzir com fideliddade), e alem de conhecermos um pouco mais da história saimos com a sensação de que não tem jeito, apesar de termos desenvolvido a inteligencia, somos muito menos evoluidos que qualquer tipo de animal...

Feliz Páscoa!

Essa é minha segunda Páscoa aqui, e também a segunda Páscoa sem a agitação e comemoração que se vê no povo brasileiro. Mas apesar disso temos Páscoa aqui, temos sexta-feira Santa (Good Friday) e temos coelhinhos e ovos de chocolate. Ao contrário do Brasil, porém, aqui a celebração é menor. Os supermercados não estão empanturrados de ovos de chocolate, com corredores onde você tem que abaixar para não bater a cabeça nos ovos. Pelo menos não no supermercado onde eu vou, e na verdade eu nem sequer vi ovos de Páscoa lá. No entanto na quinta feira, ne empresa, eu ganhei vários ovinhos pequenos de chocolate, bem pequenos. Houve uma meio que confraternização onde as pessoas trouxeram comida, na verdade diferente tipos de doces feitos sempre com chocolate, e todo mundo comeu e tal. Eu comi muito chocolate! Mas a indústria dos ovos de Páscoa praticamente não existe.

O Canadá é um país cristão, embora não tenha uma religião oficial, quase 80% da população diz-se Cristã, sendo a maioria deles Católicos (mais de 60%) e a outra parte é Protestante.Por isso imagino que Sexta-Feira Santa e Páscoa são datas celebradas por aqui.

sábado, 11 de abril de 2009

Doctor Zhivago

Acho que esse só eu não tinha assistido ainda. O filme é baseado em um livro de mesmo nome, e embora os personagens sejam fictícios, os fatos são reais. O filme mostra a Russia da época da primeira guerra mundial, num período conturbado de sua história. Muito gelo, muito frio também fazem parte de cenas de inverno que para mim são de tirar o fôlego, mas, dizem, nenhuma foi realmente filmada na Russia (me parece que poque o livro no qual o filme foi baseado foi banido lá). É um longo épico e realmente vale a pena!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Treino curto

Hoje foram mais 7 Km devagar e pensando na vida. Sexta feira santa, feriado, e eu fui correr a tarde com 8 graus. Estava bom, a gente tem que se contentar com essa temperatura, acho que não adianta sonhar com 15 graus antes da maratona, então... Aqui está o percurso de hoje, que aliás é um que faço muitas vezes, ele tem 7,3Km mas eu acho que ando anotando 8Km para ele no meu log, que sacanagem hein! Mas o treino foi curto para me preparar para um possível longo amanhã, vamos tentar...

Foto Around the Bay


Essa corrida foi uma das que corri mais "escondido". Por causa do frio eu coloquei o número na camisa debaixo da blusa. Isso porque eu esperava abrir e até tirar a blusa de cima durante o percurso. Mas choveu, estava frio, eu não só não tirei a blusa como corri com ela fechada o tempo todo de forma que ninguem conseguia ver o meu número. Com isso agora é complicado encontrar as fotos. A única que achei foi essa, na chegada, procurando as fotos pois eu fiz o favor de esconder o número apesar de ter deixado a blusa aberta justamente para ser fotografado e encontrar a minha foto. Eu procurei um pouco por fotos no percurso, mas não encontrei nada.

Outra coisa é que o meu chip por alguma razão não funcionou e meu tempo não saiu nos resultados, embora eu tenha os tempos parciais. Estranho. Sem número, sem chip, corredor fantasma...

Emmanuel's Gift

Esse é um documentário sobre a vida de um rapaz que nasceu com deficiencia física em Gana, mas que pela força de vontade fez de certa forma história em seu país. Além de inspirador pela garra e luta que Emmanuel demonstra, o documentário támbém tem um pouco de atletistmo.

Em Gana pessoas com deficiências físicas, segundo o filme, são bastante discriminadas, inclusive pelos proprios familiares, desconsiderados e abandonados a sua própria sorte. Nascer com deficiencia em Gana é quase uma sentença de morte e na melhor das hipóteses uma condenação a uma vida muito difícil de esmolas. Mas com Emmanuel foi diferente. Ele sempre foi determinado e ter uma vida diferente, apesar de ter sua perna direita severamente deformada a ponto de ser inútil. É impressionante ver a força de vontade e a força física de Emmanuel em algumas passagens do filme. Quando criança, ele juntou com muito esforça dinheiro para comprar uma bola de futebol pois ser o dono da bola era o único jeito de fazer com que seus colegas o deixasse jogar no time. E ele jogava, mesmo de muleta! Acreditando sempre, Emmanuel pediu (e ganhou) a uma fundação (Fundação dos Atletas com deficiência) dos EUA uma bicicleta, ele queria cruzar Gana de bicicleta, pedalando com uma perna só, para chamar a atenção dos políticos do país para a questão dos deficientes físicos. Com isso não só conseguiu mudanças para o país atravez da consicentização dos políticos e da população, mas também ganhou visibilidade fora do pais. As mudanças, dizem, continuam até hoje, quando ele ainda batalha por elas. A visibilidade deu a ele a oportunidade de ir para os EUA (patrocinado pela mesma fundação que lhe deu a bicicleta) onde ele participou de um triatlon e conheceu um garoto que tinha duas pernas mecânicas, mas ainda assim participava de corridas de rua! Emmanuel foi submetido a uma cirurgia, sua perna direita foi amputada e no lugar foi implantada uma perna mecânica. Ainda nos EUA, com sua nova perna, Emmanuel correu uma corrida de rua da qual o filme mostra alguns momentos. Ele voltou para Gana onde trabalha para melhorar as condições dos deficientes no país.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Brrrr denovo

Havia nevado pela última vez em Fevereiro. E Março foi um mes mais quente, sem neve caindo e sem neve no chão, diferente do ano passado que tivemos muita neve em Março e lembro que começamos Abril com um pouco de neve nas trilhas ainda. E eis que ontem nevou. Não aquela neve de parar a cidade, mas nevou e o chão ficou branco. Hoje o tempo ficou fechado e a tarde, quando resolvi correr a neve caia bem fina. É, não é fácil, começou a esfriar em Outubro e olha nós aqui com neve ainda em Abril. Março foi um mes mais quente comparado com Janeiro e Fevereiro e com Março do ano passado, mas cá entre nós, a temperatura raramente passou dos 10 graus. Tudo bem que corri de shorts várias vezes, inclusive a Around the Bay, mas convenhamos, 10 graus não é suficiente.... só deixa a gente alegre no começo pois estávamos acostumados com 10 negativos...

Bom, mas o legal é que hoje fui correr novamente, 13Km, acho que os planos para a maratona podem dar certo, estou me segurando e rodando devagar, talvez esse seja o caminha, rodar muito e devagar e deixar para fazer maratona rápida na próxima. Sei lá, vamos ver...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Downfall

Assisti o filme, meio documentário, Dawnfall (Der Untergang), sobre os últimos dias de Hitler. Só queria comentar que é um filme interessante para quem se interessa sobre a segunda guerra. Ele é baseado nas memórias de uma das secretárias de Hitler. O filme mostra a queda do exército alemão, como foi vista por Hitler e os que o rodeavam. Mostra a forma como era extremo e como se recusou a acreditar que o seu exército estava capitulando. Como odiava os judeus e como fez pouco caso do seu proprío povo nos últimos dias. Enfim, é interessante para pensarmos um pouco como essas coisas todas acontecem. Um dia um amigo meu me disse que uma das coisas impressionantes sobre Hitler era a sua psicologia, como ele conseguiu fazer tanta gente pensar com o ele, e olhando por esse lado ele não deixa de ser admirável. Ainda mais quando vc assiste um filme como esse e vc não entende como tantos puderam seguí-lo diante de ideias tão absurdas e desumanas. É impressionante como as pessoas ficam paralisadas e submissas diante de um lider, ainda que ele comece a dar ordens loucas e sem sentido. Então, o que faz a gente ser como somos? Porque o ambiente a nossa volta é tão poderoso em definir quem somos e o que pensamos? Porque tantas pessoas se recusam a tentar olhar o mundo com os olhos dos outros, acreditando que suas verdades são absolutas?

Quando vc está cansado...

E num dia da semana retrasada (10 dias antes da Around the Bay) cheguei pro chefe as 4h da tarde e disse a ele que tava indo para casa mais cedo pois estava me sentindo cansado. Foram uns dias mais difíceis, de mais trabalhos, mais problemas. Ele começou a tirar uma com a minha cara, tipo "ah bom, até que enfim, aleluia...". Porque realmente ele tinha notado que eu tava meio atolado de trabalho, mas eu geralmente levo bem essas situações de pressão, coisa que não acontece com a galera aqui. "Vai lá, dorme mais cedo, descansa...", disse ele. "É, na verdade o dia está bonito, 9 graus, eu vou ver se faço um treino longo para a Around the Bay...". Ele só deu risada. Mas o fato que que correr é descansar, as pessoas não entendem... Ou nós somos doidos...

Sobre tempos e corridas

Achei que é melhor eu tentar explicar as 3h40m do post anterior.

Bom, eu já corro a sei lá, 10 anos. Já tenho aí uma bagagem né. Quando olho para tras e seleciono as provas de 10Km, por exemplo, noto que geralmente quando termino acima de 45 minutos, a prova não foi boa, tipo não foi confortável, a não ser que eu tenha corrido com outra pessoa. Geralmente quando estava bem, fazia 43 minutos. Acima de 45 min só quando estava mal, e sofria mais do que para fazer em 43 minutos quando estava bem. Visto isso traço algumas conclusões.

Acho que cada um tem um corpo que precisa de um mínimo de treino para correr bem 10Km. Tipo, não é ideal pra ninguem correr sem treino. E dado esse mínimo de treino cada um tem um organismo que por alguns motivos (genética talvez entre os principais) se sente bem correndo num ritmo X. O meu ritmo agora (porque acho que muda com a idade) é em torno de 43/44 minutos. Com mais treino e com a ajuda de um Sadao, eu posso fazer melhor que isso. Mas se eu fizer pior significa que não treinei bem, não tem jeito, a corrida vai doer, não vai ser gostosa.

É igual para maratona. Sempre que fiz acima de 3h40 creio que foi ruim, foi falta de treino, não foi legal. As maratonas sub 3h30 (foram 4) sempre foram gostosas de correr, sempre corri bem, sem sofrer e sem me machucar e sem sentir dor. E não demorei muito para me recuperar. Acredito que porque eu estive melhor treinado, foi a situação ideal. Eu posso estar bem treinado e correr para 4h, mas não vou me sentir bem, eu tenho o meu ritmo que eu me sinto bem, não é tão bom ir mais devagar (a nao ser que tenha algo para compensar, como correr com um colega). Por isso tenho pensado que não seria legal ter que começar a maratona acima de 5min/km (3h30m) pois se tiver é porque não estou adequadamente treinado. Então melhor nem correr. Não é nem mais questão de fazer tempo bom, ou quebrar recorde, nem penso nisso para essa maratona. Mas de não ir lá sem estar adequadamente preparado pois parece não valer a penas, eu já corri várias maratonas, uma a mais , uma a mesmo... acho que tá na hora de correr bem preparado e não só entrar lá e seja o que Deus quiser, o importante é terminar, acho que não é por aí...

Sobre os treinos

Eu resolvi tirar uma semana de férias dos treinos pois percebi que realmente me detonei na Around the Bay. Melhorei 2 minutos, não me machuquei, não senti dores, mas estava visivelmente com os músculos bastante cansados essa semana. Ontem, no primeiro treino depois da corrida, eu me esforçava para terminar os 8Km enquanto pensava na maratona daqui um mês. Eu não estou certo como devo treinar para ela, e as vezes penso se devo treinar ou se devo descansar o máximo e só fazer uma manutenção. Forçar longos pode ser colocar mais stress nos músculos já cansados e significar um pior desempenho na maratona. Sei lá. Estou pegando leve de qualquer forma, ouvindo o corpo. Ontem foram 8Km e hoje me senti um pouco melhor, fui para 10Km. Minha idéia é tentar longos nos próximos finais de semana, mas desde que não seja muito forçado. Idéia também de continuar com treinos curtos no meio da semana, mas incluir dias de descanso e não tentar fazer alta Km semanal, acho que não dá mais tempo para isso (talvez desse se eu não tivesse que descansar da Around the Bay).

Eu lembro que maratona no Brasil no começo do ano era sempre um desafio a mais, afinal poucos estavam bem treinados nos primeiros meses do ano, depois das festas. Aqui é um desafio a mais ao quadrado por causa da dificuldade de treinar no inverno. É bem verdade que eu tenho minha resistencia a academias, mas cá entre nós, treinar para maratona em academias não tá com nada... O treino por si tem que ser prazeroso, precisamos sentir o vento, ver a paisagem, os parques, árvores, deixar a cabeça viajar. Academia exige uma disciplina que eu não tenho, eu não corro para seguir regras. Corro para ser livre das regras.

Para terminar, ainda é possível que eu desista da maratona, eu ando pensando nisso. Afinal pra mim não faz mais sentido correr maratona para terminar, eu quero terminar bem e feliz. O pior é que bem e feliz significa por alguma razão sub 3h40m. A Around the Bay já foi pior do que eu gostaria...