quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

18 negativos

Hoje a temperatura bateu o recorde do inverno, chegamos a 18 negativos agora, com sensacao termica de 27 negativos. Isso eh um friozinho consideravel, se voce tira a mao fora da luva, com 1 minuto voce jah sente os dedos congelando. Uma temperatura dessas com vento eh insuprotavel, extremamente desconfortavel. No radio eles falam da temperatura toda hora pedindo pra galera se vistir bem que poucos minutos ao ar livre eh suficiente para congelar. O governo tambem tem trabalho extra tentando localizar moradores de rua para leva-los para abrigos...

Apesar disso eu trouxe minha roupa de correr pois estao prevendo 10 graus negativos para a tarde. Amanha deve nevar por isso talvez seja mais facil correr hoje com 10 negativos do que amanha com 2 ou 3 negativos. Vamos ver, ainda nao decidi se vou mesmo fazer o treino hoje, mas se eu nao fizer nas ruas ach oque pelo menos devo tentar ir na esteira.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Nao cobertura em pesquisas por telefone

Eu terminei de ler outro artigo interessante da Survey Metodology. Ele pode ser acessado por completo neste link. O artigo trata do problema que temos quando fazemos amostra por telefone que eh de como representar a populacao sem telefone.

Um ponto interessante eh que a preocupacao do artigo eh com a populacao dos Estados Unidos, onde apenas cerca de 5% dos domicilios nao tem telefone. Nao representar essa populacao nao vai causar lah grandes distorcoes. Mas no Brasil o problema eh muito mais serio, eu nao me lembro ao certo mas ach oque a penetracao de telefone fixo eh em torno de 50%. Outra coisa interessante sobre o assunto eh que aqui no Canada, onde sao feitas muitas pesquisas por telefone e internet, a preocupacao jah estah um passo adiante(digo, em relacao a esse artigo, nao em relacao aos EUA). O pessoal estah preocupado com o fato de que a penetracao de telefone fixo esta diminuindo porque as pessoas optam pelo celular, e pior, isso eh muito acentuado entre os jovens. No Canada (eu nao sei quanto aos EUA) esta bem dificil atingir populacao de 15 a 30 anos por telefone, a pesquisa sempre termina sub representando essa populacao. Dizm que eh porque essa populacao realmente nao tem fixo, eles compram celular e boa. E alem disso sao naturalmente os que mais recusam. E lembro que nao se faz pesquisa com telefone celular.

Bom, vamos voltar ao artigo. O meu interesse aqui eh tentar passar os metodos discutidos no texto para corrigir pelo menos em parte os resultados devido ao fato da nao representacao dos individuos moradores em domicilios sem telefone, porque ach oque essa foi a parte interessante do artigo. O artigo tenta comparar metodologias, mas eu achei tudo muito limitado, voce nao tem como realmente saber qual procedimento eh melhor porque voce nao sabe qual o resultado que deveria ser encontrado.

Basicamente a populacao eh dividida em 4 grupos - (1) com telefone, (2) tem telefone mas em algum periodo do ultimo ano nao teve, (3) nao tem telefone mas em algum periodo do ultimo ano teve e (4) nao tem telefone. os grupos 1 e 2 sao chamados de populacao transiente. O grupo 2 eh entrevistado na pesquisa e representa o grupo 3, sendo que somente o grupo 4 realmente fica de fora e nao temos informacoes sobre ele e ele representa cerca de metade dos grupos 2 3 e 4, segundo o artigo em torno de 2.6% da populacao americana (dados de 1993!!!). Um comentario meu eh que para o Brasil tudo isso acaba sendo inutil proque o grupo 4 eh estremamente grande, no artigo eles ignoram o grupo 4. Entao, ok, eu sei que isso nao vai resolver o problema no Brasil, mas pode dar ideias... Isto posto, vamos aos metodos, resumidamente, supondo que vc tem lah sua pesquisa feita por telefone e pode separar os grupos 1 e 2 (os unicos representados).

Metodo 1- Para a os individuos do grupo 2, voce dah um peso para ele que e igual a 365 / (365 - numero medio de dias sem telefone). Quem ficou mais tempo sem telefone tem peso maior porque ele tem que representar muita gente como ele que teve telefone por um curto periodo de tempo e dificilmente seria amostrado. O problema deste peso eh que alguns fatores podem ser muito grande o que causa um aumento na variabilidade dos estimadores.

Metodo 2 - O mesmo que o metodo 1, mas para evitar pesos grandes divide-se o grupo 2 em subgrupos, para cada calcula-se o numero medio de dias sem telefone no ultimo ano, e aplica o mesmo peso para o grupo todo.

Metodo 3 - O peso [(2) + (3)]/(2) eh criado para varios estratos da populacao. Por (2) entenda-se aqui a populacao do grupo 2. Ou seja, estarei dando diferentes pesos para diferentes grupos populacionais (regiao, sexo, idade, renda...), e o peso sera o valor dessa expressao. O artigo fala de dois tipos de divisao dos demograficos - Educacao X raca e Raca por status do domicio (proprio/alugado).

Metodo 4 - Estima-se o tamanho do grupo (2) + (3) - o autor fala de dados de companhia telefonica - e inclui essa variavel no esquema de ponderacao. (2) + (3) eh a populacao transiente total. O esquema de ponderacao eh o raking weight. Entao, por exemplo, vc corrige as marginais de sexo, idade, instrucao, raca e populacao transiente, tal que tudo isso fique de acordo com o universo. Vc pode cruzer as variaveis se tiver sufienciente amostra pra isso.

Metodo 5 - Calcula-se um propensity weight, usando regressao logistica. Seguindo a ideia do propensity weighting, para calcular neste caso precisariamos ter a populacao transiente sem telefone no momento da pesquisa, tal que pudessemos colocar 1 para o grupo (3) ezero para o grupo (2) e rodar o modelo. Assim usando o inverso da probabilidade estimada pelo modelo, poderiamos tentar fazer com oque o grupo (2) representasse o (3) tambem. Como nao da para fazer isso o autro coloca zero para o grupo (1) e 1 para o grupo (2), roda o modelo e aplica o inverso da probabilidade estimada apenas no grupo (2).

Bom, enfim, estes sao os metodos. O autor achou o metodo 1 ruim, pois ele aumenta muito a variabilidade. O metodo 5 nao mudou muito os estimadores com relacao o metodo tradiconal, onde a ponderacao eh feita normalemtne sem levar em conta a deficiencia de cobertura. Por isso o metodo 5 foi considerado de pouca eficiencia, tipo, ele nao altera muito as coisas. Os demais metodos tiveram performance similares, mas nao ha com saber qual foi melhor pois nao sabemos qual o resultado correto para comparar.

Outro ponto interessante, talvez um que tenha mais aplicacao para a situacao no nosso pais, eh o calculo de uma medida de influencia dos pesos na variabilidade, dado pelo Kish. A medida [e dada por

VIF = 1+ CV(pesos)^2

onde VIF eh Fator de Inflacao da Variancia e CV eh Coeficiente de Variacao. Essa formula diz que o aumento da variabilidade devido a ponderacao depende da variabilidade dos pesos. Este eh o artigo que dizem que o Kish primeiro fala da formula. Eu nem olhei o artigo, afinal jah tenho tantas coisas na fila para ler... Mas eh um assunto importante para quem trabalha com pesquisa e ponderacao de dados.

Sobre a prova de marketing

Ontem eu vi o resultado da prova de marketing, se entendi certo eu acertei 74 das 85 questoes. Foi uma marca boa, ateh porque se eu entendi certo tambem a media da turma foi 53 certas. Se eu entendi errado foi 74%, mas nao creio... De qualquer forma, seja um ou outro, estah bom pra mim, eu fico mais tranquilo para a segunda prova...

Treino ontem

Ontem nao consegui escrever aqui sobre o treino que fiz a noite. Estava cansado, acabei indo dormir cedo. Nao sei o que estah acontecendo, eu estou acordando muito cedo e acabo ficando cansado a tarde...

Bom, ontem eu sai do trampo em direcao ao ap denovo. E denovo estava nevando, soh que desta vez a neve era mais fina, acho que ateh meio misturada com chuva, sei lah. Eu sei que a neve caia no oculos e atrapalhava, eu nao via nada. Mas mesmo assim fui embora, a temperatura tava agradavel, em torno de zero graus, eu precisava aproveitar. Corri ateh a estacao Main Street do metro novamente. Ali dei uma parada, atravessei a rua, resolvi continuar devagar e pegar o onibus lah na frente em algum ponto. Era em torno de 7h, se eu pego o metro ele estah cheio, depois ainda tenho que pegar outro busao. Se eu pego o busao para casa ele tambem estah cheio. Nao eh assim lotado igual em SP, mas fica meio desagradavel, aquele frio, eu molhado e super cheiroso, a galera ali perto... Eu resolvi correr mais um pouco, lah na frente o onibus jah tah bem mais vazio. Da estacao Main em diante o metro muda de rumo e se eu continuo pela Danforht nao tem mais metro, o comercio diminui, as calcadas nao estao limpas da neve.

Ateh entao eu nao tinha tido problema com a neve, apesar de nevando parecia que a neve derretia ao chegar no chao entao eu corria na calcada molhada, como se estivesse chovido. Mas da Main em diante a calcada comedou a ficar cada vez mais branca, acho que porque pouca pessoas passeam por ali e eu tenho a impressao que tava nevando mais. A questao eh que eu corri mais 1, ou 2 km ali pela Danforth bem devagar, com o chao muito liso, por causa da fina camada de neve. Lah na frente peguei o busao que me deixou do lado de casa.

Hoje o dia amanheceu muito frio. Agora esta 14 negativos, com sensacao termica de 25 negativos. E nao vai mudar muito a tarde. Entao correr hoje nem pensar, eu vou ficar quieto no meu canto. A temperatura parece que vai estar mais amigavel somente no sabado, mas esta previsto neve para a sexta. Se nevar muito nao adianta muito a temperatura estar amigavel, na verdade eh pior estar quente porque a neve derrete e voce molha o peh se pisr nela... Enfim, vamos nadando conforme a mare... Os dias de Fevereiro tem sido realmente frios...

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Tempo

A previsao do tempo se mantem, ao que parece vou pegar neve no treino de hoje a tarde. Mas nao vai estar frio, segundo o site do tempo deve estar em torno de zero graus. Espero que nao esteja chovendo. Com neve, 2 a 4 centimetros como eles dizem, o chao deve ficar um pouco escorregadio, mas pelo menos a neve nao molha. Se chover o chao pode ficar limpo, ou uma massa de neve se tiver nevado antes, e nesse caso nem sei se vou correr. Pegar chuva e se molhar a zero graus nao eh algo muito gostoso principalemnte quando voce para de corerr.

Dias clareando e escurecendo mais cedo e mais tarde respectivamente! O verao tah chegando!!! Eh impressionante como em pouco tempo os dias ficam notadamente mais longos... Se saio as 6 da tarde para correr nao tah mais escuro, e nem tah escuro quando chego no trabalho, estou voltando a ver a luz do dia!

Prova ontem

Foi tudo bem. Eu acho. Foram 85 questoes, cada uma com 5 alternativas, entao espero ter acertado pelo menos 20%...rs. Bom, na verdade acho que fui bem, a marca para passar eh 60%, e eu devo ter conseguido mais do que isso. Mas foi cansativo. 85 questoes eh questao que nao acaba e embora algumas eram faceis, outras exigiam que a gente se concentrasse e outras tinham enunciado grande. Acho que o fato de ser em ingles ajuda a ser cansativo. Mas minha expectativa eh que eu tenho dio bem.

Agora tem outro exame em Abril, e tem o trabalho em grupo, e acho que tem uma nota de participacao em classe, mas o que vale mesmo sao as duas provas.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Momentos

Acho que meus momentos se restringem ao metro...

Eu entrei no metro na Kennedy e estava sozinho no banco duplo, com outro banco duplo perpendicular ao meu vazio do lado. O trem chegou na Warden e entrou um casal de gordos. Desculpe, mas o que eu posso fazer... A Lika diz que eu dia eu vou ser gordo, ok, nesse dia talvez eu pare de dar risada deles. Ok, mas nao importa porque deixando de lado essa minha diversao com eles, eu os respeito, nada contra, nao eh preconceito, o motivo eh o mesmo pelo qual eu dou risada quando o Issao nao consegue trocar a luz porque mesmo estando em cima da cadeira o teto ainda estah muito alto... Enfim, entrou o casal. Dado o tamanho, eles preferiram nao sentar os dois no mesmo banco, ao inves disso ele sentou no banco comigo (agora vcs vao dar risada de mim neh...) e ela sentou no banco duplo, sozinha. Ambos abriram o jornal, e comecaram a ler, usando a barriga como mesa. Quando chegou na Main Street entra outro sujeito gordo e resolve querer sentar do lado dela. Nao tinha como nao ser engracado porque ela pegava um banco e meio e o sujeito era do tamanho dela. Mas na falta de outro banco ele foi mesmo assim. E eu tentava me esconder atras do artigo que eu estava lendo. Fingia estar lendo. O sujeito nao teve sucesso, nao cabia realmente ele lah, mas ele colocaou a ponta da bunda na ponta do banco e ficou lah mal sentando. A mulher comecou a fazer sinal pro homem, dizendo que ali nao dava... E por sorte um banco duplo esvaziou e foram os dois pra lah... o sujeito se esparramou no banco e viajou o resto do percurso sozinho.

E para ser mais politicamente correto, vou comentar outra, a de hoje. Eu estou lendo o meu artigo sossegadamente e derrepende vejo que um cachorro entra no trem e para perto do banco vazio. Era o banco do meio de um banco triplo. E o sujeito que vem com o cachorro senta no banco, depois o cachorro deita no chao e fica quietinho, cheirando ali o chao. Foi impressionante porque o sujeito era cego e o cachorro era muito bem ensinado, ele era extremamente util para seu dono, ele sabia o que fazer. Diferente de cachorros inuteis que vc precisa chamar a atencao, que fica enchendo o saco dos outros, latindo, sendo inconveniente e tal, este era realmente mais educado que muitos seres humanos. Eu ainda consegui acompanhar eles fora do metro porque ele desceu na mesma estacao que eu. Nao percebi se o cachorro sabia qual era a estacao que deveria descer, mas pareceu indicar com uma paradinha o vao entre o trem e o piso do lado de fora, e foi direto para a escada rolante. Depois me pareceu que ele inclusive sabia que o sujeito deveria pegar o outro metro... Interessante... Acredito que o cachorro neste caso acabe sendo o melhor amigo do sujeito, numa convivencia realmente mutua...

Sem treino hoje

Hoje eu olhei a previsao do tempo para a parte da tarde e a temperatura promete chegar a 2 graus. Isso jah eh muito bom quando voce tah saindo para correr a 8 ou 10 negativos. E 2 graus sem vento, sem neve, vai ser ideal. E eu correria hoje a tarde apesar de eu ter corrido no sabado e domingo, mais que corrido, fiz bons treinos em ambos os dias, fiquei orgulhoso de mim mesmo, apesar de tanto tempo devagar, treinando apenas uma vez por semana e olha lah, talvez eu ainda consiga fazer o Issao suar.

Correria hoje a tarde se nao tivesse o curso, correria nem que fosse uma distancia menor, um regenerativo porque mais importante que qualquer coisa seria aproveitar os 2 graus. Perderei, no entanto, a oportunidade porque hoje eh dia do curso de marketing... Fiquei um pouco triste por isso, os dias tem sido bem frios a umas 2 ou 3 semanas. E amanha o site do tempo promete neve... voltamos ao estagio anterior, e veremos se conseguirei correr a tarde, porque para correr amanha, se estiver nevando, precisa estar bastante afim de dar chapeu no japones...

Dia de prova

Apesar de eu nao estar muito preocupado com a prova de marketing hoje, o dia parece diferente. Nao sei, talvez porque eh um curso fora do Brasil, minha primeira prova em ingles ou minha primeira prova depois de tanto tempo, as ultimas foram no mestrado, ach oque em 2003/2004.

Ontem foi um dia de estudo, mas nao como era no meu tempo de faculdade, porque ontem eu nao me dediquei como deveria. Acho que o livro de estatistica no chao, do lado da cama, chamava mais atencao do que o livro de marketing. Mas eu nao peguei ele, nao li uma pagina no final de semana, li no entanto um artigo do Agresti e um pouco de uma tese sobre analise de dados de preferencia. E li o livro de Marketing, especialmente o capitulo 9 que eu nao tinha lido ainda. O resto do tempo foi dedicado a fazer exercicios na internet e rever material, inclusive escrever sobre as aulas 5 e 6 aqui.

Mas devo confesssar que andei ignorando muita coisa para chegar no final logo, eu realmente nao fui feito para estudar marketing. Talvez cada um tenha o seu talento neh...Entao vou parar por aqui ao inves de criticar, mas devo confessar que de minha parte ha uma luta para tentar aceitar o marketing mais como uma ciencia e nao com um produto do capitalismo e da busca alucinada por dinheiro.

Enfim, a prova sera hoje a noite e espero que a minha negligencia nos estudos nao custe caro, digo, nao me faca precisar de pontos na segunda e ultima prova. Sao 85 questoes e seria legal se eu ja garantisse agora que o resto do curso seja tranquilo. Vamos ver...

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Marketing Aula 6

Bom, com esse post eu termino de relatar as aulas de marketing antes da prova de amanhã. Essa foi a primeira aula que eu fui sem ter lido o texto antes, porque eu li o capítulo errado. Mas o tema, Segmentação de mercado, é bastante conhecido meu, então acho que eu meio que nem precisava ler muito mesmo. Esse é o capítulo 9 do livro.

O capitulo começa falando de tenis de corrida, e tenis em geral, e dá uns exemplos como a indústria de tenis segmenta o mercado tanto para fazer publicidade quanto para fazer os prodrutos direcionados a publicos específicos. Então temos tenis de corrida, de caminhada, de skate, de sair na rua, de sei lá o que mais, porque eu uso o de corrida pra tudo.

Segmentos foi definido como grupos de consumidores com necessidades similares e com respostas similares às ações de marketing. E nesse inicio do capítulo também vimos a tables de segmentos Vs produtos. A companhia coloca os segmentos nas linhas e os produtos nas colunas e nas células no interior da tabela tem-se o tamanho do mercado, quando consegue-se calcular ele. A tabela mostra que produtos são voltados para que segmentos. Um determinado produto pode ser direcionado para vários segmentos, da mesma forma que um determinado segmento pode ser tido como consumidor de vários produtos. Enfim, a tabela ajuda a visualizar essa relação de produto e segmento.

Existem três formas de se trabalhar o marketing com a segmentação. 1) Um produto e multiplos segmentos - nesse caso a empresa decide não desenvolver produtos para os segmentos, mas apenas comunicar o produto de diferentes formas para atingir cada segmento da melhor forma. 2)Multiplos produtos e multiplos segmentos - nesse caso a companhia não vai só fazer uma comunicação específica para cada segmento, mas vai também fazer produtos específicos para cada segmento. É o caso dos tenis, se vc pegar a Reebok vai notar que há produtos diferentes para segmentos diferentes. Comparado ocm o item 1, aqui a companhia gasta mais grana pois o desenvolvimento de produtos específicos é caro. 3) Segmento de tamanho um - neste caso a companhia vai trabalhar com a individualização do produto. O consumidor vai poder meio que fazer o seu produto. Ele diz como quer e a companhia produz.

Existem 5 passos para uma segmentação de mercado.

1) Agrupar compradores potenciais em segmentos - Nessa etapa vamos tentar definir as informações importante para agrupar os consumidores em segmentos. Podemos usar informação demográfica, geográfica, psicográfica ou comportamental. Um tipo de segmentação comportamental muito usado é o Heavy/Medium/Light onde a companhia agrupa seus clientes conforme a intensidade de consumo.

2) Agrupar produtos em categorias. Uma vez que você tem os segmentos e entende eles, então você precisa ver os produtos que vc tem e como agrupá-los em categorias relacionadas aos segmentos. Por exemplo, para o segmento corredor, a Reebok pode agrupar seus produtos de corridas que podem ser comunicados para esse publico específico, não é somente tenis, eles tem roupas, acessórios, várias coisas que podem interessar esse segmento.

3)Desenvolver uma tabela de mercado vs produto com o tamanho do mercado. Esse é o momento que você vai pegar seus produtos e ver para que segmentos cada um se encaixa. E verificar o tamanho de cada segmento. Uma vez que você termina esse exercício fica muito mais fácil para você decidir onde vai focar sua ação. Geralmente você não vai ter ações para todos os segmentos, porque alguns são muito pequenos, outros podem ser muito difíceis de atingir enfim, pode ser que nem todos compensem você ir atrás.

4) Selecionar o mercado alvo. Uma vez terminado o passo 3, o passo 4é olhar na tabela e tentar selecionar quais os segmentos que valem mais a pena se investir. Os critérios para essa seleção devem ser o tamanho de cada segmento, o potencial que eles tem para crescer e a sua posição competitiva, tipo, pode ser que alguns segmentos não vale a pena vc ir atrás porque seus competidores já estão com eles.

5)Fazer as ações de marketing para atingir os segmentos alvos. Aqui é onde você vai a luta. Uma vez decidido os segmentos a serem priorizados, temos que ver como vamos atingir eles, como vamos fazer as campanhas e tal.

O final do capítulo trata do posicionamento do produto. É nesse ponto que o livro menciona a análise de correspondência, uma técnica estatística que eu uso de vez enquando. A análise de correspondência pode mostrar nichos de mercado e como estão posicionados você e seus competidores na percepção dos consumidores. A partir dessa análise você pode identificar segmentos que estão sem donos, isto é, não tem competidores relacionados a eles, e você pode tirar vantagem disso posicionando seu produto para estes nichos. Um produto pode ser posicionado para diferentes nichos, sem você mudar o produto, somente comunicando. Ou pode se desenvolver produtos para nichos específicos.

Finalmente o capitulo fala brevemente de previsão de vendas, e que isso pode ser feito pelo proprio sujeito que toma decisões de marketing, ou ele pode pedir ajuda dos vendedores que tem uma visão melhor do mercado, ou então ele pode usar métodos estatísticos.

Bom, foi isso que esse capítulo tratou. Agora tirei o atraso e já descrevi todas as aulas. Vamos ver como vai ser a prova...

Treino Hoje



E vamos que vamos. Hoje fui pra rua denovo. Mas eu estava determinado hoje a ir mais devagar, tanto que até levei a câmera e tirei fotos da cidade neste inverno, as fotos estão aqui. E coloquei algumas neste post também para o blog não ficar só com textos...

Bom, eu saí de casa e a temperatura estava por volta de 9 negativos. O tempo limpo e o sol já tinha saido, eu saí as 7h40 da manhã. No decorrer do dia a temperatura promete esquentar bastante, chegar a zero graus talvez, agora já está 4 ou 5 negativos. Mas eu preferi não esperar esquentar, eu gosto de correr de manhã, é tudo mais bonito.

Pouco antes de chegar na Danforth eu resolvi que iria descer a Victoria Park, ir até o lago, ver como estão as coisas lá com toda essa neve. Depois que nevou bastante eu não fui mais no lago. Nesta primeira foto eu estou chegando no lago, mas nesse ponto eu já estava apenas caminhando e tirando as fotos. Nesta segunda foto vemos parte do parque que tem na beira do lago. Do jeito que dá para ver a neve nesse lugar, obviamente eu só conseguia caminhar e olha lá. Mas estava contente, eu não estava lá para quebrar meu recorde de velocidade.

Sai da beira do lago e voltei para a Queen Street, e segui nela rumo ao centro. Uma vez no verão eu tinha feito isso, treino para a maratona, corri pela Queen até o High Park. Estava bem melhor que agora. Durante a corrida lembrei bastante daquele dia, mas hoje a Queen estava muito diferente, com muita neve. Tanto a terceira quanto a quarta fotos são na Queen. A terceira em uma área comercial onde a gente corre na calçada mas o tempo todo tem um monte de neve entre a gente e a rua. Na quarta foto eu estou terminando de atravessar uma ponte sobre a estrada de ferro. Nesse ponto já estou quase no centro da cidade.

E eu segui correndo e parando vez ou outra para tirar as fotos, caminhava um pouco e tal. Cheguei na Yonge, final da jornada, ali eu poderia pegar o metrô. No final o treino deu mais de 16 Km, mas com muitas paradas e trotes lentos. Mas valeu a pena, 16 Km é muito bom ainda que devagar, até porque ontem eu corri 13. Ach oque estou melhorando, vou tentar manter a frequencia nesta semana, vamos ver.

Marketing Aula 5

Amanhã eu tenho o primeiro teste do curso de marketing. Tenho achado o curso fácil, portanto praticamente não estudei. Na verdade ontem eu li o capítulo 9 do livro, que foi dado na aula 6, e eu por distração tinha estudado o capitulo 6 no lugar. Do capítulo 5 o professor pulou para o 9, o 6 eu li atoa, na verdade foi interessante porque trata do marketing B2B.

Na aula 5 falamos sobre comportamento do consumidor. Começamos com o processo de decisão de compra, composto de 5 etapas:
1) Reconhecimento do problema - o consumidor se dá conta que tem um porblema, ou seja, em termos de marketing, ele descobre que possui uma necessidade. Por exemplo, estamos afim de participar de uma corrida.
2) Busca por informação - O consumidor com sua necessidade busca informações sobre o que há no mercado para resolver seu problema. No nosso exemplo podemos pensar na gente rodando pela internet procurando as opções de corridas disponíveis com as características que desejamos.
3) Avaliação das alternativos - Uma vez feita a busca frequentemente o consumidor vai ter em mãos varias alternativas que deverão ser avaliadas para a escolha da mais apropriada. Descobrimos duas corridas na data desejada, então vamos comparar distancias, percursos, preços, organizações, colegas que estarão lá, como chegar lá e tal para então fazer a decisão.
4)Decisão de compra - Bom, é isso que eu falei. Vcprocurou alternativas, avaliou elas e agora decide qual vai adquirir. É quando optamos por uma corrida e fazemos a inscrição.
5)Comportamento pos compra - O sujeito compra o produto para satisfazer suas necessidades, agora ele vai experiemntar o produto. Pode ser que ele fique feliz e tal, pode ser que não, que ache que pagou muito pelo produto, pode ser que volte para trocar, devolver.No nosso caso é quando vamos na corrida e estamos no Km 32 e nenhum posto de água.E lembramos que podiamos ter optado pela outra. Ou então o kit vem só com panfletos de outras corridas. Ou então ficamos sarisfeitos, encontramos os colegas, nos divertimos e achamos que valeu a pena.

Todas estas fases são importantes para o carinha do marketing, são momentos onde ele pode agir. Dependendo do tipo de compra pode não haver as 5 fases. Por exemplo, o café que você compra todo dia antes de entrar no trampo. Não há mais fase nenhuma, vc compra e nem pensa no preço, em outras alternativas ou sequer tem um comportamento pos compra.

E dado esse processo de compra, temos os fatores situacionais, psicologicos, socioculturais e do mix de mercado que influenciam na sua decisao.

Influências situacionais. Elas são a tarefa de comprar, contexto social da compra, contexto temporal, e atendimento. Vc pode decidir pela corrida no Morumbi porque vc comprou um tenis novo de 2 mil reais e cá entre nós, vc quer mostrá-lo para aqueles seus amigos que treinam na equipe da empresa. Ou você quer a corrida para correr com sua namorada, então vc prefere aquela com o percurso mais bonito. Pode ser que você vai comprar e o site te peça um cadastro de 500 itens para preencher, então vc cai fora e decide pela outra.

Existem também as influências psicológicas. Motivação, por exemplo. Vc treinou bastante e está motivado, então vai lá e compra a corrida. Personalidade - você é daqueles que gostam de competir, por isso procura pela prova onde está participando aquele seu amigo japonês que sempre toma chapéu. Aprendizado - a sua decisão pela corrida tem relação com o que você aprendeu enquanto corredor, com a sua experiência passada. Valores, crenças e atitudes - a sua decisão pela corrida, talvez por uma beneficiente, pode ter relação com seus valores, suas atitudes. E estilo de vida - Você decide não comprar, afinal o seu negócio é correr pela saude. ao inves de comprar vc chama a galera para correr em grupo.

Influências socio-culturais. Influencias pessoas - você escolhe a corrida porque aquele amigo seu que fala pra caramba disse que essa é a corrida. Grupos de referência - você escolhe a corrida X porque o seu técnico recomendou e a galera do treino vai. Família - você escolhe aquela corrida da Corpore porque tem também caminhada e os seus familiares querem participar também, mas a sua sogra não corre nem 1oo metros, só caminha. Classe Social - Você não escolhe a corrida X porque vc se acha o dono da grana e não pode correr nesse bairro de periferia e se misturar com aquela ralé. Cultura - você é brasileiro e gosta daquela corrida na praia, com sol e 30 graus na sombra. Sub cultura - você pode ser influenciado na sua decisão por subgrupos culturais aos quais você está relacionados, por exemplo, vc faz parte do grupo dos japoneses em SP e apesar de ter sua cultura brasileira também está ligado à cultura de seu subgrupo que é diferente da de outros e que pode influenciar muitas de suas decisões.

Marketing Mix. Claro, aqui entram preço - a primeira coisa que você olha antes de optar por uma corrida, produto - a sua avaliação da qualidade da corrida, o que ela oferece e como ela atende suas expectativas, promoção - a forma como a corrida é divulgada pode afetar sua decisao. Se a corrida tiver um site, então vc fica mais propenso a comprar, se você tiver que buscar informações por telefone e você liga e cai no faz, então pode ser que vc fica meio receoso de comprar a corrida, e local - você vai avaliar como comprar a corrida e como chegar ao local dela, acho que no caso de corrida local tem a ver com as duas coisas, local de compra e da corrida.

Ufa... foi isso. Bom eu escrever aqui que eu consegui fazer uma revisão dessa aula...

Intervalos de confiança para binomial

Eu terminei de ler mais um artigo que achei interessante. Esse aqui. Infelizmente não dá para ver o artigo todo aí... É escrito pelo Agresti e outro carinha lá, mas o Agresti é um sujeito muito conhecido por nós estatisticos devido principalmente ao seu livro sobre análise de dados discretos, o qual, aliás, eu consegui praticamente ler inteiro. Mas acho que vou precisar ler uma segunda vez para realmente fixar os conceitos...putz...

Bom, primeiramente um ponto interessante é que o fato de que os intervalos exatos são muito conservadores é conhecido a longo tempo, desde a década de 30, e isso acontece para intervalos exatos de distribuições discretas. A boa notícia é que ele é conservativo e não o contrário, então não há problemas em usá-lo em situações práticas, outro que o de você obter um intervalo mais amplo do que poderia.

O intervalo que usamos frequentemente, chamado de Wald, esse tem desempenho horrível para amotras pequenas, mesmo para amostras de tamanho 100 ele é não conservador, cobrindo o valor do parâmetro em torno de 92% dos casos quando deveria ser 95%. Lembro que esse é o intervalo:

(1) p+-z*raiz((p(1-p)/n)),

onde p é o nosso p-chapeu. Esse intervalo é o resultado da transformação do teste de hipótese usual em intervalo de confiança. A estatistica do teste para testar se p = p0 (p-zero) é:

(2) (p-p0)/raiz((p0(1-p0)/n)).

Lembrando que isso tem uma distribuição aproximadamente normal sob H0 e lembrando do procedimento para construir intervalo com base na estatistica do teste de hipótese, vamos isolar p0 do denominador, e teremos um intervalo para p0 com p no numerador mas o p0 ainda continua no denomidador. p0 é no entanto desconhecido e o procedimento usual é substituir o p0 do denominador por p que é o valor estimado, e temos a equação (1) com intervalo cuja cobertura é bastante ruim.

Para se obter o intervalo do score, que tem cobertura muito melhor que esse de Wald, e não é tão conservador como o exato, basta isolar realmente p0 na equação (2) quando da derivação do intervalo, o que vai resultar numa expressão bem mais complicada para o intervalo de confiança, que será função somente de p, não de p e p0 como (2).

A definição de cobertura é um ponto onde o artigo dá uma deslizada da definição. A cobertura pode ser calculada para qualquer intervalo de confiança, mas não é a mesma para todo valor de p fizando se o tipo de intervalo. Então a definição tradicional de cobertura de um determinado intervalo de confiança é que ela é o valor mínimo encontrado entre todos os ps possíveis. Utilizando essa definição, o intervalo do score tem desempenho pior do que o exato porque sua cobertura é muito ruim em um conjunto muito pequeno de ps, mas segundo a definição essa seria a cobertura a ser considerada.

Nesse artigo o Agresti não usa esse valor mínimo da cobertura, mas o valor médio, integrando sobre os ps. Eu concordo que esse procedimento é muito mais válido do ponto de vista prático do que o da definição onde seria considerada uma cobertura para um valor p que dificilmente acontece. Mas para fazer a integração sobre valores de p, o Agresti precisa supor uma distribuição para p. Ele usou a distribuição uniforme e duas betas e segundo ele o resultado da cobertura média sempre foi similar.

Mas colocando uma distribuição para p, ele meio que escorrega para o lado Bayesiano, e eu sou obrigado a meio que criticar isso. Afinal na minha situação prática, o meu p pode não ter a distribuição uniforme ou Beta que ele supos, pensando que o tal p teria uma distribuição, o que pode ser estranho. Eu já tenho aceitado isso nos casos de pesquisas na população, por exemplo, porque a pesquisa é feita no decorrer de uma mês, vamos dizer, e o p real da população muda infinitas vezes no decorrer de um mês. Ele não mudaria se vc tirasse uma amostra instantênea e entrevistasse todo mundo instantaneamente tambem. Então acho que faz sentido pensar que o p populacional tá lá variando, com os valores que ele assume a cada segundo tendo uma distribuição X. Enfim, meio viajante, mas foi o jeito que eu achei de aceitar o argumento Bayesiano.

Os cálculos do Agresti são muito interessantes, apesar disso, claro, a crítica é mais uma brincadeira, embora do ponto de vista matemático acredito que seja válida, mas de um rigor desnecessário. Mas isso me levou a pensar que poderíamos calcular a cobertura de outra forma, através de simulações. Podemos construir uma população W de tamanho N com com parâmetro P e tirar um sem número de amostras de tamanho n dela, e testar a cobertura de cada tipo de intervalo. E podemos fazer isso para muitos Ps na população, mais ainda, poderiamos brincar com populações realmente pequenas e realmente grandes e tal. Enfim, fica aí a sugestão, se o PH quiser a gente faz isso e escreve um artigo...rs.

Outra coisa que eu gostaria de comentar sobre o artigo é a correção proposta para o intervalo de Wald, também já sugerida a muito tempo, na década de 2o. Usando a correção, segundo as conclusões do Agresti o intervalo do Wald que tem cobertura ruim passa a fica parecido com o intervalo do score, melhor que o exato. A correção é simples, consiste em usar na expressão (1) do intervalo de Wald n = n+4 e X = X+2 ( veja que o valor estimado de p muda um pouco). O Agresti refere-se a esta correção como adição de dois sucessos e dois fracassos.

Finalmente, o artigo é uma grande fonte de referência sobre esse assunto, para quem quiser estudar intervalos de confiança para binomiais, e seus muitos tipos existentes. Muitas referências interessantes são estudadas. Eu fiquei um pouco decepcionado que essa questão da cobertura seja conhecida a tanto tempo e eu ainda não sabia disso, ach oque isso devia ter sido falando no curso de estatística, afinal intervalos de confianças para proporções são das coisas que mais usamos no dia a dia.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Treino Hoje

Sai as 7:20 para mais um treino. Hoje estava disposto a tentar rodar mais afinal preciso fazer uns meios longos, nao dá para encarar 30Km com treinos de 6, 7 Km apenas...

A temperatura tava 7 negativos, mas o tempo estava muito limpo e com isso quando o sol nasceu foi muito legal, muito bonito ver o contraste do quente sol com a fria neve.

As calcadas aqui perto de casa estavam com bastante neve, agora meio que transformada em gelo, e por isso estava até perigoso correr. Eu manerei. Mas mais para frente conforme a paisagem vai ficando menos residencial, as calcadas foram ficando limpas e consegui correr bem logo.

Mas estava sentindo o frio. Estava congelando o nariz, a boca, eu pensei inclusive que se continasse daquele jeito eu ia ter que acabar parando antes do que eu queria. Mas quando comecei a acorrer para Oeste, na Danforth, parece que a situacao melhorou.

Eu segui num ritmo fraco até a Woodbine, uns 7Km. Dali em diante aumentei bastante o ritmo, ajudado também pelo fato de que naquela parte eu ach oque o plano eh meio descida. Sempre sinto mais subida quanto venho do centro para ca. Acho que quando vou para lá é mais descida. Eu corri muito bem até atravessar a ponte sobre a Don Valey Parkway, uma rodovia eu acho. Entao senti o cansaço e diminui o ritmo, era já mais de 11Km. Segundo o mapa eu parei com 13,4Km, 1h09 minutos. Podia até ir mais, nao estava mal, apesar de que tambem nao estava inteiro. Mas ali eu estava na regiao onde eu trabalho, e estava satisfeito, eu pensei que seria melhor nao aumentar tanto as distancias tambem. Mas tentar manter a frequencia dos treinos. O ritmo médio ficou em 5:09min/km, muito bom porque descontando os semáforos com certeza ficou abaixo dos 5min/km. Se bem que sem semaforo eu talvez tivesse ido mais devagar, pois semáforos sempre sao muito bons para descansar...

Enfim, legal, vou ver se consigo manter a frequencia, se consigo correr um pouco amanhã...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Sobre amostras nao aleatorias

E o PH me obrigou a ler este artigo. Devo confessar antes de comenta-lo que o artigo se baseia muito em comparacoes entre inferencia descritiva e analitica, entre model-based inferencia e randomization inferencia, coisas nas quais eu nao sou muito fluente. Tem tambem os mecanismos de ignorabilidade, descritos com detalhes aqui e aqui, que eu faz tempo que nao vejo.

A parte que o PH gostou diz respeito ao comentario que o autor faz que a inferencia baseada em amostras eletorias nao eh livre de suposicoes. Sim, a galera sempre apela para o teorema do limite central e os resultados assintoticos e tal. Mas nao vou comentar essa parte, ates tentei delinear algumas conclusoes postas pelo autor sobre amostras nao aleatorias.

1)Do ponto de vista da inferencia model-based a amostra nao aleatoria eh aceitavel se o processo de selecao nao depende da variavel resposta da pesquisa, Y.
Essa nao dependencia de Y eh na verdade uma condicao que resumidamente diz tudo, e acho que poderiamos esquecer o tipo de inferencia, inclusive. Toda amostra nao aleatoria e aleatoria feita na populacao de humanos vai dar de cara com essa suposicao mais cedo ou mais tarde. Sobre model-based, diz respeito a inferencia que considera a populacao finita como amostra de uma superpopulacao. Assim vc pode postular um modelo para os parametros populacionais que voce quer estimar. Eu nao entendo muito disso, por isso nao deveria estar comentando, mas pra mim isso nao faz sentido em alguns casos, mas faz em geral nas pesquisas feitas em populacao, pois a rigor vc pode pensar que o parametro, por exemplo, percentual de votos, nao eh algo fixo. A sua amostra eh selecionada no decorrer de um periodo X, e nesse periodo hah mudancas e tal, entao acho que pensar em parametro fixo acaba sendo uma forte suposicao. Mas deixa eu passar para o proximo ponto, espero logo colocar aqui algo sobre model-based e randomization no que diz respeito a inferencia.

2) Ateh amostras aleatorias podem nao ser aceitaveis. Se voce tem uma informacao Z sobre a populacao, conhecida, e se sua amostra aleatoria acontece de nao estimar bem essa informacao Z, o que pode acontecer com probabilidade nao nula, entao a sua amostra aleatoria pode nao ser aceitavel. Nesse caso o autor fala em continuar amostrando ateh ela se tornar aceitavel, seja aleatoriamente ou mesmo por conveniencia. E cita referencias.
Sim, acho que o ponto eh valido mas nao pratico no nosso embiente de pesquisa. Primeiro porque nao temos amostras aleatorias, segundo porque supondo que tivessemos, achoque do ponto de vista pratico o que se faria seria uma ponderacao de pos estratificacao, nesse caso de ter conhecida uma informacao Z. Ninguem ia seguir coletando mais amostra.

3)Quando se usa a pos estratificacao, isto eh, definicao de estratos amostrais depois que amostra eh selecionada, a inferencia nao eh valida se o processo de selecao dependeu de algo alem das variaveis de pos-estratificacao.
Esse eh um ponto que eu precisaria pensar mais para comentar mas acho que a questao eh que quando se faz pos-estratificacao eh justamente porque descobre-se que o processo de selecao de alguma forma, talvez nao desejada, dependeu de algumas variaveis que temos informacoes populacionais. Entao por exemplo, vemos que a proporcao de homens eh 40% quando sabemos que deveria ser 48%. Usamos a pos estratificacao pelo sexo. Em situacoes praticas ach oque geralmente ha o cuidado de checar outras informacoes que julgamos poder ter relacao com o processo de selecao.

4) Amostras por cotas seriam validas se as condicoes de ignorabilidades puderem ser satisfeitas, o que eh equivalente a dizer que elas sao validas se toda informacao que o entrevistador pode usar que tem relacao com a variavel resposta puder ser controlada. Em outrs palavras, as variaveis de cotas precisam carregar toda informacao a respeito da variavel resposta que o entrevistador possa usar.
Essa eh a eterna questao... Como fazer isso? Praticantes da amsotra por cotas defendem que com controle rigido de campo, as escolhas do entrevistador sao muito limitadas e eh aceitavel a suposicao de que seja la onde for que ele escolha, isso nao ter relacao com a variavel Y. Hoje em dia, alem das cotas a amostragem por cota em geral inclui procedimentos relacionados a restricoes geograficas. O entrevistador pode escolher, mas ele tem uma rota a seguir, um procedimento de campo a obedecer, tipo, ele precisa rodar a quadra no sentido horario e abordar uma a cada 3 casas e fazer um arrolamento detalhado para que se possa conferir seu procedimento. Assim o entrevistador exerce muito pouco a sua liberdade de escolha, ela acaba se limitando a liberdade dentro do domicilio para selecionar o morador disponivel segundo suas cotas, ao inves de sortear aleatoriamente. Ele nao pode escolher os enhor que passa na rua ou aquele que cuida do jardim na casa anterior a selecionada, ainda que ele ve que seriam ideias para o cumprimento da cota. Outro pnto importante aqui eh a definicao de variaveis de cotas - quanto mais conseguirmos cobrir as variaveis infleunciadoras de Y, mias qualidade estamos garantindo aos resultados. Na pratica aqui tenta-se controlar tambem variaveis que embora nao fortemente ou comprovadamente relacionadas a Y, sao relacionadas a disponibilidade do entrevistado e aescolha subjetiva do entrevistador.

5) O autor diz que nao respostas e valores faltantes sao coisas muito mais provaveis de tornar o mecanismo de selecao nao ignoravel (e portanto a amostra nao valida) do que a selecao por cota em si.
Sim, se as cotas sao bem definidas e o campo sao bem controlados. E ai tende-se a pensar que essa eh uma critica a amostras completamente probabilisticas, que nao conseguem evitar a nao resposta, mas aqui eh importante o que vai ser colocado no proximo ponto. Antes de chegar lah eh bom lembrar que a amsotra probabilistica mesmo deveria conter a nao resposta mas nao a nao disponibilidade. A amostra por cota tem os dois. Acho que mesmo com controles em variaveis relacionadas a disponibilidade, como sexo e trabalho, nao podemos ignorar isso.

6) O autor sugere que o amior problema de amostras com cotas seria que ela esconde a nao resposta. Enquanto na amostra probabilistica vc consegue obter informacoes, as vezes bastante, sobre a nao resposta, na amostra por cotas ela continua existindo mas vc nao tem mais informacoes.
Bom, esse acho que eh um ponto importante, mas vale lembrar que a amostra por cota tenta controlar o problema de nao resposta a priori. Ela se baseia em suposicoes sobre a nao resposta e variavies relacionadas a ela. Mas mesmo assim eu acho que a amsotra probabilistica acaba sendo sim uma fonte muito rica de informacao sobre a nao resposta, e vc pode a partir disso tentar ajustar a amostra de forma muito mais eficiente do que somente controlando cotas.

Bom, acho que sao pontos importantes. O autor cita outros artigos, cita muitas coisas interessantes e aih eh aquela coisa, quanto mais aprendemos mais descobrimos que precisamos aprender. Tem muita coisa que eu goataria de checar, ir atras para poder comentar e entender melhor esse assunto que eh bastante importante. Vamos ver...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Brrrrrrrrrrr

O mes de Fevereiro tem sido sem duvida mais frio do que Janeiro e Dezembro, embora a neve vio para ficar desde Dezembro. A temperatura que costumava ficar rodeando os zero graus agora tem estado bem mais baixa em geral. Esta semana toda eu peguei temperatura entre 5 e 10 negativos de manha cedo e a coisa nao mudou muito durante o decorrer dos dias, tal que quando eu volto para casa a tarde enfrento os mesmos 5 a 10 graus negativos.

Agora a temperatura esta em 12 negativos. E eu tive que me virar para vir para cah pois minhas blusas mais grossas haviam ficado todas aqui no trabalho por eu ter voltado para casa correndo em dois dias consecutivos. Coloquei uma blusa de la daquelas sociais, e por cima a minha blusa de corrida do Brasil, aquela preta. E fui pro ponto de onibus meio que em cima do horario do onibus. Deu certo, o busao passou logo e eu acabei nao passando muito frio, Mas que tava frio isso tava.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Treino hoje

A jornada continua. Agora com o incentivo do Sadao. Hoje eu cai fora do trampo dez minutos mais cedo do que ontem e mandei bala no mesmo percurso. Hoje nao estava nevando, mas eu senti um pouco o frio, estava 9 graus negativos. Senti um pouco as pernas também, não estava na mesma forma de ontem, tive que maneirar um pouco. Com isso cheguei na estação Main Street com 1 minuto a mais do que ontem, 37 mais ou menos. E resolvi parar, eu estava com o nariz congelando. Eu não sei porque, mas hoje a sensação de frio foi maior, apesar de eu também não ter pego vento contra. Terminei de metrô, e demorei para chegar em casa, o metrô tava lento, devia ter pego o busão igual ontem. Depois passei o maior frio na estação Warden esperando o busão, lá não tem muita proteção. Só se eu entrasse numa lojinha para tomar café e ficasse lá... Mas enfim, bom que deu tudo certo.

Amanhã não vou correr. Descansarei e no sábado vamos ver o que eu faço. Preciso bolar uma estratégia para rodar bem os 30Km.

E tem acontecido algo engraçado, como eu volto do trampo correndo minhas blusas ficam lá. Já tem três lá e eu não sei como vou pro trampo amanhã... Vou ter que enfrentar o frio previsto para 12 graus negativos com alguma blusa que tenho por aqui... Acho que vou ter que colocar a roupa de corrida para votlar pro trampo...rsrs...

Crime no Canada

Hoje saiu um boletim da Statistic Canada sobre a criminalidade no Canada. No site deles deve ter mais coisa, mas o boletim tem algumas coisas interessantes.

A taxa de crimes violentos no Canada como um todo foi de 27,5 crimes por 100 mil habitantes. Ai conta roubos, homicidios, tentativas de roubos e homicidios e outros crimes com contato pessoal que sao os que sao considerados violentos. No Brasil, segundo um dado que levantei bem rapidamente, a taxa de homicidio somente foi em torno de 27 por 100 mil em 2000.

A cidade mais violenta eh Vancouver, onde a taxa eh de 47 por 100 mil. Depois vem Winnipeg e entao Toronto, com 40.4 crimes violentos por 100 mil habitantes. Quando falamos de homicidios, a maior taxa fica com Edmonton e a segunda maior com Abbostford. Eu nem sei onde eh essa cidade...

Pelos meus calculos houve cerca de 600 homicidios no Canada em 2006, o que com uma populacao de 30 milhoes vai dar em 2 homicidios por 100 mil habitantes, contra os mais ou menos 27 do Brasil.

Eles dizem tambem que a taxa de homicidio com armas de fogo do Canada eh cercad e 6 vezes menor do que a dos Estados Unidos. Mas eh cerca de 3 vezes maior que na Australia e 6 vezes maior que na Inglaterra. E a taxa de homicidios cometidos sem armas de fogo eh parecida nestes 4 paises.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Duelo

E o japones disse que tá afim de dar chapéu a distancia. Ele nos 30Km de Friburgo e eu na Around the Bay. Eu me queimei. 8 graus negativos, eu tinha levado a roupa de correr pro trampo, falei "É hoje!". E fui. Quando saí do prédio me toquei que tava nevando. O chão tava branco, com uma fina camada de neve. O vento soprava do Oeste, portanto a meu favor, isso era essencial. O duelo tava lançado, eu não ia amarelar por causa da neve, fui. O chão não tava muito confiável, a camada fina de neve era meio lisa, e em alguns lugares ela escondia o gelo embaixo. Mas o desafio tava lançado, eu sentei a bota. Peguei semáforos e o transito de pedestre da Danforth e cheguei na estação Main Street do metro com 36 inutos, 6,88Km. Bem ruim. Mas ok, nesse percurso, com paradas e neve e gente eu não vou conseguir fazer tempo bom. Tinha forçado e dado um tiro no final e andei um pouco quando cheguei na Main. Eu podia parar ali e escolher entre pegar o busão ou o metrô, e me lembrei que eu podia caminhar um pouco e pegar o busão mais para frente, perderia a opção do metrô no entanto. O frio de 8 graus negativo a favor do vento e querendo dar chapéu no japonês fica calor. Eu tava com calor, precisava andar, precisava ficar ali, ao ar livre, ao lado dos pedestres que faziam de tudo para se esconder do vento. Eu segui trotanod pela Danforth até que já era tarde demais para voltar. Atravessei a avenida e continuei trotando do lado de lá, um trote lento, gostoso, na neve. Precisava ficar esperto para não perder o busão, precisava achar um ponto, verificar o horário dele. Continuei trotando até encontrar o ponto e descobri que ele passaria dentro de 10 minutos. Em 10 minutos eu ando muito, não preciso esperar. E não esperei, segui pela Danforth, passei mais um, dois, três pontos de ônibus e a parte comercial da Danforth tava acabando, o vento ficando mais forte, mais frio e os pontos mais distantes. Eu resolvi parar num ponto e esperar ali mesmo. A 8 graus negativos, parado no ponto, molhado de suor, tudo que vc quer é que o busão chegue logo.E o vento por vezes soprava forte, congelando tudo. O vento com a neve parecia aqueles ventos do deserto que levam a areia e voce até vê o vento. Mas também congela. Um busõa se aproxima, não era o 20, era o 113. Eu naõ sei para onde vai esse 113, mas dentro dele tá quentinho, vamos ver para onde ele vai. Ele andou mais um pouco na Danforth em ao inves de sair para a Kingston ele continuou na Danforth. Bom, porque eu moro na Danforth lá na frente, vamos ver até onde ele vai. O 20 me deixaria na porta de casa, daria uma volta, mas eu ficaria na porta. O 113 eu não sei, sei que não vai me deixar na porta de casa, sei que só o 20 e o 16 passam lá. Eu dentro do busão, quente, ainda meio cansado, mas tranquilo e feliz. Quem sabe eu consiga aumentar o meu ritmo e fazer frente pro japones. O busão chega no cruzamento com a Kennedy e entra na Kennedy. Mas eu moro na Danforth. Desço juntamente com um sujeito que vai com uma grossa bluza com capuz e uma mochila. Volto para a Danforth, agora é correr até em casa, não tá longe, deve faltar menos de 2Km. Tinha rodado 8.5 mais ou menos a pé, 3,2 de busão e na verdade faltavam 1,2Km para chegar. Eu atravessei a Danforth para correr em neve pura, não pisada, com vendo agora de lado e castigando bastante. No site do tempo dizia 8 negativo com sensação térmica de 16 negativos, agora acho que eu tava sentindo a sensação térmica. O vento cortava e eu me senti o Rock Balboa correndo na neve da Sibéria, treinando para enfrentar o russo que dava dois dele. O japones dava metade de mim, mas de que adianta, não era de boxe o duelo. É bomlembrar também que o russo perdeu. Mas eu tava firme e forte, e segui pela neve intocada, pisando muitas vezes sobre gelo escondido pela neve, em poças da água debaixo do branco da neve. Cheguei em casa com o tenis molhado, mas bem. Que venha os 30Km, o japones que coleciona chapéu agora vai ganhar um gorro...

Pesquisas mal feitas

Ainda no jornalzinho metro de SP saiu que 20% da populacao paulistana eh alcoolatra, significando que 20% da populacao bebe diariamente. Eu achei o percentual extremamente elevado, afinal beber diariamente eh dose! Tipo, nao eh qualquer um... E quantas pessoas conhecemos que bebem diariamente? Eu nao sei se conheco alguem... Embora nos basearmos em quem conhecemos pode nao ser a melhor estimativa, isso nos da uma ideia do tamanho da coisa. E acho que 20% eh exagero.

Olhando a metodologia, vemos que a pesquisa foi feita em ponto de fluxo, na regiao central de Sao paulo. Eles 1) pegaram a regiao de SP onde a taxa de alcoolismo provavelmente eh muito maior e expandiram o resultado para SP inteira e 2) fazendo pesquisa em ponto de fluxo eles tiveram muito provavelmente um enorme vies de disponibilidade, significando que quanto menos a pessoa vai ao centro menos provavel ela seria de ser entrevistada. Pessoas que ficam mais em casa, saem pouco, elas talvez bebam muito menos, principalmente quando falamos em beber diariamente.

Outro dado eh que 3% fuma maconha DIARIAMENTE. Tambem achei alto e possivelmente estah muito relacionado ao local onde fram feitas as entrevistas.

Em um trabalho que fiz estudando as pesquisas em pontos de fluxos, ficou provado que quando vc faz pesquisas no centro de SP, sem controle de origem, muito mais entrevistados moram ali no centro do que a real populacao que mora ali. Outro pnto eh que mesmo com controle de origem, ele tende a nao ser efetivo se feito da forma usaul,dividindo a cidade em Norte/Sul/Leste/Oeste, porque sao regioes muito grandes e todas estao ali perto do centro.

Enfim, acreditoq ue uma grande luta nossa deva ser contra a industria de bebidas e do tabagismo, mas com pesquisas desta forma estamos dando argumentos a eles...

Obesidade

Uma pesquisa feita pela Statistic Canada mostrou que criancas que vivem em bairros mais pobres tendem a ganhar mais peso do que as que vivem em bairros mais ricos. O estudo foi feito acompanhando por 8 anos um grupo de criancas representativo do territorio Canadense.

Eu nao sei como as pessoas pensavam neste assunto, mas eu tinha uma ideia de que pessoas mais ricas teriam maior ganho de peso pela maior disponibilidade de alimentos, atividades dentro de casa e tal. E o que acontece aqui parece ser o oporto, quem tem mais grana tambem tem mais acesso a informacoes e meios de controle de alimentacao, pordendo ter uma alimentacao de melhor qualidade.

A impressao que tenho e que esta tendencia pode estar restrita ao Canada ou a paises mais ricos, onde a populacao pobre talvez nao seja realmente pobre como no Brasil. Fui pesquisar e aqui tem uns graficos interessantes sobre a situacao no Brasil. Embora os dados nao sejam atuais nem sobre criancas, acho que nos da alguma informacao. A obesidade tem sido sempre bem maior entre a populacao de alta renda, mas quando consideramos mulheres adultas no Sudeste, a obesidade na populacao de baixa renda ultrapassou a da populacao de alta renda, onde a obesidade inclusive diminuiu.

Entao tipo, acho que ha uma tendencia ai que o problema atingiu inicialmente a populacao de alta renda, com o desenvolvimento pegou a populacao de baixa renda, onde ela ainda esta crescendo enquanto a populacao de alta renda ja um passo a frente, esta trabalhando no controle da obesidade. Eles tem condicoes de fazer isso, mas sera que a populacao de baixa renda consegue controlar a obesidade como a de alta renda?

Soh uma ultima observacao, os dados do Brasil que achei nao sao comparaveis com os observados no Canada por se tratar de populacao diferente (infantil contra adulta), e acredito que a definicao de renda eh diferente. Alem disso a conclusao eh diferente uma vez que o estudo canadense foi longitudinal e diz que o ganho de peso eh maior nas criancas mais pobres, mas nao diz sobre o percentual de obesos...

Outra observacao eh que este link que eu achei deveria ter a fonte dos dados. Eles mostram SE e NE, mas nao cita de onde foram tirados os dados. Pode ser que esteja em algum lugar fora do PDF e eu nao vi, mas devia ter a fonte no PDF...

E finalmente, notei que hoje saiu no metro de SP um artigo sobre a obesidade dizendo que pobres e mulheres sao populacoes onde a obesidade mais cresce. Eu nao li o artigo, mas a questao parece que eh que ela cresce mais entre os mais pobres mas ainda deve ser maior entre os mais ricos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Esteira

É... Hoje não choveu, mas em compensação o vento lá fora tá de congelar até o cabelo. Está um vento forte, soprando do Oeste, então indo para o centro eu teria que correr contra o vento.
Aí esquece. Mesmo a temperatura estando acima dos zero graus, fica muito frio com vento e muito incômodo. Eu fui para a esteira.

Rodei 38:48, 5.3 milhas. Calculei o ritmo e deu 4:33m/km. Eu fiquei bastante cansado, estava rodando a 8 milhas por hora (4:40min/km) o tempo todo. Esta foi a vez que eu consegui manter o ritmo mais ocnstante. Só nos dois ou 3 minutos finais que eu aumentei a velocidade para mais de 9 milhas/h (4:09 min/km). E terminei zoado. Fiz as contas, média de 4:33 min/km, não é ruim. Na verdade achei muito bom, tão bom que estou desconfiado que tem algo errado, pois não achoque estava assim rápido. Já ouvi falar que a esteira facilita as coisas. Sempre plano, vc na verdade não sai do lugar. Sei lá, achei o ritmo maior do que o esforço percebido. Mas foi bom, quase 40 minutos. Eu tenho que tentar fazer isso constantemente, mas haja paciência para ficar 40 minutos na esteira, não é fácil para mim, preciso mais disciplina do que eu tenho. Mas lá fora também não tá rolando então... Sei lá, vamos ver o que vai acontecendo...

Nada de novo

E conforme o tempo passa eu vou vendo como é difícil correr no inverno se você não se render a esteira. Eu juro que tinha prometido correr muito mais do trabalho para casa, onde eu poderia pegar um longo trecho com calçadas limpas, e, mesmo se eu não corresse os 13 Km até em casa, se eu corresse 6 Km que fosse todo dia, já seria um grande, enorme avanço. Vieram então duas semanas de tempo muito ruim, Neve, chuva, vento, era impossível correr a tarde, seria totalmente improdutivo e desgastante. Ontem eu resolvi que ia de qualquer jeito, afinal o sol tinha saido bonito, a previsao do tempo tava boa a não ser pela temperatura de 11 graus negativos. Mas fui como num relato aí pra baixo. E disse a mim memso que não ia me detonar porque hoje seria dia de correr de novo, já que eu estou buscando mais a frequencia do que a distancia.

Mas hoje tinha um aviso de tempestade de chuva congelante ("Freezing rain") na parte da manhã. Eu poderia sair bem cedo e evitaria ela, mas o metrô só abriria as 9h, como eu voltaria. 7 da manhã, querendo sair para correr, eu decidi não ir. Eu tinha que sair mais tarde para ter metrô para voltar, mas mais tarde eu poderia pegar a tal chuva, ok, até que eu poderia correr na chuva, mas não sei se vale a pena tanto, a gente passa bastante frio quando corre na chuva a zero graus e a chegada não é em casa... Não corri... Hoje... Enfim, é o corredor de olho na previsão do tempo, faz diferença se chover ou fizer sol... ou nevar....

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Despedida...

Hoje fui num happy hour de despedida da minha colega de trabalho, que vai para a Inglaterra para ficar lá um ano. Ela sabe que eu não gosto dessas coisas, cheguei até a dizer para ela que no Brasil eu jamais tinha ido nesses eventos de despedida, não queria ir nem no meu. Mas... eu não posso ser tão anti-social, aqui ainda tenho poucos amigos, preciso ir fazendo mais e tal. Então eu fui. Não foi num bar, foi na casa de uma garota que trabalha na empresa também, uma coisa para os funcionários mais chegados a ela.

Eu inda não tinha entrado numa casa aqui, essa foi a primeira. Era uma casa muito grande, com 3 pisos. Na entrada eu notei aquele monte de sapatos no chão e casacos pendurados. Percebi que não ia ser legal se eu entrasse de tenis, devia deixar o tenis ali. Por sorte eu não tava usando aquela minha meia furada. Mas todos mundo tava andando pra lá e para cá somente de meia, então eu fiquei a vontade. Era uma casa realmente grande, onde moravam duas pessoas. E eu notei que as pessoas todas elogiavam a casa, fazia 3 meses que a dona morava ali.

Fomos um momento para o segundo andar, uma TV, e a galera começou a jogar um video game onde o instrumento de controle era uma guitarra. Duas pessoas tocavam a guitarra aqui e la na tela dois guitarristas disputavam não sei o que. Eu não entendi o negócio, e nem quis, não é a minha praia, mas eles se divertiam, um ganhando do outro e tal.

E rolou algumas outras conversas, várias pessoas ali eu não conheci, achei por bem ir embora cedo, o barulho tava grande e tava difícil conversar. Mas foi interessante, sempre há coisas novas para descobrir... Entre elas a sigla BYOB no email-convite, descobri quando tava saindo de casa que significava "Bring Your Own Bottle"...

Horário de Verão

No Brasil terminou o horário de verão na noite passada. Agora estaremos a apenas duas horas de diferença, ao invés de três, e a comunicação com o Brasil vai ficar mais fácil. Sempre que chegava em casa do trabalho a galera no Brasil já tava indo pra cama, e eu ficava meio com receio de ligar e tal. E... vamos ter mais um tempinho até entrarmos no horário de verão aqui e os relõgiso ficarem apenas uma hora de diferença, aí nem parece que estamos em outro país...

OBS - Acho que vou contratar o Angel para me dar aula de marketing... Sim Angel, pode comentar o quanto quiser, eu vou aproveitando para aprender...

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Family Day

Este final de semana é prolongado, é o dia da família. É a primeira vez que a província de Ontário tem esse feriado. Agora temos 9 feriados, e pelo que entendi eles são sempre nas segundas ou sexta feira, assim não tem esse esquema de emendar feriado que tem no Brasil. Aliás, visto daqui, o Brasil parece o país do oba-oba, seriedade zero... Estes são os feriados da província de Ontário:

  • New Year's Day
  • Family Day
  • Good Friday
  • Victoria Day
  • Canada Day
  • Labour Day
  • Thanksgiving Day
  • Christmas Day
  • Boxing Day (December 26)
Emfim, então nesta segunda bom trabalho para a galera do Brasil. Eu vou dormir até o meio dia...

Treino Hoje


Depois de quase duas semanas parado eu resolvi que de hoje não podia passar, nem que fosse para eu voltar para a esteira. Mas não foi preciso tanto, saí as 7:20 da matina com 10 graus negativos, para rodar nas ruas. Eu sabia que a situação não estaria boa para correr dada a quantidade de neve nas calçadas, mas eu ia ver o que acontecia...

As duas primeiras fotos aí do lado nos dão uma idéia da situação. A primeira mostra a banca de jornal coberta de neve...rs...Aqui não existe bancas de jornal, somente essas caixas... Na segunda foto temos uma pessoa esperando o busão (eu também tava esperando quando tirei a foto...). Os montes de neve resultante da limpeza das ruas e das calçadas dominam toda a paisagem, em alguns lugares eles são bem grandes. Dada essa paisagem aí, correr é complicado, e foi por isso que eu estou a duas semanas sem correr. E lendo o relato da galera no Brasil correndo, correndo, correndo... Putz...

Sai, peguei a Danforth direção sul. Estava me sentindo confortável, pela primeira vez resolvi usar a luva sem dedos que comprei, essa aí da foto. Ela não é prática, qualquer coisa que você vai pegar é complicado, mas ela é bem grossa e eu resolvi testá-la. O resultado foi ótimo, achoque foi a primeira fez que minhas mãos ficaram quentes o tempo todo! Demais, gostei muito! Esse tipo de luva eles não falam gloves, falam mits, foi uma coisa que achei engraçado...

Desci a Danforth até chegar na parte mais comercial, e até lá só não corri em cima da neve quando atravessava as ruas. O ritmo foi bem lento, o chão era muitoirregular. COmo está bem frio, a neve pisada é dura, irregular, e é muito fácil torcer o pé. É mais ou menos igual barro quando endurece. Eu achei muito pouco confortável correr na neve por 3 ou 4 Km. Só que eu não estava pensando muito nisso, estava até contente porque pelo menos estava conseguindo correr, eu não sabia muito o que esperar antes de sair de casa.

Num determinado momento a calçada não tava limpa e eu tive que correr uns 200m na rua, foi tranquilo. Quando cheguei na parte mais comercial da Danforth a situação se inverteu e pisar na neve passou a ser mais excessão do que regra. Eu segui pela Danforth até a estação Greenwood do metrô, lá eu parei porque realmente queria correr amanhã também, ver se consigo correr frequentemente, então não queria me detonar hoje. Terminei bem, e sem passar frio.

Embora estivesse 10 graus negativos, a temperatura não me detonou, eu estava confortável quanto a isso, e nem diria que estava tão frio. Lá pelas tantas o sol apareceu tornando tudo mais bonito. O amanhecer é sempre bonito principalmente quando tudo tá coberto de neve. Mas achoque tem algo estranho, eu não senti frio, enquanto que outras vezes com temperatura em um ou dois negativos eu passei mais frio. Não sei se talvez é porque hoje não ventou. Chegando na Greenwood eu resolvi voltar até a Coxwel caminhando, eu realmente não estava com frio e louco para entrar na estação do metrô que é quente. Voltei até a Coxwel. Dentro do metrôé quente, alguns trens tem um bom aquecimento. Outros não, o de hoje tinha, tava gostoso. O problema é que quando corro smepre acabo ficando suado por baixo, e quando desço do metro na estação Warden para pegar um busão até em casa, sempre passo frio. Hoje não foi diferente. As blusas de correr, eu estava com duas, não são grossas, e estar com a camiseta embaixo e até a blusa molhados não é uma boa coisa quando a temperatura tá 10 negativos como hoje. Na estação Warden eu entrei numa padaria, se é que podemos chamar assim, e comprei um café quente. Os cafés aqui são mais chá do que café, e vem num copo grande, então vc sai com o copo na mão e fica bebendo e tal, parece que alivia um pocuo o frio. O busão chegou logo e eu voltei para casa, o busão também é quente, tranquilo dentro dele.

A previsão agora é que a temperatura deve subir amanhã e mais ainda na segunda feira, inclusive está no site do tempo que pode chegar a 9 graus positivos. isso seria delicioso! Mas, 9 graus com chuva. Ou seja, pelo jeito nada de treinar lá fora. Vamos ver, quem sabe eu drie coragem... Eu acho que tanto a neve quanto a chuva, elas fazem a temperatura subir. Parece que não neva quando estamos a 10 graus negativos. Bom, enfim, só para finalizar, o treino deu 48 minutos, contando semáforo. E deve dar uns 9Km até a Greewood, sem contar a caminhada de volta até a Coxwel. Bom, muito bom, espero que amanhã eu consiga repetir a dose.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Diferencas culturais

Ganhou espaco uma notica de que o sujeito recebeu uma multa porque tava andando de motocicleta sem capacete em Toronto. Isso porque ele tava usando o turbante dele. O sujeito ficou bravo com a multa e foi brigar na justica. Ele diz que a religiao dele nao permite que ele tire o turbante para colocar o capacete e o advogado dele diz que eh discriminacao dizer que as pessoas tem que escolher entre sua religiao e a vida normal no Canada.

Bom, o assunto eh polemico, mas eu acho que as pessoas que decidem morar aqui devem pesquisar antes quais as leis daqui e fazer sua decisao. Se alguem vai para o Brasil tem que respeitar as leis de la e acho que eh assim em qualquer lugar. Eu acho meio sem sentido ateh dizer que voce vem para cah e o Canada deve respeitar suas regras. O canada tem suas regras e todos tem que cumpri-las, embora todos possam lutar para mudar as regras, mas nunca desrespeita-las. Senao vou cometer um crime e dizer que minha religiao no Brasil prega que precisa cometer um crime pro mes para ir pro ceu. E boa.

Acho que ha uma confusao ai no que eh discriminacao. Eu vejo discriminacao como tratar a pessoa de forma diferente por causa de religiao, sexo, raca etc, pensar que elas tem menos direito ou sao menos capacitadas por causa dessas caracteristicas. Nesse caso nao eh discriminacao, o sujeito estah sendo tratado como qualquer outro deveria ser, punido por nao respeitar uma regra, nao podemos dar privilegios a ninguem, isso sim seria errado. Eu ateh penso que num caso como esse nao seria necessario punicao, mas um alerta, a punicao viria na reincidencia. Mas nunca aceitar que se descumpra a lei...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Valentine's Day

Hoje eh o dia dos namorados por aqui. Hehe, agora vou ter dois dias do s namorados, pois no Brasil eh somente em Junho. Mas... pouco adianta pois neste estou sozinho, no proximo, espero que nao. O dia me pareceu muito semelhando ao do Brasil, os namorados compram presentes um para o outro e tal, essas frescuras. Rs. Agora que estou ouvindo mais radio aqui notei sai bastante na midia, eles comentam bastante sobre o dia dos namorados, e na verdade tem comentado a mais ou menos uma semana. Mas, deixa eu trabalhar, pois nao eh feriado...

Probabilidades

Acabei de ler mais um artigo, este sobre o calculo da probabilidade de uma eleicao terminar empatada. E li metade deste outro que segue mais ou menos na mesma linha. O primeiro trata apenas do calculo da probabilidade de a eleicao terminar empatada e um eleitor ter seu voto decisivo. Ela parece ser, segundo o artigo em torno de 1 am 10 milhes nos EUA, mas depende de qual estado estah o eleitor. NO segundo artigo o tema eh mais interessante pois a mesma probabilidade eh um indice, o poder do eleitor. Entao um jeito de calcular o poder de um eleitor eh verificando a probabilidade desse eleitor ser decisivo na eleicao. Mas esse eu nao terminei de ler.

O que acho interessante nessa discussao eh as duas formas que achei no artigo para se calcular esse tipo de probabilidade. A primeira, que acho que segue o que chamamos de corrente frequentista, eh puramente matematica mesmo, e voce sai do zero, simplesmente assumindo que todo mundo tem probabilidade igual de votar para qualquer partido. Tipo, se voce tem 100 eleitores mais voce e apenas 2 candidatos, voce calcula de quantas formas eles podem ser divididos em dois grupos de 50, sendo que o grupo que voce for ganha. Divide esse numero de formas pelo total de formas possiveis de se formar dois grupos e vc tem uma probabilidade. Na verdade na teoria da estatistica frequentista isso nem seria uma probabilidade pois nao temos um espaco amostral, eu nao conheço muito esse assunto mas diria inclusive que eles nem aceitam muito esse tipo de calculo. Em tese vc não poderia pensar que um parâmetro tem distribuiçao de probabilidade. Bom, eu acho que eh mais ou menos isso, mas o que importa mesmo eh que segundo esse raciocinio, fazer um grupo de 1 e outro de 99 tem a mesma probabilidade do que um grupo de 50 e outro de 50. Vc tah assumindo completa aleatoriedade e nenhuma informacao.

Mas se voce pegar os EUA, e considerar 2 partidos, e pegar os eleitores, voce sabe que nao vai ter algo como 80% democratas e 20% republicano pois a populacao eh dividida entre os partidos de forma mais balanceada. Entao pensando assim certos eventos do espaco amostral (supondo que podemos chamar assim) seriam extremamente imporvaveis, e outros muito mais provaveis. Podemos considerar um caso extremo para ficar mais claro, se 99% da populacao tem sido democrata e 1% republicana, entao o evento empate que deve ocorrer para que uma pessoa decida eh extremamente imporvavel, vc pode dizer que ele nao vai acontecer, a probabilidade do paragrafo acima estara superestimada. Enfim, vc pode calcular a probabilidade usando seu conhecimento, e modelos, como o autor faz no artigo, e acredito que vc realmente chegue a algo mais proximo da realidade nos casos onde vc tem informacao, do que partindo do zero. O problema eh que o negocio deixa de ser extritamente matematico porque quando vc comeca a usar modelos, cada um pode ter o seu e chegar a diferentes resultados. Diferente do método no parágrafo acima, esse seria aceitável, digo, ele é usado pelos adeptos da teoria bayesiana, segundo a qual não tem nada de errado. Mas mesmo se não formos adeptos da tal teoria, é importante notar que o resultado é importante e útil.

Enfim, sao questoes que temos nesse nosso meio, eu não vou me alongar nisso pois senão vou falar bobagem, se já não falei. Estou tentando estudar a teoria bayesiana, que vem ganhando muito espaço e infelizmente eu não vi nada na faculdade...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Montes de neve.

Hoje pareceu que eu acordei em outro planeta. Lah fora tudo muito branco, dificil de andar para qualquer lugar. A neve fina de ontem acumulou e afunda quando pisamos nela. Pelo menos a temperatura estah baixa o suficiente para que a neve nao seja molhada. Eu peguei o onibus mais cedo, tentei na verdade porque ele atrasou um pouco, o metro andou devagar e eu cheguei no trampo na mesma hora de sempre. As ruas estao irreconheciveis, em muitos lugares eh impossivel andar onde antes era uma calcada larga e totalmente acessivel. Os tratorzinhos que limpam neve, caminhonetas e oturos carros com aquelas laminas na frente, tratores grandes com aquelas pas, eles estao alucinados pela cidade, tentando aliviar a situacao. Ach oque eu descobri que aqui as calcadas sao largas e desimpedidas e sem buracos porque aqui se nao for assim nao dah para limpar a neve com os tratorzinhos. Imagina um tratorzinho andando nas calcada s de SP onde nao da para andar nem a peh direito... Certeza que aqui as calcadas sao feitas jah pensando nisso, porque se no inverno elas nao sao limpas o transtorno eh muito grande.

Hoje estah sendo realmente um dia diferente no sentido de que eu nunca vi a cidade com tanta neve. A neve da rua eh jogada na sarjeta e o tratorzinho passa na calcada tentando limpar tambem, o resultado eh que quem anda na calcada quase que anda num tunel, com um metro de neve de cada lado, as vezes o monte chega a ser mais alto que uma pessoa. Montes de neve estao por toda parte, nos estacionamentos eles sao realmente enormes e ocupam bastante espaco. Eh um mundo diferente, um mundo a parte, eh impressionante ocmo o inverno aqui eh diferente do verao, me toquei que no Brasil na verdade temos apenas uma estacao o ano todo...

Momentos

E a vida continua engracada. Eu peguei o busao ateh a estacao Warden do metro. Como eh a segunda estacao, o metro jah chega lah meio cheio, ainda ha espacos para sentar, mas tipo, metade deles somente. Por isso a grande maioria da galera lah de onde eu moro sempre pega o busao pra estacao Kennedy, que eh a primeira, e tem banco de sobra, garantia de nao ir em pe. O trem parou, eu escolhi uma porta e fui com a galera. Avistei um banco duplo vazio, fui em direcao a ele, a garota que entrou na outra porta tambem. Paramos, olhamos um para o outro, eu dei risada e disse "Go ahead!". Ela foi ahead. Pegou o banco duplo vazio para ela. E eu dividi o outro banco ali do lado com um sujeito que tava na janela. Na estacao seguinte chegou um gordo e sentou do lado dela... Hahaha, porque sempre escolhemos o banco vazio se com isso ganhamos a incerteza de quem vai sentar com a gente na proxima estacao? E sempre vai, voce jamais viaja sozinho, pode ficar tranquilo. Melhor sentar junto com algum sujeito magro e comportado que nao esteja lendo jornal e garantir uma viagem legal.

E denovo na plataforma, eu olho pro peh do sujeito. E subo, ateh a cabeca, o sujeito eh enorme. Tempestade de neve, os trens estao lentos, a galera se acumula na plataforma. Caracas, o sujeito eh grande mesmo. Chega o trem e a correria pelos bancos. O sujeito senta de frente para mim, num banco tripo, na outra ponta do qual vai uma garota. E o espaco do meio fica vazio, mas o sujeito eh grande, o espaco do meio eh somente meio espaco. Tempestade de neve, plataformas lotadas, impossivel que vao deixar o espaco do meio vazio. Passa uma estacao, o trem vai enxendo, tudo lotado e o espaco do meio lah. Chega na outra estacao, a garota entra no trem, cheio de gente em peh, ela procura banco vazio ainda assim e eis o banco do meio ao lado do sujeito grandalhao. Ela olha, pensa, olha denovo, eu sorrindo, quase dando risada, disfarcando que estou lendo meu artigo sobre probabilidade de a eleicao terminar empatada e voce ser o voto decisivo. Ela vai. O espaco eh pouco, apertado, ela coloca a bunda na beiradinha, o sujeito olha para ela, tah apertado, o sujeito fala alguma coisa, eu nao ouco direito, acho que ele tah pedindo desculpas pelo traseiro tao grande. Ela sentada com os cotovelos no joelho, vai ficar igual uma sardinha enlatada se tentar sentar direito. E continua ali, continua a viagem daquele jeito porque o sujeito eh grande, melhor nao embassar com ele...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Eita...

Parece que agora a neve nao vai dar tregua. Hoje caiu uma neve fina e continua, com muito vento. Eu de dentro do trabalho olhava lá fora e de tão fina que era a neve ao longe parecia até uma chuva forte, daquelas que deixa tudo branco. E não é nada mais do que uma chuva mesmo, mas em forma diferente. E eu achei engraçado porque na neve todo mundo anda, ninguem se molha.

Depois que sai do trabalho resolvi rumar para o lado oposto da estação do metrô, assim caminharia bem mais e chegaria em outra estação. E é uma parte dessa caminhada que dá para ver nesse vídeo. Acabou sendo uma aventura pois resolvi passar direto pela primeira estação e andar até a próxima. Mas nessa saí numa área meio sem construção, muito vento, cheguei na outra estação já com não aguentando mais andar na neve. É que a neve fina como caiu hoje, é como areia fina, você afuna o pé, patina, cansa, não é confortável para andar, exige um bom condicionamento para andar bastante. Cheguei na estação e tal, a estação toda molhada, as pessoas entram com os pés todo cheio de neve a qual derrete lá dentro.

Peguei o metrô, que tava indo muito devagar. Resolvi descer na Main Street e pegar um onibus, também porque eu queria ver a neve lá fora. O tal busão demorou pra caramba, e os meus pés comecaram a congelar, eu tava somente ocm tenis de corrida. Quando o busão chegou ele lotou, e lá vamos nós. Ele andou muito devagar por causa da neve e poar causa do congestionamento, quando cai essas tempestades de neve o transito ficca muito. Muita neve para todo lado, estradas todas brancas...Eita...

Correr que eh bom...

Eu tinha planejado no final de semana que ia correr hoje a tarde. Ontem eu tinha descartado por causa da aula de marketing e por causa do frio, ontem fez muito frio. Hoje de manha fez 15 negativos, mas a previsao para tarde estah entre 6 e 8 negativos, isso nao eh muito ruim. Mas na previsao do tempo tem dois agravantes, o primeiro eh que eles dizem que estara nevando hoje a tarde/noite e o segundo eh que o vento estara soprando do leste, nao muito fraco. Eu realmente nao estou afim de correr a noite a 8 graus negativos com vento contra, fica muito frio e desconfortavel. Se nevar e o chao nao estiver bem limpo, eh tambem perigoso pos voce pode escorregar... Entao abandonei o treino de hoje a tarde, nem troxe minha roupa, vamos ver amanha...

Desenvolvimento de escalas

Hoje eu terminei de ler um livro que comprei ainda no Brasil sobre desenvolvimento de escalas. Como era um livro pequeno, eu acabai trazendo ele para ca, ele foi um dos tres que eu trouxe para ca, Uma centena de outros ficaram no Brasil...

Resumidamente, diz-se escala quando voce quer medir algo que nao eh diretamente mensuravel, e precisa usar varios indicadores, ou item para medir indiretamente. Entoa por exemplo, se voce quer medir auto-estima, voce nao consegue chegar na pessoa e pedir numa escala de 1 a 10 qual eh a auto estima dela. Por causa de diferentes definicoes que cada pessoa pode ter de auto-estima e mesmo porque eh uma caoisa complicada de responder, ou ateh porque as pessoas tenderao a dizer uma auto-estima maior do que a real afinal podem nao se sentir confortavel dizendo que tem baixa auto estima, prefere-se utilizar indicadores. O que fazemos eh primeiro definirmos bem claramente o que eh auto-estima, depois procurar por coisas que sao causadas pela auto estima (as vezes que causam, mas no caso desse livro soh falou sobre os efeitos, nao causas). Efeitos da auto-estima podem ser muitos, por exemplo, podemos pensar que alguem com alta auto-estima vai concordar com a frase "Eu me sinto feliz quando saio para ir para o trabalho". E igualmente, podemos ter umas 10 ou 20 frases e pensar que alguem com auto-estima alta em geral tendera a concordar com elas todas. Se temos 20 frases, com escala de concordancia de 1 a 10, entao se somarmos os pontos de uma pessoa para as 20 frases (ou tirarmos a media) podemos ter um valor estimado para a auto-estima. Essa seria a forma mais simples, inclusive muitos jah devem ter passado por testes desse jeito, as vezes encontramos em revistas, jornais...

Mas o desnevolvimento da escala nao eh algo simples prque requer conhecimento do que se quer medir, no caso do exemplo, quem quer fazer uma escala para auto-estima precisa estudar bastante o que eh auto estima. Mas por tras da parte subjetiva de definir itens que medem a auto estima, tem a parte estatistica que fica especialmente interessante quando construimos modelos mais complesxos ligando variaveis, por exemplo, podemos criar escalas para auto-estima, inteligencia, depressao, felicidade, status, e tentar relacionar num modelo matematico uma coisa com a outra, por exemplo, a inteligencia causaria a auto-estima juntamente com o status, e a auto-estima causaria a felicidade e a depressao. Enfim, eh soh um exemplo, talvez nao faca sentido. Mas uma vez construido um modelo matematico podemos estimar efeitos e testar nossa teoria, tipo sera que os dados suportam essa relacao de causa entre a inteligencia e auto-estima? Geralmente nesse ponto jah nao estmaos falando de escalas como medias ou somas, e elas nem sao mais muito chamadas de escalas, mas de constructos ou variaveis latentes, abstratas, nao observaveis. E podemos estimar o valor da auto-estima para cada pessoa mas vem de algo semelhante a uma analise fatorial, nao vai ser uma media.

O livro nao chegou a esse ponto, na verdade o livro ficou um pouco distante da estatistica e ficou mais no conceito. O capitulo de confiabilidade e validade me interessou um pouco, mas apenas como recordacao do que eu jah tinha estudado com mais detalhes. Confiabilidade tem a ver com o quanto os itens sao relacionados a auto estima. Vc pode escolher 10 itens que sao realmente muito rrelacionados a auto-estima, eles medem bem a auto estima, com pouco erro, sua variabilidade refleta muito mais a variabilidade da auto estima do que de outras fontes de erros. nesse caso os itens sao confiaveis. Vc pode encontrar outros itens que medem a auto-estima mas nao com tanta precisao, seja porque sao medidos com muito erro, seja porque a auto-estima nao eh sua unica causa. Nesse caso sao poucos confiaveis. Validade tem a ver com o fato de o indice medir ou nao a auto-estima. Item valido mede realmente a auto-estima. Item com baixa validade mede outra coisa.

Depois o livro passa pela analise fatorial e componentes principais, achei interessante que eles tem uma secao que foca na diferenciacao das duas tecnicas, mas de uma forma nao matematica. Tem tambem um capitulo interessante sobre mensuracao de itens, tipo se eh numa escala de 10 pontos, 7 pontos, e outros tipos de escala. E o capitulo final eh sobre a Teoria da Resposta ao item, que eh uma outra forma paralela a Teoria Classica da Medida de trabalhar com itens e variaveis abstratas, e essa forma eu nao sou familiar. O livro diz que eh uma forma muito menos amigavel, de dificil aplicacao, mas eu realmente preciso consultar um livro que fala sobre TRI de uma forma mais profunda.

Bom, eh isso, o livro por ser nao matematico foi de leitura rapida. Achei que o livro tem alguns pontos legais, mas senti falta do mais importante, como construir matematicamente a escala, tipo, vai ser somente uma soma, quais as vantagens e desvantagens disso, quais as vantagens de usar modelos estruturais ao inves de se fazer somente uma soma ou uma media... Mas valeu a pena...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

E da-lhe frio

Pela segunda vez a temperatura de manha chegou a 17 graus negativos. E a sensacao termica beirou os menos 30 graus. E a notie toda foi frio assim. Eu resolvi ouvir o radio, coisa que fazia muito no Brasil e tenho feito pouco aqui obviamente porque tambem aqui o radio s[o funciona em ingles...

Mas enfim, pelo radio notei que eles tambem nao acham 17 graus negativos uma coisa normal. Quando a temperatura chega a essa nivel, eles falam bastante dela, comentam, dizem para a galera tomar cuidado, sair bem agasalhado, nao ficar muito na rua. A prefeitura corre atras dos moradores de rua desesperadamente, alertas de frio sao acionados. Eles tambem conhecem o negocio mas nao o ignoram.

E eu continuo naquela "Legallll!!, sera que vamos chegar a menos 30?!", mas verdade seja dita, nao eh facil, Esperar o busao hoje fez as orelhas adormecerem e o nariz congelar. O vento no rosto cortava e eu tive que colocar o gorro da blusa, que aliviou pou um momento, mas logo jah estava procurando uma melhor posicao para fugir do vento e olhando desesperadamente se o busao tava vindo. No calor do busao foi outra coisa... E notei que o dia ta ficando claro mais cedo, jah nao mais chego no trampo com o escuro....Eh o inverno indo embora, devagar, bem devagar, ainda temos muito frio pela frente...

Sobre a amostra por cotas

A discussao vai e volta na lista de estatistica e nao se chega a uma conclusao. Parece, no entanto que os mais esclarecidos apontam os defeitos, mas nao chegam a serem contra. Os mais academicos abominam uma vez que a aleatoriedade tao pregada no curso de amostragem vai por agua abaixo.

Eh preciso vivenciar a pratica para criticar a amostra por cota e a dita probabilistica, eh preciso conhecer a realidade para poder compara-las. Nem sujeito nao estatistico accostumado a trabalhar com cotas nem o academico acostumado a ler livros de estatistica geralmente estao aptos para falar disso.

O primeiro ponto que precisa ficar claro penso que eh uma critica valida a amostra por cotas. E nem eh ao tipo de amostra, mas ao jeito de divulgar e analisar dados. Na pressa da divulgacao de resultados do mundo dos negocios, costuma-se relevar a segundo plano itens importantes da teoria estatistica como o calculo da variabilidade e consequentemente do erro amostral. A amostra seja qual metodologia for deve ser analisada apropriadamente, deve se deixar claro metodologias e suposicoes. Eh um assunto dificil, mas importante, pois a medida que se faz amostra por cota sem padrao algum de coleta de dados e de divulgacao o meio da pesquisa e tambem o nosso meio profissional fica uma bagunca. Isso valeria para amostras probabilisticas, mas o problema eh visto nas amostras por cotas porque elas que sao feitas. Eu costumo falar em erro aproximado, deixando claro que amostra por cota nao tem erro mensuravel e que suposicoes estou fazendo, mas concordo que isso nao eh suficiente. Mas eh dificil, bem dificil caminhar nesse assunto uma vez que faltam teorias, os estatisticos vao para o mercado de trabalho sem saber o que eh uma amostra por cota, quando essa eh a unica coisa que se pratica lah. Eh uma falha academica que depois de muito bater cabeca corremos atras de sanar. E aqui entra tambem a amostra probabilistica, pois no curso de estatistica aprendemos a famosa AAS que nunca vamos conseguir aplicar na vida e boa. Nunca ouvimos sequer falar da nao resposta, e, pelo menos no meu caso, pouquissimas vezes ouvimos fazlar das amostras complexas, como analisa-las e como desenha-las. Na pratica nos deparamos entao com o que nunca encontramos na teoria, e com a impossibilidade da aplicacao da teoria que aprendemos.

Aparte do problema da divulgacao dos resultados, da f0rma correta de analisar resultados e mostra-los, temos o problema tambem muito discutido da validade da amostra por cotas. Me parece que quem eh familiarizado com o assunto nao entra nessa discussao, eles jah nao sao contra amostra por cotas, a discussao eh mais sobre como faze-las da melhor forma e como divulgar e analisar os resultados. Eu estou nesse grupo embora nao me considero assim familiarizado com o assunto. a questao eh que nao podemos dizer que amostra por cotas eh pior ou melhor do que a probabilistica sem pelo menos uma analise de cada caso. Em qualquer caso onde amostramos a populacao geral, a amostra probabilistica simplesmente nao pode ser feita por causa da nao resposta. Uma vez que nao conseguimos atribuir a cada individuo uma probabilidade de resposta, conseguimos apenas uma probabilidade de selecao, pronto, a rigor nao temos mais uma amostra probabilistica. E em certos casos a nao resposta eh tao grande que ninguem sabe o tipo de vies que pode se ter. Muitas suposicoes sao necessarias, como sao na amostra por cotas. Falar em amostra probabilistica quando se amostra a populacao geral acaba nem tendo sentido. Entao porque defender algo que nao pode ser feito? Podemos argumentar que pelo menos na probabilistica o entrevistador nao escolhe ninguem, ha uma nao resposta mas nao hah uma escolha deliberada do respondente, como na amostra por cota. Mas pra mim isso pouco quer dizer uma vez que vc vai precisar de suposicoes e de informacoes para trabalhar com a nao resposta na probabilistica e nao se pode dizer que elas sao melhroes ou piores do que as suposicoes da amostra por cotas.

Minha opiniao acaba sendo que nos estatisticos precisamos ter muito cuidado na forma como analisamos e divulgamos os resultados de qualquer pesquisa, deixando claras as suposicoes e metodologias, e justificando-as. Mas alem disso muita pesquisa eh necessaria para que consigamos chegar a um meio termo menos nebuloso onde sejam definidas algumas diretrizes para a pratica da amostragem e nao fique cada estatistico palpando no escuro por conta propria depois de descobrir que o que aprendeu na universidade nao vale. Soh uma uniao maior da nossa categoria nos possibilitaria sermos mais fortes junto aos institutos de pesquisas e exigir mais rigor tecnico nos procedimentos, ainda que isso dependa de mais recursos financeiros.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Depois da neve o frio

E a semana inteira foi marcada por neve. Muita neve. Tempo fechado e chão branco. e no final de semana a neve deu um tempo. Hoje o tempo abriu, olho pela janela e o sol está muito bonito lá fora. Mas muito frio também. A temperatura que esteve em torno de zero graus no meio da semana agora esta em 13 negativos. Muito vento. A sensação térmica é de 25 negativos. O sol então pode ser pouco aproveitado, quase que somente pela janela do ap. Lá fora, com sol ou sem, a sensação é de muito frio, você precisa usar luvas e blusas apropriadas, precisa proteger as orelhas, e se for andar mais precisa dar um jeito de proteger nariz, boca, rosto. Eu praticamente não saí neste final de semana. Dias de inverno candense são dias para ler, ler, ler, e ficar na internet. E ligar para o Brasil, eventualmente.

Sobre os treinos...

Eu havia pensado em fazer um treino no sábado de manhã, mas logo foi convencido do contrário quando pensei um pouco na situação. Muita neve em todo lugar, se eu quisesse correr não sei se conseguiria pelas calçadas. Correr na rua não sei se é seguro, também porque as ruas estão lisas, os carros não param. É preciso cuidado. Não fui correr no sábado. E nem no domingo, com a situação agravada pelo frio maior. E não fui na esteira também, esteira é coisa de rato de laboratório, eu acho. O Sadao gostava da esteira e não parecia um rato. Sei lá. A semana interia sem correr pelo tempo ruim quase todo dia. O final se semana também sem correr. Quando eu parecia que tinha engrenado nos treinos trabalho-casa, a surpresa apareceu e eu fiquei a admirar a neve que caia e a pensar nos cruzamentos das ruas e nas calçadas, ainda com uma ponta de vontade de arriscar. Não arrisquei, mas não aguentarei por muito tempo...

Mais e mais corredores

E hoje que o Harry colocou um comentário alí embaixo (eu claro, fiquei feliz com a visita do colega que ainda não conheço pessoalmente), então eu lembrei no nosso tópico no forum sobre o crescimento das corridas de rua no Brasil e de que o site dele tem tido muito acessos. Acredito que o site dele tenha mais acessos do que qualquer site de corrida no Canadá. E gostaria até de comparar com sites nos EUA, pois não acredito que tenham muitos sites lá, voltados para a corrida de rua, que tenham mais acessos do que o Webrun. E não é somente o Webrun, temos outros sites bastante visitados no Brasil, acredito que o volume de corredores online seja realmente grande.

Então lembro que naquela mesma discussão, foi mencionado que nós brasileiros temos um tipo de corredor especial, não encontrado nos demais lugares do mundo. Acredito que a referência tenha sido ao enorme boom de corredores que entram no mercado a cada ano, alucinados por tudo que se refere a corrida, como eu era a 7 anos atrás, em um tempo em que encontrar coisas de corridas era um pouco mais difícil. Realmente. No Canadá não se vê o tal boom. Os tais corredores alucinados parece aparecem no mercado daqui a uma taxa mais constante, o mercado cresce lentamente. Só impressão, não tenho dados, poderia até procurar mas... ok, procurei algo, fiz o gráfico. Esse gráfico, o primeiro, mostra o percentual da população canadense que pratica atividade física. Eu não sei os detalhes, mas claro que aí não tem somente corrida, na verdade corrida deve ser uma pequena parte disso. Eu achei dados sobre natacao, ciclismo e caminhada, mas só até 2004 como se pode ver no segundo gráfico. Aliás já vou pedindo desculpas pela qualidade do gráfico, mas eu não tenho paciencia para ficar formatando. Sei lá, no geral parece que as atividades físicas tem atingido cada vez maior parcela da população, mas quanod olhamos para essas atividades mais parecidas com o nosso correr, o negócio parece estável. Há um pico estranho aí em 2002, eu inicialmente pensei que tivesse a ver com ano de olimpíada, até porque parece que tem outro pico em 1998 mas ela foi em 2000 e 2004 né, então... !999 foi o ano do pan-americano em Winnipeg, se não me engano.

Enfim, é interessante notar que se houve boom no Canadá foi a algum tempo e agora parece não estar havendo mais, se bem que pode até ser possível que no Brasil também não tenhamos o mesmo boom da corrida nesses três esportes. Eu pensei emprocurar dados no IBGE, mas acho que não tem esse tipo de dado, talvez tenha que procurar em algum outro lugar. Mas é evidente que o número de corredores tem aumentado muito. Nesse artigo podemos ver o aumento do número de associados na Corpore entre outros indicadores, e acho que esse já é um bom indicador que a situação do Brasil é bem diferente da do Canadá.

Bom, imagino que o Brasil será um dia igual o Canadá, com um número estável de corredores de rua, pouco crescimento. Isso deve ter um grande impacto na organização de corridas no Brasil. Não sei se ficará melhor, pior, se deixará de ser um negócio lucrativo como no Canadá.

E outro ponto que gostaria de comentar é que o segundo gráfico mostra números absolutos, tipo, 5000 canadenses nadam. É bastante pouco. 0,02% da população adulta. No Brasil 0,02% seria em torno de 3 milhões. Será que o mesmo tanto corre? Deve ser mais, claro, vamos supor o mesmo tanto. Se a Corpore tinha 8100 associados em 2005 e se SP é de longe o principal centro de corridas no Brasil, então eu não sei, mas acho que o Brasil tá longe dos 3 milhões de corredores, imagine nadadores. É muito difícil dizer pois o país é muito grande. Mas vamos fazer uma conta. A região metropolitana de SP tem 11% da população do Brasil. Suponhamos que se a Corpore tem 10 mil associados, em SP tenha 200000 corredores. O Brasil teria 2 milhões se a % de corredores fosse homogêneo. Então enfim, acho que não tem mesmo 3 milhões e por essa conta não deve estar nem perto pois acredito que o % de corredores fora de SP é muito menor do que dentro. Ent'ao, proporcionalmente, devemos ter menos corredores no Brasil do que nadadores no Canada. Enfim, bastante coisa para pensar...