domingo, 28 de dezembro de 2008

Resolution Run

E hoje fui para a minha última corrida do ano, a Resolution Run. Ela acontece geralmente bem perto do ano novo, e em muitos lugares ao mesmo tempo. Não tem o tamanho e fama da São Silvestre (bom, se ajuntamos todas a Resolution Run que acontecem no Canada talvez...).

Minha quarta e última corrida do ano. Ontem eu fui pegar o kit, veio uma jaqueta de correr no inverno, essa aí da foto, o número, umas propagandas e revistas. A corrida não tem chip. Como muitas outras, esta é também uma corrida beneficiente, e eles não gastam recursos para fazer uma grande organização. Contam geralmente com alguns patrocínios e fazem o que dá. Então não tem chip, não tem medalha, não tem muita coisa, e nessa ainda tivemos sorte de ter essa jaqueta que é bem legal.

A temperatura estava em 12 graus, o que é como se fosse verão dado que a temperatura das últimas semanas ficou abaixo de zero praticamente o tempo todo. Muita neve derreteu e tal. Ontem, com 9 graus eu fui de shorts correndo buscar o kit. Hoje, porem, a situação tava um pouco diferente, estava ventando muito de manhã. E com uma chuvinha leve. O governo alertando a população para tomar cuidado com o vento. Resolvi colocar roupa de treino de zero grau e ir correndo até o local da largada O vento atrapalhou em certos pontos, onde era forte, e a chuva fina em outros, mas foi tudo ok. Durante a prova saiu sol, inclusive o sol saiu com tudo, sobre o lago, eu correndo contra ele que estava baixo, a luz refletia no chão, estava difícil ver algo em uma parte do percurso. Mas o sol foi legal, depois ele se foi.

Terminei com 20m50s os 5Km, média de 4m10s/Km o que é bom, acima do esperado. Eu corri o primeiro Km tranquilo, e então acelerei, passei varias pessoas. Senti a boa sensação de estar na frente, entre os primeiros (acho que devo ter ficado entre os 30, de uns 500). Mas quebrei no final, terminei cansado. Um pouco porque um sujeito me passou e deixou cair o gorro. Ele não viu, eu voltei para pegar o gorro, e corri para alcançá-lo para devolver, pois não ia encontrá-lo na chegada no meio de tanta gente, nem tinha prestado atenção no sujeito... Me matei para alcançar o cara...Antes disso tinha pego um boné de uma garota. O vento estava forte, as vezes contra, galera deixando as coisas voarem...

No final teve café, chocolate quente e muito biscoito. Teve água também. Comi umas coisas, tomei um chocolate quente, enchi o copo de biscoitos e voltei para o metrô. Felizmente eu tinha me preparado para temperaturas baixas, pois com o vento acabou ficando bem frio. O dia começou com 12 graus, ventou, caiu para 3 graus depois da corrida, com sensaçao térmica de 5 negativos com o vento. Eu voltei para casa, deve ter dado uns 12 Km no final das contas...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Natal






Chegamos em mais um Natal. Este ano foi um pouco diferente, no sentido que as festas foram mais agitadas para mim. Primeiro a minha colega de trabalho me convidou para uma ceia de Natal, onde haveriam muitos brasileiros. Eu depois estava conversando com o chefe e percebique aqui eles não fazem a ceia de Natal, eles tem apenas um almoço ou jantar de Natal. Foi bastante gente, a maioria brasileiros, e foi muito bom estar no meio de uma galera que fala portugues. Mas eu não sou assim tao adepto de festas e o quanto conversei foi inversamente proporcional ao quanto comi. Mas foi interessante e conheci novas pessoas. Estava em casa de volta lá pelas 2 da manhã.

No dia de Natal, ontem, eu acordei não muito cedo pois tinha ido dormir tarde, mas eu resolvi ir correr para tirar a sequencia de fotos, afinal já tinha passado da hora. No dia 24 a temperatura subiu e a neve derreteu, havia agua pra todo lado. Mas depois a temperatura caiu para baixo de zero novamente e a água congelou. Por causa disso foi difícil correr no dia de Natal, difícil como jamais havia sido. A maior parte do meu percurso estava muito liso, em algums pontos tão liso que eu tinha que caminhar, e devagar. Tomei 3 tombos mesmo tentando tomar o máximo de cuidado. O gelo é liso, muito liso, pior que qualquer corrida de montanha com chão molhado que eu já havia corrido no Brasil, muito pior. As trilhas estavam cheias de neve e havia um caminho estreito de neve batida, onde todo mundo passava. Como agora era gelo, ficou como barro endurecido, muito endurecido, totalmente irregular, ruim de correr. E se eu saia da trilha o pé afundava na neve 10, 20 centímetros e acabava molhando porque a neve derretia sobre o tenis, na meia, na calça. Enfim, tava difícil, mas eu corri e tirei essas fotos aí e outras que estão aqui.

Na primeira foto eu estou perto de casa, na calçada que outrora era bem larga. Na segunda foto eu estou na trilha em uma foto tirada em Agosto. Esta foto contrasta com a terceira, tirada no mesmo lugar, agora no Natal. Agora havia tanta neve que eu tive que colocar a camera em cima do encosto do banco. Aqui está uma foto que eu coloquei a camera no banco, como eu fiz em agosto. Nela eu estou tentando tapar o sol pois a câmera está exatamente contra o sol e a foto nao fica boa, veja a terceira foto acima. E nesta última foto eu peguei um esquilo na neve. Aliás ví vários deles. Por causa da neve e das árvores sem folhas fica muito mais fácil ver eles agora, eles não tem muito onde se esconder...

Bom, depois do treininho que eu andei mais do que corri, eu fui para um jantar de Natal, com o chefe, na casa do irmão dele. Foi uma coisa bem tranquila pois havia muito pouca gente, foi bem legal. Havia bastante comida, havia pato, bolo de mandioca, umas bebidas tradicionais da Guiana, e comidas tambem. Enfim, foi muito bom pois é o tipo de ambiente que eu gosto mais, com poucas pessoas, sem barulho e tal.

Na volta cai na cama para acordar tarde hoje, um dia depois do Natal. Hoje é Boxing Day, o dia de fazer comprar. Dizem que as lojas tem liquidações e tal, e que todo mundo vai as compras. Eu prefiro esperar por um dia mais tranquilo...

domingo, 21 de dezembro de 2008

Outro treino na neve




Hoje de manhã eu fiquei surpreso quando acordei e vi pela janela que estava nevando muito. Pelo que eu me lembrava a previsão havia dito que só haveria neve a tarde. A temperatura estava em 5 negativos e portanto eu decidi que ia lá fora correr, ou pelo menos ver como estavam as coisas.

Estava difícil correr. A neve de hoje já fazia uma camada de uns 5 centímetros, e juntava com a de sexta-feira deixando tudo muito branco. Era difícil de correr porque a neve segurava, eu ficava cansado mesmo indo devagar. Lembrava as dunas da Joaquina em Floripa.

Mas eu corri, corri devagar, afundando o pé na neve, mas corri. Resolvi fazer o loop pequeno, de 5 Km, seria suficiente. Foi mais do que suficiente na verdade. Eu terminei bem cansado, com a panturrilha doendo. Mas foi gostoso.

A cidade está outra coisa, está diferente, tudo branco. Eu levei a câmera hoje e tirei essas 3 fotos aí. Esta é a Eglinton, uma grande avenida, movimentanda, mas hoje a galera ficou em casa. Não havia carros, nem gente nas rua, mas ainda encontrei dois corredores. Estava difícil ver onde pisava, onde era a calçada, onde era a sarjeta mas também estava difícil ser rápido, então tudo bem, tá valando, pisasse onde pisasse...

Vem aí o Natal, parece que vai ter muita neve, como a galera aqui gosta. Mas só no Natal...

sábado, 20 de dezembro de 2008

Muita neve e pouca corrida




Ontem caiu a primeira tempestade de neve (eu estou traduzindo de snow storm que é o que a galera diz, mas é tranquilo, não é uma tempestade...), e tivemos entre 15 e 20 centímetros de neve. Então vamos falar de ontem.

Eu acordei cedo sem muita vontade de correr, pois estava meio frio e a neve ainda não tinha começado. Mas todo mundo já sabia dela, é o que mais se falava na televisão, e no trabalho estávmos comentando sobre a neve com 3 dias de antecedencia devido a previsão do tempo. Eu esperava que a previsão estivesse um pouquinho errada e a neve começasse as 5 da manhã para eu ir correr. Mas estavam certo, quando eu acordei e olhei pela janela, nada de neve. Também resolvi não ir correr. Caminhei para o trabalho.

Logo cedo ficamos sabendo que o escritorio tava fechado, ninguem precisava ir trabalhar por causa da neve (só agora que me avisam?). Mas o dia ontem coincidentemente foi complicado. Cheguei cedo e o chefe me esperava na entrada do prédio, tinha esquecido o crachá.
-E aí chefe!
-E aí Marcos, você veio andando?
-Sim, andando e tomando meu café... tranquilo, tá meio frio e ventando mas eu tenho caminhado pro work todo dia... Mas... o que você tá fazendo aqui? - O chefe tava meio que de férias, eu não esperava ele no trampo...
-Ah, eu tava rodando aquela análise em casa e deu problema, precisamos conversar, estou meio preocupado...
-Como assim problema? Vai cair muita neve, vai ser complicado para voce voltar, podia ter ficado em casa...
-É que acho que os dados estão com problemas e vamos precisar mudar o questinário. voltar a campo...

Eu percebi que o problema era sério, digo, voltar a campo só em último caso. Felizmente comversamso e resolvemos o problema, mas por causa disso a sexta feira que prometia ser calmo foi pra lá de estressante. Eu não vi a neve começar a cair pois estava no computador. Na hora do almoço saímos, nevava com vento, muito frio, mas era legal, eu tava contente.

Por volta das 18h voltei para casa, resolvi caminhar, muita neve em todo lugar, muita calçada sem limpar, o pé afundava na neve. Logo percebi que andar até em casa ia consumir bastante caloria. O pé afundava e escorregava, a velocidade era menor do que de costume e eu logo estava cansando de andar, suando, abri a blusa para o vento frio entrar.

Mas a paisagem era irreal, de outro mundo, neve nas ruas, calçadas, montes de neve para passar, carros patinando, não havia mais divisão entre rua e calçada, tudo o mesmo branco. Ruas menores era um branco só, a prefeitura estava dando prioridade para limpar as ruas maiores, e era muita neve.

Cheguei em casa cansado, com fome, mas feliz, o dia tinha sido bom pois além do problema do trampo resolvido eu estava contente com tanta neve! Planejei correr hoje de manhã. Mas acordei com 15 graus negativos, sensação térmica de 25 negativos, não vou nem.... ao inves de correr tomei um banho, coloquei roupa de frio, resolvi ir para a biblioteca. As fotos aí são no caminho e aqui estão as demais.

Parece que tem mais neve para amanhã, e não é pouca, e depois mais para a noite de Natal, ah, o Natal aqui é bem diferente, digo, frio, neve...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Shorts

Pois é, inacreditavelmente a temperatura hoje de manhã estava em 8 graus e eu aproveitei para correr como a muito tempo eu não corria, de shorts! FOi bem legal, apesar que descendo para o Sul, contra o vento, o frio pegou um pouco. Mas, deixando de lado o cansaço das pernas que eu ainda sentia do treino longo de sábado, o resto estava bem gostoso. Estava também uma chuva fina que deixava a calçada molhada e derretia o resto de neve que ainda insistia em permanecer nos montes...

Mas o que é bom dura pouco. Na volta do trabalho eu já passei apertado com o frio. A temperatura que de manhã chegou a 8 positivos caiu brusscamente a tarde para chegar a 6 negativos na saída do trabalho, com vento e sensação térmica pra baixo dos 10 negativos. Amanhã cedo tá prometando 7 negativos, ou seja, parece que vou ficar com os cobertores...

domingo, 14 de dezembro de 2008

Numb3rs

Terminei de assistir a temporada 3 deste seriado que mostra a aplicação de matemática (na verdade mais estatística do que o resto) na solução de crimes.

Tenho achado o seriado bem legal embora 99% dos casos são bem forçados, tipo, na vida real a matemática do sujeito seria inútil. Acredito que todas as técnicas que usam realmente existam (algumas delas são mais estatísticas e eu conheço um pouco) mas o problema para mim é 1) encontrar dados com qualidade e quantidade suficiente e 2) fazer a técnica matemática dar informação que realmente ajuda a solução dos casos. Na vida real, muitas vezes a informação está em papel e levaria dias para digitar tudo. Ou então a informação tá lá digitada mas precisa ser trabalhada antes da análise o que levaria mais dias. Ou então eles tem os dados mas a aplicação da técnica naqueles dados exigiria programação específica, o que levaria mais dias. Finalmente acredito que as técnicas existentes, a não ser que tenhamos muitos dados e de muito boa qualidade (e aí talvez não precisássemos de análise matemática), elas não darão resultados tão precisos como mostram, poderiam ajudar e tal, mas não vão dizer onde o sujeito tá com precisão de meio metro.

Mesmo assim acho interessante o fato de eles simplesmente criar a situação para o uso de uma ferramenta matemática, uma situação é que se pode usar a técnica X. Fora que acaba sendo um filme de ação, com FBI e muito crime, os mais malucos possíveis inclusive, filmes que mesmo quem não gosta de matemática pode gostar, se gostar de ação. Então não acho que seja somente para quem gosta de matemática. E existem os acontecimentos paralelos, os romances, as brigas de irmãos, as intrigas. Os filmes do seriado acabam sendo quase independentes um do outro porque a parte principal, os casos, eles são sempre diferentes e você não precisa assistir o filme anterior para entender o atual. Mas existem uns aspectos da vida pessoal da galera que continua de um filme para o outro e você não vai entender se pegar um filme aleatoriamente lá do meio.

O último filme da temporada 3 é bem legal, bem maluco e inesperado. Embora devo admitir que a exemplo do que aconteceu no seriado Dexter no final da temporada passada, o final da temporada 3 tirou de cena (eu acho... vamos ver a 4...) um dos principais membros da equipe do FBI dando a impressão que a temporada 4 vai ser chata pois não vai ter o sujeito. By the way, na TV já está passando a temporada 5....

sábado, 13 de dezembro de 2008

Altos e baixos

Pois é, mas talvez os altos sejam por causa dos baixos.

Nesta quinta e sexta feira eu não corri, não sei porque, talvez o frio, sabe como é né. Quando o frio chega é bom, a gente vai aproveitando a nova emoção de correr no frio e na neve, mas as coisas não são sempre assim e logo você tá levantando, vendo na TV que lá fora tá 5 graus negativos, e voltando para a cama. Foi a primeira vez que fico dois dias seguidos sem correr desde, sei lá, acho que setembro quando ainda tava quente.

O desempenho no frio caiu visivelmente, não sei se tem algo a ver com o próprio frio e a respiração ser mais difícil. Eu acho que sim, sei lá, tenho tido mais dificuldade, me cansado mais, fico cansado embora as pernas ainda estejam bem. Geralmente foi o contrário, ficava com as pernas bambas e a respiração tava ok.

A verdade é que depois de dois dias sem correr eu me vinguei. Hoje eu sai, tarde mas saí, quase meio dia, eu resolvi ir para o norte. Comecei lento e no decorrer do percurso a velocidade variou um pouco, as vezes eu sentava a bota. Quando cheguei no final da Avenue Road decidi que dava para continuar, iria pelo menos até a Finch, onde pegaria o metrô de volta e beleza. Mas chegando na Finch pensei porque não ir mais. O plano de passar ao norte da Steeles e então sair da cidade de Toronto, entrar em Vaughan vinha rondando minha cabeça desde lá trás e eu cruzei a Finch, cruzei a Steeles e continuei pro norte. Um probleminha é que eu não tinha planejado portanto não sabia quando voltar. Na verdade eu ia pela Bathrurst e o metrô ficava na Yonge, uma paralela a 2Km de distância. Então o plano era ir ao norte da Steels, entrar a direita numa perpendicular, seguir até a Yonge e voltar pela Yonge até a Finch onde ficava a ultima estação do metrô no Norte de Toronto.

Então depois que cruzei a Finch fiquei com aquele sensação ruim de que eu tava me distanciando cada vez mais do metrô. Não tava tão bem assim e queria somente sair de Toronto, bater meu recorde de treino mais ao norte possível, mas não ir tão longe. Entrei então na Clark, mais ou menos 1Km ao norte da Steeles. Fui até a Yonge e voltei ao sul. Então o vento bateu contra e o frio pegou, estava bem frio. Quando saí de casa estava 4 negativos, mas indo para o norte eu tava a favor do vento e foi bem tranquilo, sem frio. Mas contra o vento a coisa muda. Eu diria que 4 negativos a favor do vento é igual a zero graus e 4 negativos contra o vento é tipo, 8 negativos. Ou qualquer coisa assim, só sei que para ir foi muito tranquilo, mas quando comecei a voltar o negócio congelou.

Mas eu segui, pensava que não podia parar de correr, afinal agora não estava tão longe, Se parasse para caminhar ia congelar, melhor seria entrar em algum lugar. Mas eu continuei correndo, o vento não era forte acho que logo o corpo acostumou com a nova temperatura emvora o ritmo estava lento pois de qualquer forma faltavam pernas.

No final cheguei na Finch, estava com sede e suado apesar do frio, tinha corrido em torno de 20Km. Comprei um Powerade, um negocio tipo gatorade, pois precisava tomar algo, estava com sede e dessa vez não comprei café.

Foi legal pois fazia tempo que não rodava tanto. O percurso segue aqui.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Deixa a camiseta prá lá...

Então, eu perdi a corrida, na verdade esqueci da minha quarta corrida em 2008, que na verdade tinha me inscrito somente por causa da camiseta de manga comprida. E foi tão por causa da camiseta que ela é opcional, foi 15 doletas a mais para ter direiro a camiseta numa mera corrida de 5Km. Pelo menos naquele sábado eu treinei 11Km... Mas enfim, ontem fui na loja para ver se eu tinha como pegar a camiseta já que havia pago por ela.

O sujeito disse que eles organizam a prova mas não ficam com nada, que uma fulana lá ficava com tudo. Pedi o contato, ele escreveu o email dela num papelzinho, coloquei no bolso, ia mandar um email pedindo sobre a camiseta. Cheguei em casa, saquei o papelzinho. O email fulana@salvationarmy.com ou qualquer coisa assim. Entrei no site da corrida, era como todas as outras, uma corrida beneficiente. Resolvi não ir atrás da camiseta, ela deve estar em melhores mãos que as minhas... digo, se fosse no Brasil com aquelas organizações que visam apenas seus próprios bolsos, mas aqui...

E que venha a próxima, Resolution Run, dia 28 ou 29, preciso ver, corrida de ano novo, nada a ver com a São Silvestre...

Nota - Mayumi - vou ver se descubro como desativar a verificação de palavras, muito kitigai o seu post, dei muita risada!!!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Uhuuuu! Neve!!!


Hoje acordei, olhei pela janela, tudo branco la fora! LIguei a TV, a temperatura estava ao redor de 1 grau negativo. Muito bom para correr! Tinha combinado com o Trevor as 6h, entao resolvi comecar antes para dar uma volta a mais no percurso.

Havia caido 2 ou 3 centimetros de neve durante a noite e aquela hora, antes das 5:30 da madrugada, a neve ainda estava nas calcadas, estava tudo literalmente branco. Eu segui pela Yonge rumo ao norte e algumas partes a neve estava intocada, as minhas pegadas eram as primeiras a marcarem o chao.

Segui ao norte sentindo o cansaço de correr na neve. A temperatura não estava tao baixa, mas a neve estava por todo o lado. Era bonito e ao mesmo tempo difícil. Eu continuei naquele esforço para terminar a minha primeira volta exausto, mas ainda antes das 6h, horário que me encontraria com o Trevor.

Ele veio e continuamos, fomos para outra volta, que abortamos no meio para entrar na trilha. Muita neve em todo lugar, tudo branco. Mas seguimos conversando. Eu contei para ele que tinha ouvido a estória de que a galera dizia que os hobitantes de Toronto eram bobos, não sabiam se virar com a neve e ele deu bastante risada, me disse que há alguns anos caiu bastante neve e Toronto chamou os militares para ajudar e tal, depois todo mundo passou a dizer que basta uma nevinha e a galera já fica desesperada e chama o exército... Ele me disse que é mais ou menos como os brasileiros tiram sarro dos portugueses... Eu já havia dito a ele que no Brasil a gente tem as piadas de portugueses (entre outras) e ele achou interessante. Mas só piada, acredito que a gente goste muito dos portugueses e tal...

E corremos pela trilha até a Mount Pleasant, muita neve em todo lugar, contei que havia visto na TV uma bike para a neve... Seguimos até voltar para casa, o treino acabou sendo cansativo, mas muito legal por conta de neve recem caída, macia, diferente, eu estava adorando. Depois ainda fui para o trampo caminhando, mas aí am alguns lugares já haviam jogado sal, a neve havia derretido e ficado meio que uma lama, sem graça, suja, marrom....

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Correr ou patinar, eis a questão

A minha nova colega Mayumi parece já conhecer neve. Mas eu quando baixei aqui nunca tinha visto. Neve é algo legal embora os canadenses quase te matam quando vc diz isso. O chefe nem se fala, ele tem que limpar a calçada sempre que cai neve. E hoje na apresentação que fiz, na sala de reunião, eu não podia deixar de olhar para o slide com um olho e para a janela com o outro. La fora a neve caia torencialmente, se podemos dizer isso. E eu esfreguei as mãos, disse para o chefe que ia correr quando chegasse em casa e esperava que estivesse nevando. Ele deu risada, ele não consegue imaginar essas coisas.

Mas correr na neve é gostoso, e mais ainda se lembramos do Brasil e se lembramos que estmos tão longe. Porque aí olhamos a neve com admiração e não sentimos o frio. Correr na neve é gostoso porque é experiência nova, que não trazemos no currículo de 10 anos de corridas no Brasil.

Geralmente se neva e não é tempestade de neve, então a temperatura não é tão baixa e você corre tranquilo. A neve logo depois que cai é macia, gostosa. Se o tempo esfria e ela fica no chão, então depois de um tempo você tem camada de gelo em algumas partes, precisa tomar cuidado. Se a camada de neve é muito fina, se não jogam sal suficiente e está muito frio como ontem, então vc pode encontrar mais gelo no chão. A neve é lisa, mas nem tanto, o gelo é liso e muito liso. O gelo no chao é muito perigoso porque nem sempre vemos ele pois é transparente. E você escorrega e cai de verdade, cai no chão duro, e pode quebrar algo. A neve se está macia e com alguns centímetros segura bastante e você sofre para correr. Ser rápido nem pensar, é meio como areia, tem que ir devagar. Mas o esquma é pensar em outras coisas ou pensar na neve, no prazer de estar ali, na oportunidade que poucos brasileiros tem.

A Mayumi correu em Nova York, aqui do lado, mas sem neve. Uma maratona que fica quente só da emoção que sem tem ao corrê-la. Para correr na neve precisamos de roupa contra o frio, mas calçado especial, ah, eu não acho que tenha. Eu sempre uso um tenis para cross, que comprei no Brasil para as corridas de montanha, mas para ser sincero não sei o quanto ele resolve. Se há gelo, ele não resolve nada, não há tenis que segure no gelo. Assim o meu tenis de inverno não é diferente do de verão, é apenas um tenis de cross quando tem neve. Os pés não sentem frio, pelo menos não os meus. Mesmo quando ficam molhados porque me descuido e piso na água gelada formada pela neve derretida pelo sal, mesmo assim não sinto frio nos pés. Acho que eles se exercitam tanto na corrida que ficam quentes!

O tempo passou, um dia no verão eu pensava em como seria correr no inverno. E agora estou aqui no inverno denovo, lutando para que não seja igual no ano passado quando corria somente no final de semana, e olha lá. E vamos que vamos!!!

domingo, 7 de dezembro de 2008


E aqui estou eu com outro gráfico do histórico dos treinos. Eu comecei um treino frequente em Abril e fui bem até Junho, quando voltei ao Brasil e o treino despencou. Junho foi bem ruim, assim como começo de Julho. O treino perdeu totalmente a sequencia. Não foi só a viagem ao Brasil, mas também uma horrível dor nas costas que me impediu de correr final de Junho e começo de Julho.

Começo de Agosto eu estava correndo novamente, mas não com muita frequencia. Foi também quando comprei a minha bicicleta, e várias vezes deixei de correr para pedalar. Agosto foi todo meio sem sequencia e com treinos infrequentes por causa das longas pedaladas que me deixava cansado tambem, e foi assim inclusive começo de Setembro.

Na segunda metade de Setembro e em Outubro o tempo ficou ruim para pedalar mas bom para correr. A temperatura caiu um pouco, era complicado ir longe de bike. Mas para correr estava tranquilo. E foi nessa época que atingi a máxima Km semanal e em Outuvro também atingi a máxima Km mensal.

Final de Outubro, começo do frio. O gráfico apresenta um vale, causado na minha opinião pelo frio já beirando os zeros graus, temperatura bem abaixo da ideal, e também principalmente porque eu senti o pico de treino semanal atingido no meio de Outubro. A partir de Novembro a temperatura já começou a atrapalhar visivelmente. Dias chuvosos era complicado correr. Com temperatura baixa também é complicado fazer treinos longos. Além disso eu não me sinto confortável usando calça de frio para correr, acho que isso tem um peso.

Final de Novembro, começo de Dezembro, eu tenho mantido os treinos, tenho tentado. Mas é visivel no gráfico que a Km mensal tem caido constantemente. Agora está abaixo de 24o, caoisa que não acontecia desde começo de Outubro. Está difícil de fazer a Km mensal chegar a 70. Nos dias de frio eu acabo optando por correr menos de 10Km. Com neve no chão também fica complicado. E a previsão não é de melhora.

Mas estou contente, eu esperava que a distancia percorrida caisse, afinal não se compara o verão com o inverno, não se compara o mes de Setembro com o que estamos vivendo agora em Dezembro. Mas mesmo assim eu tenho mantido os 50Km, 60Km por semana. Eu procuro não pensar nisso, procuro correr conforme sinto que o corpo tá afim. Tento não forçar para manter uma Km alta, mas nem sempre é fácil. As vezes dá pena de estar perto dos 70Km na semana e não ir correr fazendo a Km cair. Mas eu tento na medida do possível obedecer o que o corpo quer, sem forçar muito. Para não forçar velocidade eu tenho ido treinar sempre sem relógio também, nada de marcar tempo, e tem sido assim acho que por mais de um mês.

Os proximos dias serão duros, serão frios, mas faz parte. O desafio é ver como estarei nos meses mais frios, Janeiro e Fevereiro...

Treino no frio

Ontem a tarde, quase noite, fui com um colega meu na casa de uma colega de trabalho, onde acontecia um evento de caridade, para arrecadar alimentos não perecíveis para os que precisam. Estava nevando e foi então que me toquei que eu tinha ficado o dia todo dentro de casa, mas lá fora tava tudo mutio bonito. Ok, meu colega não compartilhava dessa opinião... E não estava tão frio também. Mal pude esperar para que chegasse hoje de manhã para ir correr na neve.

De volta em casa, liguei a TV e a previsão era que a neve pararia em breve e o tempo limparia, e esfriaria. Esfriaria bastante, estaria bem frio pela manhã. Acertaram, hoje quando saí para o treino a temperatura era de -10 graus com sensação térmica de -20. O sol brilhava em contraste com tudo isso. Mas eu precisava correr, nem que fosse uns 5 Km, sei lá.

Logo no começo do treino eu percebi que estava realmente frio, pensei em voltar para casa e pronto. O nariz, rosto, boca, tudo congelava. As pernas embora protegidas estavam sentindo o frio. Quando o vento batia de frente o frio trincava. Com 10 minutos de treino eu já não sentia mais o nariz. Mas o resto estava ok, eu estava com o corpo suficientemente agasalhado. Decidi não voltar para casa, decidi fazer o loop pequeno, de 5 a 6 Km até a Eglinton e de volta pela Yonge.

O frio intenso era mais indo para o norte e eu sabia disso. Chegando lá e voltando para o sul eu estaria a favor do vento, não sentiria tanto frio. Mas o que mais me incentivou a fazer o loop apesar do frio e do vento foi saber que tinha uma estação do metrô na Eglinton, era só eu entrar lá se estivesse congelando.

Mas não estava, e voltando para o sul o treino foi agradável. Lento porque o chão estava coberto de neve e em alguns lugares gelo lisíssimo. Lento também porque eu voltava contra o sol que batia na neve branca no chão, e eu mal via qualquer coisa. Mas pelo menos não sentia frio no rosto. O vento agora pelas costas por vezes chegava a me empurrar e fazia com que eu acelerasse. Mas pelo menos não batia no rosto, o que era realmente congelante. Vento polar, vindo do norte.

Ontem eu perdi uma corrida, a corrida de Natal. Eu lembrei dela durante o treino de ontem, que foi bam mais tranquilo que o de hoje, apenas com traços de neve no chão. Eu lembrei da corrida somente no momento que ela estava acontecendo. Mas quando lembrei dela não sabia que ela estava acontecendo naquele exato momento. Apenas lembrei e pensei em olhar a data correta na internet, assim que chegasse em casa, e estava certo que a data seria hoje. Mas cheguei em casa do treino e somente a noite que lembrei de olhar a data da corrida, e só a noite que descobri que a corrida tinha sido naquela manhã, eu havia perdido a corrida. Sim, perdi a corridaa porque esqueci dela, isso jamais aconteceria a 2 anos atrás. Há 5 anos havendo uma corrida eu pensaria nela a semana toda, eu faria os preparativos, eu teria na cabeça a data de todas as minhas corridas e de muitas corridas que eu sequer participaria. E hoje eu esqueço da corrida. Treino mais do que nunca, corro na neve, mas esqueço da corrida. Estou terminando um ano totalmente atípico na minha vida de corredor onde participei de pouquíssimas corridas mas treinei muitíssimo. Talvez essa seja a corrida perfeita, correr por correr, afinal, para que vamos em corridas? Se, ainda que eliminem todas as corridas, se ainda assim vc ainda continua correndo, então talvez vc possa dizer que é um corredor que corre porque gosta de correr. Talvez esse seja o objetivo.

Mas voltando, descendo a Yonge no treino congelante de hoje de manhã, eu estava pensando em descer até o centro, na loja que promove a corrida de Natal, para tentar pegar pelo menos a minha camiseta. Ontem eu descobri também que eu paguei pela corrida e mais $15,00 pela camiseta de manga longa. Então sei lá, acho que tenho o direito de ganhar a camiseta, no Brasil eu sei que ganharia. Mas aqui não tenho certeza.

Acontece que indo para o centro temos algumas descidas, e a calçada com neve e gelo, o sol no rosto, eu preferi não ir. Desci a Yonge até um pouco depois da Saint Clair para chegar até a Starbucks e comprar um café. Não sei porque, mas é interessante, vc está correndo congelando e é legal tomar aquele café quente. Comprei logo um extra grande e voltei logo para casa. O treino deu por volta de 6 Km, e foi interessante, bonito, não diria gostoso porque estava realmente frio, ventando e perigoso por causa do chão liso. A neve atrapalhando correr porque ela te segura, te segura como a areia da Joaquina. Amanhã eu devo estar com a panturrilha doendo por correr na neve e fazer esse esforço maior para correr mais lentamente.

Previsão de neve para amanhã e depois, o tempo nos próximos dois ou 3 dias parece que não estará amigável para o corredor. Mas corredor não liga muito para isso, hoje eu contei, encontrei no meu curto treino mais de 20 corredores, mais mulheres do que homens, lá, nos 20 negativos...

PS - Abraços especiais ao casal Issao e Dani que parece estarem em algum canto desse enorme Brasil, mas isso não quer dizer que estão perdoados por terem sumido. Isso só quando fizerem a prometida visita. Abraços também a colega maratonista Mayumi e agradecimentos pela visita. Embora não a conheci pessoalmente é alguem que admiro.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Mais uma semana

Já estamos em dezembro e o frio chegou de vez. Não tenho mais pedalado para o trabalho e é até engraçado pensar que na época que comprei a bike era calor e eu pedalava todo dia. Agora eu tento caminha, se não está chovendo, e sempre chego no trabalho com o nariz congelando. Mas tem sido ok.

Hoje está caido neve pela segunda vez neste final de ano. Lá fora está tudo branco e eu fiquei até com vontade de correr. Mas eu já tinha corrido de manhã. O tempo deve limpar a noite e esfriar bem. Bou tentar correr amanhã para aproveitar a neve recem caída, mas muito provavelmente vai estar bem frio, treinos mais longos ficam mais complicados.

Estamos no final de ano, cidade enfeitada, todo mundo pensando em natal, ano novo, festas, comida. Mais um ano, eu eu lembro de quando peguei o avião para cá, como se fosse ontem, com medo do que iria encontrar. Mas o tempo passou e apesar de tantas diferenças hoje eu acordo de manhã sem ter surpresas, já estou adaptado, já sei o que vou ver lá fora. É como se eu estivesse escapado de São Paulo para uma cidade muito mais calma, e o meu dia a dia tem sido mais próximo do que o que eu considero ideal.

domingo, 30 de novembro de 2008

Neve e sal

Eu lembro na década de 80, quando eu era louco para ir na praia, coisa que acontecia muito raramente, e os adultos tinham a preocupação com o sal do mar enferrujando os carros. A gente não tinha preocupações, apenas queríamos nos divertir. E eles lavavam o carro bem lavado sempre que iam para a praia. Eu cresci e depois de bastante tempo ir a praia tornou-se quase rotina, mas não era atraido pelo fascinio do mar, era atraido pelo fascínio das corridas. E o mar vinha sempre como um adicional. Mas nunca mais tivemos preocupações com o carro e com o sal.

Foi depois de vir para cá que entre as novidades eu descobri que o sal era o principal meio que os canadenses tem para se livrarem da neve. Ninguem nem precisou me explicar porque, mas eu fiquei pensando no quanto de sal se gasta, onde vai esse sal, quais seriam as alternativas. E até hoje é interessante ver o pessoal jogando sal nas ruas, é interessante ver as pedrinhas de sal no chão das calçadas. Mas eles pagam um preço, o sal daqui igualmente danifica os carros, sapatos, bicicletas, ambiente.

Eu nunca estudei o assunto a fundo, mas o fato é que sem sal a neve congela nas calçadas, ruas, tornando o chão muito liso e propenso a acidentes. Eles retiram a neve com aquelas pás que colocam na frente dos carros, mas é só paleativo, apenas parte da neve sai e a que resta é tirada com sal. Existem outros químicos que seriam efecientes e talvez menos danosos ao ambiente, mas são mais caros.

Outro dia na corrida o meu colega me disse que jogar sal na rua é uma coisa que faz parte da vida dele, digo, ele não acha diferente como eu acho. Mas ele pensa que jogam sal demais, que isso pode ser danoso, que deviam jogar menos e conviver mais com a neve. Não conheço os estudos que há nessa área, mas sei que o sal danifica a vegetação próxima das estradas, os pinheiros sofrem com o sal, ficam feios e com folhas danificadas. O sal é solúvel e vai com a água para os rios e tal, mas parece que não se tem muito problema com isso, digo, o lago parece ok.

De minha parte eu penso que é um elemento estranho ao ambiente e devia ser evitado. Mas a verdade é que quando você anda pelas calçadas em áreas mais afastadas do centro ou em ruas menos movimentadas, você percebe o quanto o sal faz falta. Não é só uma questão de conforto, mas de segurança também, uma vez que o chão com gelo fica extremamente liso. Adicione-se a isso o fato de que a população idosa daqui é elevada, e eles sempre são os que mais sofrem com isso, eu diria que sem sal muitos praticamente ficariam presos em casa.

Alternativas ao sal estao sendo procuradas. A areia seria uma delas, uma que na verdade é usada em certos lugares, inclusive aqui em Toronto. A desvantagem da areia seria que por ela não ser solúvel ela fica no chão, mistura com a sujeira, criando meio que um barro. Também já ouvi falar em usar açucar. Engraçado né, mas dizem que funcionaria e com a vantagem de ser muito menos agressiva ao meio ambiente do que o sal. Mas pelo que entendi o problema seria o custo. E por fim hoje eu estava assistindo um progrmaa na TV e eles estavam falando de um novo produto eficiente como o sal, mas sem a desvantagem da areia, sendo que praticamente não seria nocivo ao ambiente por ser um tipo de terra. Eu não entendi bem o que é o produto, e até esqueci o nome, mas quem sabe não seja uma alternativa viável para nós e para a natureza.

Enquanto isso vamos convivendo com o sal. Previsão de neve hoje a noite e talvez amanhã...

sábado, 29 de novembro de 2008

Quase uma semana sem escrever por aqui, acho que nunca fiquei tão afastado. Mas nada de anormal aconteceu, eu só estive um pouco mais atarefado nos finais dos dias.

Esta semana a temperatura esteve um pouco mais alta do que na semana passada e com isso consegui ir para o trabalho de bike em 3 dos 5 dias. E foi mais fácil correr de manhã. O Trevor tem corrido mais comigo. Esta semana corremos juntos na terça, quarta e quinta, o mesmo na semana passada. Quando eu estou mais afim de correr eu começo o treino as 5h30, faço o loop até a Eglinton e volto para começar outra volta com ele as 6h. Tem sido agradável, apesar do frio das manhãs.

Hoje eu resolvi ir par a norte, meio sem saber onde ia parar, e acabei por fazer o percurso que fiz a 2 fins de semana se não me engano, de 15 Km, pela Avenue, Bathurst, Finc e pegando o metrô para voltar. Com os 15 Km de hoje acumulei perto de 60 na semana, e se pensarmos no friozinho que tá fazendo isso é bom.

Logo eu devo apagar os Km aí do lado e começar denovo, guardar os dados em outro lugar. Mas é bom ver que estou conseguindo manter uma rotina constante de treinos, com poucos dias de descanso, por tanto tempo!

domingo, 23 de novembro de 2008

Manhã de Domingo

Saí para a corrida pouco antes das 8 horas, temperatura por volta dos 5 negativos, mas lá fora todo o resto estava legal. Subi a Avenue Road, rumo ao norte, devagar, mas depois de aquecer conseguir alternar períodos de ritmo mais forte. Entrei na Lawrence à direita e dá-lhe gelo. A maior parte da calçada na Lawrence estava com gelo, pois não foi limpa depois da neve.

Aqui dizem que os donos das casas tem que limpar a neve de suas calçadas pois se alguem escorrega e cai, eles são os responsáveis. Mas nem todos limpam. Alguns tiram a neve e jogam sal e a calçada fica bem limpa pois a neve vira água e vai embora. Mas minha impressão é que tanto sal jogado pela cidade não é bom para o ambiente. Outros tiram a neve com uma pá, em alguns casos não fica bem limpo. Com as pessoas pisando e a temperatura subindo e descendo a neve que sobra na calçada onde as pessoas passam vira gelo. E é perigoso andar ali, pois gelo é liso, muito liso, não há tenis de cross que tenha aderência.

E foi devagar que eu percorri a Lawrence até chegar na Mount Pleasante, onde corri um pouco na rua e depois voltei para a calçada que tava em geral limpa. Voltei até a Saint Clair e em casa. Estava todo suado, o que aponta para irmos logo para dentro de casa, mas eu tava pensando em comprar um café. Ultimamente eu tenho tomado bastante chá mate, e hoje resolvi que iria comprar um café grande. A última vez que comprei café havia sido na quarta feira eu acho, quando nevou e eu convidei o Trevor para ir comprar um café. Ele sempre me convida e eu nunca vou, e ficou na cara que eu queria ir lá fora andar na neve, não realmente comprar café. Mas acabei comprando. E hoje também, depois do treino andei uns 500m até a Starbucks para pegar um café. Um extra large, por $2,25. E na volta dá-lhe frio. Eu tava muito molhado, e mesmo usando uma camiseta e mais duas blusas, a blusa de fora estava molhada em algumas partes. Tive que acelerar na volta para casa pois estava congelando. Mas nada preocupante, logo estava em casa curtindo meu cafezão... e ainda estou...

O treino foi de pouco mais de 11.6Km segundo o meu mapa aqui. Um bom treino visto a temperatura. A Km semanal tem caído, não vou negar que é por causa do frio, sinceramente não é muito animador sair para correr as 5h30m da manhã com 5 ou 10 graus negativos, sempre parece mais confortável ficar embaixo da coberta (embora estando dentro de casa nem precisamos muito de cobertor). O frio é realmente intenso e as vezes eu penso se isso não seria de alguma forma prejudicial a saude. Mas enfim, eu acho que por volta dos 50Km semanais ainda é bom, é como correr 7 Km todo dia. É bastante bom!

OBS - O Paulo tem feito uns treinos a lá Paulo no Brasil, misturando corrida e caminhada, veja aqui a planilha dele. Lá vai ele para mais uma ultra, e deve fazer bonito com o intenso planejamento que ele tem posto em prática. Embora eu nem pense mais em maratonas, eu ainda penso que posso um dia participar de uma ultra dessas, minha impressão é que o desgaste é menor que o de uma maratona, diria, menos prejudicial a saúde pois me parece que uma ultra por tempo leva o corredor a desencanar de ser rápido, pelo menos o tempo todo, então sempre há bastante momentos de descanso, ou ritmo muito tranquilo. Vamos ver, o problema é que eu não sei se suportaria os treinos a lá Paulo.... De qualquer forma agora é curtir o inverno, nada de ultras...

sábado, 22 de novembro de 2008

Correndo na neve - O ciclo continua




E bem vindo ao frio denovo. Parece que o verão passou tão rápido e eu estou aqui, experimentando o frio e a neve pela segunda vez. Mas agora não joguei a toalha, estou correndo mesmo com a neve!

Hoje foi dia de correr e de tirar fotos, e eu saí tarde, quase 11h, pois quando levantei as 7h estava 9 graus negativos. Tô fora! Depois subiu para 5 negativos por volta das 11h, então ok, assim é melhor. Estava frio, mas com sol, e por isso também estava sendo recompensante correr e ver tudo tão mudado.

A minha trilha, na qual corri final de semana passado contemplando tantas folhas no chão, agora estava completamente sem folha pois a neve tomava conta do chao. Árvores sem folhas deixando muita luz entrar, tanto que estava difícil de ver o caminh, eu ia meio que por rumo.

Tirei várias fotos que estão aqui. As duas fotos que estão neste post foram tiradas no mesmo lugar, com um mês de diferença. A primeira foi tirada hoje e a segunda no mês passado. Há um mês atrás estava frio, mas nem tanto e eu fui para a trilha de shorts e blusa. Agora a paisagem mudou completamente, a trilha está toda branca...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Running Update


Esta semana a temperatura ficou sempre bem baixa, e não teve jeito, a Km semanal caiu bastante. Mas tenho tentado não parar.

Ontem de manhã havia bastante neve no percurso, neve que tinha caido na noite anterior. Eu não podia perder, saí com a câmera para tirar fotos. Mas logo notei que a bateria estava no osso. Não consegui tirar uma foto sequer. Corri com o Trevor, uma volta no nosso loop de 5Km antes, depois, na segunda volta resolvemos entrar na trilha da Belt Line. Não tava escuro pois as árvores sem folhas deixavam as luzes dos postes passarem. E além disso o chão todo branco de neve ajudava a deixar tudo mais claro. Estava então gostoso correr na belt Line, com a neve macia. Íamos conversando e ele parece que também aproveitava com prazer a primeira neve do ano, digo, a primeira que acumulou e deixou tudo branco. Foi diversão pura que deixou as pernas doendo o dia todo, pois correr na neve é como correr na areia, ou quase, eu senti os mais ou menos 8 Km que corremos.

Hoje de manhã não teve neve, teve frio. Temperatura de 8 graus negativas, sensação térmica de 15 negativos. Mas eu tinha combinado com o Trevor. Ok, coloquei minha blusa mais grossa, mas não a calça. Quando saí lá fora deu para notar no ato que aquele frio eu havia sentido poucas vezes. A neve que restou nas calçadas estava endurecida, não estava bonita e macia como no dia anterior. Ele apareceu e estava também notando o frio anormal. Mas fomos para o nosso loop de 5Km, só isso bastava. Acabou que foi legal, conversamos, o tempo passou, por vezes esquecemos o frio e terminamos ele achando que valeu a pena. Essa foto aí tirei hoje de manhã, esperando o Trevor, muito frio. A foto não ficou boa, sem muita definição, mas que tava frio tava...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Dia mais frio

Hoje foi seguramente o dia mais frio depois do verão. Quando saí para o treino a temperatura estava por volta dos 6 graus negativos. Tinha combinado com o Trevor de correr, mas como não tinha corrido ontem resolvi que ia fazer uma volta no percurso de 5 Km antes, começando meia hora antes dele. Estava congelante, com sensação térmica muito baixa indo para o norte, com o vento contra. Mas eu estava bem agasalhado e deu para suportar bem. Na segunda volta com ele eu senti mais frio pois estava molhado e ele corre num ritmo mais lento, o que fez com que eu não me esquentasse.

De qualquer forma o treino foi bom, como se fosse inverno. Alias hoje estava tão frio que eu resolvi ir pro trabalho de metrô....

domingo, 16 de novembro de 2008

Sol e frio

Ao contrário do que a galera do tempo previa na sexta feira, hoje o tempo limpou e o sol apareceu bonito, mas veio junto com muito frio. Saí para o treino as 9 da manhã, com temperatura de 2 graus e sensação térmica de 5 negativos segundo o canal do tempo.

Resolvi subir a Avenue e decidir para onde ia, dependendo de como me sentisse. Não me senti mal (embora também não estivesse muito bem), e decidi que subiria a Avenue até a Wilson, de lá iria para a Bathurst até a Sheppard e então para a Yonge e pegaria o metrô de volta para casa.

Sentia-me um pouco cansado de ontem, mas estava indo legal. Para o Norte o vento batia meio contra e sentia um pouco de frio no rosto, mas o resto estava bem agasalhado. Eu ia distraido, pensava na apresentação que devo fazer na sexta, sobre Análise Discriminante. Tenho feito várias destas apresentações desde que notei que a galera estava gostando. Eles fazem análises, mas não sabem ao certo o que tem por trás delas, e a minha idéia é mostrar para eles. Tem sido bom porque a turma tem comparecido bastante, e tem gostado. E eu ia pensando nisso, ia pensando em como apresentar as idéias de uma forma fácil de entender. Com isso não percebi o frio e não vi o tempo passar. Mas notei que o dia estava bonito, vi o sol brilhando e a paisagem fria do hemisfério norte, vi as folhas no chão, e, quando atravessava a ponte sobre a 401 (uma rodovia) escorreguei no gelo. Mas não cai nem nada, foi um escorregãozinho que me fez ter cuidado dali em diante.

Terminei na estação Finch com 13,5Km, 1h07, ou seja, bom. Segue percurso.

sábado, 15 de novembro de 2008

Correndo na chuva

Desde ontem tem chovido o tempo todo, uma chuva fraca, mas chuva o suficiente para ter que carregar o guarda chuva. Foi assim a noite inteira, o barulho da chuva na janela. E de manhã, 7 graus, eu resolvi que ia correr, com chuva ou sem chuva. Comecei, estava bem, e a chuva estava gostosa. No calor do Brasil era esse o tipo de chuva ideal para correr, você terminava molhado e feliz. Mas com 7 graus é bom enquanto você não está todo molhado. Depois, se você não forçar um pouco o ritmo para esquentar mais, você fica congelado. Principalmente se o vento estiver contra. Mas ainda assim eu estava bem, pouco me importando com o frio. Eu rodava num ritmo bom e estava bem aquecido pelo exercício.

Subindo a Avenue, resolvi entrar na trilha, que estava muito umida, com muitas poças de água, as vezes escondidas pelas folhas. As árvores já não tinham mais folhas, a trilha era muito diferente, era engraçado o fato de estar tão clara num dia tão nublado, de você ver o céu atraves das árvores. Faz parte, e eu segui até o final da Bolt Line. Fazia tempo que eu não subia a Belt Line, geralmente eu desço ela no meu percurso tradicional pelas trilhas.

Lá no final continuei ao norte até a Lawrence e nela fui para Leste até a Mount Pleasant. De volta então para Saint Clair onde parei no mercado. O ritmo esteve muito bom, acho que boa parte do tempo ficou mais rápido que 5min/km. Incompreensível como ontem eu estava tão mal e hoje a situação foi tão diferente. O treino terminou com quase 16Km, eu entrei no mercado todo molhado com minha roupa de corrida, shorts, no meio dos canadenses com seus blusões de inverno, encolhidos, fiquei até com vergonha. Comprei apenas um suco, um pão e umas bananas e cai fora logo para reencontrar o frio da rua e voltar para casa... Missão cumprida!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Chuva

Nos últimos dias tem chovido bastante e promete continuar no final de semana. Hoje a temperatura subiu, acho que passou dos 10 graus, o que tem sido coisa rara. Eu fui correr de shorts, com temperatura ao redor dos 7 graus e bastante umidade, estava meio que chuviscando. O treino foi lento, não sei porque. Nos últimos dias eu tenho corrido com o Trevor, e foram 3 dias seguidos de baixa rodagem, por isso eu esperava que hoje eu ia detonar. Mas longe disso, estava travado, embora tenha rodado 9 Km. Segue o percurso.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Treino frio

Hoje de manhã a temperatura estava novamente negativa, e durante o dia não subiu muito acima de zero. Eu saí cedo como sempre e resolvi fazer um treino conservador tanto no ritmo quanto na distancia. Corri quase 8 Km, nem sei em quanto tempo pois nem tenho levado relogio nos treinos. O treino foi legal, senti um pouco o cansaço de ontem, mas nao tanto, deu para terminar os 8 Km legal. Eu até suspeitei que não ia dar os 8Km e resolvi passar um pocuo de casa e dar uma volta no quarteirão, mesmo assim não deu...

Segue aqui o percurso!

domingo, 9 de novembro de 2008

Longo de outono!





O treino de ontem me animou para fazer algo mais longo hoje, para aproveitar a paisagem diferente. Resolvi fazer o loop do Sunnybrooks park, que é de 19km, e se por acaso eu não estivesse bem para correr tudo isso eu poderia abortar a missão antes do parque. Mas não foi o que fiz. As pernas não estavam exatamente descansadas, mas iam. Eu resolvi então encarar o loop todo.

Levei a câmera, pois o plano era tirar umas fotos, o plano era aproveitar que tudo está tão diferente. Ano passado foi complicado correr nas trilhas no inverno porque havia muita neve, então é melhor eu aproveitar para correr nas trilhas agora.

Não vou negar que o final foi difícil, eu estava cansado, sem forças para manter o ritmo, as paradas para tirar fotos ajudavam descansar e no final das contas eu conclui o loop de 19 Km, foi gostoso, valeu a pena!

Aí do lado algumas fotos. Aqui o resto!

sábado, 8 de novembro de 2008

The Bucket List

Eu não sei como é o nome deste filme no Brasil, por isso vai aí no post o título em ingles mesmo.

O filme conta a estória de um paciente terminal de cancer que por coincidência acaba tendo em seu quarto de hospital outro paciante terminal, o dono do hospital. Os dois resolvem curtir uma lista de aventuras nos dias que lhes restam de vida, com muitas viagens, o que se torna possível porque o dono do hospital é muito rico. O filme se desenrola, as vezes meio cômico. Deu a impressão que é meio baseado em algum fato real, mas não pesquisei para saber... Interessante...

Muitas folhas

Temperatura de 8 graus, prometendo não passar de 9 graus, eu coloquei o pé na estrada. Logo os planos de ir para o norte até a Steels, quem sabe passar, fazer um longo de mais de 20 Km, logo os planos se desfizeram quando senti a realidade dos meu músculos nesta manhã. Não seria prudente um longo treino e não seri também prudente perder o Outono nas trilhas de Toronto.

Folhas se amontoavam nas sarejetas e se espalhavam pelo meio da rua, as árvores já quase totalmente desfolhadas. O vento frio movimentava as folhas amarelas no chão, movimentos as vezes em forma circular, varrendo as folhas e as trazendo no mesmo lugar. E mesmo nas ruas da cidade as folhas eram tantas que pouco se via o negro do asfalto. Eu precisava ir para as trilhas, eu precisava unir a experiência deste final de semana com o pessado e com os que virão para formar uma sequencia de experiências da passagem do tempo que não vemos no Brasil.

E nas trilhas, nas partes que antes eram escurecidas pelo verde das árvores que impedia a passagem do sol, hoje eram claras, rodeadas por árvores esqueléticas, quase sem folhas, que lembravam os filmes que tanto vi no Brasil. Lembrei também do filme Hoosiers, que se passa em paisagem de frio, mas sem neve. Era diferente, e as pessoas eram diferentes. Corredores antes de regata hoje exibiam seus vestimentos de inverno, coloridos, com design que talvez lembrem movimento, aerodinâmica. Mas eram ainda corredores, e deviam ter crescido correndo sobre as folhas do Outono.

Eu continuei no meu passo, me deliciando com os momentos em que o chão se tornava macio pelo excesso de folhas. As árvores por certo sentiam o frio de alguma forma e lá estava o resultado, elas estavam se preparando. As folhas se decomporiam no chão, fornecendo nutrientes para as plantas num ciclo que eu não conhecia direito, mas que me fazia sentir desconfortável quando lembrava que fora das trilhas as folhas eram todas recolhidas e levadas para algum lugar longe de suas árvores.

Hoje não era um dos meus melhores dias para correr, felizmente também não um dos piores, e eu me sentia feliz porque correr me possibilitava ver muito melhor o Outono. Resolvi reduzir o treino do dia para somente uns 10Km, estaria de bom tamanho, nada de longo, e quem sabe eu levaria a câmera amanhã...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

6 Km

Ontem me senti mais cansado do que o normal e resolvi não correr. Devia estar treinando demais, o cançaso só pedia ser isso e era melhor não se matar, afinal a gente correr por outros motivos.

Hoje estava bem melhor, não tão rápido, não tão solto, mas melhor, com vontade de correr. E resolvi não fazer nada muito longo, melhor ir devagar, percurso curto. Subi a Avenue, Peguei a Eglinton até a Yonge e de volta pra casa, não deu mais do que 6 Km, mas eu estive pensando, se eu conseguisse correr 6 Km por dia, todos os dias, durante todo o inverno, isso já estaria bom, pois 6 Km são miea hora, não são pouco...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Detonado

Hoje o treino foi difícil. Acordei cedo mas nem tava muito afim de ir pra rua. Nao fosse a ideia de que tinha que aproveitar que ainda dava para correr, antes de o inverno chegar, eu nem teria ido. Estava cansado, as pernas foram mais ou menos no começo, uns 4 Km, mas depois foi complicado. E eu não estava muito bem agasalhado para os 7 graus que tava fazendo, indo para o norte na Avenue eu senti um pouco de frio, por causa do vento contra, ainda que fraco. Mas segui, fui até a Lawrence e de lá resolvi ir para a Bathurst, onde já me sentia quebrado e me arrastando. Mas quem mandou eu fazer um percurso maluco, não tinha nenhum metrô por perto, eu tive que continuar. Passei pela Eglinton rumo ao sul, entrei num bairro residencial e encontrei a Spadina, desci nela até perto de casa. Pedalando de volta para casa senti as pernas bem cansadas, acho que amanhã é melhor descansar.

Há um tempo atras eu consegui atingir 80Km semanais, mas não durou por muitos dias, logo tive que diminuir a rodagem, que caiu para a casa dos 40. Depois subiu novamente, e agora chegou nos 70, só que denovo parece que é demais para mim. Sei que pode ser porque eu corro mais rápido do que devia, mas não tenho muito ânimo para correr abaixo dos 5min/km, eu preciso estar com alguém para correr mais lento do que eu costumo correr. Senão acabo acelerando, e pagando nos dias seguintes. Hoje o treino já foi lento, mas ontem foi bem rápido, por exemplo, e talvez o sofrido hoje seja mais o preço pelo que fiz ontem do que pela alta rodagem semanal. Mas é sempre gostoso dar as aceleradas... Vamos ver o que vai acontecer a minha intenção é segurar a rodagem alta, mas não vou me matar para isso, se tiver que diminuir novamente ok...

Aqui o percurso.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Treino com neblina

Depois do dia de ontem sem correr, principalmente devido a chuva de manha, hoje o treino foi bom e gostoso. Eu tava me sentindo bem, a temperatura em torno de 8 graus estava otima e o tempo estava tambem gostoso, com muita neblina, bastante umido. Eu fui ao norte pela Avenue ate a Lawrence, a leste ate a Mount Pleasante e de volta para a Saint Clair. Total de quase 11.5Km em 56 minutos, estava bem, ritmo bom! As pernas estavam soltas apesar que eu sentia um pouco o cansaco talvez de ter voltado a casa dos 70Km semanais... Aqui esta o percurso de hoje!

domingo, 2 de novembro de 2008

Longo

Hoje que eu esperava um dia mais quente, na verdade esfriou. Saí para correr de manhã com 1 grau negativo, com a promessa de subir só até 7 positivo no decorrer do dia. O dia estava ensolarado e eu procurei um percurso mais longo. Estava com várias idéias, mas foi na rua que fui decidindo o percurso. Eu planejava ir mais longe e pegar o metro de volta, então tinha que passar num caixa eletronico para pegar grana para pegar o metrô, com isso fui forçaco a ir para Leste na Saint Clair. Resolvi que pegaria a Mount Pleasant para o norte, coisa que acho que nunca fiz. Passei a Eglington e cheguei na Lawrence, resolvi então continuar subindo pela Bayview, já que a Mount Pleasant acabava por ali.

Eu estava bem, o vento as vezes era frio, um certo cansaço nas pernas nas subidas, mas o ritmo não tava ruim. Indo ao norte pela Bayview eu poderia voltar para Oeste em qualquer grande avenida para pegar o metrô, se estivesse cansado. Mas passei pela York Mills, e cheguei na Sheppard. Estava bem, resolvi continuar ao norte até a Finch, onde poderia entrar a esquerda e com 2Km estaria no metrô. Isso eu pensava até 100m antes da Finch. Quando cheguei lá o farol tava aberto e eu acabei atravessando ela, e seguindo para o Norte. A próxima avenida seria a Steels, já longe do metrô. Se eu tivesse virado na Finch seriam 2Km até o metrô, indo ao norte na Bayview, seriam 2Km até Steels, 2Km até Yonge, 2 Km de volta até a Finch, ou seja, 6Km até o metrô. Mas eu continuei, e para chegar na Steels não foi difícil pois uma descida enorme formava a segunda metade do percurso até lá. Mas tudo que desce sobe, na Steels, em direção a Yonge, eu paguei subindo um morro interminável. As pernas doiam, o ritmo caiu. A subida não terminava e por vezes era íngreme. Não parei no entando, e quando cheguei na Yonge, de volta para o Sul, tudo ficou plano novamente. Eu corri leve, descansei, para forçar um bom ritmo no Km final do percurso de volta a Finch onde eu peguei o metrô na sua última estação ao Norte. Peguei o metrô depois de comprar um café, fazia tempo que eu não comprava café...

O treino foi bom, foi gostoso, 1:30h, 19Km, e eu me senti bem, embora sei que esses treinos longos detonam os treinos dos dias seguintes. Mas faz parte, eu tava sentindo falta de um treino mais longo. No final a temperatura ainda estava baixa, apesar do sol sem nuvens acredito que no final estava por volta de 2 ou 3 graus. Eu me sentia bem no entanto, tranquilo. Estava preparado, com gorro e luvas.

Cheguei em casa ainda em tempo de ver o final da maratona de Nova Yorque, Paula Radiclif venceu o feminino, sozinha, e o nosso Marilson venceu o masculino, depois de dar um chapéu no marroquino que quebrou no final. Segunda vitória consecutiva do Marilson em NY, tempo de 2:08, muito bom, acho que foi recorde pessoal dele! NY não é longe daqui, tava ensolarado, mas devia estar meio frio também...

Aqui vai o link percurso.

sábado, 1 de novembro de 2008

Curtindo o Outono

Ontem a tarde a temperatura se elevou, passou dos 15 graus. Hoje a temperatura caiu de forma interessante, pois o tempo não mudou praticamente nada, talvez apenas tenha ficado mais limpo. A temperatura não passou dos 10 gruas. Eu sai para o treino com 5 graus, e tinha decidido fazer um percurso diferente, ou pelo menos mais parecedo com os de verão, pelas trilhas. Saí as 10h, dia claro, é sempre legal aproveitar essas oportunidade para voltar as trilhas.

Elas estão diferentes, como deveriam estar no outono. Em algumas partes há tantas folhas no chão que fica até macio para correr. Em outras partes as folhas no chão tornam dificil saber onde se pisa. De uma forma geral as trilhas estão muito mais claras, com a luz do sol passando por entre as árvores, agora com poucas folhas. É impossível nao pensar no passado e lembrar dos dias em Abril quando eu corria nas trilhas limpas, ainda com traços de neve, e vendo as árvores ganhando folhas na primavera. Depois as trilhas escuras com as árvores parecendo as florestas brasileiras, alguns lugares de trilhas largas ficando estreitos pelo volume ganho pela vistosidade da vegetação. E agora estamos no outono, folhas no chão denovo. Não e o meu primeiro outono aqui, mas não dá para falar "Ah, isso eu já vi...". É meio como se fosse a primeira vez, como se fosse novo, como se sempre houvesse algo a se ver e descobrir.

Desci a Belt Line depois de chegar na Eglinton pela Spadina, entrei no cemitário como não fazia desde Abril/Maio, saí do outro lado e continuei na trilha ao Sul do cemitério, trilha mais natural, com mais vegetação, chão forrado de folhas. Muita gente andava na trilha, muita criança, pessoas com cachorros, adultos conversando. Diria que o canadense que cresceu nesse mundo diferente também nota a passagem das estações.
Embora o Haloween tenha sido ontem, outra característica especial daqui que se nota nas ruas hoje são os enfeites de haloween. Monstros pendurados em árvores, teia de aranha pra todo lado, abóboras com boca, nariz e olhos, aranhas e dráculas, e todo tipo de enfeite relacionado a época podem ser encontrados pelos bairros residenciais. Ontem na empresa houve premio para a melhor fantasia e também torta de diversos sabores para todo mundo. Na volta para casa, de bike, com o Trevor, ele me contou que sairia a noite com sua filha para o "Trick or Treat". As crianças vão de casa em casa e as pessoas dão balas, doces, acho que dinheiro também. Eu disse a ele que isso era engraçado, que não tinhamos nada disso no Brasil. É interessante porque é parte da vida deles. Eu perguntei para ele se quando ele era criança ele também ia de casa em casa... Eu sabia a resposta, mas acho que queria ouvir dele, sentir a reação dele para também sentir a importância disso tudo para eles, quando para nós é algo que simplesmente não existe (embora eu lembro de ter visto em São Paulo alguns indícios do Haloween, e sabe-se lá se não vai existir nas grandes metrópoles brasileiras em breve). Ele disse "Oh yeah, biiiiiiiiiig bags of candies!!!". "Bons tempos aqueles hein" - eu respondi. Estávamos de bike em um semáforo, no meio da rua, e a conversa não pôde prosseguir. Mas eu continuei observando a mudança, os jardins das casas que continuaram com os enfeites até quando eu fui treinar hoje de manhã.

Terminei a trilha na Saint Clair, corri até em casa e passei um pouco (eis o percurso) para garantir 12Km, deu 12,4. Foi um dia legal para o treino também, onde comecei meio devagar mas depois consegui manter um ritmo em torno dos 5min/km, no final estava correndo bem, apesar de hoje ter sido uma das raras ocasiões em que um corredor me passou durante o treino. Ele disse bom dia e se foi, eu pensei em acompanhar ele mas meu ritmo já estava satisfatório, embora não assim rápido. Primeiro dia de Novembro, o mês começou bem, a Km semanal voltou aos 70 (10Km por dia de média), mas manter isso vai exigir 14 Km amanhã. Um dos motivos que ajudou eu chegar nos 70 novamente foi que nos últimos 7 dias não houve dia de descanso, e eu não estou tão cansado pois tenho pegado leve... bom hein...

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Aproveitando o calor

A temperatura hoje de manhã estavas em sensacionais 8 graus! Eu voltei a correr com roupa mais leve e de shorts! Mas as pernas estavam meio travadas, cansadas, sei lá. Eu fui de vagar, rodei 9 Km em 47 minutos, o percurso está aqui.

Hoje é Haloween (acho que eu disse em algum lugar que era sexta passada, mas o dia correto é hoje). O Trevor disse para eu ir dar uma volta no bairro, ver as crianças. Ele ia sair com a filha dele. Eu pensei, mas não enocntrei ânimo suficiente, principalmente devido o treino de hoje cedo não ter sido aquelas coisas. Resolvi ficar em casa. Mas muitas casas estão enfeitadas, fantasmas para todos os lados. É muito interessante como as crianças se divertem tanto com esta data. Acho até que para as crianças pequenas é quase tão importante quanto o Natal!

E há de se dizer também que os plantadores de abóboras também gostam desta data, nunca se vende tanto!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Sem neve mas frio

Hoje cedo a temperatura estava nos dois graus negativos quando eu saí para correr. Sorte que não tinha vento e por isso não foi complicado. Subi até passar da Eglinton e peguei uma rua calma para o leste, fui até a Yonge e voltei para casa.

O treino foi melhor que o de ontem, mas ainda não foi bem. Ritmo lento, pernas cansadas... Segue percurso.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Corrida e neve

Primeiro treino com neve. Saí as 5:30 da manhã como sempre. O carinha da TV tava falando que tava nevando no norte de Toronto, mas eu estou no sul, perto do centro. Resolvi então correr para o norte. Peguei a Bathurst e segui contra o vento que fazia a temperatura de 1 grau parece 5 negativos. Mas eu estava vestido apropriadamente e me sentia confortável em termos de temperatura. Só que não estava confortável para correr, as pernas não iam, parecia que me faltava energia. Talvez no inverno eu gaste mais energia, talvez eu devesse comer algo antes de sair para a rua.

Passei a Eglinton e entrei numa ruazinha paralela a ela, sentido Leste. São umas ruazinhas ao Norte da Eglinton que não são planas, mas são muito gostosas para correr, pois não tem trânsito. No jardim das casas eu via a grama branca da neve que tinha caido, mas então só caia uma neve muito fina que eles chamam de flurry. Os carros estavam com seus tetos brancos. Era legal e eu até me senti emocionado, era diferente.

Mas eu sofria, o ritmo era ruim, eu não estava bem. Talvez seja porque no frio a respiração fica prejudicada, não sei se fica, sei lá. Eu não tenho treinado tanto assim para ter ficado nesses condições. Mas segui, vim para o Sul na Yonge até perto de casa, uns 9 Km. Diria que a distância foi boa pelas minhas condições, eu realmente não estava num dia bom hoje...

500m antes de chegar em casa eu parei, a neve ainda caia fina, mas acho que agora era neve mesmo, mais grossa que flurry. E eu resolvi caminhar até em casa porque estava cansado e porque queria ir devagar para comemorar o primeiro dia de neve!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Correndo sempre

Domingo teve a subida na CN Tower com 10Km de corrida antes, uns 4Km depois. Segunda, que foi ontem, eu rodei mais uns 10Km. Hoje, 6 com o Trevor. Amanhã, se o tempo ajudar devo rodar legal, pois tenho me sentido bem. A rotina de treino foi bem até eu elevar a Km semanal para 80Km, senti bastante e deixei a rodagem cair o quanto as minhas pernas quisessem. Não parece que vai cair mais do que está agora (pelas pernas pelo menos, pode cair pelo frio, quem sabe...), e talvez, sei lá, talvez eu tenha encontrado uma rodagem semanal que o meu corpo gosta. Em torno de 50 Km. Mas estarei correndo, e se o tempo deixar talvez eu tente alcançar os 80 denovo, seria interessante se eu conseguisse me acostumar com essas longas rodagens. Mas correr é o que importa, sem parar, porque a Km semanal, de agora em diante, não poderá ser cobrada. Não é qualquer um que vai treinar as 5h30 da matina, menos ainda com temperatura abaixo de zero. Conseguir manter os treinos será uma vitória, e eu ando pensando muito no que farei quando a neve chegar. Quando a neve chegar as coisas serão diferentes, quando a neve chegar as ruas serão diferentes, mas eu não estarei sozinho, os corredores canadenses ainda correm pelas ruas de madrugada...

Frio

Acabou-se o que era doce. Os dias ficam frios, cada vez mais frio. O treino hoje foi com 4 graus, vento contra indo para o norte, sensação térmica de temperatura negativa. Fizemos 6 Km eu e o Trevor. Na volta do trabalho, a tarde, eu pedalei no vento. Foi engraçado, eu tive que diminuir a marcha no plano e pedalar com força como se estivesse na subida pois o vento segurava. O vento frio, deve ser o vento polar. As árvores perdem as folhas e a cidade fica suja de folhas, muitas, por todo lado. Eu cheguei em casa e precisava ir no mercado, roupa de frio do Brasil. O vento tornava difícil a caminhada e congelava o rosto. Não parece que a pouco tempo eu corria no calor, eu ia para o mercado de camiseta regata. Aquilo era excessão, agora é a regra, estou no norte do hemisfério norte, ventos polares... Melhor acostumar, este é o começo, se é que começou...

domingo, 26 de outubro de 2008

Roma

Este é o nome de um seriado com duas temporadas que eu acabei comprando (eu nunca havia comprado DVD antes...) e acabei de acabar de assistir.

A série conta a história de Roma, por volta de 40 AC, período famoso da história de Roma Republica, tempo de Julio Cesar, Marco Antonio, Cleopatra, Otávio Cesar. Várias batalhas, entrigas e jogo de poder. Achei a serie muito boa apesar de não ser totalmente fiel a história (se bem que eu não posso julgar isso, mas é o que eu andei vendo pela internet). O DVD contem legenda explicativas, que contam o contexto histórico da época, a religião, os costumes, os rituais, como a galera pensava, os códigos de honra. Com isso acaba sendo uma fonte bastante rica e útil para quem quer conhecer (ou relembrar) a história de Roma.

Gostei bastante, acho que valeu a pena ter comprado os DVDs (são 11 DVDs, com mais de 20 episódios.

CN Tower

Hoje foi o dia de subir na CN Tower, pelas escadas. Sem dúvida esta corrida de subir numa das construções mais altas do mundo, pelas escadas, é uma das mais diferentes que eu já participei.

O meu colega de trabalho etíope topou logo participar da escalada, ele queria me dar um chapéu. Apesar de ele nunca ter corrido, ele é etíope, então todo respeito é pouco. Eu vivo dizendo a ele que ele deve ter corrida no sangue já que a Etiópia é terra de corredores que tem feito história. Acho que ele quis testar.

Para aquecer combinamos de que eu passaria no ap dele as 5 horas e de lá correríamos até a torre para dar uma aquecida. Até o ap dele era pouco mais de 5 Km, mais 4 até a torre, nos 6 graus da matina. Ele se sentiu cansado na corrida até a torre, paramos no meio, andamos muito, eu vi qu etava no papo, fui dando uns conselhos para ele, tipo começar devagar e tal. Mas ele tava meio ansioso, fomo um dos primeiros a chegar lá, estávamos bem na frente da fila, pouquissima gente na nossa frente. Mas a galera da org nos segurou num predio ao lado da torre até a hora da largada, as 6 da manhã, quando nos soltaram para a rua. Uns 500m até a entrada da torre, mas só lá o tempo começaria a contar. Ele saiu correndo para a torre, eu corri um pouco com ele, mas depois fiquei, sabia que teria muitos degraus para me cansar, não precisaria correr.

Quando comecei a subir ele já tinha partido a uns 2 minutos. Eu comecei num ritmo médio, sem forçar muito, conhecia a altura da torre. São 143 vãos de escada, cada um com uns 10 degraus. Eles são numerados por isso dá para saber quanto falta. Eu mantive o meu ritmo e fui subindo, sem correr, mas não lento também. A maioria dos passos eram de 2 degraus e eu fazia o possível para ir ajudando com as mãos, puxando o corpo para cima pelos corrimões. Por volta do vão 40 eu passei por ele, em estado lamentável, subindo devagar, sofrendo já. "Take it easy, it is still a long way up...". Mas não perdi muito tempo nem gastei muita energia, eu também estava já cansado, mas mantendo o ritmo o quanto podia. Ao contrário do ano passado as escadas estavam vazias, sem obstáculos e o ritmo ia constante, sem pessoas na frente para bloquear o caminho. No ano passado o ritmo variou muito porque eu encontrava a cada pouco o caminho bloqueado por várias pessoas que subiam lentamente. Eu misturava subida lenta com subida correndo quando eu conseguia me livrar das pessoas. No final da subida eu percebi que tinha sido mais fácil do que eu imaginava. Este ano caminho livre, eu passei primeiro o meu colega, depois mais dois rapazes e por fim uma garota e ninguem me passou!

Terminei em 15:08min, segundo a marcação deles, contra 17 e alguma coisa no ano passado. Ele fez 24 minutos. O tempo foi realmente ótimo neste ano, talvez os treinos tenham ajudado bem. Foi legal, bem legal! Alguams pessoas da empresa ficaram sem participar, especialmente alguns que eram rápidos, porque atingiram o limite logo. Com isso talvez eu tenha sido o mais rápido neste ano. Arrecadei 270 dolares, provavelmente a maior quantia entre a galera da empresa (precisa arrecadar pelo menos 50 dolares para participar).

Descemos, pegamos nossas camisetas e fomos tomar um café da manhã numa lanchonete. Conversamos sobre a subida na torre, mas principalmente sobre universidades aqui, na Etiópia e no Brasil. Ele foi para a casa dele, querendo pegar um taxi. Eu trotei para a minha casa, mais uns 3 ou 4 Km, com o sol nascendo e eu sem óculos escuros, foi complicado mas eu fui devagar...

sábado, 25 de outubro de 2008

Treino de Outono



Hoje o treino foi tranquilo, eu levei a câmera e tirei fotos. É uma época muito diferente, a paisagem muda completamente....

A temperatura estava em torno dos 13 graus, o que posso considerar bem agrádável visto as temperaturas que tivemos nesta semana e visto que daqui para frente, 13 graus vai ser difícil antes do final do inverno.

O treino foi de 11Km e como eu parei bastante para tirar fotos ele não foi cansativo, e eu também estava me sentindo bem, estava rápido. De manhã estava chovendo então este foi um dos poucos treinos a tarde.

As duas fotos aí comparam a paisagem antes do Outono (no mes passado, a foto de baixo) e agora (a foto de cima)... Aqui estão as outras fotos que tirei hoje.

Amanhã tem a subida da CN Tower, por isso também hoje eu não quis pegar pesado no treino, mas acho que teria sido um bom dia para um belo longo...

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Distração

As vezes eu sou assim, viajo pensando em algo e não presto atenção no que estou fazendo. Eu estava pensando na apresentação que vou fazer, em alguns planos que pretendo tentar por em prática na empresa para melhorar a qualidade do que fazemos. De bicicleta, capacete, blusa de frio, chegando do trabalho, abri a porta do terceiro andar. Notei que o corredor estava claro demais, mas eu ainda estava com meus planos, ainda estava vendo mais os slides do que o corredor do prédio. Mas havia um papel pendurado na minha porta, olhei nas outras, nada, só na minha. Cheguei perto, descolei o papel - "A musica que você toca é muito alta, dá para ouvir em todo o andar, por favor, pare de tocar música. Ass: seus vizinhos". Ops, eles estão enganado, eu não toco música, deve ser outro vizinho... Olhei para a porta, apartamento 305... Ops, eu moro no 405.... Coloquei o papel de volta, saí de fininho, eita...

Haloween Race

Como eu previa a mais de uma semana, eu acabei abandonando essa corrida, não por falta de vontade de ir.

Hoje acordei cedo, decidi não treinar para ir na corrida a noite, arrumei a mala para quando eu chegasse do trampo estar tudo mais ou menos pronto, e parti de bike para o trabalho. O dia não está muito frio, na verdade acho que foi o mais quente da semana com a temperatura chegando a 10 graus. Mas depois do almoço quando eu olhei no site do tempo, a previsão era para chuva na hora da prova. 10 graus, chuva, eu de bike, transito... Ponderei... teria que sair mais cedo do trampo, mas o trampo tava legal, tava fazendo uns esquemas que eu gostava. Resolvi que não valia a pena pedalar 35Km, correr o risco de tomar chuva com essa temperatura baixa, enfrentar trânsito. Resolvi que a corrida de Haloween não seria esse ano.

Em outros tempos eu teria ido, teria feito qualquer coisa, talvez pego um taxi. Em outros tempos acho que eu já estaria em algum grupo de corrida e teria uma carona, sei lá. Mas está agradável correr de manhã e as corrida não mais chamam tanto a atenção... Um ponto positivo é que não perdi completamente a grana da inscrição, digo, ela vai para um hospital. Isso também pesou na hora de decidir não ir...rs.

Bom, vou ver se vou na de Natal (já tô inscrito) no começo de Dezembro, essa é perto de casa, vai ser difícil arrumar desculpa... E bola pra frente... a rodagem semanal caiu vertiginosamente, mas não deixa de ser uma experiência, eu cheguei a ficar cansado, vamos ver o que uma quebra no ritmo faz. É bem verdade que mesmo os 40 ou 50 Km semanais é mais do que o usual considerando o meu passado como corredor, então ainda está bom!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Treino congelante

Ontem eu não corri então hoje eu precisava ir. Temperatura de zero grau, com sensação térmica de 7 negativo. E lá fui eu, shorts, coloquei a blusa mais fina de inverno... Quando saí o vento tava congelando até o osso. Peguei a Avenue Road sentido norte e o vento ainda judiava. Mas quando o vento parava estava ok. Subi até a Eglinton, atravessei ela e minha idéia era ir até a Lawrence, não estava mal. Tirei as luvas por um momento e coloquei as mãos nas pernas, eu não sentia a minha mão, a pela estava congelando, eu obviamente não devia ter saído de shorts. Não sentia dor nem nada, mas para evitar qualquer problema resolvi voltar para casa. Foi só começar a correr para o Sul, a favor do vento, que tudo ficou normal. Era um vento polar eu acho, frio pra caramba... Indo para o Sul eu era mais rápido que ele. O treino acabou dando meia hora, não passou de 6 Km e alguma coisa eu acho. Agora é largar a mão de ser bobo e sair de calça quando a temperatura estiver abaixo dos 2 graus... Amanha o Trevor combinou de correr comigo, depois de bastante tempo que a gente não corre juntos.

Respondendo a pergunta do Paulão - Não é preciso parar de correr no inverno. Ano passado eu nunca parei, embora eu tenha passado a correr praticamente somente nos finais de semana. Os dias são curtos e nos dias de semana você tem que correr no escuro porque está escuro quando você entra e sai do trabalho. Dependendo do dia é perigoso correr no escuro, pois pode ter gelo no chão, e aí é muito liso. O frio não foi muito problema ano passado, até 10 graus negativos dá para correr. Se é menos de 10 negativos então eu evitava correr, mas ainda é possível (vc tem que protejer o rosto, nariz, boca porque congela tudo). Este ano o desafio vai ser tentar manter uns 4 treinos por semana pelo menos no inverno (agora estou fazendo 6 por semana) . Vamos ver se consigo...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Primeiro dia de neve

Hoje quando ia voltando para a casa do trabalho, de bicicleta, começou a nevar. COmeçou com uma chuva que pareceu que se transformou em pedrinhas de gelo e depois neve mesmo. Mas pouco, não foi o suficiente para cobrir o chão, apenas molhou o chão. Mas foi o primeiro dia, ainda em outubro, achei denovo bonito. É um pouco desanimador pensar que não verei calor mais até Maio do ano que vem, é um longo período. Até lá dificilmente será possível sair de casa sem blusa. Eu quero ver o quanto consigo correr nesse inverno. Hoje já senti o frio em torno de zero graus. Sem gorro, as orelhas estavam congelando. O vento frio era horrível, duro para pedalar, e pior pela sensação aumentada de frio. Mas eu quis que a neve caisse a noite toda para amanhã eu correr na neve... naõ foi o que aconteceu...

Hoje de manhã estava ventando muito, e frio. Eu resolvi não correr porque estava cansado também. Aprevisão para amanhã de manhã é de temperatura negativa... vamos ver, eu teria que correr amanhã de qualquer jeito, está muito cedo para parar de correr....

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Treinos pos corrida

A corrida no zoo me deixou bastante cansado, acho que tanto por ter corrido rápido lá quando pot ter pedalado bastante. Com isso no domingo de manhã eu saí para um treino leve, pelo percurso da maratona que aconteceu ontem. MInha idéia era seguir o percurso rumo ao norte até enocntrar os corredores, então parar e voltar. Mas não sei o que houve, me perdi com horários e percursos. Segui o percurso que estava no site, passando um pedaço pela avenue road e depois indo para a Yonge, e quando chego na Yonge os maratonistas já estão passando. Eu tinha corrido pouco e não queria parar ali para incentivá-los, eu precisava correr mais... Segui o pessoal no sentido contrario do fluxo por uns 3 Km até a Lawrence. Lá já haviam muito poucos atletas, todos andando. Eu resolvi não passar da Lawrence, voltei correndo junto com os atletas, mas eu estava muito mais rápido que eles ainda que estivesse cansado e em ritmo lento. Passei pela Eglinton e cheguei na Sait Clair, onde resolvi parar, eu não queria ir mais para o sul senão teria que voltar. Isso deu uns 9 Km.

Hoje de manhã foi outro dia, eu achei que estava menos cansado do que ontem mas foi só colocar o pé na rua e senti que não estava tão bem assim. Cheguei a parar antes da Avenue Road, ia voltar para casa, descansar hoje. Mas não sei o que houve que eu acabei resolvendo continuar, e segui ao norte pela Avenue Road. Veio uma nova energia, e eu subi a Avenue passando a Eglinton até a Lawrence. Peguei a Leste na Lawrence até a Mount Pleasant e ao Sul de volta para a Saint Clair e até em casa. Foram 11,5Km em 1h, um pouco porque eu não aprei o cronometro nos semáforos, pois o ritmo não tava ruim.

Eu tenho levado os treinos, mas a Km semanal caiu para a casa dos 50 a 60, não sei se subirá novamente para os 80 pois está ficando cada vez mais frio. Enquanto não tiver neve eu devo encarar, mas as longas distâncias ficam mais complicadas com temperaturas a zero graus ou abaixo... E assim vamos nós....

sábado, 18 de outubro de 2008

Corrida do Zoo






Hoje foi o dia da corrida do Zoo. E eu que tinha planejado ir de bicicleta não pensei duas vezes mesmo depois de medir e encontrar que a distância de casa até o zoo é de aproximadamente 30 KM. E ainda mesmo depois de ver que a previsão da temperatura para aquela manhã era de 2 graus, eu estava decidido a ir de bike.

Acordei as 5h20 e preparei as coisas com calma, o plano era sair por volta das 6h30. Deveria percorrer os 30Km em duas horas no máximo e estaria lá por volta das 8h30, sendo que a corrida começaria as 9h30.

E pé na estrada, pedalando ao Norte pela Yonge Street, eu notei que olhos, nariz, boca, rosto, estava tudo congelando com o vento. Bem vindo ao frio canadense eu pensei. Eu usava uma calça daquelas para o frio, com o short de corrida por cima, usava uma blusa também apropriada para o frio daqui, com outra por cima para quebrar o vento, usava uma toca e um capacete, e estava com meu tenis de corrida novo, um Mizuno, com uma meia para corrida no frio comprada aqui com duas camadas. Então fora a parte descoberta da cabeça o resto estava tranquilo, a não ser os pés que começaram a querer esfriar depois de um certo tempo. A meia pode ser com duas camadas mas o tenis de corrida todo furado não ajuda, ele é extremamente inapropriado para o frio. O que acontece é que correndo eu nunca senti frio nos pés, mesmo quando eu molhava ele naquela poças de água feita pela neve derretida quando eles jogam sal nela. Mas pedalando é outra estória, você sente frio no pé se ele não estiver bem protegido.

Foi tudo bem na ida, com poucos carros nas ruas, mas foi já na ida que eu me toquei que o problema seria a volta com aquelas ruas cheias de carro e o sol alto me atrapalhando ver os semáforos. Cheguei lá como planejado, por volta das 8h30, uma bicicleta juntamente com montes de carros... O corredor canadense pode ser preocupado com o meio ambiente o quanto for, mas ele jamais pega o trasnporte público para ir até a prova.

Depois de calmamente amarrar a bike num post lá que segurava uma bandeira, eu, que tinha pegado o kit ontem, fui pegar o chip. Era um velcro com o chip e vc tinha que colocar na canela. Eu fiquei por alí, procarando um cantinho com sol para me aquecer um pouco, depois de deixar a mala no guarda volumes. Agora, com sol os 3 graus da madrugada já devia ter subido para uns 6 ou 7 e eu tinha planejado ainda no dia anterior que correria com a camiseta Ones por baixo, blusa dos bombeiros que eu usava para treinar por cima, com o número pregado nela e de shorts. Isso baseado na experiência dos treinos, essa era a minha roupa de treino para 6 a 11 graus e para ter certeza que nada vai dar errado, nada como correr com a roupa do treino. Só que lá eu não achei um vestiário para tirar a calça e ficar só de shorts, então resolvi correr de calça mesmo - havia bem mais gente de calça do que de shorts, embora tinha bastante de shorts e uns pouquissimos corajosos de camisa de manga curta.

Essa é uma corrida tipo Corpore, para o pessoal que quer se divertir, para o pessoal que tá começando e para o pessoal que tem mais grana. O ritmo médio da galera é modesto e eu com 46 minutos de tempo previsto fiquei no curral vermelho que era simplesmente o primeiro, na minha frente a elite apenas e ainda assim separada por uma faixa apenas que foi retirada com 3 minutos para a largada, quando eu pude inclusive me juntar com a elite. Mas não o quis, fiqui ali no segundo pelotão pois é sempre mais gostoso vencer vindo de trás. Com cinco minutos para a largada os currais foram fechados e se você não tivesse entrado teria que procurar um lugar lá tras depois do último curral.

Outra coisa sobre a largada, havia bastante banheiro químico mas uma fila única de mais de 100 metros. A fila era desanimadora pela tamanho, embora andasse rápido. A largada foi num estacionamento, saindo para a rua depois de uns 400m. O locutor deixou claro que a grana arrecadada iria para uma grande causa, o zoo. Ele falou várias vezes como arrumar o chip na canela, avisou que os currais fechariam 5 minutos antes da largada, pediu pra gente levantar a mão para posar para a foto, disse obrigado aos staffs sem os quais a corrida não existiria.... E, no guarda volumes você tem que pagar dois dolares para deixar sua mochila lá, e a grana é dita não ser para nada a não ser para o zoo.

Eu estava lá na frente, mas sem expectativas. A semana de treinos havia sido péssima depois de uma muito boa, então eu não tinha porque querer muita coisa, mas eu também não estava lá para correr admirando o zoo. Os treinos tinham sido tão desanimadores que eu pensava em um sub 50 minutos, isso já deveria ser bom principalmente pelo fato de o percurso não ser plano. Mas eu tinha seguido o meu ritual, tinha trotado 7 Km para buscar o kit ontem a tarde, tinha me sentido bem embora não rápido, então o plano era sair rápido e ver o que acontecia.

Saí rápido mas nem tanto quanto os outros que estavam comigo, mas eu me senti bem, senti que conseguia segurar o ritmo. E aos poucos fui passando alguns corredores principalmente nas subidas, pois eu conseguia manter o ritmo bem constante. O percurso era cheio de curvas em pista estreita principalmente quando entrou no zoo, e eu me sentia um carro de fórmula I, rápido, tangenciando as curvas, com alambrados passando rápido ao meu lado, com o povo aplaudindo em certos pontos. E eu seguia e como vi que estava bem melhor do que pensava não olhei para nada, não vi os animais do zoo, apenas rodei concentrado nos corredores a minha volta, no chão que ficava para trás, concentrado em manter as passadas fortes, abertas ao invés de arrastar os pés, concentrado em não deixar o corredor na frente sumir, em antes passar ele, e passei mais do que fui passado. Subidas vieram, pontes e até mesmo uma escada de uns 7 degraus, mas eu pouco reduzi o rítmo, eu sempre segui forte como a tempos não fazia, a muito tempo, nem mesmo nos treinos. Postos de hidratação se passaram sem que eu sequer prestasse muita atençao neles, afinal eu não bebia água nem nos treinos de 20Km. Quando me senti cansado olhei no conômetro para ter uma idéia de quanto faltava para o final (pois não vi uma única placa de Km), e marcava lá 35 minutos. Deve faltar uns 10 minutos, se eu segurar o ritmo deve dar algo sub 45 minutos... E eu estava certo e eu segurei o ritmo e até aumentei em certos pontos para não deixar o sujeito na minha frente abrir, afinal seria apenas 10 minutos mais, e o tempo tinha passado muito mais rápido do que nos treinos. Eu logo vi o final, tentei um sprint mas não passei ninguem nem fui passado, não tinha muita gente por perto e o sujeito na minha frente abriu mais do que eu deveria ter deixado.

Cruzei a linha com 43m59s bruto, 43m56s liquidos, e parti para o abraço, estava bastante feliz pois não estava tão lento assim, tinha conseguido rodar sub 4m30s/Km! Agora vi que minha colocação na prova foi 16/181 na categoria, 70/778 no sexo masculino e 81/2049 no geral. No geral fiquei entre os 5% mais rápidos, coisa que nunca aconteceu no Brasil.

Terminei cansado, e fui caminhando, queria algo para matar a sede. Não percebi que alí, antes do gatorade, ficava o guarda-volumes (maluco não?). Parei no gatorade, tomei bastante, complementei com água, e logo que saí procurei o guarda-volumes. Não achei, mas achei os esquemas de comer, muita banana, maçãs, biscoitos e bagels. Eu fiquei rodando por ali, comendo umas coisas, mas logo voltei a procurar o guarda-volumes. Perguntei pros staffs que não souberam falar, saí do zoo e fui ver no caminhão onde eu tinha deixado ele, mas o caminhão não tava lá. Voltei pro zoo, pro lugar da chegada, perguntei para um sujeito que tava com uma mala, ele disse que eu deveria voltar em direção a chegada, era depois da chegada. Mas o meu cérebro bloqueava a idéia de que era DENTRO da área de chegada, simplesmente porque não fazia sentido.Eu voltei acompanhando o percurso da prova um pouco, olhei o pessoal indo para a chegada, não podia ser alí. Voltei para a área das frutas, tinha que perguntar para alguém denovo, talvez eu não estivesse entendendo o mínimo de inglês que eu pensava que entendia... Perguntei para outro sujeito que me indicou novamente na direção da chegada, e eu ficava pensando que já tinha procurado por tudo quanto é lugar por alí. Chegando perto de onde a galera saía da área da chegada com seu gatorade e tal, eu perguntei denovo para um sujeito com uma mala. Ele disse que era depois da chegada e eu meio que me toquei e perguntei confirmando, se devia entrar ali onde a galera tá saindo e voltar, ele disse que sim. Caracas! Quando eu saí ali eu tava cansado, eu não estava vendo nada, não tava pensando em nada a não ser em descansar e tal, eu só lembrava de ter visto as ambulâncias... mas o guarda volumes era lá, em algum lugar. Fui entrar o sujeito chines fez cara feia, perguntou o que eu ia fazer, eu disse que ia buscar minha mochila. Ele disse ok, foi a confirmação que o guarda volumes era ali mesmo, antes de tudo, antes do gatorade, antes do lanche, logo depois de cruzar a linha de chegada. Cheguei lá e tava escrito com letras grandes que ali era o guarda volumes, mas eu sinceramente na hora que passei ali não tave lendo nada, tava procurando o posto de hidratação apenas... No final das contas eu acho que demorei mais para achar minha mala do que para completar os 10Km.

A organização de uma forma geral não é boa como é a da Corpore, como disse não tem marcação de Km (pelo menos eu não vi), o local é apertado para 2000 participantes, o que já faz dessa corrida uma das maiores daqui. Não teve medalha (ou será que eu não vi também?), mas a camiseta foi legal, de manga longa e praticamente sem propaganda, o lanche depois da prova também foi legal, muitas frutas e carboidrato (biscoitos doce e bagels embora senti falta de algo para beber para fazer o bagel descer). Achei os banheiros químicos meio caóticos, mas não experimentei. Achei a largada boa, pelo menos para mim, larguei lá na frente, não sei porem como funcionou para os outros mais atrás. O apoio durante a prova foi bom, com 3 ou 4 postos de hidratação (eu não usei nenhum) e me parece que todos tinham água e gatorade. Bastante staffs indicando o caminho também, embora o percurso não fosse mal sinhalizado, tinha cones em todas curvas. Bastante gente do público geral incentivando o que foi bom também. O percurso é bom, bonito, muito natural.

Depois da prova eu fui passear no zoológico e vi muita coisa interessante. Ele é dividido em seções segundo os continentes e na seção Americas tinha alguns animais do Brasil, como a sucuri, a piranha, umas aranhas, jacaré. Para poder manter animais de clima quente no frio canadense eles simulam o clima quante com grandes estufas. Então vc tem essas grandes estufas com animais da américa do sul, áfrica, indomalasia. Como o clima tava frio era sempre muito gostoso entrar nessas estufas, que eram quentinhas. Chamou a atenção o fato que eles tem muitos peixes. Os grandes animais africanos como elefantes, girafas, leões, leopardos, eles parecem ficar ao ar livre, não sei se eles tem como ir para dentro das estufas. Existe também uma parte de animais canadenses, e lá eu vi o Lobo, o urso, o Moose, uma águia, uns patos e tinha até o racoon, mas eu não vi ele, devia estar escondido. Agora estou percebendo que não vi o canguru, talvez eu não tenha visitado o zoo inteiro, não sei.. ou simplesmente não tem canguru, ou o cangurú não tava se mostrando...É legal, um lugar bonito, e os animais parecem bem cuidados, embora é sempre triste ver os animais presos. Eu tirei muitas fotos no zoo, que estão aqui.

A volta para casa talvez tenha sido a parte mais chata pois eu estava um pouco cansado de ter ido, corrido e andando bastante pelo zoologico, e já era umas 15h quando saí de lá. Muito sol e muito carro nas ruas, e eu tinha que ir pelas ruas principais pois se eu saio delas as ruas são tortas, não dão em lugar nenhum, fora que eu estava sem mapa. Logo que comecei a pedalar na Shepard, ainda perto do zoo, eu percebi que não seria gostoso pedalar os 30Km de volta para casa. Decidi que iria reto pela Shepard e quando chegasse na Yonge pegaria o metrô. O problema é que os carros passam rápido em certos pontos, e se algo acontece e eles pegam você já era. Fora o fato de que o sol do jeito que estava tornava difícil as coisas para mim. Eu mal via o farol vermelho embora estava conseguindo ver o verde. E as vezes não via irregularidades na pista também. Mesmo assim eu pedalei rapido, seguindo as regras do trânsito e nada de ruim chegou nem perto de acontecer, mas quando cheguei na Kennedy Road, eu resolvi ir para o Sul até o metrô. Não era tão perto, seria uns 6Km, mas era mais perto do que ir pela Shepard até a Yonge, eu acho. E era provavelmente mais descida também uma vez que eu iria na direção do lago, e isso era bom pois eu estava com as pernas realmente cansadas. Na estação Kenedy do metrô eu parei e peguei o metrô e daí em diante foi fácil!

Essa experiência de voltar que não foi tão agradável me fez pensar seriamente em desistir da corrida de Haloween na próxima sexta feira se eu não encontrar um ônibus que vá até lá. Eu estava pensando em ir de bicicleta, mas serão em torno de 35 Km, ainda mais longe que o zoológico. Terei que ir em horário de pico (6 da tarde) e voltar lá pelas 22h, o que é bem melhor. Enfim, estou pensando... a outra alternativa é sair bem mais cedo do trampo e ir devagar por algum caminho que passe apenas por ruas pequenas, ainda que tortas e talvez mais longe um pouco... Vamos ver...