quinta-feira, 28 de outubro de 2010

As corridas

Apesar d eeu não estar postando muito por aqui eu tenho corrido sempre, quase todos os dias. Aliás nesse final de Outubro o vicho tá pegando e eu tô rodando muito para ver se consigo não ficar pra trás no nosso duelo. Já passei dos 200Km no mês o que é bastante bom se considerarmos que isso não acontece a pelo menos dois meses.

Os dias estão cada vez mais frios mas ainda estou correndo de shorts. Não, a neve ainda não chegou...

Hoje de manhã fez 14 graus com muito vento. A temperatura não é ruim, mas com o vento que estava hoje eu preferia correr abaixo de zero. Eu tava descendo a Yonge quando o meu boné voou lá para o meio da rua, e eu ali rezendo para os carros não passarem encima, pois eu carreto tudo quanto é coisa no boné.

Acabou que o vento não foi mais problema pois eu terminei o treino logo, estava cansado. Desde sexta feira passada que tenho corrido todos os dias, e eu acho que hoje as pernas falaram "chega!". Enfim, tentei dar um tempo, rodei menos mas amanhã vou ter que tentar esticar um pouco denovo dado que preciso maximizar os Km em Outubro, para ver se fico na frente do Paulo e Hideaki... não tá fácil...

E que venha o frio, estou agora esperando pela neve!

sábado, 23 de outubro de 2010

Subida na CN Tower

Hoje foi o dia da subida na torre, que eu fiz pela quarta vez. Saí de casa pouco antes das 5:30 da manhã e resolvi ir correndo até a torre, uns 6 Km com predominantemente descida. Mas eu tinha jantado e ido dormir muito tarde e ainda sentia a refeição no estômago de forma que a corrida foi bem lenta. Mas legal, cheguei lá tranquilo.

Uma enorme fila se formava para pegar o chip, usado na prova pela primeira vez. Conversei um pouco com um chinês ali na fila que tava meio revoltado com o tamanho da fila. Não sei o qua acontece, a gente chega antes das 6 da manhã e já tem aquela fila, todo ano é assim. E eles não acham um jeito de melhorar isso. Imagino que a fila deva diminuir depois.

No final da fila, pegando o chip também é uma lentidão, despreparo dos voluntários. Mas a diferença dos eventos aqui com os do Brasil é que acho que o teor beneficiente do evento meio que faz a gente ficar maims bomzinho com a organização. Tipo, eles não ganham grana com isso é tudo doado, tentam minimizar custos... Talvez a minha espera na fila é em benefícil de economizar alguns dolares.

Aliás, eu já falei aqui mas vale repetir. Ainda acho isso bastante estranho comparado com a realidade que vemos no Brasil. Num evento desses o objetivo não é chegar lá em cima rapidamente. Não e visto como uma competição. A única competição é para arrecadar doações. E isso é tão comum que um sujeito tímido como eu, por exemplo, arrecadei $355. Em termos de Brasil esse seria o preço que paguei pela inscrição. Mas aqui não se fala em inscrição, fala-se em arrecadação. Vc precisa arrecadar pelo menos $60 para participar, não tem inscrição. E aí tem uma série de ferramentas, dicas, incentivos para ajudar você a arrecadar o máximo possível. O que eu fiz foi mandar um email pra companhia inteira anunciando minha participação e com o link para o meu site ligado ao evento. A galera acessa se quiser, e estando lá faz doeções se quiser também, e podem usar o cartão de crédito, é muito fácil. Mas enfim, é uma doação que as pessoas fazem para uma entidade confiável, então várias pessoas estão abertas a ajudar. O negócio é bem similar nas corridas, qualquer corrida.

Depois da fila eu encarei a torre. Comecei devagar, digo, sem correr, mas subindo com vontade. Dois degraus com uma perna, um com a outra e assim fui. Sempre encontrava gente no caminha e passei muitos. Depois de uns 5 minutos você já está bem cansado, talvez antes disso. Eu estava ofegante, suando e com as pernas cansadas, músculos queimando. Mas eu continuava subindo com poucos momentos de redução no rítmo. A redução no ritmos era quando eu subia de um degrau por vez, com ambas as pernas. Muita gente parava para descansar nos vãos da escada, mas eu sempre segui. A cada 1o andar mais ou menos tinha um sujeito da organização, com uma mala, acho que par aprestar primeiros socorros caso necessário. Alguns liam livros, nem olhavam para a gente. Talvez isso passa parecer estranho, mas imagine que o sujeito fica lá por horas e horas...

Cheguei lá em cima bem cansado, mas isso não foi diferente das outras vezes. Foram 16m15s, um segundo a menos do que no ano passado. Dei uma olhada na cidade lá de cima, mas desci logo. Minhas pernas estavam cansadas, eu tinha pensado em voltar correndo para casa mas eu me achava sem condições, nem andar eu não queria, era um pouco dolorido na panturrilha para descer escadas.

Enfim, outro ano, outra subida na torre...

sábado, 9 de outubro de 2010

Corrida de outono




Hoje eu e a Lika resolvemos conferir como estava a paisagem de Outono em Toronto. Planejei uma longa corrida passando por várias trilhas. No final das contas o treino deu 21 Km e foi muito gostoso pois a temperatura não estava muito baixo (por volta dos 16 graus), um dia com muito sol e para completar um final de semana sem muito movimento pois é final de semana de Ação de Graças e tem muita gente viajando. 20Km é um pouco mais do que eu estou acostumado correr no dia a dia então no fianl eu estava sentindo um pouco o treino, apesar que mantive o ritmo. Aqui tem algumas fotos que tiramos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Pesquisas eleitorais

É interessante como os debates sobre a autenticidade dos resultados de pesquisas eleitorais é quente no Brasil. Acho que por um lado é até um motivo de orgulho, digo, embora existam debates similares nos US, o nosso é próprio e único, e desde que trabalho com pesquisa ele existe.

Pois bem, nesta semana a diretora de pesquisa do IBOPE, Márcia Cavalari, participou do programa Roda Viva da TV Cultura. Acho que é interessante assistir, principalmente para nós, que somos da área.

Eu pessoalmente achei que ela se saiu bem, acho que ela disse coisas importantes e interessantes. Mas acho que os estatísticos sentiram falta do reconhecimento das deficiências metodológicas que todas essas pesquisas tem. Talvez tenha faltado um estatístico ali entre os jornalistas, para fazer perguntas. Mesmo o programa sendo dirigido a um público não técnico é importante explorar o fato de que as pesquisas são furadas tecnicamentes e muito baseadas em experiência e ponderações. Não sei o quanto poderia ser diferente mas acho que as pessoas interpretariam números com mais cautela se tivessem uma idéia de quanto a falta de fundos desvia a pesquisa do que seria metodologicamente correto, dos erros não amostrais envolvidos e tal.

Mas acho que a posição dela de "olhar tendência ao inves de olhar números" vai nessa direção de que devemos ter mais cautela com números pontuais e mesmo margem de erro. Ela só não deixou isso muito claramente ligado a deficiências metodológicas, ao invés disso ela insistiu em falar em mudança de opinião do eleitorado, tipo meio que lavando as mãos - "Eu dei o número correto, mas o eleitor mudou de opinião da noite pro dia...". É difícil ver oq quanto do problema é técnico e o quanto é de volatilidade da opinião dos eleitores.

Foi uma conversa interessante e acho que temos evoluido no Brasil por conversar mais sobre isso...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Nuit Blanche





Neste final de semana eu fui com a Lika na Nuit Blanche. No ano passado eu havia ido de bike, mas nesse ano resolvemos pegar o transporte público. Vocâ paga $10 e pode andar a noite inteira de busao ou metrô.

Andamos das 7 da tarde até as duas da manhã vendo diferentes tipos de artes espalhado pelo centro da cidade e mesmo assim não vimos nem metade. Era umas duas da madrugada quando resolvemos voltar para casa pois estávamos cansados de tando andar e a temperatura também estava caindo.

Foi uma noite diferente e legal. Aqui estão todas as fotos que tiramos!