sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Indo para Hamilton


E no sabado passado fizemos outro dos longos passeios de bike. Eu e o nathaniel nos encontramos as 5h30m no ap dele para pedalar para Hamilton. No comeco eu nao estava muito entusiasmado pela aventura, porque indo para Hamilton os trechos que temos que andar em estradas sao muitos. Mas no final das contas foi legal.

O dia amanheceu nublado, o que tambem foi legal. Mesmo assim eu acabei me queimando um pouco do sol pois eu esqueci o protetor solar.

Como da outra vez que eu fui, acabamos nos perdemos algumas vezes, mas agora como o Nathaniel enxerga bem ele seguia os sinais da trilha em alguns trechos.

A trilha segue, eu acho, por toda a extensao da margem do lago em Toronto e Mississauga, mas em Oakville eh onde ela se torna quebrada, alternando pedacos de trilha com ruas e estradas mais movimentadas. Da outra vez eu tentei seguir a trilha o maximo que pude mas dessa vez evitamos sair da estrada para entrar em pedacos de trilhas curtos que iam logo acabar.

Eu acompanhava o Nathaniel por vezes, mas o ritmo dele eh bem mais tranquilo que o meu, assim, para ter um pocuo mais de emocao, eu disparava de vez enquando e pedalava mais forte por varios Km para sentir o cansaco. Depois parava e esperava ele.

Estavamos mais ou menos em Burlington, depois de Oakville quando o pneu da minha bike furou. Naquele ponto a estrada tinha acostamento, mas era um acostamento cheio de pedras e gravetos, nao era asfalto limpo. O Nathaniel pediu para dar uma parada pois a bunda dele tava doendo. Ok, ele parou e eu fui mais para frente para ver o que tinha, ver se achava algo interessante e tal, mas soh estrada, entao voltei e parei na sombra da arvore com ele. Quando fomos sair o meu pneu tava totalmente vazio. Isso me desanimou um pouco. Mas ficamos ali numa sombra e trocamos o pneu, felizmente eu estava com meu kit emergencia. Mas depois nao conseguimos encher o pneu, a bomba nao funcionava pois o bico era diferente. Era soh o que faltava. Eu disse ao nathaniel que iamos ter que procurar a aestacao de trem mais proxima para voltar. Mas apesar de cansado ele nao queria voltar. Mais a frente, depois de empurrar a bike um pouco ele avistou um ciclista com uma bike estranha, fomos lah para ver se ele podia dar algum tipo de ajuda. O sujeito era macaco velho e olhou o bico do pneu, pegou a bomba, olhou, abriu a bonba e virou o bico da bomba que entao serviu no bico do pneu e pronto! Enchemos o pneu. Beleza, entao continuamos.

Logo comecou a chover fino, ficamos molhados e a chuva engrossou bastante quando estavamos chegando em Hamilton. Foi uma chuva gostosa do tipo que a tempos eu nao tomava. E estavamos em Hamilton, passamos pela ponte se eleva pouco antes de um navio (segunda foto acima). Eu segui o caminho da outra vez, dando a volta na baia o que fez o caminho ficar um tanto quanto longo, e para piorar erramos o caminho dentro de Hamilton.Era jah umas 3 da tarde e estavamos com fome, entao paramos num Subway (um fast food) para comer. De lah, sempre pedindo informacao, fomos para o centro de Hamilton, de onde pegamos o onibus de volta para Toronto. Os onibus aqui tem um suporte para carregar bicicleta na frente. Nesta pagina da para ver como eh o suporte para bicicleta que tam na frente dos onibus coletivos.

Foi um passeio legal, um pouco cansativo, talvez mais pelo longo tempo que levamos do que pela distancia pois o ritmo foi tranquilo com bastante paradas. Eu nao sei, o tempo deu uma esfriada, mas se nao esfriar muito ainda temos tempo para mais umas pedaladas antes do inverno...

A primeira foto acima foi quando parammos em Oakville, para comer alguma coisa, jah era mais ou menos meio dia. A segunda eh depois da ponte que levanta para os navios passarem. A terceira eh no comeco, saindo de Toronto, dah para ver a torre da cidade. O sol estava nascendo mas por tras de muitas nuvens. a ultima foto somos eu e o Nathaniel num trecho em Mississauga, quando ainda tinha trilha e alguns lugares bonitos... As demais fotos estao aqui.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Aventuras

Ontem eu e o Trevor resolvemos fazer novamente o "long way home". A gente dah uma volta enorme pelas trilhas, fazendo a volta do trabalho para casa ter uns 17 Km ao inves dos 3 Km usuais. Seguimos pela Bloor para Oeste e descemos a Saint George. Eu nao posso deixar de observar com eh facil andar de bicicleta em Toronto. A Saint George tem uma faixa para bikes e por isso nos damos ao trabalho de ir ateh lah e entao descer para o lago, ao inves de ir direto para o lago pela Church, que eh onde trabalhamos.

Ele sempre fica muito feliz quando estah pedalando, ele nasceu para pedalar eu acho. Estah sempre sorrindo. Passando pelo centro, jah chegando no lago ele diz que gosta de pedalar pelo centro, que eh impressionante que tantas pessoas estejam sempre ali, sempre tao movimentado, cheio de vida. Eu disse a ele que era impressionante a gente poder pedalar ali, me lembrando do centro de Sao Paulo, onde eu jamais sequer pensei em pedalar. Mas no centro de Toronto vc pode, e mais do que isso, as ruas sao livres, com poucos carros. Deve ser por causa do metro, muita gente deixa o carro em casa.

E descendo pelo centro, como se fosse um carro (em Toronto um bom ciclista anda pelas ruas como se fosse um carro. Respeita sinalizacao e dah sinal quando vai virar. Nao anda na calcada ou pela atalho por meio de parques. Anda geralmente perto da calcada, mas se precisa ir para o meio da rua, no meio dos carros, dah sinal e vai) chegamos na Lakeshore. Ali eu notei que havia um ciclista se aproximando da gente, era um que estava treinando com aquelas bike de corrida. Quando ele me passou eu fui no vacuo, no que o Trevor deu risada. Mas tinha um semaforo e paramos todos, quando eu percebi que era um grupo de 3 ciclistas na verdade. Por mais uns 400m eles nao se distanciaram pois teve mais outros semaforos. Mas entao chegamos no ultimo semaforo, depois do qual a avenida fica um bom tempo sem semaforo ateh chegar na trilha. Os caras passaram o sinal vermelho e foram embora, mas a gente parou. O Trevor nao passa sinal vermelho, mesmo aquele sendo somente para pedestre, nao tem rua cruzando ali. E nao tinha pedestre tambem. Mas tava vermelho e ele sempre respeita. E ele olhou para mim, perguntou se a gente ia seguir os caras. Eu disse que sim, vamos pegar os sujeitos. Mas eu nao acreditava que conseguiriamos pela vantagem deles de terem passado o sinal vermelho, que ainda estava vermelho. Quando o semaforo abriu eles tinham uns 300m de vantagem e o Trevor disparou. Eu segui atras, mas foi insano, pedalamos como loucos, soh que pegamos os caras. E seguimos juntos, veio a trilha e continuamos na cola. Os caras com bike de corrida, pneu fino, roda grande. A gente na cola, com mountain bike, pneu grosso, carregando as mochilas do trabalho.

Chegou no ponto onde tinhamos que sair da trilha para pegar a outra trilha para casa. O Trevor olhou para mim, perguntou se continuavamos com os caras ou iamos de volta para casa. Eu me sentia bem, disse que continuavamos. E seguimos atras deles, a trilha acabou e veio um bom pedaco de avenida, onde nada impedia que eles pedalassem forte. Eu olhei para meu velocimetro, estavamos a 36Km/h, o que era bastante rapido para minha mountain bike. As minhas pernas comecaram a reclamar. Entramos em outra trilha, eu estava jah cansado mas o Trevor nao parava. A minha sorte foi que na trilha, vez ou outra tem gente andando, bike indo e vindo devagar, eles davam uma aliviada. Mas a trilha acabou e veio as ruas novamente e os caras livres para pedalarem. Eu segui ali atras com muita dificuldade, estava pensando num jeito de falar pro Trevor parar, mas ele parecia se divertir. A cena era engracada, os 3 sujeitos em bike de corrida, vestidos com aquelas roupas coladas, todo equipados e o Trevor atras com aquelas duas malas grandes que ele tem.

Minhas pernas estavam queimando e eu muito ofegante quando entraram na trilha novamente e eu tirei o peh, nao dava mais. O Trevor viu e parou tambem. Eu estava exausto, olhei o velocimetro, calculei que andamos uns 8Km com os caras. Ele estava feliz e nao tao cansado quanto eu. E ele estava muito feliz. Disse que o cara ficava olhando para tras o tempo todo e pedalava forte para se livrar dele. Ele se divertiu realmente e eu mal conseguia falar. Mas foi legal. Tinhamos nos distanciado de casa e precisamos voltar uns 5Km para pegar a trilha que nos levaria para casa. Depois que eu dei uma descansada foi tranquilo voltar para casa.

Foi legal, foi uma aventura diferente e acho que agora eu conheco melhor o Trevor...

domingo, 16 de agosto de 2009

Bike que não rolou

Eu tinha combinado com o Nathaniel de irmos hoje para Hamilton pedalando. É uma longa jornada, de uns 80Km até lá e mais uns 20Km de volta até o trem. Embora tenha trechos interessantes de mager do lago, não é tão legal como indo para o outro lado, para o Leste.Indo para Hamilton (oeste) encontramos muito mais desenvolvimento e na maior parte do tempo a gente tem que pedalar em estradas, não em bonitas trilhas na beira do lago. Algumas estradas são movimentadas. Mas o Nathaniel queria ir, então topei.

Cheguei no ap dele as 5:30, esperei até as 6 da manhã e nada do sujeito. E eu tinha esquecido em casao telefone dele. Não sabia o número do apartamento. O que eu podia fazer, resolvi voltar para casa. Também achei que isso seria melhor para as minhas costas, ela não está 100%. Aliás não sei se algum dia esteve. Enfim, parado hoje. Ach oque esta semana vou arriscar uns treinos e ver o que acontece, senão nem vou conseguir terminar os 10Km, quanto mais dar chapéu no Sadao....

Alguns filmes

Outros filmes que andei assitindo...

O Quarto do Filho é um filme que eu havia assistido no cinema ainda no Brasil e acabei assitindo novamente. É um filme em língua francesa, sobre um psiquiatra cujo filho morre quando vai mergulhar com os amigos. O filme mostra o drama da família com a perda, mas o foco é na vida do psiquiatra que mesmo depois do acontecido continua a receber seus pacientes. Embora não seja sobre corrida, o filme mostra em várias ocasiões o tal psiquiatra correndo pelas ruas, era o passatempo dele. Querendo se aproximar do filho, um dia ele chama o rapaz para correr com ele mas o telefone toca e ele tem que ir atender um paciente. O filho então vai mergulhar com os colegas e morre vem a falecer.

Outro filme, que achei interessante, ligado ao genocidio em 1993 em Ruanda, chama-se "Um Domingo em Kigali". Embora a estória seja somente uma estória fictícia o filme, ele se passa no ambiente real do genocídio. O sujeito canadense volta para Kigali depois dos acontecimentos para procurar uma moça nativa da região que ele amava. O filme então mostra a busca pela moça no tempo presente misturado com cenas do passado que conta a estória de como eles se conheceram e vieram a gostar um do outro. Os dois foram separados no meio do período do genocídio quando em um posto de controle eles, vendo que a moça era Tutsi, separam nos. Ele é canadense e lhe é permitido seguir, mas ela segue o caminho de milhares de outros Tutsis condenados a morte pelos inimigos Hutus. Voltando a Kigali ele encontra muita destruição e o final é interessante.

Eu também estou assistindo Lost, no final da segunda temporada que também será a última. O seriado que foi ruim na primeira temporada mas ainda suportável, degringolou legal na segunda. Aliás o urso polar numa ilha quente, no começo da primeira temporada já havia me avisado para cair fora. O primeiro episódio da segunda temporada já introduz um abrigo subterraneo com um botao que deve ser apertado a cada 108 minutos, se eu não me engano. E muita, muita comida!!! Aliás, apesar de ter caido numa ilha deserta, nunca ninguem passou fome. Ah, e tinha chuveiro, bike ergometrica, sofá, armas e tudo mais que eles precisam! Opa, e eletricidade! Legal para uma ilha deserta nao, queria me perder num lugar desses.... Acho que a galera estava cansada de filmar na chuva. Mas o seriado ficou totalmente artificial, a galera começa a apelar para todo quanto é tipo de coisa para gerar suspense e nessa eu caio fora. Enfim, para quem gosta de novela e fantasia é bom, os episódios sempre terminam com um suspense para vc assistir o próximo. Mas eu tô fora...

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Historia do Canada - Capitulo 8 - Fazendo Ajustes

Esse capitulo inicia a parte 3 do livro, quando o Canada esta sobre dominio ingles.

A conquista da New France pelos ingles foi traumatica para os povos nativos e para os canadenses. Os nativos estavam acostumados com generosoa presentes dos franceses, os quais acabaram. O couro, que era comercializado pelos nativos por um bom preço por causa da competição entre ingleses e franceses pelo comercio com os nativos, teve seu valor extremamente reduzido. Alguns povos nativos, influenciados por canadenses que viviam no interior, se revoltaram contra os ingleses.

Os ingleses preservaram a igreja católica, pois viram que sua influência era importante para os canadenses. No entanto eles gradualmente extinguiram os jesuitas.

Depois da posse formal da Nova França, os ingleses quiseram implantar suas leis e costumes na nova colônia. Houve muita resistencia, no entanto. O sistema legal inglês era muito caro e duro comparado com o frances, e apenas protestantes tinham direito ao voto e a exercer certas profissoes, como advogado. Os ingleses viram fizeram alguns poucos ajustes para afetar menos os canadenses mas ainda eles sofreram bastante. O sistema mercante ingles privilegiava os poucos comerciantes ingleses e o comercio de pele passou para a mão dos ingleses, com os canadenses tendo seu papel reduzido a interpreters ou guias. Os canadenses mais pobres,no entanto, praticamente não sentiram a transição.

O Ato de Quebec, de 1774, retornou a elite canadense os seus privilegios da época do dominio frances, bem como a igreja. A ideia era que o povo se uniria para defender a colônia em caso de guerra se a sua elite tivesse poder.

Nova Scotia, no litoral, se desenvolveu de forma um pouco diferente pois o seu governador incentivou a imigração de ingleses para o território. O territoria era dos ingleses antes da conquista de Quebec, e os canadenses haviam sido expulsos da região. Com isso Nova scotia, diferente de QUebec, seguiu os padroes ingleses e não franceses.

A Ilha de Sao Joao (Saint John Island) foi loteada pela coroa inglesa, que deu as terras em lotes para elites. Eles deveriam povoar a regiao para ficar com a terra. Com isso a população da região cresceu por causa dos imigrantes, e não houve influência francesa.

Newfoundland foi inicialmente ocupada por muitos irlandeses que usavam a região principalmente para a pesca. Eles começaram a passar o inverno na região e tomar posse da costa. Quando os ingleses tomaram posse da região houve conflito e muitos foram expulsos de suas terras.

Em 1775 houve a revolução Americana, causada por crescentes descontentamentos dos colonos para com as políticas inglesas. Entre os estopins da revolução estavam um aumento nos impostos sobre produtos da colonia e a definição de Ohio como uma região católica. As tensões eram grandes e em 1775 os americanos expulsaram os ingleses de Boston. Em Setembro de 1775 uma tropa de 2000 republicanos marcharam para Montreal. Eles assumiram que os canadenses iriam ser aliados uma vez que queriam se livrar do recente domínio ingles. Assumiram também que os ingleses que viviam na região eram simpáticos a causa republicana. Os americanos tomaram Montreal facilmente, mas a estória não se repetiu em Quebec. A não aceitação da igreja católica pelos americanos e o seu consumo de suprimentos locais fez com que os canadenses de QUebec não se entregassem. Em Maio de 1776, bastante dizimada, e em vista de reforços ingleses chegando, as tropas americanas se retiraram da região. Nos anos seguintes os americanos continuaram atacando colonias indígenas e diz se que os nativos foram os maiores defensores das terras canadenses, embora eles o fizeram para manter suas proprias terras.

Em 4 de Julho de 1776 as 13 colônias americanas declaram independência o que é consumado com a derrota dos ingleses na batalha de Saragota em 1777. Com os ingleses derrotados os seus inimigos na Europa (França e Espanha) se uniram aos americanos e planejaram denovo a tomada de Quebec. O ato não se ocnsumou pelas divergências de opiniões sobre o que fazer caso Quebec fosse tomado.

As colonias canadenses no litoral acabaram não aderindo a causa americana. Elas eram pequenas e estavam em um boom de desenvolvimento e os colonos não arriscariam isso para se aliarem aos americanos. Alem disso navios piratas americanos eram comuns no litoral Canadense, já que os americanos consideravam a regiao como uma extensão do império britânico.

Com a vitória dos Americanos duas nações se formaram, com os americanos ao sul e os britanicos no norte. As fronteiras entre elas demorariam ainda um tempo para serem precisamente definidas uma vez que os mapas da região eram imprecisos.

sábado, 8 de agosto de 2009

Coisas do Canadá

Nesta semana eu tive que autenticar o meu visto canadense. A um tempo atras conversei com as meninas brasileiras para saber como funcionava isso aqui no Canadá e elas disseram que aqui tem os tipos cartórios que fazem isso mas certos profissionais como advogados e médicos também podem autenticar documentos. Me indicaram um trailler que tinha perto do trabalho e eu fui lá fazer umas autenticações.

Esqueçam tudo que conhecem no Brasil, aquilo era bem diferente. Era um trailer estacionado no estacionamento vizinho ao trabalho, e era isso. Como qualquer trailer, era super pequeno e apertado, mas lá dentro vc podia fazer vários serviços que no Brasil fazemos em cartórios. Eu esperei na fila dois sujeitos do oriente médio que estavam fazendo um documento lá que não lembro sobre o que era. Depois eu autentiquei minhas coisas. O trailer é pequeno mas o preço é astronomico. Vc paga 40, 50 dolares por uma autenticação de uma simples copia de um documento e se vc tiver mais de um ok, os demais vao sair por 25 dolares. Se for um passaporte com várias folhas tem que pagar por cada folha, não é por documento.

Já tinha sido interessante mas nessa semana eu precisei autenticar meu visto e foi ainda mais. O trailer tinha sumido e eu fui procurar outro lugar para autenticar os documentos. Santo Google. Achei um lá razoavelmente perto e liguei lá (eles sempre pedem para vc ligar e marcar uma hora, geralmente vc nao vai lá e espera, vai com hora marcada). O cara era bem mais barato, 15 dolares pela autenticação, mas ele disse que me encontraria na Second Cup que ele me deu o endereço. A Second Cup é um lugar que vende café e outras coisas do gênero, semelhante a um bar no Brasil, semelhante a Starbucks (que acho que tem uma em São Paulo). Minha nossa, alem de marcar o horário a galera aqui também marca o local, parece aqueles encontros pela internet onde uma pessoa não conhece a outra! Ele disse que eu poderia ir lá e ele estaria com seu material em cima da mesa, seria fácil reconhecer. E cheguei lá e ele estava mesmo! Ele olhou meus documentos enquanto eu aproveitei para comprar um café, carimbou lá com um auto-relevo, assinou, olhou tudo e tal e pronto!

Bom, não vou negar que fiquei com o pé atrás, tipo, vai que é uma fraude. Mas achei que valia a pena tentar de qualquer forma, pois era o único que eu não precisava pegar metrô nem nada, era perto do trabalho e ainda era bem barato comparado com o antigo trailer. E tem um site na internet que aparecia meio no topo do Google. Vamos esperar que a autenticação seja aceita....

O peixe

Na semana passada eu tentei assar dois peixes que eu tinha comprado já fazia um tempo. Foi hilário. Eram duas tilápias (pois é eu achei as tilápias no mercado). A primeira coisa é que eu descobri que assar o peixe é mais limpo do que fritar e mais fácil de comer do que se for cozido. E o primeiro peixe que assei a uns dois meses atras, foi legal, deu tudo certo, era um peixe branco, tipo daqui do Canada mesmo. Eu tinha comprado também as tilápias que estavam lá esperando.

Para começar as tilápias estavam inteiras, sem limpar, e congeladas. O outro peixe eu tinha seguido as recomendações da embalagem e assado ele meio congelado, o que deu certo, mas ele estava limpo, só com escamas, que sairam facilmente. Eu tentei limpar as tilápias ainda meio congeladas, mas estava difícil. Decidi tirar as escamas apenas (depois de ver que a faca nao cortava direito e eu não conseguia tirar as barbatanas, cabeça e tal), dar uma temperada e colocar no forno. Imaginei que seria melhor assar e terminar de limpar depois de assado, pois nao ficaram bem limpos, as coisas estavam congeladas e eu sem paciencia para esperar. Santa burrice né. Mas enfim, pagamos um preço pela pressa, na verdade pela impaciência.

O resultado foi que um dos peixes eu consegui comer somente uma parte pois estava um cheiro desagradável. Ficou pouco temperado, meio sem gosto. E teve os efeitos colaterais, escamas por todos os lados na cozinha, cheiro de peixe na minha mão e na casa inteira... minha nossa. Decidi que não quero mais saber de tilápias e se for comprar peixe sem limpar, só se não estiver congelado...

Filmes

Eu tenho assistido muitos filmes estes dias (talvez algo que piorou pelo fato de eu não ter internet, enquanto eu pensei que ia assistir menos filmes). Tantos que nem vou conseguir lembrar de todos para comentar aqui.

Bella é um filme sobre um jogador de futebol mexicano vivendo nos EUA, que acidentamente atropela e mata uma criança. Muito abalado ele termina a carreira e vai trabalhar no restaurando do irmão. Até que uma das funcionárias descobre que está grávida e ele a convence a ter o bebê que ela não quer, e ele fica com a criança. O filme é bem legal.

Bad Boy é um filme asiático bastante estranho. Acho que eu não o classificaria como bom, mas cada um tem um gosto né... O filme é sobre um sujeito que dirige uma casa de prostituição e um dia vê uma garota na rua e a beija a força na frente do namorado dela, no que ele recebe um tapa dela e apanha da galera que está por ali. Meio que num ato de vingança ele faz uma trama, na qual a garota cai, e é obrigada a pegar dinheiro emprestado para pagar o que deve. Como é impossível pagar ela se torna prostituta e o sujeito a tem agora em suas mãos... Crazy né... Mas o filme continua...

7 anos no Tibet é um filme legal sobre a época em que a China invadiu o Tibet, após a segunda grande guerra. Mas o filme foca mais no drama pessoal do protagonista do que nos fatos históricos. O sujeito é Austríaco e sua mulher está grávida de um filho que ele não quer. Ele viaja para o norte da India para escalar uma montanha lá que era famosa pela dificuldade. Ele está com todo uma equipe. Eles não conseguem e quando descem da montanha forçados por uma tempestade, encontram oficiais ingleses que os prendem. A segunda guerra havia começado e eles eram austriacos em território ingles. São levados para um campo onde mantem preisioneiros de guerra. Eventualmente escapam e vão para o Tibet, agora restando apenas dois sujeitos no time de alpinista, o protagonista do filme, um jovem rebelde e o chefe da expedição. No Tibet eles vão parar na cidade onde está o novo Dalai Lama, um jovem de uns 15 anos, eu acho. A curiosidade do Dalai Lama faz com que ele se aproxime dos estrangeiros e desenvolva uma grande amizade. A religião do povo do Tibet acaba fazendo o sujeito antes rebelde ver a vida de outra forma e voltar para a Austria para conhecer o seu filho.

Nikita é um filme frances de uma garota que se envolve em um roubo e vai presa. Na prisão ela é salva da pena de morte por um sujeito que acredita que ela pode ser uma ótima agente secreta. E ela se torna a tal depois de muito treinamento, mas o trabalho de agente secreto não combina muito com a vida pessoal que ela começa a desenvolver. O filme é interessante, não diria que é de ação, é mais um trama ou suspense.

O Italiano é um filme russo sobre um garoto que mora em um orfanato lá na Russia e acaba sendo adotado por um casal italiano. Mas entre a decisão pelo casal sobre a adoção e o final do processo, o garoto vê ainda no orfanato uma mãe vindo visitar o seu filho, que ela tinha abandonado. Ele se pergunta o que aconteceria se sua mãe viesse visitá-lo e ele estivesse na Italia. Ele então decide que quer conhecer sua mãe e faz de tudo para tal, começando por aprender a ler para enterder o que está escrito em seus arquivos que o orfanato mantém . Lá ele encontra o endereço de uma outra casa de onde ele veio, que é um o utro tipo de orfanato, e somente lá ele acharia quem era sua mãe e possivelmente onde ela morava. O filme se torna atraente pela determinação do garoto que o faz fugir sozinho e entre muitas dificuldades, encontrar sua verdadeira mãe. Achei bem legal.

The naugthy girl é um filme indiano de uma menina que nasce e cresce em uma casa de prostituição mas é apaixonada por estudar. A sua mãe a tira da escola e quer iniciá-la no negócio quando um rico velho oferece uma vida diferente para ela e sua mãe, se ela se casar com ele. Ela abomina a idéia e quer voltar a escola enquanto a mãe está de olho na oportunidade da boa vida. Ela termina fugindo para Calcutá com seu professor...

Quebec-Montreal é um filme diferente. 3 carros saem para a viagem de Quebec a Montereal no mesmo dia e suas estórias são similares em certo sentido. Um deles, um casal vai para Montreal porque a mulher conseguiu um emprego lá. No meio do caminho eles começam a se desentenderem e as coisas só pioram quando acaba a gasolina. A mulher revoltada pega carona enquanto o homem fica na beira da estrada. Um pouco depois ele também pega carona em um carro onde o sujeito começa falar no telefone com o sujeito do carro onde está sua mulher. Lá, o cara está feliz pois deu carona para uma mulher bonita para a qual ele já tem planos mais intimos. O detalhe é que a conversa está em viva voz e em certo momento fica óbvio que para o cara daqui que a mulher do outro carro é a sua mulher. O desentendimento e o desfecho ruim também marcam as outras duas viagens que acontecem em paralelo, mas eu vou parar por aqui...

Eu também assisti um filme chines que não lembro o nome (impressionanete, assistia há duas semanas!) sobre uma briga familiar pelo trono. O filme é interessante, um pouco devagar, e com bastante artes marciais. Não adianta eu recomendar ou não pois esqueci o nome, então deixa pra lá...

Poucos textos e as coisas estão melhorando

Já faz quase uma semana que eu não escrevo aqui. Uma parte da explicação está no fato de que não tenho internet em casa ainda. Parece que estou conseguindo viver sem internet hein! Bom, não que seja 100% sem internet, vez ou outra eu consigo sinal de uma internet sem fio que vem de algum lugar e que não está protegida por senha. Mas o sinal é muito fraco e eu não tenho paciencia de esperar carregar as páginas (é pior do que a internet discada que eu tinha no Brasil). As vezes o sinal cai e eu fico na mão. Por isso praticamente não uso. Mas agora estou me aproveitando do sinal para escrever aqui.

Outra parte da razão que não tenho escrito é que esses dias o volume de trabalho aumentou bastante (não sei se é somente uma onda que vai passar). Com mais trabalho, menos tempo para acessar a iternet no trabalho e escrever aqui.

Foi uma semana boa de trabalho também em outros sentidos. Na reunião trimestral do chefão com a gente as noticias foram positivas, parece que a crise está passando. Além disso eu ganhei meu segundo Award aqui no Canadá, dado as pessoas que se destacam de alguma forma. Isso me deixou feliz mais por saber que eu tenho um bom relacionamento com várias pessoas do que pelo premio (porque todos nós que gastamos todo dia 8 horas de nossa vida (principalmente nos dias de verão) dentro de um prédio.

domingo, 2 de agosto de 2009

Comprar tenis nem sempre é ruim

A galera que me conhece mais sabe que eu odeio comprar tenis, ir em lojas e tal. Aliás outro dia tava conversando com minha amiga Paula, que passou um mês aqui, disse a ela que eu tinha sorte de alguns amigos brasileiros virem para cá, pois essa é a única ocasião que eu vou no shopping. E naquela ocasião comprei umas camisas e tal. Os brasileiros quando vem aqui não passam sem ir nas lojas, comprar coisas e mais coisas para levar de volta, e lá vou eu junto. Mas isso é verdade, se deixar para mim decidir, eu nunca vou em loja nenhuma.

Mas eis que eu precisava comprar um tenis novo. O meu tenis em melhor condição era o que eu usava para ir trabalhar, comprado quando eu cheguei aqui, a dois anos atras. Ele está sujo, gasto, feio, mas eu uso para ir no trabalho. Eu estava ficando com vergonha. Junte a isso o fato que estou indo para o Brasil e que iria no quiropata. Eu precisava um tenis novo a tempos e sempre adiei a compra. Na quinta feira eu voltei caminhando para casa com a Tiffany, deixei a bike no trabalho por causa da dor nas costas. No caminho tem uma loja de equipamentos de corrida e tal, disse a ela que estava afim de comprar um tenis. Ela acabou de me convencer a entrar na loja, parece que era o que ela mais queria (apesar de naõ ser corredora).

Eu topei a parada, entrei lá, preocupado com o fato que eu estava com dificuldades para experimentar sapatos devido a dor nas costas. Chegamos na seção de tenis, escolhi um tenis Adidas lá meio na promoção, pedi ao sujeito um do meu tamanho. Ele olhou o tenis, perguntou se eu era pronador. O tenis era para pronadores, eu nem tinha percebido. Disse que nunca tinha feito teste, mas achava que não. Ele pediu para eu fazer o teste, tirar o sapado, ele ia me levar não sei onde para pisar não sei onde e daí ele ia ver se eu tinha pisada pronada. Eu disse a ele que tava com dor nas costas que que não podia nem andar direito, quanto mais correr. Ele disse que não precisava correr mas que tudo bem, eu não rpecisava fazer o teste. Ao invez disso ele olhou a sola do meu tenis e disse que eu tinha pisada normal e que aquele tenis não era adequado para mim. Ok, o que eu vou dizer....

Daí ele veio com outras sugestões de Adidas (mais caras), veio com um Asics, um New Balance. Eu tinha pedido Adidas ou Mizuno, ele trouxe um Mizuno mas disse que o meu pé era achatado, largo, e o Mizuno era estreito (pelo menos aquele que ele tinha, por conveniencia eu fui numa filial da loja que era pequena e com limitados modelos, mas eu odeio lojas, não iria em em outra...), outras marcas seriam melhores para mim. Daí eu experimentei um Asics que ele fez questão de calçar para mim uma vez que eu tava com a dor nas costas. Estava bom. Mas ele disse que era melhor experimentar melhor menos 3 antes de decidir. Ele foi buscar outros, calçou no meu pé, amarrou, pediu para eu dar uma volta na loja. No final das contas acabei decidindo pelo New Balance, pareceu mais confortável.

O ponto interessante é que este foi o melhor atendimento que eu já tive, aqui ou no Brasil, o sujeito foi extremamente atencioso, e explicava porque ele recomendava um e outro tenis e não recomendava outros. Será que era uma estratégia para vender o que ele queria vender? Sei lá, pode ser, mas se for ainda assim o cara foi bom. Ele inclusive disse que eles não tinham muitos modelos, que eu deveria usar o tenis dentro de casa nas primeiras duas semanas para testar ele sem sujar que assim eu poderia devolver se quisesse. Enfim, o sujeito pareceu legal e interessado no meu conforto. Foi uma boa experiencia no meio de tantas outras que sempre só me afastaram das lojas...

Quiropraxia

E quando eu estava quase bom, fui correr e a dor na parte lombar voltou forte como nunca. Não estava convencido que foi por causa da corrida, mas de qualquer forma era um pouco coincidência demais. Eu não resisti, tinha que ir correr, tinha que revisitar as trilhas e tal. E fiquei mal. Não dava para disfarçar e dizer que estava bom, todo mundo me recomendava alguma coisa. Mas no ano passado a dor se foi sozinha e na Wikipedia diz que a dor geralmente se vai sozinha. Mas essa já é a terceira vez que eu tenho essa mesma dor, assim forte. Então, se eu pudesse saber o que é e quem sabe evitar a quarta vez.

Ano passado eu tinha ido ao médico, ele disse para eu repousar e me deu um monte de analgésico que eu nunca tomei. Disse para eu tentar uma cadeira melhor no trabalho. O meu amigo etíope, que havia feito eu ir ao médico, na verdade havia me arrastado ao médico, passou em casa para me levar de carro e tal, foi ele quem acabou tomando todos os analgésicos pois ele tem dor de cabeça frequentemente. Coisa que felizmente eu não tenho. Mas ele não tem dor nas costas, cada um com sua cruz né. E eu brincava com ele, dizia a ele que ele tinha me levado no médico para conseguir uns analgésicos de graça para ele. Dizia a ele que o médico provavelmente era o dono da fábrica daquele analgésico. E que o interesse do médico é que vc volte sempre, não que vc fique bom, já que o governo paga ele por consulta. Ele ficava meio bravo e dizia que eu era muito teimoso. Esse ano ele se limitou a me forçar a ir no médico pelo gtalk. É verdade que ele está meio limitado nos meios de se comunicar comigo dado que não trabalhamos mais juntos, eu não tenho internet, nem telefone, nem celular. Já se ofereceu para me dar um telefone. Mas tudo isso é brincadeira e ele é gente fina. A questão é que ano passado o médico pouco me ajudou na compreensão do meu problema.

Este ano resolvi tentar a quiropraxia. Mas sabe como eu sou né, primeiro fui olhar na internet para ver o que é isso e lá diz que não ha muitas evidências científicas de que o negócio funciona. Alguns devem estar querendo me matar agora, mas eu sou assim, fazer o que. Não que minha pesquisa tenha sido ampla, mas... As pessoas tendem acreditar em tantas coisas que são simplesmente conversa para boi dormir (não estou falando da quiropraxia) por falta de certos conhecimentos (eu incluso) e eu sendo um estatístico, talvez por isso, tenho essa tendência de duvidar antes de acreditar. Mas eu fui lá, arrumei uma consulta perfeita, as 7:30 da manhã e lá fui eu. Eu queria dizer para a doutora que eu não tinha ido lá para me livrar da dor pois essa eu sabia que ia desaparecer com ou sem quiropraxia, mas eu tinha ido lá para saber o que eu tinha e para evitar que ela volte daqui a um ano. Mas resolvi não dizer nada.

Enfim... fui la. O atendimento com certeza foi melhor que o da medicina tradicional. Ela me perguntou muitas coisas e eu respondi um grande questionário sobre dores que tenho, coisas que faço, medicamentos, cirurgias, coisas na família e sei lá mais o que. Ela fez questão de me ouvir. Ponto para ela. Depois foi apertando minha perna, correndo o dedo pela espinha e tal, e enumerando os lugares onde eu era torto. Conversou um pouco sobre isso. Ok, muito melhor do que o médico lá do ano passado, que nem olhou muito as minhas costas. Ela fez umas massagens, fez alguns ossos estalarem, disse para eu tomar analgésico se sentisse dor e não tomar o remédio que eu tava tomando para a dor nas costas (exatamente a mesma coisa que o médico disse ano passado). Ela disse para eu colocar gelo no final de semana, para olhar a respiração, tipo não segurar a respiração quando sentisse dor, para fazer uns exercícios no chão. E eu saí de lá, eu me senti melhor quando saí de lá. Mas a tarde e no outro dia eu não estava assim tão melhor, e ainda tem o fato que eu espera que a dor iria melhorar com o tempo de qualquer forma. Ela pediu para eu voltar lá, vamos ver, ainda não acabou. Minha atual impressão é que foi melhor do que o tradicional, mas não que tenha resolvido o meu problema. Mas como eu disse ainda não acabou, ela disse que precisamos trabalhar e tentar endireitar umas partes, por isso eu preciso voltar lá e tal. Volto na terça (segunda é feriado).

Liguei para a Lika, disse a ela que tinha ido no quiropata por recomendação do Sadao, Hideaki, Mayumi e mais 50 pessoas. Ela ficou feliz que eu havia largado de ser teimoso e perguntou - Tá bom, além da escoliose, da lordose, de um ombro mais alto que o outro e de andar torto, o que mais ela falou que vc tem? Era só isso mesmo que ela falou que eu tenho. Talvez eu devesse ter consultado a Lika. Mas enfim, não foi só o diagnóstico, eu trouxe de lé recomendações, aprendi coisas e uma promessa que vou ser endireitado pelo menos um pouco. Não sei ainda o que pensar da quiropraxia, mas foi interessante e acho que ainda se eu não obter resultado dessa vez, talvez eu tente ir em outro para comparar e tal. Tem uma outra indicação que parece muito boa mas eu liguei lá e a fila era de um mês, e eu queria ir logo, enquanto tivesse dor, pois assim dá para testar melhor se o negócio funciona.

Me sinto melhor hoje, mas não bem, não dá para correr, por exemplo. Espero melhorar mais e poder fazer pressão no Sadao por pelo menos alguns Km em Setembro, quem sabe. O Hideaki muito solícito como sempre, e apesar da minha teimosia, se disponibilizou para marcar uma consulta com o médico dele. Bom ter amigos que não nos chutam para o lado porque somos teimosos igual uma mula né...rsrs. Bom, se essa dor não passar em uma semana eu vou pensar seriamente em aceitar, mas não sei como seria dado que eu não poderia dar continuidade a um possível tratamento no Brasil.

Enfim, vamos que vamos. Espero voltar as trilhas e ruas antes do inverno. Aliás saber que essa dor veio justamente no verão é pior que a própria dor. Ela podia vir no inverno e eu não perderia nada do curto verão....

E a greve terminou

Foi uma coisa bastante anormal. Os lixeiros entraram de greve e a cidade ficou de certa forma caótica. O prefeito liberou estacionamentos públicos para a galera jogar o lixo, já que caminhões de lixo não passavam mais. Logo montanhas de lixo apareceram por todos os cantos da cidade. Nos minhas saídas de bike eu percebia logo quando passava perto de um lugar desses pelo cheiro insuportável. Pior eram as pessoas que moravam ali por perto. Nós seres humanos somos todos iguais eu imagino, seja no Canadá ou no Brasil, parecemos limpinhos e tal mas aquelas montanhas mostram o que deixamos para trás, basta uma oportunidade para mostrar...

Talvez isso tenha servido para conscientizar um pouco mais a galera quanto a isso, o quanto de coisa que jogamos fora, o tamanho de nosso impacto no ambiente. Pagamos para não vermos as nossas montanhas e é isso, porque não vemos nem pensamos nisso.

A greve acabou, tudo volta ao normal, a cidade volta a ser de primeiro mundo e mostrar apenas o lado bom...