sábado, 23 de janeiro de 2010

Inverno pelas trilhas






Geralmete seria complicaco correr pelas trilhas de Toronto no inverno. Se elas não estiverem lisas por causa do gelo estarão difíceis por causa da neve. Mas este ano tem sido excessão, preticamente não nevou e a subida da temperatura nos últimos dias até derreteu o pouco de neve que tinha em alguns lugares. Ainda assim parece que os corredores se limitam a percorrerem as calçadas da cidade nos dias de inverno, ao inves de irem para trilhas. Mas eu queria conferir as trilhas, e fiz mais do que isso, corri em trilhas que nunca tinha corrido antes (apenas uma vez andado de bike).

A motivação foi o longo da semana passada, quando passei sobre uams pontes e notei que os rios lá embaixo estavam parcialmente congelado. Hoje resolvi ir novamente, levando a câmera, e correndo mais perto do rio, isto é, nas trilhas.

O treino começou as 8 da manhã, com 5 graus negativos mas muito sol. Eu não gosto muito de correr com sol, embora agora no inverno tem um lado gostoso pois a gente pouco vê o sol durante os dias da semana.

Dessa vez não foi aleatório, eu tinha planejado um percurso simples. Corri até o final da Saint Clair e subi pela Scarlet, algo que eu nunca tinha feito, sempre tinha continuado a Oeste pela Dundas. Mas na Scarlet percebi que à um tempo atrás eu tinha percorrido parte da Scarlet, numa vez que eu rodei até a estação Kipling do metrô. Apenas uma parte muito pequena dela que eu realmente nunca tinha corrido.

E indo pela Scarlet logo cheguei na entrada da trilha, ali começava novamente terreno novo para treinos de corrida (mas eu já tinha passado de bike, com o Trevor, em Julho de 2009). A visão do rio congelado era bonita, muito legal, e eu parei bastante para fotos. No final das contas não sei se parar e voltar a correr é melhor ou pior. Eu comecei a esfriar e voltar a correr era meio difícil, tava meio travado. E acabei sentindo as costas mais também (comparado com o longo da semana passada que foi mais longo e com mais subidas).

No total o treino deu 16 Km e o percurso está aqui. Eu resolvi parar na estação do metrô Old Mill, a outra opção seria continuar pela Bloor até onde eu quisesse, mas eu estava meio cansado e pensando em não correr tanto para conseguir correr mais amanhã.

Eu tentei contrastar as fotos de hoje com as de Julho. Embora a câmera não está exatamente na mesma posição, achei que ficou legal. A primeira e segunda fotos são do mesmo lugar, assim como a terceira e a quarta. Uma em Julho, verão, muito verde e calor (embora neste dia da foto não estava tão quente, acho que uns 15 graus) e outra hoje, no meio do inverno. A última foto sou eu nas margens do rio congelado. Ele não está congelado ao ponto de que pessoas andam sobre o gelo, mas existe uma camada de gelo. O resto das fotos que tirei hoje estão aqui.

Foi um treino legal onde eu vi paisagens diferentes. Vamos ver se as pernas aguentam outros...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Estórias do Canadá

Esses dias eu passei numa livraria e acabei comprando dois livros, um sobre exploradores canadenses e outro sobre estórias dos Grandes Lagos. Ambos são livros de estórias curtas e eu devo ir colocando o resumo delas aqui conforme vou lendo (espero que não leve anos e anos!).

A primeira estória dos Grandes Lagos é sobre os nativos Huron e a primeira embarcação européia que se tem registro a navegar nos grandes lagos. Era uma embarcação pequena, dos jesuítas catolicos franceses que moravam com os nativos Huron para catequizá-los. Os jesuítas tinham essa embarcação pois as embarcações dos nativos eram leves demais para navegar pelas águas do grande lago. Os Hurons eram uma das mais avançadas tribos que os europeus encontraram na América do Norte. Eles tinham cidades nas margens do Lago Huron que chegavam a 2000 habitantes. Eles viviam em constante guerra com os Iroquois, tribo que vivia mais ao Sul. Com a chegada dos Jesuítas, diz se que eles perderam o instinto guerreiro, fora que as doenças trazidas pelos europeus dizimaram grande quantidade deles.

Em meados do Século XVII os Iroquois atacaram os Hurons que foram vencidos com certa facilidade. Os que restaram e haviam sido catequisados, fugiram para o Leste, muitos indo para Quebec. Os que não aceitaram a doutrina dos jesuítas fugiram para Oeste. Outra parte ficou por alí e fugiu para a Christian Island, em Georgian Bay, pensando lá estarem protegidos dos Iroquois. Mas o que aconteceu foi que com uma grande população na ilha os nativos passaram por um período de terrível fome, onde muitos morreram. Os sobreviventes fugiram para Quebec e para outros pontos ao sul de Georgian Bay. Mas de qualquer forma esse foi o fim dos Hurons, que muitos historiadores atribuem a influência jesuíta.

Hoje, segundo a Wikipedia, Christian Island é residência de outra tribo de nativos, os Beausoleiul, qua ainda tentam se adaptar ao modo de vida dos brancos.Aqui os nativos são chamados "First Nations".

7 dias consecutivos

Fazia tempo que eu não corria por 7 dias consecutivos. E amanhã já marquei o treino como Trevor. Tudo bem que eu me quebrei no sábado e agora estou correndo míseros 6 Km por dia, mas melhor que nada. E ainda mais impressionante é que estamos no inverno. O que uma competição não faz hein...

O duelo vai bem, estou com 126 Km e na liderança está o Hideaki com 210Km devido as suas já várias maras em Janeiro. Inacreditável, mas é verdade. Mas eu não estou preocupado com o Japones, tipo, ele não venceu o mês mas tá lá na frente e o meu objetivo é correr módicas distâncias frequentemente, não vou me matar para pegar o Japa. Mas ele vai precisar ser constante o ano todo se quiser ganhar o duelo pois eu vou tentar ser! O meu alvo em Janeiro, que está me incentivando a fazer estas distâncias elevadas para o inverno Canadense é a Paty. Não sei se vou ter condições de bater ela, mas se ela vacilar... Ela está com 107Km, distância da sexta passada, não sei quanto ela correu nestes 3 dias (com certeza ela não ficou parada...). Te cuida garota...

domingo, 17 de janeiro de 2010

Dias de Janeiro

É interessante como aqui um inverno pode ser tão diferente do outro. Esse é o meu terceiro inverno e tem sido muito diferente dos outros dois pela ausência de neve. Estava revendo algumas fotos que tirei nos outros invernos e é impressionante como tivemos bastante neve. Talvez tenha sido como melhor poderia ser, bastante neve naquele tempo que eu não conhecia neve e menos neve agora que eu já estou familiar com ela.

Hoje saí para meu treino matinal, que não foi tão matinal assim, mas o tempo estava nublado, temperatura acima de zero e nenhuma neve no chão, que aliás estava molhado, tudo está muito umido agora devido a pouca neve que tinha ter derretido. Estava um ambiente agradável para correr, mais parecendo primavera que só chega em Março/Abril.

A vida sem neve é realmente mais fácil, embora tenho que dizer menos bonita. Você anda facilmente nas ruas, os carros andam com mais segurança, tem menos acidentes. O ambiente agradece pois a cidade joga menos sal no chão para derreter a neve. Podemos andar de bicicleta em pleno Janeiro. Você consegue viver mais o inverno que aqui costuma ser muito parado, com a gente ficando somente dentro de casa. Bom, menos para os que gostam de esportes de inverno, como por exemplo esqui, estes podem ir um pouco ao norte e ainda acharão boa quantidade de neve, já que em Toronto acho que nem tem lugar com neve suficiente para esquiar.

A vida é assim, quando temos neve aproveitamos a beleza dela e tal e quando não temos tentamos aproveitar a vida mais, sair mais. As coisas parecem sempre terem um lado bom...

Dúvida Cruel

Desde que terminei o mestrado na USP em São Paulo sempre tive a oportunidade de continuar com um doutorado. O Doutorado em estatística sempre ficou meio distante dos meus planos pois eu precisava trabalhar e achava difícil conciliar o doutorado com o trabalho, principalmente depois da experiência do mestrado. Por outro lado eu sempre gostei bastante do trabalho, muito embora gostaria ainda mais de poder aplicar estatística em outra área que não pesquisa de mercado, outra área que fosse mais útil para a sociedade.

Em 2006 tive essa oportunidade com a pesquisa que fizemos com a UNIFESP, e consegui manter um contato com o pessoal de lá mesmo depois do final da pesquisa e até hoje temos tentado trabalhar juntos, e temos um bom relacionamento. São todos doutores em psicologia/ psiquiatria e deles veio uma sugestão de fazer doutorado na Medicina. Talvez esse eu consequisse conciliar com o trabalho e voltar a ter alguma diversão na área acadêmica. Mas ainda não sei, estou pensando se devo tentar essa trilha ou não, com certeza é uma opção interessante... que podia abrir portas para trabalhos em áreas que não a de pesquisa de mercado e eu conheceria outros mundos...

Teoria da Conspiração

O ataque ao World Trade Center em 2001 é para muitos um acontecimento mal explicado que não foi causado por terroristas, mas antes pelo próprio governo americano. Eu assiti esse documentário da TV canadense sobre esse tema, que acaba levando a outros docomentários sobre a teoria da conspiração, que aliás não são poucos, depois que os US começaram a guerra no Iraque.

Dizem que sem bombas espalhadas pelo edifício, o WTC jamais cairia como se implodido, como aconteceu. Que apesar de evidência de explosões depois da colisão dos aviões, os restos do WTC desapareceram sem qualquer investigação. Que a força aérea teve tempo para interceptar os aviões e que bombas destruiram o pentágono, não o avião. E dizem que chamadas de celulares de dentro de um avião é impossível (como aconteceu de várias pessoas ligarem para seus familiares de dentro dos aviões sequestrados).

Depois junta-se a isso o fato de us US terem invadido o Iraque com base em uma mentira, a de que o país tinha armas de destruição em massa. E uma mentira também levou ao início da guerra do Vietnan (ambas comprovadas!). E aí a mídia entra na estória pois foi a manipulada mídia que convenceu o povo americano da necessidade da guerra e não questionou o governo sobre as evidências furadas sobre as armas (como midias internacionais fizeram). A mídia diz o que o governo diz a ela, mas se o governo é o grande vilão eles dirão o que quiserem, exceto a verdade.

A primeira reação que temos é a de dizer que pessoas estão sonhando quando dizem esse tipo de coisa pois tudo isso é meio inimaginável, é muito distante do que sempre acreditamos. Será que todas essas "Teorias da Conspiração" ligadas a guerra no Iraque são falsas? É uma questão complicada.

Se você procurar uma razão para o envolvimento do governo no ataque ao WTC, vc vai achar. Por isso não devemos acreditar nessas teorias sem ter motivos mais fortes. Mas quando existem vários filmes sobre isso (Why we Fight, The Corporation, The Money Masters, Zeitgeist, Wake up Call, Bowling for Columbine, Fahrenheit 911 e vários outros) com provas em alguns níveis então parece que algo pode fazer sentido. Nossa visão do mundo é totalmente formada pela mídia, mas será que eles estão interessados em mostrar todos os tipos de verdade?

Acho que antes de dizer que todas essas teorias são idéias malucas e sem sentidos (essa é a forma mais fácil de se livrar do assunto), devemos pensar mais sobre o assunto, ponderando os dois lados. E ser menos passivo ao que nos dizem....

Spartacus

Hoje assisti o filme Spartacus, um filme famoso e antigo mas que eu nunca tinha assistido. O filme é baseado na terceira guerra da Sevilha, quase um século AC, uma guerra em que os escravos lutaram contra o Império Romano pela sua liberdade. Spartacus era o nome do lider dos escravos. O filme é muito legal, vale a pena assistir, mas acho que eu era o único que não tinha assistido né...rsrs. O filme tem algumas imprecisões históricas mas acho interessante notar os costumes da época, as lutas entre escravos para entreter o povo, a vida nos palácios, a pena de morte crucificado, armas de guerra, enfim...

sábado, 16 de janeiro de 2010

Reação

Ontem o treino foi complicado, rodei apenas 8Km e ainda assim terminei cansado, comuma dor na canela, pensando que eu estava com overtraining. Mas hoje a estória foi diferente. Acho que os 16 Km que a Paty rodou ontem me disseram que eu não podia ficar parado hoje, e eu acordei disposto a correr e aproveitar a temperatura de 1 grau.

Sábado, eu preciso aproveitar o claro do dia, correr um pouco mais tarde, variar o percurso. Resolvi procurar um No Frills, um supermercado onde as coisas costumam ser mais baratas. Um que ficasse longe de casa mas perto do metrô. Era isso, eu iria ao mercado, iria correndo e compraria as coisas, pegaria o metrô para voltar. Achei um na Islington, eu sabai que dava uns 12 Km até lá. Outro na Bloor, perto da Jane Street, esse devia dar uns 10 Km até lá. Começaria a correr e se batesse o cansaço eu iria para o da Bloor, senão, iria até a Islington.

Mas eu senti que estva bem, indo para Oeste na Saint Clair, rápido e solto, sentindo no entnato um pouco de frio pois tinha um ventinho contra e eu não coloquei muitas blusas. Mas dava para continuar. Quando cruzei a Jane Street já tinha decidido a tempo que iria até o Islington. Quando cheguei na Islington eu decidi algo que eu não tinha planejado, voltar pela Bloor até o No Frills da Bloor. Eu não conhecia o mercado, apenas sabia que ele ficava umas 4 ruas depois de cruzar a Jane Street.

O problema, eu fui descobrir depois, é que eu não sabia onde era a Jane. Eu pensava que era após o High Park, mas era antes. Eu não liguei para ver nomes de ruas até passar do High Park, pois não é muito fácil para eu ver o nome das ruas apesar das placas grandes. Eu já estava cansado no High Park, mas continuei correndo pela Bloor, voltando para casa. A Jane Street não chegava (óbvio, ela tinha passado a tempos...) e eu continuei. Me sentia cansado, mas estava solto, leve, sofrendo um pouco nas subidas mas desenvolvendo um bom ritmo no plano e nas descidas. Até que inesperadamente cheguei na Duferin. Eu sabia que a Duferin era muuuuito depois da Jane. Eu tinha corrido muito mais do que o planejado. Estava cansado e resolvi parar ali mesmo e pegar o metrô de volta para casa. Eu cheguei a pensar em correr até em casa, uns 6 Km, mas eu estava realmente cansado. Peguei o metrô e voltei para casa para descobrir que o percurso foi de 19 Km. A maior distância esse ano, quase uma meia maratona. O Percurso está aqui.

A minha performance hoje me animou. Eu corri bem uma longa distância, fiquei cansado mas era para ficar mesmo, 19Km é algo que eu não corro a muito tempo. Quem sabe esse ano tem recorde na Around the Bay, vamos ver se eu consigo manter os treinos constantes, um longo aos sábados. E o duelo continua, comesse 19 Km eu talvez consiga continuar na briga com a Paty, apesar que amanhã talvez eu tenha que descansar....

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

E mais uns Kilometrinhos

Hoje fui novamente de manhã para mais um treino numa tentativa de me adaptar ao treino contínuo e principalmente não deixar a Paty fugir. O que tem sido complicado. Hoje rodei 7 Km cujo percurso está aqui.

Saí cedo, o objetivo era rodar 5 Km e depois mais 5 com o Trevor, duas volta no loop frio e escuro. Mas eu acabei saindo mais cedo do que planejado e quando tava terminando o loop notei que tinha tempo mais ou menos para completar mais 1 Km (eu já tinha alongado o loop para dar 6 Km e com mais esse extra Km eu iria para 7). Isso seria bom, pois adicionado com os 5 com o Trevor eu iria para 12. Mas ele não apareceu. Eu esperei, esperei e nada. E cá entre nós, não é fácil voltar a correr a 3 graus negativos quando você tá suado e cansado. Então ele não apareceu e eu voltei pra casa, completando apenas os 7 Km. Não foi ruim, a minha impressão é que eu estou melhorando, talvez eu consiga chegar perto dos 10Km por dia em Fevereiro, quem sabe.

Voltando a andar de bike

Com o aumento da temperatura e a ausência da neve eu voltei a ir de bike para o trabalho. Acho que fui apenas uns 15 dias a pé e agora já há condições para pedalar. Mas isso não quer dizer que esteja quente, pelo contrário, só não temos tido neve mas está bem frio. Talvez mais frio que no ano passado e retrasado. É interessante que nos dois anos anteriores a neve chegou em Novembro para não mais ir embora e eu só fui pensar em pedalar no final do inverno. Nesse ano a ausência da neve me permitiu pedalar Dezembro inteiro e agora estou de volta. Vamos ver o que nos aguarda...

Na verdade a neve atrapalha mais pelo fato de que eles jogam sal nela e o sal enferruja a bike (já que eu nunca lavo a minha bike). Acho que esse é o principal motivo de eu não pedalar na neve, embora tem o perigo maior de escorregar devido ao chão liso. Da parte do ciclista isso não acho que seja realmente problema, mas o que dá medo é que um carro tente parar e não consiga e atropele a gente. Então não pedalar na neve é também uma medida de precaução mais do que por causa do frio.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Mais 5 Km

Hoje tava difícil de acordar... O treino de ontem foi meio longo e aliado com a neve no chão e com as subidas da Duferin me fizeram ficar meio quebrado hoje. Foi para um treino leve com o Trevor, de 5 Km, e estava difícil de começar.. mas lá pelo Km dois eu já estava solto e correndo legal. A temperatura estava por volta dos 5 negativos. O treino foi o loop tradicional, que a gente chama de "Dark and cold loop", ele tem pouco mais de 5 Km, e está aqui.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Novos loops

Hoje eu resolvi variar um pouco no treino matinal. Em Toronto está tendo muito encanamento do sistema de água da cidade que se quebra por causa do frio e pela tubulação ser muito antiga. Eu ouvi no rádio que um encanamento estourou na Duferin ao sul da Lawrence. E me veio na cabeça o plano de correr até lá. Seria um loop desafiador pois a Duferin tem subidas e descidas e o loop completo teria 16Km. A temperatura 7 negativos.

Eu segui pela Sait Clair até a Duferin, onde cheguei bem. Mas as subidas da Duferin me desgastaram e a fina neve no chão também atrapalhava correr, tirando a aderência. Resolvi que não dava para ir até a Lawrence, e virei na Eglinton. De lá voltei para casa num loop de 12 Km que está aqui.

Foi bom que pelo menos deu uma variada, mas estou vendo que estou cansado e lento ainda... mesmo depois de dois dias de descanso...

domingo, 10 de janeiro de 2010

Os Inuits e a visão diferente do mundo

Eu estou lendo um livro sobre a busca pela chamada "Northwest passage" e pela conquista do Polo Norte - The Artic Grail. Eu já havia lido um livro sobre o assunto - Resolute - mas o assunto é tão interessante para mim que estou lendo outro!

Os Inuits são os povos nativos que habitaram os norte do Canadá e foram outrora chamados Eskimos, nome agora usado apenas para os nativos no norte da Russia. Por viverem em um ambiente tão agressivo, talvez a necessidade de sobrevivência acabou fazendo com que eles tivessem uma visão do mundo bem diferente do que estamos acostumados. No começo do Século XIX, quando a galera tava tantando achar uma passagem para o Pacífico no Norte do Canadá, os Ituits ajudaram alguns dos exploradores a sobreviverem. Mas os exploradores sempre os consideraram não mais do que selvagens pelo seu modo de vida. Eu vou relatar um ponto apenas que achei interessante, relativo a posse de coisas.

Os Inuits vivem em uma grande família, onde o tamanho pode variar bastante (poucas pessoas até centenas). Mas eles não tem muito a idéia do que é propriedade. Uma vez um inuit fez um iglu perto de um navio e o capitão queria tirar ele de lá. Para isso o capitão disse que tinha conquistado aquela terra para o Rei da Inglaterra e ele não era permitido fazer sua casa ali. O conceito de que alguem era dono da terra nunca foi entendido pelo nativo por mais que os ingleses tentasem explicar. Para os nativos a terra era como a água e o ar, não tinham donos. A sociedade dos inuits também é baseada na divisão dos alimentos sendo que não exite roubo simplesmente porque ninguem possui nada, tudo é de todos. Dizem que se não fosse assim eles não teriam conseguido sobreviver naquele ambiente. Então uma vez um deles entrou na cabine do capitão e viu um pedaço de carne nobre lá, daqueles que só o capitão tem acesso, e não pensou duas vezes, colocou ele no bolso. Depois foi procurar um lugar para comê-lo e achou um tambor cheio de farinha, o qual para ele deve ter parecido uma neve macia e quente. Entrou lá dentro e pôs se a comer. O Capitão, sem o seu almoço, ordenou a tripulação que procurasse o ladrão que foi logo achado dentro do tambor de farinha. O Capitão ordenou que o nativo recebesse 10 chicotadas como punição mas a dor das chicotadas foi menor do que o espanto do nativo por jamais entender o que estavam fazendo com ele.

O que acho interessante é como o ambiente em que crescemos determina nossa cultura, nossos valores, que podem ser muito diferentes dos que estamos acostumados.

Filmes

Assisti novamenteo filme Carruagem de Fogo, sobre dois corredores na Olimpíadas de 1924. Embora seja sobre corridas de curta distância, o filme é muito interessante para nós corredores. Alem da estória totalmente baseada nos acontecimentos daquele ano, o filme mostra a diferença entre hoje e aquele tempo. As roupas, calçados, pistas de atletismo, treinamento, muito legal.

Também assisti a um filme japones chamado The Twilight Samurai. O filme é dito ser um retrato próximo da realidade dos samurais no Século XIX, uma época em que eles já não trabalhavam mais como samurais no sentido militar. O filme não tem muitas cenas de ação, mas é interessante pelo retrato dos costumes da sociedade japonesa da época e da vida dos samurais, tão diferente do que estamos acostumado. Uma coisa interessante foi a naturalidade com que eles encaram um duelo onde eles podem morrer. Outra é a forma que eles cumprimentam as pessoas da própria casa quando chegam do trabalho, uma forma formal e com respeito e atenção. A gente quando chega em casa hoje em dia se esparrama no sofá e diz "to morto de cansaço..."...

Também vi um documentário sobre a guerra do Vietnam, que é interessante pra quem gosta de táticas de guerra, vito que os EUA enfrentaram uma situação muito particular lutando contra os comunistas do Norte e contra os chamados Vietcongs (VC) infiltrados no sul do país e difíceis de serem reconhecido. Como se sabe os EUA acabaram por se retirarem da guerra diante da impossibilidade da vitória, mas não sem antes a guerra ter custado a vida de milhares de jovens americanos. Outro ponto é como os comunistas eram vistos pelos americanos. O que eu ressaltaria é o teor "eu sou bom e estou certo e você é mal e está errado" do pensamento americano em relação aos comunistas, a "ameaça" ao mundo que os comunistas representavam, o horror que os americanos tinham da palavra comunismo.... Tempos de guerra fria que pelo menos acabou...

sábado, 9 de janeiro de 2010

Mais 12 Km



Hoje, apesar da temperatura estar terrivelmente baixa, eu coloquei várias blusas e fui para a luta. Saí por volta das 8:30, queria aproveitar para correr no sol, mas isso não ajudou a temperatura ser melhor, ela estava nos 14 negativos com sensação térmica nos 25 negativos. Eu saí sem plano definido pois quando a temperatura tá assim baixa eu ainda não tenho certeza se vou correr bastante ou vou querer parar logo. Mas comecei bem, fazendo o loop tradicional de 5 Km e logo resolvi mudar os planos e pegar a Belt Line.

A segunda foto é no começo da Belt Line, e a primeira é mais pra frente, num campo de futebol que aliás tem uma pista em volta, mas agora tá tudo branco. O dia tava muito bonito, com sol e neve, mas também muito frio. A minha mão congelava com o pouco tempo que eu tirava ela da luva para tirar as fotos. Eu fiz a opção correta de usar a balaclava, um negócio que se você quiser deixa só os olhos de fora. Ela ajuda muito nessa temperatura embora eu geralmente não cubro a boca e o nariz pois sinto que a respiração fica difícil e os óculos embaçam.

Mas enfim, não fui até o final da Belt Line, resolvi parar na Bathurst e subir até a Lawrence. Logo mudei os planos pois a Lawrence tava meio longe, entrei a direita e rodei até a Avenue Road, depois até a Yonge, desci até a Eglinton e voltei pela Mount Pleasant, com o sol na frente, neve no chão, estava horrível de enxergar. Mas tudo bem, no final das contas deu 12 Km e eu estava cansado apesar de ter sido lento. Amanhã a temperatura baixa se repetirá, talvez eu tire o dia para descansar... O percurso completo está aqui.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Treino de hoje e o duelo continua

Hoje eu acordei decidido a rodar 8 Km pelo menos. Saí as 5:20 da manhã para encontrar o chão coberto de neve e temperatura de 10 graus negativos. Ambos a temperatura baixa e o chão com neve torna as coisas mais complicadas. Mas eu corri bem, segurei bom rítmo considerando a neve que atrapalhava correr, e não me importei muito com o frio. Terminado os 8 Km eu esperei o Trevor para mais 5Km. Ele furou e eu acabei esfriando e desistindo de correr mais. É isso que acontece a 10 negativos, se você para e esfria e tá suado, você começa a passar frio e fica complicado para voltar a correr, você quer mais é ir para a cama quentinha...

Eu esperava alcançar a Paty com esses 8 Km, mas ela não ficou parada, ela correu também, e os meus 8 Km não deram nem pro cheiro. Amanhã seria dia do longo, não sei se estou em forma para fazer um longo amanhã, acho que não. E pior, amanhã promete estar ainda mais frio que hoje, e se estiver com certeza eu não vou fazer longo nenhum. O duelo tem sido bom para me fazer correr um pouco mais. Estou otimista que o resulado vai ser bom. Quem sabe 2010 seja o ano que eu mais corri por causa desse duelo!

Screening testes

Ontem eu ouvi no rádio um programa muito interessante que falou sobre os testes que fazemos para detectar doenças como câncer. A mamografia e o teste PSA para câncer de próstata foram os principais alvos do programa, mas o que foi falado serve para qualquer teste desse tipo, principalmente os que detectam cancer. O programa é em inglês e quem quiser ouví-lo pode fazê-lo aqui. Tem duas partes das quais eu só ouvi a primeira por enquanto mas nela já tem muita coisa interessante e importante.

De uma certa forma eu considero o que foi dito como uma educação estatística que todos nós deveríamos ter. Eu vou colocar alguns pontos que achei interessante e importante, mas se vc não tem problema com a lingua inglesa recomendo ouví-lo.

1 - Overdiagnostic - Alguns testes são sensíveis ao ponto de detectar câncer que talvez nunca seria prejudicial para a pessoa. A invasão causada para retirada desse câncer vai causar um dano que é muito pior do que se vc deixasse o câncer lá. Por exemplo, um experimento mostrou que um grupo de mulheres submetidas a mamografia periodicamente a partir dos 40 anos teve vida média igual a outro grupo que usou procedimentos usuais. O grupo da mamografia teve muito mais canceres detectados mas ainda assim não sobreviveu mais. Alguns tipos de câncer poderiam ficar lá que ele cresce tão devagar que a pessoa vai certamente morrer de outra coisa.

2 - Falso Positivo - Praticamente todos os testes tem falso positivo (algumas vezes o resultado é positivo ainda que a pessoa não tenha a doença). A consequência disso pode ser um desgaste e estresse psicológico muito grande ou até procedimentos invasivos como uma biopsia em alguém
que não tem nada.

Os pontos 1 e 2 fazem com que, por exemplo, a mamografia não seja indicada (ou pelo menos seja controversa) para mulheres com menos de 50 anos. Para essas o exame pode causar mais mal do que bem.

3 - Experimentos Científicos - Praticamente o único jeito de se saber se um teste é realmente eficaz é atraves de um experimento científico aleatorizado. Você adota o screening teste para um grupo grande de pessoas escolhidas ao acaso e para outro grupo você adota o procedimento usual ou nenhum procedimento, dependendo do que vc quer que seja a base de comparação para o desempenho do teste. Então você acompanha os dois grupos pelo resto da vida deles e vê se o grupo que recebeu o teste viveu em média mais. É complicado dizer que um teste traz algum benefício se você não tem um experimento como esse. No caso do exame do PSA os experimentos ainda estão acontecendo e nenhum terminou.

4- Processos médicos - Os médicos geralmente são processados porque não encontraram um câncer que estava lá, mas eles geralmente não são processados porque encontraram um câncer que não existia. Com isso os médicos preferem aplicar o exame e correr o risco de um falso positivo do que não aplicar e correr o risco de não detectar uma doença existente. Isso incentiva o uso de testes para certas pessoas que são mais prejudicadas do que ajudadas pelo teste.

5 - Sobrevivência em cinco anos - Um dos resultados frequentemente reportados por experimentos é o percentual que sobrevive nos cinco anos seguintes a detecção da doença. Geralmente o % é muito maior quando a detecção é feita pelo screening test. Essa medida de performance tem dois problemas. a) Se o teste detecta a doença com antecedência mas a detecção antecipada não ajuda na sobrevida, o teste vai parecer melhor quando não é. Por exemplo, supôe o sujeito X que vai ter câncer. Sem o teste ele vai detectar o câncer aos 49 anos e morrer aos 50. Com o teste ele vai detectar aos 42 anos e morrer aos 50. O teste nao está realmente ajudando em nada, ele só está detectando antes. b) O falso positivo. O teste detecta a doença em pessoas que não a tem. Obviamente aquela pessoa vai viver muito, ela não tem a doença. Não estou dizendo que a) e b) são o que acontece, mas que eles são possibilidades não levadas em conta por esse tipo de medida de performance, que se beneficia disso.

6 - Forma de divulgar resultados de experimentos - Geralmente se diz que 2 pessoas em 1000 vão morrer de cancer do tipo X. Isso coloca nas pessoas um medo muito maior do que se dizer que 998 em 1000 não vão morrer do cancer X. Embora as duas formas dizem a mesma coisa geralmente se escolhe a forma que coloca mais medo na população, o que pode incentivar as pessoas a se submeterem a exames que podem trazer mais prejuízo do que benefício.

Geralmente de diz que o procedimento X reduz a mortalidade em 30% ao invés de se dizer que o procedimento reduz a mortalidade de 3 pessoas em 1000 para 2 pessoas em 1000. Os 30% dão idéia de um efeito muito maior do que o real. Pode ser que o procedimento mata 2 pessoas em 1000 enquanto salva uma.

Isso tudo não quer dizer que screening test é ruim, claro que não, ou pelo menos nem sempre. Mas que ele em geral não é inofensivo e precisamos ter informações para decidir se vamos passar pelo teste ao não. A decisão deveria ser nossa, com base em informações confiáveis. Eles disseram que a gente deveria sempre perguntar ao nosso médico se o teste tem experimento clínico aleatorizado quando o médico pede para a gente fazer esses testes. O entendimento da população sobre um assunto importante como esse é muito pequeno, ou nulo, ou, pior, errado. Errado no sentido de as vezes endeusar os testes quando eles tem os seus problemas, não raro, muitos e sérios problemas.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

E vamos correndo

Mais um dia de treino hoje, com temperatura em torno dos 4 negativos. Eu saí cedo para uma primeira volta de 6 Km, que foi rápida e me fez cansar um pouco. No final esperei um pouco o Trevor e lá fomos nos para outra volta, dessa vez lentamente. Hoje as calçadas estavam limpas da neve e estava fácil correr, com isso eu consegui fazer um ritmo melhor. O percurso está aqui, no total deu em torno de 11Km.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Igual quando perdemos da Argentina

Ontem o time Junior de Hoquei do Canadá perdeu para os Estados Unidos na final do Capeonado Junior. Com isso os Canadenses ficaram muito tristes e por todo lado todo mundo falava disso. Uns criticando a equipe e tal. Igual quando o Brasil perde um jogo importante (ainda mais se for pra Argentina!). No dia seguinte vê-se o reflexo em todo lugar. Enfim, em breve começarão as Olimpíadas de Inverno e o bicho lá vai pegar pra valer. Os Canadenses esperam muito de seu time.

Detalhe, segundo o chefe o campeonato junior de hoquei conta com apenas 5 países...

Aumento da passagem de metrô

A passagem unitária de metrô subiu de $2,75 para $3,00. Achei que foi uma grande aumento considerando que eu já achava $2,75 caro. Visto que estamos em época de preocupação com aquecimento global eu acho extremamente contraditório que a passagem do metrô suba. Isso só mostra que o comprometimento com a redução da emissão de gases realmente não existe. Acho que deveria se pensar em cobrar mais de quem tem carro, talvez um imposto sobre o combustível que seria revertido para o transporte público, fazendo ele ficar mais barato e melhor.

Há o desconto para quem compra bastante passagem de uma vez. Hoje eu comprei $20 de tokens (aqui são chamados tokens, é uma moedinha específica para ser usada no metrô, acho que não existe tickets), e recebi 8 tokes. Isso significa $2,50 cada uma. É um desconto de 17% para quem compra 8 tokens. Eu fucei na internet e me parece que em São Paulo o desconto para 8 viagens é em torno de 4% e para 50 viagens é em torno de 8%. Muito menor do que o daqui. Achei estranho, no tempo que eu moreva em São Paulo havia o bilhete de 10 unidades e o de 2 unidades (não de 8 ou 50). E o bilhete unico também.



O teste de esteira e o sistema de saúde

Hoje eu fui fazer o teste da esteira, onde eles colocam você sobre a esteira cheio de fios para monitorar como o seu coração funciona sob esforço físico.

Você começa andando numa velocidade bem confortável, depois eles aumentam a inclinação da esteira, ele fica bem inclinada. Então passado 3 minutos eles aumentam a velocidade e você agora passa a caminhar num ritmo rápido. Começa a ficar cansado pois a esteira ainda está inclinada. Mais 3 minutos e eles aumentam ainda mais a velocidade e agora você está caminhando bem rapidamente numa subida, mas tem que caminhar, não correr. Por isso essa parte é cansativa. No final eles aceleram ainda mais a esteira, ainda bastante inclinada e agora te liberam para correr, Mas morro acima não é fácil. O resultado foi que eu terminei o teste pingando e cansado, mas eu não pedi para parar! Interessante que eu fiquei bastante cansado ainda que a velocidade numca fosse alta, eu praticamente só caminhei.

Na sexta eu posso telefonar pro médico para ver o resultado, vamos ver.

Essa experiência fez eu conhecer mais o sistema de saúde aqui (público para todo mundo) e minha impressão não tem sido das melhores. Embora ele parece ser mais justo do que no Brasil, onde quem tem grana consegue acesso a um bom sistema de saúde, o sistema ainda tem muita falhas. Existe uma sobrecarga do sistema e por causa disso, eu acho, uma falta de personalização no atendimento, onde os médicos correm para atender todo mundo e dão pouca atenção a cada um. Os procedimentos parecem muito do tipo uma linha de produção, com pouca personalização. Enfim, eu não sei. Por um lado isso parece justo, tipo, não tem essa de quem tem dinheiro é atendido e quem não tem morre esperando, tipo a vida de quem não tem grana não vale nada. Aqui não importa se vc tem dinheiro ou não, todos vão pra mesma fila. A expectativa de vida aqui é maior que a nossa, então sei lá, cada um tira sua conclusão...



terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Meu Computador

Galera, o meu computador em casa parou de funcionar. Ele congela enquanto tah iniciando e eu nao to conseguindo fazer ele iniciar mais. Espero nao ter perdido nada no hard drive, mas enquanto isso vou ficar um tempo sem computador em casa, ateh o meu colega que conserta computadores voltar de sua lua de mel... em Fevereiro... Eu vou escrevendo daqui do trabalho, sem acentos e tal mas os posts devem diminuir...

Um pais em guerra

Uma das noticias que ouvimos sempre no radio eh sobre a situacao do Canada no Afeganistao. E na semana passada morreram 4 soldados e uma jornalista, o que deixou os Canadenses muito tristes. O assunto ficou por bastante tempo no radio. Os soldados que morrem no Afeganistao geralmente sao trazidos para Canada, pousando em Oshawa e seguindo de carro para Toronto onde pelo que entendi sao submetidos a autopsia. Vindo de Oshawa para Toronto, os soldados percorrem um trecho da Rodovia 401 (uma das principais no Canada, que liga Toronto a Ottawa), e esse trecho foi nomeado oficialmente Rodovia dos Herois. Uma multidao de pessoas se alinha ao longo da rodovia e sobre as pontes que cruzam a rodovia para prestar homenagem aos soldados. Nesse domingo nao foi diferente, mesmo com 15 graus negativos e ventos que fazia a sensacao termica cair para baixo dos 25 negativos.

Essa ideia do nosso pais estar em guerra eh bem diferente da nossa experiencia no Brasil, onde nunca nos envolvemos em guerra, meio que nao temos ideia do que isso eh. E mesmo para mim que sou brasileiro, essa informacao que sempre chega de que mais um soldado morreu eh sempre bem triste. Eu nao olhei nenhum dado a respeito mas minha impressao eh que uma boa parte dos Canadenses nao apoia o fato do pais estar no Afeganistao.

Treino dificil

Hoje o treino foi cansativo por causa da neve que caiu a noite. Nao foi muita mas o piso estava sem aderencia o que cansou muito minhas pernas. A temperatura tambem nao ajudou, estava 11 negativos... Eu fiz o meu loop tradicional ateh a Eglinton e de volta, dando uma volta a mais num quarteirao para completar 6 Km depois eu fui para outro loop com o Trevor, este de uns 4 Km eu acho. Parece que agora a neve veio para ficar...

sábado, 2 de janeiro de 2010

História do Canadá - Capítulo 16 - Entrando no Século XX

Com o desenvolvimento das ferrovias no final do século XIX e desenvolvimento paralelo da economia o Canadá se viu com falta de população e necessidade de incentivo da imigração. Assim o começo do Século XX foi um tempo de imigrantes se estabelecendo no Canadá. A maioria dos imigrantes eram ingleses e americanos, mas muitos vieram do leste europeu (Alemanha, Itália, Ucrania...). Japoneses e Chineses se estabeleceram na costa do Pacífico e sofreram muito com a discriminação. Os Chineses, por sua mão de obra barata, eram vistos como imigrantes que roubavam o trabalhos dos Canadenses. Os Japoneses iravam os Canadenses porque frequentemente conseguiam ter sucesso no que faziam. Esse racismo fez com que o governo restingisse o número de Asiáticos a vir para o Canadá. Negros também foram fortemente restritos (vinham dos US) por causa do racismo.

O crescimento econômico que veio com a industria, agricultura, comércio, ferrovias estava definindo o país no sentido que diferente Províncias estavam se desenvolvendo de formas diferentes. Isso também fez crescer as demandas das Províncias por atenção do governo de Ottawa em relação a seus assuntos individuais. Particularmente as Províncias do Leste se viram sem poder para definir políticas nacionais que favoreciam suas necessidades.

Em 1905 foram criadas as Províncias de Alberta e Saskatchewan.

Em 1899 começou a Guerra dos Boers na África do Sul, entre Grã-Bretanha e colonos Alemães. Canadenses que falavam Inglês se sentiram na obrigação de ajudar a Grã-Bretanha ainda que contra a vontade do governo que não achava que o Canadá deveria se envolver (Wilfrid Laurier foi Primeiro Ministro do Canadá no começo do Século XX, ele era da Província de Quebec, portanto com interesses mais ligados a cultura Francesa do que Inglesa). A pressão foi grande e o Canadá participou da guerra, tendo 244 mortos. Depois da guerra Laurier quis encontrar um meio termo entre a subordinação à Gra-Bretanha e Independencia, mas foi sem sucesso pois o Canadá precisava da Grã-Bretanha numa época em que os US haviam entrado em guerra contra a Espanha por Cuba e Porto Rico. O medo era que os objetivos expansionistas dos US incluissem a anexação do Canadá. Apesar disso na primeira decada do Século XX o Canadá criou sua própria Marinha e com a retirada das últimas tropas inglessas, passou a ser responsável pela sua própria defesa. Assuntos externos também passaram a serem tratados no Canadá por causa do grande volume de papeis e problemas e a dificuldade de se admistrar tudo na Grã-Bretanha.

No começo do Século XX o nacionalismo Canadense não parecia muito forte. A maioria dos que falavam Inglês era favorável a uma maior aproximação com a Inglaterra e seus ideais expansionaistas, vendo nisso também uma forma de expansão do Cristianismo. Haviam também os Canadenses preocupados com a economia que eram favoráveis a uma união com os US. Apenas os que falavam Francês eram mais favoráveis a criação de um Estado própaio, aliás pensando inclusive na sua separação e constituição de uma Nação separada.

Os povos nativos eram largamente discriminados e não tinham voz no Canadá do início do Século XX. Para piorar, o aumento da população Canadense com a imigração e a alta taxa de mortalidade entre os povos nativos fez com que a sua participação na composição da população Canadense fosse de apenas cerca de 3% nessa época (quando apenas 50 anos antes eles eram a grande maioria da população). Com o desenvolvimento do país os nativos foram sendo assimilados, muitos deles tinham fazendas produtivas, comércio ou trabalhavam em indústrias.

No início do Século XX o Canadá também estabeleceu a divisão administrativas dos territórios do Norte - Mackenzie, Yukon e Distrito de Franklin. Nessa época houve algumas questões sore o domínio do Ártico e o Canadá começou a tentar povoar a região ao norte para garantir sua soberania lá.

Em 1911 se reestabeleceram as relações de comércio livre entre Canadá e US. Apesar disso em 1913 houve uma grande crise econômica que parou o crescimento do país e gerou muito desemprego e migração do campo para as cidades. Mas a preocupação com a primeira Guerra Mundial que começou em 1914 superou momentaneamente os problemas internos.

O próximo capítulo chamado A Nova Ordem industrial vai falar sobre o desenvolvimento da Insudatria no canadá no período anterior a Primeira Guerra Mundial.

Treino gelado

Hoje estava a fim de sair lá fora para correr, mas a temperatura tava batendo nos 15 graus negativos. Mesmo assim eu fui. Eu não sei o que houve, acho que o frio faz com que a respiração não fique tão eficiente e eu logo me senti cansado, mas um cansado diferente, as pernas pareciam ok mas a respiração tava forte. Enfim, optei pelo loop menor que vai até a Eglinton e volta, e tem entre 5 e 6 Km. O percurso está aqui. Na verdade esse é o percurso que eu costumo fazer nos dias de semana, antes de ir para o trabalho. Hoje eu dei umas voltinhas a mais para ir até o mercado, vou considerar então 6Km... Terminei o treino e passei no mercado para comprar algo para comer e enquanto caminhava de volta para casa já descansado pude perceber que estava realmente frio, era complicado ficar sem luva por alguns poucos minutos sequer...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A São Silvestre no Brasil

Ontem eu fiz questão de vir cedo do trabalho para casa para assistir a São Silvestre. Deu saudades dos tempos em que a corri, nem parece que já participei 7 vezes. É, o tempo passa... Mas enfim, ainda no Brasil tinha largado mão de participar, justamente para não ficar com aquela coisa de não querer parar mais depois para não quebrar a sequencia. No meu caso eu também não achava justo ficar em São Paulo ao inves de passar o Ano Novo com a família no interior.

A corrida ontem mostrou um domínio completo dos estrangeiros, mais precisamente dos Quenianos. A corrida feminina foi bastante sem graça, com a campeã dominando e correndo bem a frente do começo ao fim. A corrida masculina foi mais temperada, com um grupo bastante junto até os Km finais. Mas aí o queniano abriu faltando ainda uns 5 Km para não perder espaço mais e a corrida também ficou sem graça no masculino.

Achei que o destaque brasileiro foi para a Marili, que ficou em terceiro lugar, seguida da Baldaia. No Masculino acho que o Clodoaldo ficou em quarto ou quinto, com atletas outrora de destaque como o Frank Caldeira não fazendo uma boa prova.

Os Octopus também são inteligentes

Aqui um vídeo que achei bastante engraçado, do polvo usando a casca do coco da Bahia como abrigo. O artigo que acompanha também é interessante. Esse é um comportamento descoberto recentemente no octopus que não se conhecia. Aliás esse é um bicho meio estranho, eu quando vou em restaurante japones não faço muita questão de comer isso não...

A Minha São Silvestre

Ano novo, resolvi começar com uma boa corrida. Até porque no rádio tava falando que a temperatura vai cair muito nos próximos dias, então se eu não correr hoje já era...

Saí por volta das 7 da manhã, com o dia ainda escuro e temperatura em torno dos 0 graus. Quando coloquei o pé lá fora notei que a calçada estava horrível para correr pois havia uma fina camada de gelo que eu não conseguir ver e que era super lisa. Pior do que o perigo de escorregar e cair era o fato de que a gente não consegue tração para correr, vc empurra o pé contra o chão e o pé escorrega, vc faz força mas não ganha velocidade. É bastante chato. Tanto que eu para me livrar disso comecei a correr na rua ao invés da calçada e lá tava tudo bem pois eles jogam sal e o ponto de congelamento cai.

Eu comecei sem saber quanto ia correr, mas estava afim de correr algo mais longo do que o usual. Tinha até levado a grana para volta de busão. Eu acho que é legal, para quebrar a monotonia, correr até algum lugar e depois voltar de ônibus ao inves de fazer um loop fechado. Além disso você pode continuar indo até onde as pernas aguentam, enquanto que em um loop fechado vc vai acabar parando somente quando terminar o loop, e pode ter pernas de sobra ou não. Assim eu fui para o Norte, passei pela Lawrence e depois pela Wilson e continuei rumo ao Norte por trechos que eu costumo correr somente no verão.

Deposi da Wilson começou a nevar e o chão estava menos liso por causa da neve. Isso foi muito bom, aliado ao fato de que quando estava chegando na Shepard a neve estava mais forte e muito bonita, me distraindo e me incentivando a ir ainda mais para o Norte, até a Finch. Lá ainda estava nevando e eu peguei a direita, voltando para a Yonge. Na Yonge olhei no cronômetro, 1h12 de treino. Eu queria correr 15Km pelo menos para fazer do treino a minha São Silvestre solitária do Hemisfério Norte. Com 1h12, aquelas condições de piso, eu certamente não tinha corrido 15Km. Virei a direita na Yonge e desci de volta até a Shepard, onde parei, com 15.8Km e 1h25m de treino, um pouco devagar mas temos que considerar as condições, mais subida que descida, piso muito liso no começo, neve no final, piso liso novamente na Yonge, e ainda o fato de correr com calça e blusa, eu acho que me atrapalha bastante. Enfim, dadas as condições achei que foi bom, mas eu devia conseguir fazer 15Km em 1h12....

Peguei o ônibus de volta e quando chegui em casa estava nevando muito (ainda está), e foi a primeira vez que vi bastante neve neste inverno, muito bonito!!! Mas a previsão não é para muita neve, ou seja, não devemos ter o chão coberto de neve ainda...

O percurso do treino está aqui.

O Duelo

E 2010 pode ser emocionante, pelo menos no que depender das corridas. O nosso amigo Luis Augusto, lá do Hemisfério Sul está afim de entrar na linha com relação a seus treinos. Pois bem, nada melhor do que um duelo então. Seguem as regras.

Regra I - O duelo se estenderá pelo ano de 2010 e a cada mês será vencido por quem correr maior distância acumulada naquele mês. Vence quem vencer mais meses em 2010.

Parágrafo Único - Se empatar o duelo continua até final de 2011.

PS 1 - É aberto para quem mais quiser participar. Principalmente o Issao. Ou seja, pode ser um trielo, um quatrielo, um quintelo, um hexaelo....

PS 1.1 - O link do PS 1 não funciona pois o Issao ainda não criou vergonha para fazer sua página pessoal

PS 2 - Para facilitar auditoria recomenda-se que os participantes coloquem as distâncias diárias percorridas em seus blogs.

PS 3 - O campeão terá direito de tirar com a cara dos outros nos anos seguintes, até alguem desbancar ele.

PS 4 - São aceitas sugestões de mudanças de regras, mas cá entre nós, as regras atuais foram estabelecidas visando a criação de uma rotina saudável de prática de exercício físico. Veja que para ter um bom desempenho vc precisa ser constante nos treinamentos o ano todo.

PS 5 - Se o Luis amarelar e houver falta de participantes será um monoelo. Eu vou sozinho.

PS 6 - Vamos lá galera, vamos fazer de 2010 o ano em que vc mais correu!!!

Feliz 2010!!!

Aê galera, estamos em 2010, muita paz, alegria, sucesso e saúde para todos! E que o nível dos oceanos não suba...

PS 1 - O Ano Novo chegou no Brasil quando aqui ainda era 21h. E no ano novo eu sempre estou conectado com a galera do Brasil, online. É estranho escutar a galera toda comemorando lá, e eu daqui desejando Feliz Ano Novo para os de lá, quando aqui ainda falta 3 horas para o momento crucial!

PS 2 - Lá nos idos de 200o a 2005 eu não hesitaria em desejar também que o novo ano fosse cheio de Recordes Pessoais nas corridas. Agora é engraçado como as coisas mudaram e isso nem faz mais sentido, acho que ninguem da galera tá buscando recorde pessoal mais! Diria até que o recorde pessoal ficou algo sem importância para todos ou praticamente todos do grupo. Então desejo que todos continuem se exercitando e suando de alguma forma...

PS 3 - O Brasileiro comemora o Ano Novo muuuuuuuito mais que o Canadense. 1h30m da manhã eu conseguia escutar fogos em São Paulo (como barulho de fundo na ligação). Quando deu meia noite aqui eu mal ouvi fogos.