quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Eu quero Recessão

Foi esse o título da entrevista que foi ao ar ontem na CBC, Um trader (sujeito que aposta na bolsa e vive dela, eu acho) disse que sonhava com uma recessão, era tudo que ele qeuria e tal. Então um especialista em economia foi entrevistado sobre o assunto.

Considerando esse nossos sistema econômico recessão é ruim para muita gente e para empresas. Causa desemprego, a economia para, gente e empresas sem grana... E todos nós precisamos de grana... Mas como vemos nessa entrevista, uma recessão trás oportunidades para alguns, muito embora seja ruim para a maioria. Esses traders, essa galera que vive comprando e vendendo açoes e ganhando dinheiro com as subidas e descidas do mercado, se eles forem espertos conseguem ver oportunidades em momentos de crises. O locutor no entando estava inconformado que alguem pudesse e gostasse de tirar proveito de um momento onde todo mundo tah sofrendo. tipo se aproveitando do sofrimento dos outros. Afinal os canadenses tem mutio medo de recessão.

O economista explicou - "Não é errado. Pensa bem, suponha que tem uma ponte que pode cair. Você não sabe se ela vai realmente cair, mas então você aposta que ela vai cair. E se ela cair você ganha dinheiro. Não tem nada de errado nisso porque você não derrubou a ponte..."

É assim mesmo que o nosso sistema econômico capitalista funciona. Não nos importamos que um bem é destruido, que recursos serão usados para reconstruir a ponte, que pessoas podem morrer, o nosso objetivo principal é ganhar dinheiro, só isso. Sem contar que as coisas vão alem disso, se pudermos dar uma mãozinha pra ponte cair, vamos dar, porque afinal, isso vai nos dar dinheiro.

Isso também mostra a falha do sistema em trazer lucro para alguns sem que tenha havido produção, lucro da pura especulação dos mercados. E relacionado a isso está o fato de que a economia mundial é super dependente do humor da galera que compra e vende ações. Se eles ficarem pessimista tem recessão. Assim, do nada, a recessão vem de como eles se sentem. Claro que o pessimismo da galera que causa recessão tem raízes nos acontecimentos, mas ainda assim, é apenas estado emocional, não uma decisão baseada em conhecimentos científicos ou experimentos ou modelos ou whatever. Enfim, naõ vou falar mais porque não conheço muito economia, mas que o sistema é furado...


domingo, 25 de setembro de 2011

Novo recorde na Maratona

A maratona de Berlim, que passou aqui no Canadá nesta madrugada, foi palco do novo recorde mundial da maratona. O Queniano Patrick Macau completou a maratona em 2:03:38. E impressionante que o sujeito ainda estava bem inteirão depois do feito. Haile Gebrselassie, que tinha o recorde anterior de 2:03:59 também estava na corrida em ritmo de recorde até o Km 27 quando ele deu uma parada, parecia estar sentindo algo na barriga, depois voltou a corrida, mas acabou desistindo antes de completar. Paula Radcliffe também estava na prova e ficou em terceira.

Um ponto sobre a cobertura da prova é que achei a transmissão muito ruim. Os locutores falavam inglês, mas imagino que a trnasmissão seja da TV Alemã. A TV não acaompanhava a corrida, ficava um longo tempo sem mostrar as mulheres, ou o segundo colocado do masculino. A corrida terminou e a gente ficava se perguntando onde estaria o Haile e tal... era como se tivesse poucas câmeras... Mas enfim, pelo menos não teve aquele bando de bicicletas acompanhando o primeiro colocado...

sábado, 24 de setembro de 2011

Chovendo satélites

Sinal dos tempos, agora começou a cair satélites do céu.

Por mais de uma semana tem aparecedo no notíciário o satélite desativado da NASA que estava prestes a reentrar na atmosfera e cair de volta para a Terra. Eis que hoje ele caiu, felizmente não na cabeça de ninguém.

Um dos pontos que fiquei pensando nessa estória é a falta de controle que a galera tinha sobre o evento. Até ontem a noite eles estavam acompanhando o satélite, mas sem saber realmente onde ele ia caír, tipo, nem sequer uma previsão aproximada a galera tava fazendo. Eles diziam que podia cair no Canadá, Africa, Austrália ou no Oceano, mas sem previsão de onde exatamente. Pelo menos parecia certo que não ia cair no Brasil. Esse é outro exemplo de como o nosso desenvolvimento não leva em conta suas próprias consequências no longo prazo. Este satélite foi lançado a 20 anos atrás e ainda hoje não há uma solução para o seu retorno ao planeta. Enfim, vamos fazendo as coisas agora, a galera que vem por aí depois pensa em soluções para os problemas....

Outro ponto interessante é como já poluimo o espaço ao redor do planeta. Denovo, sem solução para o lixo espacial, satélites desativados e tal, eles ficam lá em órbita do planeta. A maioria deles um dia queima ao reentrar na atmosfera, mas ainda assim eles são extremamente perigosos para os astronaltas, satélites e todos os esquemas que estão aí trabalhando em órbita. Em 2009 houve a primeira colisão entre dois satélites, mostrando que falta controle sobre o que está em órbita e me parece que mais colisões só não acontecem por causa que o espaço lá é muito grande (bom, um pouco é jeito de falar, a galera tem uns esquemas de mapeamento do espaço tal que eles tentar colocar as coisas de forma que elas não colidam, mas temos cada vez mais coisas desativadas e largadas a esmo no espaço).

Outra forma de ver a quantidade impressionante de satélites que temos ao redor do planeta é usando o Google Earth.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Coincidência

Acabei de ver esta notícia de um avião que caiu em Yellowknife. Fui dar uma olhada, também com curiosidade pois eu acabei de voltar de lá a menos de um mês. E descobri que o avião caiu na frente de um restaurante onde almoçamos! Na foto dá para ver um prédio do lado do avião, um prédio que tem mais ou menos o formato de um navio, e a gente comentou isso enqnato estávamos por lá. Também coincidência que este é o segundo avião que caiu no Norte em pouco tempo, como falei num post ontem. O outro caiu em Resulote Bay, mas o avião também tinha saído de Yellowknife...

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mais Petróleo

E muito tem se falado sobre os novos poços de petróleos que tem sido descobertos no Brasil  e também em outros cantos das Américas. Acho que a boa notícia é que isso talvez jogue mais para o futuro a previsão da galera sobre o pico da produção de petróleo e os seus efeitos na economia global. Bom, a economia global parece que não tá precisando da falta de petróleo para ir morro abaixo.

Mas junto com o otimismo pela descoberta de mais petróleo vem também a  não mencionada preocupação com o que isso vai significar em termos ambientais e em termos da nossa dependência do petróleo. A energia barata do petróleo impede o desenvolvimento de tecnologias relacionadas a energia limpa e, o petróleo é não renovável, mais dia menos dia ele se vai.Que a maior produção de petroleo por paises como o Brasil não seja sinônimo de acomodação...

Outro ponto é que chega a ser engraçado ler sobre os investimentos da Petrobras exploração e exportação do Petroleo e tal. É a galera tirando coisa da terra e vendendo para ganhar dinheiro... mas assim é fácil ganhar dinheiro né, é só pegar o négócio que tá pronto e vender. A nossa mentalidade é ainda aquela dos exploradores de séculos atrás que vieram e detruiram florestas e escravizaram os nativos, afinal eram recursos que estavam ali, prontos, e podiam ser pegos e trocados por dinheiro. Não é diferente hoje com o petroleo...

Quando um avião cai no norte

Esses dias um avião pequeno que ia de Yellowknife para Resolute Bay caiu perto do destino. Resolute Bay é uma pequena vila, como todas no norte do Canadá com 229 habitantes segundo o censo de 2006. É um desses lugares onde a vida é bem diferente pelo clima e terreno inóspito. Mas enfim, o interessante é que eles dizem que é muito complicado o resgate quando acontecem acidentes como este no norte do Canadá, pois é uma região muito grande e qualquer equipe de resgate vai estar a horas do lugar, muito provavelmente. Daí os sobreviventes tem que esperar muito pelo resgate, em condições de mutio frio.

Este acidente deixou 3 sobreviventes e por sorte aconteceu perto de Resolute Bay, mas não só isso, tinha uns militares na região, bem perto do lugar, treinando simulações de resgates deste tipo de acidente. A galera tá lá fazendo a simulação do acidente e daí o acidente acontece de verdade, muita coincidencia.

Infelizmente dos 15 a bordo, 11 morreram o que abalou bastante a vila e então o assunto virou destaque nos noticiários, inclusive agora, uma mês depois...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Livro vivo

Eu estava ouvindo noo rádio estes dias que estava havendo uma exposição de livros humanos (ou livros vivos) em Vancouver. Estes livros na versade são pessoas que contam suas estórias de vida, geralmente pessoas expostas a discriminação, preconceito ou estereotipo. Você vai lá e a pessoa conta a sua estória de vida e você faz perguntas e tal.

Pelo jeito tem sido um sucesso. Em parte porque é uma oportunidade que as pessoas tem de conversar abertamente com outras pessoas com vidas tão diferentes e que de certa forma vivem ou vêem o mundo de forma diferente e/ou tem experiências com relacionamentos humanos diferente do que a gente tem. Se você não tem nenhum amigo morador de rua, por exemplo, talvez lá você terá a oportunidade de conversar com uma pessoa desses, sem precisar ter medo de perguntar nada.

Eu descobri também que vai ter nas bibliotecas municipais de Toronto, em breve...

sábado, 17 de setembro de 2011

Voluntário

A tempos que eu venho procurando uma oportunidade de arrumar o mundo com a estatística. rsrs. Mas enfim, esse negócio de trabalhar com estatística em Marketing não rola, tipo, a gente só ajudas as grandes corporações a ficarem mais grandes. Certamente estamos ajudando a economia, mas eu a tempos acredito que isso é tudo furado, você ganha uma grana e consome mais recursos e o resto do mundo fica passando fome porque você tá no bem bom e seu objetivo é ganhar dinheiro somente e ser feliz agora. E a economia cresce, agora.

Daí pensava em como arrumar um trabalho de voluntário, mas que envolvesse estatística. Ainda no Brasil eu me propus a analisar uma grande pesquisa que fizemos sobre o consumo de álcool e quem sabe tirar de lá alguma política social. Não sei quantos as políticas sociais, mas acho que acabamos fazendo um bom trabalho em entender o consumo de bebidas alcoólicas, tabaco, e outros vicios. Eu ganhei uns artigos publicados com isso, mas o objetivo nem era esse.

Vindo para o Canadá eu me distanciei dos pesquisadores no Brasil e passei a ficar de olho por aqui em algo que pudesse fazer nos momentos de folga, que usasse estatística e que fosse legal para a sociedade. Nunca tive bem definido o que, mas poderia ser na área de saúde, educação ou ambiental, eu sempre gostei dessas áreas. Eis que agora parece que consegui um trabalho desses.

O CAMH (Centre for Adiction and Mental Health) tem pesquisadores e um deles me perguntou se eu gostaria de ajudá-lo a analisar bases de dados na área de consumo de drogas e possivelmente publicar artigos. O CAMH é uma instituição reconhecida pelo seu trabalho e também uma escola, com pesquisadores muito bons e com pacientes psiquiátricos. Enfim, assim como no Brasil parece que aqui também vou acabar me envolvendo com psiquitras no meu tempo livre... estou bastante otimista com a possiblidade de usar estatística em uma área diferente de Marketing e com as promissoras oportunidade de não só contribuir com algo, mas também de aprender mais estatística...

Sobre viajar

Esse post é meio que comentando o comentário (esse é boa) da Mayumi, mas não só isso, é também um gancho para algo que eu queria escrever de qualquer forma.

Na verdade eu também gosto de voltar logo para casa, tipo de nem viajar. Mas quando a gente viaja a gente também pensa mais nestas coisas. Ficar um ou dois dias num lugar não é o suficiente para você conhecer o lugar realmente. Coisa de turista né, mas eu acho que não sou um bom turista. E geralmente não gosto de lugares com muitos turistas. Foi por isso, entre outras coisas que gostei de Yellowknife.

Mas a experiência de alguns dias é também muito incompleta. Veja, em Yellownife a gente viu só cachorros grandes, peludos, porque eles são usados no inverno para puchar trenó. Mas vimos eles como cachorros normais, afinal no verão eles não pucham trenó pois não tem neve, não tivmos a oportunidade de ver a imagem inteira... Havia um cartaz que dizia: "Quatro estações do ano em Yellowknife: Junho, Julho, Agosto e Inverno". Ou seja, conhecemos a cidade num mês atípico, no inverno é bem diferente. E como seriam os dias em Junho (praticamente sem noite) ou em Dezembro (praticamente sem sol)... mas também não vimos. Enfim, tanto mais para ser conhecido... E, ao morar um ou dois anos em Yellowknife você faz da cidade a sua casa. Tipo, um ap só seu. Você não vai sentir saudade de casa... e não vai estar viajando também..

As pessoas como eu gostam de suas casas por causa da vida simples e rotineira lá. Por causa do controle que temos e do conforto. Mas isso tudo é porque aprendemos a viver assim e porque tudo o resto depende da nossa vida na nossa cidade. Nos acostumamos a ter um trabalho e no final do dia ir pra casa. Nos acostumamos a assistir o jornal da noite e ler algo antes de dormir. Acordar cedo, dar uma corrida e pensar no que nos espera no trabalho. Sair com os colegas na sexta feira e andar de bicicleta no domingo. O sistema nos formatou tal que somos todos iguais e nos sentimos confortável assim. Andamos em círculos a nossa vida toda e nos sentimos confortáveis, seguros assim. Mas a experiência de mudar é algo sem igual. De viver em outro lugar, de conhecer outros mundos, de ser realmente livre, de ser dono do seu próprio nariz. Turismo de poucos dias é fazer de conta que se tem liberdade e voltar pro trabalho e dar mais dinheiro para o sistema, que nos prega a ilusão de que somos livres e felizes... Mas o turismo de poucos dias também abre a mente... Turismo de dois anos não é mais turismo, é liberdade de verdade, que pode ser usada sem viagens também, sem novos lugares, sem dinheiro...

Tchau verão

Denovo a temperatura tem caido por aqui. Hoje pela primeira vez ouvi no rádio o anuncio de temperaturas abaixo de zero em cidades vizinhas mais pro norte.

Aqui em Toronto a temperatura caiu bastante nos dois últimos dias e eu tirei a blusa da gaveta. Ontem fui para o trabalho de biclicleta, com temperatura de 7 graus, depois dela ter passado dos 20 graus no começo da semana.

É o Outono chegando, e com ele novas cores. A passagem do tempo aqui é tão clara pela mudança das estações, mas não necessariamente ruim. Apesar da gelra gostar do verão, o Outono não é só o final de um tempo bom de temperaturas agradáveis. É também o começo de um novo tempo, de novas atividades, se vestir diferente, atividades diferentes. Num certo sentido uma renovação. Talvez muitos não pensem assim, mas eu tenho achado legal... Lembrando que apesar do frio lá fora, aqui não se passa frio realmente... Tipo, nas condições que vivemos hoje, talvez tão incorretas de certo ponto de vista, é verdade, mas de qualquer forma temos (nós, os seres humanos) muito conforto, não dá para reclamar disso...

A Matemática do Caos

Eu assisti esse documentário que pensei que seria muito ligado à matemática, mas que, embora fale da matemática o tempo todo não tem realmente foco em matemática. É mais um documentário sobre o sistema econômico e ambiental, sua complexidade, imprevisibilidade e como estamos mudando estes sistemas.

O ser humano começou por pensar que a matemática seria capaz de nos levar a dominar e colocar a natureza para trabalhar em nosso favor. Derrepente tínhamos equações que previam as órbitas dos corpos celestes, as leis de Newton que previam os movimentos dos corpos na terra, a física que previa como as sistemas se comportavam. Era como se um dia fôssemos encontrar uma equação que explicasse tudo.

Mas com o passar do tempo fomos descobrindo que a matemática também envolvia a teoria do caos. Tivemos guerras, recessões, doenças, reviravoltas no clima, coisas que não conseguimos prever nem controlar. Mesmo antes da computação, mas claramente com os computadore, vimos que algumas equações tinham comportamento caótico, bastava uma mínima mudança em condições iniciais para ter consequência totalmente diferentes. É o chamado efeito borboleta - o disturbio causado pelo bater das asas de uma borboleta hoje pode causar um furacão no futuro.

Mesmo com computadores e o crescimento exponencial da nossa habilidade para prever coisas ainda não conseguimos um modelo para o clima, ou para a economia. Pelo contrário, os argumentos são de que o mercado livre (free market) e o CO2 que estamos jogando na atmosfera tornam esses sitemais mais caóticos e difíceis de serem previstos. Aprendemos que muitos sistemas estão em equilíbrio, mas que há um "tipping point", onde os sistemas vão para o caos (Nota - Tipping point é uma expressão em inglês que eu não sei como traduzir. Significa um ponto onde as coisas mudam de uma vez, talvez com resultados imprevisíveis. Por exemplo, você ficar torrando a paciência de seu colega, ele é calmo e leva numa boa, vai aguentando você. Mas vai chegar uma hora que ele chega no "tippint point" e explode e aí vc tá frito, provavelmente. O tipping point também é caracterizado por ser o momento a partir do qual não há mais volta).

A mensagem do filme é que economia e clima são sistemas cada vez menos previsívies, por causa da ação dos seres humanos. Que estamos tornando esses sitemas ainda menos previsiveis com o passar do tempo, que não temos aprendido as lições da matemática com as provas claras de que realmente não temos modelos para essas coisas e não temos controle sobre eles. E que estes sistemas vão chegar num "tipping point", sem volta, com consequências imprevisíveis, não boas. E que no caso do clima, milhares de anos se passarão até as coisas voltarem ao normal....

Tem muitos documentários sobre mudanças climáticas e a falta de controle que temos sobre a economia, mas eu achei que este tem um ângulo diferente, interessante para quem tá ligado em matemática...


domingo, 11 de setembro de 2011

Mixed Martial Arts

Tem um colega russo de trabalho que é ficcionado nos campeonatos da UFC (que eu acho que no Brasil é chamado de Luta Livre). Ele vem sempre conversar comigo, sempre dizendo que os Brasileiros são muito bons e tal. E eu sempre disse para ele que eu nunca acompanhei a UFC e que mesmo a galera do Brasil presta mesmo atenção em futebol, não muito em UFC. Na verdade eu nem sei dar números de quantos brasileiros conhecem ou acompanham as lutas da UFC, mas cá entre nós, devem ser poucos...

Enfim, eis que na semana passada teve uma etapa da UFC (eu não sei muito bem como funciona esses campeonatos...) no Brasil e lá veio o russo todo entusiasmado dizendo que não ia perder e tal, que ele gostava muito de ver os brasileiros lutarem...  Eu não consegui assistir pois estava viajando (veja post anterior), mas agora que voltei fui dar uma conferida.

Eu nunca me liguei em lutas, ainda mais estas, mas logo no começo fiquei impressionado com o Brasileiro Anderson Silva, o jeito dele entrar no ring (octogono), de lutar, é muito pessoal, diferente dos outros, e ele tem umas lutas impressionantes com golpes só dele. Principalmente nas lutas do Anderson Silva, logo fica claro que apesar da pancada rolar solta, os caras tem muita consciencia que aquilo é só um esporte e parece que ninguem fica assim bravo de verdade com o oponente, eles se abraçam e tal. Talvez melhor que no futebol (ou Hoquei), onde a galera vive brigando de verdade. De tudo isso queria ressaltar dois pointos:

 O primeiro é que acho que é interessante dar uma olhada no Anderson Silva e nos outrs brasileiros, para quem ainda não se interessou muito por isso.

O segundo é que talvez esportes que não são de luta deveriam aprender um pouco com a luta livre, nessa parte de passar aos atletas a importancia de se saber ganhar e saber perder, afinal, esporte é esporte.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Viagem pelo Canadá

E na semana passada tirei férias novamente, mas desta vez foi uma férias como poucas vezes tirei - específica para viajar pelo Canadá. EU não sou de viajar muito, a não ser nos velhos tempos, para correr, então a semana passada foi atípica.

De Toronto fomos para Calgary, onde alugamos um carro e viajamos por três dias pelas Montanhas Rochosas. Dormimos em Albergue para tentar fazer a viagem ficar mais em conta e olha que a experiência foi na maior parte muito boa. Os destaques das Montanhas Rochosas canadenses ficam pelas paisagens cobertas de pinheiros e montanhas muito altas, com lagos frios e transparentes. Segue link para as fotos que tiramos nestes 3 dias nas Montanhas Rochosas:
Fotos Dia 1
Fotos Dia 2
Fotos DIa 3

Infelizmente as fotos estão sem legendas, eu não tive tempo para colocar... são muitas fotos.
Então voltamos para Calgary e voamos para Yellowknife onde experiemntamos a vida perto do círculo polar. Os destaques de Yellowknife foram muitos, embora não seja um destino turistico muito valorizado pelo Canadenses, pelo que pude constatar com os colegas daqui. Tipo, é muito frequente ouver "Yellowknife, o que você foi fazer lá?" A cidade é pequena e monótona se você está acostumado com cidade grande. Mas vale a pena pois é tudo diferente. A Aurora Boreal talvez seja o que temos de mais impressionante no norte, mas a paisagem não fica atrás. Muitos pinheiros, aqui mais espalhados e mais baixos do que nas Montanhas Rochosas, muita pedra que torna o solo pobre. É impressionante a sobrevivência dos pinheiros em tais condições, lembrando que lá também é muito frio no inverno, embora pegamos temperaturas agradáveis, entre 5 e 20 graus. Também é impressionante o número de lagos na região. Seguem as fotos tiradas em Yellowknife:

Fotos Dia 2
Fotos Dia 3
Fotos Dia 4
Fotos Dia 5

NO dia 1 em Yellowknife ficamos procurando lugar para ficar e planejando os demais dias. No dia 2 visitamos um parque, e tem uma boas fotos da vegetação, do solo que é uma pedra só. No dia 3 fomos visitar duas aldeias aldeia indígena na região. Lá não tem muita estrada, a cidade é pequena e não tem muita opção para onde ir fora da cidade. Acho que tem que andar uns 1000Km para encontrar outro lugar com mais de 1000 habitantes. No dia 4 fomos visitar o museu. No dia 5 era o dia da volta e o único dia que conseguimos tirar algumas fotos da aurora boreal, mesm o assim não ficaram boas, é difícil tirar fotos boas. Vimos aurora também na noite do segundo pro terceiro dia mas não acertamos a câmera para tirar fotos.

De Yellowknife fomos para Vancouver. Uma cidade grande, onde ficamos dois dias, dormindo no centro. O ponto alto foi a visita ao Stanley Park. Vancouver tem uma natureza muito bonita para quem tem tempo de sair da cidade, mas a gente não teve e com isso eu diria que essa foi a pior cidade que visitamos, sendo que a que gostei mais foi Yellowknife.

Fotos Dia 1
Fotos Dia 2

Foi uma boa experiência, mas acho que descobri que eu não sou mesmo de viajar muito, eu fiquei com vontade de ficar naqueles lugares por um ou dois anos para ter uma experiência completa desses climas e lugares diferentes...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Terremoto

E hoje foi dia de terremoto em Toronto. Ah, e teve o alarme de incêndio também.

Tudo começou na hora do almoço, eu tinha levado comida e tava pensando em comer quando eis que o alarme de incêndio toca. O sujeito diz pelo sistema de som do prédio que tem uma "situação de fogo", que é pra galera evacuar o prédio pela escada. E lá fomos nós, aproveitei para ir buscar um café... Essa é a primeira vez que isso acontece aqui. Lá fora eu não vi fumaça nenhuma. Fiquei imaginando o engraçadinho que fez o alarme disparar vendo o prédio sendo evacuado...

Depois voltamos, eu no meu computador, muito trampo. A moça que senta do meu lado começa a olhar para um rapaz que senta mais afastando e dar risada. O sujeito em pé, assustado, pergunta para ela se ela sentiu o prédio tremendo. Ela diz que sim, que na verdade o prédio ainda está tremendo. O sujeito ainda assustado começa a perguntar para outros se eles estão sentindo, uns sim, outros não. Eu não estava, mas abri a internet e entrei no Twitter. Estava lá, terremoto na Virgínia! Muita gente falando sobre ele, principalmente nos US, galera em Washington e Nova Yorque.

Bom, essa foi a segunda vez que um terremoto é sentindo em Toronto. Mas eu não senti nada em nenhuma das vezes, em ambas o epicentro foi longe daqui e o tremor aqui foi bem fraco, mas muita gente sentiu. Bom, enfim, melhor que fique longe. O que acho impressionante é a energia que um evento desses tem, imagine, tremer a terra em uma área tão grande...




domingo, 21 de agosto de 2011

Imigração para o Brasil

Me chamou a atenção a notícia no site da Exame sobre estrangeiros que tem ido para o Brasil em busca de trabalho. Com estas reviravoltas na economia e a crise na Europa, se a galera for pensar mais a longo prazo o Brasil surge como uma promissora alternativa.

Mas a gente não pode deixar de pensar em como é injusto que tantos brasileiros estejam precisando de trabalho ou trabalhando com salário miserável e ainda assim oportunidades no nosso país são dadas a estrangeiros. Diz-se que as empresas buscam profissionais qualificados em falta no Brasil. Esta é uma das formas que fazem evidente a falta do investimento do governo em educação no Brasil.

Estatísticas da Internet

Eu achei esse site interessante sobre estatísticas do uso de navegadores e outras coisas relacionadas a internet. Achei interessante como ainda tem muita gente que usa o Internet Explorerç por algum motivo eu pensava que o Firefox e o Chrome eram maims usados do que os números mostrados. Bom, o IE não é o primeiro na Antarctica... onde deve ter uns 3 ou 4 usuários e parece que um deles mudou do Firefox para o Safari recentemente. O Chrome tem crescido bastante, especialmente no Brasil. Na Europa o Firefox briga com o IE.

Em termos de Redes Sociais temos o Stamble Upon ganhando recentemente do Facebook na América do Norte, o que eu não imaginava pois nunca ninguém me falou dele. Talvez eu deva dar uma checada nisso. O Facebook está por cima em quase todos os outros lugares no entanto. NO Brasil o Facebook pegou só recentemente, quando eu vim para o Canadá ninguém no Brasil sabia o que era Facebook e ninguem no Canadá sabia o que era Orkut! Se você aumentar o período do gráfico vai ver que o Orkut estava na liderança no começo de 2009.

Bom, eu diria que sou mais usuário do Twitter, mas não como rede social, eu apenas sigo algumas agências de notícias. E quanto a navegadores eu vivo testando eles. Uso O Chrome e o Firefox bastante e ultimamente estou usando um chamado Avant também e muito raramente uso o IE.
E outro ponto, é claro, é que precisamos sempre questionar a precisão dessas informações. Talvez eles tenham a metodologia de coleta no site, eu não procurei. Mas é possível que tenha falhas e que os dados sejam em termos de tempo usado e não número de indivíduos que usam cada navegador/rede social...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A nossa bandeira do Brasil

Nesta ida ao Brasil ganhamos da nossa amiga Mayumi que está sempre por aí comentando no blog, uma grande bandeira no Brasil pintada em uma canga de praia. A Lika começou a fazer experimentos de decoração da casa com ela. Acho que ela nunca gostou tanto de uma coisa que ela ganhou, embora ela não é de ir em praias.
E a tal bandeira do Brasil está cada dia em um lugar... começou no sofá, foi pra cama e para minha surpresa agora ela foi parar em cima da televisão... Enfim, naa como uma bandeira do Brasil para nons lembrar da terrinha...

domingo, 14 de agosto de 2011

Morte Súbida no esporte

Este artigo interessante fala que a mosrte súbida no Triathlon acontece mais frequentemente do que numa maratona. Chegaram ao número de 1,8 mortes por 100000 no Triathlon contra apenas 0,8 na Maratona. Eu não sei qual a validade estatística de tudo isso, mas eu imaginava que haveria mais mortes na maratona do que no Triatlhon, dado que uma maratona é mais extenuante, eu acredito.

Vendo um pouco mais dos números, metade das mortes no Triatlhon aconteceram no Short Triathlon, o que é ainda mais interessante, e praticamente todas as mortes na natação. Apesar de term sido encontradas anomalias no coração das vítimas fica a pergunta se a maior taxa de morte em relação à maratona não se deve à água, tipo, afogamento por outros motivos. Eu não sou triatleta, mas eu pensaria que se a morte fosse devida ao cansaço ou exaustão do corpo, então talvez tivesse que acontecer na corrida. Enfim, achei interessante a comparação com a maratona...

Paulo indo pra Nova Zelândia

O nosso amigo Paulo está partindo para a Nova Zelândia em busca de novas experiências de vida. Ele vai ficar lá pro vários meses e essa é realmente um tipo de experiência muito valiosa do ponto de vista pessoal, eu penso. Não é só aprender inglês, você entra em contato com muitas coisas diferente, você experimenta em detalhes uma sociedade diferente da nossa. Sua visão do mundo pode mudar, você amadurece. Foi assim comigo.

Eu me achava corajoso de ter encarado essa mudança para o Canadá de mala e cuia, mas o Paulo está sendo mais do que eu. Ele vai sem emprego, sem compromisso, ele decidiu ir e teve cabeça para fazer a sua decisão acontecer. Eu o admiro, parabéns e boa sorte a ele, espero para ver os relatos de sua experiência...

Redes Sociais - Google +

E parece que o Google eté entrando nessa de redes sociais para competir aí com o Orkut, Facebook, Twitter, etc. Eu vi a notícia do Google +, rede social em fase experiemntal e lembrei logo do Google Wave, que parece ter sido um fracasso total. E fica a pergunta, será que o Google + vai pegar?

e-reader

Eu acabei comprando um e-reader. E olha que eu era um daqueles que pregava por aí que não tinha como ler no próprio livro. Mas eu tive que mudar de idéia, a tecnologia tem lá suas vantagems. Eu nunca vi muita vantagens nesses Ipads ou nos Iphones, Blackberry ou nos mais antigos celulare. Mas com o e-reader foi diferente.

Eu pesquisei bastante e tem várias coisas interessantes, mas acima de tudo o que me atraiu foi a possibilidade de aumentar a fonte. Os anos passam, ler livro com aquelas letras pequenas já não é a mesma coisa, sabe como é né. O e-reader me seduziu com esse negócio de fazer o tamanho da letra ficar quase igual aquelas propagandas na beira da estrada.

Em segundo lugar vem o fato de você poder carregar um monte de livro pra cima e pra baixo. Muito conveniente para mim, que começo ler um livro, mudo pra outro, depois pra outro e quando vou ver estou lendo 10 livros de uma vez.

Depois o e-reader não é diferente de um livro. Pois é, ele não é igual computador, ele é mais igual uma folha de papél, opaca, sem luz (você não consegue ler no escuro). Alguns me sugeriram o Ipad, mas definitivamente não é a mesma coisa, pelo menos não os Ipads que eu vi. O e-reader é igual uma folha de papel, não é igual uma tela de laptop. Assim é gostoso de ler, cansa menos os olhos.

E o e-reader é provavelmente mais ecológico. Eu deveria pesquisar isso para ter certeza. Mas um livro eletrônico não ocupa o espaço de um de papel, deve gastar menos energia para ser produzido e seguramente gasta menos para ser transportado. Não usa tinta e não ocupa espaço no lixo. Agora, eu não sei qual o custo pro meio ambiente de se produzir um aparelho desses, sei que os livros podem ser produzidos de árvores plantadas e tal, e o papel pode ser reciclado, mas ainda assim existe todo um processo para se produzir papel o que me faz pensar que a longo prazo o e-reader é melhor ecologicamente. Imagino por exemplo jornais, aquele monte de papel que se acumula quando você assina jornal... mas se você assina no e-reader não acumula nada.

E finalmente livros eletronicos são mais barato, muitos são gratis, tipo aqueles do Machado de Assis, José de Alencar, vc acha tudo na internet e baixa sem pagar nada.

Ainda, o e-reader que eu tenho acessa a internet de qualquer lugar do mundo sem pagar nada (embora com um navegador basico e limitado). Eu posso carregar arquivos nele. Músicas. Posso carregar e ouvir podcasts. Ele marca a página de todos os livros que leio automaticamente. Dá para assinar revistas e jornais. Tem um dicionário embutido, que vc pode acessar facilmente quando tá lendo e não sabe o significado de uma palavra. É pequeno, fininho, leve, cabe em qualquer canto.

Mas... o livro de papel sempre vai ser o livro de papel. As letras são pequenas (agora aqui no Canadá tem muitos livros com letra grande que eles chamam "large print") mas apesar disso ler livro é mais gostoso em certo sentido, do que ler e-reader. É mais dinâmico, você pode ir e voltar facilmente para outras páginas. Enfim, eu não vou desfazer dos meus livros nem parar de lê-los, até porque livro de estatística na maioria dos casos não tem versão eletrônica. A tradição de ter livros, de ter uma biblioteca é interessante, legal. Livro é livro e faz parte do que é o ser humano... eu acho que eles nunca desaparecerão e espero estar certo...

O suco de laranja

Eu já tinha ouvido gente falar que no Brasil a gente produz de tudo, mas as coisas boas são esportadas e a gente fica com o resto. Estando de volta ao Brasil eu fui procurar suco de laranja nas prateleiras do supermercado. Pois é, eu não encontrei nenhum que fosse natural, sem água, sem aditivos e tal. Enquanto que aqui no Canadá, que não tem sequer um pé de laranja, você acha fácil soco de laranja 100% natural (pelo menos tá escrito no rótulo...). Denovo eu penso nesse sistema econômico que temos onde quem produz passa fome pois dá as coisas para quem tem dinheiro...

Farmers Market

Aqui não tem feira, mas tem algo similar o Farmers Market. Igual feira no Brasil, eles estão em lugares diferentes, dependendo dos dias da semana. Ontem foi o dia do maior em Toronto e ele é aqui perto de casa. E interessante, pra ir lá eu pego uma trilha de uns 3 Km, praticamente não passo em rua nenhuma.

Eles supostamente vendem coisas produzidas aqui então dizem que é tudo muito mais fresco e saudável do que os produtos comprados no mercado, mas também é mais caro. Comer local e orgânico é mais caro (É mais barato trazer do Brasil, eita sistema econômico legal esse hein). A gente também nota que os produtos tem aparência diferente e talvez gosto diferente também. Mas indo lá você nota outra coisa - como a agricultura é limitada aqui. É estranho, por exemplo, não encontrar lá laranja, abacaxi, abacate, melancia, manga, banana, todas essas frutas tão comum no Brasil. Eu comprei uns pêssegos e ameixas mas... chegando em casa me pareceu meio difícil viver só com os produtos locais, tipo uma bananinha vai bem... eu senti falta das frutas tropicais...

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Viagem ao Brasil

Pela primeira vez aqui no Canadá eu tirei 4 semanas de férias. Eu queria voltar para o Brasil e ficar um tempinho a mais com a família. Até porque já faziam 2 anos que eu não voltava.

Voltar ao Brasil desta vez foi interessante. Eu vi coisas boas e coisas ruins. Quando a gente vive num país diferente, como o Canadá, a gente consegue avaliar melhor o nosso país, comparando com o que vemos lá fora.

O Brasil é um país legal melhor que o Canadá em muitas coisas e nem estou falando do clima. A gente tem tecnologia, temos muitos sujeitos inteligentes, temos pessoas com vontade e boas idéias, temos coisas que os estrangeiros invejam e querem imitar. Mas... por outro lado temos um povo desinteressado por coisas importantes, temos políticos desinteressados pelo povo, temos corrupção todo dia no jornal e em todo nível da administração pública e temos uma justiça que não faz nada.

Essa foi a impressão mais forte que tive ao voltar ao Brasil, um país legal onde se vive cada um pra si. São coisas que já se falava, já se sabia, mas dessa vez houve uma impressão maior, não sei, talvez por causa da percepção de que falta muito pouco para sermos melhores os Canadenses, falta apenas por a cabeça no lugar pois temos tudo o resto. E isso é frustrante quando voltamos ao nosso país, com saudades dele...



Maio Junho Julho

Nossa, nunca fiquei tanto tempo sem escrever por aqui. Não sei o que acontece, eu sempre acabo achando outra coisa para fazerr e desisto de escrever no blog. Nem vou dizer que agora vou começar a escrever denovo porque sei lá se vou...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Parece correto...

Este documentário filosófico diz que Sócrates, o antigo filósofo grego, era contra a democracia e foi condenado a morte por ingestão de veneno por isso. Uma das coisas que o Sócrates disse, segundo o documentário, é que decisões pela maioria seria algo incorreto, pois o que a maioria quer não necessariamente é o melhor. As decisões deveriam ser tomadas com base no pensamento consciente e ponderação racional das alternativas.

Achei interessante por que evidentemente é verdade que o que a maioria quer não necessariamente é o melhor. Mesmo assim a gente parece não ter outro método satisfatório. Acho que a tendência é pensar que as decisões são difíceis e sem uma clara alternativa vitoriosa no campo da razão, então acabamos tendo que apelar para a democracia. Mas eu tenho pensado diferente. Acho que a nossa natureza nos força a usar a democracia. Como todo mundo quer mandar, ter poder, decidir, fazer sua vontade, então somos obrigado a usar um método cientificamente não ótimo (talvez muito longe do ótimo na verdade, eu acho que a democracia é simplesmente um método que tem a virtudo de possibilitar que alguma decisão seja tomada de forma que mesmo os que não a aceitam fiquem calados, e não precisemos ficar em eternas discussões. Longe de otimizar alguma coisa na direção da melhor decisão). Vivessemos em um ambiente diferente onde o objetivo principal não fosse acumular capital, competir pelo lugar mais alto e tal, então imagino que talvez procedimentos mais científicos funcionariam bem...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O Casamento Real

Impressionante como a mídia daque fala tanto do casamento Real na Inglaterra. Lembro que a realeza da Inglaterra é também a do Canadá. Mas enfim, tem sido destaque na mídia, que chama os convidados de "sortudos".

Eu obviamente tô fora. Aliás vi na internet uma frase legal, mais ou menos assim: o contribuinte está pagando horrores para um casamento em que não são convidados". Eles gastam milhões de dólares e com certeza não vem do bolso deles. E cá entre nós, os monarcas não servem para muita coisa, além de ser um símbolo da não democracia. Pra mim essa galera fica grudado nesse casamento serve para mostrar como nós humanos precisamos de modelos, de ídolos, de alguém para nos dizer o que fazer. acho que para nós, brasileiros, a monarquia soa como algo que de certa forma parou no tempo, algo que pertence a história de quando o Brasil era parte de Portugal.

Mas interessante que apesar desse tamanho blá-blá-blá que tá aí na imprensa, uma pesquisa do Times mostra que perto de 70% dos que votaram "couldn't care less" sobre o tal casamento. Eu obviamente estou lá. E não preciso dizer o quanto de viés um resultado desses pode ter, mas mesmo assim é interessante ver que muita gente não tá nem aí.

Fotos sensacionais

A National Geographic tem uma página na internet que mostra uma foto por dia. Eu achei as fotos em geral muito legais. Veja a de hoje aqui e clique em "previous" para ver as dos dias anteriores...

Vida sedentária de corredor

Se você corre todo dia de manhã, isso não quer dizer que você pode ficar sentado o resto do dia e beleza... Isso é mais ou menos o que diz um estudo. Bom, mais ou menos porque eles não falam realmente em correr e porque eu tenho minhas ressalvas quanto a validade desses estudos. Mas de qualquer forma, você correndo ou não, o seu corpo não foi feito para ficar sentado por longo tempo na frente de um computador. Pensando assim não precisa muita pesquisa para convencer-me de que ficar sentado o dia todo não é bom, correndo ou não.

Sobre o estudo, vale uma nota. Lembre que eles dizem apenas 64% mais risco de morrer de doenças cardíacas mas eles não dizem qual o rico. Se uma pessoa em 100 morre dessas doenças então o risco é de 1% na população. Se você fica sentado um monte então seu risco aumenta 64% e passa de 1% para 1,64%... ou seja extremamente baixo ainda... Não estou dizendo que o risco é baixo, mas que ele depende da probabilidade de se morrer de doenças cardíacas, a qual eu não sei, mas pode ser muito pequena (ou não).

Ainda, o estudo me pareceu estar sujeito a inúmeros fatores de confundimento. Por exemplo, pode ser que quem tem mais horas sedentárias também bebe menos água e beber pouca água (não ficar sentado) causaria o aumento no risco. É só um exemplo ridículo, mas se o estudo não é bem aleatorizado e controlado sabe lá o que pode estar aí como confundimento.

E lembre que o negócio não é provado até ser replicado (e mesmo sendo replicado abra o olho).

O que sabemos sobre a nossa saúde?

Esses dias ouvi dizer que os casos de câncer estão aumentando muito nos últimos anos. Tipo, estamos com a medicina cada vez mais avançada e curando mais câncer, mas por outro lado mais pessoas estão tendo a doença. Talvz seja simplesmente porque a população está vivendo mais e doenças como essa são mais comuns em idades avançadas. Não sei, mas o sujeito que comentou isso no rádio disse que isso é provavelmente devido a nossa alimentação, comemos muitas coisas artificiais, comemos muitas coisas que a nossa evolução não nos preparou para comer nos centenas de milhares de anos que passaram.

E depois também ouvi dizer que talvez tenhamos muitas alergias porque somos muito limpos. Pois é, a pesquisadora estava dizendo que nós fomos preparados para viver no meio de germes e tal, que nosso organismo sabe se defender bem das bactérias que estão comumente em todos os cantos. O fato de tomarmos muito banho, usarmos muito desinfetantes, limparmos a nos mesmo e o ambiente me que vivemos, em 99% dos casos apenas eliminou germes que nunca fariam mal algum para nosso organismo. E pode ser pior que isso, segundo ela - o nosso sistema imunológico talvez tenha ficado fraco por não ter que entrar em ação frequentemente. Igual os músculos, se vc não usa eles perdem a força. E o sistema imunológico fraco seria uma das causas das alergias. Ela citou que só países ricos e "limpinhos" tem alergia.

Enfim, interessante. Isso está em linha com o fato que não temos realmente experimentos de longo prazo com relação à saúde. Se um novo medicamente é lançado no mercado, um novo alimento, fazem um experimento lá e não verificam nenhum efeito nas cobaias e concluem que o negócio é bom. Mas pode não ter efeito agora, ou este ano, ou no ano que vem, ou em cinco anos, mas pode ter efeitos em 20 anos. Se vc come comida com unm dado conservante, faz isso todo dia ou toda semana, qual o efeito daqui 20 ou mais anos? Isso ninguém sabe, não é estudado....

Esse Sistema

Nun dos recentes episódios do programa One Planet, da rádio BBC, eles estavam discutindo sobre três doenças que não são mais problemas para a medicina - Tuberculose, Aids e Malária.

Se a nossa civilização já consegue controlar (mesmo curar) essas doenças, porque será que milhões e milhões de pessoas ainda morrem delas? Se você está no Canadá você não vai morrer de nenhuma dessas doenças. Tipo, é coisa do passado. Nós temos a tecnologia da cura mas... esse sistema... o dinheiro é mais importante do que curar a doença! O nosso objetivo não é curar ninguem, é acumular capital. Assim dizem os Canadenses, Americanos e todo o resto do mundo (eu não vou me iludir pensando que os milhões que morrem de Tuberculose na África e Ásia principalmente iriam ajudar os outros se eles vivessem num país rico e fossem eles mesmo ricos e não tivessem a doença, pois dê a oportunidade e todos nós esquecemos dessas coisas para correr atrás da grana).

Essas e outras coisas me fazem pensar que é impressionante como estamos no caminho errado e não conseguimos ver...

A Libia, o Canadá e o Brasil

Como sabemos, uma liga de países, incialmente liderada pelos US e agora pela OTAN, está ajudando os rebeldes na Libia e derrubar o ditador Gadaffi. O sujeito é mal e entrou em guerra com a sua propria população, havendo muitas fatalidades. A idéia que se passou para os Canadenses é que tal sujeito precisa ser tirado do governo e a matança do povo da Libia precisa ser detida. Países como o Canadá acham que não podem ficar calados simplesmente olhando essas coisas acontecerem.

Mas países como o Brasil (e muitos outros) ficam calados.

Enfim, o que fazer?

Interessante que estando no Canadá eu acho que vejo as coisas de um ângulo diferente do que se estivesse no Brasil. A nossa opinião é muito modelada pela nossa imprensa. Na minha opinião a imprensa do Brasil se limita a mostrar os fatos, não questionando a neutralidade do país, e a imprensa no Canadá também não questiona muito a não neutralidade do país, e, na verdade, tem um foco no quanto mal é o ditador. Assim talvez somos levados a não questionar nada também pois faltam argumentos e a população de ambos os países simplesmente aceita a decisão dos governos.

Eu sempre fui contra a entrada do Canadá e dos outros países no conflito. Digo, contra a participação militar. Imagino que devesse haver outra forma de se resolver o caso. Talvez conversar com o sujeito ou colocar embargo no país. Talvez abrir as portas para os Libios virem para o Canadá, oferecer transporte e tal. Não sei. Eu entendo que a situação não é fácil, principalmente com o retrospecto do genocído de Ruanda, quando países ricos foram e são muito criticados por não terem feito nada. Mas ainda assim acho que a situação é diferente aqui.

E então já começam a aparecer argumentos de outra ordem. Dizem que a China tem imensos negócios com a Libia e é de interesse dos US atrapalhar o crescimento do país que está ameaçando economicamente os americanos. E a Libia tem petróleo como o Iraque. E dizem que a midia nos passam a imagem do povo protestando contra o governo ditador quando não é tão simples assim, não estamos falando de protesto e sim de rebeldes. No Egito foi protesto do povo, na Tunísia também, mas não na Libia. Apesar de termos um ditador, chamar rebeldes de protestantes talvez seja apenas uma forma de fazer a gente ficar do lado deles. E sabe-se lá mais o que. Dizem que gato escaldado tem medo de água quente e estamos escaldados por este mundo, em que(m) vamos acreditar? Eu desde o começo via com desconfiança, hoje eu penso que ainda que derrubem o ditador o país vai ficar igual o Iraque, descontrolado. Ruim com ditador, mas não necessariamente melhor sem.

Estava ouvindo no rádio um sujeito do governo da Inglaterra reconhecendo que a inglaterra dá enormes quantidade de dinheiro para países pobres porque não ajudar esses países pode custar mais caro depois. Isso é o capitaismo, não se faz nada por vidas humanas, se faz tudo por dinheiro, não se deixe enganar. Será que estamos na Libia pelas vidas humanas que são aniquiladas pelo governo daquele país? Não sei...

Enfim, nesse tempo de tantas revoltas no Oriente Médio, eu ainda acho que o Brasil faz bem em ser neutro. Talvez melhor que isso seria se o Brasil tentasse ajudar a resolver o conflito por meios pacíficos...

Sobre o livro o Oliver Sacks

E eu comecei ler devagar aquele livro que encontrei na lavanderia, do Oliver Sacks. A Mayumi comentou o post sobre o fato do título ter que ser curioso para o livro vender, e, embora ela esteja certa, o título também é verdadeiro assim como tudo o que está no livro. O livro tem muits estórias curtas que não são fictícias, são reais. Aliás eu já vi o Oliver Sacks ser criticado por contar essas estórias reais, assim, tipo, talvez pensemos que os pacientes devessem ter mais privacidade e seu problema nunca sair do consultório médico. Eu não sei, gostaria de saber mais detalhes sobre as condições dessas publicações, mas minha opinião tende para o lado de que faz-se um bem enorme para pessoas que tem esses problemas ligados ao cérebro, quando se publica textos como estes. Nós, na maior parte, não temos o mínimo entendimento desses problemas e daí acredito que vemmuitos preconceitos. Acho que certamente tratamos uma pessoa diferente e melhor se conhecemos minimamente o seu problema.

Bom, eu queria dizer que confundir a própria mulher com um chapéu, segundo o livro, realmente é algo que pode acontecer dependendo do tipo de lesão que se tem no cerebro e do local. Nesse caso interessantemente a pessoa tinha visão totalmente normal, mas não a percepção. A pessoa vê o objeto, mas não associa ele ao que ele realmente é. No caso em questão a pessoa conseguia levar uma vida normal cantando. Conforme cantava ele conseguia engrenar os movimentos e manuseio de objetos, como por exemplo ao almoçar. Ele não reconhecia uma pessoa parada, mas se ela andasse ele associava o movimento a uma música e reconhecia a pessoa, mas o reconhecimento não era pela face, era pelos movimentos! Enfim, é bastante desafiador para gente sequer entender.

O livro é cheio de estórias similares, contada de forma clinica, de forma que o livro não é engraçado, é informativo e respeita os pacientes.

Uma pessoa sem memória de curto prazo que sempre que acorda de manhã pensa que tem 20 anos e acabou de voltar da segunda guerra mundial. Tem um enorme susto ao se olhar no espeço e ver que tem aparência de 50 anos. Sempre achei desafiante imaginar alguém sem memória, tipo, qual seria o sentido da vida para essa pessoa, o que é viver para ela, é como se só existisse presente, então que tipo de consciencia da vida temos se não temos memória?

Outra pessoa que perdeu o equilibrio do corpo. Ela não sabe onde estão seus braços, suas pernas e portanto não consegue caminhar ou pegar um objeto. A menos que olhe para os seus membros. Só olhando para a sua mão ela consegue segurar um objeto e quando fechas os olhos perde o controle sobre a mão e o objeto cai.

E muitas outras estórias igualmente interessantes....

domingo, 24 de abril de 2011

História do Canadá Capítulo 17 - A Nova Ordem Industrial (1867 a 1914)

Em 2 de Janeiro de 2010, mais de um ano atrás eu escrevi o resumo do Capítulo 16 do Livro de História do Canadá que estou lendo. Vergonha de uma certa forma, mas hoje, quando lí o Capítulo 17, notei que a parada foi estratégica, sem querer ser. Isso porque o Capítulo 17 é sobre a Revolução Industrial e o Capitalismo mudando de vez o Canadá, e eu acho que aprendi bastante sobre essas coisas em 2010 - tivesse lido o Capítulo 17 antes eu talvez tivesse interpretado de outra forma.

A Revolução Industrial que começou na Inglaterra mudou muito o Canadá no final do Século XIX. Essas mudanças são fruto do domínio dos meios de produção por uns poucos que fazem todo o que fazem e produzem tudo o que produzem com o único objetivo de ganharem mais dinheiro. Eu não conheço a história de outros países bem, mas é difícil ver essas mudanças como específicas do Canadá, elas são na verdade trazidas pelo Capitalismo e o objetivo prioritário de enriquecimento. Segue alguns pontos interessante trazidos pela Revolução Industrial e Capitalismo no Canadá, segundo o livro.

Políticas Nacionais e grande crescimento do GDP - Foi um tempo de crescimento econômico astronômico, ajudado pelas políticas de proteção tarifária, construção de ferrovias e incentivo a imigração.

As máquinas a vapor derem lugar aos motores de combustão interna. Assim como desenvolvimentos em comunicação foram impressionante, como a invenção do Telefone. Transporte e comunicação ficaram mais baratos (conquista do tempo e espaço). Comoça a ser possível transportar produtos a grandes distâncias aumentando enormemente o mercado para eles.

Enorme desenvolvimento do setor secundário (indústrias). Aconteceu em duas fazes, primeiro expansão dos bens de consumo (textil, alimentos) e depois dos bens de capital (máquinas e tecnologia).

Desenvolvimento da agricultura - Grandes fazendas começaram a crescer e pequenas propriedades ficavam cada vez mais economicamente inviáveis. Famílias que eram praticamente auto-suficientes em suas terras começaram a se mudar para as cidades ou viver em condições de bastante pobreza. Nas cidades as perspectivas eram ruins, baixa remuneração e exploração. O sistema raramente favorecia os menos afortunados e começaram a aparecer favelas.

Peixe, florestas e pele - O crescimento na construção causou o corte de muitos milhões de árvore no Oeste do Canadá, que em sua maioria eram exportados para os EUA. O Salmão e o Bacalhau foram depredados como nunca. Os animais caçados para pele começaram a ficar raros e a criação em cativeiro de alguns animais começou a se desenvolver como alternativa à caça.

Recursos Minerais - O Canadá tem enormes reservas minerais. Com a Revolução Industrial a demanda por Niquel, Ferro, Carvão e Cobre ao redor do mundo cresceu e a exploração mineral no Canadá se desenvolveu como nunca.

Setor Terciário - O setor de serviços, até então inexpressivo, se desenvolveu muito como atividade de apoio ao crescimento industrial.

Conceito de Corporações - Apareceram as diferentes formas de gerenciamento e a riqueza pessoal se separou da corporativa. O dono da empresa não necessariamente gerenciava a empresa e o trabalho começou a ser dividido em etapas, com trabalhadores especializados em cada etapa fazendo trabalhos repetitivos e muito específicos. Desenvolveu se os sistemas hierárquicos de relação entre trabalhadores, as autoridades, procedimentos de contabilidade e produção e custos trabalhistas.

Sobrevivencia do mais forte - Foi nesse período que a população indígena perdeu sua importância e foi marginalizada. Entre o resto da população, vivia bem quem se dava bem no sistema, que era a minoria que possuia os meios de produção. A desigualdade social proliferou, se tornou visível com os bairros ricos e pobres, quem antes sobrevivia com seus proprios meios em sua pequena propriedade era agora encurrado e marginalizado, forçado a ir para a cidade ou a viver na pobreza. A população das cidades explodiram, principalmente com trabalhadores mal remunerados e explorados. Havia a exploração infantil e feminina. A mulher que tinha um importante papel nas propriedades rurais era agora discriminada no trabalho em industria, considerada inapta para muitos tipos de trabalhos e na maioria das vezes acabava limitada a trabalhos domésticos e tomar conta dos filhos. Crianças eram obrigadas a ajudar na suplementação da renda, com trabalhos árduos e quase sem remuneração; as indústrias faziam muito lucro com o trabalho infantil e explorava o quanto podia (note que vergonhosamente o sistema hoje é exatamente o mesmo. Não houvesse leis e mulheres e crianças e tudo mais seriam explorados na medida do possível e impossível, dado que o objetivo no sistema que vivemos é acumular capital, não é saúde, ou bem estar, ou respeito ou garantir que a espécie humana vai ter um futuro no planeta. Veja bem, nosso objetivo não é garantir que nossos filhos e netos terão um planeta, um lugar para morar, mas simplesmente acumular bens - não pense que vc está fazendo algo relevante reciclando a garrafa de refrigerante).

Capital Humano - Para a maioria das pessoas a Revolução Industrial e o desenvolvimento econômico do país não trouxe melhoras. A maioria passou a vender o seu trabalho, o seu corpo, o seu dia a dia, que antes era livre e independent. Para a maioria, o preço pago era miserável e uma vida de pobreza era a única coisa que podiam comprar.

Sindicatos - Com as indústrias e a situação de exploração cruel da mão de obra pelos donos dos meios de produção, tornou-se necessário a defesa dos trabalhadores. Movimentos sindicais começaram a serem criados mas por muito tempo eles foram menos que eficientes. Seus próprios lideres discriminavam mulheres e crianças, e nem sempre eles podiam fazer muitos, Uma pequna parte dos trabalhadores tinha acesso.

Conflito de classes - Os trabalhadores entravam em greve e estavam em constante confitos com os industriais. O estado tentou intervir, proibindo os piores excessos, mas em geral pouco fez e a extrutura do capitalismo continuou intacta. Trabalhadores imigrantes eram largamente discriminados, trabalhando em condições sub-humanas, entre os principais exemplos estão os chineses que trabalhavam na construção das ferrovias.

Embora o período tenha sido de desenvolvimento econômico para o Canadá, é evidente que a população em geral não teve o mesmo desenvolvimento na sua qualidade de vida. Hoje talvez as coisas sejam diferente se olharmos dentro do país (não veremos mais tanta miséria), mas temos que lembrar que estamos num mundo globalizado e a vida boa de alguns em alguns países custa os recursos naturis e vida de muitos outros.

O Capitulo 18 fala sobre sociedade e cultura na era da Revolução Industrial. Espero retornar logo como o resumo :>)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ranking de felicidade

O sujeito publicou aqui um mapa da felicidade baseado no twiter. Eu achei interessante a princípio mas depois notei que esse é mais provavelmente um estudo com muitos furos. A descrição da metodologia ´emuito pobre e não responde importantes questões como:

- Como saber que palavras são relacionadas à ser feliz? Tipo, acho que precisa-se uma pesquisa para saber disso, talvez vc dá um jeito de medir o grau de felicidade de alguém de acordo com alguma escala num determinado momento e segue a pessoa gravando o que ela escreve no twiter.
- Como eles diferenciam frases como "Eu estou feliz hoje" de frases como "Eu vi um bobo-alegre na rua hoje" e "Meu irmão está feliz pois ganhou um presente" ?
- Como eles levam em conta o possíveis confundimento? Por exemplo, a índia é sétima do ranking. Pode ser que a maioria da população é pobre e infeliz, e não tem acesso ao Twiter. Os poucos que tem acesso ao Twiter lá são felizes. No geral então o país seria infeliz embora se olharmos somente no Twiter vamos pensar que eles são felizes.

Enfim, pra mim uma pesquisa furada, perda de tempo... a não ser, possivelmente, que o sujeito aprendeu a escrever uns programinhas para coletar essa informações...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Podcast

Eu acho que fiquei viciado em podcasts. Desde que eu vivia no Brasil eu ouvia muito rádio, mas foi aqui que eu descobri como o rádio pode ser tão melhor do que outros meios de comunicação. Com a tecnologia apareceram os podcasts e agora a gente pode ouvir nossos programas a qualquer hora, quando temos tempo, não precisamos gravar ou colocar o relógio para despertar para não perdermos o programa.

No começo eu baixava uns poucos podcasts, tipo, só para ter algo no ipod para ouvir eventualmente quando não tivesse nenhum programa que valesse a pena ouvir. Mas o número de podcasts que eu fui baixando e gravando no ipod foram aumentando. No último final de semana foram 72 podcasts de radios como a CBC do Canada, Radio Netherlands e Radio ABC da Austrália. Eles tem programas sensacionais, culturais, que não visam doutrinar a gente para que ficamos dentro dessa caixa quadrada que é esse sistema que inventamos. São programas muito legais que não encontramos na TV.

Agora até eu ouvir estes 72 programas deve juntar mais uns 100 lá no Itunes. Eu preciso arrumar mais tempo para ouvir os programas senão acumula muito. Mas é um tempo bem gasto, e o meu conselho é que para que se vc puder, procure uns programas legais no rádio... e os seus podcasts...

O nosso Brasil

Quando eu vejo essas coisas fica muito evidente aquele sentimento de que temos um país diferente, particular, único. ..

Correndo na chuva

Pois é, o inverno se foi e a primavera chegou. Agora provavelmente não teremos mais neve, mas teremos muita chuva. Hoje eu sai para rodar a tarde, com uma chuva fina que não parava, temperatura nos 11 graus. O começo estava delicioso mas depois ficou um pouco frio pois a chuva molhou toda a minha roupa e 11 graus não é assim quente apesar de ser muito acima do que estávamos acostumado nos últimos meses. Correr de shorts e uma blusa só é algo bem diferente. Tão diferente que eu não ligava para o frio e me preocupava em escutar o som da água caindo, dos meus pés pisando no chão molhado. Foi uma corrida do tipo que a tempos eu não fazia.

De agora em diante o tempo deve só esquentar e espero aumentar a minha rodagem mensal para acima dos 200Km, pelo menos. Ontem o treino também foi gostoso, foi treino de Primavera, mas com o sol da manhã. O sol era forte e claro, mas não esquentava muito o frio que estava perto dos zero graus. Mas pegar o sol de ontem e a chuva de hoje foram coisas diferentes, quebrou a rotina do frio e do escuro, da neve no chão. Tudo muda muito e todo mundo fica ansioso esperando os dias quentes...

domingo, 3 de abril de 2011

É melhor fingir que não viu

Esses dias um colegal colocou dois artigos bem interessantes (mas não novos) na nossa lista de estatística. São artigos como esse, esse, esse e esse. E há muito mais. Estes são artigos que falam sobre a quantidade enorme de publicações em revistas científicas que se baseiam no teste de significância e são furadas. Se um jornalista publica uma coisa furada, bom, até que entendemos o que acontece. Mas se importante revistas científicas estão cheias de artigos com testes estatísticos e conclusões inválidas então eu acho que já são outros quinhentos.

Na minha opinião são dois os principais problemas - 1) Muita gente que não sabe estatística usando a estatística e avaliando os artigos e 2) Os próprios interessados fazendo os testes. Existe a galera que condena a teoria dos testes, mas eu não iria tão longe apesar de reconhecer que eles tem suas limitações, mas que eu vejo como limitações apenas, isto é, se você sabe o que está fazendo você sabe das limitações e portanto pode tirar proveito do métodos sem ter conclusões problemáticas.

Dizem que uma saída seria criar umas regras que obrigam os pesquisadores a disponibilizarem tudo sobre o experimento antes do experimento ser feito. Eu acho qe isso poderia ajudar mas acho que o problema não acaba se mantermos o pesquisador interessado fazendo os seus experimentos. O ideal seria se o experimento pudesse ser conduzidos por pessoas que entendem de experimentos e não tem interesse no assunto. Mas enfim, estamos longe disso.

Lá na lista o nosso amigo se mostrou espantado pois não obteve comentários em seus artigos. E isso foi a razão inicial que me levou a escrever este texto. A razão porque ninguem comenta pra mim é simples e é a mesma porque ninguem comenta sobre o nosso estilo de vida insustentável e o mal que a nossa civilização causa ao planeta e a tantos seres humanos. É melhor fingir que não escutou, que não viu, que não sabe de nada e continuar vivendo a nossa boa vida pois não temos coragem de encarar a solução. Todos os nossos trabalhos e publicações depende do tal do "estatisticamente significante" então o que vamos fazer da vida se esse negócio na verdade não diz muito? Melhor seguir o caminha das águas...

quinta-feira, 31 de março de 2011

Livros na Lavanderia

De vez enquando, quando levo a roupa para lavar nas máquinas que ficam lá no subsolo, encontro livros em cima da mesa. São lde moradores do prédio que querem se desfazer dos livros. Na maioria das vezes são livros de ficção que não me interessam, mas eu sempre dou uma olhada neles, não consigo resistir.

Uma vez, porém, tinha lá um monte de livro de Química, principalmente Química Orgânica. Eu sou um mero estatístico, mas um estatístico curioso e confesso que por pouco não trouxe para cima uns dois ou três livros daqueles. Estavam praticamente novos e eram modernos.

Hoje porém, eu encontrei um livro do Oliver Sacks lá, um autor que sempre tive curiosidade de ler. Ele escreve estórias ligadas ao cérebros, acho que muitas vezes ficção, mas ligadas a problemas mentais reais. O livro que estava lá chamava "O homem que confundiu sua mulher com um chapéu". Eu não resisti e trouxe o livro... Espero um dia ler...

Eleições no Canadá

Primeiro a galera do noticiário tava falando da briga da oposição para conseguir informações detalhadas sobre uns projetos de lei a construção de presídios, compra de aviões militares e corte de certos impostos corporativos. E isso se estendeu desde o final do ano passado até agora. Então o lider do parlamento declarou que o gabinete estava em contenção do parlamento. Significa que eles estão impedindo ou atrasando o parlamento na sua tarefa de votar os projetos, nesse caso o problema era que o partido conservador, da situação, não dava informação necessária que eram os detalhes dos gastos. Da contenção do parlamento foi rapidamente para a moção de Não Confiança, que foi aprovada pelo Parlamento, significando que o Parlamento não confia mais no Primeiro Ministro, e daí a saída é novas eleições.

Pra mim foi muito estranho que praticamente do nada foi decidido no final de Março que haveria eleições federais em Maio. Equivalente a eleições presidenciais no Brasil, dado que o resultado pode ser a troca do Primeiro Ministro.

O que eu achei interessante foi essa sensação que por tão pouco eles já estão possivelmente substituindo o Primeiro Ministro. Tão pouco para quem está acostumado com o Brasil, onde político faz muito mais coisas erradas e ficam lá no cargo numa boa. E lembrei dos nossos mensalões que todo mundo acha coisa comum...

quarta-feira, 30 de março de 2011

O que fazer com os livros

Outro dia a galera tava falando no rádio sobre o que fazer com os livros quando temos muitos. Na verdade eu não peguei o programa inteiro, peguei apenas uma pequena parte. A questão é que muitas pessoas como eu compram mais livros do que conseguem ler. E aí os livros se acumulam. Eu acho que já comprei uns 50 livros desde que cheguei no Canada. A questão é que chega um ponto que você não sabe o que fazer, tipo, os livros começam a atrapalhar. Ao mesmo tempo que a gente não quer se livrar deles, a gente também percee que é um desperdício de espaço pois nunca vamos ler ou reler a maioria dos livros.

Eu nunca fiz nada com os meus livros que eu já li, ou com aqueles que eu meio que sei que nunca vou ler. Mas no rádio falaram de fazer doações para bibliotecas públicas, bibliotecas de hospitais, escolas. Não sei se esta é sempre uma opção, tenho a impressão de que a galera não aceita qualquer livro, depende do tipo, do estado de conservação e tal.

Numa época em que os livros digitais estão dominando o mercado e que ter uma biblioteca em casa não é mais como antigamente, o que você faz com seus livros?

domingo, 27 de março de 2011

O que os homens pensam além de sexo?

Essa foi me enviada pelo Henri. Segundo o email dele o livro "What every man thinks About Apart From Sex" tem sido um sucesso de vendas. Eu dei uma olhada rápida na internet e pelo menos outros dois livros em brancos já foram publicados. Claro que um negócio desses só pode ser uma piada, mas ainda assim, e ainda imaginando que seja uma boa piada (o que não é o caso no meu ponto de vista), é interessante notar todo valor que as pessoas dão a isso, tornando o "livro" um best seller.

sábado, 26 de março de 2011

As formigas e nós

Uma nova pesquis amostrou que as formigas tem uma organização formidável. Em especial a pesquisa mostrou que as formigas cortadeiras de folhas quando jovem tem as mandíbulas muitíssimo afiadas, de forma que é muito fácil para elas cortarem folhas. Mas quando a formiga fica velha a sua "tesoura" fica mais ou menos cega e cortar folhas se torna algo mais trabalhoso. O que elas fazem, então, é mudar de profissão, elas passam a carregar folhas.

Dizem que nossa sociedade, que de uma certa forma discrimina, ignora e coloca de lado os mais idosos, deveria aprender com as formigas. Não é porque eles não podem fazer algumas coisas que eles não podem ser úteis para a sociedade, talvez deveríamos mudar eles de profissão, como fazem as formigas...

The Coconut Revolution

Esse é um documentário sobre a luta do povo da ilha de Bougainville contra as cooporações mineradoras e contra o domínio de Papua Nova Guiné. Como acontece raras vezes, os nativos, que são deslocados pelas atividades mineradoras que roubam suas terras, lutam e expulsam os invasores. Eles derrotam os exércitos Australiano, da Nova Zelandia e de Papua Nova Guiné, e ainda sobrevivem com êxito a um embargo imposta à sua ilha que impede qualquer suprimento de chegar na ilha. Os conflitos terminaram em 1998, mas infelizmente parece ainda hoje a situação ainda não está resolvida, com a Companhia mineradora querendo voltar à ilha.

O que é interessante para mim neste documentário é a forma descarada como os nossos interesses econômicos se sobrepõe qualquer outro interesse. Se minerar cobre e ouro dá dinheiro então isso justifica a invasão da terra dos nativos, a destruição do ambiente e dos rios locais, da cultura e da qualidade de vida de um povo. Isso não e o que acontece em Bougainville, mas acontece em todo lugar (por exemplo, neste outro documentário sobre a mineração do Uranio, onde o ambiente dos nativos Australianos é destruido). Na verdade o roubo das terras dos povos nativos pelos Europeus tem acontecido há tempos e tempos, mas é impressionante para mim que ainda aconteça no mundo de hoje. Que espécie de civilização somos nõs afinal?

Obs - O nome do filme é engraçado, mas tem tudo a ver. Assistindo ao documentário somos levados a acreditar que a vitória que a população nativa impôs aos forasteiros não teria sido possível sem o côco. Eles fazem de tudo com o côco, que é abundante na ilha.

Frio denovo

Nos últimos dias do Inverno a temperatura subiu e eu voltei a correr mais. Mas logo que passamos para a Primavera caiu uma neve daquelas que vimos pouco mesmo durante o inverno. Tudo ficou brando e a temperatura despencou. Eu parei de correr e até hoje ainda não voltei. De manhã estava nos 10 negativos e sabe como é, nesta altura do campeonato não estmaos mais afim de frio, já tinha começado a correr de shorts e dá aquela agonia ter que por a calça novamente. Resolvi não ir correr hoje, como ontem e anteontem. Amanhã estará frio ainda e eu estou desconfiado que se for esperar a temperatura subir acima de zero para eu poder por shorts então vou demorar para correr novamente... E vamos tentando empurrar o Inverno para ele ir logo...

sábado, 19 de março de 2011

Lixo no meio do Oceano Pacífico

Existe uma área no Pacífico Norte onde a concentração de plásticos é muito acima da média. Isso acontece por causa das correntes marítimas que aprisionam o lixo lá, e o plástico não entra em decomposição rapidamente. É interessante pensar que não a nossa poluição aqui no continente vai em parte parar tão longe e ter efeitos que a gente nem imagina.

E existe um sujeito que propõe usar todo o plástico de lá para fazer uma ilha. Segundo os seus cálculos daria para se ter uma ilha do tamanho do Havaí. Acho a idéia ridícula, mas pelo menos isso nos dá uma idéia melhor do quando de plástico tem na área, que alguns estimam ser do tamanho do estado de Amazonas.

Os esperados treinos de sábado

Nos sábados o ambiente muda. Correr é diferente. Nos sábados de primavera eu posso planejar a corrida para encontrar o sol nascendo no meio do caminho. E o treino mais longo para chegar em casa cansado, com fome. Nos sábados e domingos eu posso voltar pra cama depois de correr e tomar o café da manhã...

sexta-feira, 18 de março de 2011

A midia e o Japão

A gente olha o que acontece no Japão e fica aterrorizado com a ameaça da radioatividade. Esse é um momento em que é bom se informar antes de formar opiniões. Eu acho que a mídia é uma importante fonte de informação, mas nem sempre confiável. Eles muitas vezes são sensacionalistas e exageram, outras vezes são desinformados e não colocam a gravidade da situação. Aqui estão duas situações interessantes.

1 - A emissora de TV e rádio CBC tem uma página especial para as pessoas fazerem doações para o Japão. Mas na mesma emissora, nessa entrevista com uma representante da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) parece claro que não é dinheiro o que o Japão precisa. A MSF não está pedindo doações pois eles não estão certos se vão conseguir gastar. Ela diz que o Japão é um país de primeiro mundo que tinha plano de emergência para essa situação e que estão pondo esse plano em prática juntamente com muitos recursos. A MSF tem feito um papel secundário, de apoio, com membros que vivem no Japão e não estão solicitando ajuda de membros internacionais. Enfim, essa galera toda doando grana, será que eles precisam ou é fruto do sensacionalismo da mídia? Interessante pensar que os MSF não estão pedindo ajuda financeira em um terremoto com tantas fatalidades onde o papel do médico é crucial.

2 - Entrevistaram uma Canadense que estava no Japão e acabou de chegar em Toronto (eu não achei o link). Ela disse que o que mais a espantou foi a diferença na cobertura dos acontecimentos pela mída. No Japão parece que está tudo bem, a mídia parece não estar divulgado os acontecimentos de forma tão dramática como aqui. A interpretação foi de que a midia Japonesa parece estar escondendo os fatos. Eu acho que essa é uma situação interessante para pensarmos no impacto da mídia na nossa opinião, digo, no enorme impacto. Seria o sensacionalismo Canadense a melhor estratégia para o Japão? Seria a mídia Japonesa que está divulgando menos do que devia ou a Canadense superdivulgando? É interessante a percepção de que os Canadenses parecem estarem mais com medo do problema da radioatividade do que os próprios japoneses, o que eu vejo como uma diferença cultural...

Tudo mudando

Hoje a temperatura chegou nos 14 de madrugada, mas durante o dia caiu para baixo dos 10 graus. Lá fora tudo é diferente, já ouvimos muitos pássaros, já não vemos mais neve, e tem alguns gatos pingados que se aventuram a sair com camiseta de manga curta.

Eu comecei a pedalar para o trabalho, a sentir o gostinho da bike novamente. Peguei a trilha para encontrá-la diferente de quando a larguei, em Dezembro. Estava muito úmida, com barro formado pela neve que se derreteu. Estava diferente, clara, com as árvores sem folhas. Os animais voltando, muitos pássaros cantando, eu vi um esquilo. muita folha em decomposição no solo.

É interessante como a mudança de estação, principalmente Outono para Inverno e Inverno para Primavera, são tão marcantes. Todo mundo fala em primavera, todo mundo fala sobre o tempo, final de semana com sol e 4 graus é um "great weekend". O Canadense nota a passagem das estações não menos que os brasileiros. É interessante como eles também prestam tanto atenção e falam tanto sobre as estações, como se fosse novidade para eles.

A temperatura vai cair um pouco novamente mas acho que agora ela dificilmente vai ficar abaixo de zero, dificilmente vamos ver neve novamente. Que venha o calor e o sol e todas as delícias da primavera!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Eita, e vamos pedalar denovo!

Hoje combinei com meu colega, ele desceu lá do prédio dele, fomos para a garagem, ele pegou a bomba dele e enchemos o pneu da minha bicicleta! Pois é, o tempo está esquentando e já não se vê neve no chão de Toronto, já dá para pedalar novamente, com segurança e eu não vejo a hora de começar a pedalar para o trabalho. Minha bike com o pneu cheio, se nada der errado amanhã será o primeiro dia...

Para dar tempo de se despedir da galera

A estória começou meio repugnante, o sujeito tinha um trabalho completamente diferente. Sempre que havia um homicídio, um suicídio, ele era a pessoa que ia lá limpar a cena. Sabe como é, nessas situações tem sempre uma investigação, é contra a lei qualquer um chegar lá e remover o corpo, tem que ser alguém qualificado para o serviço.

E nesse trabalho ele lidava com a morte todos os dias, limpava a cena na casa dos outros, sempre em situações trágicas, onde o momento chegava de forma repentina, inesperada, para a pessoa que partia. E de tanto fazer isso ele se acostumou, era um trabalho como outro qualquer.

E eis que no final ele se abriu e mostrou um de seus desejos - "Eu quero morrer devagar. Pode ser um câncer. Algo que me dê tempo. Eu quero encontrar a galera, quero ter tempo para me despedir de todo mundo, falar com todos os meus amigos. Assim partirei feliz. Morrer derrepente é muito trágico. Você vai quando ninguém espera e isso torna as coisas difíceis para eles. Você simplesmente vai e não se despede dos entes queridos, é muito injusto...".

Ok, eu achei que ele tem um bom argumento aqui. A gente sempre tem medo da morte e todo mundo fala que quer ir derrepente, num acidente, sem sofrer e tal. Isso faz as pessoas próximas
sofrerem mais, quer com a perda quer com todos os outros problemas que uma situação dessa tras. Enfim, eu nunca tinha pensado muito nisso...

Chuva e primavera

Outro dia que amanheceu chovendo e eu me molhei todo no treino matinal. Mas pelo menos tem estado menos frio, hoje fez 3 graus enquanto eu corria. Depois de dois meses com treinos muito esporádicos e lentos parece que estou melhorando e o tempo está ajudando. Vamos ver se esta animada faz as coisas voltarem ao ritmo do ano passado...

domingo, 13 de março de 2011

Mais um livro

Eu terminei de ler o livro "Confessions of an Igloo Dweller: Memories of the Old Arctic". É um livro das memórias de James Houston, onde ele relata principalmente suas experiências com os Inuits e a sua arte. Ele foi uns dos que trouxeram a arte Inuit para o nosso mundo. O livro fala muito da cultura Inuit, da forma com que eles vivem, da organização da sociedade deles, mas tudo de um ponto de vista de alguém que morou com os Inuits, não de um estudioso antropologista.

Também estou terminando de ler outro livro de Houston "The Ice Master", que conta a estória de caçadores de baleias que frequentemente passavam longos períodos no Ártico, onde viviam em contato com os Inuits. O livro é uma ficção que mostra novamente a sociedade Inuit e também um pouco das aventuras dos caçadores de baleias há mais de 100 anos.

Acho o estilo de vida Inuit muito interessante para fazer-nos pensar no jeito que vivemos. Vivem no gelo, trabalhando arduamente todos os dias, dividindo tudo e às vezes passando fome pela escassez da caça, comem carne crua, enfim... Ficamos logo chocados com a vida que eles levam, mas então eu pergunto: seriam eles menos felizes do que a gente? A tecnologia que temos, o nosso sistema econômico, cultura, tudo é fruto da nossa busca pelo poder, não pela felicidade. Enfim, é interessante pensar nisso e eu vou parar por aqui...

Day Light Saving Time

Hoje começou o tal do "Horário de Verão" aqui, que eles chamam "Day Light Saving Time". Também não faria sentido dizer horário de verão, com o frio que está fazendo. Mas os dias estão certamente muito mais longos do que nos 4 ou 5 meses que se passaram. Começando o treino às 5:15 da matina eu já terminava com o dia meio claro, coisa que a tempos não acontecia. Mas agora com a mudança do horário eu volto pra escuridão... E apenas 2 horas atrás do Brasil agora, até eles terminarem o horário de verão deles, quando estaremos apenas 1 hora atrás...

Aliás é impressionanate como a galera desconhece o Brasil, ou pelo menos onde ele fica. Muitas vezes eu pego a galera pensando que o fuso horário é muito diferente, perguntando se eu tenho que me adaptar a diferença de horário e tal. Eles também muitas vezes não se tocam que Janeiro é verão pra nós... Eu tenho a impressão que o Brasil é um país muito desconhecido comparado com a sua importância...

sábado, 12 de março de 2011

Anarquismo

Dizem que o petróleo vai acabar e o mundo pode degringolar para o anarquismo. A fome vai pegar, revoluções vão estourar e Países com mais alimentos serão invadidos e desestabilizados também, governos cairão (opa, parece que esse já começou...) e no final das contas a estrutura política do mundo não existirá mais, existirão apenas comunidades rurais que podem se autosustentar. Isso talvez seja um tipo de Anarquismo.

Não que eu acredite no parágrafo acima, eu acredito que podemos estar numa encruzilhada onde dificilmente alguém pode saber o que vai acontecer. Mas eu estava caminhando para casa com meu amigo que mora no prédio do lado e a gente tava falando sobre o Anarquismo. Ele me perguntou como seria possível viver sem governo, sem lei, sem estrutura, simplesmente não teria jeito, viraria um caos.

É verdade que seria um caos, mas isso não quer dizer que não seja possível. Eu penso nos inuits e esquimos, o povo nativo que vive no artico. Eles, a meu ver, vivem num sistema meio que anárquico, onde eles dividem tudo, até mesmo o conjuge. Eles praticamente não tem posses, até porque não há muito o que se ter lá no Ártico, e os recursos são tão escassos que se eles vivem cada um pra sim vão ser extintos. Mas enfim, a questão é que é possível, memos que a gente não consiga ver isso, e a gente não consegue ver simplesmente porque na nossa sociedade não é mais possível sem drásticas mudanças. Mudanças culturais.

Aí imaginar um sistema anarquista, onde a cultura e valores são diferentes é algo bem interessante. Nós temos dificuldade de imaginar e aceitar coisas diferentes do que temos. Por exemplo, achamos que errado amarrar uma bomba no corpo e se explodir, ou viver numa ditadura, ou viver como inuit no Polo Norte, ou comer carne de cachorro. Mas isso é simplesmente porque a gente nasceu e cresceu nessa sociedade com certos valores específicos, se tivéssemos nascido China acharíamos normal comer coisas que achamos estranho, por exemplo.

Eu disse ao meu amigo que não é possível para a nossa sociedade, nesse momento, mas que na minha opinião isso não queria dizer que o Anarquismo não fosse possível, ou mesmo não seja uma coisa boa. Na verdade pelo que entendo existem inúmeras teorias anarquistas, com certeza umas melhores que as outras. Eu sinceramente não sentiria muita falta dos nossos governantes... Enfim, eu acho um assunto interessante num tempo onde mais e mais se critica a nossa forma de governo e a nossa sociedade consumista e até a nossa democracia...

Semana chuvosa

Essa semana choveu muito, a temperatura subiu para cima dos zero graus e nada de neve. Com isso eu acabei praticamente não correndo. A chuva levou quase toda a neve embora, exceto onde tinha uns montes maiores. Assim dá aquela impressão que a primavera está chegando, que o frio vai passar. Quem sabe né. Esse ano eu não parei de correr no inverno, corri mais de 100Km em Janeiro e Fevereiro, mas tem sido muito mais complicado que o ano passado pela maior quantidade de neve e chuva. Assim esperamos mais ansiosos pela primavera, pelo tempo onde poderemos voltar a correr nas trilhas, sem neve no chão, de shorts. Embora ainda seja frio, a temperatura acima de zero não se compara com aquela abaixo de zero e nisso a chuva é um bom sinal. Hoje de manhã não choveu depois de uns 4 dias muito molhados. Mas a cidade estava molhada, o que eu gosto. O ar limpo, as calçadas limpas, vi o sol nascendo sobre o lago. Hoje a noite começa o "Horário de Verão" aqui. Tudo trás boas expectativas, e ansiosidade, mas é bom lembrar que o inverno ainda não acabou...

O metrô e eu

Eu sempre odiei ir de metrô para o trabalho, pois de manhã ele está sempre lotado. Embora os ônibus lá na superfície são de qualidade incomparável com os de São Paulo, o mesmo não acontece com o metrô. Assim eu raramente pego o metrô para o trabalho, ao inves disso eu vou caminhando.

Mas eis que naquele dia eu tive que pegar, estava chovendo e aí fica complicado caminhar distâncias maiores. Eu entrei no metrô com meu radinho ligado e distraído pelas notícias eu peguei o trem errado. Logo eu estava indo para o Norte ao invés de ir para o Sul e sem poder ouvir o rádio que não funciona no túnel. Descobri o meu erro imediatamente e desci na próxima estação, mudei de plataforma e esperei o próximo trem.

Ele chegou lotado, aqueles lotados da estação Sé, com a diferença de que na estação onde eu estava ninguem descia do trem para abrir espaço para a gente entrar. Enquanto alguns se expremiam no calor hmano do vagão, eu dei risada, e esperei o próximo trem com a maioria da galera.

Mas o próximo veio do mesmo jeito e assim foi com o terceiro e quarto trem. No sistema de som a galera do metrô pedia desculpas por problemas técnicos que estavam causando atraso nos trens. A cada novo trem que chegava uns poucos entravam, mas a multidão da galera que esperava na estação por um trem mais vazio só aumentava.

Não era por frescura, mas talvez pela frustação com o sistema que eu esperava. Eu não achava que tinha que entrar naquele tipo de trem para chegar na hora em um lugar onde o meu trabalho dá mais dinheiro para "os chefes" do que para mim. Passado uma hora, 15 trens depois, eu ainda estava lá. Nesse ponto eu prestava mais atenção no meu rádio e no comportamento do ser humano ali na estação do que qualquer outra coisa.

A mulher com o carrinho com o seu bebê esperou por uns 8 trens até ela resolver forçar a sua entrada num deles e, claro, com o carrinho do bebê as coisas ficam um pouco mais fácil pois a galera quer ajudar. A senhora de cabelo grisalhos aparentando 90 anos, que chegara ali um pouco depois de eu chegar, esperava pelo menos tempo que eu, mas ela parece que não se divertia tanto com nenhum rádio ou olhando outros passageiros. Uma outra garota enorme, daquelas que precisam de espaço para três, também já tinha deixado passar mais de 10 trens, assim como eu. Eu imaginei que as pernas dela iriam colapsar em algum momento. Mas eu não esperei.

Depois de 15 trens eu resolvi andar para o trabalho, já que a chuva também tinha diminuido. Na saída eu pedi o meu dinheiro da passagem de volta, disse ao sujeito que não consegui pegar o tren então não tinha razão para pagar a passagem. Ele disse que infelizmente eu teria que conversar com o "atendimento ao consumidor" não sei onde. Eu agradeci ele pelo excelente serviço e segui para o trabalho, na liberdade da calçada molhada, agora com o prazer de andar uma estação a mais já que eu tinha pego o trem errado... (obs - não é ironia!).

Mesmo em uma cidade como Toronto muitos não tem opção senão ir de carro. E sem perspectivas de mudanças...

A Wikipedia é rápida hein

Eu estava dando uma olhada na Wikipedia para ver o que eles falam sobre os Tsunamis, dado as impressionantes imagens do Japão, quando constatei que já existe um artigo sobre o atual terremoto. A galera não perde tempo...

sábado, 5 de março de 2011

Molhado

Sabado não tem jeito, tem que correr. Afinal sábado é sábado. Acordar um pouco mais tarde, correr e ver o sol nascer... Mas hoje estava chovendo, dois graus... e lá fui eu. Não estou assim tão em forma, me preparei para um treino curto. Na verdade ultimamente os treinos vão até onde der, principalmente os do final de semana.

Na rua a chuva caia fina, mas o sufiuciente para molhar e eu estava pingando depois de uns 15 minutos. Mas aí já estava aquecido, não tem frio contanto que você não pare de correr. Estava gostoso, mas aos poucos meu tenis molhava e minhas luvas também. As mãos são mais prablemática do que todo o resto pois elas esfriam, e se as luvas molham a 2 graus as mãos esfriam legal. Mas eu sou macaco velho e continuei. A chuva derretia a neve deixando apenas os grandes montes que demoram para desaparecer. Eu parei com 7 Km pois as pernas não estavam lá estas coisas, eu me senti cansado e faz um certo tempo que a corrida tem que ser gostosa senão eu paro, acho que assim é sinônimo de saúde...

Algumas estações de metrô e eu estava embaixo do chuveiro. Eu gosto do passe mensal que você pode comprar em Toronto, assim você se sente livre para correr até onde quiser e pegar o metrô/ônibus de volta, não vai custar mais mesmo. Fica menos monótono do que os loops que começam e terminam em casa.

Nos últimos dias, com o derretimento da neve, eu fiquei com a quela vontade de andar de bike. E depois da corrida, tomado banho e cheirosinho, eu resolvi ir na feira. Eles chamam de "farmers market", eu tô traduzindo para feira. As feiras aqui praticamente desaparecem no inverno, pois elas vendem produtos locais e sabe como é né, aqui não se produz muito localmente. Mas tem uma que não para, ela funciona o ano todo, eu resolvi ir lá.

O melhor caminho para chegar lá, no meu caso, é por uma trilha, praticamente não pego asfalto nenhum, apenas uns 3 Km de trilhas. As trilhas são largas e bem cuidadas e no verão são ótimas para bicicletas. Mas no inverno... ah, no inverno elas praticamente fecham pois ninguem fica limpando a neve e aí fica complicado andar nas trilhas, seja a pé ou de bike. COm a chuva e o aumento da temperatura boa parte da neve na cidade desapareceu, as ruas estão limpas e eu não tinha muita idéia de como estaria a trilha, mas não custava conferir.

A entrada da trilha é uma enorme descida, eu pedalei 20 metros e fiquei indeciso se continuava ou não, encostei e parei para pensar. A neve pisada da trilha havia virado gelo. Sem chuva é ok para andar, mas não muito agradável, pois o chão fica muito irregular, igual barro que todo mundo pisa e depois fica lá no sol e endurece. Só que por causa da irregularidade, dá para andar, não escorrega muito. Mas se chove, imagina gelo molhado, fica muito liso. Só não fica totalmente liso porque tem lugar que derrete o gelo e aparece o chão, outros lugares o gelo está misturado com pedra, folhas, ramos, outros lugares tem ainda neve não pisada nas beiradas, enfim, tudo isso fazia com que ainda fosse possível andar de bike, de certa forma, na trilha. E eu resolvi continuar, seria uma experiência nova e diferente.

Naquela descida inicial enorme eu meio que aprendi a controlar a bike no gelo, tipo, indo devagar, nunca brecando a roda da frente, não fazendo curvas e estando preparado para pular fora... Mas foi tudo bem, só que a trilha continuou e o gelo não melhorou. Eu aprendi que descidas não são assim tão ruim, mas subidas são impossíveis simplesmente porque você pedala e a bike não sai do lugar. Em lugar nenhum eu podia por força no pedal pois a roda de trás patinava e daí para perder o equilíbrio era um passo. Havia também lugares planos, onde a neve havia derretido em algum ponto no passado, formou um mini lago, depois congelou denovo e aí não estamos falando de neve pisada, de gelo irregular, estamos falando de gelo totalmente liso onde nem a pé você escapa de levar tombos. Eu desci da bike num desses laguinhos congelado no meio do caminho e procurei um jeito seguro de passar caminhando.

Foi depois da primeira subida que eu cometi o meu primeiro erro. Eu estava pedalando no lado esquerdo da trilha e notei que o lado direito estava limpo, a neve tinha derretido, dava para notar que todo mundo estava passando por lá (todo mundo que eu digo são as pessoas que caminham na trilha, acho que nenhum mané vai ir de bike lá...). A vontade de ir pro outro lado foi tanta que eu virei o guidão gentilmente, devagar, esperando cruzar a faixa de gelo sem maiores problemas mas não foi o que aconteceu. A roda da frente deslizou e lá fui eu para o chão.

Depois dessa cheguei no mercado tranquilo, não tinha muita coisa lá, comprei apenas algumas maçãs, peras, dois pães grandes, coloquei tudo na mochila da bike e resolvi voltar. A volta era mais subida do que descida e eu voltei por outra trilha, mas foi terrível e eu não vou contar os detalhes. Tive que parar várias vezes para empurrar a bike, e outras vezes não teve jeito, eu fui para o chão. Você está devagar e tal, o pneu escorrega no gelo, você não consegue manter o equilíbrio, mas tudo bem, você tá devagar, simplesmente coloca o pé no chão... mas não adianta colocar o pé no chão, o gelo é liso para o seu pé também. Você coloca o pé no chão mas continua o seu movimento retilineo quase uniforme para frente e vai terminar inteiro no chão. Eu sei que eu já estava me divertindo e tinha até perdido o medo de cair...

Mas cheguei em casa tranquilo, todo molhado é claro, mas acabou sendo bem legal... Infelizmente não vale a pena ir nesta feira pois eles tem muito pouca coisa lá, sem contar que é mais caro do que no mercado, pois é tudo orgânico. Este negócio de comer orgânico tá pegando por aqui, não tanto pela saúde, eu acho, mas por ser sustentável. Idealmente, para salvarmos o planeta, teríamos que comer comida produzida localmente entre outras coisas, mas... não tem jeito de alimentar Toronto com coisas locais pois é muita gente e tem 6 meses de inverno, enfim, se o planeta depender disso já era. Há, deixa eu fazer uma correção aqui, não é salvar o planeta, é salvar a nossa espécie (não sei se merecemos muito...). O planeta está salvo de qualquer forma, se detonarmos ele agora acho que muito certamente daqui uns milhões de anos, coisa pouca para a idade da Terra, tudo vai ter voltado ao normal, só nós que não estaremos lá...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Pelo menos um post em Fevereiro

Opa, eu não escrevo aqui desde janeiro, santa vergonha... Pior, passar um mês inteiro sem escrever...

Mas coisas tem acontecido, acho que não escrever não significa falta de assunto. Este Fevereiro foi um mês onde eu acabei usando meu tempo livre para ler, estudar, ver documentários... Não sei se isso justifica, no entanto. Mas talvez eu possa agora fazer uma rápida retrospectiva do mês.

Corridas - FOi um mes devagar, mas passei dos 100Km. Em geral não me senti com preparo físico para correr, digo, os treinos foram curtos e vários me deixaram cansado. Hoje não foi excessão, treino na neve fresca, muito difícil, de 12Km. Eu dei uma mudada no percurso, tenho ido muito para o centro da cidade, para a margem do Lago Ontário, pelo menos assim evito subidas. Não foram muitos os dias sem neve no chão e vários dias estiveram muito frio, dias em que geralmente eu desisto do treino. Mas acho que correr em média 3Km por dia não é assim tão ruim, então estou satisfeito, mas querendo melhorar em Março. No meio do mês eu senti uma dor nas costas que também me deixou sem correr por uma semana, mas não foi uma dor grande igual eu senti há dois anos.

Entretenimento - Fomos patinar no gelo, eu com dor nas costas e acabou que só a Lika realmente tentou. Tentou, mas pelo jeito foi realmente complicado, a gente vendo parece fácil... Eu fiquei do lado de fora, mas estamos querendo tentar nos matricular em um curso de patinação no gelo que começa no final de Março. Fomos na galeria de arte, cinema e algumas outras coisas... E as corridas, vi o lago muitas vezes, com uma camada de gelo em certos lugares, dias que estava parecendo o Oceano Artico com aqueles flocões de gelo espalhados pela superfície do lago, eu sempre me divirto correndo perto do lago congelado, parece sempre ser novidade.

Documentários - Assisti vários, inclusive um muito longo sobre a Guerra Fria que foi tirado do YouTube agora. Eu fico sempre impressionado como a gente faz tanta coisa pelo poder, pelo dinheiro. Eu tenho ouvido muito documentários/programas de rádio também, eu acho que o rádio é mais informativo que a TV. A rádio CBC do Canada, Rádio BBC, Radio Netherlands, Radio ABC da Austrália, eles tem programas sensacionais que a gente não conhece porque estamos tão liganos na Internet/TV. Não assisti muitos filmes, sem ser cinema, se é que assisti algum.

News - Muita conversa sobre os levantes no mundo dos ditadores, Tunísia, Egito e Libia, quem será o próximo? A midia Canadense está muito ligada nesses acontecimentos. EU acho interessante com certeza, mas acho que tudo isso não resolve os problemas do mundo, não sei nem se vai amenizar a situação nesses países...

Livros - Eu tenho lido mais também, acho que isso tem me impedido de escrever mais aqui. Tipo, se estou em casa e tenho um tempinho acabo pegando um livro ao invez de escrever aqui. Acho que estou usando menos a internet num certo sentido (para comunicação/ entretenimento). Alem de livros relacionados à estatística eu tenho lido livros relacionados ao Norte do Canadá, uma região fascinante com certeza.

No mais acho que Fevereiro passou rápido, como tem passado muitos meses....