quarta-feira, 31 de julho de 2013

Polícia e polêmica

Um estória controversa está se desenvolvendo em Toronto - policiais atiraram e mataram um garoto de 18 anos que estava com uma faca num streetcar (aqueles bondinhos de transporte público) equanto pelo menos duas câmeras filmavam o evento. As imagens acabam sendo revoltantes porque mostram policiais atirando contra um garoto que estava sozinho, com apenas uma faca, e dentro de um streetcar, impedido de fugir, enquanto não ameaçava diretamente ninguém. Por causa disso tem havido passeata na cidade e muito controvérsia em relação ao que a polícia fez. 

Acho que precisamos tomar cuidado antes de julgar os policiais, mesmo com tanta evidência de que eles exerceram força mais do que devia. Não sei, vai que o sujeito ameaçou que tinha uma arma e que ia sacar ela, sei lá. Mas o que se vê no vídeo apontam o contrário, apontam uma ação covarde de um moleque cercado e dominado sendo morto pela polícia, e isso é o que todo mundo está vendo. Ajunta-se a isso o fato de que a polícia de toronto não tem imagem muito positiva, principalmente depois do excesso de agressão no G20 uns dois anos atrás. 

Tem bastante polêmica neste caso específico, que inclusive faz lembrar outros casos com envolvimento da polícia, mas saindo um pouco da linha principal da discussão, dois pontos são interessantes:

- Hoje em dia tudo é filmado. Se por um lado não temos privacidade, e qualquer coisa que fizermos pode ser filmada e ir parar na internet, por outro lado nesse mundo onde a sociedade não funciona e vivemos cada um para si, câmera em tudo quanto é mão parece algo interessante. Eu acho também interessante que vivemos em um tempo em que tudo muda tão rápido e é difícil prever as consequências dessas mudanças. Tipo o fato de todo mundo ter uma câmera, é algo que só alguns anos mais a frente vamos poder olhar para trás e analisar as consequências disso, se boas ou ruims.

- Foi um único policial que atirou no garoto. O policial provavelmente não era criminoso. Minha impressão é que seja como for, e apesar de mater ser algo extremamente grave, o policial provavelmente já esteja pagando por isso. Provavelmente vai continuar pagando pelo resto de sua vida, se foi uma coisa desnecessária. Eu imagino que poucas pessoas de bem conseguem viver bem tendo na cabeça a memória de ter matado alguém sem necessidade, uma pessoa jovem que tinha a vida pela frente, ter causado mal à família e à sociedade. Na verdade o policial já foi identificado e pelo jeito a ficha caiu e ele está meio em choque. Por um lado justiça precisa ser feita para que isso não aconteça nunca mais, supondo ter sido realmente algo desnecessário. Mas por outro, parece que o sujeito já está pagando por isso e vai continuar talvez para sempre, seria necessário mais ainda? Acho que não necessariamente, precisamos de alternativas, e de deixar certos tipo de punição para criminosos. Mas a população exige mais, exige punição, exige justiça. 

Eu não sei, eu acho que policiais vivem situações difíceis e de risco. Ao mesmo tempo têm uma profissão que dá a eles poder, o que todo mundo busca, todo mundo deixa o poder subir a cabeça. Então eles precisam ter um treinamento especial, e mais que isso, precisam ter uma cultura, sei lá, superior à da população. Não é algo simples, mas é algo que precisa ser feito provavelmente mais do que é.

domingo, 28 de julho de 2013

Ferrugem e Osso

Esse é um filme bastante interessante, francês, que eu assisti há pouco tempo. É sobre deficientes físicos.

Uma coisa que me vem a cabeça frequentemente é que se os deficientes físicos andassem nas ruas igual os não deficientes, então veriamos muito mais deles, e conheceríamos mais também. Isso acontece porque a proporção em que eles existem é muito maior do que a que vemos nas ruas. Por exemplo, dis-se que a proporção de descendentes de japoneses na população Brasileira é cerca de 0,7%. A proporção de cegos parece ser um assunto polêmico (essa página diz que o IBGE sub estima enormemente a proporção de cegos em 0,075%, dado que a média mundial é 0,6%). Eu não fucei muito, mas achei esse relatório da OMS dizendo que a proporção de cegos nas américas é 0,35%, o que é ainda muito abaixo de todos os outros lugares, exceto Europa. Eu não sei, dados os número sda OMS, os do IBGE parecem muito baixos até porque não há muita razão para esperar que o Brasil tenha mais ou menos cegos do que outros lugares, e há razões de sobra para penstar que o IBGE sub estimaria tal população - eles não são fãceis de serem encontrados, de serem entrevistados e tal.

O meu ponto é que a gente vê japonês toda hora na rua, eu que o diga, mas muito raramente vê um cego. Claro que deve ter um viés aí de eu estar falando do Estado de SP onde tem mais do que esses 0,7% de japonês, mas mesmo assim. Acho que isso meio que mostra o problema de acessibilidade que os deficientes fisicos enfrentam, e consequentemente o estigma que acaba surgindo, ou pelo menos a imagem de eles serem diferentes, tratamos eles diferentemente e tal. Eu acho que não só a sociedade não trata bem os deficientes físicos, mas nós mesmos como individuos não temos idéia de como tratá-los e o fazemos de forma errada, pela ignorância que a falta de convivência com eles nos dá, ou sei lá, talvez preconceitos também.

O filme é sobre uma mulher que perdeu as pernas mais ou menos na altura dos joelhos. É interessante como para a gente que é normal (em termos de pernas), mesmo ver a imagem das pernas da mulher causa um certo mal estar, afinal é algo que fica sempre escondido de todo mundo. Mas o filme mostra, e eu acredito que o ponto do filme, uma situação onde uma pessoa sem perna é tratada com naturalidade, por um sujeito que não tá nem aí para as pernas dela. Para mim isso foi brilhante, talvez pela minha falta de contato com deficientes, mas é uma coisa que nos faz pensar e nos dá um pouco do conhecimento que não temos.

Por exemplo, outro dia, bem cedo, eu ia atravessando a rua no sinal vermelho, dado que não tinha carro nenhum. Quando eu tava chegando do outro lado um cego ia começando a atravessar a rua no sentido contrário, também no sinal vermelho. Meio que por instinto eu gritei pro sujeito "Calma aí cara, tá vermelho..." e fui correndo lá perto dele "Vamos esperar um pouco..." e na espera ele começou a falar que estava chuviscando e ele gostava de sentir as gotas d'água, que gostava desse tipo de dia... e eu perguntei como ele havia perdido a visão. Ele disse que não sabia se tinha perdido, uma resposta meio enigmática, mas que eu interpretei como que ele tivesse nascido daquele jeito. Voltando para casa eu pensei que provavelmente eu tinha feito a coisa errada, ele provavelmente não queria, não se sentia bem e não precisava de ajuda para atravessar a rua. Mas tudo bem, como eu ia saber, tipo foi meio por instinto de minha parte. Mas a questão é que a gente coloca um cego em uma posição inferior à nossa e assume de bate pronto que ele precisa de ajuda, que é um coitado infeliz. Em uma sociedade onde conviver com cegos fosse comum provavelmente pensaríamos diferente. Depois de assistir o filme eu volter a pensar sobre o cego e agora me culpando por ter lhe perguntado sobre sua condição. Que importância tem como o sujeito ficou cego? Talvez tenhamos curiosidade para saber, mas é sem dúvida uma pergunta que foca muito na deficiência do sujeito, colocando ele como diferente de uma forma negativa.

Acho que temos um desafio de superar a falta de informação e o estigma (que inclui problemas mentais) e ver os deficientes como iguais, tratá-los como tal.

sábado, 27 de julho de 2013

Correndo de novo

Depois de um tempão parado hoje eu rodei 7 km. Tudo começou com a onda de calor que tivemos, em um mês que eu já tava devagar. Mas o calor estava tanto, mesmo de manhã, que tinha pulado alguns dias. Depois continuou com uma semana de bastante trabalho, quando eu acabei ficando até mais tarde alguns dias, ou fazendo coisas em casa até mais tarde. Se eu durmo meio tarde eu acabo não acordando tão cedo, aí já é meio caminho para não correr.

Mas vamos ver como vamos daqui para frente. Hoje foi um treino legal, devagar mas que eu não parei por 7km, nem mesmo em semáforos. Eu geralmente não corro sempre no mesmo rítmo, dou uma forçada, depois ando, depois corro lento, vai meio aleatoriamente, dependendo do que dá na cabeça.  Não que eu ache isso errado, pelo contrário, eu tenho a impressão às vezes, que é saudável colocar alta intensidade no meio do treino ao invés de correr mais, mas devagar e consistente. E assim foi hoje, consistente, devagar.

Terminei no mercado, de volta para casa e agora tomando café da manhã...

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Turistas

Depois que eu mudei de trabalho eu comecei a ir de vez enquando almoçar no num lugar chamado "Big Fat Burritos", que vende ums burritos grande. Esse lugar não é o típico restaurante que você encontraria em Toronto, pois ele fica localizado no Kensington Market, onde o comércio as lojas são parecidas com as do Brasil - estabelecimentos abertos, perto da rua, calçada estreita, ruim de andar, tudo parecendo muito informal. Mas eu sempre achei legal o lugar, inclusive não só almoço mas faço outras compras lá.

Depois descobri que o lugar é um dos pontos turísticos de Toronto por ter conservado o estilo mais tradicional e ter lojas diferentes e tal. Então comecei a reparar que qualquer dia que você vai lá, você vê muito turistas na rua.

Agora no verão o Big Fat Burritos parece um barzão, todo aberto mas sem ser na rua. Tem aquelas janelas grandes aberta estilo daqui, onde vc senta perto e fica vendo a galera passar do lado de fora, mas ainda assim pertinho de você. Do outro lado da rua tem uma pintura na parede enorme, que eu não sei bem o que é pois o outro lado da rua é meio longe para os meus olhos... Daí sempre que vou almoçar lá, como hoje, eu não posso deixar de notar as pessoas parando com câmera e tirando foto daquela pintura na parede que para mim não é muito mais do que um pixe colorido. Para mim fica aquele contraste do morador local, como eu, que acha tudo normal e rotina, com o turista que fica de boca aberta com coisas que a gente despreza.

Acho que o contraste tem um significado interessante, o de que nós frequentemente damos muita importância ao que realmente não tem importãncia. Aprendemos a depender e valorizar o que não tem realmente utilitdade ou valor. Talvez seja natural de nós, com nossa sede de conhecimento, adorar tudo que é novo, mas situações como estas parecem tão patéticas...


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Dia a dia

- Mãe! Eu sei o que significa aquele sinal. Significa "Pare!". Eu também sei o que significa aquele outro sinal. Significa "O carro não pode ir naquela direção".
O garoto de uns 3 anos apontava o sinal de transito através da janela do bondinho (transporte público), enquanto olhava os carros. A sua mãe sentada no banco ao lado, mexendo no iphone.
- Mããããeee! Eu sei o que significa o sinal. Significa que o carro não pode ir naquela direção. Mas os carros estão indo naquela direção... Mããããeee...
- A mãe no Iphone.
- Os carros não podem ir naquela direção... eu sei o que significa aquele sinal - apontando para fora do bondinho.
- A mãe superocupada.
Eu olhava o garoto com o prazer que a gente tem de presenciar as crianças descobrindo o mundo com perguntas inocentes. Tirei os olhos do garoto pro um momento e olhei pela janela, seguindo o indicador do garoto; lá fora o sinal de trânsito aparece mais uma vez, mostrando que era proibido descer a rua na direção que o nosso bondinho e muitos outros carros estavam descendo. Era uma  seta cruzada na diagonal por uma faixa vermelha, não tinha erro. "Que raios aquela placa está fazendo lá!!?" pensei, já confuso. E eis que aparece outra igual! Quase em frente a minha casa e eu nunca tinha reparado.
- Mãããããe, eu sei o que significa aquele sinal! Não pode ir naquela direção! Mããããeee!
- A mãe no Iphone. Provavelmente respondendo uma pergunta sem importancia de alguem tambem sem importancia.
- Desci do bondinho pensando na placa, meio sem jeito por saber que eu não sabia mais do que o garoto sobre aquela placa.

No primeiro momento eu imaginei que fosse para os carros que vinham na rua perpendicular, dizendo que eles não podia entrar na avenida onde passa o bondinho. Mas então deveria ser uma seta com um ângulo reto, não uma seta reta. E depois eu vi que não tinha rua perpendicular. Na seta perto de casa o que tem é a garagem de um predio do outro lado da rua. Quem está saindo da garagem vê a seta lá do outro lado da rua, dizendo para ele que, tipo, ele tem que sair para a direita, do lado que ele está, não pode ir para a esquerda do outro lado da rua. Isso faria certo sentido se no meio da avenida não tivesse os trilhos do bondinho, que é elevado em relação ao asfalto, e nessa perto de casa tem o ponto do bondinho, com grades e tal. Ou seja, nem dá para sair à esquerda, nem que o sujeito saindo da garagem quisesse. A não ser que ele saia a esquerda, mas na pista da direita, na contra-mão. Isso seria maluco, só se o sujeito estiver dormindo. Mas sei lá, talvez alguem já fez isso, e então colocaram o sinal?

E até hoje vejo essas placas e lembro do garoto que tentava entender o sinal, e lembro de sua mãe que ainda deve estar no Iphone. E então eu tento denovo entender o sinal...


terça-feira, 23 de julho de 2013

Juventude que conta

Dados os recentes protestos da galera no Brasil contra o governo, o Ipea publicou este artigo que tem como fonte uma pesquisa publicada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, que tem em sua página uma "versão mais completa" dos resultados da pesquisa. É uma pesquisa sobre que áreas o Brasileiro considera importante. Aliás, nessa versão mais completa tem um gráfico de barras horrível.

Eu geralmente gosto de olhar a metodologia das pesquisas para tentar ter uma idéia do quanto os resultados são válidos do ponto de vista de ser uma amostra da população.

Mas não achei metodologia nenhuma. A única coisa que achei foi um link dizendo que a pesquisa foi feita nos moldes de uma pesquisa feita pelas Nações Unidas. Basicamente, a meu ver, a pesquisa não tem metodologia e nãol emprega nenhum esforço para garantir qualidade da amostra e dos resultados. É melhor então dizer que a pesquisa é igual uma feita pela ONU. Interessante, não, você tem duas opções: (1) coloca a metodologia com suas virtudes e problemas em algum lugar de fácil acesso ou (2) fala que copiou a metodologia da ONU. Note que a opção (1) é em geral negativa pois ao que parece a pesquisa foi feita pela internet e é aberta a todo tipo de falta de controle e viés. Mas a opção (2) resolve o problema maravilhosamente, citar a ONU passa a ser positivo, imagina a ONU, então tem boa qualidade! Mandou a sujeira para debaixo do tapete e de quebra ainda fica bem na fita se ligando à reputada ONU.

Eu acho que a informação viesada tem sido muito problemática no mundo atual, em termos de enganar, de controlar, manipular, desinformar e tudo mais. Uma organização como o Ipea devia dar o exemplo. Eu não acho que a pesquisa seja ruim, inútil, que tenha que ser descartada, mas eu acho que devia haver mais clareza quanto a metodologia e suas possíveis consequências. Quando um artigo desses é colocado na internet, todo mundo tem acesso mas apenas uma minoria entende a parte mais técnica e vai atrás de entender metodologia e tal. A maioria provavelmente toma o resultado por verdadeiro, ainda mais tendo o logo do Ipea por trás.

A pesquisa parece ter sido feita pela internet. Só de saber isso, eu ficaria com o pé atrás pois me parece que muitos desses resultados podem ser razoavelmente afetados por isso. Existe uma população no Brasil que não tem acesso a internet e uma outra que mesmo que tenha, não responderia uma pesquisa dessas, talvez por não se sentirem confortáveis, por não frequentarem a página onde a pesquisa foi publicada, por naõ gostarem de pesquisa, sabe-se lá mais o que. A questão quanto são esses indivíduos e  como eles responderiam essa questão. Será que eles também acham educação prioridade? Será que eles também colocariam acesso a internet lá embiaxo na lista?

Enfim, ao inves de pensar no leitor e passar informação correta e educar, a preocupação é com conquistar leitores e Facebooks likes e retweets.


domingo, 21 de julho de 2013

BrazilFest

Hoje teve um festival Brasileiro aqui, que eles chamam de BrazilFest. É tipo uma festa num parque, onde instalam umas tendas lá e vendem produtos Brasileiros, especialmente comida Brasileira, das quis se destacam a coxinha, picanha, churrasco e feijoada. Andamos uns 5Km até o local e chegando lá comemos um arroz com feijão e espetinho de carne, tentando matar a saudade da comidinha. Tinha muita gente, em especial muita gente falando Português, o que às vezes soa estranho; acho que a gente anda todo dia na rua com o ouvido preparado para ouvir Inglês, e se alguêm fala Português a gente já percebe logo, e se muita gente fala Português a gente já começa ver se a carteira ainda está no bolso. Brincadeira. A gente fala estas coisas mas na verdade é legal ir nestes festiva e estar entre Brasileiros, a gente vai em quase todos. Este é um dos maiores, acho que tem pelo menos outros dois em Toronto, um deles na época da Independência do Brasil.

Depois de comer damos uma rodada pelo local, bastante gente mesmo, música Brasiléira, muita criança também. E ficamos cansados, pegamos o bondinho de volta para casa. O vverão aqui é bom por causa dessas coisas...

sábado, 20 de julho de 2013

Dia a dia

- Eu estava lendo essa estória "No Nível" que fala sobre um sujeito que andava inclinado igual a Torre de Pizza, mas não percebia isso.
- Interessante, mas porquê isso acontecia?
- Ele tinha mal de Parkinson. A doença é degenerativa e algumas pessoas perdem o sentido de equilíbrio. Nessa estória o sujeito começou a usar um nível de pedreiro para saber quando ele estava fora do nível.
- Nossa, deve ser difícil...
- Não sei. Interessante que a doença chama Parkinson. Igual Alzheimer tambem.
- Ué, a doença fica com o nome do sujeito que descobriu ela, nada de mais.
- Eu acho injusto. Ele descobre a doença e tem que dar o seu nome para a doença? Quem vai gostar de ter seu nome associado a uma doença sem cura, degenerativa?
- É assim que funciona...
- Eu acho que quem decobre a doença deveria  ter o privilégio de poder dar para a doença o nome de uma pessoa que ele não gosta, por exemplo, um inimigo. Ou algum nome feio. Depois, quando descobre a cura, aí sim dá o seu nome.
- Acho que você tá precisando de férias....

LIvros no lixo

Ontem eu saí do trabalho um pouco mais tarde pois estava tentando resolver um problema num programa. Saí mais tarde sem conseguir resolver o dito cujo. Lá do décimo segundo andar olhei a cidade, ainda sol mas com nuvens escuras no horizonte, carros passando lá embaixo na rua, mas fora isso silêncio, o hospital vazio, todo mundo já tinha queimado o chão.

Parei no lixo reciclável para jogar o meu copode café de papel. A lixeira é fechada, você tem que parar, abrir a tampa, jogar o que tem que jogar, fechar a tampa. Eu joguei o copo ao mesmo tempo que vi que estava cheio de livros lá dentro! Já parei para dar uma olhada melhor. Ninguem por alí me vendo, eu comecei a fuçar.

Eram todos livros de psicologia, bioquímica, psiquiatria e... estatística. Eu já não me surpreendo quando descubro livros de estatística naquele ambiente, pois é um centro de pesquisas e praticamente toda pesquisa envolve estatística de um jeito ou de outro. Livros novos, exceto por estarem no lixo. Tinha uns dois ou tres livros sobre assuntos que eu me interessava. Pensei em levar e lembrei do meu e-reader, onde tenho uns 1000 livros, e da minha estante onde tenho uns 100 livros. Só uso o e-reader, a estante está largada às moscas e muitos dos livros na estante também estão no e-reader. Pensei denovo, joguei o livro de volta no lixo e saí pensando no quanto as coisas mudam, eu certamente pegaria os livros há uns 5 anos atrás. E há uns 15 anos atrás, eu pegaria todos eles, mesmo se estivessem sujos de café.

E 5 ou 15 anos não é tanto tempo assim.  No passado, o livro, o papel era a única forma de transmitir conhecimento eficientemente e seria difícil imaginar bons livros jogados no lixo. E pessoas curiosas como eu tendiam a adorar livros, e o livro ganhou esse valor que era tanto e que agora é difícil de nos convencer que aquilo no lixo realmente não vale muito, hoje em dia as pessoas simplesmente usam o google. Talvez no futuro os livros, mesmo os eletrônicos, que são relacionados a pesquisa, livros acadêmicos, estas coisas, talvez eles desapareçam. Imagine se a galera para de comprar livros, se eles começam a ir na internet para tudo, e se o conhecimento começa a ser organizado na internet de uma forma diferente de livros, de uma forma que você vai lá e acha o que quer, e se você não entende você acha fácil o que precisa estudar para entender. Isso já é realidade para coisas como softwares, por exemplo. Eu não uso mais o manual do software em papel. Sempre tem uma versão em PDF, e para dizer a verdade procurar a resposta para a sua questão na internet geralmente é mais eficiente do que a versão em PDF.

Enfim, os livros ficaram lá.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Dia a dia

- Nossa, eu tenho tomado 3 banhos por dia por causa do calor.
- Realmente, acho que o aquecimento global está mostrando os dentes...
- Mesmo? Você acha que a gente está causando o Aquecimento Global?
- Não a gente. Pessoas como você, que comem muita melancia.
- Haha, você ficou maluco, o que a melancia tem a ver...
- Ué, você sabe qual a proporção de água na melancia? 99%.
- ?
- A melancia tira água do ambiente, quanto mais melancias, menos água no ambiente e mais água nas melancias.
- ok...
- Você já viu o deserto? É um ambiente com pouca água. É calor pra burro....

Que calor...

Já que o Augustão perguntou eu vou falar do calor. A temperatura tem ficado entre 30 e 35 no meio do dia, mas com a umidade eles falam que a sensação térmica é de 45 graus. Esse negócio de sensação térmica não é algo que a gente falava muito no Brasil, mas aqui sempre mostram temperatura e sensação térmica.

Quando saio lá fora na hora do almoço é realmente bastante quente. Só de andar um pouco a gente começa suar e não tem coisa melhor do que entrar num lugar com ar condicionado. É realmente um ponto em que o calor é ruim, desagradável. O nosso apartamento não tem ar condicionado (a gente jogou fora o que tinha) e não é fácil, tipo dá vontade de ficar no trabalho até mais tarde. O consumo de sucos, água e de melancia aumentou muito lá em casa. No Canadá as casas são fechadas, tipo, não dá para escancarar a janela e deixar o vento entrar. Com isso fica muito quente dentro de casa.

Agora, eu não sei se é percepção apenas ou o que mas parece que nunca tinha feito tanto calor assim desde que eu tinha vindo para cá. Não sei o que está acontecendo. Outro dia eu ia saindo do trabalho e me deparei com o calor e imaginei um tempo no futuro, de calor escaldante, em que a gente vai conseguir ficar 20 minutos apenas fora de construções com ar condicionado. Tipo, a civilização vai ter que se esconder do calor para sobreviver. Nesse tempo haveria poucas árvores e muita agricultura de estufa. E o principal projeto científico seria o de construir um ar condicionado que esfria também do lado de fora das construções. Nesse tempo a galera quando vê fotos dos antepassados esquiando pensa que são fotos da lua Titan de Saturno.

Não sei, vamos ver o que acontece. Eu nunca quis tanto viver uns 200 anos só para ver o que acontece.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Jejum de corridas

Nossa, depois de 5 dias se correr, hoje eu fui correr novamente. Era para sentir descansado, inteirão, mas qual o quê, eu tava quebrado. E para ajudar o calor aqui tem estado insuportável, eu fico todo suado só de ir para o trabalho de bicicleta, na descida. Vamos ver se entro na linha e corro mais...

Na madrugada

Coisas que você vê se correr antes das 5h em Toronto:

O sujeito do jornal com o porta-malas aberto, ajeitando a carga.
O funcionário da prefeitura que joga água nas plantas na rua.
E outros funcionários da prefeitura que limpa as lixeiras publicas que ficam na rua.
Raramente, muito raramente, outro corredor.
Um racoon revirando o lixo.
Aspersores molhando os jardim, as ruas, eventualmente você.
Mais galera da prefeitura recapeando as ruas.
Semáforos que ficam mudando de cor para nenhum carro.
Caminhões de entrega de mercadoria nas mercearias.
O sujeito do cachorro quente aprontando o seu carrinho.
O sujeito lavando o chão do mercado 24h.
A avenida vazia, que você corre no meio e se sente numa maratona. Como falta os outros corredores da maratona, você se sente o lider.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O mundo definido por fronteiras

Quando eu vim para o Canadá eu quis fugir de uma cidade grande, quis conhecer o mundo, ganhar novas experiências e aventuras, aprender falar Inglês, aprender mais estatística, ter mais segurança. Para isso abri mão de muitas coisas, tantas que na verdade não penso que abri mão e penso em voltar um dia. Lembro das palestras em São Paulo onde Canadenses faziam propaganda, maketing mesmo, propaganda exageradas sobre o Canadá. O ponto é que eles faziam, e fazem de tudo para atrair imigrantes, escolhem somente os com mais estudo, com mais condições e quando essas pessoas chegam aqui estão pronta para o mercado de trabalho, formada com recursos dos outros países e "roubadas" descaradamente desses países. Obviamente só vem para cá quem quer, alguns ganham muito com isso, outros perdem, mas o Canadá como um todo só ganha. Em outras palavras, o Canadá não é um país bãozinho ao qual temos que agradecer e nos sentir superior porque viramos Canadenses, é um país interesseiro, como outros, que quando atrai imigrantes não pensa nas consequências disso para os outros países que perdem essas pessoas tão qualificadas, países que precisam dessas pessoas para se desenvolver. Se o Canadá quisesse ajudar pessoas, deveria aceitar Brasileiros pobres, que estão passando necessidades, não os que já estão bem de vida no Brasil, por exemplo.

Essa foi sempre a minha visão, apesar que eu nunca liguei muito para isso já que para mim o mundo deveria ser sem fronteira e você ser Brasileiro ou Canadense não deveria ter importância alguma. Só que o mundo não é sem fronteira e o nacionalismo existe e causa guerras e tudo mais. O Canadense não é racista em geral e aceitam e tratam muito bem imigrantes, mas sempre houve uma sensação largada no ar de que no fundo não é bem assim - O Canadense é orgulhoso de seu país, como também o Brasileiro, e não acha legal esse negócio de sujeitos de outros países virem morar no país deles e se aproveitarem de tudo que eles contruíram (claro que estou generalizando e nem todos são assim ou assado). Não é difícil visualizar essa situação, mas veja que isso é o oposto do que eu escrevi acima, dado que são eles (Canadá e Canadenses) que estão se aproveitando dos imigrantes e dos países de ondem eles vêm, da necessidades que esses imigrantes têm, da falta de opção que eles acham em seus países.

Mas essa aversão à imigrantes não é aparente, não afeta ninguêm diretamente, apenas paira no ar. E todo esse contexto que eu dei acima é para comentar essa notícial onde três sujeitos não querem jurar lealdade à Rainha da Inglaterra (que também é rainha do Canadá e de outros países como Austrália). a aversão a imigrantes fica clara nos comentários, embora eles naõ sejam uma amostra representativa e com certeza podem na verdade representar uma minoria. Nas minha cabeça comentários do tipo "se você quer ser cidadão Canadense tem que aceitar essas regras, senão volte para onde veio", que aparece muitas vezes, aliás quando eu li eram a maioria, carregam um racismo inaceitável. Especialmente porque a monarquia é discutida e rejeitada por muito Canadense. Ou seja, você pode falar que acha que o juramento deveria ser feito, e depois questionado, mas não é uma situação para tanta agressividade e desprezo, isso para mim mostra sim mais do que a discordância com a situação em particular, mas a aversão à imigração em geral.

Infelizmente ainda somos ligados fortemente ao nosso país, infelizmente as nossas fronteiras e cultura ainda nos faz pensar que somos de alguma forma melhores do que outras fronteiras ou culturas, que cada um deve viver com os seus. Infelizmente esse é o tipo de valores que nos levam a incerteza de que as futuras geraçãoes terão um planeta. Eu cada vez mais penso que para salvar o planeta é preciso primeiro destruir as fronteiras, e ainda estamos longe disso.







Dia a dia

Posts com o título "Dia a dia" vão ter estórias curtas que gosto de escrever, às vezes reais, às vezes não mas na maioria das vezes pelo menos baseado em algo real, geralmente para soltar a mente, sem intenção de criticar ou tirar onda, talvez estórias sem pé nem cabeça... Espero que tenha mais de uma estória...

O sujeito na rua olha de um lado para o outro, sol, calor e uma cadeira de rodas na calçada. Ele me para, óculos escuros e sol, eu mal consigo ver o rosto dele, o ritmo do movimento continua, a gente na esquina.
- Ok...
- Nós somos da Cruz Vermelha...
- Não perca seu tempo comigo,
- Não, você é simpatico, óculos escuros, tem pinta de quem se importa com os outros.
- Cruz Vermelha... eu não gosto de vermelho... acho que vocês poderiam ser Cruz Branca. Porque vermelho?
- Ok, não importa, a gente está em todo país ao redor do mundo, ajudando pessoas necessitadas, vivemos de pessoas como você que nos dão contribuições mensais...
- Sei, prefiro dar uma olhada no Website de vocês, dar uma pensada...
- Mas eu estou aqui, pode perguntar qualquer coisa, não precisa ir no Website...
- Porque vermelho?
- Então como eu ia dizendo, estamos empenhados em salvar vidas, vamos fazer um cadastro, você faz contribuição mensais, vem aqui, qual o seu nome?
- Eu não carrego o Cartão de Crédito.
- A gente pega o seu telefone e liga depois para pegar o número...
- Eu não tenho telefone...
- Email?
Coloco a mão na testa, tentando esconder o sol para ver o sujeito, ele está de roupa escura, mas não consigo saber se é vermelha ou o quê.
- Eu vou dar uma olhada no Website, tenho certeza que lá tem algum link para quem quer contribuir, preciso tirar o time...


Aquecimento Global

No começo da semana teve uma chuva em Toronto daquelas que não se vê a muito tempo. Derrepente tudo aquilo que se vê na TV parecia estar acontecendo aqui. Trens parados por causa de águam inundando os trilhos, queda de eletricidade por dias em boa parte da cidade, inúmeros edifícios com problems de inudação (inclusive o que eu trabalho), carros nadando em água, interdição por tempo indefiniddo da praia porque o esgoto vazou no lago Ontario. E assim uma semana depois da chuva ainda está se falando da chuva.

Isso veio logo depois de uma inundação de proporções nunca vista na cidade de Calgary. Isso em uma semana com muito, muito calor, e muita chuva.

Para alguns isso parece consequencia certa do aquecimento global e podemos esperar mais e mais pela frente. Mas para outros como eu, mudança no clima parece ser algo tão grande que é difícil acreditar, mas já acreditando. Assim eu ainda me pego perguntando se realmente temos provas que não estamos apenas dando mais importancia ou olhando mais aos eventos climáticos por causa das conversa de aquecimento global, e isso nos faz notar muito mais os eventos climáticos mais extremos. Só que não parece haver dúvidas, é simplesmente que é muito maluco para acreditar.

A segunda questão, se o aquecimento é causado por humanos, é mais difícil de provar mas mais fácil de acreditar. Embora outras explicações sejam possíveis, é complicado imaginar que elas iam coincidir com um período onde destruímos tanto o planeta e mudamos tanto tudo, e continuamos no mesmo passo. Simplesmente faz todo sentido pensar que do jeito que a nossa civilização vem se desenvolvendo, com a prioridade aos bem materiais e consequentemente ao saqueamento do planeta, ia chegar um ponto onde a porca ia torcer o rabo e a gente ia ter que ir morar na lua. É impressionante pensar que os filmes de ficção científica sobre futuro parece estar virando realidade...


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Semana da pesca

Está terminando a semana da pesca em Toronto. Não é nada muito badalado e aliás acho que muito pouca gente fica sequer sabendo. Parece que o que há de mais significativo nesta semana é que qualquer um pode pescar mesmo sem ter licença. Em outras semanas você precisaria de licença para pescar, apesar que não sei o quanto as autoridades fiscalizam isso.

O que achei interessante foi quando o sujeito falou no rádio que mesmo aqui dentro de Toronto, nesses rios que são iguais o Tietê em São Paulo em termos de tamanho, se pega bons peixes, tipo salmão. E que muita pouca gente pesca hoje em dia, e que o nível de poluição das águas geralmente não é preocupante. Bom, eu não sei quanto ao nível de poluição, mas acho que o simples fato de ter peixe, e ter gente que pesca já diz muito em comparação com São Paulo onde pescar no Tietê ou Pinheiros é inimaginável.

Outro fator interessante é essa tendência de as pessoas pescarem menos e menos. Como se a galera de hoje, vivendo nesse mundo artificial cheio de parafernalha eletrônica, estivesse cada vez menos ligada ao mundo natural, se distanciando dele, desconsiderando ele. Mesmo em uma cidade grande como Toronto, com rios com peixe cortando a cidade, vc dificilmente vê gente pescando. Interessante não.

terça-feira, 9 de julho de 2013

A queda de uma lenda

A derrota do lutador Brasileiro Anderson Silva neste fim de semana tem dado muito o que falar. O problema foi que ele não só foi nocauteado, mas foi nocauteado quando estava zoado do outro lutador. A minha primeira reação foi de vergonha, tipo "tinha que ser brasileiro...".

Os Brasileiros parece terem ficado todos muito bravos e decepcionados, tipo "foi brincar e desrespeitar o adversário e se f****...". Para quem é fã, a sensação foi de traição, tipo a galera foi até Las Vegas para ver o sujeito "entregar a luta".

Quem não é fã dele e não via hora de vê-lo perder tem a visão de que o nocaute foi devido ao adversário ser realmente melhor e não tem essa de ter entregado a luta. Tipo, ele tem feito a mesma coisa em outras lutas e ele não tava brincando nem desrespeitando, aquilo era estratégia que não funcionou dessa vez.

E existem muitos outros pontos que quem segue de perto o esporte vai mencionar, como o fato de o Anderson parecer não querer mais ser campeão, não ter mais vontade de lutar, de ele ter deixando o adversário segurar o cinturão antes da luta, de antes da luta mencionar que não importava se ganhasse ou perdesse, de ele dizer antes da luta que o resultado perfeito seria ele perder, tudo isso ele fala pela primeira vez; tem o fato de a derrota ser pelo menos teoricamente super bem vinda pela organização já que abre a possibilidade de uma nova luta entre os dois que todos vão pagar para ver, enfim, tem muitas coisas em jogo. Isso tudo gerou diferentes pontos de vistas e muita polêmica, principalmente porque o Anderson é considerado o melhor lutador que já existiu e não só não perdia desde 2006 como pouquíssimas vezes esteve sequer em apuros, suas lutas sempre pareceram muito fáceis.

Eu sempre procurei não ter ídolos, e nesses momentos chega a ser engraçado ver a religiosidade com que as pessoas defendem seus pontos de vista, seja ele teoria da conspiração, seja luta entregada, seja que o resultado foi justo. Tudo isso levado e incentivado pela mídia. Eu deixei de lado a decepção que tive no começo por logo ter visto que isso tudo é muito polêmico e ninguém realmente sabe de nada e não vale a pena eu perder tempo tentando adivinhar qual é a do Anderson, que nem sabe que eu existo. Vale a pena pensar e ter uma opinião, mas não brigar por ela quando tudo são suposições e crenças, ninguem tem prova de nada... Mas acima de tudo, é difícil para eu esquecer que tem muito dinheiro envolvido nisso tudo, e tem muita gente jogando com o povo, com a mídia, tem muita gente ganhando muito dinheiro e controlando muitas outras pessoas. Para mim entrar em discussões muito profundas sobre isso não é só perda de tempo, é cair no jogo deles.

O barulho existe em todo evento e falar bobagem para atrair o público é algo que ninguem nem esconde; mas não precisa, o publico não liga que muito do que falam, mesmo muito do que o Anderson fala, é simplesmente promoção de luta, é simplesmente formas de atrair o público e ganhar mais e mais dinheiro. O barulho enorme que está havendo reflete o sucesso das estratégias para atrair mais e mais gente para os eventos. Mas eu acho que o jeito que o Anderson se envolveu nessa derrota ainda é digno de um "tinha que ser brasileiro", nem que for pelo jeito que acabou, pela polêmica gerada, pelas aberturas deixadas para o questionamento de seu caráter. Eu prefiro continuar sem ídolos, como um observador de fora, tendo as minhas opiniões mas não morrendo por elas, estando consciente de que ter opinião é aprender mais do que crer.






Demolição silenciosa

Interessante esses japoneses. Eles inventaram um jeito de demolir um prédio inteiro sem que a gente perceba muito. Minha primeira impressão foi que é extremamente caro, comparado com implodir o negócio. Mas segundo o sujeito nem todos os prédios podem ser emplodidos, então... é interessante ver se isso pega, dado que evidentemente esconder a demolição implica em extra custos e aí vc já viu né...


sábado, 6 de julho de 2013

MMA e salários

Eu tenho acompanhado mais ou menos as lutas do UFC e hoje tem a luta do Brasileiro Anderson Silva contra o Americando Chris Weidman. Do nada começou uma falação grande sobre a luta, e muita gente falando que o Brasileiro vai perder. Isso é algo muito esperado por algums, pois Anderson Silva não perde a muito tempo. Enfim, eu já estava aqui pensando pronto, é agora.

Mas então saiu a grana que eles vão ganhar. O Anderson, $600 mil e o Weidman, $24 mil. Eu quase que passe a torcer para o Weidman na mesma hora. A gente assiste essas coisas mas se imaginarmos que o Weidman está sem lutar por mais de um ano, então esse seria tipo o salário anual dele. Bom, eu sei que tem outras granas que eles ganham, mas ainda assim, é bem baixo. A maioria dos lutadores ganham bem pouco para fazer o que fazem, eles precisam ter motivações alem do dinheiro, e eu imagino que tenham muito. Mas ainda assim, parece um tanto quanto injusto....

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O custo do lucro

Depois da queda do predio onde funcionava fabricas de roupas em Bangladesh, que matou mais de 1000 trabalhadores, o mundo parece que abriu um pouco os olhos para os custos para os paises pobres da fome dos países ricos pelo dinheiro.

Uma grande rede de lojas do Canadá comprava roupas de Bangladesh para vendê-las aqui a preços baratos. Fabricar roupa lá é muito barato pois a mão de obra é muito barata. Tipo, trabalhadores ganham 2 dólares por dia para fazer camisetas que são vendidas aqui a 10 ou 15 dólares. Claramente existe um lucro enorme no processo, mas que não é repassado aos trabalhadores. Isso tudo foi bastante explorado pela mídia daqui e a rede de loja que comprava roupas lá parece estar tentando ajudar os trabalhadores afetados para tentar salvar um pouco de sua reputação aqui.

Hoje eu achei este documentário, feito por gente da Austrália, que explora muito bem o assunto. Uma das coisa que chamam a atenção no documentário é o quão pobres são os trabalhadores, o quão difícil é o trabalho, como os patrões são exigentes e como não existe direitos trabalhistas. Isso deixa muito clara a exploração que esses trabalhadores são submetidos.

Aí você imagina o mundo dos negócios. O sujeito da empresa daqui, de terno e gravata, fazendo muita grana, conversando com o sujeito da fábrica em Bangladesh "olha, se você não fizer mais barato, eu vou achar outra fábrica..." e para fazer mais barato precisa descontar do trabalhador, que já não tem nada, que já é quase escravo e trabalha em ambiente inapropriado e inseguro. Não parece difícil ver que não faz muito sentido a galera que já tá cheia da grana ganhar ainda mais as custas desses trabalhadroes....


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Cedo, muito cedo

Eu não sei o que está acontecendo, eu estou acordando cada vez mais cedo para ir correr. E também dormindo cedo. Hoje acordei as 4 e as 4:30 estava rodando. 

De manhã bem cedo a cidade parece mais com o campo, especialmente agora no verão, quando o barulho dos carros é ausente e os pássaros começam a fazer o seu barulho. Toronto é uma cidade com muitas árvores e com muitos pássaros, acho que a maioria cai fora no inverno e volta só quando a temperatura esquenta. Mas eu já tive a impressão de escutar por mais de uma vez o bem-te-vi aqui em Toronto, o que sempre achei estranho por causa do clima, mas vai saber.

É bom também correr no meio das ruas, mesmo em avenidas movimentadas. É de manhã que eu percebo como Toronto é diferente de São Paulo em termos de ter mais tranquilidade e segurança. Em muitas ruas, mesmo em avenidas, você parece estar correndo numa cidade pequena, pela ausência de carros e de barulho. mesmo no centro as calçadas são vazias de manhã bem cedo. 

Agora estamos na época do ano em que os dias são mais longos e às 5 da manhã o dia já esta meio claro, com certeza isso também é uma das razões para eu ir rodar mais cedo, mas... sei lá, vamos ver no inverno, a questão é que eu não mudo muito meus horários no verão ou inverno.

Muito poucos corredores correm tão cedo. Outro dia eu encontrei uma corredora às 5 e pouco, mas raramente encontro alguem. Os maus frequentes encontros são com os entregadores de jornais, acho que alguns deles até me conhece de vista. Lá pelas 6h, 7h, os corredores começam a aparecer mais, eu frequentemente vejo corredores no final do meu treino.

Hoje o treino foi meio difícil, senti um pouco o cansaço de correr vários dias seguidos, vamos ver, talvez eu descanse amanhã. O esquema é que eu acordo cedo de qualquer jeito aí acabo indo correr por não ter o que fazer, ou por causa do tempo. Hoje mesmo eu acho que eu fui correr só porque tinha chovido bastante a noite e é muito bom correr quanto tá tudo molhado, ou mesmo quanto está chovendo, contanto que não esteja muito frio....

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Janela falante

Imagina você andando de busão e quando encosta a cabeça na janela para tirar um cochilo, a janela começa a falar com você. Pois é, parece que vem aí mais uma tecnologia que faz esse tipo de coisa.

Acho interessante que é comum a gente ficar ansioso com esse novo tipo de tecnologia, curioso, querendo experimentar. Mas cá entre nós, isso não é mais do que uma nova forma de fazer propaganda para um usuário que não pediu por ela. Uma nova forma de intrusão. Vamos esperar que se a tecnologia realmente se torne realidade, que ele também seja em benefício das pessoas comuns, não do marketing.

Tchau Junho

Depois da pressão de Maio, com a competição lá do hospital, que me fez passar dos 200km, eu peguei leve em Junho.  No final de Maio eu seinti o volume, com treinos lentos e pernas cansadas. Em Junho eu propositalmente peguei leve e quase que tava indo correr só quando tinha que comprar pão. Sem medo de descansar um ou dois dias, eu vi meus treinos ficarem mais longos e mais rápidos, mais gostosos também. Hoje, por exemplo, eu rodei 11km, com os km 9 e 10 na pista mais rápidos que os outros. Foi mais fácil rodar distâncias mais longas. Em Junho a temperatura também esteve bem acima de Maio, com dias bem quentes apesar que às 5 da manhã, quando eu corro, raramente esteve quente demais. Enfim, nesse ponto tem sido legal e eu espero que Julho siga na mesma linha...