quarta-feira, 1 de maio de 2013

Ultimo dia do mes

Ontem foi o último dia do mês e eu tinha planejado não correr. Eu estava contente com os km percorridos em Abril, já que foram mais do que em Março, mas ainda assim o tempo estava molhado, temperatura em torno dos 10 graus, fiquei com vontade de dar uma rodada. Desci para o centro da cidade, tentando escolher ruas residenciais, não movimentadas onde o silêncio é tanto que eu consigo ouvir o rádio tranquilamente, e ouvir os outros sons da corrida.

Ontem o programa da BBC falou sobre a Chechênia, o esforço da Russia para manter a região sob controle e sem rebeliões. A dificuldade de se dar bem nos negócios devido à tanta corrupção e a necessidade de conhecer pessoas influentes, principalmente do governo. A população que é complacente com a situação atual, porque para eles é melhor que guerra entao tipo, não podemos reclamar.  Mas tem muitios saindo do país também. No final das contas ficou a imagem de um lugar meio difícil para viver, embora eu possa falar pouco dado que mesmo esse documentário foi superficial e eu por vezes não prestei muita atenção. Se a coisa não me interessa muito é fácil de eu começar pensar em outras coisas, correr pensando em corrida, ou em problemas do trabalho que eu gosto de tentar resolver, que são desafiantes em termos da estatística.

Às 5:30 tem o noticiário que marca o final da programação noturna da CBC. A programação noturna tem na maioria programas de outras emissoras, como o da BBC acima, mas geralmente são todos interessantes. No noticiário tem sido destaque o prédio que desabou em Bangladesh, destaque porque uma varejista importante aqui comprava roupas extremamente baratas de uma empresa naquele prédio. O fato do prédio ter desabado e muita gente morrida passa a imagem de que as emrpesas daqui exploram os coitados de lá, que não ganham nada, vivem e trabalham em condições horríveis. A imagem para o varejista aqui parece ter sido muito negativamente afetada, apesar que não tenho evidências disso a não ser a mídia falando. O varejista disse que vai ajudar os familiares dos que perderam a vida no desabamento.

Eu não consigo deixar de ver isso como um prédio caindo em algum lugar do mundo aleatoriamente e um varejista azarado pagando o pato e o resto se salvando... Eu acho que o papel da mídia seria explorar o resto, os outros varejistas, as outras lojas que vendem produtos baratos, que comprar coisas da China, da Ásia, mostar a situação real. Isso não muda muita coisa, mas são gotas num balde, uma hora o balde enche...







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