quarta-feira, 22 de maio de 2013

Chuva

Hoje a internet no trabalho estava uma droga, eu queria ver a temperatura fora do prédio para decidir se colocava a blusa ou não mas não consegui. Estava nublado, mas não frio. Pedalando para casa, começou a chover e chegando em casa começou a cair um dilúvio. Eu não tinha corrido de manhã, subi, coloquei o tênis e desci, estava afim de correr na chuva, sabe como é, fazia tempo que eu não corria na chuva com uma temperatura legal. Estava uns 20 graus.

Quando saí a chuva tinha praticamente acabado, peguei apenas o chão molhado. Fui para a trilha e lá não tinha ninguém. Imaginei que seria por causa das poças de água que estavam sendo inconvenientes, acho que outros corredores já estavam escaldados, choveu eles somem da trilha. E eu lá. Eu não corri ontem mas mesmo assim as pernas estavam travadas, eu tive que dar uma caminhada depois de uns 3km. Acho que foi a primeira vez que caminhei prestando atenção nos 'sintomas'. Gravei que quando voltei a correr estava tinindo, rodando rápido e sem sofrer. Lembrei do Paulão que costumava andar e correr e andar e correr.... desde anos atrás, talvez ele tivesse encontrado a mina de ouro e falado para todo mundo e ninguem ouviu. Por isso que só ele continua correndo longuíssimas distâncias até hoje. Derrepente tá tudo fazendo sentido. Lembrei da palestra de Data Mining que tive ontem, o sujeito disse que rodou o modelo de regressão logística, apresentou para galera e todo mundo feliz que tudo tava fazendo sentido. Depois ele descobriu que tinha invertido os zeros e ums. Desinverteu e os resultados inverteram tudo. Apresentou denovo pra galera e agora tudo fazia mais sentido ainda! Talvez eu tenha que ser cético e testar a teoria do Paulão.

Mais 1 km e parei no semáforo, calor e úmido, os meus óculos embassaram, eu não tava conseguindo ver as luzes. Acompanhei a galera para atravessar a rua e voltei a correr do outro lado e os óculos desenbassaram. Cheguei na outra trilha e apesar de ser trilha ela atravessa uma avenida movimentada, a Bathurst. Eu saí um pouco da trilha para passar a avenida no semáforo, depois voltei a correr.

Estava me sentindo mais ou menos, meio cansado, mas a trilha passa perto de uma pista e tinha bastante gente na pista, uma molecada jogando bola e uns gato pingado andando na pista, um sujeito correndo. Com 300m na pista eu estava me sentindo melhor e apertei o passo, o plano de rodar uma volta passou para duas e para cinco e eu segurei o ritmo bom por quase todas as cinco voltas. Saí da pista e voltei para a trilha, estava pingando, e cansado, mas ainda tinha que rodar um pedaço até em casa. Dei uma caminhada e voltei a rodar devagar, tranquilo.

Lé embaixo resolvi não sair da trilha, passei por cima do metrô e entrei no cemitério. A chuva tinha ido e quase tinha sol, era gostoso ver tudo tão verde no cemitério que mais parece um parque. Voltei para a rua, lugares com bastante gente, mas segurei correndo até em casa. Lá passei a andar e andei por 1 km mais ou menos dando a volta no quarteirão. Voltei para o meu prédio, peguei o elevador, uma garota entrou comigo. Ela me viu apertar o número 4 do quarto andar, confirmou comigo que eu queria ir no quarto andar e apertou denovo o botão. Apertou, apertou... o botão não estava acendendo e parecia que eu não tinha apertado direito. Mas era assim mesmo, eu já tava acostumado. Desci, falei "até mais" e em casa fui para o banho.

Percebi que eu estava todo cheio de lama atrás das pernas e provavelmente tinha sido as poças de água lá no começo. E se foi, muita gente deve ter visto, deve ter prestado atenção, comentado talvez. Toda a galera na pista, o povo na rua, eita... dei risada. Esse tipo de coisa acontece fácil comigo pois eu nao presto atenção, mas pensei que se eu soubesse, não correria daquele jeito na pista ou nas ruas, mas quando vc não sabe você não tá nem aí. E daí? Nesses momentos é melhor não saber e curtir a corrida...




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