sábado, 22 de janeiro de 2011

Manipulando a opinião

Uma das coisas que tento prestar atenção e até certo ponto combater é o uso de informações from pesquisas ou análises estatísticas de forma e passar idéias erradas ou enganosas. Diz-se por aí de um legislador de Oregon (USA) que quer criar uma lei que proibe adultos de carregarem crianças na bicicleta. O sujeito diz "Se eu soubesse que a lei fosse salvar a vida de uma criança, eu iria criar a lei, você não iria?"

O argumento de salvar uma vida, ainda mais de uma criança, é muito forte. Isso, eu imagino, faz com que muitas pessoas (talvez a grande maioria?) responda "sim" a essa questão. O argumento é enganoso e viesado, no sentido de fazer qualquer coisa totalmente sem perigo parecer perigoso. Imagine, por exemplo, quantas vidas infatis salvaríamos se proibíssemos as crianças de andarem de carro. Ou, talvez, de subirem em árvores ou nadar em piscinas...

Com a população mundial nos 6 bilhões, ou a dos USA nos 300 milhões ou a do Brasil nos 200 milhões, qualquer coisa que seja minimamente perigoso vai acabar custando a vida de alguém que poderia ser salvo pela proibiçao. O problema é que qualquer coisa que fazemos envolve algum risco, mesmo andar de elevador ou andar na calçada e ninguem vai ficar proibindo tudo isso só para salvar umas poucas vidas, simplesmente porque o preço social seria muito alto.

Enfim, a forma que a informação é passada muitas vezes nos manipula. Um remédio contra isso, eu penso, é não tirar conclusões que não sejam baseadas em dados, em alguma informação confiável e bem coletada. Antes de proibir crianças de serem transportadas em bicicletas deveríamos ter uma medida objetiva e confiável do quão perigoso isso realmente é e do quanto de benefício isso trás para a sociedade.

Um comentário:

ECS disse...

Concordo plenamente. Acho que isso se assemelha ao caso de pessoas que tem mania ou fixação por limpeza que num podem ver um grão de poeira...