sábado, 28 de novembro de 2009

Correr para descansar

Acordei tarde, resolvi dormir mais para tirar o atraso dos dias de semana que tenho ficado acordado até mais tarde, geralmente por causa do trabalho. O chefe resolveu tirar férias na semana passada e ao mesmo tempo a garota que trabalha comigo foi transferida para outra equipe. Eu fiquei sozinho em um tempo onde a quantidade de trabalho não era baixa, não justificava o chefe tirar ferias (e ficar em casa coçando) e a garota ser transferida. E eu fiquei meio revoltado... Mas tudo tem o lado bom (tô procurando ele). Enfim, andei cansado, perdi dois treinos com o Trevor no meio da semana pois acabei não acordando.

Hoje porem é sábado, 10:30 eu tava rodando rumo a trilha, queria correr na trilha. Dia nublado mas mesmo assim bonito. Árvores preparadas para o inverno, sem folhas. Vento frio congelando minhas pernas, eu ia de shorts, 5 graus. Mas eu não pensava em nada disso. Na trilha uma garota passou por mim no sentido contrário, começo da trilha, ela ia terminar a trilha e voltar como quase todo mundo faz. Seria ok se ela estivesse lenta, mas não estava, eu estava lento, ela não. Ela ia voltar e me passar, terrível. Eu estou acostumado com garotas que correm mais rápido do que eu, não que sejam muitas, mas nas corridas elas estão sempre lá. Mas na trilha, na minha trilha, no meu percurso cuidadosamente definido, pode ser garota, garoto ou até cachorro, mesmo o busão, eu não vou deixar barato. Eu podia parar e amarrar o tenis, esperar ela passar, mas aí a trilha seria dela, não minha. Eu tinha que segurar firme, acelerei um pouco, quem sabe ela chegaria no final e não voltaria, quem sabe ela não estivesse tão rápida assim, era só impressão.

Mas não, logo eu percebi que alguem se aproximava. Acelerei ainda mais ao mesmo tempo que encostei, dei caminho, esperando que se ela tinha me alcançado não ia adiantar resistir. Mas ela não passou e eu acelerei mais, não estava tão mal. O problema quando você acelera acima de seu ritmo usual é que você não sabe até onde vai ter que aguentar o ritmo maior. Eu não podia aguentar por muito tempo realmente, estava esperando que ela quebrasse afinal ela tava com a respiração pesada (e eu me esforçando para não mostrar que também estava quase morrendo). Mas ela seguiu atrás, muito perto, me usando de coelho talvez. Eu sinceramente não podia acelerar mais, estava me desesperando já, esperando ela abandonar a perseguição, mas ela parecia cada vez mais em cima. Talvez tenhamos corrido por 1Km assim, veio uma subidinha, a trilha se dividiu em duas e ela foi prum lado, eu pro outro. UFA! A trilha ainda era minha! Diminuí o ritmo imediatamente.

O resto do treino foi mais sossegado, passei um casal meio rápido na descida da Belt Line o que também me forçou a segurar o ritmo forte, bem forte aliás, mas lá era meio descida, foi mais fácil. Cheguei em casa feliz, com um treino de 40 minutos, uns 9Km. Sábado que vem tem a Santa Shuffle, é a corrida do Papai Noel, de 5Km, eu vou participar.

Espero voltar mais a treinar de forma mais regular, mesmo no inverno, e dar menos importância ao trabalho, eu falo, falo, falo, vamos ver se consigo fazer....

2 comentários:

Mayumi disse...

Kkkk. então é assim? Quando se vê uma pessoa que se aproxima e vc não quer deixar passar, acelera e v~e até onde aguenta? Rsrs. Ah, eu faço o inverso! Deixo passar todo mundo e quando não passam, eu desacelero e vejo quem aguenta ficar atrás de mim! Kkkk.
Falando sobre o trabalho, tem o seu lado bom, sim! O reconhecimento! Se te deixaram sozinho fazendo um monte de coisas, é sinal de que confiam no seu potencial! Bom trabalho e bons treinos (quando der! Rs).

Marcos Sanches disse...

Oi Mayumi. Pois é, eu sou meio competitivo, sabe como é né. Desde que não tenho mais a oportunidade de passar o Sadao eu tenho tentado essas outras alternativas. Ontem eu tive que passar até um cachorro que tava na trilha, num ritmo bom.
Sobre o trabalho, pois é, reconhecimento é bom, e modéstia a parte eu não posso reclamar, mas o tipo de reconhecimento que inte$$a tá difícil...