E como se o sofrimento do final de semana passado não fosse suficiente, este final de semana escolhi um bairro ainda mais longe. The Beaches é um dos bairros mais conhecidos de Toronto porque lá é onde estão as praias com areia, às margens do lago Ontario. As praias são legais, mas a água é sempre fria. Ainda assim tem sempre bastante gente lá no verão, e eventos frequentes. A galera joga esportes na areia e tal. Eu acho que a areia é artificial, a água tem poucas ondas, parece praias de rio que a gente vê no Brasil, não é tão grande. Pra mim, foi palco de algumas corridas. Tem uma ciclovia que é usada por mais pedestres do que ciclistas, e que é boa para correr. Mas também tem uma pista de madeira, um pouco elevada da areia, que é bem longa, não é rum de correr em cima. Fora as corridas, eu também passei por lá várias vezes correndo ou de bicicleta. Uma vez também fomos to Food Truck Festival, não exatamente na priaia mas dentro do bairro. Dentro do bairro, no seu "bico" no lado Oeste, tem uma garagem do streetcar.
No lado Leste, o limite do bairro é a avenida Victoria Park. Eu planejei meio informalmente fazer todos os bairros do lado de cá (Oeste) da Victoria Park, porque parece que a avenida inteira serve de divisa de bairros tal que o limite dos bairros feitos seria uma linha reta de Norte a Sul cortando Toronto, seria legal. The Beaches foi o primeiro que tem limite na Victoria Park.
A semana tinha sido mais ou menos boa. Na terça eu rodei 4,8km a 5 min/km, cansado ainda do longão do Sábado, e foi bom. Na terça foi treino de 8km que também fiz tranquilo, me sentindo bem, mas ainda meio cansado e fiz devagar. Na quinta teve Pace Run de 4,8 km, com 2,4 sendo rápido no final, e consegui rodar relativamente rápido perto dos 4:30/km. Enfim, foi bom, mas com dor no quadril que deixa esses treinos menos gostoso. Ontem eu descansei. Estava pensando nesse bairro a semana toda, mesmo depois de ter me cansado bastante no Sábado passado. O Garmin pediu um Split Negativo de 14,5km, um long respeitável que quase dá para contornar um bairro. Mas hoje cedo eu estava menos entusiasmado, não sei porque. Acho que parte é a dor no quadril. Andei olhando outros bairros no mapa, mas no final das contas resolvi ir para o The Beaches e ver o que acontecia.
Saí às 5:05 dessa vez sem pensar muito no claro do dia. O final da praia acho que não tem luz e seria bom chegar lá com um pocuo de claro de dia, mas se não chegasse pegaria um caminho alternativo. Então não estava muito preocupado. Comecei a correr descendo a Yonge em direção ao Sul me sentindo bem travado, sem entusiasmo para correr, rodando devagar na descida, sentindo um pouco de dor mesmo no começo. Estava mais ou menos certo que não conseguiria fazer o split negativo e pensava que o The Beaches era o bairro certo porque poderia parar quase que em qualquer ponto e teria metrô ou streetcar por perto. Fechei o primeiro km na Yonge, embaixo da ponde da ferrovia, rodando para o Sul para 5:50 e achei que na verdade estava mais rápido do que a minha percepção.
A pernas destravaram um pouco, entrei na Crescent, passei ao Norte da escação do Metro Rosedale que estava ainda fechada e mais a frente completei o km 2 do primeiro split para 5:37, claramente me sentindo melhor, mas não ótimo. No final da Crescente encontro algumas construções, depois entro na Dunbar, e dela para a Elm, onde fecho o km 3 para 5:31, já meio rápido demais para o primeiro split. Mas sentia o ritmo okay e continuei. Passo pela Castle Frank e chego na Bloor, e estou em cima da ponte, indo para o Leste na Bloor/Danforth quando fecho o km 4 para 5:32. Ainda escuro, poucos carros, preciso passar para o lado Sul da Danforth, mas tá difícil, ela é muito larga em cima da ponte e eu tenho pouca confiança no que vejo. Lá embaixo na DVP passam muitos carros, as luzes da ponte tem efeito e parecem correr de um lado para o outro.
Chego na Broadview e passo ela, mas tenho que parar pois o plano é passar a Danforth e descer para o Sul na Broadview. Paro, mas não espero muito, logo não vem carro e passo com o sinal vermelho e rodando para o Sul na Broadview fecho o km 5 para 5:40. Eu deveria passar em frente a uma igreja, e entrar duas ruas depois da igreja e rumar para o Leste. Acabei não vendo a igreja, não sei porque e logo cheguei onde teria que entrar, mas por não ter visto a Igreja fiquei sem ter 100% certeza que entraria no lugar certo. Se errasse a rua provavelmente acabaria tendo que correr mais do que precisava e eu não queria isso, me sentia bem mas ainda sem certeza eu conseguiria fazer a volta. Resolvi não pegar a rua, resolvi continuar para o Sul na Broadview e pegar a Gerrard, caminho que eu conhecia bem e seria mais seguro. Logo que entrei na Gerrard, indo para o Leste, completei o km 6 para 5:33, um pouco surpreso de já estar no km 6 pois logo o primeiro split terminaria e eu teria que aumentar o ritmo. Não me sentia mal, mas ainda sem entusiasmo para aumentar o ritmo e na verdade nos meus planos o aumento de ritmo seria secundário, com o contorno do bairro sendo o objetivo primário. Tentaria aumentar o ritmo mas se não deveria tentar não me cansar, diminuir se preciso for. Passei embaixo da estrada de ferro e veio uma subidinha, ainda na Gerrard fechei o km 7 para 5:44 e logo chego na Jones, cheno do Km 7,2 e o primeiro split acaba. Eu aumento o ritmo um pouco, não me sinto inteiro, mas dá para segurar o rimto bem.
Mais abaixo cruzo a Dundas depois de uma paradinha e depois da Dundas estou correndo na ciclovia da Jones, indo para o Sul. A ciclovia é meio elevada ali na frente de um ponto de ônibus, e eu não percebo isso. Significa que entre a ciclovia e a rua tem uma linha branca que não é só uma linha branca, é uma sarjeta, a ciclovia está no nível da calçada. Eu só vi a linha branca e pisei nela e só metade do pé encontrou chão, o pé torceu e eu caí na rua, ralando os dois joelhos, mas não muito pois eu quase evitei a queda. No entando torci o pé e doia muito, não dava para continuar correndo e eu parei o Garmin. Manqui até a calçada e achei um lugar para sentar, a dor era enorme e eu mal conseguia colocar o pé no chão. Mas o meu corpo estava quente e a dor começou a diminuir e eu não fiquei muito sentando, comecei a andar mandanco na calçada para cima e para baixo, não querendo ir longe porque se continuasse correndo teria que continuar de onde parei. Devo ter ficado ali uns 5 a 10 minutos e ador passou bastante, apertei o Garmin e continuei descendo a Jones, indo para o Sul. O pé ainda doia, não corria tão facilmente e por um momento ainda estava em dúvida se devia simplesmente parar e pegar o streetcar. Mais para baixo a Jones termina na Queen, que pego para o Leste, mas logo na frente tem a Leslie que pego para o Sul denovo e nela completo o primeiro km do segundo split para 5:30, que não era ruim dado a queda e a paradinha para cruzar a Dundas, enfim parecia que eu continuaria e daí em diante senti a dor mas não pensei em parar por causa dela. O corpo estava quente e a dor pequena. A queda deve ter ajudado eu dar uma descansada também, apesar que eu me sentia bem, com vontade de continuar correndo quando sentia dor e estava parado
Cruzo a Eastern e estou onde a volta ao bairro termina, estou no começo da volta ao bairro, mais ou menos 8,3km de onde comecei. Continuo na Leslie para o Sul e chego na Lake Shore que é bem larga, paro um pouco e logo atravesso e do outro lado pego a ciclovia e vou correr nela bastante agora. Ali é não tem obstáculo, é muito melhor do que correr em calçada, mas eu começo a sentir um pouco cansado. Fecho o segundo km para 5:26 e o terceiro para 5:25 e estou na praia, totalmente vazia, com o dia clareando. Está gostoso correr ali na ciclovia mas eu não estou inteiro, penso que vou ter que voltar tudo isso lá ela Kingoston na face Norte do bairro, sei que é muito, que não vai ser fácil. Fecho o km 4 para 5:21 no Kew Gardens, um parque que conheco bem pois já corri algumas corridas que começaram ali. Ainda está meio escuro, pouca gente, bicicletas passam com luzes acessas do outro lado, patinetes, bicicletas eletricas, encontrei umas 5 ou 6 desses. Mas é isso, o segundo split é 4 km e ele acaba. Não sinto que dá para aumentar o ritmo, e o primeiro km do último split é ainda na trilha, para 5:24. Na verdade eu já sei que esse último split é para terminar, não para ser mais rápido que o segundo split. Não tenho pernas para isso e sei que tem areia e subida pela frente, sei que estou cansado, sei que vou ter que correr mais do que o terceiro split. E logo depois do primeiro km vem a areia e o ritmo cai muito. Corro na areia por uns 300 metros, e deois uma escada que consigo subir correndo, chego na Nursewook e em sua subida enorme que me leva para o Norte. Quase ando na subida que é bem íngreme, pior que a escada, e chego na Queen cansado, pego ela para o Leste, ainda subida quando completo o segundo km para 6:02. Estou num split positivo, não negativo. Mas tudo que quero é terminar, mais para frente entro na Victoria Park indo para o Norte e a subida que vejo é insana. Tento me manter correndo, bastante cansado, pensando que o fim do terceiro split está perto o suficiente que não devo parar, mas talvez deva parar depois dele. E não terminar o bairro?
O problema dessas voltas ao bairro é que você não consegue parar, começou tem que terminar, pelo menos é o que o seu cérebro te diz. Mas eu estava cansado e pensava em parar. A dor nos quadris não era muita durante a subida, talvez porque eu só pensava na subida. A Victoria Park tem uma curva que me leva um pouco para o Leste, para depois voltar a ir para o Norte, voltar a subir, ainda que a subida seja menos íngreme, mas subida ainda. Finalmente chego na Kingston que pego para o Oeste, estou voltando, na face Norte do bairro, e mais importante, a subida acabou. Aumento o ritmo um pouco, mas etou bem cansado. Não demora muito para fechar o km 3 para 6:11. Devia ser 5:11 para um split negativo, mas 6:11 não está ruim, já corri muitos km e me sinto cansado, a maior parte do km foi subida. Mais uns 200m e o terceiro split termina. Aperto o Garmin para ele não parar.Rodando na Kingston, indo para o Leste, começo a pegar um pocuo de descida mas estou cansado e continuo correndo sem me preocupar com o ritmo mas mesmo assim com dificuldade, sentindo mais dores no quadril. Fecho o primeiro km na Kingston para 5:49, querendo parar mas agora o final parece perto. Mais para frente cruzo a Woodbine, tem um cemitério ali, e eu fecho o segundo km para 5:33, nada mal comparado com meu cansaço, mas ali também estou rodando morro abaixo, o que ajuda.
Logo chego na Queen e tenho que parar um pouco por que preciso passar ela e o farol está vermelho, um streetcar está passando. Atravesso a Queen, e um pouco para frente entro numa ruazinha sem nome que me deixa na Eastern, atrás de um corredor que está mais ou menos no meu ritmo. Completo o km 3 para 6:03 por ter parado na Queen, mas meu ritmo não está ruim. Mas logo encontramos uma rua larga e temos que parar, o outro corredor entra na rua e eu fico alí. Logo dá uma brecha e eu passo e agora estou na frente do sujeito o que me incentiva a ir mais rapido. O km 4 no pos treino eu fecho para 5:11 nao vendo a hora de chegar na Leslie para parar. E chego nela com mais 160m. Paro o Garmin, mas não tenho muito certeza que estou na Leslie, tento ver o nome da rua logo ali, mas ele está alto, é difícil, mas parece Leslie. Estou convencido que terminei a volta, começo a andar na Leslie para o Norte, aperto o Garmin para terminar o treino, muito cansado e com muita dor no quadril, andando e mancando, começando a sentir dor no pé também. Logo chego na Queen, e ando nela devagar e mais para frente tem uma estação de bicicleta. Pego a bike e pedalo devagar, cansado e com dores, mas com o bairro contornado. Subu de bike pela Jones, passo pela ciclovia onde pisei em falso, paro para esperar o farol da Dundas. A jones tem muita subida, e eu subo devagar, subo até a Danforth, e decido não pegar o metro, a Danforth é plana, pedalo devagar mas sem parar. Acabo pedalando até em casa, mais 8km. Segundo o Garmin eu quebrei o meu recorde de percurso de bike com mais aclive. Descendo da bike, chegar em casa foi dolorido, tanto o meu pé como quadril doiam bastante. E o pe ainda doi, na tarde do Sábado.
Eu não sei o que esse treino significa. Por várias vezes pensei que talvez significasse que não devo mais dar voltas em bairros, não devo mais correr tanto. Só que agora, na tarde de Sábado não penso diferente. O pá vai ficar bom da torcida, nem inchou muito, e eu devo conseguir fazer o treino de 4,8 km que o Garmin passo para Segunda Feira, depois do descanso de amanhã. Vamos ver. É legal ver no mapa que mais um bairro foi completado. Quem sabe eu fico em melhor forma para essa distância, vamos ver o que acontece Sábado que bem, dado que o Garmin passou longo de 16km, em split negativo denovo...
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