sábado, 16 de maio de 2026

Volta ao Bairro Regent Park

Uma semana depois da Sporting Life 10K eu já estava pronto para o retorno à volta aos bairros. O bairro escolhido foi o Regent Park que na verdade é o único bairro que sobrou que não é tão longe. Fica no centro da cidade, Leste da Yonge mas ainda do lado Oeste do Rio Don. A sua divisa do lado Leste é o próprio Rio Don, e com isso na corrida eu passo o rio e desço do outro lado, mudando a divisa do bairro para a Bayview. Não tenho muito o que falar do bairro, é uma área da cidade que não vamos muito, já meio fora do centro e não tão perto da Yonge. Não lembro de nada especial localizado dentro do bairro, apsar que é um bairro com bastante comércio e com certeza tem prédios importantes.

Depois dos 10k no domingo, eu não me sentia mal, mas acabei não correndo nos 3 dias seguintes. Apesar dos 51 minutos, minha avaliação era que eu tinha ido bem na prova, melhor do que esperava devido a falta de treino e ter pego pneumonia em Abril. No final de Abril, ainda no Brasil, eu estava em dúvida se correria os 10k, e em caso positivo, se só andaria, ou alternaria corrida com caminhada. No final das contas não só corri o percurso todo mas corri bem. Nos dias seguintes senti algumas dores musculares, das quais não reclamo. Fiquei feliz de não ter tido dores nas costas. Mais do que nunca percebi que a dor nos quadris está ficando pior e incomodando mais, parece ter dado um salto em intensidade nos últimos 2 ou 3 meses. Agora, quando penso em correr meia maratona, também levo em consideração a dor nos quadris, se vou sofrer muito ou não, se vou ficar bem após a corrida e tal. Enfim, a dor aumentou e começoua fazer partes dos planos.

Na Quinta feira rodei 5km bem, o último para 4:31, o que foi ótimo. Na Sexta, ontem, saí para uma caminhada de 4km pois quando comecei a correr no inicio sneti as costas e os quadris e o cansaço. E hoje estava bem decidido a dar a volta no Regent Park, estava com vontade, estava incentivado pela falta de dor depois dos 10k, da possibilidade de melhorar, de talvez quem sabe voltar a treinar para meia maratona. Mas sempre que essa idéia vem a cabeça também lembro da dor no quadril. Não é só dor nas costas e falta de treino, agora essa dor nos quadris está incomodando suficientemente para entrar nos planos. Mas eu estava decidido a dar a volta no Regent Park. 

Saí às 5 da manhã, com temperatura de 10 graus, rodando na St Clair com direção à yonge, e sentindo uma dor do lado esquerdo meio que nas costas, uma dor estranha, parecia nova, e que dificultava correr. Mas segui devagar e peguei a Yonge, indo para o Sul. Fechei o km 1 pouco depois da ferrovia para 5:47 e já com bem menos dor do lado esquerdo. A dor nos quadris sempre está lá. Fechei o km 2 para 5:43, depois que saí da Yonge e entrei na Church à esquerda. Dali logo estou na Bloor e sigo para o Leste. O km 3 foi pouco depois da Shelborne, e nesse o Garmin não foi muito confiável devido aos prédios altos por ali, o caminho ficou todo torto, e dito isso fechei para 5:09.


Da Bloor indo para o Leste entro na Parliament e viro para o Sul numa curva mansa e agoro corro em calçada melhor e mais para a frente pego declive. Fecho o km 4 para 5:07 pouco depois de cruzar a Wellesley. O ritmo estava bom e eu corria mais ou menos confirtável, parece que às vezes aumentava demais e ficava mais cansado sendo forçado a diminuir um pouco, mas sem nunca diminuir demais. Na verdade esse ritmo era bem mais rápido do que pensava, estava quase em ritmo dos 10k corrido uma semana antes. E mantive. Da Parliament entrei às esquerda na Gerrard, agora indo para o Leste, e mais para frente fecho o km 5 para 5:11. Dai uma subidinha para a ponte que atravessa o vale do Rio Don. Lá embaixo a Bayview, o rio e a DVP, todos bem perto fazendo a ponte não ser muito comprida. O dia clareando, olhei lá embaixo a trilha que acompanha o rio, bem perto dele, ali não tão longe de onde o rio desagua no lago Ontario. Faz tempo que não passo na trilha que onde muitas vezes corri e passei de bike. Lembrei que era no rio o verdadeiro limite do bairro e pensei se talvez não seria possível descer lá, usar a trilha ao invez da avenida Broadview... provavelmente não. Depois da ponte vem a entrada do bairro Chines naquela parte da cidade, não o principal bairro Chines de Toronto, o qual eu já tinha contornado um tempo atrás. Depois a Broadview. 

Entro na Broadview à direita rumando para o Sul. Pouco carros, corro na rua, volto para a calçada que é plana, boa, larga, limpa, o dia clareando e penso nos meus óculos escuros lembrando que o sol nascia às 5:51. Mais para baixo fecho o km 6 para 5:07 denovo, pela segunda vez o meu km mais rápido. Atravesso a Dundas e sigo para o Sul na Broadview, segurando o ritmo, mas não estava difícil. Chego na Queen e viro à direita e logo a coisa muda de figura, vem um pouco de subida para denovo passar sobre o rio, e a subida é pouca mas eu me sinto cansado e diminuo o ritmo de forma que quando chego em cima da ponte estou visivelmente mais de vagar e um pouco cansado. Passo a ponte sem pensar muito no que tem lá embaixo e pouco depois fecho o km 7 para 5:12.

Passo por um ponto de streetcar, com o streetcar parado nele, pessoas saindo do ponto para entrar no transporte público e eu deixo o streetcar para trás. Ele demora um pouco para vir quando me passa já estou chegando no outro ponto. Penso como senpre que as vezes correr é mais rápido que o streetcar, mas provavelmente não a esta hora quando não tem trânsito, quando tem pouca gente parando o streetcar. Ele para no ponto porque o ponto é antes do semáforo, mas ninguem sai nem entra e eu passo ele denovo. Mas o farol abre e logo ele me passa e vai embora, sem chance de pegar, eu me sinto um pouco cansado e agora estou prestando atenção para tentar ver onde é a Parliament, onde tenho que entrar à direita. Mais para frente uma rua larga, um ponto de ônibus e eu diminuo o ritmo pois sei que no ponto de ônibus está escrito o nome da rua que cruza a Queen, e o nome é Parliament. 

Viro à direita e agora vou para o Norte em aclive. Logo fecho o km 8 para 5:16, sabendo que vou parar no 9 e que a Gerrard, que marca o começo do bairro, está antes do 9. Chego na Dundas e o farol fecha para mim, e eu entro na Dundas à direita, indo para o Leste e logo encontro uma grade fechando a calçada, tem construção ali. Dou meia volta, voltando para Oeste rumo a Parliament e olho para lá e para cá e passo. Sigo para o Norte e logo estou na Gerrard, final do contorno, mas preciso passar a rua, depois preciso completar o km 9. Mas um streetcar indo para o Oeste está parado esperando para atravessar a Parliament, eu entro na Gerrard às direita, indo para o Leste, dou meia volta passando por trás do streetcar, passo a rua, termino o contorno do bairro e continuo rumando para o Norte, agora com aclive mais acentuado. Atravesso a Parliament e continuando para o Norte fecho o km 9 cansado, com 5:44, paro, sem realmente querer correr mais. De alguma forma aquele último km foi difícil e lento. 

















Dali sigo andando para o Norte, entro na Wellesley à esquerda, com intensão de ir para o metrô, mas logo vejo uma estação de vicicleta e o metrô não está muito perto. Pego a bike e pedalo devagar para casa, ainda cansado e todo molhado de suor, começando a sentir um pouco de frio pois o corpo estava esfriando da corrida. 

Tirando o último km o treino foi bom. Amanhã provavelmente será boa idéia dar uma descansada, correr lento ou andar ou não correr. Já estamos no Domingo a tarde e eu não sinto dores, vamos ver, quem sabe consigo voltar a correr melhor, aos treinos de 2024 que já parecem tão longe no passado...

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Sporting Life 10K

 E no domingo passado mais uma corrida foi para a lista das completadas, a Sporting Life 10k, provavelmente a corrida mais popular de Toronto, ou a segunda mais popular (se a primeira for a Waterfront Marathon). A corrida só tem a distância de 10km e até por isso é impressionante que ela sempre atraia tanta gente. Talvez por causa de duas coisas que podemos considerar especial: ela desce pela Yonge Street, a principal rua de Toronto, e eu pelo menos acho impressionante que a galera da prefeitura aceita que eles fechem essa rua (talvez porque tem um metrô embaixo). Uma coisa que a gente vê muito é gente tentando curzar a Yonge pois ela divide a cidade no meio nas partes Leste e Oeste. Com a corrida ninguém consegue passar de um lado para o outro de carro. Descer correndo pela Yonge é legal, uma rua bem conhecida e movimentada e que passa perto de casa. A segunda coisa especial eu acho que é a organização da largada em ondas. Outras corridas também fazem isso, mas eles parecem serem melhores, mais organizados, então fica legal, sem muito congestionamento.

Eu tinha me inscrito no começo do ano, quando meus treinos pareciam ficarem mais normais depois de um 2025 cheio de problemas. Depois eu decidi ir para o Brasil em Abril para a Páscoa, e isso atrapalhou tudo o treino dado que no Brasil eu não treino... E para piorar lá eu peguei pneumonia. Não vou detalhar mutio mas não foi grave e não fiquei hospitalizado, mas tossi muito e com certeza não foi positivo para o meu preparo físico. Quando cheguei de volta ao Canada, no dia 24 de Abril, com duas semanas para a corrida, não me sentia ainda 100% e estava pegando leve, com medo de esforçar muito e o pulmão não estar pronto. Com isso os treinos foram todos leves, com mais caminhada do que corrida. Só que talvez por causa de tanto tempo parado eu acho que me sentia descansado. Na semana anterior a corrida rodei 8km e pouco antes tinha rodado 6km, com uns 3 dias de 5 km... tudo devagar, mas não estava mal e estava confiante que terminar eu conseguiria, eu na verdade não pensava tanto na corrida, no big deal.

Na sexta antes da corrida eu rodei uns 3km só para não ficar parado e no sábado eu descansei. No domingo a minha largada era às 7:45 no curral amarelo, perto da Yonge com a Lawrence, uns 3km de casa. Mas como chegar lá dado que o metrô começa rodar às 8h aos domingos? Eu me preocupei menos do que devia com isso. Tinha olhado a opção de ônibus e pelo mapa concluí que dava para pegar o ônibus. A outra opção seria bicicleta e a terceira seria andar. Uma quarta opção seria simplesmente esperar o metrô abrir e pegar ele e largar com a galera mais tarde, mas sabe como é, ninguem quer fazer isso.

No Domingo acordei às 6:30, super tarde comparado com o usual às 4:00. Estava sem ânimo para acordar pois estava frio e estamos sem aquecimento, então está difícil sair de baixo do cobertor. Mas saí, e a Lika resolveu ir junto. Acabamos saindo de casa às 7:12 determinados a ir de bicicleta. Tinha bastante bicicleta elétrica na estação da garagem na rua de baixo da St Clair, mas só tinha bicicleta não eletrica na estação da St Clair com a Avenue, onde não tinha elétrica. Ela foi para a garagem e eu fui para a St Clair num lapso de racionalidade. Eu deveria simplesmente ter pego uma elétrica também, mas nem pensei, nunca pego elétrica. Com isso eu corri pegar a bike e re-encontrar ela, o que fiz na garagem, mas com isso perdi um pouco de tempo e já estávamos meio atrasados. Subimos a Yonge, que estava fechada para a corrida, de bike, depois de o carinha da organização quase impediu a gente de ir de bike pela Yonge. Os atletas deceriam correndo logo então tínhamos que ficar esperto, mas quando falei que ia correr também o sujeito liberou a gente. Tentamos ir meio rápido, mas é meio subida e eu não estava na melhor forma. Tudo foi bem até chegarmos lá perto quando então vimos que os atletas estavam vindo correndo, dado que a elite largou às 7:30, e tivemo que pular para a calçada com a bicicleta. Aí também vimos uma estação de bike do outro lado da Yonge, mas não dava mais tempo para atravessar, os atletas já estavam correndo alí, e embora fosse a elite tinha muito, não acabava. Continuamos, eu sabia que tinha mais uma estação de bike perto da largada, bem conveniente mas muito fácil de estar lotada dado que muitos deveriam ter pensado em ir de bike. Dito e feito, chegamos lá com duas bikes para um lugar apenas. Nesse momento as atlétas tinham passado todos e a Lika voltou para levar a bike na estação anterior, enquanto eu continuei rumo a largada, que era uns 300m a frente. Eu sabia que estava em cima da hora e fui trotando. 

Chagando lá eu sabia que a próxima largada seria a onda amarela, a minha, então essa galera ali embaixo da faixa de largada era a minha galera. Mas tinha grade e eu não via por onde entrar. Uma pessoa da organização me disse que eu tinha que ir lá trás e entrar e vir por dentro, onde tava cheio de gente, até a área da onda amarela. Eu fui, entrei, e comecei a tentar me expremer entre as pessoas da onda de trás, que acho que era vermelha, que já estava lotada de gente, para chegar até a frente dela e passar para a minha onda. Nisso eu parei para colocar o número. Eu tinha pensado em correr scom o número mão, carregando ele, mas pensei denovo e seria muito inconveniente, e eu não conseguiria colocar o número enquanto correndo. Podia parar e colocar dado que não estava preocupado com o tempo... mas sabia que não faria isso. Podia largar ali na onda de trás e teria muito tempo para colocar o núemro... mas aí a Lika me perderia, ficaria sem saber quando eu ia passar e provavelmente voltaria para casa depois da onda amarela. Eu coloquei então o número o mais rápido possível e me expremi entre a galera até chegar na frente e enfim entrar na onda amarela com o número pregado e 1 minuto para a largada. Coloquei o meu garmin para procurar o satélite e estava pronto! Logo a galera começou a andar, e eu também, logo eu estava cruzando a faixa de largada e a corrida começou!

Não tinha pensado em nenhuma estratégia mais elaborada, sabia que provavelmente seria meu pior 10km, que seria acima de 50 minutos, talvez perto dos 60 minutos. O que eu tinha pensado era em correr para terminar, mas soltaria a perna o quanto desse, andaria se necessário, mas seria legal se conseguisse me soltar e me divertir, correr bem ao invés de sofrer. A onda amarela era a dos que terminavam abaixo dos 50 minutos, marca que tinha conseguido superar um mês e meio antes da corrida de S Patrick, mas agora tinha poucas chances. Eu larguei bem atrás, um pouco com medo de não conseguir acompanhar os outros da onda amarela, mas logo vi que estava deixando gente para trás  bem mais do que sendo passado. Pelo jeito tinha bastante gente da onda amarela que estava na mesma situação, sem treino, ou tinha falado um tempo melhor do que o usual. Logo passei a correr do lado direito, e mais para frente encontrei a Lika, e continuei. 

Eu sentia as pernas pesadas, estava um pouco difícil correr, e sentia um pouco de dor no quadril do lado direito, que sempre doeu mas parece que agora está doendo mais. Tentei não pensar na dor, não era de me fazer parar, não era tão forte assim, mas era contítua, sem muito alívio. Mais a frente, um pouco antes de cruzar a Eglinton, fechei o km1 para 5:01, que era um excelente tempo, muito rápido para o meu estado. Só que não sabia que tinha completado o km 1, nem ouvi o Garmin me avisar, e assim passei num ritmo bom, mas sem se dar conta dele. Ao invés de pensar no tempo eu me distraia um pouco olhando os prédios, era legal, era uma região que eu conhecia bem. Eu sentia um pouco de cansaço, despreparo, respiração forte, mas conseguia manter o ritmo, talvez ajudado pelos outros corredores. Fechei o km 2 entre a Eglinton e Davisville para 5:04. Ritmo sensacional para o meu preparo, mas eu não sabia. Talvez por que a corrida é predominantemente descida, mas não estava muito fácil para mim, eu sentia o despreparo. Fechei o km 3 para 5:09 no cemitério Mount Pleasant, na baixada, e depois veio a subida para a St Clair. Antes, porém, teve o posto de água, que passei direto. Outos postos de água viriam mas eu nunca peguei água.












Cruzei a venida St Clair, onde moro, meu backyard! E segui. E o km 4, pouco depois, foi fechado para 5:19, o ritmo tinha caido, provavelmente por causa da subida no Mount Pleasant. Mas denovo não sabia do tempo, não olhava para o Garmin, não olhei nenhuma vez. Mas era descida e eu corria bem, tinha me esquentado, me sentia melhor, não preparado, mas melhor, talvez pelo ritmo ter diminuido. O km 5 veio na estação Rosedale do metrô e eu fechei para 5:09. Eu vi a placa do km 5 e comecei a pensar em termos do percurso, dos km que faltavam. O que me veio a cabeça por que ali era o km 5 e na estação King era o 8 então não deveria ser difícil chegar no 8, não parecia muito longe. Pouco depois da Bloor veio o km 6 que fechei para 5:14 e segui. Logo depois percebo um rapaz correndo com a filha de provavelemente menos de 10 anos, incentivando ela. Nossa, será que a criança se qualificou para a onda amarela, será que ela faz sub 50? Isso seria impressionante, pensei que talvez não seria saudável. Eles andavam a primeira vez que vi, depois me passaram, depois no posto de água mais para baixo eu não parei denovo e passei eles para ficar na frente até o fim. E o km 7 fechei na Gerrard para 5:07 me sentindo okay, sentindo que o ritmo estava bom, e começando a pensar que talvez estivesse num ritmo melhor do que pensar, talvez desse um sub 5 min/km. Par aisso minha percepção da velocidade tinha que estar viesada, e bastante, mas eu comecei a pensar que talvez pudesse acelerar um pouco. E perto da King fecho o km 8 para 5:18.

Em algum momento durante o km seguinte eu acelerei pensando no sub 50, quem sabe o ritmo está bem melhor do que eu percebo, quem sabe um sub 50! Dado as condições isso seria muito bom, muito positivo. Eu usava os óculos bem escuro que tinha acabado de comprar em São Paulo e não conseguia ver o Garmin, eu não sabia o ritmo, mas então notei que estava pasando mais gente, certamente estava mias rápido e corri o km 9 rápido mas ciente que ainda tinha o km 10. Saí da Yonge, entrando às esquerda na Front já me sentindo mais cansado e logo fechei o km 9 para 4:39 o que foi um tempo sensacional que na hora não imaginava. Não vi a placa do km 9, mas sempre soube quando faltava mais ou menos para o final pois tinha olhado no mapa e conheço bem a região. Tentei manter o ritmo no último km mas as pernas estavam cansadas, não estava fácil, eu corria até o próximo cruzamento e pensava "isso aí, vamos segurar mais um cruzamento..." e assim foi até o final, fechando o km 10 no Garmin praticamente ao cruzar a linha de chegada, para 4:54 e a corrida para 51:04. Não olhei o tempo imediatamente mas quando olhasse ficaria mais feliz com os dois km finais do que com o tempo da corrida. Mas 51 minutos foi bom, depois da pneumonia e de ter treinado pouco.

Peguei a medalha, depois água, depois gatorade, depois banana e outras coisas, mas não teve muita coisa. Tinha até levado uma sacolinha no bolso para não ter que carregar bananas e tal na mão mas acabou que não tinha muito para carregar. Dei uma andada para lá e para cá, não vi muito de interessante e resolvi voltar para o metrô. Nenhuma bike na estação, o metrô à quase 2km se eu acertasse o caminha... comecei a andar. Cheguei na King e peguei ela rumo ao metrô. Em certos trechos trotava, me sentia cansado, pernas doendo, mas me sentia bem, ainda tinha ânimo para trotar para chegar no metrô logo. E cheguei. De lá peguei o metrô de volta e quando desci na estação St Clair ainda tinha muita gente correndo passando por ali, quase no km 4, galera das ondas que vieram depois.

A corrida foi positiva e a performance também. Na segunda senti cansaço e dor na perna de cansaço, e na terça ainda estava cansado e não corri os dois dias. Na quarta estava melhor mas estava chovendo de manhã. Hoje, quinta, eu rodei 5km, fechando o último para 4:31 num tiro proposital, usando o Adidas novo que parece muito bom, muito leve. A próxima corrida é a de Carnaval no meio de Julho, mas existe uma possibilidade pequena, se o resto de Maio for muito bom, de eu encarar a meia maratona de Winnipeg, no final de Junho. aidna aquela vontade de correr uma meia no começo e outra no final do ano, mas sem preparo, sem muita alternativa, sem muito tempo, então as chances não são grandes.

domingo, 22 de março de 2026

Volta ao Bairro North Riverdale

 Com o aquecimento na temperatura e a boa experiência na corrida da semana passada, hoje eu resolvi ir para a segunda volta ao bairro do ano. Podemos dizer que o fator mais importante foi o fim do inverno e o derretimento da neve, que fez possível eu pensar em volta ao bairro. 

O bairro North Riverdale é um bairro na parte Leste de Toronto, que no bairro mesmo não tem muito para citar, mas ele fica num ponto bem conhecido. Ao Norte, limitado pela Danforth, ele tem muito comércio com viès Grego, mas nada que conheço muito bem. Ao Leste, limitado pela avenida Pape, o bairro não tem muito de especial. A Pape termina numa passarela no seu lado Sul, e essa passarela, no meu ponto de vista, te dá oportunidade de uma visão muito legal do Centro de Toronto. Eu quase parei lá para ficar olhando. Limitado ao Sul pela Gerrard, o bairro termina numa espécie de Chinatown pequena e não tão Chinesa como a verdadeira Chinatown. Ali tem bastante comércio. Depois, ao Oeste, limitado pelo rio Don River, temos trilhas e uma pista de corria a moda antiga, de cascalho, e denovo uma visão legal do centro da cidade ali na estensão da pista da corrida, que é um barranco alto, mas não muito íngreme, tal que a galera usa como parque e faz piquenique no verão, aproveitando a visão do centro de Toronto, umas das melhores skylines, apesar que Toronto tem várias. Enfim, o bairro fica num lugar bem conhecido de forma que nenhum preparo foi necessário em termos de decorar os contornos. 

Depois da corrida da semana passada, eu comecei a semana cansado mas me sentindo bem, com corridas leves, mas chegando aos 5km e julgando a performance melhor do que o esperado. Mais para o final da semana deu um pouco de dor nas costas e bacia de forma que eu não estava muito otimista para o final de semana. Só que a temperatura caiu e no Sábado eu acabei não correndo por causa de um pouco de chuva e um pouco cansado da Sexta. Hoje, Domingo, eu estava determinado a ir para a volta ao bairro, me sentindo mais ou menos bem, mas iria correr devagar e ver o que acontece. 

Saindo exatamente às 6 da manhã eu esperei o Garmin achar o satélite e queimei o chão. No começo devagar, sentindo os ossos, as pisadas, ajustando a visão... mas logo descendo a Yonge, indo para o Sul, eu estava me sentindo bem, em ritmo level. Fechei o primeiro km embaixo da ponte da estrada de ferro na estação Summerhill, para 5:36. FIz o caminho tradicional para a pare Leste de Toronto, e fechei os km 2 e 3 sem eventualidades, por volta dos 5:20, um ritmo muito bom, e eu não me sentia cansado. 












O km 4, em cima da ponte que liga o Leste ao Oeste da cidade, eu fechei mais lento, para 5:37, provavelmente devido a redução de velocidade na entrada para a Don Valley Parkway, onde os carros entram meio rápido e eu acabei correndo no escuro na grama para não correr riscos, mas com velocidade reduzida.

Logo depois da ponte, correndo na Danforth, rumando para o Leste, eu começo o contorno do Bairro. Apesar de perder um pouco de tempo atravessando a Beyview, acabei fechando o km 5 para 5:27. Mais a frente vià direita na Pape, indo para o Sul, no limite Leste do Bairro, fecho o km 6 para 5:14, o meu melhor km. Logo depois eu acelero e seguro um ritmo mais forte, e provavelmente fecharia o km 7 para sub 5 minutos, mas tinha uma construção no meio do caminho. 

No final da Pape, descendo a sub 5, eu tive que desacelerar abruptamente, e quase parei procurando uma passagem pela area de ocnstrução. Por um momento pense que a rua estava fechada e que teria que arrumar um plano B, o qual não existia. E a situação era particularmente difícil pois se a rua estivesse fechada eu não poderia usar a passarela sobre a ferrovia, e teria que pensar como atravessaria a ferrovia sem me distanciar muito dos limites do bairro. Mas eis que achei logo a calçada e nem precisei parar de correr, mas to trotinho caiu para uns 7 min/km. Isso por uma quadra, até passar a construção e chegar na passarela, quando o ritmo melhorou para uns 6/km. Vai e volta na passarela, vendo a cidade lá de cima, descendo do outro lado e logo estou na rua novamente, logo viro à direita na Gerrard, rumando para o Oeste, no limite Sul do bairro. 

















Na Gerrard completo o km 7 para 5:52. Passo pela área comercial e em meio a pensamentos termino a Gerrard que nem vejo. Viro a direita na Beyview, indo para o Norte e fechando o km 8 para 5:30. Me sentia bem, mas o cansaço começa a pegar. Na Beyview, correndo pela calçada, me deparo com neve no chão, que ainda não tinha derretido. Ali, num lugar meio alto, devia ser mais frio que outros lugares. Logo completo o km 9 para 5:30 demovo e chego na Danforth para completar a volta. Deido continuar correndo na Danforth, rumo ao Oeste, voltando para casa, até completar o km 10. So que ali tem a saída para a Don valley e perco um pouco de tempo aindo e voltando, esprando os carros passarem. Depois passo e acelero, para completar o km 10 do outro lado da ponte, para 5:21, tendo corrido um trecho de uns 300m para sub 4:30.

Ainda era cedo e não tinha metrô, mas tinha uma estação de vicicleta ali. Vou de bike para casa.

Semana que vem vamos ver... depois viagem para o Brasil. Depois corrida Sporting Life 10k no dia 10 de Maio. E outras aventuras.


domingo, 15 de março de 2026

Corrida São Patrick

Exatamente 1 ano depois da mea de Washington, estamos correndo denovo, agora bem mais frio, agora em Toronto, mas com apenas 10km. O incentivo para essa corrida veio no final do ano passado quanto uma colega de trabalho disse que estava começando a correr e queria ir numa corrida. Com o inverno pela frente, essa era a primeira corrida do ano que tinha opção para 5km, e para melhorar as coisas ela é pertinho de casa, em uma área bem conhecida. E assim nos inscrevemos os dois na corrida, ela nos 5km e eu nos 10km. 

Com a meia de Mazatlán, no México, pela frente, eu não tinha razão para pensar muito nos 10km 4 meses no futuro. E assim foi mais ou menos, eu continuei meus treinos sem nunca pensar muito nessa corria em particular, apenas tentando manter uns treinos mais longos nos finais de semana pelo inverno onde correr se tornou complicado. Este ano tivemos muito frio e neve no inverno e o meu treino foi caótico, correndo muito devagar, mas nunca parei, e uma vez a cada duas semanas na média eu encaixava um treino de 10km em temperatura sub 0. As volta ao bairro deram uma pausa e eu relatei aqui os meus treinos de uma forma geral durante este período. O último treino mais longo foi na sexta passada, quando rodei 10km, e me senti bem, e já estava pensando bastante nessa corrida. 

Na sexta passada a previsão do tempo já acertava que dias quentes viriam pela frente, mas que o domingo da corrida estaria frio. Os dias passaram e a previsao do tempo não mudou muito, e o pouco que mudou foi para pior. 

Durante a semana, depois dos 10km na sexta, eu não rodei muito. O máximo foram 5km na terça feira, e depois 4km na quinta e 3km ontem só para esticar as pernas. Apesar do treiino preguiçoso, eu não pensava muito na corrida, não poderia ser difícil correr 10km, eu me sentia bem em geral. O treino escasso na semana se deu um pouco ao fato de que eu senti um pouco de dores nas cosas no começo da semana, e depois mais para o fim resulvi que era melhor não correr nada muito longo. Fui um pouco ajudado nisso pelo tempo que começou a ficar holstil na sexta, quando não corri, e mesmo ontem, Sábado, estava bem friozinho comparado com o começo da semana que estava muito bom, com temperatura acima dos 5 graus, mas que mesmo assim não aproveitei como deveria.

Foi nessa semana também que voltei a ir mais frequentemente para o trabalho, e de bicicleta. Na segunda, com um km pedalando eu caí num baita buraco no asfalto, e o pneu da bike estorou. Sorte que estava perto do metrô, e como bicicletas estavam escassas na área eu peguei o transporte público até o treabalho. Na quarta feira andei 3km, sem corrida, me sentia um pouco cansado, sem ter dormido muito bem, e peguei a bike para o trabalho. A previsão do tempo dizia que chuva forte estava no radar, mas eu perdi o streetcar e era semana de pedalar, então lá fui eu. O toró d'água começou com umas gotas que me fizeram pensar em parar na estação Dupont do metrô. Mas era só gotas. Estação Spadina não, ainda só gotas, tranquilo. Estação Christie também não rolava, tinha que sair um pouco do caminha e eram só gotas. Quando a estação Ossington apontou no horizonte já era mais do que gotas, mas não parecia molhar e dali até o trabalho eram só uns 2km, não vamos acovardar agora. A estação Ossington foi ficando para trás, e com ela o ônibus seco e quente, enquando que o barulho das gotas na minha jaqueta não me deixava escutar muito mais do que gotas. E foi assim que às 6 da manhã, com 3 fraus e numa rua escura, eu tomei o primeiro banho natural do ano. Peguei um café e no trabalho troquei de roupa, dado que sempre tenho umas roupas no trabalho para esses imprevistos. Enfim, estava frio e não foi legal, mas foi legal.

Voltamos ao dia de hoje. Combinei com minha colega de trabalho que pegaríamos o ônibus no pointo em frente da casa dela, às 9:36. Eu peguei o metrô, depois andei e cheguei lá com tempo de sobra. E estava frio e nevando, esperar o ônibus não estava gostoso e não vou mentir, o meu humor não estava o mais positivo, ainda que eu estava feliz por ser uma das poucas ocasiões que vou para a corrida com alguém que vai correr também. Mas as condições estavam realmente lastimável lá no ponto de ônibus até o dito cujo chegar, e dentro dele estávamos quente. Na verdade eu estava bem agasalhado, é que ficar parado no vento frio não é gosotoso, ainda se bem agasalhado. 

Chegamos no local do evento com uns 30 minutos para a largada, e para minha surpresa eles tinha um salão enorme e quente, de forma que esperar a largada foi tranquilo. Eu estava pronto, carregando pouca coisa, equanto que minha colega em sua primeira corrida estava mais preparada, com mochila, água, roupa de sobra e tal. Com 10 minutos para a largada saímos do salão e fomos para a largada, mas agora o tempo parecia diferente, tudo parecia mais claro, menos frio, menos vento, e tinha até um povo com roupa de verão, como sempre tem nao importa a temperatura. Eu estava super agasalhado, na verdade, com 3 blusas, mais do que eu usava para os treinos a 15 graus negativo, e agora estávamos pouco abixo dos 0 graus. A questão é que tenho medo de ter que ficar esperando no frio, sem correr. A gente nunca sabe o quando vamos esperar o o quão frio vai estar, e melhor prevenir do que passar frio. Mas logo descobri que estava um pouco prevenido demais. 

Larguei junto com ela, relativamente na frente, perto do sujeito marcando 50 minutos para os 10km. Ultimamente acho que nem enxergo mais o suficiente para seguir esses marcadores de ritmo, mas fiquei por ali com minha amiga. A largada foi dada e andando e passando o póritco, corremos. Era um trote lento e eu trotei com ela uns 100m, mas como sempre não consegui me segurar e falei tchau para ela. Na verdade ela estava nos 5km, um pouco ansiosa com sua primeira corrida, mas eu já tinha viso ansiedade pior, inclusive talvez eu mesmo. O desafio para ela talvez maior do que os 5km, seria o frio, e eu desejei que não tivesse muito vento no percurso, era tudo que precisávamos. 











Deixando ela, eu rodei mais forte, provavelmente sub 5min/km. Não me sentia totalmente preparado, mas me sentia okay, sentia já ali no começo que poderia rodar sub 5, mas tentei não pensar muito nisso. O percurso seguiu pela Bayview, uma avenida muito larga, quase uma rodovia. Um pouco de neve no chão em algumas partes, mas na maioria o asfalto estava limpo, áspero, ma smuito molhado de forma que sentia água espirrando na minha panturrilha. Fechei assim o primeiro km para 5:15, mas sem saber pois não olhei o Garmin. Nunca olhei o Garmin. O primeiro km foi mais ou menos em baixo da ponte do metrô, que passa sob a avenida Bloor e liga a parte Leste e Oeste da cidade. Mais a frente entramos á direita na Rosedale Valley, e ali tem um pouco de subida. Mas pouco, o percurso é na maior parte bem plano, eu não senti muito as subidas que eram pouco íngremes. Fechei o km 2 para 4:57, em ritmo super bom, o qual eu tinha idéia ma snão tinha certeza. O retorno é sob outra ponte onde em cima temos a Bloor, resultado de a Bloor fazer uma curva e da curva que fizemos para entrar na Rosedale Valley ser mais do que 90 graus. Ali, se desse para subir o morro, lá em cima fica a estação do metrô Castel Frank. Mas para a gente era o retorno, para a galera dos 5 km era a metade do percurso. Voitei e senti um pouco mais fácil pela descida, e por volta do km 3, que fechei para 4:56, eu encontrei minha amiga do outro lado da pista. Ou mais precisamente, ela me encontrou. 

Dali para frente eu me senti um pouco cansado, mas mantive mais ou menos o ritmo. Sob a Bloor novamente fechei o km 4 para 5:06, agora sentindo calor, agora querendo ter menos blusas, seria ideal se eu pudesse tirar uma camada. Mas não podia. Segui e completei o km 5 para 5:06, e parti para a segunda volta. Apesar de me sentir mais ou menos cansado, eu segurava o ritmo bem, e a segunda volta foi mais ou menos igual a primeira, incluindo o ritmo. 

Exceto pelo km 10, no qual acelerei. Segundo o Garmin, o ritmo médio foi para 4:37, mas o Garmin disse que tinha 9km 730 metros, não 10km. E segundo o Garmin o meu rimto médio foi de 5:06, que achei muito bom. Mas melhor ainda foi o tempo oficial, que me colocou no sub 5min/km. Eu não prestei muito atenção, não fiz muito as contas, mas acho que a diferença é que eles consideraram 10km enquando que o Garmin considerou menos do que 10km. Não sei porque eu estou acreditando mias no Garmin.

















A corrida de São Patrick é bastante popular, tinha muita gente, e ele acontece todo ano, acho que por muitos anos. É meio que relacionada aos imigrantes da Irlanda, que mutios vieram na época da fome que teve lá, e acabou que influenciou muito a América do Norte. Acho que um dos legados é que tem muitas igrejas Católicas em Toronto, enquanto que nos EUA eles são mais Protestantes. Enfim, é até interessante que eu nunca tinha ido nessa corrida. Mas foi bom, em particular porque eu estava um pouco pessimista com o tempo, que acabou influenciando muito pouco na corrida, acabou que a temperatura até que ajudou, pouco vento, neve para todo lado, fazendo uma experiência um pouco diferente mas que value a pena. 

Abaixo uma foto tirada pela organização, Achilles Canada, que tem sido muito bons e muito respeito aos corredores, principalmente com deficiência, parabéns a eles!



sexta-feira, 6 de março de 2026

Fevereiro se foi mas o inverno se recusa a ir

 O final de semana passado foi bem frio a semana se passou como usual, com poucos treinos, alguns dias mais frios os treinos raramente passando dos 5km. Hoje, no entando, eu novamente chegui aos 10km. E com isso me sinto mais tranquilo que a corrida de Santo Patrick, no Domingo que vem, de 10km, vai dar para encarar. E quem sabe então vem Março, e vem os dias mais quentes, a neve derrete, e eu consigo entrar mais em forma, quem sabe até umas voltas aos bairros. 

O treino de hoje foi gostoso. Comecei andando e com uns 400m percebi que o Garmin estava marcando corrida, não caminhada. Parei, dei um reset no Garmin e mantive ele no modo de corrida, e saí correndo com temperatura de 1 grau. Muita neve ainda por todo lado, mas era cedo, com pouco carro, e no meio da rua dava para correr bem, a rua estava seca. O ritmo não chegou a ficar muito alto, mas segurei um ritmo bom, segurei bem e no final rodei um pouco mias rápido, para 5:01 o km 10. Hoje excepcionalmente eu tive problema com óculos embassado, não entendi direito porque, talvez a temperatura levemente acima de zero e o ar úmido. Mas atrapalhou muito e eu estava até com medo de trombar num carro no último km. Mas o último km acabou e tudo traquilo, nenhum carro amassado. Cmaos ver como vamos na corrida no Domingo que vem....







domingo, 15 de fevereiro de 2026

Mais um fim de semana em Fevereiro

 A temperature subiu desde que connversamos na semana passada, e agora tem estado acima dos 10 neagativos, mas pouco passando acima dos zero graus. Com isso a neve ainda nao derreteu e na verdade, ainda temos muita neve no chão. A boa notícia é que as ruas estão limpas. 

E a ourra boa notícia pelo menos para mim é que eu tenho me sentido melhor desde o domingo passado, com menos dores, e comendo melhor também, dado que eu estava com digestão estranha, meio devagar, sentindo azia frequentemente. Com isso tenho corrido mais tranquilo. 

Mas não muito. Tenho saído para o treino sempre que possível, mas mesmo assim esta semana só corri quatro dias. E ontem foi um dia estranho, estava quente, por volta dos zero graus, mas o chão estava pesado, com neve que atrapalhava a corrida e eu não me sentia bem. Não sei o que era, não era um dia de correr. Eu caminhei 1km, depois corri 1km, e resolvi parar e caminhar denovo, mais 4 km, e mesmo na minha nova modalidade de caminhada eu me senti um pouco cansado. E para piorar voltando para casa eu senti dor nas costas do tipo que eu já não sentia à algum tempo. Bom que eu não corri muito...

A nova modalidade é que nesta semana eu passei a marcar o ritmo médio da cainhada, e defini que qualquer coisa vale, não precisa só caminhar. O resultado é que eu acabo tentando manter o ritmo médio bem mais rápido do que seria uma caminhada. Tipo, o ritmo da caminhada é por volta dos 10 min/km se for meio rápido. Mas nesta semana foi por volta de 7min/km duas vezes que caminhei vários kms. Enfim, é mais corrida que caminhada, trotinho, não corrida. Interessante colocar o Garmin para marcar o ritmo médio, aí toda vez que ele sobe acima dos 7 min/km vc dá um trotinho para trazer ele para baixo dos 7 min/km. Depois de uns 4 km os trotes rendem pouco pois estamos falando da média de todo o treino, e o trotinho é por volta dos 6:30/km. Ou seja, vc trota e o ritmo quase não muda, você caminha e o ritmo começa cair! O resultado é que começa a cansar...











Mas de qualquer forma o que quer que seja que aconteceu ontem não parece ter afetado hoje. Me senti bem e com vontade de correr, sem dores nas costas, mas a situação ainda não está boa para uma volta ao bairro, com muita neve ainda nas calçadas. E depois de tanto tempo sem fazer longo eu preciso voltar a treinar um pouco de resistência para não cansar muito numa volta ao bairro. Enfim, rcomecei rodar sem planos, e os km passaram. Eu planejei parar no km 6 mas quando chequei lá continuei. Essa é a vantage de rodar por perto de casa, vc pode ficar rodando quanto quiser sem se preocupar que vai ser difícil voltar. 

O resultado é que acabei completando os 10km, e com ritmo muito bom. A média dos 6 km finais ficou sub 5min/km o que foi inacreditável. Enfim, quem sabe a saúde continue boa e eu consiga recuperar um pouco a forma e quem sabe dá coragem para voltar a treinar para uma meia...



sábado, 7 de fevereiro de 2026

Mais um Sábado, mais um frio

 Esse ano a impressão é que está bem mais frio que o ano passado e possivelmente vários anos anteriores. Em Janeiro e agora começando Fevereiro tem sido comum as manhãs com temperaturas abaixo dos 10 negativos. E hoje, Sábado, dia do long e volta aos bairros, amanheceu por volta dos 20 negativos, temperatura que vai continuar pelo menos por mais dois dias. Enfim, saindo pouco, indo pouco para o trabalho e correndo pouco.

No entando a semana não foi ruim. Na terça feira, quando a  temperatura subiu para os 5 negativos, eu festejei correndo 10km. Mas na alegria acabei colocando o Garmin no modo de ciclismo e ele marcou a cada 5km... Mas foi bom, chão meio liso e com neve em muitos lugares, uma neve molhada, mas mantive o ritmo até os 10km.


Os dois dias que seguiram foi de bastante frio e eu dei uma descansada. Ontem a temperatura subiu novamente para por volta dos 7 negativos e eu rodei 6km, com 4 de caminhada rápida, às vezes correndo, depois da corrida. O ritmo estava legal mas me senti um pouco mais cansado do que na Terça. Ontem também estava meio que nevando, com o chão branco do tipo que quando você dá duas voltas no quarteirão você vê o seu rastro da volta anterior claramente na neve. 













Então foi melhor do que eu esperava apesar de apenas dois treinos. Hoje realmente tá dificil e sem muias esperanças para os próximos dois dias, com temperatura sempre por volta dos 20 negativos. Depois parece que vamos ter um respiro, temperatura sobe, quem sabe para não cair mais. Alem do frio também temos tido muita neve este ano o que também dificulta a corrida. Vamos indo, devagar o inverno vai passando...

domingo, 18 de janeiro de 2026

Correndo para não congelar

 Hoje, com temperatura nos -10 graus com sensação térmica perto dos -20, eu resolvi checar como estava lá fora. Geralmente não vou correr nessas condições, mas fui sem compromisso, qualquer coisa voltaria para casa. Acontece que deu para rodar bem, e mais rápido que o usual. O chão estava muito melhor do que ontem, apesar de ainda ter muita neve em todo lugar. Mas no meio da rua estava relativamente limpo na maior parte dos lugares e dava para correr bem, fora o frio. Eu comecei rodando devagar, sem aquecimento, e o primeiro km acabou sendo mais lento. Mas aí consegui apertar o passo e rodar num ritmo bom. Com 4km conseguir que o ritmo médio ficasse nos 5min/km, e parei, estava bem cansado e não ia rolar manter o ritmo por mais 1 km. Daí andei mais 2km, trotando um pouco, ritmo sub 8:30min/km.











Segundo a previsão do tempo os dias que virão serão frios, hoje sendo o mais quente; e serão frios por muitos dias, por duas semanas... sorte que a previsão tende a não ser muito boa para tão longe, vamos ver. Qualquer coisa a gente enfrenta o frio e estica as pernas um pouco, enquanto Março não vem...

sábado, 17 de janeiro de 2026

Volta ao quarteirão

 Pois é, estamos devagar. Ontem e anteontem caiu muita neve e esfriou muito e fiquei longe das ruas. Hoje a temperatura subiu para perto dos zero graus, saí para um treino, vagamente pensei em dar a volta em um bairro colocando os pés na calçada, desisti. Muita neve em todo lugar, mesmo no meio da rua tinha neve num estado entre sólido e líquido, que é uma beleza para molhar o pé da gente. Não só isso, estava bastante liso em muitos lugares. Apenas ruas mais movimentadas e algumas calçadas tinha trechos que data para correr bem e com segurança. Mas vc tá correndo na rua, vem um carro, como você vai para a calçada, dado o monte de neve no lado das ruas? Às veze não vai, e torce para que o sujeito do carro vai devagar, vc de um lado e o carro do outro, vc dá uma parada, entra na neve o quanto pode, o carro passa devagar e tudo mundo sai ileso. Mas eu prefiro a segurança da calçada e geralmente vou para a calçada quando vem um carro, mesmo afundando o pé na neve, parando de correr, arriscando um escorregão. O resultado é que correr na rua não é o ideal, correr em lugar algum é o ideal.

Ainda assim no começo estava animado por não ter corrido nos dois dias anteriores e por ter esquentado bastante, comecei o aquecimento caminhando e trotando 1km. Ultimamente minhas costas tem estado boa e eu não sinto muito a necessidade do aquecimento, então tenho trotado também durante 1km de caminhada antes da corrida. 

Depois de 1km eu não estava satisfeito, mas nesse ponto voltar para case não é necessariamente o que você quer fazer. Coloquei o Garmin no modo de corrida e fui testar as ruas, contornando os quartairões e tentando planejar algum loop que tivesse pouca neve. Mas não havia possibilidade, e as melhores ruas eram também as mais movimentadas, nas quais eu nao queria correr e se corresse teria que frequentemente pular para a calçada de alguma forma, apesar de ser antes das 6 da manhã. 

Mesmo assim continuei o treino. Na quarta feira, antes dessa neve toda cair, eu sai para correr mas me sentia cansado e resulti continuar caminhando depois do primeiro km. O resultado é que a caminhada se tornou um trote que não parou, mas foi bem lento. Como eu não coloquei o Garmin no modo de corrida ficou registrado como uma caminhada super rápida. Nela, eu tentei manter o ritmo cardícado abaixo dos 140, o que me obrigou a correr bem devagar. Mas no final das contas foi legal, foi uma boa experiência pois acabei rodando 6km nessa brincadeira. 
Hoje eu pensei naquilo, pensei que podia andar, que iria devagar, trotando até onde fosse. Mas com o Garmin no modo de corrida e sem olhar o batimento cardíaco. Sem compromisso com nada, eu acabei sofrendo no começo com a neve, mas depois aprendi a correr no chão liso e molhado, e acabei rodando 4km, e parei porque os meus pés estavam ficando molhados. Não é só molhado, o esquema é que o molhado é com água suja. A neve no chão, meio derretida, pisoteada, irregular, marrom, é aparentemente muito suja e você até fica com medo de doenças e tal. Enfim, eu simplesmente parei e andei mais 1km só para falar que andei. 

Sem volta ao bairro essa semana. Amanhã, Domingo, vai estar 10 negativos de manhã, com sensação térmica perto dos 20 negativos, e a neve vai estar praticamente a mesma coisa, talves as ruas um pouco mais limpas, mas não em muitos lugares. Depois de amanhã a previsão é que o frio continua...

sábado, 10 de janeiro de 2026

Volta ao Bairro Danforth

 Depois de duas semanas sem volta ao bairro, o tempo deu um tempo e hoje eu aproveitei a brecha. No final de semana passada, depois do Ano Novo, fez muito frio, com muita neve no chão, desde o Ano Novo na quinta até o Domingo e depois. O resultado é que fiz treinos curtos. Nessa semana as coisas melhoraram com temperaturas mais altas, mas mesmo assim só na Qunta que comecei a corre no asfalto limpo. Apesar disso fiz dois teinos de 6km na semana Um deles foi na Quinta, e ontem, que estava relativamente quente com uns 6 graus, estava chovendo e eu não rodei. Então o treino tem sido esparso e eu estava me  sentindo destreinado para volta ao Bairro hoje. Mas com a temperatura de 2 graus e a neve derretida em sua maior parte nas calçadas e ruas, eu tinha que aproveitar. 

O bairro Danforth é meio que irmão gêmeo do último bairro que eu tinha contornado, quase idêntico, um bairro comprido de Leste a Oeste, acompanhando a Danforth e ao Sul do bairro de 3 semanas atrás, tal que uma das bordas foi a mesma. E essa foi uma das razões que contornei ele, um bairro que eu conhecia bem os limites, e não muito longe. Apesar disso ainda tem outros dois bairros mais perto que eu também sai os limites de cabeça, e tipo, estou tentando evitar contornar eles para ficar para um dia que eu estou cansado.

O bairro Danforth acompanha a avenida Danforth, que é continuação da Bloor, a principal avenida Leste-Oeste de Toronto, onde passa o metrô Leste-Oeste. O bairro é fino e comprido, contendo praticamente 5 estações do metrô: Pape, Dowlands, Greenwood, Coxwell e Woodbine. Ali na Danforth tem essas estações de metrô, algumas das quais eu tenho certa familiaridade, tipo a Pape, e tem bastante comércio e alguns restaurantes que eu já freqhentei, tipo os Etíopes e Gregos, mas não muito em terms de restaurantes. Fora isso a Danforth é uma velha conhecida de treinos, sendo fácil de pegar o metrô nela. Acho que é mais ou menos isso, parte conhecida da cidade, talvez a mais conhecida que não é no Centro, mas não vamos muito para aqueles lado, o Leste da cidade.

Saí por volta das 5:30 da manhã, com 2 graus, com roupa típica de frio, calça justa e comprida com um shorts por cima, camisa da meia de Lisboa, e mais duas blusas médias. Caminhei o primeiro km, tentando uns trotinhos, sem sentir dores nem nada, mas não sentindo coceira para sair correndo logo. Verifiquei as calçadas que estava boas, com neves apenas onde sobrou uns montes grandes que não deu para derreter mesmo a temperatura tendo chegado a 11 graus ontem. Com isso tudo muito úmido, mas sem água que virou gelo dado que a maior parte da neve tinha derettido e tinha lugar de sobra para correr no seco. Mas ainda se via bastante montinho de neve aqui e ali, que provavelmente vão sobreviver por um tempo ainda dado que parece que agora vamos ter vários dias com temperatura que pouco sobe para acima de zero.

Passando a ponte da ferrovia onde tem a LCBO na Yonge, eu ativei o modo de corrida do Garmin e sentei o pé. Na verdade saí devagar, me sentindo okay. Da Yonge indo para o Sul, entrei na Crescente indo para o Leste e fui nela até o primeiro km para 5:35. Eu não me sentia rápido e um pouco cansado, então esse tempo foi considerado bastante bom, e não olhei muito o tempo do km depois disso. Continuei, temperatura boa, asfalto machucado do frio, com bastante buraco, e entrnado na Dunbar eu pensei "ôpa, se eu encontrar neve no chão vai ser aqui". A Dunbar é uma rua bem pequena, estreita, e realmente ali ainda tinha neve em certas partes da rua devido a pouco carros que passam e provavelmente não jogaram sal. Mas fui sem dificuldade, sem reduzir o ritmo. Fui pelo caminho usual de quando vou para o Leste da cidade, cortando por dentro, mas sem cortar muito em termos de distância. Fechei o km 2 na Elm para 5:22, ainda me sentindo cansado mas o ritmo estava muito bom. Não sei, acho que existia a falta de treino mas em um certo sentido também eu tinha beneficiado de bastante descanso esses dias. O km 3 foi sobre a ponte, final da Bloor e começo da Danforth, chegando na parte Leste da cidade. Daí tem a estação Broadview e a sensação é que estou de volta à civilização pois ali tem bastante comércio, luzes e carros, e gente. Na Danforth, mais para frente, fecho o km 4 para 5:24.









Por ali pensei que talvez devesse pegar a Pape para o Sul e fazer o outro bairro, mas eu nem sei qual bairro é menor, provavelmente os dois são similares eu pensei. Mas olhando no mapa, pegando a Pape para o Sul eu teria um bairro um pouco menor, talvez 1km menor. Na Pape virei às esquerda pegando ela para o Norte, e logo a atravessei correndo na sua calçada Leste, passando em frente à estação do metrô e rumando um pouco mais para o Norte para entrar logo a frente Selkirk, e dali até para Leste até a Woodbine o percurso era o mesmo da volta ao bairro anterior. Logo fechei o km 5 para 5:09, um ritmo impressionante dado que não me sentia assim tão bem, e comparando com a volta ao bairro anterior, mesmo percurso, eu avaliei que hoje estava me sentindo pior sem saber que o ritmo estava melhor. Os km 6 e 7, ainda indo para o Leste no longo limite do bairro fechei para 5:18 e 5:21. Cheguei na Woodbine onde virei à direita para terminar o km 8 para 5:13 e agora pegar a Danforth de volta para Oeste, em percurso que é descida leve, prêmio pelo percurso predominantemente de subida até a Woodbine. 

Na Danforth, indo para o Oeste, eu estou numa parte comercial, com mais carros e lojas e coisas na calçada, e eu pensei que meu ritmo diminuiria, mas pelo contrário, me sentia cansado mas conseguindo segurar o ritmo bem rápido. O km 9 na Danforth foi o meu melhor, para 4:59. Mas a borda do bairro era longa e eu sentia o cansaço, o ritmo então diminuiu com o km 10 para 5:11 e o km 11, logo depois de fechar o bairro na Pape, para 5:15.

















No total o treino foi menos de 1h, 5:17/km, eu estava feliz com o resultado, mas me sentindo cansado. Ainda con certas dores, depois de ter feito test de stress no cardiologista, meus pensamentos e planos são incertos se eu devo focar um pouco mais em voltar ao ritmo de 2024 com uns treinos de tiro, ou se eu devo pegar leve e ficar mais no trote leve, como foi 2025. Uma coisa que me incentiva a dar uma puxada nos treinos é o VO2 maximo dado pelo Garmin, que está no 48 mas já esteve nos 51/52. Apesar do Garmin ser meia boca para VO2 max, ele parece ser aprovado por aí, tendo razoável precisão, e o VO2 max bate com a minha performance e a minha percepção de performance. 

A avenida Danforth tem nome em homenagem ao Asa Danforth Jr., que construiu uma estrada por ali, mas não exatamente a atual avenida Danforth. O Asa Danforth veio dos Estados Unidos no final dos anos 1700, e o pai dele parece ter lugado na Revolução Americana. A história do Asa Danforth Jr parece mais ou menos documentada, ele indo e voltando dos EUA, com problemas na justiça e tal, não parece um sujeito que você homenagearia com uma das principais avenidas em Toronto. 

A avenida Woodbine tem o nome relacionado ao hipódromo Woodbine que fincava mais ou menos no final da avinida lá perto do lago. Woodbine é o nome de uma planta trepadeira, na verdade parece que mais de uma. Woodbine vem the Wood + bind que significa "ligado à madeira" ou algo assim, e parece ser ligado a duas ou mais plantas, e o nome da rua e do hipódromo é provavelente ligado a planta que nem é nativa do Canada mas da Europa, fazendo o nome da planta ser usado pelos ingleses.


domingo, 28 de dezembro de 2025

Sem volta o bairro

 Este final de semana não rolou volta ao bairro por causa das condições climáticas. Ontem, Sábado, o dia amanheceu com muita neve no chão, e muito frio, 9 negative com sensação térmica nos 15 neggativos. Dei uma rodada leve de 1km, e voltei para dentro de casa. Hoje a temperatura estava por volta dos zero graus, mas as condições das ruas ainda bem ruim, com neve em todo lugar, apenas ruas mais movimentadas dando para correr bem, no asfalto. Já estava prevendo a situação desde Sexta feira e nem planejei volta ao bairro para esse final de semana. Dado isso, resolvi rodar um pouco mais do que o usual hoje, um meio longo, de 11km, que acabei marcando apenas 10, e esqueci de apertar o botão do Garmin no primairo km. 

A semana tinha sido boa comparada com as duas semanas anteriories, depois de voltar to México, com 6km na Terça e 8km na Quinta, e menos km todos os outros dias. Talvez por ter corrido todos os dias eu não me sentia tão descansado ontem e hoje de forma que uma volta ao bairro não poderia ser muito longa, se eu fosse fazer. Saindo fora do prédio hoje eu notei que o treino seria um pouco difícil por causa da neve no chão nas ruas residenciais. No primeiro km de caminhada eu pensei onde iria para pegar menos neve no chão e facilitar a corrida, sujar menos o tênis. Só as ruas mais movimentadas estavam limpas o suvidiênte que você conseguia achar lugar para correr no asfalto. Resolvi então sair das voltas que eu dou todo dia e tentar o percurso de uma volta mais antiga de 5km, ou parte daquele percurso que tinha ruas mais largas e quem sabe mais limpas. 

Indo pela Heath para o Oeste, entro na Russell Hill à direita, indo para o Norte. A Russel Hill é uma rua bastante conhecida pois eu pegava ela para o Sul para ir de bicicleta para o trabalho, assim descendo o morrinho pela ciclovia. Hoje em dia ainda pego ela lá embaixo, descendo o morro mesmo, às vezes quando as estações de bike estão vazias e eu só consigo bike mais para o Oeste. Só que hoje em dia com a visão curta, descer morro de bike não é mais a adrenalina que era, particularmente ali que o asfalto não é muito, e eu tendo a evitar ir para lá. Para o Norte a Russell Hill também é bem conhecida minha por causa de muitos treinos; ela termina na Belt Line, mas dá acesso a outras ruas para treinos mais longos. Enfim, logo depois de pegar a Russel Hill, indo para o Norte, e no momento ainda conseguindo correr sem pisar muito na neve, eu percebi que o Garmin não tinha apitado os 5 minutos nem o km 1. Notei que ele não tinha começado...Comecei ele, e tinha corrido mais ou menos 1km.











Mais a frente a rua tem uma subidinha, e na subidinha a rua deixou de ser limpa, e daí para frente eu tive que enfrentar um pouco de neve no chão. Mais a frente completo o km 1 para 5:47, que na verdade era o km 2. O ritmo foi um pouco decepcionante, pensava que estava um pouco mais rápido, mas a neve no chão fazia as coisas mais difíceis e provavelmente foi o fator que me segurou. A Russell Hill termina e tem a Belt Line, muito bom lugar para correr, menos no inverno e com o dia escurto e cheio de neve. Devia ser umas 6:15 da manhã e a Belt Line certamente estava incorrível, então peguei a Forest Hill, indo para o Sudeste. Ali também tinha um carro na Forest Hill, e eu esperei e ele não foi. Eu passei a Forest Hill e fui parar na calçada do outro lado, que estava mais ou menos limpa, mas com pedaços não limpos e meio escorregadio. Eu mentalmente chamei o carro de corno por ter me esperado, dado que se ele tivesse ido embora eu seguiria atrás, no meio da rua, ao invés de ter que ir na calçada. Mas o carro tinha boas intenções e não foi justo, também porque a Forest Hill naquele pedaço estava pior do que a cançada e vinha outro carro do outro lado que me obrigaria a se virar de qualquer forma. Se virar significa correr bem lentamente na beirada, fora da trilha mais llimpa onde os carros passam, para o carro passar. Ou então pular para a calçada, o que pode ser difícil estando na rua dado o monte de neve que geralmente tem nos lados das rua, a neve amontoada lá por caminhonetes ou tratores com pás que limpam as ruas. Pisar nesses montes de neve significa afundar o pé, e entrar água no tênis. Para ir da rua para a calçada geralmente você acaba tendo que esperar uma entrada de garagem, onde alguém limpou a neve para sair com o carro, e mesmo assim só vai fazer isso se a calçada estiver limpa. Portando, vc em geral vai dividir a rua com os carros, e dar uma encostada na beira do monte de neve para o carro passar, rezando para não ter que pisar em neve que afunda muito para não molhar o pé. 

A Forest Hill, que é também o nome do bairro, um bairro de classe alta, faz uma curva e vai para o Sul. E indo para o Sul eu completo o km 2 para 5:45. Indo para o Sul a Forest Hill passa perto do Upper Canada College, uma escolha para gente rica que tem uma pista de corrida de borracha onde eu já corri muito, mas que no Inverno é fechada por uma tenda enorme que colocam sobre o campo de futebol e cobre parte da pista. A pista também é escura, e eu que tenho corrido sempre de madrugada ando indo lá pouco mesmo no verão. Depois a Forest Hill cruza a Lonsdale, e depois vem a Heath, retornando na rua onde comecei. E entrando na Heath fecho o km 3 para 5:45 denovo, determinado a não repetir a volta pois a neve no chão tá de lascar. 

A Forest Hill cruza a Heath, a qual pego à direita, indo para o Oeste, já com plano de ficar fazendo um retângulo ali: Heath, Russell Hill, Lonsdale, Forest Hill, e repete... Nesse retângulo todas as ruas estavam boas, com a Forest Hill tendo um pouco de neve no chão. O retântulo tem pouco mais de 1km, talvez 1,2km. Nesse loop, o km 4 for quando estava entrando da Lonsdale na Forest Hill, para 5:29, e com isso, fazendo esse loop, o meu ritmo melhorou, rodando para 5:26 e 5:22 nos próximos km, depois ficando ao redor de 5:20. Não me sentia totalmente inteiro, mas o ritmo estava okay. No km 10, que era o 11, eu apertei o passo e fechei para 4:47, um bom tempo dado que eu não tenho rodado forte, praticamente nunca.














Mas seria difícil fazer muito melhor do que os 4:47, eu senti o cansaço, difícil não lembrar que nos bons tempos eu provavelmente rodaria por volta dos 4 min/km num tiro de último km tendo corrido os outros para 5:30. Ás vezes dá vontade de voltar a treinar tiros, mas ao mesmo tempo lembro que tenho todas as dores e problemas e o plano seria correr devagar para continuar correndo, e que esse 4:47 provavelmente não deveria ter acontecido. Mas é difícil resistir.

A rua Russell Hill é boa conhecida minha. A palavra Hill significa morro, mas Russell é em homenagem a Peter Russell, um tipo de governador do Upper Canada no início dos anos 1800s, quando havia muita pouca coisa em Toronto, que se chamava York. Ele foi nomeado governador pelos Inglêses, e imigrou para o Canada. O sujeito tinha uma propriedade ali também, tinha escravos e tinha vício com jogos, então hoje em dia ele não é necessariamente uma figura popular.

A rua Heath é nomeada literalmente em homenagem à familia que também deu nome ao bairro ali, o Deer Park. A família Heath tinha propriedade na área que se chamava Deer Park.

A rua Lonsdale tem um nome com orígem não muiot bem documentada. Parece que se refere a uma região na Inglaterra, ou ao Duque de Lonsdale. 

sábado, 20 de dezembro de 2025

Volta ao bairro Danforth East York

 De volta na aativa, hoje foi a vez do bairro Danforth East York ser contornado. Um bairro praticamente inteiramente residencial, do qual é difícil se falar muito. No passado eu passei várias vezes por ele, subindo a Donlands e provavelmente algumas vezes a Greenwood e a Coxell, no tempo que treinava com a galera do grupo East York do facebook. Isso foi lá por volta de 2014 eu acho. Mas para chegar lá é um pouco longe e inconveniente, eu só ia nos finais de semana e acabei parando de ir.

Fiquei um intervalo de 3 finais de semana sem volta a bairros. O primeiro foi a meia de Mazatlán. O segundo, eu tinha chegado do México no sábado e acabei não rodando no final de semana. No sábado seguinte eu estava usando um monitor cardíaco holter, o qual ainda tenho que ver o resultado. Ainda sinto dores e fui diagnosticado denovo com atrial fibrilação, mas a doutora disse que posso correr, e enquanto isso vamos tentar entender as dores na costas, se tem algo a ver com o coração ou pulmão. Enfim, não corri no sábado passado por causa disso, mas na segunda tirei o holter e na terça rodei 3km, na quarta 4km, na quarta 5km, e na sexta, ontem, que eu planajeva rodar 2km para não cansar para o longo de hoje, eu não rodei nada pois choveu a manhã inteira. Hoje fui para a volta ao bairro.

Me sentia bem e não escolhi muito, estava claro para mim que eu estava meio destreinado e devia escolher um bairro mais perto. Eu defini dois bairros, um menor e outro maior, vizinhos, e decidiria depois de fazer o lado Oeste e Norte/Sul deles. Mas a diferença de tamanho não era grande e eu estava com boa certeza que contornaria o maior, o que fiz.

Saí por volta das 6h e com o sol nascendo só perto das 8h eu nem levei óculos escuro. Saí caminhando como de costume, mas não queria caminhar. Me sentia muito bem, e estava frio, por volta dos 4 negativo, e eu queria esquentar. A caminhada então misturou dois ou três trotinhos. Quando cheguei lá embaixo na ponte, completando 1km de caminhada, coloquei o Garmin no modo de corrida e lá vamos nós, descendo a Yonge, rumo ao Sul.

Entrei à esquerda na Crescente, indo para o Leste, completando o primeiro km nela para 5:17. O ritmo estava muito bom e ao mesmo tempo muito forte. Eu tinha pensando em parar de correr forte, rodar leve, parar de ser competitivo comigo mesmo. Mas o ritmo estava bom e fácil e gostoso, eu não sentia vontade de tirar o pé. Indo em direção à parte Leste da cidade, continuei rodando perto dos 5:20 por km nos km 2, 3 e 4.











Rodando na Danforth, indo para o Leste, cheguei na Pape, o começo de um bairro, e peguei ela à esquerda, indo para o Norte. Apesar de ter estudado o mapa fiz o favor de me confundir com a rua que deveria entrar, e vendo a rua Gertrude do outro lado pensei que deveria entrar nela, mas ao mesmo tempo em dúvida que o momento de entrar veio tão logo. Voltei na Pape até a Gertrude e procurei a placa com o nome da rua, e confirmei que estava erroado. Meia volta, continuei na Pape rumo ao norte. Chegui na Selkirk, na qual entrei à direita, agora sem ter dúvidas. Entrando completei o km 5 para 5:36, ainda um ritmo bom, mas caiu por causa da confusão com a rua Gertrude. 

Na Selkirk, indo para o Leste deparei com o seu final, e peguei uma viela lá, indo para o Norte. O nome dela é North Danforth West Langford. Essas vielas são comuns em Toronto, e tem casas dos dois lados, sem calçadas nem nada, mas carros passam nelas, sendo meio apertado quando um carro encontra um pedestre. E entrei nela, indo para o Norte, na frente de um carro, que então veio iluminando o caminho para mim dado que ele não podia me passar. E eu me sentindo um pouco mal acelerei. Dala entrei na Aldywich à direita, ndo para o Leste, depois na Dewhurst à direita, voltando para o Sul, depois na Milverton à esquerda, indo para o leste, basicamente uma continuação da Selkirk. Nisso o contorno do bairro corrido tem esse vai e volta, indo para o Norte e voltando para o Sul, enquanto que o contorno real segue reto por cima das casas. Com  ajuda do carro, fecho o km 6 na Milverton, indo para o Leste, para 5:04, o km mais rápido. Depois ainda na Milverton o km 7 volta para 5:17. 

Só essa parte da Milverton é longa, com 2 km, e eu me sentia meio cansado procurando o final, que era na Woodbine. Mas eu tinha pouca noção onde era o final dado que não conheço bem a região e não tinha olhado distâncias no mapa. Mas eis que chego na Woodbine, onde tenho que decidir se pego ela à direita, fazendo o bairro menor, voltado a correr na Danforth, ou à esquerda, fazendo o bairro maior. Estava cansado mas escolhi entrar à esquerda na Woodbine e fechei o km 8 para 5:17 denovo. Na Woodbine conto 10 ruas e estou na Cosburn que pego à esquerda, voltando para o Oeste, no limite Norte do bairro, e na Cosburn completando o km 9 para 5:17 denovo. Os km 10 e 11 na Cosburn também foram para 5:17 mais ou menos, e logo estou de volta na Pape. 

















Na Pape com a Cosburn tem construção, trabalhadores por ali, a calçada fechada, eu tenho dificuldade de ver qualquer coisa devido a luz. Peço ao sujeito se aquela é a Pape, e ele não entende, diz que eu possi seguir na calçada da Pape por agora, apesar de estar interditada. E assim acabo saindo da zona de construção depois de pular uma faixa que eles colocaram para impedir pedestres de continuar na cançada. Perco um poco de velocidade ali, e mais para baixo na Pape fecho o km 12 para 5:29. Dali até o final da volta ao bairro é um pulinho, e decido parar o Garmin ao invés de completar 13km. Estava me sentindo cansado, mas sem dores a não ser na bacia, uma dor usual. Andei até a estação Chester do metrô, mais 1km, e peguei o metrô de volta. 

Em geral o treino foi muito bom, gostoso, apesar do frio. O batimento cardíaco segundo o Garmin chegou aos 200, o que eu queria evitar, mas de tudo por tudo e tenho ouvido dizer que é normal para corredores ter pulso mais alto. A fórmula 220 - idade certamente não está funcionando. Enfim, o resto do dia tem sido normal.

Um pouco de história. 

A rua Selkirk é muito provavelmente nomeada em homenage ao Conde de Selkirt, um escocês, e Selkirk parece ser uma terra lá na Escócia. O nome do sujeito é Thomas Douglas, e ele é famoso por criar colônias no Canada nos anos 1800s, a mais famosa sendo a Red River Colony. 

Parece que a viela Langford é homagem a uma cidade na Inglaterra com esse nome, mas é meio confuso. A rua Aldwych parece vir da palava do Ingles antigo para antigo povoado, palabra que parece ser usada no começo da Idade Média. Seria uma homenagem à cultura inglesa, e imigração da Inglaterra. Dewhurst também parece ser uma referencia ao ingles antigo, palavra para colina coberta de orvalho e árvores. MIlverton também parece homenagear uma cidade na Inglaterra. Cosburn, que é mais ou menos uma avenida grande, tem até uma ciclovia, foii uma homenagem a sujeito local que mexia com jardinagem. 

Esse negócio de usar o AI para procurar origem de nomes de ruas é complicado, eles erram frequentemente, tem que pesquisar em diferentes AIs e pedir referencia... mesmo assim vamos ver se eu não errei nenhum...

domingo, 7 de dezembro de 2025

Meia Maratona de Mazatlan (México)

 Mais uma meia maratona completada, especial por vários motivos mas não entre eles o ritmo... Tudo bem, vamos aos fatos!

Desde a meia de Washington em Março que eu não tinha conseguido treinar direito por causa de dores nas costas, e em Julho para piorar eu andei tendo uns problemas digestivos. Agosto tinha sido um mês bom, no entanto, e eu estava otimista que conseguiria correr uma meia no final do ano, ainda que talvez não na forma que eu gostaria. Estava dando voltas em bairros e me sentindo bem. Foi nesse clima mais positivo no meio do verão que decidi me inscrever para a Meia de Mazatlan, no México, para minha meia de segundo semestre. 

Havia outras corridas que eu estava considerando, e entre elas a meia na cidade do Panamá, e duas ou três meias no Canada. Mas a meia de Mazatlan acabou com a preferência por causa de outros lugares que a gente queria visitar no México, basicamente as ruinas das civilizações antigas lá. E a isso se junta o fato de que eu consegui livrar uma semana de férias, e tinha meio que decidido não ir para o Brasil no final deste ano. Enfim, eu consegui encaixar essa meia com outras coisas.

Passaram Setembro e Outubro e eu continuei com as voltas aos bairros nos finals de semana, chegando at 20km, mas com baixa km no meio da semana, totalizando 30 a 40km por semana apenas. Ainda sssim me sentia bem e pronto para uma meia, ainda que não fosse em ritmo bom dado que eu não estava fazendo nenhum treino de qualidade e estava com baixa km semanal. 

No final de Outubro comecei sentir uma dor pequena nas costa ao respirar fundo, e a dor não se foi. Mas nada se alterou nos treinos, me sentia bem correndo. 10 dias antes da meia fui no médico que pediu para que eu não corresse, mas ele não sabia da meia. Naquele final de semana rodei 13km na minha última volta ao bairro antes da meia, e continuei meu treino normal. Não segui a recomendação médica, mas indo para o México eu estava apreensivo, sem saber se deveria correr ou não.

Descendo na cidade do México, na sexta, pegamos temperatura boa, abaixo dos 20 graus. Visitamos as ruínas lá, com duas pirâmides, do sol e da lua, que são impressionantes. Às vezes entia mais dores, ás vezes menos, mas em geral não o suficiente para pensar que eu não conseguiria correr. No Sábado de manhã chegamos a Mazatlán, e então percebemos a diferença de clima, com Mazatlán, ao nível do mar, na costa do oceano Pacífico, sendo muito mais quente que a cidade do México. Fomos buscar os kit caminhando 1km do hotel, com sol muito quente e procurando sombras, isso às 10h da manhã.

Tentei trocar a inscrição para corrida de 5 ou 10km a ser realizada no Sábado a tarde, mas não aceitaram, eu teria que correr a meia, ou desistir. Mas me sentia bem, e fiz planos, e resolvi correr. O plano não era inovador, eu já tinha seguido ele na volta ao Bairro da semana anterior; o plano era manter o pulso baixo, de preferencaia abaixo dos 150, o que eu sabia me forçaria a correr devagar. A corrida passaria em frente ao hotel no km 9 e o plano era parar se eu estivesse cansado.

Mas eu não teria razões para estar cansado a não ser o calor, ou um problema de saúde. Eu tinha rodado pouco e me sentido bem no meio da semana. Tinha feito a volta ao bairrro de 13km no sábado, descansado no domingo, 5km na segunda, 2km na quarta e 8km na quinta. Sexta e Sábado descansando. 

No sábado a tarde, da área do nosso apartamento em Mazatlán, no segundo andar, eu olhava para a rua á noite enquando a corrida de 5 e 10km passavam em frente ao nosso hotel. Fiquei lá por um bom tempo e depois fomos caminhar no calçadão, já a noite, mas com calor, e eu tomei as duas cervejas com sabor que veio no kit, quente. Me sentia bem, era uma noite quente, legal. O calor no entanto preocupava, eu só tinha treinado com temperaturas perto dos zero graus. Mas eu tinha meu plano e pararia no 9 se precisasse. 

Fui dormir tranquilo e dormi bem. No dia seguinte fomos novamente para a varando às 5 da manhã e vimos a galera indo para a largada, galera que estava em outros hotéis por ali. A maratona largaria às 6h com a meia às 6:30, e 15 minutos para chegar dali na largada. Estavamos tranquilos e com bastante tempo. Comi uma barrinha de cereal e uma maçã, tinha comido bem no dia anterior, quando fomos no shopping center e assistimos um filme e comemos comida Mexicana que ao mesmo tempo era bem conhecida, a base de milho. Comi sem preocupação e comi uma boa proporção. Na manhã do Domingo, dia da corrida, estava preparado, temperatura de 20 graus, escuro ainda quando começamos a caminhar em direção à largada.

A organização pediu para colocarmos uma pulseira como senha para entrar no local de largada, mas a largada não foi bem organizada e ninguem estava verificando as pulseiras. Eu poderia ter largado com a Maratona e pelo visot ninguem teria percebido. Houve várias largadas, mas não era claro onde era a delimitação das ondas, quais os tempos... eu apenas entre no meio da galera e fui andando para frente até sentir que estava ficando mais apertado, tumultuado do que eu gostava, então parei, esperei, ia correr devagar, então para que largar na frente? E assim foi que quando a minha largada foi dada eu aindei até o portal da a largada e apertei o Garmin, estávamos na corrida!

A alrgada foi dada às 6:20 da manhã, ainda bem cedo mas com o dia já clareando. Eu saí com óculos escuros e levei no bolso o mais escuro ainda. O Oceano Pacífico meio que me pregou uma peça tal que vendo o oceano eu pensei no dia anterior que veria o sol nascer durando a corrida na beira do mar, acostumado com o sol nascendo sobre o Atlântico. Mas num misto de sentimento positivo e negativo eu percebi no dia anterior que eu não veria o sol nascer pois ele nasceria atrás dos prédios. Mas havia um lado muito bom, que eu correria na sombra dos prédios! O calor era o fator que me preocupava maism de longe.

Dado minha experiência nos treinos eu consegui sair devagar, sem ir com muita sede ao pote por assim dizer. Fiquei também um pouco encaixotado no meio de tantas pessoas mas logo foi encontrando caminho aqui e ali para ir passando devagar. Fomos para o sudoeste, meia volta, voltamos e eu fecho o primeiro km para 5:43, mais ou menos o ritmo médio da prova toda. Ali no km 1 eu me sentia bem e poderia estar mais rápido, mas consegui segurar e ir com calma, já sentindo o calor que estava acima dos 20 graus, muito diferente dos zero graus de Toronto.












O meu ritmo logo melhorou e ficou na casa dos 5:20 por km, e eu rodava tranquilo, apesar de sentir calor, pois o rítmo parecia bem lento para uma corrida. Às vezes eu pensava em aumentar o ritmo e rodar na casa dos 5 min/km ou mais forte para sentir a corrida, mas logo desistia, era melhor ir devagar, poupar energia ainda que parecesse que eu podia ir mais rápido. Nisso em lembrei a meia de Lisboa, quando me senti bem no começo, mas quebrei depois, provavelmente por causa do carlor que em Lisboa estava mais our menos como em Mazatlan, com a diferença que a largada em Lisboa foi depois das 10h da manhã eu acho. 

No primeiro posto  de água eu peguei um sachê que estava bem relado, fiz um buraco nele com o dente e bebi um pouco, joguei o resto da água na cabeça, que nem sentiu muito bom por que a água estava gelada. Mas ali no km 2 eu não precisava beber água ainda, estava tranquilo. Por volta do km 5 teve água denovo, mas não encontrei sachês, apenas copos com isotônico, e peguei um. Mais para frente perdi um posto de água qui outro ali, principalmente por não ver ele a tempo, por não estar prestando atenção; em um dos postos simplesmente não encontrei água. Em geral por causa disso minha avaliação do abastecimento da prova não seria 10. Eles podia ter postos de água dos dois lados da rua, por exemplo. E mais gente em cada posto para evitar a falta de água em cima das mesas. Também entendi que em alguns postos só tinha isotônico, não tinha água. Isso é ainda mais importante por causa do calor.

O meu melhor km foi o 4 a 5:19, e pelo km 7 o meu ritmo começou cair dado que o pulso começou a se elevar e eu queria manter ele baixo. Ainda assim não deu para ficar abaixo dos 150 depois do km 7 dado que eu não queria ir muito devagar ou andar. Por volta do km 9 eu passava em frente ao hotel, mas não consegui enxergar exatamente onde era o hotel de forma que se tivesse que parar eu não sabia se conseguiria chegar ao hotel fácil. Mas ali no 9 eu me sentia bem, apesar de não totalmente descansado, mas não pensava em parar. 

Sabia que agora iria para o Sul acompanhando o mar, com um pouco de curvas, e depois voltaria. Queria logo ver as pessoas voltando para então pensar que estava perto do ponto de retorno, e terminaria fácil, bem. Não ousava aumentar o ritmo que pelo km 12 tinha caido para baixo dos 6 min/km, pois eu começava a sentir o calor, o cansaço do longo tempo de corrida. Mas pelo menos não tinha sol, e pelo menos eu conseguia prestar mais atenção nas pessoas, menos preocupado com manter o ritmo, olhando sempre o pulso no Garmin, pulso que estava sempre accima do que eu desejava. Comecei a pensar em mantê-lo abaixo dos 170 ao invés dos 150, e assim fiz mais ou menos. 

Retornamos no km 14,5, e mais ou menos ali me senti bem, já no km 15 aumentei um pouco o ritmo, rodando sub 6 min/km nos km 15, 16 e 17. Então as pernas começaram a pesar e eu comecei a me sentir cansado, já com mais de 1h40m de prova pelo km 18. Nos km 18 19 e 20 o ritmo caiu acima dos 6 min/km de novo e eu já sentia calor, cansaço e procurava o final, rezando para que o pulso não aumentasse muito, e ao mesmo tempo pensando que agora chegaria ao final correndo naquele ritmo independente de onde o pulso fosse. NO km 21 eu aumentei um poco o ritmo denovo fechando o 21 para 5:48, mas ainda assim nada parecido com o ritmo do começo. 



























Cruzei a linha de chegada e parei, me sentindo bem cansado, mas não muito ofegante, era cansado mesmo, com calor. Andei e queria sair logo dali, ir para um lugar com mais espaço, andar para lá e para cá, sentir um pouco de ar fresco. Mas pouco era o ar fresco por ali. Peguei a medalha, peguei o kit de chegada com uma laranja e outras coisas, peguei duas bananas e uma garrafa de isotônico e fui para o ponto de encontro, do lado do guarda volumas, guarda roupas para os Mexicanos. Ali do lado do guarda volumes tinha um jipe do exército, eu acho, com um sujeito com uma arma na mão, e outros sujeitos daqueles espalhados por ali. Eu aindei para lá e para cá, pensando nisso, no fado que o México tinha tanto problema com o crime organizado, que tudo parecia bem, muitas pessoas se divertindo, numa região segura, mas o México e o Brasil eram países parecidos de muitas formas. Eu caminhei mais um km até o hotel, banho e café da manhã, afinal era cedo ainda, antes das 9 da manhã quando voltei para o hotél. Me dava um sentimento de meio desespero de pensar na galera correndo a maratona, da galera correndo a maratona que ainda devia estar na metade, e o calor aumentendo muito. Mas eles estava bem mais treinados do que eu...

No final foi uma experiência boa, a gente seguiu curtindo o México por mais uma semana, conhecendo coisas novas e pessoas boas, lembrando o calor humano do Brasil. Foi uma meia bem lenta, ruim em termos de performance, que eu tento ver como positivo pois havia a possibilidade de não correr, de correr os 5km apenas, de voltar sem meia... mas é difícil não ver como uma queda enorme desde a meia de Washingnton e ainda maior desde Chicago, apenas 1 ano atrás. Vamos ver o que acontece e manter as esperanças de que outras meias virão e que poderão ser melhores, e que vamos continuar nos divertindo...

O nome da rua onde a corrida começou, Avenida Leonismo Internacional, se refere a um movimento internacional que incentiva prestação de serviço a comuidades. O movimento nasceu em Chicago em 1917 e parece estar espalhado pelho mundo. Originalmente chamado Lion Club, nos países que falam espanhol ele é conhecido como movimento Leonismo, e deve ser mais ou menos igual em Português. 

A avenida dos Insurgentes, onde passamos no km 2, se refere aos insurgentes da guerra de independência contra a Espanha, que foi de 1810 até 1821. Os tais insurgentes são os fundadores do México, considerados heróis. 

No km 3 estavamos na Avenida Del Mar, mas aí entramos na Avenida Rafael Buelna para os km 4 e 5. O Rafeal foi um revolucionário da guerra civil da revolução Mexicana, ele se tornou General e tem o apelido de El Granito de Oro por ter lutado ferozmente pela suas causa de democrcia. Ele nasceu em Sinaloa no final do 1800s.

Até o km 8 corremos pela avenida Camarón Sábalo, que parece ser uma espécie de camarão, mas acho que podemos dizer que o nome da rua aqui é uma homenagem á vida, natureza, economia ligada a pesca da região.

Do km 8 ao 12 estamos na Avenida del Mar. Daí ela passa a se chamar Passeo Claussen, em homenagem a um sujeito que imigrou da Alemanhã em 1863 e abriu uma cervejaria em 1900, a cervejaria Pacífico que existe até hoje. O sujeito tinha vários negócios e ficou bem de vida e tal, então foi importante para o desenvolvimento de Mazatlán. 

Daí no km 14 entramos no Passeio Olas Altas, que é uma avenida e se refere a grandes ondas na região. Mas parece que o nome também tem a ver com marketing para atrair turistas na primaria área turistica de Mazatlan, conectada ao centro histórico.

A avenida Reforma, que passamos no começo e no final, mas corremos bem pouco por ela, se refere a reforma liberal no México, que foi liderada por um presidente indígena da área de Oaxaca, em que até houve uma guerra pois tinha a galera contrárioa ás reformas liberais (igreja e militar). Foi de 1855 a 1863 e muito importante para o desenvolvimento do México que temos hoje em dia, cuja constinuição ainda se baseia muito naquelas reformas. 



Colta ao Bairro The Beaches

 E como se o sofrimento do final de semana passado não fosse suficiente, este final de semana escolhi um bairro ainda mais longe. The Beache...