quinta-feira, 14 de maio de 2026

Sporting Life 10K

 E no domingo passado mais uma corrida foi para a lista das completadas, a Sporting Life 10k, provavelmente a corrida mais popular de Toronto, ou a segunda mais popular (se a primeira for a Waterfront Marathon). A corrida só tem a distância de 10km e até por isso é impressionante que ela sempre atraia tanta gente. Talvez por causa de duas coisas que podemos considerar especial: ela desce pela Yonge Street, a principal rua de Toronto, e eu pelo menos acho impressionante que a galera da prefeitura aceita que eles fechem essa rua (talvez porque tem um metrô embaixo). Uma coisa que a gente vê muito é gente tentando curzar a Yonge pois ela divide a cidade no meio nas partes Leste e Oeste. Com a corrida ninguém consegue passar de um lado para o outro de carro. Descer correndo pela Yonge é legal, uma rua bem conhecida e movimentada e que passa perto de casa. A segunda coisa especial eu acho que é a organização da largada em ondas. Outras corridas também fazem isso, mas eles parecem serem melhores, mais organizados, então fica legal, sem muito congestionamento.

Eu tinha me inscrito no começo do ano, quando meus treinos pareciam ficarem mais normais depois de um 2025 cheio de problemas. Depois eu decidi ir para o Brasil em Abril para a Páscoa, e isso atrapalhou tudo o treino dado que no Brasil eu não treino... E para piorar lá eu peguei pneumonia. Não vou detalhar mutio mas não foi grave e não fiquei hospitalizado, mas tossi muito e com certeza não foi positivo para o meu preparo físico. Quando cheguei de volta ao Canada, no dia 24 de Abril, com duas semanas para a corrida, não me sentia ainda 100% e estava pegando leve, com medo de esforçar muito e o pulmão não estar pronto. Com isso os treinos foram todos leves, com mais caminhada do que corrida. Só que talvez por causa de tanto tempo parado eu acho que me sentia descansado. Na semana anterior a corrida rodei 8km e pouco antes tinha rodado 6km, com uns 3 dias de 5 km... tudo devagar, mas não estava mal e estava confiante que terminar eu conseguiria, eu na verdade não pensava tanto na corrida, no big deal.

Na sexta antes da corrida eu rodei uns 3km só para não ficar parado e no sábado eu descansei. No domingo a minha largada era às 7:45 no curral amarelo, perto da Yonge com a Lawrence, uns 3km de casa. Mas como chegar lá dado que o metrô começa rodar às 8h aos domingos? Eu me preocupei menos do que devia com isso. Tinha olhado a opção de ônibus e pelo mapa concluí que dava para pegar o ônibus. A outra opção seria bicicleta e a terceira seria andar. Uma quarta opção seria simplesmente esperar o metrô abrir e pegar ele e largar com a galera mais tarde, mas sabe como é, ninguem quer fazer isso.

No Domingo acordei às 6:30, super tarde comparado com o usual às 4:00. Estava sem ânimo para acordar pois estava frio e estamos sem aquecimento, então está difícil sair de baixo do cobertor. Mas saí, e a Lika resolveu ir junto. Acabamos saindo de casa às 7:12 determinados a ir de bicicleta. Tinha bastante bicicleta elétrica na estação da garagem na rua de baixo da St Clair, mas só tinha bicicleta não eletrica na estação da St Clair com a Avenue, onde não tinha elétrica. Ela foi para a garagem e eu fui para a St Clair num lapso de racionalidade. Eu deveria simplesmente ter pego uma elétrica também, mas nem pensei, nunca pego elétrica. Com isso eu corri pegar a bike e re-encontrar ela, o que fiz na garagem, mas com isso perdi um pouco de tempo e já estávamos meio atrasados. Subimos a Yonge, que estava fechada para a corrida, de bike, depois de o carinha da organização quase impediu a gente de ir de bike pela Yonge. Os atletas deceriam correndo logo então tínhamos que ficar esperto, mas quando falei que ia correr também o sujeito liberou a gente. Tentamos ir meio rápido, mas é meio subida e eu não estava na melhor forma. Tudo foi bem até chegarmos lá perto quando então vimos que os atletas estavam vindo correndo, dado que a elite largou às 7:30, e tivemo que pular para a calçada com a bicicleta. Aí também vimos uma estação de bike do outro lado da Yonge, mas não dava mais tempo para atravessar, os atletas já estavam correndo alí, e embora fosse a elite tinha muito, não acabava. Continuamos, eu sabia que tinha mais uma estação de bike perto da largada, bem conveniente mas muito fácil de estar lotada dado que muitos deveriam ter pensado em ir de bike. Dito e feito, chegamos lá com duas bikes para um lugar apenas. Nesse momento as atlétas tinham passado todos e a Lika voltou para levar a bike na estação anterior, enquanto eu continuei rumo a largada, que era uns 300m a frente. Eu sabia que estava em cima da hora e fui trotando. 

Chagando lá eu sabia que a próxima largada seria a onda amarela, a minha, então essa galera ali embaixo da faixa de largada era a minha galera. Mas tinha grade e eu não via por onde entrar. Uma pessoa da organização me disse que eu tinha que ir lá trás e entrar e vir por dentro, onde tava cheio de gente, até a área da onda amarela. Eu fui, entrei, e comecei a tentar me expremer entre as pessoas da onda de trás, que acho que era vermelha, que já estava lotada de gente, para chegar até a frente dela e passar para a minha onda. Nisso eu parei para colocar o número. Eu tinha pensado em correr scom o número mão, carregando ele, mas pensei denovo e seria muito inconveniente, e eu não conseguiria colocar o número enquanto correndo. Podia parar e colocar dado que não estava preocupado com o tempo... mas sabia que não faria isso. Podia largar ali na onda de trás e teria muito tempo para colocar o núemro... mas aí a Lika me perderia, ficaria sem saber quando eu ia passar e provavelmente voltaria para casa depois da onda amarela. Eu coloquei então o número o mais rápido possível e me expremi entre a galera até chegar na frente e enfim entrar na onda amarela com o número pregado e 1 minuto para a largada. Coloquei o meu garmin para procurar o satélite e estava pronto! Logo a galera começou a andar, e eu também, logo eu estava cruzando a faixa de largada e a corrida começou!

Não tinha pensado em nenhuma estratégia mais elaborada, sabia que provavelmente seria meu pior 10km, que seria acima de 50 minutos, talvez perto dos 60 minutos. O que eu tinha pensado era em correr para terminar, mas soltaria a perna o quanto desse, andaria se necessário, mas seria legal se conseguisse me soltar e me divertir, correr bem ao invés de sofrer. A onda amarela era a dos que terminavam abaixo dos 50 minutos, marca que tinha conseguido superar um mês e meio antes da corrida de S Patrick, mas agora tinha poucas chances. Eu larguei bem atrás, um pouco com medo de não conseguir acompanhar os outros da onda amarela, mas logo vi que estava deixando gente para trás  bem mais do que sendo passado. Pelo jeito tinha bastante gente da onda amarela que estava na mesma situação, sem treino, ou tinha falado um tempo melhor do que o usual. Logo passei a correr do lado direito, e mais para frente encontrei a Lika, e continuei. 

Eu sentia as pernas pesadas, estava um pouco difícil correr, e sentia um pouco de dor no quadril do lado direito, que sempre doeu mas parece que agora está doendo mais. Tentei não pensar na dor, não era de me fazer parar, não era tão forte assim, mas era contítua, sem muito alívio. Mais a frente, um pouco antes de cruzar a Eglinton, fechei o km1 para 5:01, que era um excelente tempo, muito rápido para o meu estado. Só que não sabia que tinha completado o km 1, nem ouvi o Garmin me avisar, e assim passei num ritmo bom, mas sem se dar conta dele. Ao invés de pensar no tempo eu me distraia um pouco olhando os prédios, era legal, era uma região que eu conhecia bem. Eu sentia um pouco de cansaço, despreparo, respiração forte, mas conseguia manter o ritmo, talvez ajudado pelos outros corredores. Fechei o km 2 entre a Eglinton e Davisville para 5:04. Ritmo sensacional para o meu preparo, mas eu não sabia. Talvez por que a corrida é predominantemente descida, mas não estava muito fácil para mim, eu sentia o despreparo. Fechei o km 3 para 5:09 no cemitério Mount Pleasant, na baixada, e depois veio a subida para a St Clair. Antes, porém, teve o posto de água, que passei direto. Outos postos de água viriam mas eu nunca peguei água.












Cruzei a venida St Clair, onde moro, meu backyard! E segui. E o km 4, pouco depois, foi fechado para 5:19, o ritmo tinha caido, provavelmente por causa da subida no Mount Pleasant. Mas denovo não sabia do tempo, não olhava para o Garmin, não olhei nenhuma vez. Mas era descida e eu corria bem, tinha me esquentado, me sentia melhor, não preparado, mas melhor, talvez pelo ritmo ter diminuido. O km 5 veio na estação Rosedale do metrô e eu fechei para 5:09. Eu vi a placa do km 5 e comecei a pensar em termos do percurso, dos km que faltavam. O que me veio a cabeça por que ali era o km 5 e na estação King era o 8 então não deveria ser difícil chegar no 8, não parecia muito longe. Pouco depois da Bloor veio o km 6 que fechei para 5:14 e segui. Logo depois percebo um rapaz correndo com a filha de provavelemente menos de 10 anos, incentivando ela. Nossa, será que a criança se qualificou para a onda amarela, será que ela faz sub 50? Isso seria impressionante, pensei que talvez não seria saudável. Eles andavam a primeira vez que vi, depois me passaram, depois no posto de água mais para baixo eu não parei denovo e passei eles para ficar na frente até o fim. E o km 7 fechei na Gerrard para 5:07 me sentindo okay, sentindo que o ritmo estava bom, e começando a pensar que talvez estivesse num ritmo melhor do que pensar, talvez desse um sub 5 min/km. Par aisso minha percepção da velocidade tinha que estar viesada, e bastante, mas eu comecei a pensar que talvez pudesse acelerar um pouco. E perto da King fecho o km 8 para 5:18.

Em algum momento durante o km seguinte eu acelerei pensando no sub 50, quem sabe o ritmo está bem melhor do que eu percebo, quem sabe um sub 50! Dado as condições isso seria muito bom, muito positivo. Eu usava os óculos bem escuro que tinha acabado de comprar em São Paulo e não conseguia ver o Garmin, eu não sabia o ritmo, mas então notei que estava pasando mais gente, certamente estava mias rápido e corri o km 9 rápido mas ciente que ainda tinha o km 10. Saí da Yonge, entrando às esquerda na Front já me sentindo mais cansado e logo fechei o km 9 para 4:39 o que foi um tempo sensacional que na hora não imaginava. Não vi a placa do km 9, mas sempre soube quando faltava mais ou menos para o final pois tinha olhado no mapa e conheço bem a região. Tentei manter o ritmo no último km mas as pernas estavam cansadas, não estava fácil, eu corria até o próximo cruzamento e pensava "isso aí, vamos segurar mais um cruzamento..." e assim foi até o final, fechando o km 10 no Garmin praticamente ao cruzar a linha de chegada, para 4:54 e a corrida para 51:04. Não olhei o tempo imediatamente mas quando olhasse ficaria mais feliz com os dois km finais do que com o tempo da corrida. Mas 51 minutos foi bom, depois da pneumonia e de ter treinado pouco.

Peguei a medalha, depois água, depois gatorade, depois banana e outras coisas, mas não teve muita coisa. Tinha até levado uma sacolinha no bolso para não ter que carregar bananas e tal na mão mas acabou que não tinha muito para carregar. Dei uma andada para lá e para cá, não vi muito de interessante e resolvi voltar para o metrô. Nenhuma bike na estação, o metrô à quase 2km se eu acertasse o caminha... comecei a andar. Cheguei na King e peguei ela rumo ao metrô. Em certos trechos trotava, me sentia cansado, pernas doendo, mas me sentia bem, ainda tinha ânimo para trotar para chegar no metrô logo. E cheguei. De lá peguei o metrô de volta e quando desci na estação St Clair ainda tinha muita gente correndo passando por ali, quase no km 4, galera das ondas que vieram depois.

A corrida foi positiva e a performance também. Na segunda senti cansaço e dor na perna de cansaço, e na terça ainda estava cansado e não corri os dois dias. Na quarta estava melhor mas estava chovendo de manhã. Hoje, quinta, eu rodei 5km, fechando o último para 4:31 num tiro proposital, usando o Adidas novo que parece muito bom, muito leve. A próxima corrida é a de Carnaval no meio de Julho, mas existe uma possibilidade pequena, se o resto de Maio for muito bom, de eu encarar a meia maratona de Winnipeg, no final de Junho. aidna aquela vontade de correr uma meia no começo e outra no final do ano, mas sem preparo, sem muita alternativa, sem muito tempo, então as chances não são grandes.

domingo, 22 de março de 2026

Volta ao Bairro North Riverdale

 Com o aquecimento na temperatura e a boa experiência na corrida da semana passada, hoje eu resolvi ir para a segunda volta ao bairro do ano. Podemos dizer que o fator mais importante foi o fim do inverno e o derretimento da neve, que fez possível eu pensar em volta ao bairro. 

O bairro North Riverdale é um bairro na parte Leste de Toronto, que no bairro mesmo não tem muito para citar, mas ele fica num ponto bem conhecido. Ao Norte, limitado pela Danforth, ele tem muito comércio com viès Grego, mas nada que conheço muito bem. Ao Leste, limitado pela avenida Pape, o bairro não tem muito de especial. A Pape termina numa passarela no seu lado Sul, e essa passarela, no meu ponto de vista, te dá oportunidade de uma visão muito legal do Centro de Toronto. Eu quase parei lá para ficar olhando. Limitado ao Sul pela Gerrard, o bairro termina numa espécie de Chinatown pequena e não tão Chinesa como a verdadeira Chinatown. Ali tem bastante comércio. Depois, ao Oeste, limitado pelo rio Don River, temos trilhas e uma pista de corria a moda antiga, de cascalho, e denovo uma visão legal do centro da cidade ali na estensão da pista da corrida, que é um barranco alto, mas não muito íngreme, tal que a galera usa como parque e faz piquenique no verão, aproveitando a visão do centro de Toronto, umas das melhores skylines, apesar que Toronto tem várias. Enfim, o bairro fica num lugar bem conhecido de forma que nenhum preparo foi necessário em termos de decorar os contornos. 

Depois da corrida da semana passada, eu comecei a semana cansado mas me sentindo bem, com corridas leves, mas chegando aos 5km e julgando a performance melhor do que o esperado. Mais para o final da semana deu um pouco de dor nas costas e bacia de forma que eu não estava muito otimista para o final de semana. Só que a temperatura caiu e no Sábado eu acabei não correndo por causa de um pouco de chuva e um pouco cansado da Sexta. Hoje, Domingo, eu estava determinado a ir para a volta ao bairro, me sentindo mais ou menos bem, mas iria correr devagar e ver o que acontece. 

Saindo exatamente às 6 da manhã eu esperei o Garmin achar o satélite e queimei o chão. No começo devagar, sentindo os ossos, as pisadas, ajustando a visão... mas logo descendo a Yonge, indo para o Sul, eu estava me sentindo bem, em ritmo level. Fechei o primeiro km embaixo da ponte da estrada de ferro na estação Summerhill, para 5:36. FIz o caminho tradicional para a pare Leste de Toronto, e fechei os km 2 e 3 sem eventualidades, por volta dos 5:20, um ritmo muito bom, e eu não me sentia cansado. 












O km 4, em cima da ponte que liga o Leste ao Oeste da cidade, eu fechei mais lento, para 5:37, provavelmente devido a redução de velocidade na entrada para a Don Valley Parkway, onde os carros entram meio rápido e eu acabei correndo no escuro na grama para não correr riscos, mas com velocidade reduzida.

Logo depois da ponte, correndo na Danforth, rumando para o Leste, eu começo o contorno do Bairro. Apesar de perder um pouco de tempo atravessando a Beyview, acabei fechando o km 5 para 5:27. Mais a frente vià direita na Pape, indo para o Sul, no limite Leste do Bairro, fecho o km 6 para 5:14, o meu melhor km. Logo depois eu acelero e seguro um ritmo mais forte, e provavelmente fecharia o km 7 para sub 5 minutos, mas tinha uma construção no meio do caminho. 

No final da Pape, descendo a sub 5, eu tive que desacelerar abruptamente, e quase parei procurando uma passagem pela area de ocnstrução. Por um momento pense que a rua estava fechada e que teria que arrumar um plano B, o qual não existia. E a situação era particularmente difícil pois se a rua estivesse fechada eu não poderia usar a passarela sobre a ferrovia, e teria que pensar como atravessaria a ferrovia sem me distanciar muito dos limites do bairro. Mas eis que achei logo a calçada e nem precisei parar de correr, mas to trotinho caiu para uns 7 min/km. Isso por uma quadra, até passar a construção e chegar na passarela, quando o ritmo melhorou para uns 6/km. Vai e volta na passarela, vendo a cidade lá de cima, descendo do outro lado e logo estou na rua novamente, logo viro à direita na Gerrard, rumando para o Oeste, no limite Sul do bairro. 

















Na Gerrard completo o km 7 para 5:52. Passo pela área comercial e em meio a pensamentos termino a Gerrard que nem vejo. Viro a direita na Beyview, indo para o Norte e fechando o km 8 para 5:30. Me sentia bem, mas o cansaço começa a pegar. Na Beyview, correndo pela calçada, me deparo com neve no chão, que ainda não tinha derretido. Ali, num lugar meio alto, devia ser mais frio que outros lugares. Logo completo o km 9 para 5:30 demovo e chego na Danforth para completar a volta. Deido continuar correndo na Danforth, rumo ao Oeste, voltando para casa, até completar o km 10. So que ali tem a saída para a Don valley e perco um pouco de tempo aindo e voltando, esprando os carros passarem. Depois passo e acelero, para completar o km 10 do outro lado da ponte, para 5:21, tendo corrido um trecho de uns 300m para sub 4:30.

Ainda era cedo e não tinha metrô, mas tinha uma estação de vicicleta ali. Vou de bike para casa.

Semana que vem vamos ver... depois viagem para o Brasil. Depois corrida Sporting Life 10k no dia 10 de Maio. E outras aventuras.


domingo, 15 de março de 2026

Corrida São Patrick

Exatamente 1 ano depois da mea de Washington, estamos correndo denovo, agora bem mais frio, agora em Toronto, mas com apenas 10km. O incentivo para essa corrida veio no final do ano passado quanto uma colega de trabalho disse que estava começando a correr e queria ir numa corrida. Com o inverno pela frente, essa era a primeira corrida do ano que tinha opção para 5km, e para melhorar as coisas ela é pertinho de casa, em uma área bem conhecida. E assim nos inscrevemos os dois na corrida, ela nos 5km e eu nos 10km. 

Com a meia de Mazatlán, no México, pela frente, eu não tinha razão para pensar muito nos 10km 4 meses no futuro. E assim foi mais ou menos, eu continuei meus treinos sem nunca pensar muito nessa corria em particular, apenas tentando manter uns treinos mais longos nos finais de semana pelo inverno onde correr se tornou complicado. Este ano tivemos muito frio e neve no inverno e o meu treino foi caótico, correndo muito devagar, mas nunca parei, e uma vez a cada duas semanas na média eu encaixava um treino de 10km em temperatura sub 0. As volta ao bairro deram uma pausa e eu relatei aqui os meus treinos de uma forma geral durante este período. O último treino mais longo foi na sexta passada, quando rodei 10km, e me senti bem, e já estava pensando bastante nessa corrida. 

Na sexta passada a previsão do tempo já acertava que dias quentes viriam pela frente, mas que o domingo da corrida estaria frio. Os dias passaram e a previsao do tempo não mudou muito, e o pouco que mudou foi para pior. 

Durante a semana, depois dos 10km na sexta, eu não rodei muito. O máximo foram 5km na terça feira, e depois 4km na quinta e 3km ontem só para esticar as pernas. Apesar do treiino preguiçoso, eu não pensava muito na corrida, não poderia ser difícil correr 10km, eu me sentia bem em geral. O treino escasso na semana se deu um pouco ao fato de que eu senti um pouco de dores nas cosas no começo da semana, e depois mais para o fim resulvi que era melhor não correr nada muito longo. Fui um pouco ajudado nisso pelo tempo que começou a ficar holstil na sexta, quando não corri, e mesmo ontem, Sábado, estava bem friozinho comparado com o começo da semana que estava muito bom, com temperatura acima dos 5 graus, mas que mesmo assim não aproveitei como deveria.

Foi nessa semana também que voltei a ir mais frequentemente para o trabalho, e de bicicleta. Na segunda, com um km pedalando eu caí num baita buraco no asfalto, e o pneu da bike estorou. Sorte que estava perto do metrô, e como bicicletas estavam escassas na área eu peguei o transporte público até o treabalho. Na quarta feira andei 3km, sem corrida, me sentia um pouco cansado, sem ter dormido muito bem, e peguei a bike para o trabalho. A previsão do tempo dizia que chuva forte estava no radar, mas eu perdi o streetcar e era semana de pedalar, então lá fui eu. O toró d'água começou com umas gotas que me fizeram pensar em parar na estação Dupont do metrô. Mas era só gotas. Estação Spadina não, ainda só gotas, tranquilo. Estação Christie também não rolava, tinha que sair um pouco do caminha e eram só gotas. Quando a estação Ossington apontou no horizonte já era mais do que gotas, mas não parecia molhar e dali até o trabalho eram só uns 2km, não vamos acovardar agora. A estação Ossington foi ficando para trás, e com ela o ônibus seco e quente, enquando que o barulho das gotas na minha jaqueta não me deixava escutar muito mais do que gotas. E foi assim que às 6 da manhã, com 3 fraus e numa rua escura, eu tomei o primeiro banho natural do ano. Peguei um café e no trabalho troquei de roupa, dado que sempre tenho umas roupas no trabalho para esses imprevistos. Enfim, estava frio e não foi legal, mas foi legal.

Voltamos ao dia de hoje. Combinei com minha colega de trabalho que pegaríamos o ônibus no pointo em frente da casa dela, às 9:36. Eu peguei o metrô, depois andei e cheguei lá com tempo de sobra. E estava frio e nevando, esperar o ônibus não estava gostoso e não vou mentir, o meu humor não estava o mais positivo, ainda que eu estava feliz por ser uma das poucas ocasiões que vou para a corrida com alguém que vai correr também. Mas as condições estavam realmente lastimável lá no ponto de ônibus até o dito cujo chegar, e dentro dele estávamos quente. Na verdade eu estava bem agasalhado, é que ficar parado no vento frio não é gosotoso, ainda se bem agasalhado. 

Chegamos no local do evento com uns 30 minutos para a largada, e para minha surpresa eles tinha um salão enorme e quente, de forma que esperar a largada foi tranquilo. Eu estava pronto, carregando pouca coisa, equanto que minha colega em sua primeira corrida estava mais preparada, com mochila, água, roupa de sobra e tal. Com 10 minutos para a largada saímos do salão e fomos para a largada, mas agora o tempo parecia diferente, tudo parecia mais claro, menos frio, menos vento, e tinha até um povo com roupa de verão, como sempre tem nao importa a temperatura. Eu estava super agasalhado, na verdade, com 3 blusas, mais do que eu usava para os treinos a 15 graus negativo, e agora estávamos pouco abixo dos 0 graus. A questão é que tenho medo de ter que ficar esperando no frio, sem correr. A gente nunca sabe o quando vamos esperar o o quão frio vai estar, e melhor prevenir do que passar frio. Mas logo descobri que estava um pouco prevenido demais. 

Larguei junto com ela, relativamente na frente, perto do sujeito marcando 50 minutos para os 10km. Ultimamente acho que nem enxergo mais o suficiente para seguir esses marcadores de ritmo, mas fiquei por ali com minha amiga. A largada foi dada e andando e passando o póritco, corremos. Era um trote lento e eu trotei com ela uns 100m, mas como sempre não consegui me segurar e falei tchau para ela. Na verdade ela estava nos 5km, um pouco ansiosa com sua primeira corrida, mas eu já tinha viso ansiedade pior, inclusive talvez eu mesmo. O desafio para ela talvez maior do que os 5km, seria o frio, e eu desejei que não tivesse muito vento no percurso, era tudo que precisávamos. 











Deixando ela, eu rodei mais forte, provavelmente sub 5min/km. Não me sentia totalmente preparado, mas me sentia okay, sentia já ali no começo que poderia rodar sub 5, mas tentei não pensar muito nisso. O percurso seguiu pela Bayview, uma avenida muito larga, quase uma rodovia. Um pouco de neve no chão em algumas partes, mas na maioria o asfalto estava limpo, áspero, ma smuito molhado de forma que sentia água espirrando na minha panturrilha. Fechei assim o primeiro km para 5:15, mas sem saber pois não olhei o Garmin. Nunca olhei o Garmin. O primeiro km foi mais ou menos em baixo da ponte do metrô, que passa sob a avenida Bloor e liga a parte Leste e Oeste da cidade. Mais a frente entramos á direita na Rosedale Valley, e ali tem um pouco de subida. Mas pouco, o percurso é na maior parte bem plano, eu não senti muito as subidas que eram pouco íngremes. Fechei o km 2 para 4:57, em ritmo super bom, o qual eu tinha idéia ma snão tinha certeza. O retorno é sob outra ponte onde em cima temos a Bloor, resultado de a Bloor fazer uma curva e da curva que fizemos para entrar na Rosedale Valley ser mais do que 90 graus. Ali, se desse para subir o morro, lá em cima fica a estação do metrô Castel Frank. Mas para a gente era o retorno, para a galera dos 5 km era a metade do percurso. Voitei e senti um pouco mais fácil pela descida, e por volta do km 3, que fechei para 4:56, eu encontrei minha amiga do outro lado da pista. Ou mais precisamente, ela me encontrou. 

Dali para frente eu me senti um pouco cansado, mas mantive mais ou menos o ritmo. Sob a Bloor novamente fechei o km 4 para 5:06, agora sentindo calor, agora querendo ter menos blusas, seria ideal se eu pudesse tirar uma camada. Mas não podia. Segui e completei o km 5 para 5:06, e parti para a segunda volta. Apesar de me sentir mais ou menos cansado, eu segurava o ritmo bem, e a segunda volta foi mais ou menos igual a primeira, incluindo o ritmo. 

Exceto pelo km 10, no qual acelerei. Segundo o Garmin, o ritmo médio foi para 4:37, mas o Garmin disse que tinha 9km 730 metros, não 10km. E segundo o Garmin o meu rimto médio foi de 5:06, que achei muito bom. Mas melhor ainda foi o tempo oficial, que me colocou no sub 5min/km. Eu não prestei muito atenção, não fiz muito as contas, mas acho que a diferença é que eles consideraram 10km enquando que o Garmin considerou menos do que 10km. Não sei porque eu estou acreditando mias no Garmin.

















A corrida de São Patrick é bastante popular, tinha muita gente, e ele acontece todo ano, acho que por muitos anos. É meio que relacionada aos imigrantes da Irlanda, que mutios vieram na época da fome que teve lá, e acabou que influenciou muito a América do Norte. Acho que um dos legados é que tem muitas igrejas Católicas em Toronto, enquanto que nos EUA eles são mais Protestantes. Enfim, é até interessante que eu nunca tinha ido nessa corrida. Mas foi bom, em particular porque eu estava um pouco pessimista com o tempo, que acabou influenciando muito pouco na corrida, acabou que a temperatura até que ajudou, pouco vento, neve para todo lado, fazendo uma experiência um pouco diferente mas que value a pena. 

Abaixo uma foto tirada pela organização, Achilles Canada, que tem sido muito bons e muito respeito aos corredores, principalmente com deficiência, parabéns a eles!



sexta-feira, 6 de março de 2026

Fevereiro se foi mas o inverno se recusa a ir

 O final de semana passado foi bem frio a semana se passou como usual, com poucos treinos, alguns dias mais frios os treinos raramente passando dos 5km. Hoje, no entando, eu novamente chegui aos 10km. E com isso me sinto mais tranquilo que a corrida de Santo Patrick, no Domingo que vem, de 10km, vai dar para encarar. E quem sabe então vem Março, e vem os dias mais quentes, a neve derrete, e eu consigo entrar mais em forma, quem sabe até umas voltas aos bairros. 

O treino de hoje foi gostoso. Comecei andando e com uns 400m percebi que o Garmin estava marcando corrida, não caminhada. Parei, dei um reset no Garmin e mantive ele no modo de corrida, e saí correndo com temperatura de 1 grau. Muita neve ainda por todo lado, mas era cedo, com pouco carro, e no meio da rua dava para correr bem, a rua estava seca. O ritmo não chegou a ficar muito alto, mas segurei um ritmo bom, segurei bem e no final rodei um pouco mias rápido, para 5:01 o km 10. Hoje excepcionalmente eu tive problema com óculos embassado, não entendi direito porque, talvez a temperatura levemente acima de zero e o ar úmido. Mas atrapalhou muito e eu estava até com medo de trombar num carro no último km. Mas o último km acabou e tudo traquilo, nenhum carro amassado. Cmaos ver como vamos na corrida no Domingo que vem....







domingo, 15 de fevereiro de 2026

Mais um fim de semana em Fevereiro

 A temperature subiu desde que connversamos na semana passada, e agora tem estado acima dos 10 neagativos, mas pouco passando acima dos zero graus. Com isso a neve ainda nao derreteu e na verdade, ainda temos muita neve no chão. A boa notícia é que as ruas estão limpas. 

E a ourra boa notícia pelo menos para mim é que eu tenho me sentido melhor desde o domingo passado, com menos dores, e comendo melhor também, dado que eu estava com digestão estranha, meio devagar, sentindo azia frequentemente. Com isso tenho corrido mais tranquilo. 

Mas não muito. Tenho saído para o treino sempre que possível, mas mesmo assim esta semana só corri quatro dias. E ontem foi um dia estranho, estava quente, por volta dos zero graus, mas o chão estava pesado, com neve que atrapalhava a corrida e eu não me sentia bem. Não sei o que era, não era um dia de correr. Eu caminhei 1km, depois corri 1km, e resolvi parar e caminhar denovo, mais 4 km, e mesmo na minha nova modalidade de caminhada eu me senti um pouco cansado. E para piorar voltando para casa eu senti dor nas costas do tipo que eu já não sentia à algum tempo. Bom que eu não corri muito...

A nova modalidade é que nesta semana eu passei a marcar o ritmo médio da cainhada, e defini que qualquer coisa vale, não precisa só caminhar. O resultado é que eu acabo tentando manter o ritmo médio bem mais rápido do que seria uma caminhada. Tipo, o ritmo da caminhada é por volta dos 10 min/km se for meio rápido. Mas nesta semana foi por volta de 7min/km duas vezes que caminhei vários kms. Enfim, é mais corrida que caminhada, trotinho, não corrida. Interessante colocar o Garmin para marcar o ritmo médio, aí toda vez que ele sobe acima dos 7 min/km vc dá um trotinho para trazer ele para baixo dos 7 min/km. Depois de uns 4 km os trotes rendem pouco pois estamos falando da média de todo o treino, e o trotinho é por volta dos 6:30/km. Ou seja, vc trota e o ritmo quase não muda, você caminha e o ritmo começa cair! O resultado é que começa a cansar...











Mas de qualquer forma o que quer que seja que aconteceu ontem não parece ter afetado hoje. Me senti bem e com vontade de correr, sem dores nas costas, mas a situação ainda não está boa para uma volta ao bairro, com muita neve ainda nas calçadas. E depois de tanto tempo sem fazer longo eu preciso voltar a treinar um pouco de resistência para não cansar muito numa volta ao bairro. Enfim, rcomecei rodar sem planos, e os km passaram. Eu planejei parar no km 6 mas quando chequei lá continuei. Essa é a vantage de rodar por perto de casa, vc pode ficar rodando quanto quiser sem se preocupar que vai ser difícil voltar. 

O resultado é que acabei completando os 10km, e com ritmo muito bom. A média dos 6 km finais ficou sub 5min/km o que foi inacreditável. Enfim, quem sabe a saúde continue boa e eu consiga recuperar um pouco a forma e quem sabe dá coragem para voltar a treinar para uma meia...



sábado, 7 de fevereiro de 2026

Mais um Sábado, mais um frio

 Esse ano a impressão é que está bem mais frio que o ano passado e possivelmente vários anos anteriores. Em Janeiro e agora começando Fevereiro tem sido comum as manhãs com temperaturas abaixo dos 10 negativos. E hoje, Sábado, dia do long e volta aos bairros, amanheceu por volta dos 20 negativos, temperatura que vai continuar pelo menos por mais dois dias. Enfim, saindo pouco, indo pouco para o trabalho e correndo pouco.

No entando a semana não foi ruim. Na terça feira, quando a  temperatura subiu para os 5 negativos, eu festejei correndo 10km. Mas na alegria acabei colocando o Garmin no modo de ciclismo e ele marcou a cada 5km... Mas foi bom, chão meio liso e com neve em muitos lugares, uma neve molhada, mas mantive o ritmo até os 10km.


Os dois dias que seguiram foi de bastante frio e eu dei uma descansada. Ontem a temperatura subiu novamente para por volta dos 7 negativos e eu rodei 6km, com 4 de caminhada rápida, às vezes correndo, depois da corrida. O ritmo estava legal mas me senti um pouco mais cansado do que na Terça. Ontem também estava meio que nevando, com o chão branco do tipo que quando você dá duas voltas no quarteirão você vê o seu rastro da volta anterior claramente na neve. 













Então foi melhor do que eu esperava apesar de apenas dois treinos. Hoje realmente tá dificil e sem muias esperanças para os próximos dois dias, com temperatura sempre por volta dos 20 negativos. Depois parece que vamos ter um respiro, temperatura sobe, quem sabe para não cair mais. Alem do frio também temos tido muita neve este ano o que também dificulta a corrida. Vamos indo, devagar o inverno vai passando...

domingo, 18 de janeiro de 2026

Correndo para não congelar

 Hoje, com temperatura nos -10 graus com sensação térmica perto dos -20, eu resolvi checar como estava lá fora. Geralmente não vou correr nessas condições, mas fui sem compromisso, qualquer coisa voltaria para casa. Acontece que deu para rodar bem, e mais rápido que o usual. O chão estava muito melhor do que ontem, apesar de ainda ter muita neve em todo lugar. Mas no meio da rua estava relativamente limpo na maior parte dos lugares e dava para correr bem, fora o frio. Eu comecei rodando devagar, sem aquecimento, e o primeiro km acabou sendo mais lento. Mas aí consegui apertar o passo e rodar num ritmo bom. Com 4km conseguir que o ritmo médio ficasse nos 5min/km, e parei, estava bem cansado e não ia rolar manter o ritmo por mais 1 km. Daí andei mais 2km, trotando um pouco, ritmo sub 8:30min/km.











Segundo a previsão do tempo os dias que virão serão frios, hoje sendo o mais quente; e serão frios por muitos dias, por duas semanas... sorte que a previsão tende a não ser muito boa para tão longe, vamos ver. Qualquer coisa a gente enfrenta o frio e estica as pernas um pouco, enquanto Março não vem...

Sporting Life 10K

 E no domingo passado mais uma corrida foi para a lista das completadas, a Sporting Life 10k, provavelmente a corrida mais popular de Toront...