Mais um Sábado de calor, e fomos para a volta ao bairro número 80, referente ao bairro Old East York. O bairro fica a 6km de casa e o seu limite Norte é o Don River, então as trilhas ali são a únicas coisas que eu conheço do bairro das muitas vezes que corri por ali. Fora isso o bairro é praticamente totalmente residencial, com grande área nativa nas margens do rio.
Planejar o contorno dele não é muito fácil porque esses bairros tem limites que passam fora de ruas e às vezes temos que dar grandes voltas fora do bairro para ir de um lado para o outro do bairro. No caso desse bairro uma coisa que acontece é que o limite que acompanha o rio, que passa embaixo de uma ponte, vira na ponte. Isto é, no mapa, o limite passa do rio para a ponte. Mas quando vc tá correndo na beira do rio não tem como subir na ponte em questão e na verdade ter que dar uma volta que adiciona mais de 1km. Isso no Oeste. No Leste, o limite vai ao Norte pela Woodbine, e continua indo para o Norte quando a Woodbine termina na área de vegetação nativa. Ele vai até encontrar o rio. Correndo, não tem nenhuma forma de fazer isso, não existe nenhum acesso às trilhas na beira do rio por ali. Ou seja, aque também tive que dar uma volta que deve ter adicionado uns 2km. E quando eu planejo essas voltas eu preciso estar ciente de que esse vai ser o limite do bairro vizinho também, quando eu contornar ele, e eu preciso dar uma olhada para confirmar que assas desviadas funcionam também para o bairro vizinho, senhão meu mapa dos contornos fica cheio de sobreposição de polígonos. Enfim, esse foi um desafio a parte de correr em volta do bairro.
O outro é que para correr pelas trilhas eu preciso sair mais tarde, preciso chegar lá com dia claro pois as trilhas não tem luzes artificial. Também por segurança, é bom não ir tão cedo para a trilha, apesar que nunca ouvi nada ter acontecido em trilhas, mas tem pouca gente, é isolado quando é muito cedo. Esse foi o motivo que escolhi esse bairro, pois se deixar para mais para o final do ano os dias são mais curtos e tenho que sair ainda mais tarde para chegar na trilha com luz solar. Assim foi que saí para a volta quando já eram 5:25 da manhã, ainda escuro, uns 23 graus. Eu tinha planejado o percurso no mapa logo antes de sair, tinha decido que esse bairro seria o principal candidato ontem a noite. Antes de ontem eu pensava que ia contornar o bairro vizinho do que contornei há duas semanas.
Eu me senti mais ou menos bem, mais ou menos descansado, com vontade de correr, um pouco preocupado com o calor. A semana de treinos tinha sido bom, sem novidades, a não ser que o Garmin tem passado treinos um pouco mais longo. Na quinta feira foram 15 minutos de aquecimento e mais 15 de descanso, com 8 tiros de morro, o que deu bastante km. Não foi muito difícil, mas também tentei correr leve os 30 minutos que não eram tiros. Então em geral os treinos tem sido bons, e eu tenho conseguido fazê-los, com um pouco de dor no quadril que parece estar piorando, alguns dias doendo mais que outros e incomodando para uma simples caminhada ao ponto que não penso mais em caminhadas de mais de 1 ou 2km, pois sei que vou sofrer com a dor. Mas a dor é suficiente para eu pensar que talvez não correrei mais meia maratonas, a não ser que acho uma cura, mas para isso eu preciso procurar ela.
Quando saí estava escuro ainda e rumei para o Leste na Sait Clair, correndo devagar e sentindo as pernas meio travadas, me perguntando se ia correr mias solto depois de uns kms.Fechei o km 1 para 5:56, bem lento, mas pensando que deveria ir lento mesmo para tentar fazer o split negativo corretamente. Só que não sentia bem ao ponto que queria aumentar o ritmo. Depois da Mount Pleasant, entrei à esquerda na Welland, indo apra o Norte, até os cemitério Monte Pleasant, quando peguei a Moore à direita, continuando para o Leste. Encontrei com uns ônibus circuar e fiquei positivamente surpreso que eles estavam rodando tão cedo. Na Moore completei o km 2 para 5:50 e já me sentia com as pernas mais soltas, mas sem querer aumentar o ritmo e começando a sentir mais dor no quadril. O ritmo lento parece não ajudar a dor. Eu tentava não pensar nela, ainda tinha muito chão pela frente. Depois da Bayview, ainda na Moore, completei o km 3 para 5:50.
A Moore que vai para Leste, vira meio para Nordeste e passa a se chamar Southvale. Dai vem uma descida, e lá na frente chego na Laird, one um carro espera no semáforo, um ciclista atrás dele, passo os dois, passo do outro lado da Laird, pego ela à direita e embaixo da ferrovia completo o km 4 para 5:40, um pouco mais rápido, provavelmente porque peguei um pouco de descida. Na verdade a Laird muda de nome ali, para Millwood. O quadril doi mais, me faz pensar se talvez eu devesse parar de treinar para meia maratona, ou talvez parar de correr. Mas os pensamentos mudam, eu corro levantando um pouco a perna, colocando pressão no quadril, a dor parece aliviar. Depois de uma curva estou sobre a ponte, a qual passarei embaixo. Ali na ponte o contorno do bairro começa, vindo lá de baixo, do rio, como se desse um pulo. Correndo, seguindo o rio, terei que passar por baixo da ponte, que é bem alta, e correr mais até a primeira rua que sobe para o perímetro urbano. Mas agora estou começando o bairro, sobre a ponte e quase no final dela completo o km 5 para 5:35, claramente acelerando.
Depois do final da ponte sigo pela Pape, atravesso a O'Connor, rua na qual muitas vezes corri no passado quando não tinha essas dores, quando visitava igrejas. Agora estou contornando o bairro e preciso passar a O'Connor e tem alguns carros passando, eu entro um pouco na O'Connor, indo para o Leste, mas logo que os carros desaparecem eu atravesso a O'Connor, dou meia volta, volto para a Pape e nela continuo para o Sul. Não por muito tempo, logo completo o km 6 para 5:37 e estou na Cosburn, pego ela para o Leste e lembro quando fiz o bairro ao Sul do que eu estou fazendo hoje, quando corri pela Cosburn. O ritmo melhorou e eu preciso tomar cuidado para não correr mais rápido, a idéia seria ficar acima dos 5:40 para guradar energia para aumentar o ritmo.
Na Cosburn, indo para o Leste, chego na Downlands e carros passam, entro à esquerda, mais a frente dou meia volta e retorno à Cosburn, retorno minha corrida para o Leste e fecho o km 7 para 5:45. Mais 240 metros e tenho que aumentar o ritmo, e me sinto bem para aumentar o ritmo, até desejo aumentar o ritmo para ver se o quadril dói menos. E assim sigo pela Cosburn em ritmo um pouco maior mas não estava muito fácil. Ali parecia subida leve, mas o Garmin diz que é plano. Na Cosburn fechei o primeiro km do segundo split para 5:30 já mostrando o aumento no ritmo, mas aumento pequeno que correndo parecia um aumento maior.
Mais a frente cheguei na Woodbine e ali também fiz um vai e volta para passar a Woodbine, e voltar para a Cosburn, agora entrando em território que nunca corri. Mais a frente completo o segundo km para 5:32. Entro à esquerda na Haldon, aagora pegando uma grande descida, indo para o rio, mas sem aumentar muito o ritmo. Tento mudar de óculos, colocar óculos escuros. Coloco e tiro pois acho muito escuro e sei que logo vou pegar as trilhas e vai ficar mais escuro com as àrvores. Corro com os óculos claros, principalmente porque o dia está nublado, mas bem calor. Passo por um estacionamento do parque, para as pessoas que vao nessas trilhas, e depois entro na trilha. Mais a frente passo sob a ponte da O'Connor e depois dela completo mais um km para 5:26. O ritmo estava bom, e fui ajudado pela decida para chegar no parque, mas corria bem e aumentei o ritmo para o último km do split 2. Só que não foi consciente, eu corria do jeito que sentia bem, sem pensar muito no split, e pelo jeito nas trilhas a gente acelera um pouco. Completo o último km do split para 5:12 e mias 20 metros e o split termina. O terceiro split tem que ser mais rápido. Mas não litgo muito, 5:12 é um bom ritmo e eu já me sinto cansado. Mais a frente chego na ponte da DVP e me surpreendo, eu pensava que faltava bem mais chão para chegar ali. Então foi positivo, estou cansado e mais perto do final do que pensava.Passo sob a ponte e estou do outro lado, em território que conheço melhor, trilhas que corri muitas vezes. Fecho o primeiro km logo depois para 5:08, ritmo bom, mas me sinto cansado. Penso na corrida da semana passada, quando o ritmo foi um pouquinho mais rápido mas basicamente o mesmo. É um ritmo que se preciso consigo manter, mas ali, depois de muitos kms, eu preferiria chegar no final. E para chegar no final preciso sair da beira do rio, voltar para a cidade e para isso tem uma subida enorme. Fico pensando se vou terminar o split negatrivo antes da suvida pois se chegar na subida não tem jeito de manter aquele ritmo.
Mais a frente chego na ponte, a qual passei em cima, e ali completo mais um km para 5:00, ritmo excelente, mas estou bem cansado. Teoricamente poderia termina a volta ao bairro ali dado que passei lá em cima da ponte e agora estou passando embaixo. Mas o split negativo não terminou, não adiantaria nada. Continuo, o split é de 3,2km e tem 1,2 pela frente. Mas depois da ponte não demora muito para chegar na rua que sai para a cidade. Passo sob a DVP denovo e então estou na subida que me leva para a cidade, para fora das trilhas. É uma subida enorme e me sinto bastante cansado, não tem jeito nem de pensar em segurar o ritmo de 5 min/km depois de ter corrido uns 13km e não estar muito bem preparado, em forma para esses treinos longos.
A subida me destroi, eu olho para o Garmin repetidamente, os metros não passam, eu corro bem devagar, quase andando. O próximo km se completa para 5:44, terrível para o split, mas eu não ligo, não vou me matar mais do que já estou para segurar 5 por km naquele morro. Sem chances. Com mais 220m chego no split negativo e no final da subida. Esses 220 metros eu rodei para 6:54, e termino o split e o treino muito cansado. Aperto o Garmin para ele continuar, afinal não completei o bairro. Mas com um pouco de corrida no plano já me sinto melhor, aumento o ritmo um pouco, chego na O'Connor e pego ela indo para o Leste. Mais a frente, já me sentindo melhor, chego na Pape e ali eu tinha passado antes, ali termina a volta ao bairro e eu fiz questão de apertar o Garmin imediatamente para ele parar, não ia correr mais. Foram apenas 290 metros depois do split negativo, esses eu rodei para 5:26, ritmo do segundo split, nada mal.
Só que estava cansado, bem cansado. Interessante que os splits 2 e 3, com ritmo maiores, foram melhores em termos de dor no quadril, e pensando nisso fiquei em dúvida se talvez não era a dor aliviando, era efeito placebo, era mais concentração dado que precisava manter um ritmo mias rápido, é mias difícil correr e pensar em outras coisas, tipo dor. Enfim, não sei, mas a dor foi menos difícil do que o cansaço no terceiro split, muito menos.
Caminhei até a estação da bicicleta e cheguei lá ainda cansado, com as pernas bambas. Peguei a bike e voltei para casa. Para o próximo Sábado o Garmin tá passando 9,7km, uma semana de um pouco de descanso, onde a rodagem semanal vai diminuir um pouco.