sábado, 8 de agosto de 2026

Volta ao Bairro Flemingdon Park

 Mais uma volta ao bairro, basicamente o bairro que eu estava de olho no depois da volta do fim de semana passado. Foi legal correr nas trilhas e eu acho que eu coloquei na cabeça que esses bairros que envolvem trilhas tem que ser contornado agora, no verão, pois já estou tendo que começar o treino tarde para pegar as trilhas com um pouco de claro, e tá ficando cada vez mais tarde. 

O bairro Flemingdon Park, como está ficando comum, fica longe e não tem tanto de especial que chama a atenção pra gente. Eu destacaria a trilha que desce como continuação do Sunnybrook park, passando por baixo da Eglinton e ligando com a trilha do Don River, meio que seguindo a Don Valley Parkway. É uma trilha por onde corri muitas vezes principalmente em tempos idos. Muitas ezes de bike também. Talvez não tantas vezes assim, mas o suficiente para dizer que estou em casa ali. Fora isso temos a Don Valley Parkway que passa no meio dele, uma rodovia que dá acesso fácil ao centro de Toronto para cidades da área metropolitana ao norte de Toronto, e por isso muito importante. Ao norte da rodovia 401 ela passa a se chamar rodovia 404, mas não vai muito além da região metropolitana. Uma das características do bairro é que seu limite Leste é o Rio Don, e o seu limite Oeste é o braço Oeste do Don, um afluente do Don,  chamado assim mesmo porque acho que a galera tava sem inspiração para procurar um nome para ele. O limite Norte é a Eglinton, e o limite Sul é uma linha no meio do nada que fe fez percorrer um perímetro muito maior do que o do bairro. Mas isso vai fazer o perímetro dos bairros vizinhos menor, obviamente.

A decisão de contornar o bairro não teve muita razão de ser a não ser luz do dia e trilhas. Na verdade o contorno é bem longo e agora depois de ter feito, foi meio irracional. A semana passada já fiquei cansando com 15km, e esse seria de 18km. Memos assim não pensei muito. Uma coisa legal que vi é que a avenida Victoria Park é inteira limite de bairros. Isso significa que posso fazer todos os bairros ao Oeste dela e o limite dos bairros feitos será uma linha reta. No mapa, é bem legal e eu pensei que seria um bom objetivo. Contei 17 bairros a ser contornados para tal objetivo. Mas, como o de hoje, todos são longe e a não ser que vou de bicicleta, preciso me preparar mais para longas distâncias. 

A semana de treino foi boa, estou conseguindo cumprir o que o Garmin passa, 4 dias por semana. Na terça feira era para rodar 6,4km mas eu acabei rodando uns 7,5 por não ter apertado o botão certo do Garmim, eu acho, e descobri que ele não tava marcando nada depois de mais de 1km. Na quinta foi o treino mais difícil, de cadência, 3,2km a 180+ passos por minuto. Eu geralmente não consigo fazer esse treino e mesmo assim o esforço é grande para não cumprir o treino. Eu percebo que nas semanas iniciais eu estava mais rápido, eu acho. Agora acho ue os treinos ficaram um pouco mais longos e eu seguro um pouco, mas a impressão que dá é que estou mais lento mesmo. Não sei, estou tentando não preocupar com o ritmo, o treino do Garmin é para meia maratona, sem tempo alvo para terminar. Ontem me senti bem, e hoje antes de partir eu me sentia bem.

Depois das 5 da manhã eu me preparei e às 5:18 queimei o chão. Saí pelas ruas residenciais até pegar a Yonge já perto do cemitério Mount Pleasant, e indo para o Norte na Yonge completei o primeiro km para 5:36. Estava lento, e deveria estar pois era o primeiro split to split negativo. Não estava difícil de manter lento, contrário a outos dias em que segurar lento era difícil e eu acabava rodando o primeiro split mais rápido do que deveria. Hoje não, queria mais é ficar lento e tinha dúvidas se deveria abortar a volta, quando lembrava que seria mais de 15km. A dor no quadril nesse começo estava menos do que o usual. Da Yonge entrei na Balliol à direita indo para o Leste, e pouco antes de chagar na Mount Pleasant complete o km 2 para 5:45. Mount Pleasante para o Norte e Davesville para o Leste denovo e chegando na Cleveland fecho o 3 para 5:37. Pego a Clemelando para o Norte. Eu estava procurando uma rua para ir para o Norte, e tinham várias ali, mas eu não as conhecia e eleas pareciam rua sem saída. Agora olhando no mapa vejo que não tinha muitas opções mesmo, nenhuma seria melhor que a Cleveland. Rodo nela para o Norte até a Manor, que pego à direita, logo estou na Bayview, correndo na calçada, rumando para o Norte e completo o km 4 para 5:43. Agora faltam 800m para o fim do split, e tenho que aumentar o ritmo. Me sinto okay, com calor, mas pronto para o segundo split. Da Bayview entro na Eglinton à direita, rumando para o Leste, o dia clareando o primeiro split termina poiuco depois de eu atravessar a Eglinton para correr na sua cançada Norte, já me preparando para lá na frente entrar na Leslie. O split termina e eu tento pisar no acelerador um pouquinho, não muito que tem outro split mais rápido ainda. Mas tem cones por alí, construção, calçada nova, que é so do lado Norte e eu me arrependo de não ter ficado na calçada Sul. Correndo mais forte pela Eglinton, indo para o Leste, eu desvio de cones aqui e ali, em trechos de calçada que estão bloqueados, que me obrigam a ir para o asfalto, que é asfalto de contrução e não está bem limpo. O primeiro km vai para 5:22, me sentindo okay, o ritmo está bom, mas percurso plano, começando descida. 

Logo chego na ponte que leva a Eglinton por cima do braço Oeste do Don River e lá tenho uma surpresa, tem uma entrada ali depois da ponte que me leva para a trilha que segue o rio, que é onde eu tenho que ir. Não fosse isso eu teria que pegar a Leslie para o Norte e dar uma certa volta. Depois de um vai e volta passo por baixo da ponte, vem o estacionamento antes da trilha e nele fecho o km 2 para 5:22 denovo. Vem então a trilha per se, o dia clareando, um corredor que vem de lá para cá, correr fica mais gostoso. Sigo pela trilha, sentindo meio cansado mas segurando o ritmo bem, ali é também meio que descida, completo o km 3 para 5:26 e com mais 220m o split acaba. Não como outrora, quando fiz o segundo split para 5:10, mas os longos então eram menos longo e por agora eu tinha cumprido o plano, tinha rodado o split 2 mais rápido que o split 1. E entro no split 3 e acelero. 

Continuando pela trilha, fecho o primeiro km para 5:02, muito bom, e exatamente no momento onde começo a pegar obstáculos. Ali a trilha passa meio que ao mesmo tempo por baixo da Don Mills, e por cima da ferrovia. Com isso tem subida, tem curva, tem chão que parece escorregadio e não confiável. Depois vem uma descida e estou bem perto de onde o braço Oeste do rio Don deságula no rio Don. 

Podia seguir a trilha que acompanha o rio Don, que é o limite do bairro, mas se fizer isso o contorno do bairro vizinho vai ficar complicado, eu tinha decidido por outro caminho que vai por ruas. Passo então por baixo da Don Vallley Parkway e fecho os restantes 610 m do split 3 para 5:33, esperado depois dos vai e voltas ee subidas e eu cansando... Aperto o Garmin para ele continuar marcando, terminei o split negativo, mas estou longe de terminar a volta ao bairro, e estou me sentindo cansado, pensando que talvez devesse pegar uma bike e voltar para casa. Mas continuei. 

Depois de passar embaixo da Don Valley ganho acesso a trilha onde passei a semana passada, mas agora indo nela para o Leste. Antes de ir para o Leste fiz o favor de me perder ali depois do estacionamento, numa rede de trilhas, ou caminhos que acho que não dá em lugar nenhum. Mas devia ter estudado melhor o mapa. Devo ter rodado uns 400m atoa. Foi e voltei, chegui na trilha certa, fui para o Leste. O problema é que vindo do Leste para o Oeste a trilha te deixa no estacionamento e não tem nem uma dica de que tem várias trilhas aí e vc pode se perder. Indo para o leste vc entra no lugar errado e já era. Enfim, achei o lugar certo e segui pela trilha. Mais a frente a trilha tem uma bifurcação, e de um lado é decida e a trilha passa dentro do rio, do outro, vc continua mais ou menos plano e tem uma ponte. Eu peguei a descida só para ter que voltar depois de uns 50m, hoje era o dia dos erros de caminho...











Logo completei o primeiro km do pos-treino para 6:00 cravado, devido a ter me perdido, vai e volta e tal. O ritmo caiu, e isso era bemvindo. Logo depois chego na escada que tenho que subir para sair da trilha. Não tenho pernas para subir correndo e a escada é longa. Tento subir andando rápido e subindo a escada acabo me cansando mais do que correndo, a escada nao acaba e eu tento segurar meio rápido, não parar. Chego lá em cima bem cansado, uma trilhilha na grama, continuou andando e coloco os óculos escuros antes de chegar no asfalto. Pego a rua Alder e a subida continua e eu muito lento. Mais acima a Alder se torna a Parkview Hill Crescent e eu já estou mais rápido quando completo o segundo km para 7:09 devido a parte da escada e tal. Mas agora já corro em ritmo melhor, mas não descançado.

Mais a frente faço o favor de entrar a direita na Presteign, o meu último erro de caminho. Logo notei que devia estar erroado, mas sem ter muita certeza de nada, não carrego mapas nem nada. Tentei procurar alguém para perguntar o caminho mas era muito cedo e ninguem na rua. Virando aqui e ali, acabo meio que por um milagre chegando na Northdale, que conheço por ser uma avenida com um canteiro no meio, que eu tinha visto no streetview. Pronto, já sabia onde estava, peguei ela à esquerda, indo apra o Noroeste. Antes disso completei o km 3 para 5:28, um ritmo na verdade muito bom dado que não estava fácil. 

Da Northdale entro na Northline, indo para o Norte. E antes de chegar na Bermondsey, que é uma rua bem maior, completo o km 4 para 5:32 e tem umas curvas ali de forma que quando entro na Bermondsey, continuo indo para o Norte. Mas esse talvez tenha sido o ponto onde eu quebrei, não dava para segurar o ritmo, eu diminui, consciente de que ainda tinha um pouco de chão para terminar a volta. Completei o km 5 ainda indo para o Norte para 5:49. 

Continuei, e mais adiante chego na Eglinton, entro nala à esquerda e ela parece me dar um pouco de energia, vejo um streetcar, penso que logo vou pegar ele, só preciso segurar mais um pouco. Na Eglinton, ao atravessar a Credit Union, tinha uns carros lá e eu tive que dar uma vai e volta para não parar de correr. O dia também já está bem claro e mesmo com óculos escuros eu não consigo ver o semáforo e prefiro fazer um vai e volta que é basicamente passar atrás dos carros ao invés de passar na faixa de pedestre, pois não sei se o farol está aberto para mim, ou quando ele vai abrir para os carros. Mais a frente completo mais um km para 5:43, ritmo de split 1, o que não é ruim, mas estou realmente só o pó.

Passo por cima do Don River, que é o limite do bairro, mas eu estava consideravelmente dentro do outro bairro que era a única opção sem ser a trilha do Don River. E mais a frente vem a Don Valleyu Parkway com todas as suas entradas e saídas e eu vou passando para logo depois completar o km 7 do pos treino para 5:45, e assim eu vou mantendo o ritmo, mas não sei como. 

Vem então uma área com construção e eu fico com medo de me perder denovo, mas um streetcar passa e eu sei que ele está na Eglinton, tenho que seguir na direção que ele vai, eu estando numa meio que paralela mas bem próxima da Eglinton: a Ferrnadi. Deu tudo certo, a construção acaba e eu volto para a Eglinton, e logo mais atravesso a Don Mills onde por sorte consigo ver a luz piscando,  que é a contagem regressiva, que é sinal que os carros não podem saír, mas não consigo ver quanto tempo tenho e simplesmente meio que disparo para atravessar a Don Mills que é bem larga. Do outro lado sei que não terei que atravessar mais nada, que estou perto. E vem um treco de meio descida e eu fecho o km 8 para 5:53, chegando numa baixada, olho do outro lado, estou convencido que terminei a volta, que a ponte que estou em cima é a mesma que eu entrei no parque e comecei pelas trilhas. Apertei o Garmin, parei. Total 17,9km, e eu estava realmente cansado, andei devagar, sem pensar muito, cansado mas feliz por mais um bairro concluído. 
Um pouco mais a frente, no entando, eu vejo uma ponte, sob a qual a Eglinton passa. Fiquei confuso. Não tinha ponte ali. Seria uma nova estação do metrô e eles contruiram a ponte para pessoas passarem de um lado para o outro? Não podia ser, não havia ponte, se eu completei a volta e estava em território que corri antes da volta, não havia aquela ponte. Logo percebi que a única explicação é que eu não tinha terminado a volta. 

E foi isso, a ponte é a ferrovia que passa em cima. Eu antei uns 400m para chegar onde comecei a volta. Essa volta não foi terminada correndo, e por isso o mapa do Garmin ficou com uma parte aberta. Mas ela foi terminada, ponto final. 

Cheguei na entrada da Leslie e o sol tinha saído, Eu estava muito cansado e suado, todo molhado, não estava cheirando bem, tinha pensado em voltar de bicicleta como na semana passada, pedalar devagar e descansar. Mas o sol saíu e eu não tinha confiana para andar de bicicleta, decidi pegar o novo trem da Eglinton. E para atravessar a Eglinton eu o que fazer pois ela é larga e não dá para ver o farol do outro lado, eu tive que ir pelos carros quando eles paravam já que também não tinha mais ninguem atravessando. Eram pouco depois das 7 da manhã quando peguei o streetcar e voltei para casa. 

sábado, 1 de agosto de 2026

Volta ao Bairro Old East York e Split Negativo

Mais um Sábado de calor, e fomos para a volta ao bairro número 80, referente ao bairro Old East York. O bairro fica a 6km de casa e o seu limite Norte é o Don River, então as trilhas ali são a únicas coisas que eu conheço do bairro das muitas vezes que corri por ali. Fora isso o bairro é praticamente totalmente residencial, com grande área nativa nas margens do rio. 

Planejar o contorno dele não é muito fácil porque esses bairros tem limites que passam fora de ruas e às vezes temos que dar grandes voltas fora do bairro para ir de um lado para o outro do bairro. No caso desse bairro uma coisa que acontece é que o limite que acompanha o rio, que passa embaixo de uma ponte, vira na ponte. Isto é, no mapa, o limite passa do rio para a ponte. Mas quando vc tá correndo na beira do rio não tem como subir na ponte em questão e na verdade ter que dar uma volta que adiciona mais de 1km. Isso no Oeste. No Leste, o limite vai ao Norte pela Woodbine, e continua indo para o Norte quando a Woodbine termina na área de vegetação nativa. Ele vai até encontrar o rio. Correndo, não tem nenhuma forma de fazer isso, não existe nenhum acesso às trilhas na beira do rio por ali. Ou seja, aque também tive que dar uma volta que deve ter adicionado uns 2km. E quando eu planejo essas voltas eu preciso estar ciente de que esse vai ser o limite do bairro vizinho também, quando eu contornar ele, e eu preciso dar uma olhada para confirmar que assas desviadas funcionam também para o bairro vizinho, senhão meu mapa dos contornos fica cheio de sobreposição de polígonos. Enfim, esse foi um desafio a parte de correr em volta do bairro. 

O outro é que para correr pelas trilhas eu preciso sair mais tarde, preciso chegar lá com dia claro pois as trilhas não tem luzes artificial. Também por segurança, é bom não ir tão cedo para a trilha, apesar que nunca ouvi nada ter acontecido em trilhas, mas tem pouca gente, é isolado quando é muito cedo. Esse foi o motivo que escolhi esse bairro, pois se deixar para mais para o final do ano os dias são mais curtos e tenho que sair ainda mais tarde para chegar na trilha com luz solar. Assim foi que saí para a volta quando já eram 5:25 da manhã, ainda escuro, uns 23 graus. Eu tinha planejado o percurso no mapa logo antes de sair, tinha decido que esse bairro seria o principal candidato ontem a noite. Antes de ontem eu pensava que ia contornar o bairro vizinho do que contornei há duas semanas.  

Eu me senti mais ou menos bem, mais ou menos descansado, com vontade de correr, um pouco preocupado com o calor. A semana de treinos tinha sido bom, sem novidades, a não ser que o Garmin tem passado treinos um pouco mais longo. Na quinta feira foram 15 minutos de aquecimento e mais 15 de descanso, com 8 tiros de morro, o que deu bastante km. Não foi muito difícil, mas também tentei correr leve os 30 minutos que não eram tiros. Então em geral os treinos tem sido bons, e eu tenho conseguido fazê-los, com um pouco de dor no quadril que parece estar piorando, alguns dias doendo mais que outros e incomodando para uma simples caminhada ao ponto que não penso mais em caminhadas de mais de 1 ou 2km, pois sei que vou sofrer com a dor. Mas a dor é suficiente para eu pensar que talvez não correrei mais meia maratonas, a não ser que acho uma cura, mas para isso eu preciso procurar ela.

Quando saí estava escuro ainda e rumei para o Leste na Sait Clair, correndo devagar e sentindo as pernas meio travadas, me perguntando se ia correr mias solto depois de uns kms.Fechei o km 1 para 5:56, bem lento, mas pensando que deveria ir lento mesmo para tentar fazer o split negativo corretamente. Só que não sentia bem ao ponto que queria aumentar o ritmo. Depois da Mount Pleasant, entrei à esquerda na Welland, indo apra o Norte, até os cemitério Monte Pleasant, quando peguei a Moore à direita, continuando para o Leste. Encontrei com uns ônibus circuar e fiquei positivamente surpreso que eles estavam rodando tão cedo. Na Moore completei o km 2 para 5:50 e já me sentia com as pernas mais soltas, mas sem querer aumentar o ritmo e começando a sentir mais dor no quadril. O ritmo lento parece não ajudar a dor. Eu tentava não pensar nela, ainda tinha muito  chão pela frente. Depois da Bayview, ainda na Moore, completei o km 3 para 5:50.

A Moore que vai para Leste, vira meio para Nordeste e passa a se chamar Southvale. Dai vem uma descida, e lá na frente chego na Laird, one um carro espera no semáforo, um ciclista atrás dele, passo os dois, passo do outro lado da Laird, pego ela à direita e embaixo da ferrovia completo o km 4 para 5:40, um pouco mais rápido, provavelmente porque peguei um pouco de descida. Na verdade a Laird muda de nome ali, para Millwood. O quadril doi mais, me faz pensar se talvez eu devesse parar de treinar para meia maratona, ou talvez parar de correr. Mas os pensamentos mudam, eu corro levantando um pouco a perna, colocando pressão no quadril, a dor parece aliviar. Depois de uma curva estou sobre a ponte, a qual passarei embaixo. Ali na ponte o contorno do bairro começa, vindo lá de baixo, do rio, como se desse um pulo. Correndo, seguindo o rio, terei que passar por baixo da ponte, que é bem alta, e correr mais até a primeira rua que sobe para o perímetro urbano. Mas agora estou começando o bairro, sobre a ponte e quase no final dela completo o km 5 para 5:35, claramente acelerando. 










Depois do final da ponte sigo pela Pape, atravesso a O'Connor, rua na qual muitas vezes corri no passado quando não tinha essas dores, quando visitava igrejas. Agora estou contornando o bairro e preciso passar a O'Connor e tem alguns carros passando, eu entro um pouco na O'Connor, indo para o Leste, mas logo que os carros desaparecem eu atravesso a O'Connor, dou meia volta, volto para a Pape e nela continuo para o Sul. Não por muito tempo, logo completo o km 6 para 5:37 e estou na Cosburn, pego ela para o Leste e lembro quando fiz o bairro ao Sul do que eu estou fazendo hoje, quando corri pela Cosburn. O ritmo melhorou e eu preciso tomar cuidado para não correr mais rápido, a idéia seria ficar acima dos 5:40 para guradar energia para aumentar o ritmo. 

Na Cosburn, indo para o Leste, chego na Downlands e carros passam, entro à esquerda, mais a frente dou meia volta e retorno à Cosburn, retorno minha corrida para o Leste e fecho o km 7 para 5:45. Mais 240 metros e tenho que aumentar o ritmo, e me sinto bem para aumentar o ritmo, até desejo aumentar o ritmo para ver se o quadril dói menos. E assim sigo pela Cosburn em ritmo um pouco maior mas não estava muito fácil. Ali parecia subida leve, mas o Garmin diz que é plano. Na Cosburn fechei o primeiro km do segundo split para 5:30 já mostrando o aumento no ritmo, mas aumento pequeno que correndo parecia um aumento maior. 

Mais a frente cheguei na Woodbine e ali também fiz um vai e volta para passar a Woodbine, e voltar para a Cosburn, agora entrando em território que nunca corri. Mais a frente completo o segundo km para 5:32. Entro à esquerda na Haldon, aagora pegando uma grande descida, indo para o rio, mas sem aumentar muito o ritmo. Tento mudar de óculos, colocar óculos escuros. Coloco e tiro pois acho muito escuro e sei que logo vou pegar as trilhas e vai ficar mais escuro com as àrvores. Corro com os óculos claros, principalmente porque o dia está nublado, mas bem calor. Passo por um estacionamento do parque, para as pessoas que vao nessas trilhas, e depois entro na trilha. Mais a frente passo sob a ponte da O'Connor e depois dela completo mais um km para 5:26. O ritmo estava bom, e fui ajudado pela decida para chegar no parque, mas corria bem e aumentei o ritmo para o último km do split 2. Só que não foi consciente, eu corria do jeito que sentia bem, sem pensar muito no split, e pelo jeito nas trilhas a gente acelera um pouco. Completo o último km do split para 5:12 e mias 20 metros e o split termina. O terceiro split tem que ser mais rápido. Mas não litgo muito, 5:12 é um bom ritmo e eu já me sinto cansado. Mais a frente chego na ponte da DVP e me surpreendo, eu pensava que faltava bem mais chão para chegar ali. Então foi positivo, estou cansado e mais perto do final do que pensava.

Passo sob a ponte e estou do outro lado, em território que conheço melhor, trilhas que corri muitas vezes. Fecho o primeiro km logo depois para 5:08, ritmo bom, mas me sinto cansado. Penso na corrida da semana passada, quando o ritmo foi um pouquinho mais rápido mas basicamente o mesmo. É um ritmo que se preciso consigo manter, mas ali, depois de muitos kms, eu preferiria chegar no final. E para chegar no final preciso sair da beira do rio, voltar para a cidade e para isso tem uma subida enorme. Fico pensando se vou terminar o split negatrivo antes da suvida pois se chegar na subida não tem jeito de manter aquele ritmo. 

Mais a frente chego na ponte, a qual passei em cima, e ali completo mais um km para 5:00, ritmo excelente, mas estou bem cansado. Teoricamente poderia termina a volta ao bairro ali dado que passei lá em cima da ponte e agora estou passando embaixo. Mas o split negativo não terminou, não adiantaria nada. Continuo, o split é de 3,2km e tem 1,2 pela frente. Mas depois da ponte não demora muito para chegar na rua que sai para a cidade. Passo sob a DVP denovo e então estou na subida que me leva para a cidade, para fora das trilhas. É uma subida enorme e me sinto bastante cansado, não tem jeito nem de pensar em segurar o ritmo de 5 min/km depois de ter corrido uns 13km e não estar muito bem preparado, em forma para esses treinos longos. 

A subida me destroi, eu olho para o Garmin repetidamente, os metros não passam, eu corro bem devagar, quase andando. O próximo km se completa para 5:44, terrível para o split, mas eu não ligo, não vou me matar mais do que já estou para segurar 5 por km naquele morro. Sem chances. Com mais 220m chego no split negativo e no final da subida. Esses 220 metros eu rodei para 6:54, e termino o split e o treino muito cansado. Aperto o Garmin para ele continuar, afinal não completei o bairro. Mas com um pouco de corrida no plano já me sinto melhor, aumento o ritmo um pouco, chego na O'Connor e pego ela indo para o Leste. Mais a frente, já me sentindo melhor, chego na Pape e ali eu tinha passado antes, ali termina a volta ao bairro e eu fiz questão de apertar o Garmin imediatamente para ele parar, não ia correr mais. Foram apenas 290 metros depois do split negativo, esses eu rodei para 5:26, ritmo do segundo split, nada mal. 

Só que estava cansado, bem cansado. Interessante que os splits 2 e 3, com ritmo maiores, foram melhores em termos de dor no quadril, e pensando nisso fiquei em dúvida se talvez não era a dor aliviando, era efeito placebo, era mais concentração dado que precisava manter um ritmo mias rápido, é mias difícil correr e pensar em outras coisas, tipo dor. Enfim, não sei, mas a dor foi menos difícil do que o cansaço no terceiro split, muito menos. 

Caminhei até a estação da bicicleta e cheguei lá ainda cansado, com as pernas bambas. Peguei a bike e voltei para casa. Para o próximo Sábado o Garmin tá passando 9,7km, uma semana de um pouco de descanso, onde a rodagem semanal vai diminuir um pouco.

sábado, 25 de julho de 2026

Carnival Run 10Km e Split Negativo

 Neste Sábado corri o que dizem ser a última Carnival Run, a corrida de Carnaval de Toronto. Eu tinha feito a inscrição faz tempo e a corrida na maior parte passava longe de meu pensamento, e até de certa forma estava um pouco arrependido de ter me inscrito porque se não fosse a corrida faria uma volta ao bairro e seguiria melhor a planilha de treino do Garmin. 

Na Quinta fui buscar o kit, de bike partindo do trabalho. Não tinha ninguém pegando o kit, eu era o único, e eu achei estranho, será que só eu vou correr? Eles tinham anunciado claramente que seria a última edição pensando em atrair mais corredores e talvez isso foi o que espantou um pouco os corredores. Mas não pensei muito também, o dia estava claro, ruim para andar de bicicleta, muita gente na rua, e do kit peguei o streetcar para casa. Na Sexta descansei depois do treino difícil de cadência da Quinta, onde você tem que correr a 180 passos por minuto por 2.4 km. Acabei dormindo durante o dia e a noite não dormi muito, acordei às 3 da manhã no Sábado. 

Tem corrida hoje... mas e o split negativo? Foi no Sábado mesmo que pensei em fazer os 12.9 km de um jeito ou de outro, e me vio a cabeça que eu podia chegar lá perto da hora da largada, deixar a bike 3km antes de chegar, e correr por 3km como parte dos primeiros 6.4km do split lento. Medi 3km no mapa e ainda sem muito entusiasmo saí para a corrida pouco antes das 7 da manhã, um pouco mais cedo do que deveria dado que a largada era às 8:15. Mas tudo bem, fui debagar, despreocupado, pedalando pelo mesmo caminho que vou para o trabalho e de lá pegando a Dufferin até o lago, deixei a bike, comecei o split negativo. Por coincidência ali era também um posto de água da corrida e a galera estava se arrumando.

O trote começou lento, não me sentia 100%, mas mesmo assim estava tranquilo. O tempo estava nublado, 20 graus, temperatura ideal, contrastando bastante com o ano anterior que estava muito calor. E interessante que este ano tem feito mais calor, tivemos duas onda de calor, mas hoje não, hoje estava gostoso, ideal. Rodei os km 1, 2, 3 devagar mas talvez menos devagar do que deveria, para 5:30 - 5:40. Quando cheguei no local da largada, ainda faltava um pouco para os 3 km e tinha bastante gente por aí, eles tinham fechado a ciclovia, e eu acabei diminuindo o ritmo, fazendo o último km mais lento, passei direto e terminei quando o Garmin apitou o km 3.

O Garmin pergunto se eu ia termina mesmo, se eu queria gravar o treino, deletar ou recomeçar. Como planejado, eu deixei o Garmin esperando, iria recomeçar às 8:15, não sabia se o Garmin ia esperar tanto tempo, uns 15 minutos ou mais ainda. Estava um pouco suado mas não casando, andei um pouco para lá e para cá, estava com dor no quadril que pegou um pouco no final dos 3km, e era o que mais me preocupara para os próximos 10km. Sentei na guardrail que delimita o estacionamento e que é pouco confortável, mas pelo menos a dor passou. Eu sabia que era temporário, que a dor voltaria durante a corrida, e poucas são as esperanças de resolvê-la; na verdade em dias como hoje me pergunto qual o futuro de correr, não parece positivo, a dor vem piorando.

Estava calmo e a largada da corrida demorou o suficiente para que eu descansasse dos 3km. Deram a largada para as crianças, e elas foram e voltaram. Eu fique sentado, na maior parte, fazendo uns pequenos movimentos, sem pensar muito na corrida, não estava ansioso. A largada dos 10km foi anunciada e eu me alinhei uns 5 minutos antes, no meio da turma que não era grande. Um casal estava na minha frente, não consegui ter segurança na idade deles, mas pareciam jovens, pareciam estar na primeira corrida, pareciam ansiosos, conversando sobre a corrida. Talvez fosse a primeira corrida... e tantos ali era bem jovens. É interessante pensar que um dia olhava para corredores experientes com admiração e hoje eu sou aquele corredor, mas provavelmente não muitos me admiram, imagino. As fases da vida de um corredor são interessantes, eu me divirto simplesmente por saber que hoje tenho dores mas passo rasteira na galera mais jovem, que tem pernas boas. Não estou mal, mas pensei que estaria melhor. 

A largada foi dada e eu pedi para o Garmin continuar o split negativo. O casal largou na minha frente, ela na frente e ele seguindo, passando muita gente. Eu por vezes segui eles, indo no vácuo, mas sem estarem muito rápido. Mais a frente eu passei eles e não os vi mais. Me sentia bem, melhor do que no treino de 3km antes, melhor do que no ano passado. Não consegui seguir no ritmo fraco da primeira parte do split negativo, a velocidade ficou por volta dos 5min/km, as vezes abaixo disso.








Com o passar dos kms as corredores diminuiram e eu comecei a tentar seguir alguem, com um pouco de medo de ficar sozinho e me perder. Por volta do km 2.5 troquei os óculos e coloquei aquele bem escuro, não tinha sol, mas em alguns lugares estava claro demais. Por volta do km 3.5 eu conecei a seguir uma moça que estava num ritmo bom, não me senti com preparo para passá-la, segui atras, hora chegando mais perto e hora perdendo um pouco o contato, mas sempre vendo ela na frente. Fizemos a meia volta por volta do km 5 e voltamos. Eu não me sentia inteiro, me sentia cansado, mas consequia continuar no meu ritmo, no ritmo da moça, e usei ela como incentivo para não diminuir o ritmo. Por volta do km 7 começamos a passar a galera mais devagar dos 5km e foi assim até o final. 

Nos 3 km final eu segurei o ritmo mas me sentia bastante cansado. No km final eu passei a moça perto da chegada, empurrado por um rapaz que me passou, eu fui junto com ele, em ritmo de sprint. Não consegui pegar ele, mas foi interessante que consegui dar um sprint rápido no final. Terminei super cansado, e com dor no quadril, tentando diferente posições para ver qual aliviava melhor. Mas ultimamente alívio tem sido difícil. Só que com o fim da corrida e um pocuo de descanço a dor diminui, as vezes some. 

Segundo o chip, eu terminei com 49:10, média de 4:55 por km, o que não sei se é correto. Os tempos do Garmin para a corrida, depois do km 3, não são consistentes com isso. NO ano passado terminei ocm 52:09, ou seja, melhorei. Apesar que talvez o calor sozinho do ano passado explica isso.

Bem, a corrida foi boa, me diverti, foi melhor do que eu esperava. Vamos tentar continuar os treinos, esperando que a dor no quadril melhore...

domingo, 19 de julho de 2026

Volta ao bairro Breechborough-Greenbrook

 Opa, estamos de volta depois de várias semanas! A última volta ao bairro foi no dia 16 de Maio, e uma semana depois, no dia 23 eu não senti que dava para dar a volta em outro bairro, até porque o do dia 16 era o último mais perto que tinha. Assim no dia seguinte, Domingo 24 de Maio, eu comecei um treino apra meia maratona, seguindo a planilha do Garmin. Eu me sentia bem, mas com treinos muito aleatórios, eu precisava mais estrutura e aumentar o volume semanal devagar, e tentar incluir treinos de qualidade. Eu me sentia bem e tudo numa planilha de treino me atraia, principalmente que o início deveria ser fácil para o estágio que eu estava, e depois ficaria mais difícil devagar. E então eu comecei o treino e não me preocupei com volta a bairros até começasse fazer longos compatíveis com os bairros que faltavam. Também escolhi um treino para meia maratona sem colocar objetivo de time. Com isso o Garmin não passa ritmo, só a distância do treino, e fala para você correr devagar ou rápido.

Agora estou com 8 semanas, e completei todos os treinos, exceto o de dois sábados atrás. Estava muito quente e acho que eu também não me sentia 100% aquele dia, sei lá. Já vi que seria difícil quando comecei. O treino era de 10.5km, split negativo. O Garmin sempre passa split negativo para os longos, onde você começa devagar, depois aumenta o ritmo e depois aumenta mais ainda. No final, com o ritmo rápido já, rodando sub 5min/km, eu pedi água quando cheguei no km 10. Faltava pouco, eu sei, mas eu estava muito cansado e rodando rápido, eu preferi parar e pronto, ao invés de diminuir o ritmo bastante, o que quebraria o treino do mesmo jeito. Parei no km 10, bastante cansado, e estava realmente muito calor, 26 graus, isso de madrugada. Temos tido ondas de calor este ano, e não está fácil ficar dentro de casa, dormir... vamos ter que comprar um ar condicionado. 

Enfim, foi esse o único treino que não completei. Na semana seguinte, que foi a passada, o Garmin passou só 8km, split negativo, e terminei okay. Para este sábado o Garmin mando 12.9km. Corre 6.4km devagar, depois aumenta o ritmo por 4km, depois aumenta mais por 2.4km. Para rodar os 2.4 rápido, tipo, sub 5min/km, vc tem que rodar os 6.4 devagar, senão você pede água já no primeiro degrau de aumento de ritmo. Então a corrida de hoje foi estratégica, eu comedei devagar, pensando que teria que ter energia sobrando depois de 10km para sentar o pé no final.

O Bairro Breechborough-Greenbrook fica a Noroeste, e é um que estou planejando fazer por um tempo. Por coincidencia a volta nele, começando correr de casa, dá quase que exatamente 12.9km. Sendo longe conhecemos pouco do bairro. No seu canto Suldeste tem um supermercado Fresh Co, que fui algumas vezes muito tempo atrás, e que é perto de uma padaria portuguesa também no bairro, que também já fomos. A nova linha do trem que passa pela Eglinton tem umas 3 estações dentro do bairro também. O limite Oeste do bairro é uma estrada de ferro. O Leste também, e, exceto pela limite Sul, que é a Eglinton, os outros lados não são definidos por ruas e portanto o contorno do bairro segue por muitas curvas e acabou ficando torto, não representando bem o bairro, que é um trapézio reto, com a base Norte perpendicular à Leste, e maior do que a Sul. 

Eu pensei em contorná-lo, olhei no mapa, planejei, quando chegou a hora de sair foi que decidi que ia tentar. A nova linha de metrô na Eglinton foi um incentivo grande porque ela faz voltar para casa fácil se eu estivesse cansado. Pata pegar o metrô que abre as 6 da manhã, eu teria que começar um pouco mais tarde do que o usual, e foi assim que saí de casa era quanse 5h da manhã, com uns 22 graus. 

E saindo de casa pego a Heath para o Oeste, completando o primario km perto da Russel Hill, para 5:36. Normalmente esse seria considerado um ritmo um pouco lento para uma volta ao bairro. Não que seja lento, eu devia mesmo fazer esses longos mais devagar, mas em geral rodo um pouco mais r´paido. Só com com um split negativo pela frente, eu preciso ter espaço para acelerar depois de 6km e conseguir manter o ritmo. O meu plano era rodar acima dos 5:40 e baixar para a casa dos 5:20 no km 6.4, depois para 5:00 no km 10.4. Então estava um pouco forte, mas me sentia bem. As pernas corriam fácil, não era um dos melhores dias mas estava confiante logo no começo que dava para contornar o bairro. Chegando na Bathurst, que peguei as direita indo para o Norte, completo o km 2 para 5:36 denovo mas com batente atenção para atravessar a rua movimentada e não passar em cima de um carro, eu acabei não percebendo o ritmo na hora. Da Bathurst para a Claxton indo para Noroeste, e chegando no círculo Conaugh entro na rua de mesmo nome para Sudoeste por uns 70 metros para chegar na Vaughan, que pego para Noroeste denovo. Na Vaughan fecho o km 3 para 5:41, agora dentro do planejado, mas no limite inferior. Na mesma rua o km 4 vem para 5:47. Era um bom sinal que eu tinha corrido facilmente para sub 5:40, e a percepção é que para aumentar para 5:20 não seria difícil.










A Vaugham é uma rua rara que vai do Sudeste para Noroeste, mais ou menos, com um pouco de curvas. Ela começa pouco depois da Barthust na St Clair, e ruma para a Eglinton, chegando lá na Dufferin, e então ela acaba, a Dufferin pega a bola na Eglinton e leva para o Norte, nada continua para o Noroeste. E chegando na Eglinton, e pego ela para o Leste, deixando a Dufferin para trás e completando o km 5 para 5:39 e mais para frente o 6 para 5:41. Na verdade eu estava correndo com ritmo muito constante, acho que essa variação de km para km está dentro do erro do Garmin.

Correndo na Eglinton para o Oeste, eu me sentia bem dado que ali temos um pouco de descida, o dia clareando, calor mas não calor demais, eu imaginava que logo chegaria a Caledonia e pouco depois a volta ao bairro começaria, ali seria meu último ponto para decidir parar e pegar o metrô de volta na nova estação da Caledonia, apesar que eu teria que esperar ele abrir às 6h da manhã. Mas me senti bem, pouco pensei em parar, estava a fim de seguir. Depois da Caledonia, entro na segunda às direita, a Crohan, indo para o Norte. Logo chego no final da rua e começo da trilha, o dia clareando, o momento certo para entrar na trilha. Mas nela corro pouco, fazendo uma curva, indo para o Norte e logo indo para o Nordeste. Ali termina o primeiro segmento do treno, com 6.4km, agora devo aumentar o ritmo. Aumento, tento aumentar, mas ainda corro confortávelmente. Fico pouco na trilha e volto para a Calednia e nela para o Norte. Ali não ttem calçada, reduzo o ritmo no caminho que os pedestres fizeram no meio da grama, mas que é irregular. Me sinto um pouco cansado pois é um pouco de subida também. Mas logo estou na Castlefield, indo para o Oeste denovo, e agora pego um pocuo de descida. Tudo meio deserto, não vejo carro e passo para o outro lado da Castlefiled. Mais a frente uma rua que sai, um semáforo que não consigo ver se está aberto, alguns carros esperando que eu fico com receio de passar na frente, faço uma curva para passar por trás dos carros, o semáforo abre e eu volto, reduzo o ritmo, quase paro, os carros se vão e eu passo com a luz vermelha para pedestres. Mais a frente tem um paque, ali é uma baixada, tem um riozinho. Depois do parque tem uma subida e depois da subida entro à direita na Strathnairn, que começa indo para o Norte, mas faz uma curva e vai para o Oeste denovo. Ali no coemço dela fecho o primeiro km do segundo segmento, agora estou um pouco mais rapido, fecho para 5:29.

Chego na Keele e pego ela para o Norte por uns 200m, depois entro na Canon-Jackson à esquerda, indo para o Oeste denovo. Mais para a frente completo o segundo km para 5:12 e sigo em ritmo bom, um pouco de descida, corro tranquilo. Mais na frente ela faz uma curva indo para o Sudoeste e eu chego na Trethewey e pego ela para o Noroeste. Passo para o outro lado e logo chego na Black Creek, o cruzamento que eu mais temia ter que parar, pois sei que ele é moviemntado. A Black Creek é larga e quando cheguei os carros estavam parado no cruzamento com a Trethewey, eu não sabia se podia passar ou não, não conseguir ver o semáforo do outro lado, peguei a Black Creek para a esquerda ao inves de arriscar passar, corri um pouco e voltei, estou no cruzamento denovo, paro de correr e paro o Garmin, vou me acalmar e esperar o fluxo de carros até ter certeza que posso passar. Estudo os semáforos e vejo que tem um ali atrás de mim que posso consultar, não preciso olhar do outro lado da Black Creek. Mas ele nem abriu, os carros sumiram, e eu passei com a luz vermelha mesmo, reativando o Garmin. 

Pouco depois entro à esquerda da Todd Baylis que faz uma curva tal que de Noroeste eu passo a ir para o Sudeste. Nela completo o segundo km para 5:13, num ritmo muito bom, passo a rua mas do outro lado não tem calçada e a rua é larga, de velocidade meio alta para os carros, e carros vem vindo. Eu pulo para a grama e corro por uns 50m numa grama molhada e fico um pouco com pena do meu tenis branco, um Adidas Addizero que é bem leve e acho muito confortável. Entro na Industry à direita, indo apra o Sudoeste, e vem uma curva e logo estou indo para o Nordeste, numa respeitável subida, o meu ritmo cai. Mas logo entro à esquerda na Ray, indo para o Sudoeste e pegando terreno plano. Lá na frente um trem passa e ouço o som dele claramente mas está longe para ver, eu penso que vou ter que parar e esperar o trem passar e lembro de outra vez que isso aconteceu. Mas chegando lá vejo que passo por baixo do trem, ele continua passadno e eu também. Depois fecho o km 4 para 5:22 e chego na Weston, que pego à esquerda, indo para o Sueste, acompanhando a estrada de ferro que é o limite Oeste do bairro. Aumento o ritmo ainda mais, objetivo do split negativo, e embora tenha um pouco de perna sobrando para isso me sinto cansado, não vou conseguir aumentar muito. Logo a Wston termina e entro na Eglnton à esquerda indo para Leste. 

Ali tem umas construções e não dá para seguir na Eglinton sem atravessar ela, pedestres só do outro lado. Mas eu sigo e acabo na estação nova do metrô, deu vontade de entrar mas não faltava muito para o final do treino, não era hora de pensar em metrô, dou meia volta, volto, passo a Eglinton fora do semáforo, devagar, meio com medo que um carro vem mas ainda estava bem cedo, tudo tranquilo. Mas nesse vai e volta o ritmo que devia estar sub 5min/km degringolou, eu por vezes só trotei, mas não estava muito preocupado com o ritmo. Do outro lado da Eglinton voltei a correr mais forte. Fecho o primeiro km mais para frente antes de chegar na Black Creek denovo, para 5:16, acima do demandado pelo split negativo, mas considernado os vai e volta eu certamente estava num bom split negativo no resto desse primeiro km. 

Dessa vez chego na Black Creek e não te muito carro e apesar de o semáforo não estar aberto para mim eu atravesso ela fácil. Sigo correndo e mais para frente vem a Keele, denovo semáforo não aberto, mas agora tenho que dar uma diminuida, entro na Keele, passo ela, volto. E já estou em percurso de subida, e a subida fica considerável, o ritmo cai bastante, eu fecho o segundo km para 5:25, relamente sentindo a subida que fica mais e mais íngreme. Rodo mais 410m para terminar o treino, esses em 5:57 de média, estou realmente sem pernas, sofrendo numa subida que ficou muito íngreme e difícil. O bairro não terminou, eu aperto o Garimn para ele continuar marcando e a subida fica ainda mais forte antes de deiminuir e terminar em um planoe eu denovo consigo ir mais rápido mas ainda muito cansado. E fecho o bairro com mais 400m, os quais o Garmin disse que rodei para 5:14, muito rápido, parece improvável. 
Feliz por ter contornado mais um bairro depois de algum tempo, muito legal. Terminei bem cansado mas feliz. Continuei andando devagar, descansando, até chegar na estação de bicicleta e mudei os planos, voltaria para casa de bicicleta, não de metrô. E assim pedalei mais uns 6km até em casa. Sábado que vem tem mais um split negativo, identico, vamos ver, só quero chegar bem nele, sem muitas dores, ainda treinando rumo a uma meia maratona que só existe em minha cabeça, não estou inscrito em nenhuma... ainda...

sábado, 16 de maio de 2026

Volta ao Bairro Regent Park

Uma semana depois da Sporting Life 10K eu já estava pronto para o retorno à volta aos bairros. O bairro escolhido foi o Regent Park que na verdade é o único bairro que sobrou que não é tão longe. Fica no centro da cidade, Leste da Yonge mas ainda do lado Oeste do Rio Don. A sua divisa do lado Leste é o próprio Rio Don, e com isso na corrida eu passo o rio e desço do outro lado, mudando a divisa do bairro para a Bayview. Não tenho muito o que falar do bairro, é uma área da cidade que não vamos muito, já meio fora do centro e não tão perto da Yonge. Não lembro de nada especial localizado dentro do bairro, apsar que é um bairro com bastante comércio e com certeza tem prédios importantes.

Depois dos 10k no domingo, eu não me sentia mal, mas acabei não correndo nos 3 dias seguintes. Apesar dos 51 minutos, minha avaliação era que eu tinha ido bem na prova, melhor do que esperava devido a falta de treino e ter pego pneumonia em Abril. No final de Abril, ainda no Brasil, eu estava em dúvida se correria os 10k, e em caso positivo, se só andaria, ou alternaria corrida com caminhada. No final das contas não só corri o percurso todo mas corri bem. Nos dias seguintes senti algumas dores musculares, das quais não reclamo. Fiquei feliz de não ter tido dores nas costas. Mais do que nunca percebi que a dor nos quadris está ficando pior e incomodando mais, parece ter dado um salto em intensidade nos últimos 2 ou 3 meses. Agora, quando penso em correr meia maratona, também levo em consideração a dor nos quadris, se vou sofrer muito ou não, se vou ficar bem após a corrida e tal. Enfim, a dor aumentou e começoua fazer partes dos planos.

Na Quinta feira rodei 5km bem, o último para 4:31, o que foi ótimo. Na Sexta, ontem, saí para uma caminhada de 4km pois quando comecei a correr no inicio sneti as costas e os quadris e o cansaço. E hoje estava bem decidido a dar a volta no Regent Park, estava com vontade, estava incentivado pela falta de dor depois dos 10k, da possibilidade de melhorar, de talvez quem sabe voltar a treinar para meia maratona. Mas sempre que essa idéia vem a cabeça também lembro da dor no quadril. Não é só dor nas costas e falta de treino, agora essa dor nos quadris está incomodando suficientemente para entrar nos planos. Mas eu estava decidido a dar a volta no Regent Park. 

Saí às 5 da manhã, com temperatura de 10 graus, rodando na St Clair com direção à yonge, e sentindo uma dor do lado esquerdo meio que nas costas, uma dor estranha, parecia nova, e que dificultava correr. Mas segui devagar e peguei a Yonge, indo para o Sul. Fechei o km 1 pouco depois da ferrovia para 5:47 e já com bem menos dor do lado esquerdo. A dor nos quadris sempre está lá. Fechei o km 2 para 5:43, depois que saí da Yonge e entrei na Church à esquerda. Dali logo estou na Bloor e sigo para o Leste. O km 3 foi pouco depois da Shelborne, e nesse o Garmin não foi muito confiável devido aos prédios altos por ali, o caminho ficou todo torto, e dito isso fechei para 5:09.


Da Bloor indo para o Leste entro na Parliament e viro para o Sul numa curva mansa e agoro corro em calçada melhor e mais para a frente pego declive. Fecho o km 4 para 5:07 pouco depois de cruzar a Wellesley. O ritmo estava bom e eu corria mais ou menos confirtável, parece que às vezes aumentava demais e ficava mais cansado sendo forçado a diminuir um pouco, mas sem nunca diminuir demais. Na verdade esse ritmo era bem mais rápido do que pensava, estava quase em ritmo dos 10k corrido uma semana antes. E mantive. Da Parliament entrei às esquerda na Gerrard, agora indo para o Leste, e mais para frente fecho o km 5 para 5:11. Dai uma subidinha para a ponte que atravessa o vale do Rio Don. Lá embaixo a Bayview, o rio e a DVP, todos bem perto fazendo a ponte não ser muito comprida. O dia clareando, olhei lá embaixo a trilha que acompanha o rio, bem perto dele, ali não tão longe de onde o rio desagua no lago Ontario. Faz tempo que não passo na trilha que onde muitas vezes corri e passei de bike. Lembrei que era no rio o verdadeiro limite do bairro e pensei se talvez não seria possível descer lá, usar a trilha ao invez da avenida Broadview... provavelmente não. Depois da ponte vem a entrada do bairro Chines naquela parte da cidade, não o principal bairro Chines de Toronto, o qual eu já tinha contornado um tempo atrás. Depois a Broadview. 

Entro na Broadview à direita rumando para o Sul. Pouco carros, corro na rua, volto para a calçada que é plana, boa, larga, limpa, o dia clareando e penso nos meus óculos escuros lembrando que o sol nascia às 5:51. Mais para baixo fecho o km 6 para 5:07 denovo, pela segunda vez o meu km mais rápido. Atravesso a Dundas e sigo para o Sul na Broadview, segurando o ritmo, mas não estava difícil. Chego na Queen e viro à direita e logo a coisa muda de figura, vem um pouco de subida para denovo passar sobre o rio, e a subida é pouca mas eu me sinto cansado e diminuo o ritmo de forma que quando chego em cima da ponte estou visivelmente mais de vagar e um pouco cansado. Passo a ponte sem pensar muito no que tem lá embaixo e pouco depois fecho o km 7 para 5:12.

Passo por um ponto de streetcar, com o streetcar parado nele, pessoas saindo do ponto para entrar no transporte público e eu deixo o streetcar para trás. Ele demora um pouco para vir quando me passa já estou chegando no outro ponto. Penso como senpre que as vezes correr é mais rápido que o streetcar, mas provavelmente não a esta hora quando não tem trânsito, quando tem pouca gente parando o streetcar. Ele para no ponto porque o ponto é antes do semáforo, mas ninguem sai nem entra e eu passo ele denovo. Mas o farol abre e logo ele me passa e vai embora, sem chance de pegar, eu me sinto um pouco cansado e agora estou prestando atenção para tentar ver onde é a Parliament, onde tenho que entrar à direita. Mais para frente uma rua larga, um ponto de ônibus e eu diminuo o ritmo pois sei que no ponto de ônibus está escrito o nome da rua que cruza a Queen, e o nome é Parliament. 

Viro à direita e agora vou para o Norte em aclive. Logo fecho o km 8 para 5:16, sabendo que vou parar no 9 e que a Gerrard, que marca o começo do bairro, está antes do 9. Chego na Dundas e o farol fecha para mim, e eu entro na Dundas à direita, indo para o Leste e logo encontro uma grade fechando a calçada, tem construção ali. Dou meia volta, voltando para Oeste rumo a Parliament e olho para lá e para cá e passo. Sigo para o Norte e logo estou na Gerrard, final do contorno, mas preciso passar a rua, depois preciso completar o km 9. Mas um streetcar indo para o Oeste está parado esperando para atravessar a Parliament, eu entro na Gerrard às direita, indo para o Leste, dou meia volta passando por trás do streetcar, passo a rua, termino o contorno do bairro e continuo rumando para o Norte, agora com aclive mais acentuado. Atravesso a Parliament e continuando para o Norte fecho o km 9 cansado, com 5:44, paro, sem realmente querer correr mais. De alguma forma aquele último km foi difícil e lento. 

















Dali sigo andando para o Norte, entro na Wellesley à esquerda, com intensão de ir para o metrô, mas logo vejo uma estação de vicicleta e o metrô não está muito perto. Pego a bike e pedalo devagar para casa, ainda cansado e todo molhado de suor, começando a sentir um pouco de frio pois o corpo estava esfriando da corrida. 

Tirando o último km o treino foi bom. Amanhã provavelmente será boa idéia dar uma descansada, correr lento ou andar ou não correr. Já estamos no Domingo a tarde e eu não sinto dores, vamos ver, quem sabe consigo voltar a correr melhor, aos treinos de 2024 que já parecem tão longe no passado...

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Sporting Life 10K

 E no domingo passado mais uma corrida foi para a lista das completadas, a Sporting Life 10k, provavelmente a corrida mais popular de Toronto, ou a segunda mais popular (se a primeira for a Waterfront Marathon). A corrida só tem a distância de 10km e até por isso é impressionante que ela sempre atraia tanta gente. Talvez por causa de duas coisas que podemos considerar especial: ela desce pela Yonge Street, a principal rua de Toronto, e eu pelo menos acho impressionante que a galera da prefeitura aceita que eles fechem essa rua (talvez porque tem um metrô embaixo). Uma coisa que a gente vê muito é gente tentando curzar a Yonge pois ela divide a cidade no meio nas partes Leste e Oeste. Com a corrida ninguém consegue passar de um lado para o outro de carro. Descer correndo pela Yonge é legal, uma rua bem conhecida e movimentada e que passa perto de casa. A segunda coisa especial eu acho que é a organização da largada em ondas. Outras corridas também fazem isso, mas eles parecem serem melhores, mais organizados, então fica legal, sem muito congestionamento.

Eu tinha me inscrito no começo do ano, quando meus treinos pareciam ficarem mais normais depois de um 2025 cheio de problemas. Depois eu decidi ir para o Brasil em Abril para a Páscoa, e isso atrapalhou tudo o treino dado que no Brasil eu não treino... E para piorar lá eu peguei pneumonia. Não vou detalhar mutio mas não foi grave e não fiquei hospitalizado, mas tossi muito e com certeza não foi positivo para o meu preparo físico. Quando cheguei de volta ao Canada, no dia 24 de Abril, com duas semanas para a corrida, não me sentia ainda 100% e estava pegando leve, com medo de esforçar muito e o pulmão não estar pronto. Com isso os treinos foram todos leves, com mais caminhada do que corrida. Só que talvez por causa de tanto tempo parado eu acho que me sentia descansado. Na semana anterior a corrida rodei 8km e pouco antes tinha rodado 6km, com uns 3 dias de 5 km... tudo devagar, mas não estava mal e estava confiante que terminar eu conseguiria, eu na verdade não pensava tanto na corrida, no big deal.

Na sexta antes da corrida eu rodei uns 3km só para não ficar parado e no sábado eu descansei. No domingo a minha largada era às 7:45 no curral amarelo, perto da Yonge com a Lawrence, uns 3km de casa. Mas como chegar lá dado que o metrô começa rodar às 8h aos domingos? Eu me preocupei menos do que devia com isso. Tinha olhado a opção de ônibus e pelo mapa concluí que dava para pegar o ônibus. A outra opção seria bicicleta e a terceira seria andar. Uma quarta opção seria simplesmente esperar o metrô abrir e pegar ele e largar com a galera mais tarde, mas sabe como é, ninguem quer fazer isso.

No Domingo acordei às 6:30, super tarde comparado com o usual às 4:00. Estava sem ânimo para acordar pois estava frio e estamos sem aquecimento, então está difícil sair de baixo do cobertor. Mas saí, e a Lika resolveu ir junto. Acabamos saindo de casa às 7:12 determinados a ir de bicicleta. Tinha bastante bicicleta elétrica na estação da garagem na rua de baixo da St Clair, mas só tinha bicicleta não eletrica na estação da St Clair com a Avenue, onde não tinha elétrica. Ela foi para a garagem e eu fui para a St Clair num lapso de racionalidade. Eu deveria simplesmente ter pego uma elétrica também, mas nem pensei, nunca pego elétrica. Com isso eu corri pegar a bike e re-encontrar ela, o que fiz na garagem, mas com isso perdi um pouco de tempo e já estávamos meio atrasados. Subimos a Yonge, que estava fechada para a corrida, de bike, depois de o carinha da organização quase impediu a gente de ir de bike pela Yonge. Os atletas deceriam correndo logo então tínhamos que ficar esperto, mas quando falei que ia correr também o sujeito liberou a gente. Tentamos ir meio rápido, mas é meio subida e eu não estava na melhor forma. Tudo foi bem até chegarmos lá perto quando então vimos que os atletas estavam vindo correndo, dado que a elite largou às 7:30, e tivemo que pular para a calçada com a bicicleta. Aí também vimos uma estação de bike do outro lado da Yonge, mas não dava mais tempo para atravessar, os atletas já estavam correndo alí, e embora fosse a elite tinha muito, não acabava. Continuamos, eu sabia que tinha mais uma estação de bike perto da largada, bem conveniente mas muito fácil de estar lotada dado que muitos deveriam ter pensado em ir de bike. Dito e feito, chegamos lá com duas bikes para um lugar apenas. Nesse momento as atlétas tinham passado todos e a Lika voltou para levar a bike na estação anterior, enquanto eu continuei rumo a largada, que era uns 300m a frente. Eu sabia que estava em cima da hora e fui trotando. 

Chagando lá eu sabia que a próxima largada seria a onda amarela, a minha, então essa galera ali embaixo da faixa de largada era a minha galera. Mas tinha grade e eu não via por onde entrar. Uma pessoa da organização me disse que eu tinha que ir lá trás e entrar e vir por dentro, onde tava cheio de gente, até a área da onda amarela. Eu fui, entrei, e comecei a tentar me expremer entre as pessoas da onda de trás, que acho que era vermelha, que já estava lotada de gente, para chegar até a frente dela e passar para a minha onda. Nisso eu parei para colocar o número. Eu tinha pensado em correr scom o número mão, carregando ele, mas pensei denovo e seria muito inconveniente, e eu não conseguiria colocar o número enquanto correndo. Podia parar e colocar dado que não estava preocupado com o tempo... mas sabia que não faria isso. Podia largar ali na onda de trás e teria muito tempo para colocar o núemro... mas aí a Lika me perderia, ficaria sem saber quando eu ia passar e provavelmente voltaria para casa depois da onda amarela. Eu coloquei então o número o mais rápido possível e me expremi entre a galera até chegar na frente e enfim entrar na onda amarela com o número pregado e 1 minuto para a largada. Coloquei o meu garmin para procurar o satélite e estava pronto! Logo a galera começou a andar, e eu também, logo eu estava cruzando a faixa de largada e a corrida começou!

Não tinha pensado em nenhuma estratégia mais elaborada, sabia que provavelmente seria meu pior 10km, que seria acima de 50 minutos, talvez perto dos 60 minutos. O que eu tinha pensado era em correr para terminar, mas soltaria a perna o quanto desse, andaria se necessário, mas seria legal se conseguisse me soltar e me divertir, correr bem ao invés de sofrer. A onda amarela era a dos que terminavam abaixo dos 50 minutos, marca que tinha conseguido superar um mês e meio antes da corrida de S Patrick, mas agora tinha poucas chances. Eu larguei bem atrás, um pouco com medo de não conseguir acompanhar os outros da onda amarela, mas logo vi que estava deixando gente para trás  bem mais do que sendo passado. Pelo jeito tinha bastante gente da onda amarela que estava na mesma situação, sem treino, ou tinha falado um tempo melhor do que o usual. Logo passei a correr do lado direito, e mais para frente encontrei a Lika, e continuei. 

Eu sentia as pernas pesadas, estava um pouco difícil correr, e sentia um pouco de dor no quadril do lado direito, que sempre doeu mas parece que agora está doendo mais. Tentei não pensar na dor, não era de me fazer parar, não era tão forte assim, mas era contítua, sem muito alívio. Mais a frente, um pouco antes de cruzar a Eglinton, fechei o km1 para 5:01, que era um excelente tempo, muito rápido para o meu estado. Só que não sabia que tinha completado o km 1, nem ouvi o Garmin me avisar, e assim passei num ritmo bom, mas sem se dar conta dele. Ao invés de pensar no tempo eu me distraia um pouco olhando os prédios, era legal, era uma região que eu conhecia bem. Eu sentia um pouco de cansaço, despreparo, respiração forte, mas conseguia manter o ritmo, talvez ajudado pelos outros corredores. Fechei o km 2 entre a Eglinton e Davisville para 5:04. Ritmo sensacional para o meu preparo, mas eu não sabia. Talvez por que a corrida é predominantemente descida, mas não estava muito fácil para mim, eu sentia o despreparo. Fechei o km 3 para 5:09 no cemitério Mount Pleasant, na baixada, e depois veio a subida para a St Clair. Antes, porém, teve o posto de água, que passei direto. Outos postos de água viriam mas eu nunca peguei água.












Cruzei a venida St Clair, onde moro, meu backyard! E segui. E o km 4, pouco depois, foi fechado para 5:19, o ritmo tinha caido, provavelmente por causa da subida no Mount Pleasant. Mas denovo não sabia do tempo, não olhava para o Garmin, não olhei nenhuma vez. Mas era descida e eu corria bem, tinha me esquentado, me sentia melhor, não preparado, mas melhor, talvez pelo ritmo ter diminuido. O km 5 veio na estação Rosedale do metrô e eu fechei para 5:09. Eu vi a placa do km 5 e comecei a pensar em termos do percurso, dos km que faltavam. O que me veio a cabeça por que ali era o km 5 e na estação King era o 8 então não deveria ser difícil chegar no 8, não parecia muito longe. Pouco depois da Bloor veio o km 6 que fechei para 5:14 e segui. Logo depois percebo um rapaz correndo com a filha de provavelemente menos de 10 anos, incentivando ela. Nossa, será que a criança se qualificou para a onda amarela, será que ela faz sub 50? Isso seria impressionante, pensei que talvez não seria saudável. Eles andavam a primeira vez que vi, depois me passaram, depois no posto de água mais para baixo eu não parei denovo e passei eles para ficar na frente até o fim. E o km 7 fechei na Gerrard para 5:07 me sentindo okay, sentindo que o ritmo estava bom, e começando a pensar que talvez estivesse num ritmo melhor do que pensar, talvez desse um sub 5 min/km. Par aisso minha percepção da velocidade tinha que estar viesada, e bastante, mas eu comecei a pensar que talvez pudesse acelerar um pouco. E perto da King fecho o km 8 para 5:18.

Em algum momento durante o km seguinte eu acelerei pensando no sub 50, quem sabe o ritmo está bem melhor do que eu percebo, quem sabe um sub 50! Dado as condições isso seria muito bom, muito positivo. Eu usava os óculos bem escuro que tinha acabado de comprar em São Paulo e não conseguia ver o Garmin, eu não sabia o ritmo, mas então notei que estava pasando mais gente, certamente estava mias rápido e corri o km 9 rápido mas ciente que ainda tinha o km 10. Saí da Yonge, entrando às esquerda na Front já me sentindo mais cansado e logo fechei o km 9 para 4:39 o que foi um tempo sensacional que na hora não imaginava. Não vi a placa do km 9, mas sempre soube quando faltava mais ou menos para o final pois tinha olhado no mapa e conheço bem a região. Tentei manter o ritmo no último km mas as pernas estavam cansadas, não estava fácil, eu corria até o próximo cruzamento e pensava "isso aí, vamos segurar mais um cruzamento..." e assim foi até o final, fechando o km 10 no Garmin praticamente ao cruzar a linha de chegada, para 4:54 e a corrida para 51:04. Não olhei o tempo imediatamente mas quando olhasse ficaria mais feliz com os dois km finais do que com o tempo da corrida. Mas 51 minutos foi bom, depois da pneumonia e de ter treinado pouco.

Peguei a medalha, depois água, depois gatorade, depois banana e outras coisas, mas não teve muita coisa. Tinha até levado uma sacolinha no bolso para não ter que carregar bananas e tal na mão mas acabou que não tinha muito para carregar. Dei uma andada para lá e para cá, não vi muito de interessante e resolvi voltar para o metrô. Nenhuma bike na estação, o metrô à quase 2km se eu acertasse o caminha... comecei a andar. Cheguei na King e peguei ela rumo ao metrô. Em certos trechos trotava, me sentia cansado, pernas doendo, mas me sentia bem, ainda tinha ânimo para trotar para chegar no metrô logo. E cheguei. De lá peguei o metrô de volta e quando desci na estação St Clair ainda tinha muita gente correndo passando por ali, quase no km 4, galera das ondas que vieram depois.

A corrida foi positiva e a performance também. Na segunda senti cansaço e dor na perna de cansaço, e na terça ainda estava cansado e não corri os dois dias. Na quarta estava melhor mas estava chovendo de manhã. Hoje, quinta, eu rodei 5km, fechando o último para 4:31 num tiro proposital, usando o Adidas novo que parece muito bom, muito leve. A próxima corrida é a de Carnaval no meio de Julho, mas existe uma possibilidade pequena, se o resto de Maio for muito bom, de eu encarar a meia maratona de Winnipeg, no final de Junho. aidna aquela vontade de correr uma meia no começo e outra no final do ano, mas sem preparo, sem muita alternativa, sem muito tempo, então as chances não são grandes.

domingo, 22 de março de 2026

Volta ao Bairro North Riverdale

 Com o aquecimento na temperatura e a boa experiência na corrida da semana passada, hoje eu resolvi ir para a segunda volta ao bairro do ano. Podemos dizer que o fator mais importante foi o fim do inverno e o derretimento da neve, que fez possível eu pensar em volta ao bairro. 

O bairro North Riverdale é um bairro na parte Leste de Toronto, que no bairro mesmo não tem muito para citar, mas ele fica num ponto bem conhecido. Ao Norte, limitado pela Danforth, ele tem muito comércio com viès Grego, mas nada que conheço muito bem. Ao Leste, limitado pela avenida Pape, o bairro não tem muito de especial. A Pape termina numa passarela no seu lado Sul, e essa passarela, no meu ponto de vista, te dá oportunidade de uma visão muito legal do Centro de Toronto. Eu quase parei lá para ficar olhando. Limitado ao Sul pela Gerrard, o bairro termina numa espécie de Chinatown pequena e não tão Chinesa como a verdadeira Chinatown. Ali tem bastante comércio. Depois, ao Oeste, limitado pelo rio Don River, temos trilhas e uma pista de corria a moda antiga, de cascalho, e denovo uma visão legal do centro da cidade ali na estensão da pista da corrida, que é um barranco alto, mas não muito íngreme, tal que a galera usa como parque e faz piquenique no verão, aproveitando a visão do centro de Toronto, umas das melhores skylines, apesar que Toronto tem várias. Enfim, o bairro fica num lugar bem conhecido de forma que nenhum preparo foi necessário em termos de decorar os contornos. 

Depois da corrida da semana passada, eu comecei a semana cansado mas me sentindo bem, com corridas leves, mas chegando aos 5km e julgando a performance melhor do que o esperado. Mais para o final da semana deu um pouco de dor nas costas e bacia de forma que eu não estava muito otimista para o final de semana. Só que a temperatura caiu e no Sábado eu acabei não correndo por causa de um pouco de chuva e um pouco cansado da Sexta. Hoje, Domingo, eu estava determinado a ir para a volta ao bairro, me sentindo mais ou menos bem, mas iria correr devagar e ver o que acontece. 

Saindo exatamente às 6 da manhã eu esperei o Garmin achar o satélite e queimei o chão. No começo devagar, sentindo os ossos, as pisadas, ajustando a visão... mas logo descendo a Yonge, indo para o Sul, eu estava me sentindo bem, em ritmo level. Fechei o primeiro km embaixo da ponte da estrada de ferro na estação Summerhill, para 5:36. FIz o caminho tradicional para a pare Leste de Toronto, e fechei os km 2 e 3 sem eventualidades, por volta dos 5:20, um ritmo muito bom, e eu não me sentia cansado. 












O km 4, em cima da ponte que liga o Leste ao Oeste da cidade, eu fechei mais lento, para 5:37, provavelmente devido a redução de velocidade na entrada para a Don Valley Parkway, onde os carros entram meio rápido e eu acabei correndo no escuro na grama para não correr riscos, mas com velocidade reduzida.

Logo depois da ponte, correndo na Danforth, rumando para o Leste, eu começo o contorno do Bairro. Apesar de perder um pouco de tempo atravessando a Beyview, acabei fechando o km 5 para 5:27. Mais a frente vià direita na Pape, indo para o Sul, no limite Leste do Bairro, fecho o km 6 para 5:14, o meu melhor km. Logo depois eu acelero e seguro um ritmo mais forte, e provavelmente fecharia o km 7 para sub 5 minutos, mas tinha uma construção no meio do caminho. 

No final da Pape, descendo a sub 5, eu tive que desacelerar abruptamente, e quase parei procurando uma passagem pela area de ocnstrução. Por um momento pense que a rua estava fechada e que teria que arrumar um plano B, o qual não existia. E a situação era particularmente difícil pois se a rua estivesse fechada eu não poderia usar a passarela sobre a ferrovia, e teria que pensar como atravessaria a ferrovia sem me distanciar muito dos limites do bairro. Mas eis que achei logo a calçada e nem precisei parar de correr, mas to trotinho caiu para uns 7 min/km. Isso por uma quadra, até passar a construção e chegar na passarela, quando o ritmo melhorou para uns 6/km. Vai e volta na passarela, vendo a cidade lá de cima, descendo do outro lado e logo estou na rua novamente, logo viro à direita na Gerrard, rumando para o Oeste, no limite Sul do bairro. 

















Na Gerrard completo o km 7 para 5:52. Passo pela área comercial e em meio a pensamentos termino a Gerrard que nem vejo. Viro a direita na Beyview, indo para o Norte e fechando o km 8 para 5:30. Me sentia bem, mas o cansaço começa a pegar. Na Beyview, correndo pela calçada, me deparo com neve no chão, que ainda não tinha derretido. Ali, num lugar meio alto, devia ser mais frio que outros lugares. Logo completo o km 9 para 5:30 demovo e chego na Danforth para completar a volta. Deido continuar correndo na Danforth, rumo ao Oeste, voltando para casa, até completar o km 10. So que ali tem a saída para a Don valley e perco um pouco de tempo aindo e voltando, esprando os carros passarem. Depois passo e acelero, para completar o km 10 do outro lado da ponte, para 5:21, tendo corrido um trecho de uns 300m para sub 4:30.

Ainda era cedo e não tinha metrô, mas tinha uma estação de vicicleta ali. Vou de bike para casa.

Semana que vem vamos ver... depois viagem para o Brasil. Depois corrida Sporting Life 10k no dia 10 de Maio. E outras aventuras.


Volta ao Bairro Flemingdon Park

 Mais uma volta ao bairro, basicamente o bairro que eu estava de olho no depois da volta do fim de semana passado. Foi legal correr nas tril...