quinta-feira, 14 de maio de 2026

Sporting Life 10K

 E no domingo passado mais uma corrida foi para a lista das completadas, a Sporting Life 10k, provavelmente a corrida mais popular de Toronto, ou a segunda mais popular (se a primeira for a Waterfront Marathon). A corrida só tem a distância de 10km e até por isso é impressionante que ela sempre atraia tanta gente. Talvez por causa de duas coisas que podemos considerar especial: ela desce pela Yonge Street, a principal rua de Toronto, e eu pelo menos acho impressionante que a galera da prefeitura aceita que eles fechem essa rua (talvez porque tem um metrô embaixo). Uma coisa que a gente vê muito é gente tentando curzar a Yonge pois ela divide a cidade no meio nas partes Leste e Oeste. Com a corrida ninguém consegue passar de um lado para o outro de carro. Descer correndo pela Yonge é legal, uma rua bem conhecida e movimentada e que passa perto de casa. A segunda coisa especial eu acho que é a organização da largada em ondas. Outras corridas também fazem isso, mas eles parecem serem melhores, mais organizados, então fica legal, sem muito congestionamento.

Eu tinha me inscrito no começo do ano, quando meus treinos pareciam ficarem mais normais depois de um 2025 cheio de problemas. Depois eu decidi ir para o Brasil em Abril para a Páscoa, e isso atrapalhou tudo o treino dado que no Brasil eu não treino... E para piorar lá eu peguei pneumonia. Não vou detalhar mutio mas não foi grave e não fiquei hospitalizado, mas tossi muito e com certeza não foi positivo para o meu preparo físico. Quando cheguei de volta ao Canada, no dia 24 de Abril, com duas semanas para a corrida, não me sentia ainda 100% e estava pegando leve, com medo de esforçar muito e o pulmão não estar pronto. Com isso os treinos foram todos leves, com mais caminhada do que corrida. Só que talvez por causa de tanto tempo parado eu acho que me sentia descansado. Na semana anterior a corrida rodei 8km e pouco antes tinha rodado 6km, com uns 3 dias de 5 km... tudo devagar, mas não estava mal e estava confiante que terminar eu conseguiria, eu na verdade não pensava tanto na corrida, no big deal.

Na sexta antes da corrida eu rodei uns 3km só para não ficar parado e no sábado eu descansei. No domingo a minha largada era às 7:45 no curral amarelo, perto da Yonge com a Lawrence, uns 3km de casa. Mas como chegar lá dado que o metrô começa rodar às 8h aos domingos? Eu me preocupei menos do que devia com isso. Tinha olhado a opção de ônibus e pelo mapa concluí que dava para pegar o ônibus. A outra opção seria bicicleta e a terceira seria andar. Uma quarta opção seria simplesmente esperar o metrô abrir e pegar ele e largar com a galera mais tarde, mas sabe como é, ninguem quer fazer isso.

No Domingo acordei às 6:30, super tarde comparado com o usual às 4:00. Estava sem ânimo para acordar pois estava frio e estamos sem aquecimento, então está difícil sair de baixo do cobertor. Mas saí, e a Lika resolveu ir junto. Acabamos saindo de casa às 7:12 determinados a ir de bicicleta. Tinha bastante bicicleta elétrica na estação da garagem na rua de baixo da St Clair, mas só tinha bicicleta não eletrica na estação da St Clair com a Avenue, onde não tinha elétrica. Ela foi para a garagem e eu fui para a St Clair num lapso de racionalidade. Eu deveria simplesmente ter pego uma elétrica também, mas nem pensei, nunca pego elétrica. Com isso eu corri pegar a bike e re-encontrar ela, o que fiz na garagem, mas com isso perdi um pouco de tempo e já estávamos meio atrasados. Subimos a Yonge, que estava fechada para a corrida, de bike, depois de o carinha da organização quase impediu a gente de ir de bike pela Yonge. Os atletas deceriam correndo logo então tínhamos que ficar esperto, mas quando falei que ia correr também o sujeito liberou a gente. Tentamos ir meio rápido, mas é meio subida e eu não estava na melhor forma. Tudo foi bem até chegarmos lá perto quando então vimos que os atletas estavam vindo correndo, dado que a elite largou às 7:30, e tivemo que pular para a calçada com a bicicleta. Aí também vimos uma estação de bike do outro lado da Yonge, mas não dava mais tempo para atravessar, os atletas já estavam correndo alí, e embora fosse a elite tinha muito, não acabava. Continuamos, eu sabia que tinha mais uma estação de bike perto da largada, bem conveniente mas muito fácil de estar lotada dado que muitos deveriam ter pensado em ir de bike. Dito e feito, chegamos lá com duas bikes para um lugar apenas. Nesse momento as atlétas tinham passado todos e a Lika voltou para levar a bike na estação anterior, enquanto eu continuei rumo a largada, que era uns 300m a frente. Eu sabia que estava em cima da hora e fui trotando. 

Chagando lá eu sabia que a próxima largada seria a onda amarela, a minha, então essa galera ali embaixo da faixa de largada era a minha galera. Mas tinha grade e eu não via por onde entrar. Uma pessoa da organização me disse que eu tinha que ir lá trás e entrar e vir por dentro, onde tava cheio de gente, até a área da onda amarela. Eu fui, entrei, e comecei a tentar me expremer entre as pessoas da onda de trás, que acho que era vermelha, que já estava lotada de gente, para chegar até a frente dela e passar para a minha onda. Nisso eu parei para colocar o número. Eu tinha pensado em correr scom o número mão, carregando ele, mas pensei denovo e seria muito inconveniente, e eu não conseguiria colocar o número enquanto correndo. Podia parar e colocar dado que não estava preocupado com o tempo... mas sabia que não faria isso. Podia largar ali na onda de trás e teria muito tempo para colocar o núemro... mas aí a Lika me perderia, ficaria sem saber quando eu ia passar e provavelmente voltaria para casa depois da onda amarela. Eu coloquei então o número o mais rápido possível e me expremi entre a galera até chegar na frente e enfim entrar na onda amarela com o número pregado e 1 minuto para a largada. Coloquei o meu garmin para procurar o satélite e estava pronto! Logo a galera começou a andar, e eu também, logo eu estava cruzando a faixa de largada e a corrida começou!

Não tinha pensado em nenhuma estratégia mais elaborada, sabia que provavelmente seria meu pior 10km, que seria acima de 50 minutos, talvez perto dos 60 minutos. O que eu tinha pensado era em correr para terminar, mas soltaria a perna o quanto desse, andaria se necessário, mas seria legal se conseguisse me soltar e me divertir, correr bem ao invés de sofrer. A onda amarela era a dos que terminavam abaixo dos 50 minutos, marca que tinha conseguido superar um mês e meio antes da corrida de S Patrick, mas agora tinha poucas chances. Eu larguei bem atrás, um pouco com medo de não conseguir acompanhar os outros da onda amarela, mas logo vi que estava deixando gente para trás  bem mais do que sendo passado. Pelo jeito tinha bastante gente da onda amarela que estava na mesma situação, sem treino, ou tinha falado um tempo melhor do que o usual. Logo passei a correr do lado direito, e mais para frente encontrei a Lika, e continuei. 

Eu sentia as pernas pesadas, estava um pouco difícil correr, e sentia um pouco de dor no quadril do lado direito, que sempre doeu mas parece que agora está doendo mais. Tentei não pensar na dor, não era de me fazer parar, não era tão forte assim, mas era contítua, sem muito alívio. Mais a frente, um pouco antes de cruzar a Eglinton, fechei o km1 para 5:01, que era um excelente tempo, muito rápido para o meu estado. Só que não sabia que tinha completado o km 1, nem ouvi o Garmin me avisar, e assim passei num ritmo bom, mas sem se dar conta dele. Ao invés de pensar no tempo eu me distraia um pouco olhando os prédios, era legal, era uma região que eu conhecia bem. Eu sentia um pouco de cansaço, despreparo, respiração forte, mas conseguia manter o ritmo, talvez ajudado pelos outros corredores. Fechei o km 2 entre a Eglinton e Davisville para 5:04. Ritmo sensacional para o meu preparo, mas eu não sabia. Talvez por que a corrida é predominantemente descida, mas não estava muito fácil para mim, eu sentia o despreparo. Fechei o km 3 para 5:09 no cemitério Mount Pleasant, na baixada, e depois veio a subida para a St Clair. Antes, porém, teve o posto de água, que passei direto. Outos postos de água viriam mas eu nunca peguei água.












Cruzei a venida St Clair, onde moro, meu backyard! E segui. E o km 4, pouco depois, foi fechado para 5:19, o ritmo tinha caido, provavelmente por causa da subida no Mount Pleasant. Mas denovo não sabia do tempo, não olhava para o Garmin, não olhei nenhuma vez. Mas era descida e eu corria bem, tinha me esquentado, me sentia melhor, não preparado, mas melhor, talvez pelo ritmo ter diminuido. O km 5 veio na estação Rosedale do metrô e eu fechei para 5:09. Eu vi a placa do km 5 e comecei a pensar em termos do percurso, dos km que faltavam. O que me veio a cabeça por que ali era o km 5 e na estação King era o 8 então não deveria ser difícil chegar no 8, não parecia muito longe. Pouco depois da Bloor veio o km 6 que fechei para 5:14 e segui. Logo depois percebo um rapaz correndo com a filha de provavelemente menos de 10 anos, incentivando ela. Nossa, será que a criança se qualificou para a onda amarela, será que ela faz sub 50? Isso seria impressionante, pensei que talvez não seria saudável. Eles andavam a primeira vez que vi, depois me passaram, depois no posto de água mais para baixo eu não parei denovo e passei eles para ficar na frente até o fim. E o km 7 fechei na Gerrard para 5:07 me sentindo okay, sentindo que o ritmo estava bom, e começando a pensar que talvez estivesse num ritmo melhor do que pensar, talvez desse um sub 5 min/km. Par aisso minha percepção da velocidade tinha que estar viesada, e bastante, mas eu comecei a pensar que talvez pudesse acelerar um pouco. E perto da King fecho o km 8 para 5:18.

Em algum momento durante o km seguinte eu acelerei pensando no sub 50, quem sabe o ritmo está bem melhor do que eu percebo, quem sabe um sub 50! Dado as condições isso seria muito bom, muito positivo. Eu usava os óculos bem escuro que tinha acabado de comprar em São Paulo e não conseguia ver o Garmin, eu não sabia o ritmo, mas então notei que estava pasando mais gente, certamente estava mias rápido e corri o km 9 rápido mas ciente que ainda tinha o km 10. Saí da Yonge, entrando às esquerda na Front já me sentindo mais cansado e logo fechei o km 9 para 4:39 o que foi um tempo sensacional que na hora não imaginava. Não vi a placa do km 9, mas sempre soube quando faltava mais ou menos para o final pois tinha olhado no mapa e conheço bem a região. Tentei manter o ritmo no último km mas as pernas estavam cansadas, não estava fácil, eu corria até o próximo cruzamento e pensava "isso aí, vamos segurar mais um cruzamento..." e assim foi até o final, fechando o km 10 no Garmin praticamente ao cruzar a linha de chegada, para 4:54 e a corrida para 51:04. Não olhei o tempo imediatamente mas quando olhasse ficaria mais feliz com os dois km finais do que com o tempo da corrida. Mas 51 minutos foi bom, depois da pneumonia e de ter treinado pouco.

Peguei a medalha, depois água, depois gatorade, depois banana e outras coisas, mas não teve muita coisa. Tinha até levado uma sacolinha no bolso para não ter que carregar bananas e tal na mão mas acabou que não tinha muito para carregar. Dei uma andada para lá e para cá, não vi muito de interessante e resolvi voltar para o metrô. Nenhuma bike na estação, o metrô à quase 2km se eu acertasse o caminha... comecei a andar. Cheguei na King e peguei ela rumo ao metrô. Em certos trechos trotava, me sentia cansado, pernas doendo, mas me sentia bem, ainda tinha ânimo para trotar para chegar no metrô logo. E cheguei. De lá peguei o metrô de volta e quando desci na estação St Clair ainda tinha muita gente correndo passando por ali, quase no km 4, galera das ondas que vieram depois.

A corrida foi positiva e a performance também. Na segunda senti cansaço e dor na perna de cansaço, e na terça ainda estava cansado e não corri os dois dias. Na quarta estava melhor mas estava chovendo de manhã. Hoje, quinta, eu rodei 5km, fechando o último para 4:31 num tiro proposital, usando o Adidas novo que parece muito bom, muito leve. A próxima corrida é a de Carnaval no meio de Julho, mas existe uma possibilidade pequena, se o resto de Maio for muito bom, de eu encarar a meia maratona de Winnipeg, no final de Junho. aidna aquela vontade de correr uma meia no começo e outra no final do ano, mas sem preparo, sem muita alternativa, sem muito tempo, então as chances não são grandes.

Sporting Life 10K

 E no domingo passado mais uma corrida foi para a lista das completadas, a Sporting Life 10k, provavelmente a corrida mais popular de Toront...