sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Poderoso Chefao 2 e 3

Terminei de ver os outros dois filmes da sequencia do Poderoso chefao, mas acho que o primeiro acaba sendo mesmo o mais legal e o terceiro o mais ruim. E o segundo o mais demorado. Mas enfim, acho que a minha avaliacao nao eh a mais confiavel para a maioria.

Os filmes sao interessantes, achei especialmente legal as diferentes geracoes que aparecem. No primeiro filme vemos o chefao da Mafia com seus filhos na casa dos 30 anos. O segundo conta simultaneamente a historia da juventude do chefao, voltando ao passado em relacao ao primeiro filme, e a historia de um de seus filhos, continuando o primeiro filme. No terceiro filme ja aparece os netos...

Bom, foi legal, nao acho que tenha alguem que ainda nao tenha assistido, ams foi interessante se alguem quiser sabar minha opiniao...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Aventura

Ontem eu cheguei na estação Warden do metrô mais cedo do que de costume, pois o chefe saiu mais cedo e nessa de tempestade de neve a gente foi meio que no vácuo. Na estação estava parado um busão que passa direto pela Santa Clair, ele tem um ponto a uns 800 metros de casa. O meu busão não estava na estação e tinha mais gente esperando ele do que cabia dentro. Resolvi não esperar o meu, e dar um jeito de caminhar esses 800m.

Foi realmente uma aventura. Eu sabia que estava nevando com vento, uma neve gelada, fina, e eu estava apenas com uma blusa que eu trouxe do Brasil. Tirando o vento devia estar uns 2 ou 3 negativos. Eu sabia também que não haveria calçada para caminhar, mesmo no meio da rua tinha neve acumulada. E eu estava sem gorro, se luva, a blusa também não tinha gorro. De qualquer forma não deve acontecer nada demais em 800m, qualquer coisa, eu volto para o ponto de ônibus, fico lá dentro até o busão voltar. Fui, era mais uma experiência afinal, o outro busão somente me deixaria na porta de casa e eu pouco de novo conheceria.

Desci no meu ponto e segui a garota que desceu na minha frente. Ela atravessou a rua, eu no vácuo. Muito frio, vento, o cruzamento Midland com Santa Clair estava totalmente irreconhecível, todo branco, você mal reconhecia onde era a rua. Carros andando devagar, muita neve caindo com vento. A garota chega do outro lado da rua e entra num estabelecimento comercial. Eu fico, tenho que pegar à esquerda, atravessar outra rua, ir para casa, no prédio que ainda vejo somente lá longe. O semáforo abre para mim e eu passo. O carro me vendo para lá longe, os morotistas são cuidadosos, o chão tá liso, não chegam perto dos pedestres, pelo menos não deveria.

Estou do outro lado da rua, procurando a calçada. Na minha frente um monte de neve que se estende como que para sempre, separando a rua da calçada. Eu preciso passar por ele, a neve ali afunda mais, quase até o joelho, mas logo estou do outro lado, nada de calçada, porém. Tudo está branco, tudo está tomando por 15 ou 20 cm de neve que afunda quando pisada. Fico indeciso, não dá para saber direito onde estamos pisando apesar que ali não tem buraco, não tem nada do que temer. Penso se devo voltar, andar na rua, bem na beiradinha. Não, ela está lisa, melhor não, vou tentar andar por aqui mesmo. E sigo por onde outrora eu passava correndo. E houve corridas ali no verão onde eu chegava já com calor. Houve também aquelas embaixo de chuva, com chão molhado e aquelas com pouca neve. Agora não há nada, impossível correr, mas não estou ali para isso, estou de calça social, tenis Rbk que comprei no Brasil para as corridas de montanhas e nestes dias tem me servido para andar na neve, mas não é o mais apropriado.

Sigo caminhando rumo ao ap que está quentinho, eu já sinto o frio, a roupa inapropriada, mas ainda estou mais do que sofrendo, admirando tudo. Ando por onde acho que é a calçada, seguindo uma meia trilha por onde parece que outros enfrentaram a neve antes dessa tempestade chegar, porque hoje de manha já tava tudo coberto de neve, tinha nevado muito a noite. E agora a tarde mais neve, que castiga cada vez mais meu rosto, a orrelha que está do lado do vento começa dormir, eu enfio a mão no bolso e não tiro de lá, não trouxe luvas e não quero que as mãos congelem.

É inevitável pensar no relato que li sobre a ultra em Yukon e sobre a ultra na neve em Minessota, a arrowhead. Os corredores devem enfrentar isso, talvez exatamente isso, trilhas onde poucas pessoas passam, onde você não sabe direito onde deve pisar, vento, neve que afunda, frio, muito frio. Frio que já começa ficar dolorido, eu tento me arrepender de não ter pego o busão certo, já devia estar em casa, mas ainda olho para cima, contra a luz, ainda admiro a neve que cai e a neve no chão, não resisto, tiro a mão do bolso, pego um pouco de neve do chão, limpa, macia, geladíssima e que começa a derreter imediatamente na minha mão quente. Ruim, ruim porque neve derretida é água gelada qu eesfria a mão quente, eu já tinha aprendido a não pegar a neve sem as luvas, mas não resisti. Sigo e logo estou embaixo do viaduto, em cima passa o trem, eli parece que está quentinho simplesmente porque estou protegido do vento. Paro por um breve momento, ali está gostoso, 3 graus negativos. Mas eu preciso ir, estou ficando com frio, e quanto antes eu chegar em casa melhor.

Saio da proteção do viaduto e sigo andando pelo que acho que seja a calçada, afundando o pé na neve. Apesar disso ele não fica molhado, a neve está bem fria, seca, ela não derrete, não molha meus pés que está com um simples tenis de corrida. E eu sigo, mãos no bolso, chego em frente ao predio, e vejo um clarão que me assuta. É um relâmpago, segue ele um trovão, e chega a ser engraçado, é como se estivesse chovendo muito, é como se fosse uma tempestade de chuva e vento do Brasil, mas não é chuva que cai, é neve. Neve fina e gelada, eu estou num lugar sem proteção e o vento está muito frio. Viro a esquina do prédio, preciso andar uns 100m ao norte, entrar no pátio do precio e andar mais uns 60 metros até a porta que dá na escada que dá no quarto andar onde fica meu ap. Indo para norte o vento sopra contra. sopra geladíssimo, eu já não consigo curtir muito a neve onde piso, mas ainda lembro que eli, ontem mesmo eu havia andado numa calçada limpa, lembro do rastro do tratorzinho que a limpou.

Chego no portão do prédio e o vento parece que se multiplica por 10. Parece que o prédio de alguma forma canalisa o vento, que sopra forte a neve em meu rosto desprotegido tornando as vezes difícil até andar. Mas eu ainda assim acelero, está insuportável, rosto congelando, não sinto mais as orelhas, mas as mãos no bolso estão quentes, o tempo ao ar livre foi pouco para elas esfriarem. Chego na porta e entro, ufa, quentinho! Mas ainda o rosto está gelado, passo a mão pela testa para descobrir uma camada de gelo. parece que a neve em contato com a pele quente derreteu, mas o vento gelado congelou ela denovo e eu tava sendo envolvido por uma camada de gelo. Mas não mais agora, estou a 20, 25 graus, extremamente agradável. Passo a mão pelo cabelo e tiro muita neve que ficou acumulada, tivesse uma câmera seria interessante tirar uma foto, ver como eu estava.

E mais uma experiência com a neve, mais uma tempestade de neve e eu continuo gostando, ainda não espero alucinadamente pelo verão como parece ser o caso dos canadenses... Na empresa me perguntam o que estou achando, ainda falo "Awesome!!!", eles dão risada, alguns concordam que é bonito, mas não dá para eles dizer Awesome para isso... E ontem uma colega de trabalho me enviou uma mensagem instantânea, ela senta perto da janela e me disse que estava caindo uns "pretty very big snow flakes", caso eu tivesse algum tempo para ver. Tinha, fui ver, fui no meio da equipe dela, equipe com a qual trabalho as vezes e com a qual tenho bom relacionamento, no meio deles olhar pela janela, e eles parecem que olhando mais a mim do que a neve. São bons momentos, bons momentos de inverno canadense...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Marketing Aula 4

Pelo menos tentando fazer aqui um resumo da aula acho que vou conseguir lembrar melhor porque esse assunto não é dos meus preferidos.

Na aula 4 falamos de ética e responsabilidade social. A ética são certas leis da sociedade que devem ser seguidas, e podem variar entre as diferentes culturas. E existem as leis do sistema legal que devem ser seguidas. A responsabilidade social tem a ver com a idéia de que a empresa é parte de um meio maior, a sociedade, e deve fazer algo por ela.

As estratégias de marketing tem que ficar de olho no sistema legal e na ética, pois estas são regras que não devem ser desobedecidas sob pena de prejuízo para a companhia. A ética pode ser da sociedade (as regras sociais), do negócio (as regras nas relações de trocas e competição), da corporação (que tem a ver com o código de ética da organização) e pessoal (que tem a ver com os direitos pessoas, individuais).

A responsabilidade social é dividida em tres tipos de responsabilidades - 1) Responsabilidade de dar lucro, que é uma responsabilidade da empresa para com aqueles que investiram nela de alguma forma, 2) Responsabilidade para com os parceiros, que é relacionada aos fornecedores, clientes e empregados e 3) Sociedade em geral, que envolve a reponsabilidade ambientalm com grupos de interesse publico e com a população em geral.

O case dessa aula foi a Starbucks, que aqui no Canadá tem uma em cada esquina, mas não sei se existe no Brasil. A Starbucks, segundo o livro tem muitos programas que se encaixam como responsabilidade social, entre eles a ajuda aos produtores de café pagando preços mais justos, o tratamento exemplar dos funcionários, a responsabilidade para que nada seja comprado de fornecesores que usem mão de obra infantil.

Eu pra ser sincero sempre fiquei com o pé atrás. A maioria das empresas não tá nem aí com as causas sociais, els fazem isso porque tem a ganhar com isso mais do que doam.

Quanta neve...

E seguindo o flocao do post anterior, veio a neve. Eu fui dormir, mas pelo jeito a neve nao deu tregua. Quando sai do predio hoje cedo, ja sai pisando na neve. Uma caminhoneta com uma lamina na frente e um tratorzinho de tirar neve rodavam desesperados pelo patio do predio limpando o chao. Mas pouco tinham feito e muito tinha para fazer. Eu segui rumo ao ponto de onibus, pisando em 10, 15 centimetros de neve que acumulou por todo lado. Ao atravessar a rua eu tentava andar no rastro dos carros, e nem se sabia onde era a rua. Por um momento tive duvida que o onibus passaria.

Mas ainda assim eu me deliciava com a situacao, era tanta neve como eu nunca tinha visto. Ou talvez tinha, mas nao tinha tido a oportunidade (ou necessidade) de caminhar sobre ela desse jeito. Nao estava nevando mais, nem a temperatura estava muito baixa. Mas o ch'ao branco se estendia por todo lado, nao havia mais calcada, gramado, nada, tudo branco.

Quando cheguei na avenida o busao vinha chegando do outro lado e eu tive que me apressar para nao perde-lo. A grande Danforth de 4 faixas agora parecia aquelas estradas de terra comuns na zina rural do Brasil - voce tem os dois caminhos onde passa os pneus dos carros, e soh, no meio mato, nas laterais mato. Agora era neve no lugar do mato, mas a larga avenida pareceu ter se reduzido a dois caminhos de carro, um para ir e outro para voltar. E tudo, tudo o resto muito branco. Eu dava risada sozinho dentro do onibus, porque era bonito, era interessante, era demais! E sem duvida essa foi a vez que mais vi e pisei em neve! Houve inclusive as tempestades de neve, mas com temperatura baixa e vento eu ficava dentro de casa e quando saia muita coisa havia sido limpo, ou eu saia brevemente soh para olhar de perto a situacao. Agora a neve chegou forte no meio da noite, pegou Toronto de surpresa e silenciosamente...

Flocão de neve

Eu já estava indo dormir quando olhei pela janela e ví que estava nevando lá fora. Nevandomuito, caia uns flocões de neve grandes que eu nunca tinha visto. E como nao tinha vento, dava para ver direitinho a neve caindo, como nos filmes. Não teve jeito, eu tive que pegar a câmera, colocar a blusa e descer lá fora.

Demais, o chão ficou coberto com uns 5 centímetros de neve num instante. Demais! Eu dei uma volta por lá, completamente sozinho pois a galera ta toda dormindo uma hora dessas. Mas logo a neve começou a se transformar numa chuva de pedrinhas de gelo. Aí perdeu a graça, essa eu já tinha visto...

A temperatura tá em torno dos zeros graus, então parece que nessa temperatura tudo é possível, chuva, neve, gelo... Bom, a única coisa que não vai ser tão legal é que amanhã dificilmente vou conseguir correr, até porque a previsão e para mais neve durante o dia...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Treino Hoje

Mais uma vez saído trampo e vim correndo em direção ao ap. Mas não cheguei. Novamente parei na estação Main Street do metrô.

Hoje a temperatura estava muito melhor, em torno de 5 graus positivos. Sem chuva, embora com o chão muito úmido devido a chuva durante o dia e a neve derretendo. Bastante neve derrreteu, mas muito mais ainda está lá firme e forte. O treino de hoje, portanto, foi rodeado de neve. Os montes de neve separando a calçada da rua, mas a calçada estava limpa.

Eu estava bem, achoque fazia tempo que eu não sentia prazer num treino como hoje. Apesar disso resolvi parar na Main, porque queria repetir a dose amanhã e porque depois dessa estação são uns 5 Km até em casa e não tem mais metrô, e eu não sabia como estaria a calçada quando eu saísse da área comercial. A noite, com a neve derretendo, se tiver muitos lugares onde você tem que pisa neve, aí o negócio não fica muito agradável, além de ruim para correr ainda molha os pés...

O treino de 38 minutos, uns 8 Km eu acho.

Despesas

Esses dias eu estava pensando que pelo fato de eu estar fazendo muitas vezes a comida em casa, a minha despesa com alimentação devia ter diminuido. Então lembrei que a maior parte dos gastos que eu tenho com alimentação eu faço no cartão, o que possibilitaria uma comparação. O resultado foi esse gráfico aí.

No gráfico podemos ver os três últimos meses de 2007 mais Janeiro de 2008. E parece que foi neste último mês que os gastos foram menores. Eu incluí aí os gastos de supermercado, pois ele vai naturalmente aumentar se eu comer muito em casa. Mas aí tem também outras coisas, embora o grande peso deve ser mesmo da alimentação.

Em Dezembro os gastos com supermercado aumentou bastante, mas mesmo assim não ficou maior do que Outubro. Por causa dos feriados em Dezembro eu naturalmente gastei menos com almoço e jantar fora de casa. E mais com supermercado. O almoço é maior do que o jantar porque todo dia útil eu acabo almoçando na praça de alimentação. Mas quando chega na hora do jantar eu muitas vezes tenho comida feita em casa, ou faço.

O gasto com supermercado em Janeiro foi relativamente baixo, talvez tendo sido influenciado pelo gasto alto em Dezembro, e eu não lembro, mas deve ter sobrado muita cois apara Janeiro. Também posso dizer que terminei Janeiro com a geladeira meio vazia, acho que os gastos com supermercado em Fevereiro poderão ser maiores.

Considerando tudo isso, em Janeiro devo ter gastado em torno de 250 dolares. Não é muito, mas ainda assim eu poderia economizar. Muita gente leva o almoço feito de casa para o trabalho, eu poderia fazer o mesmo. Outro ponto é que compro as vezes muito sucos, geleias, sorvetes, pizzas, são coisas que não são assim necessárias. Mas faz parte, naõ vou ficar comendo somente arroz, feijão e ovo...



O looping da neve

E a neve que veio com tudo no final de semana esta indo embora. O ciclo prossegue como deveria. A imagem das ruas brancas me faz lembrar dos momentos em que eu pisava na neve no final de semana, nada ainda havia sido limpo, tudo branco em todo lugar. E a neve continuava caindo como se fosse jamais parar. Eu lembrava de como a paisagem era diferente sem a neve, sem aqueles mais de um palmo de neve no chao e naquele momento a neve parecia estar para ficar.

Mas hoje quando pisei na neve, ela estava misturada com agua, quase molhei os pes. As calcadas jah estavam praticamente limpas, muitas pocas da agua e uma chuvinha muito fina - a temperatura estava acima de zero, e vai continuar ao longo do dia, e vai esquentar inda mais alguns graus. E talvez a tarde, quando eu pretendo sair para correr, pouco reste da neve a nao ser os montes, que estes talvez soh irao no final do inverno, em Marco, ou Abril.

E quando esta se for, quando eu estiver correndo nas calcadas limpas, estarei tambem esperando a proxima mais do que o verao...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Arrowhead

Hoje começou uma ultra famosa, que pelo que entendi ocorre em Minesota, US - a Arrowhead. Eu fiquei sabendo pelo site do Jorge. Dois brasileiros, o Marcio Villar e a Monica Otero encararam o desafio. Infelizmente, segundo o blog da prova o Marcio já está fora, ele teve um começo de hipotermia, e a Mõnica juntamente com outros participantes, não atingiram um certo posto de controle, parecem estar com problemas.

O lugar não é muito distante daqui. Mas pelo jeito tem cara de ser mais frio. No entanto estive olhando no site do tempo e por esses dias não tem estado tão frio lá, com a temperatura mínima chegando a 6 ou 7 negativos. Essa temperatura, para correr 10Km não é difícil, e um corredor canadense acostumado com os invernos corre distâncias maiores facilmente.

Mas um corredor brasilerio, que nunca viu neve, tem grandes chances de se dar mal. Não sei o que houve om o Márcio/Monica, nem é minha pretenção querer ensinar los, muito pelo contrário. Mas imagino que principalmente a noite, com temperaturas negativas, tendo corrido, andado, puxado treno o dia todo, a ocisa fica feia. Tudo o que queremos a noite, no inverno canadense é ficar dentro de casa, com o aquecedor ligado, e pouco tempo ficamos andando lá fora. Imagine passar a noite...

Imagino que numa prova dessa a experiência com o frio é fundamental. Ouvi dizer que o atleta tem que se conhecer muito bem, e conhecer a temperatura, para tirar e colocar roupa, correr rápido ou devagar, evitando ao máximo ficar suado. Como fazer isso!? Coisa de outro mundo para brasileiro. Nas minhas corridas que pego no máximo 6 graus negativos, eu passo apertado ao voltar para casa porque a roupa de baixo fica molhada e o frio é muito grande. Quause que o ideal é levar uma roupa seca de alguma forma para trocar no final do treino. Ou então fazer o treino terminar em casa, o que eu raramente tenho feito. Mas aqui é fácil, pouco tempo eu tenho que ficar no frio. Imagine se eu tivesse que passar a noite ao ar livre...

Obviamente que sabendo dessa notícia lembrei no nosso amigo Eber, que acabou de participar de uma no Brasil, e ganhar (isso nem precisa dizer né...) mas dessa vez de bike. Acho que ele fica com água na boca de ouvir falar dessas ultras. Infelizmente o Brasil não é um país onde os atletas, ainda mais ultras, conseguem facilmente apoio para competir, e fica extremamente difícil ir nessas corridas. Mais difícil ir do que completá-la...

Aproveito apra deixar o link da Yukon Arctic Ultra, que se intitula a ultra mais difícil e mais fria do mundo. As distâncias variam de uma maratona a mais de 430 milhas. Yukon é um território no norte do Canadá, que faz divisa com o Alasca, e a corrida acontece no inverno, ou seja, realmente não deve ser mamão com açúcar...

Enquanto isso no Brasil

Enquanto isso, no Brasil é feriado. Aqui nada de feriado. O dia começou com uma neve que quase estava virando chuva, com flocos grandes, pesados. Eu saí na rua e olhando contra a luz do poste via milhares de flocos. No Brasil o sol ia alto mas a galera ainda devia estar na cama, porque era carnaval.

Eu segui o meu caminho, olhando pela janela do ônibus os montes de neve e os caminhos limpos, com meio metro de neve de cada lado, onde antes era a calçada que eu corria. Enqaunto isso na manhã do Brasil as calçadas eram as de uma manhã de carnaval, tomadas pela sujeira da folia, a cidade de São Paulo acordando mais calma.

Cheguei no trabalho cedo como sempre, tirei a blusa, liguei o computador e abri o meu copo de café. Olhei as noticias do jornal Metro de Toronto, acharam criança abandonada em escada fria, mudaram as leis de suspensão nas escolas, debatem escolas separadas para negros. E quando acessei o metro de São Paulo, ele era do do dia primeiro, porque hoje no brasil era Carnaval e não tinha jornal.

O dia passou rápido no meio de tantas coisas e as reuniões. E o colega chegou para me falar sobre o Super Bowl, verdadeira sensação, todo mundo falando só nisso. Eu disse a ele que não sabia o que era isso, nem sabia as regras do futebol americano, mas mostrei interesse nas perguntas que fiz a ele. Disse também a ele qu eno Brasil não tem futebol americano, porque no Brasil preferem carnaval...

E no final da tarde, o dia já escurecendo eu fui para a aula de marketing. Hoje seria o primeiro encontro do nosso grupo, onde tentaríamos dividir as tarefas, e dividimos. Eu fiquei com a parte de pesquisar algum problema que a Amazon.com está tendo, propor uma solução e dizer quais os pros e contras de minha solução. Descobri então que o sujeito do meu grupo tinha sido da marinha por muito tempo, e viajado o mundo, mas não havia ido para o Brasil, onde estava tendo o carnaval, que ele também não conhecia... Disse a ele que não perdia nada...

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Regressão e Calibração

Esta semana acabei de ler mais um artigo da Survey Methodology. É um artigo que fala sobre a calibração das pesquisas por amostragem. Eu sabia que o IBGE usava a ponderação por regressão, mas o nome calibração estava um pouco sem fazer sentido, eu imaginava que fosse relacionado ao raking weighting, que se usa frequentemente em pesquisa. É e não é. Antes de falar um pouco sobre o conteúdo do artigo, deixe-me dizer que ele a caba sendo uma ótima referência para outros artigos no assunto, bem como um bom artigo para dar uma geral nos métodos de ponderação.

Primeiramente o artigo deixou claro que tanto a calibração como a ponderação por regressão são muito bons para ajustar os totais da amostra aos todas da população. E sob certas condições, ambos são equivalentes. A base de ambos é usar informações auxiliares para tentar corrigir possíveis vieses e chegar mais perto de um estimador não viesado, embora, pelo que entendi, ele não terá mais a mínima variância, propriedade que é conseguida pelo estimador de Horvitz- Thompson. Se você tem uma variável X auxiliar, para a qual você conhece os valores populacionais, e se X é relacionada a sua variável Y, então você pode usar a informação que você tem na amostra a respeito de X e sua relação com Y para melhorar eliminar possíveis viés.

A diferença entre a calibração e a ponderação por regressão é que esta segunda assume um modelo, que pode ser linear ou não, embora o linear seja o geralmente usado. A calibração tem como foco a minimização da idstância entre o fator de ponderação final e o fator de ponderação de Horvitz Thompson, que é o inverso da probabilidade de seleção. Quanto mais nosso fator de ponderação se distancia do inverso da probabilidade de seleção, mais longe nosso estimador fica longo do não viciado de variância mínima. Essa preocupação em manter a tal distância pequena pe uma grande vantagem da calibração sobre a ponderação usual do tipo raking.

A calibração e a ponderação por regressão já é amplamente utilizada nos orgãos governamentais de pesquisas, como o IBGE e Statistic Canada, mas ainda não é assim difundido na pesquisa comercial. Quem sabe seja um bom caso para se estudar as potenciais vantagens e desvantagens dos métodos, usando dados reais.

Filme - A Janela dos Fundos

O nome do filme é Rear Window, eu não sei qual o nome do filme em portugues. Um filme de Alfred Hitchicock, feito na década de 50, que a galera de hoje em geral vai achar muito parado e sem sal. Mas não é. É um filme muito bom, na minha opinião, que conta a estória de um sujieto que está impossibilitado de andar, e por isso fica em casa o dia todo. Nessa, ele se acostuma a olhar pela janela, e sabe tudo sobre a vida dos vizinhos. Em certa altura do campeonato ele presencia um assassinato e então começa a parte interessante do filme onde o sujeito vai tentar provar o assassinato. E mesmo em um filme da década de 50, que se passa praticamente só na área de uma casa, há uma dose boa de suspense. Uma coisa que me chamou a atençao nessa filme foi o fato de as casas vizinhas ficarem todas com as janelas abertas, achei que estavam muito mais escancaradas do que a realidade, e muito maiores, mas ok...

A um tempo atrás eu assisti um fillme muito parecido com esse, onde o moleque tem um apalhelho colocado no pé que apita e chama a polícia se ele sair longe de casa. O sujeito começa a olhar muito pela janela, a vida dos vizinhos. E da mesma forma descobre um assassinato, e o filme vai pro aí... Esqueci o nome desse filme, mas me pareceu uma cópia para os tempos atuais do filme de Hitchicock, obviamente bem pior, esse eu não recomendo...

O poderoso chefão parte 1

O Poderoso chefão é um dos filmes mais aclamados de todos os tempos, ele aparece como o número 1 entre os melhores do site IMDB (Clique em TOP Movies -> Top 250). Bom, sendo assim, eu não podia ser o único ser no mundo a não conhecer o tal filme.

Achei o filme realmente legal, muito bem feito, embora talvez não seja exatamente o tipo de filme que mais gosto. Ele foi baseado em uma novela, não retrata um caso real. No centro da estória está a familia Corleone, ligada ao crime e drogas, e o filme fica bom quando essa família começa a brigar com outra familia ligada a máfia.

É um filme para quem gosta de ação com trama, não sendo tão cheio de ação como os filmes de hoje (este é de 1972), mas o desenvolvimento da estário é bastante envolvente. Bom filme...

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Época de Carnaval

No Brasil agora estamos em uma época do calendário que é muito marcante para o país - o carnaval. Mas parece que é somente lá. Eu acabei de receber um email de um dos colegas com o qual estou tentando terminar um artigo, e o dito cujo está nos Estados Unidos. Ele perguntou como eu estava indo de carnaval, e disse que lá não existe nada. Bom, aqui também não, talvez menos ainda do que lá. Hehe, a cidade está branca depois de uma tempestade de neve, estou tentando imaginar as mulheres peladas do Brasil desfilando por aqui... Mas o pessoal daqui, digo os canadenses, eles sabem que o Brasil tem carnaval, conhecem a fama do nosso país nesse tema, e no samba também. E outro pessoal daqui, os brasileiros, parece que eles fazem o seu carnaval, bailes e tal.

Eu respondi para o colega que felizmente aqui também não tem nada, visto que eu naõ quero saber de carnaval. Mas não tem ocmo não lembrar do Brasil e então pensar que ano após eu passava pela experiência do carnaval no Brasil, que afeta até quem não quer saber dele. A televisão aberta é dominada por noticias do carnaval, e até que não se finalisa as apurações em SP e no RJ, haja paciencia para ouvir-se tanto sobre carnaval.

Aqui na segunda e terça eu estarei trabalhando, e leembrarei ochefe que no Brasil é feriado. Feriadão, dos maiores do ano. Daqueles que neguinho emenda a semana inteira. E a realidade aqui será diferente, chuvosa segundo a previsão do tempo, com os Torontianos acordando para mais uma semana de trabalho depois de mais uma tempestade de neve. A cidade vai estar mesmo um carnaval...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Marketing Aula 3

Na terceira aula falamos sobre as for;as ambientais que afetam o maketing. Tais forças são aquelas que estão fora do controle dos que trabalham com marketing, mas não podem serem ignoradas porque elas são uito importante para o sucesso ou fracasso dos planos de marketing. Elas estão divididas em 5 tipos -
1) Social - São movimentos que acontecem na sociedade, como por exemplo o envelhecimento da população, a migração do sitio para a cidade, o maior envolvimento das mulheres nas decisões, a tendência a ter menos filhos.. Bom, eu estou tentando pensar no Brasil e falar alguns exemplos, mas na aula não discutimos o Brasil, discutimos o Canada. Eu, claro, acabo ficando meio de fora da discussão mas pelo menos aprendo bastante. No Canadá uma grande mudança que ocorre é a mistura de culturas, com a vinda de muitos imigrantes.
2) Economicas - São mudanças no cenário econômico que são importante para o maketing. Agora fala-se muito na quebra imobiliária que está acontecendo nos EUA. Mas inclue-se aí planos do governo que afetam a economia como um todo e tendências economicas, movimento na economia internacional e de paises intimamente ligados com o nosso...
3) Tecnologicas - São todas as mudanças e tendências que acontecem no mundo tecnológico e que tem afetado tudo o resto. Novos aparelhos eletro-eletronicos, computadores mais avançados, navegação na internet...
4) Competitiva - São forças importantes, muito importantes na verdade, que surgem e são relacionadas aos nossos competidores. Novos competidores que entram no mercado, competidores que lançam novos produtos, que imitam nosso produto, os movimentos na posição dos competidores, share de mercado, enfim, essas coisas que vão afetar grandemente nossa estratégia de marketing.
5) Regulamentares - São formadas pelas regras, leis que existem no mercado, quer impostas pelo governo quer pelas associações. A estratégia de marketing precisa respeitar as leis, as regras.

Todas estes 5 itens são incontroláveis. O máximo que se pode fazer é observá-los e tentar tirar proveito deles, principalmente antecipando mudanças, ficando de olho em tendências.

O caso a ser estudado nessa aula 3 foi o da Flyte Time Production. Eles são uns produtores de música pelo que parece são muito famosos nos EUA, quem sabe fora também, eu que não conheço porque não acompanho muito essas coisas...

Bom, já tivemos também a aula 4, espero conseguir escrever sobre ela antes da aula 5...

A estoria toda

No comeco da semana eu olho no site do tempo, esta previsto neve para este final de semana, mas nenhum aviso especial. Ontem na parte da tarde jah se ouvia falar da tempestade de neve no escritorio, o site do tempo havia colocado em sua pagina um aviso de atencao, um anuncio que a neve nao seria pouca. No final do dia eu visto minha roupa, vou correr um pouco rumo ao meu ap, a temperatura estah a 6 graus negativos e nada parece diferente no tempo. Quando me despeco da colega brasileira ela me pergunta se eu virei amanha (hoje). Eu digo que sim, a nao ser que cancelem tudo. Ela diz que vai levar os arquivos para casa, eh grande a possibilidade dela trabalhar em casa. Eu digo que eu gosto da neve, se nevar, entao vou querer mais ainda sair...

Chego em casa, plugo na internet, realmente esta la o aviso de precaucao na para a manha seguinte, eh esperado muita neve. Eu nao me preocupo mais ocm isso, vou dormir pouco depois da meia noite. As 5:30 o relogio desperta, eu olho pela janela, lah fora jah estah tudo branco, entao era verdade mesmo... Eu vejo pela janela o vento que carrega a neve e limpa o asfalto, eu vejo o horizonte branco como em uma chuva pesada onde a visibilidade diminui. Vem a duvida, sera que o onibus vai parar de rodar?

Ligo a TV, o canal do tempo nao fala nada do tranporte publico em Toronto, tem mais propaganda do que qualquer coisa. Coloco no canal 24 e vejo dois reporteres no centro da cidade, bem humorados eles brincam com a situacao, um deles tem uma pah de tirar neve na mao. Mas pego o fim da reportagem e nao ouco nada sobre o tranporte publico. Desligo a TV, vou tomar banho, termino e ligo o radio. Eles falam sobre a neve e dizem que as estradas estao lentas, pedem muita cautela, anunciam a temperatura e dizem que os onibus escolares foram cancelados mas as escolas estao abertas. Eu termino de me vestir rapidamente, hoje eu quero ver se pego o onibus das 6:14 ao inves do das 6:34, indo mais cedo eu evito, talvez, de chegar mais tarde do que o usual.

Minha blusa mais grossa ficou na empresa porque eu voltei correndo ontem, entao eu coloco a mais grossa que eu trouxe do Brasil, deve ser suficiente. Coloco o tenis de corrida, porque os outros dois mais o sapato ficaram todos na empresa. Coloco o mith (luvas que nao tem dedos) porque a luva tambem ficou na empresa. E saio do predio para sentir o vento forte que carrega a neve, em alguns lugares a neve se acumula, em outros o chao esta limpo pois o vento nao deixa a neve acumular. Eu me apresso, estou atrasado para pegar o busao das 6:14. E se perde-lo serao 20 minutos esperando no frio pelo proximo.

A distancia ja vejo que ninguem estah no ponto, mas lah do outro lado da rua um onibus passa no sentido contrario, tive a certeza de que os onibus estao rodando. A falta de pessoas no ponto muito provavelmente indica que o onibus tinha passado. Eu entro no ponto, ele tem uma parede de vidro todo em volta, ali nao tem vento, esta bem tranquilo. E fico de olho no outro lado da Danforth, lah passa outro onibus que tambem leva ao metro e eu nao lembro o horario dele, mas ele eh mais frequente do que este que eu espero. O problema dele eh que ele nos leva para a segunda estacao do metro, nao a primeira como este, e na segunda as vezes nao tem mais lugar para sentar no metro. Entao a rpeferencia eh por esse, mas eu nao estou m uito afim de esperar. Vojo lah do outro lado o onibus chegar e o semaforo fechar para os carros, e portanto para o onibus tambem, saio correndo do ponto e atravesso a rua pisando na neve branca e macia que parece um pouco com um grosso carpete. O motorista do onibus me ve, nao sai do ponto, nao fecha a porta, me espera. Eu pulo dentro do onibus, mostro para ele meu passe e agradeco por ter me esperado. Nao perdi tempo nenhum, nao havendo atraso no metro chegarei no trabalho ainda mais cedo.

No metro todos de blusa grossa, o chao estah molhado porque as pessoas entram com neve nos sapatos e a neve derrete na temperatura mais quente que tem dentro do metro. Isso faz com que tudo fique com um aspecto muito sujo, e na verdade nao eh somente aspecto, o chao fica muito sujo, com a agua da neve se misturando com a sujeira do chao. E nao eh soh no metro, na entrada dos embientes fechados em geral. E a situacao piora um pouco porque as pessoas tendem a usar muito mais sapatos tipo de cross, para nao escorregarem na neve. Mas com isso o sapato eh cheio de buraco em baixo e carrega muito mais neve para os ambientes fechados.

Desco do metro no centro, resolvo sair logo para a rua, andar na neve, quero ver ocmo estah la fora. Ainda eh muito cedo, poucos carros na rua, a neve cai forte e o chao estah todo tomado por ela. Com o passar do tempo as pessoas andarao nas calcadas, a neve sera retirada e toda essapaisagem que agora estah toda branca e bonita vai se transformar bastante. A neve sera amontoada, e no processo ela eh misturada com a sujeira do chao, os montes de neve nao serao tao brancos, a paisagem nao sera tao bonita.

Eu sigo mais um pouco pela calcada para entrar no subsolo novamente mais para frente e voltar um pocuo, afinal preciso comprar meu cafe de sempre. Cafe na mao eu sai denovo para a rua rumo ao escritorio, muita neve cai, acumula sore meus cabelos, sobre a blusa, mas a temperatura nao eh tao baixa, eu continuo curtindo a pisagem. Entro no predio onde trabalho, subo no terceiro andar, lah de cima olho pela janela, tudo escuro ainda, mas bastante interessante, poucos carros na rua, a neve caindo, estamos no meio de mais uma tempestade de neve, muita preocupacao das autoridades pela cidade, muito trabalho dos bombeiros, muita limpeza de rua para fazer, quanto mais a neve cai mais o caos se generaliza porque a locomocao eh grandemente afetada, mas eu somente olho pela janela, jah no trabalho, para mim nao importa muito...

Neve Update

E realmente a neve chegou como anunciado. La fora o chao ja esta coberto com uma espessa camada de neve, nas ruas os carros andam devagar, as pessoas se protegem do vento e se ve bem menos gente nas ruas. Apesar disso o frio nao eh intenso, a temperatura esta entre zero e 5 negativos e eh esperado que ela suba mais. Eu consegui chegar no mesmo horario no escritorio, mas os onibus estao mais devagar e eh esperado que muita gente atrase, pois no comeco do dia, enquanto a neve continua a cair, as ruas ficam muito perigosas e nao sao limpas. Mas os onibus estao rodando normalmente, assim como os trens. Eh esperado que a neve continue a cair na parte da manha podendo atingir ateh 30 cm. Quando ela parar a cidade estara meio que um caos, muito trabalho para quem limpa ruas e calcaldas, montes de neve estarao por toda a parte, se eu correr amanha na rua vai ser rodeado pela neve....

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Tempestade de neve

Denovo parece que a cidade vai ficar branca. Segundo o site do tempo é esperado para esta noite e amanhã de manhã muita neve. Aqui está o anuncio da tempestade. Eles avisam pra galera tomar cuidado, sair mais cedo de casa, se for sair pois é muito provável que ônibus e trens atrasem.

Bom, com isso, correr, só na esteira. Se realmente cair esses 20 centímetros de neve, então vai ser complicado sair para correr no final de semana, embora a previsão seja de temperatura menos fria.

Essa já é a terceira tempestade de neve que eu pego aqui, e não que eu já ache uma coisa normal, mas não é mais como a primeira vez que eu acordei a noite para ver e tal. Eu já estou mais tranquilo, no meu caso que não saio de carro, não tem do que ter medo. Então vamos esperar, amanhã promete ser um dia branco...

Treino hoje

Denovo levei a roupa de corrida para o trabalho e quando deu 5:30 eu fui me trocar. EU fico morrendo de vergonha porque tenho que sair do prédio vestido de corredor, no meio da galera engravatada. E hoje foi pior porque quando o elevador chegou ele estava meio cheio, a galera indo embora, toda cheia de agasalho e roupa social, e eu lá no meio de tenis sujo, roupa de corredor de inverno...

O treino foi legal, eu tenho percebido que para vir de lá para cá parece ter mais subidas e dei uma olhada agora no perfil altimetrico e realmente tem uns morrinhos, mas nada assim dificil. O negocio é que no sentido contrário acaba sendo bem mais fácil.

A temperatura hoje estava por volta dos 6 graus negativos, bem diferente de anteontem quando estava 6 graus positivos. Mas estava sem vento, então eu fui tranquilo, apesar que com essa temperatura sempre dá uma congelada na boca, nariz, orelha. No total deu quase 7 Km e eu não sei o tempo pois esqueci o relogio no trabalho. Mas ok, o que valeu foi que consegui correr. Estou pensando que dado que eu não tava correndo nada (só uma corridinha nos finais de semanas), agora não preciso fazer grandes distancias (não tá fácil mesmo..), basta eu aumentar o Km semanal, isso já deve ajudar muito... Parece que vem uma tempestade de neve por aí, as calçadas que estão limpas vão novamente ficar ruins para correr... Mas ok, curtamos a neve novamente...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Mais estatistica

Ainda no jornal metro de SP saiu uma reportagem com o titulo "Cidade de aliados de Lula desmatam mais". E entao dizem que considerando os municipios que mais desmatam, 81% tem prefeitos de partidos que apoiam o governo.

A primeira coisa que me perguntei foi quantos % das cidades da regiao amazonica sao dirigidas por estes partidos. Se for 90%, entao na verdade 81% seria menos e nao mais. 7 dos 36 municipios que mais desmatam sao dirigidos pela oposicao. Suponha o caso extremo onde a oposicao tenha apenas estes 7 municipios na regiao amazonica. E todos eles entre os que mais desmatam. Entao a oposicao estaria em situacao ainda pior que os alidados. Enfim, sem comparar com o perfil do total dos municipios da regiao nao se pode dizer que 81% significa desmatar mais pois a relacao entre ser governado por aliados e destatamento pode simplesmente nao existir.

O outro ponto eh o porque de terem escolhidos os 36 municipios que mais desmatam (e como se sabe que os 36 que mais desmatam sao esses). Porque nao pegaram os 100? Ou os 10? Do jeito que fizeram, sem explicar, abre espaco para o questionamento de que estao fabricando numeros.

O problema disso tudo eh que a reportagem faz passar uma imagem muito negativa do governo, sem justificativa, no entando. A conclusao imediata eh que o governo eh conivente senao ate incentiva o desmatamento, mas nao ha provas da associacao (e muito menos causa) no artigo. Isso porque mesmo pensando que a associacao exista ela nao implica em causa. Vamos dizer que realmente, quando olhamos os municipios governado pelos aliados o desmatamento eh realmente maior do que nos governados pela oposicao. Pode ser, para dar um exemplo bem artificial, que em geral os municipios mais pobres votaram mais nos aliados e ai sim houve uma relacao de causa, o municipio ser mais pobre aumentaria muito a probabilidade de ter o governo aliado. O municipio ser mais pobre tambem faz com que ele tenha menos recursos e condicoes de combater o desmatamento. O fato dele ser pobre causa muito provavelmente um aumento do desmatamento. No final das contas vamos observar uma associacao do governo aliado com o desmatamento, mas porque a dispoinibilidade de recursos causa ambos e nao porque o governo causa o desmatamento. Bom, tudo isso eh soh um exemplo ficticio de que associacao nao eh causa.

Uma forma melhor de verificar causa talvez fosse selecionar alguns municipios aliados e alguns da oposicao, controlando algumas caracteristicas, e ver quais sao suas politicas formais contra o desmatamento.

Em tempo, os comentarios sao imparciais, apenas comentando o artigo e as conclusoes erradas, ou pelo menos sem provas que nos leva, nao estou querendo defender o governo pois nao gosto dele...

Colta ao Bairro The Beaches

 E como se o sofrimento do final de semana passado não fosse suficiente, este final de semana escolhi um bairro ainda mais longe. The Beache...