domingo, 18 de janeiro de 2009

Treinando na neve





Finalmente a onda de frio terminou e hoje de manhã o dia começou nevando e eu resolvi ir correr. Na TV falava que havia caido 20 cm de neve, ou seja, eu já fui sabendo que a situação lá fora tava complicada. Quando cai toda essa neve e você de quebra sai de manhã, antes de ter dado tempo de a galera limpar a neve, então vc pode estar preparado para literalmente enfiar o pé na neve. O lado positivo é que logo depois que cai a neve não escorrega, ela é macia, como areia, mas muito mais leve.

Por muitos trechos eu corri afundando o pé na neve, uns 10, 15 cm. Resolvi ir para a trilha e lá a situação não estava melhor, muita neve para todo lado. Ainda assim eu não era o único corredor na parada, vi uns quatro de nós. Mas segui, e a beleza da paisagem superava o cansaço causado pela corrida na neve. Aqui estão as fotos que tirei. No começo ainda nevava, mas logo diminuiu e parou. Não faz diferença também, o problema de quando está nevando é que dependendo da neve ela cai nos óculos e fica ruim de enxergar, mas fora isso o resto é tranquilo.

As vezes eu tive que correr na rua pois não se via onde era a calçada. Por várias vezes eu não sabia direito onde pisava pois tudo que via era um branco total, não sabia onde era sarjeta, calçada, rua. Mas era bonito e o frio não era suficiente para atrapalhar a minha diversão. Eu acabei rodando em torno de 11Km, parando bastante para as fotos. E vou tentar recomeçar, voltar a caprichar nos treinos em pleno inverno, afinal agora temos uma maratona pela frente. Eu tinha decidido fazer isso na semana passada, mas realmente não deu, a onda de frio desta semana foi cruel, com a temperatura sempre perto dos 20 negativos e sensação térmica bem abaixo disso. Eu caminhava para o trabalho e chegava lá com o nariz congelado. O governo decretou estado de frio intenso, e mais abrigos foram disponibilizados para os sem tetos. Na TV aconselhavam a não ficar muito tempo em locais abertos pois com meia hora a pele desprotegida congelaria. Enfim, melhor desistir da maratona do que congelar nos treinos, eu já passei desse tempo...rsrs... Mas parece que agora vai ficar sempre quente, temperatura subiu bastante, estamos com 2 a 5 negativos agora, que é bem tranquilo para treinar. O problema agora é menos o frio e mais o estado das ruas e calçadas...

Sobre as fotos aí. A primeira mostra como está a minha trilha, totalmente tomada pela neve, não se vê o chão, não se vê onde se pisa, o que vemos é somente um caminho sem árvores, que é por onde devemos seguir. A segunda foto eu achei engraçado e tirei a foto, os carros totalmente cobertos de neve. A terceira foto eu estou deitado na neve, na trilha onde corri. A quarta e quinta foto são tiradas exatamente no mesmo lugar, mas a quarta foto foi tirada hoje enquanto que a última foi tirada em Agosto. Naquela época era calor. Agora foi difícil até colocar a câmera em cima da caixa do correio para tirar foto pois ela tava cheia de neve. E pior, não dava para saber onde era a calçada, eu nem sabia onde estava, mas agora comparando com a última foto eu vejo que eu estava na rua muito provavelmente, não na calçada (na quarta foto). Legal....

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Començando devagar!

Hoje de manhã eu saí para correr com o Trevor, depois de sei lá, um mês, correndo sozinho. Estava friozinho, mas estava gostoso e a neve que tinha acabado de cair fez o trote ficar ainda mais gostoso.

No decorrer do dia caiu mais neve e a tarde esfriou muito, com sensação térmica chegando a 20 negativos. Mas 20 negativos de temperatura é o que vai estar amanhã cedo, e, detalhe, antes de saí o Trevor passou na minha mesa "6 o'clock tomorrow, right?". "My God, you are crazy... ok then...", eu respondi. Mas ainda tenho dúvida se vai ser possível correr, eu vou levar um passe de metrô por segurança...rsrs.

E eu num ato de loucura me inscrevi para a maratona de Mississauga. Pesou o fato de eu conhecer uns amigos brasileiros que estarão lá (não sei se para correr a maratona...) e também uma certa cobrança de minha parte em relação aos treinamentos que ficaram zoados nesse final de ano, eu preciso me forçar a não parar no inverno... Eu nunca consigo entrar numa maratona para curtir, sempre vem aquela cobrança pessoal de fazer um sub 3h30, de sair em ritmo de recorde pessoal para ver o que acontece e tal. Seria bom se dessa vez eu conseguisse curtir mais...

Bom, a verdade é que agora se eu não quiser abandonar a maratona (antes de começar) eu preciso dar um jeito de treinar seriamente. Preciso dar um jeito de encaixar uns longos nos finais de semana também, o que para mim é a parte mais difícil de se fazer com neve pra todo lado. Ach oque eu vou precisar sentar e pensar um pouco mais no treino, pois correr todo dia como estou fazendo não deve ser a melhor opção... Eu penso um pouco que talvez eu devo fazer o possível para ir bem na Around the Bay e deixar uns treinos mais específicos para Abril, quando a temperatura estará um pouco melhor e talvez não tenhamos mais neve. Ir mal na Around the Bay pode ser um fator negativo psicologicamente para a maratona, mas ir bem eh um bom desafio visto que até lá raramente temos temperatura acima de zero e os treinos ficam meio complicados. Vamos ver!

Alem da maratona no dia 10 de Maio também estou inscrito para a Around the Bay novamente, essa no final de Marco. Eu tenho que fazer dela um bom treino para a maratona, vamos ver. Também me inscrevi para a Sporting Life 10 K no dia 3 de Maio. Será uma boa prova para sentir como estou para o final de semana seguinte...

sábado, 10 de janeiro de 2009

Explorando o Ártico

Quando você mora em outro país é natural que você comece a se interessar pela história do país. E uma das coisas mais impressionantes sobre a história do Canadá talvez possa ser considerada a exploração da região do Ártico. De qualquer forma é algo bem diferente ao que estamos acostumado e, na verdade, algo que nós no Brasil não prestamos muita atenção, não sabemos muito.

O primeiro livro que eu li sobre isso foi "The Ice Master - The doomed 1913 voyage of the Karluk". Karluk é o nome do navio, uma palavra indígena para peixe. Na é poca a região do polo norte ainda não era bem explorada e o chefe da equipe de eploração acreditava existir um continente ao norte do Alaska. A equipe deixou a costa Oeste do Canadá em Junho de 1913, levando cientístas de diversas áreas e vários marinheiros em um navio velho e não em tão boas condições. Ao norte do Alaska o navio fica preso no gelo e começa a vagar pelo oceano, legado pelo gelo. Eles estão em Janeiro, em pleno inverno, o sol não nasce, quando o navio é atingido por um iceberg e afunda. Eles montam acampamento no gelo, no meio do oceano, perto da costa da Siberia, que é para onde o gelo tinha levado o Navio. Depois de uma mês eles resolvem tentar chegar na ilha Wrangel, que ficava não muito longe (umas 100 milhas a oeste). Ficam na Ilha até Setembro quando chega o resgate. Ainda assim vários morreram.

Mas aparte a tragédia, o livro é interessante porque nos mostra o mundo diferente, como a gelra vivia no gelo. Fala um pouco também dos Inuits, nativos canadenses que vivem no norte do país, e alguns deles faziam parte da expedição. Conta como é uma ilha inóspita. Como o frio danifica o corpo humano, como o tempo muda, como a gelo se move no Ártico.

Sem dúvida é um mundo diferente. E interessante. Estou lendo outro e deixarei aqui os comentários assim que terminar (eu sou meio lento...).

Tempo de retornar...

Pois é, andei aproveitando demais os feriados de final de ano. Dormi muito, li bastante também, assisti vários filmes.... e praticamente não corri... e tenho postado pouco por aqui...

Mas estava pensando em retornar aos treinos frequentes, mas não é fácil, realmente não é. Hoje a vontade de retornar atingiu o pico, e saí para correr com 12 graus negativos. Vento contra e a sensação térmica é, dizem, de 20 negativos. Santa pedra de gelo. Aliás as pedras de gelo são quentes perto de 20 negativos. Mas fui, saí para o treino.

Me vesti com roupa apropriada, corri 8 Km. Indo para Leste eu peguei o vento contra e foi horrível, mas na maior parte do tempo eu tava indo para o norte ou sul. Me senti bem hoje, com momentos onde consegui acelerar. E terminei bem, inteiro, e esse é o objeitvo. Vou tentar dormir cedo, manter a rotina....

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Treino e neve

Eu não ia sair para treinar hoje. NO começo da manhã estava afim, mas fiquei enrolando, acabei não indo e muito raramente treino a tarde. Mas a tarde começou a nevar, e nevar muito. Eu não resisti, coloquei a roupa rapidamente e saí para a rua.

Estava gostoso e bonito e um frio suportável. A neve caia forte mas ainda não tinha coberto o chão. Eu logo fiquei coberto de neve em algumas partes do corpo. Em outras ela deslisava e ia parar no chão. Eu segui e a neve logo parou de cair forte, até que parou completamente. Não chegou a acumular no chão, apenas deixou ele molhado. Fui até a Eglinton, depois Mount Pleasant. Com uns 6Km eu estava me sentindo lento, pernas doloridas, estava pesado, difícil de correr. Mas ainda assim terminei o treino que deu uns 7 ou 8 Km.

Desde a corrida do domingo passado eu fiquei preguiçoso, ajudado pelo frio intenso dos dias 31 e 1, quando a sensação térmica ficou por volta dos 20 negativos. Mas agora parece que aquela onda de frio passou e a temperatura vai ficar por volta dos zero graus. Quem sabe eu tomo vergonha na cara e resolvo começar o ano direito, correndo, voltando a aumentar a Km semanal....

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ditadura na Argentina

Aproveitei o feriado para ver dois filmes sobre o período da ditadura na Argentina, década de 70 e começo dos anos 80.

Garage Olimpo é um filme que mostra a tortura a que eram submetidas muitas pessoas enquanto os familiares eram totalmente privados de informações sobre os seus paradeiros. Mostra o desfecho terrível de muitos que eram capturados e jogados no mar, dopados. Apesar disso o filme não tem cenas fortes, os atos não são mostrados, ficam subentendidos. Vale a pena assistir.

La historia Oficial é outro filme que se passa depois daquele período e mostra um pouco das consequencias. Famílias desesperadas procurando os seus, sem saber se estão vivos ou não. O filme concentra-se em uma menina adotada e o drama de sua mãe ao descobrir que a sua filha pode ter sido retirada a força de sua mãe, em meio a seções de tortura, pode ter muitos familiares procurando por ela.

The Ice Master

Esse é o nome de um livro que terminei de ler hoje. O livro conta a estória real de uma expedição científica ao polo norte em 1913. O objetivo era descobrir um suposto novo continente que deveria existir ao norte do Alasca e também fazer uma sére de estudos científicos da região inóspita e então desconhecida.

O Navio Karluk (significa peixe na linguagem dos nativos canadenses) partiu de British Columbia, no Canadá, com vários cientistas e marinheiros, em junho de 1913. Em Setembro ele ficou encalhado no gelo ártico, a deriva, indo afundar perto da Ilha Wrangel, na costa da Sibéria, em Janeiro de 1914. Os que estavam a bordo viveram por um mês sobre o gelo, ao lado de onde o navio afundou, numa época do ano em que o sol não nascia. A maioria deles, despreparados e sem experiência para viver em temperaturas que chegavam a 50 graus negativos.

Com o retorno do sol eles se mudaram para a Ilha Wrangel, a mais de 1oo milhas de distância numa viagem épica sobre o gelo. O confinamento fazia com que inimizades surgissem, inclusive com um grupo de quatro cientistas partindo e tentando a própria sorte na busca da civilização. Nunca mais eles foram vistos. Outro grupo com outras 4 pessoas chegou a Ilha Herald e lá morreram misteriosamente (foram encontrados seus esqueletos com muita comida e munição por perto). Um terceiro grupo havia deixado o navio logo apos ele ter encalhado, e se salvou, mas não mandou resgate (na verdade como o navio estava a deriva ninguem sabia onde ele estaria, alem da maior parte do artico ser inacessível até lá para Junho).

O grupo que chegou a ilha Wrangel sobreviveu, foram resgatado, exceto por 3 integrantes que não resistiram as dificuldades de sobrevivencia em uma ilha tão inóspita. O capitão do navio juntamente com um inuit (nativo canadense) iniciou uma jornada no começo de Março até a Sibéria, e de lá para o Alasca em busca de socorro, que só veio em Setembro de 1914. Nesse período muito sofreram os que ficaram na Ilha. Inicialmente enfrentaram a doença causada pela dieta com muita proteina, que ceifou a vida de duas pessoas. O tempo todo sobreram com a cegueira causada pelo sol refletindo na neve. Maio e Junho foram os melhores meses pois conseguiram mudar a alimentação devido a presença na ilha de pássaros que migram do sul . Alem dos passaros eles conseguiam caçar lontras e leoes marinhos, conseguiram até lobos e ursos polares. Em Julho a caça começa a ficar difícil e em Agosto quase impossível. Agoto foi um mes de muita fome, quando o frio começa a voltar com toda força e eles se encontraram desesperados tentando consumir pouco para guardar para o inverno, já perdendo a esperança no resgate. No começo de Setembro foram resgatado, já sem esperanças e passando muita fome e frio, vivendo de comer gordura e pele de lontras.

O livro é interessante, nos mostra um pouco de como é o oceano ártico e o clima por lá. A estória é real e baseada principalmente nos diários dos que estavam lá e nas memórias que escreveram quando voltaram. É um assunto que nos faz pensar um pouco em como é viver longe do mundo civilizado que conhecemos, mas mais que isso, nos mostra um pocuo com era difícil, perigosa e penosa a exploração dessas regiões naquela época.

Retrospectiva 2008 e feliz 2009

Terminamos mais um ano, que passou rápido como sempre. O primeiro de janeiro foi frio, com predomínio de temperatura abaixo de 10 negativos, e eu vou dizer a verdade, nem saí de casa. Diferente da virada do ano passado onde fomos ao centro, vimos os fogos, temperatura de 5 negativos, sem vento, neve fina caindo, foi legal. Este ano não escutei os fogos, a não ser os do Brasil, por telefone e na internet. Em termos de fogos damos de 10 a 0 no Canadá.

Não tenho muitos planos para 2009. Não sou de ficar fazendo muitos planos, apenas alguns mais necessários. Neste ano eu quero voltar ao Brasil pelo menos uma vez, e há um sonho de voltar duas, mas não é objetivo. Incluo como planos ler mais, tantos livros de estatística que é a minha área como outros livros e conseguir tempo para isso vagando menos pela internet. Sempre tenho o plano de dominar todos os assuntos da minha área que encaro no trabalho, nesse sentido há bastante a ser feito, mas é uma obsessão. Talvez objetivo de decidir se quero ficar aqui por muito tempo ou não. Eu diria que 2008 fez as coisas ficarem um pouco nubladas nesse sentido, talvez um pouco pelo frio e com certeza bastante pela saudade das pessoas. Mas isso porque em 2007 eu estava certo de que queria ficar aqui, mas mal tinha chegado, então...

2008 foi bom em muitos sentidos. Tenho aprendido muito por aqui, e me diverti bastante também. Eu diria que foi o ano da consolidação no trabalho, já conheço todo mundo na empresa, já conquistei a confiança de muito, mas mais importante, a do chefe. E estou expandindo os tentáculos para unidades na América do Norte fora de Toronto, tendo contatos com pessoas em outras unidades da empresa no Canada e US. Com isso sinto uma posição mais sólida dentro do grupo, que em 2007 eu mal conhecia. Com isso tudo eu aprendi muito também, principalmente porque fazer pesquisa aqui não é igual fazer pesquisa no Brasil, mas também porque tive contato com pessoas que fazem diferentes análises e porque trabalho para um departamento diferente de onde estava no Brasil e tenho que entender análises diferentes também. Foi um ano de bastante crescimento no trabalho (excetuando-se o salário...rsrs).

Em 2008 eu fiquei um pouco melhor com a língua inglesa. Já não tenho medo de conversar com o pessoal, já consigo me comunicar razoavelmente. No trabalho a comunicação é até fácil, mas fora do trabalho vou demorar para ter fluência. Infelizmente isso é explicado em parte por eu não ligar para aprender inglês. Estudar inglês não é uma coisa que eu sinto muito prazer, é só uma lingua que dominou o mundo, mas no mais não é melhor que a minha lingua...

Em 2008 eu conheci muito mais Toronto e a vizinhança. Principalmente porque comprei uma bicicleta, pedalei muito nas redondezas da cidade quando a temperatura deixou. Foram aventuras interessantes.

Em 2008 corri muito, corri quase todo dia mas pouco fui em corridas. Vejo 2009 como sendo da mesma forma.

Em 2008 conheci pessoas, fiz algumas amizades que me fizeram me sentir mais a vontade aqui.

Em 2008 conheci completei um ano aqui e conheci as 4 estações. Me deliciei com o clima e admirei muito tantas diferenças que temos aqui em relação ao Brasil.

E em 2008 eu fiquei 15 dias no Brasil. Só isso, e 350 dias no Canadá. Mas foi um ano em que ver os colegas e familiares no Brasil me trouxe bastante emoção e alegria.

Mas 2008 já se foi, que venha 2009! Que o mundo seja melhor, e Feliz Ano Novo a todos!

domingo, 28 de dezembro de 2008

Resolution Run

E hoje fui para a minha última corrida do ano, a Resolution Run. Ela acontece geralmente bem perto do ano novo, e em muitos lugares ao mesmo tempo. Não tem o tamanho e fama da São Silvestre (bom, se ajuntamos todas a Resolution Run que acontecem no Canada talvez...).

Minha quarta e última corrida do ano. Ontem eu fui pegar o kit, veio uma jaqueta de correr no inverno, essa aí da foto, o número, umas propagandas e revistas. A corrida não tem chip. Como muitas outras, esta é também uma corrida beneficiente, e eles não gastam recursos para fazer uma grande organização. Contam geralmente com alguns patrocínios e fazem o que dá. Então não tem chip, não tem medalha, não tem muita coisa, e nessa ainda tivemos sorte de ter essa jaqueta que é bem legal.

A temperatura estava em 12 graus, o que é como se fosse verão dado que a temperatura das últimas semanas ficou abaixo de zero praticamente o tempo todo. Muita neve derreteu e tal. Ontem, com 9 graus eu fui de shorts correndo buscar o kit. Hoje, porem, a situação tava um pouco diferente, estava ventando muito de manhã. E com uma chuvinha leve. O governo alertando a população para tomar cuidado com o vento. Resolvi colocar roupa de treino de zero grau e ir correndo até o local da largada O vento atrapalhou em certos pontos, onde era forte, e a chuva fina em outros, mas foi tudo ok. Durante a prova saiu sol, inclusive o sol saiu com tudo, sobre o lago, eu correndo contra ele que estava baixo, a luz refletia no chão, estava difícil ver algo em uma parte do percurso. Mas o sol foi legal, depois ele se foi.

Terminei com 20m50s os 5Km, média de 4m10s/Km o que é bom, acima do esperado. Eu corri o primeiro Km tranquilo, e então acelerei, passei varias pessoas. Senti a boa sensação de estar na frente, entre os primeiros (acho que devo ter ficado entre os 30, de uns 500). Mas quebrei no final, terminei cansado. Um pouco porque um sujeito me passou e deixou cair o gorro. Ele não viu, eu voltei para pegar o gorro, e corri para alcançá-lo para devolver, pois não ia encontrá-lo na chegada no meio de tanta gente, nem tinha prestado atenção no sujeito... Me matei para alcançar o cara...Antes disso tinha pego um boné de uma garota. O vento estava forte, as vezes contra, galera deixando as coisas voarem...

No final teve café, chocolate quente e muito biscoito. Teve água também. Comi umas coisas, tomei um chocolate quente, enchi o copo de biscoitos e voltei para o metrô. Felizmente eu tinha me preparado para temperaturas baixas, pois com o vento acabou ficando bem frio. O dia começou com 12 graus, ventou, caiu para 3 graus depois da corrida, com sensaçao térmica de 5 negativos com o vento. Eu voltei para casa, deve ter dado uns 12 Km no final das contas...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Natal






Chegamos em mais um Natal. Este ano foi um pouco diferente, no sentido que as festas foram mais agitadas para mim. Primeiro a minha colega de trabalho me convidou para uma ceia de Natal, onde haveriam muitos brasileiros. Eu depois estava conversando com o chefe e percebique aqui eles não fazem a ceia de Natal, eles tem apenas um almoço ou jantar de Natal. Foi bastante gente, a maioria brasileiros, e foi muito bom estar no meio de uma galera que fala portugues. Mas eu não sou assim tao adepto de festas e o quanto conversei foi inversamente proporcional ao quanto comi. Mas foi interessante e conheci novas pessoas. Estava em casa de volta lá pelas 2 da manhã.

No dia de Natal, ontem, eu acordei não muito cedo pois tinha ido dormir tarde, mas eu resolvi ir correr para tirar a sequencia de fotos, afinal já tinha passado da hora. No dia 24 a temperatura subiu e a neve derreteu, havia agua pra todo lado. Mas depois a temperatura caiu para baixo de zero novamente e a água congelou. Por causa disso foi difícil correr no dia de Natal, difícil como jamais havia sido. A maior parte do meu percurso estava muito liso, em algums pontos tão liso que eu tinha que caminhar, e devagar. Tomei 3 tombos mesmo tentando tomar o máximo de cuidado. O gelo é liso, muito liso, pior que qualquer corrida de montanha com chão molhado que eu já havia corrido no Brasil, muito pior. As trilhas estavam cheias de neve e havia um caminho estreito de neve batida, onde todo mundo passava. Como agora era gelo, ficou como barro endurecido, muito endurecido, totalmente irregular, ruim de correr. E se eu saia da trilha o pé afundava na neve 10, 20 centímetros e acabava molhando porque a neve derretia sobre o tenis, na meia, na calça. Enfim, tava difícil, mas eu corri e tirei essas fotos aí e outras que estão aqui.

Na primeira foto eu estou perto de casa, na calçada que outrora era bem larga. Na segunda foto eu estou na trilha em uma foto tirada em Agosto. Esta foto contrasta com a terceira, tirada no mesmo lugar, agora no Natal. Agora havia tanta neve que eu tive que colocar a camera em cima do encosto do banco. Aqui está uma foto que eu coloquei a camera no banco, como eu fiz em agosto. Nela eu estou tentando tapar o sol pois a câmera está exatamente contra o sol e a foto nao fica boa, veja a terceira foto acima. E nesta última foto eu peguei um esquilo na neve. Aliás ví vários deles. Por causa da neve e das árvores sem folhas fica muito mais fácil ver eles agora, eles não tem muito onde se esconder...

Bom, depois do treininho que eu andei mais do que corri, eu fui para um jantar de Natal, com o chefe, na casa do irmão dele. Foi uma coisa bem tranquila pois havia muito pouca gente, foi bem legal. Havia bastante comida, havia pato, bolo de mandioca, umas bebidas tradicionais da Guiana, e comidas tambem. Enfim, foi muito bom pois é o tipo de ambiente que eu gosto mais, com poucas pessoas, sem barulho e tal.

Na volta cai na cama para acordar tarde hoje, um dia depois do Natal. Hoje é Boxing Day, o dia de fazer comprar. Dizem que as lojas tem liquidações e tal, e que todo mundo vai as compras. Eu prefiro esperar por um dia mais tranquilo...

domingo, 21 de dezembro de 2008

Outro treino na neve




Hoje de manhã eu fiquei surpreso quando acordei e vi pela janela que estava nevando muito. Pelo que eu me lembrava a previsão havia dito que só haveria neve a tarde. A temperatura estava em 5 negativos e portanto eu decidi que ia lá fora correr, ou pelo menos ver como estavam as coisas.

Estava difícil correr. A neve de hoje já fazia uma camada de uns 5 centímetros, e juntava com a de sexta-feira deixando tudo muito branco. Era difícil de correr porque a neve segurava, eu ficava cansado mesmo indo devagar. Lembrava as dunas da Joaquina em Floripa.

Mas eu corri, corri devagar, afundando o pé na neve, mas corri. Resolvi fazer o loop pequeno, de 5 Km, seria suficiente. Foi mais do que suficiente na verdade. Eu terminei bem cansado, com a panturrilha doendo. Mas foi gostoso.

A cidade está outra coisa, está diferente, tudo branco. Eu levei a câmera hoje e tirei essas 3 fotos aí. Esta é a Eglinton, uma grande avenida, movimentanda, mas hoje a galera ficou em casa. Não havia carros, nem gente nas rua, mas ainda encontrei dois corredores. Estava difícil ver onde pisava, onde era a calçada, onde era a sarjeta mas também estava difícil ser rápido, então tudo bem, tá valando, pisasse onde pisasse...

Vem aí o Natal, parece que vai ter muita neve, como a galera aqui gosta. Mas só no Natal...

sábado, 20 de dezembro de 2008

Muita neve e pouca corrida




Ontem caiu a primeira tempestade de neve (eu estou traduzindo de snow storm que é o que a galera diz, mas é tranquilo, não é uma tempestade...), e tivemos entre 15 e 20 centímetros de neve. Então vamos falar de ontem.

Eu acordei cedo sem muita vontade de correr, pois estava meio frio e a neve ainda não tinha começado. Mas todo mundo já sabia dela, é o que mais se falava na televisão, e no trabalho estávmos comentando sobre a neve com 3 dias de antecedencia devido a previsão do tempo. Eu esperava que a previsão estivesse um pouquinho errada e a neve começasse as 5 da manhã para eu ir correr. Mas estavam certo, quando eu acordei e olhei pela janela, nada de neve. Também resolvi não ir correr. Caminhei para o trabalho.

Logo cedo ficamos sabendo que o escritorio tava fechado, ninguem precisava ir trabalhar por causa da neve (só agora que me avisam?). Mas o dia ontem coincidentemente foi complicado. Cheguei cedo e o chefe me esperava na entrada do prédio, tinha esquecido o crachá.
-E aí chefe!
-E aí Marcos, você veio andando?
-Sim, andando e tomando meu café... tranquilo, tá meio frio e ventando mas eu tenho caminhado pro work todo dia... Mas... o que você tá fazendo aqui? - O chefe tava meio que de férias, eu não esperava ele no trampo...
-Ah, eu tava rodando aquela análise em casa e deu problema, precisamos conversar, estou meio preocupado...
-Como assim problema? Vai cair muita neve, vai ser complicado para voce voltar, podia ter ficado em casa...
-É que acho que os dados estão com problemas e vamos precisar mudar o questinário. voltar a campo...

Eu percebi que o problema era sério, digo, voltar a campo só em último caso. Felizmente comversamso e resolvemos o problema, mas por causa disso a sexta feira que prometia ser calmo foi pra lá de estressante. Eu não vi a neve começar a cair pois estava no computador. Na hora do almoço saímos, nevava com vento, muito frio, mas era legal, eu tava contente.

Por volta das 18h voltei para casa, resolvi caminhar, muita neve em todo lugar, muita calçada sem limpar, o pé afundava na neve. Logo percebi que andar até em casa ia consumir bastante caloria. O pé afundava e escorregava, a velocidade era menor do que de costume e eu logo estava cansando de andar, suando, abri a blusa para o vento frio entrar.

Mas a paisagem era irreal, de outro mundo, neve nas ruas, calçadas, montes de neve para passar, carros patinando, não havia mais divisão entre rua e calçada, tudo o mesmo branco. Ruas menores era um branco só, a prefeitura estava dando prioridade para limpar as ruas maiores, e era muita neve.

Cheguei em casa cansado, com fome, mas feliz, o dia tinha sido bom pois além do problema do trampo resolvido eu estava contente com tanta neve! Planejei correr hoje de manhã. Mas acordei com 15 graus negativos, sensação térmica de 25 negativos, não vou nem.... ao inves de correr tomei um banho, coloquei roupa de frio, resolvi ir para a biblioteca. As fotos aí são no caminho e aqui estão as demais.

Parece que tem mais neve para amanhã, e não é pouca, e depois mais para a noite de Natal, ah, o Natal aqui é bem diferente, digo, frio, neve...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Shorts

Pois é, inacreditavelmente a temperatura hoje de manhã estava em 8 graus e eu aproveitei para correr como a muito tempo eu não corria, de shorts! FOi bem legal, apesar que descendo para o Sul, contra o vento, o frio pegou um pouco. Mas, deixando de lado o cansaço das pernas que eu ainda sentia do treino longo de sábado, o resto estava bem gostoso. Estava também uma chuva fina que deixava a calçada molhada e derretia o resto de neve que ainda insistia em permanecer nos montes...

Mas o que é bom dura pouco. Na volta do trabalho eu já passei apertado com o frio. A temperatura que de manhã chegou a 8 positivos caiu brusscamente a tarde para chegar a 6 negativos na saída do trabalho, com vento e sensação térmica pra baixo dos 10 negativos. Amanhã cedo tá prometando 7 negativos, ou seja, parece que vou ficar com os cobertores...

domingo, 14 de dezembro de 2008

Numb3rs

Terminei de assistir a temporada 3 deste seriado que mostra a aplicação de matemática (na verdade mais estatística do que o resto) na solução de crimes.

Tenho achado o seriado bem legal embora 99% dos casos são bem forçados, tipo, na vida real a matemática do sujeito seria inútil. Acredito que todas as técnicas que usam realmente existam (algumas delas são mais estatísticas e eu conheço um pouco) mas o problema para mim é 1) encontrar dados com qualidade e quantidade suficiente e 2) fazer a técnica matemática dar informação que realmente ajuda a solução dos casos. Na vida real, muitas vezes a informação está em papel e levaria dias para digitar tudo. Ou então a informação tá lá digitada mas precisa ser trabalhada antes da análise o que levaria mais dias. Ou então eles tem os dados mas a aplicação da técnica naqueles dados exigiria programação específica, o que levaria mais dias. Finalmente acredito que as técnicas existentes, a não ser que tenhamos muitos dados e de muito boa qualidade (e aí talvez não precisássemos de análise matemática), elas não darão resultados tão precisos como mostram, poderiam ajudar e tal, mas não vão dizer onde o sujeito tá com precisão de meio metro.

Mesmo assim acho interessante o fato de eles simplesmente criar a situação para o uso de uma ferramenta matemática, uma situação é que se pode usar a técnica X. Fora que acaba sendo um filme de ação, com FBI e muito crime, os mais malucos possíveis inclusive, filmes que mesmo quem não gosta de matemática pode gostar, se gostar de ação. Então não acho que seja somente para quem gosta de matemática. E existem os acontecimentos paralelos, os romances, as brigas de irmãos, as intrigas. Os filmes do seriado acabam sendo quase independentes um do outro porque a parte principal, os casos, eles são sempre diferentes e você não precisa assistir o filme anterior para entender o atual. Mas existem uns aspectos da vida pessoal da galera que continua de um filme para o outro e você não vai entender se pegar um filme aleatoriamente lá do meio.

O último filme da temporada 3 é bem legal, bem maluco e inesperado. Embora devo admitir que a exemplo do que aconteceu no seriado Dexter no final da temporada passada, o final da temporada 3 tirou de cena (eu acho... vamos ver a 4...) um dos principais membros da equipe do FBI dando a impressão que a temporada 4 vai ser chata pois não vai ter o sujeito. By the way, na TV já está passando a temporada 5....

sábado, 13 de dezembro de 2008

Altos e baixos

Pois é, mas talvez os altos sejam por causa dos baixos.

Nesta quinta e sexta feira eu não corri, não sei porque, talvez o frio, sabe como é né. Quando o frio chega é bom, a gente vai aproveitando a nova emoção de correr no frio e na neve, mas as coisas não são sempre assim e logo você tá levantando, vendo na TV que lá fora tá 5 graus negativos, e voltando para a cama. Foi a primeira vez que fico dois dias seguidos sem correr desde, sei lá, acho que setembro quando ainda tava quente.

O desempenho no frio caiu visivelmente, não sei se tem algo a ver com o próprio frio e a respiração ser mais difícil. Eu acho que sim, sei lá, tenho tido mais dificuldade, me cansado mais, fico cansado embora as pernas ainda estejam bem. Geralmente foi o contrário, ficava com as pernas bambas e a respiração tava ok.

A verdade é que depois de dois dias sem correr eu me vinguei. Hoje eu sai, tarde mas saí, quase meio dia, eu resolvi ir para o norte. Comecei lento e no decorrer do percurso a velocidade variou um pouco, as vezes eu sentava a bota. Quando cheguei no final da Avenue Road decidi que dava para continuar, iria pelo menos até a Finch, onde pegaria o metrô de volta e beleza. Mas chegando na Finch pensei porque não ir mais. O plano de passar ao norte da Steeles e então sair da cidade de Toronto, entrar em Vaughan vinha rondando minha cabeça desde lá trás e eu cruzei a Finch, cruzei a Steeles e continuei pro norte. Um probleminha é que eu não tinha planejado portanto não sabia quando voltar. Na verdade eu ia pela Bathrurst e o metrô ficava na Yonge, uma paralela a 2Km de distância. Então o plano era ir ao norte da Steels, entrar a direita numa perpendicular, seguir até a Yonge e voltar pela Yonge até a Finch onde ficava a ultima estação do metrô no Norte de Toronto.

Então depois que cruzei a Finch fiquei com aquele sensação ruim de que eu tava me distanciando cada vez mais do metrô. Não tava tão bem assim e queria somente sair de Toronto, bater meu recorde de treino mais ao norte possível, mas não ir tão longe. Entrei então na Clark, mais ou menos 1Km ao norte da Steeles. Fui até a Yonge e voltei ao sul. Então o vento bateu contra e o frio pegou, estava bem frio. Quando saí de casa estava 4 negativos, mas indo para o norte eu tava a favor do vento e foi bem tranquilo, sem frio. Mas contra o vento a coisa muda. Eu diria que 4 negativos a favor do vento é igual a zero graus e 4 negativos contra o vento é tipo, 8 negativos. Ou qualquer coisa assim, só sei que para ir foi muito tranquilo, mas quando comecei a voltar o negócio congelou.

Mas eu segui, pensava que não podia parar de correr, afinal agora não estava tão longe, Se parasse para caminhar ia congelar, melhor seria entrar em algum lugar. Mas eu continuei correndo, o vento não era forte acho que logo o corpo acostumou com a nova temperatura emvora o ritmo estava lento pois de qualquer forma faltavam pernas.

No final cheguei na Finch, estava com sede e suado apesar do frio, tinha corrido em torno de 20Km. Comprei um Powerade, um negocio tipo gatorade, pois precisava tomar algo, estava com sede e dessa vez não comprei café.

Foi legal pois fazia tempo que não rodava tanto. O percurso segue aqui.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Deixa a camiseta prá lá...

Então, eu perdi a corrida, na verdade esqueci da minha quarta corrida em 2008, que na verdade tinha me inscrito somente por causa da camiseta de manga comprida. E foi tão por causa da camiseta que ela é opcional, foi 15 doletas a mais para ter direiro a camiseta numa mera corrida de 5Km. Pelo menos naquele sábado eu treinei 11Km... Mas enfim, ontem fui na loja para ver se eu tinha como pegar a camiseta já que havia pago por ela.

O sujeito disse que eles organizam a prova mas não ficam com nada, que uma fulana lá ficava com tudo. Pedi o contato, ele escreveu o email dela num papelzinho, coloquei no bolso, ia mandar um email pedindo sobre a camiseta. Cheguei em casa, saquei o papelzinho. O email fulana@salvationarmy.com ou qualquer coisa assim. Entrei no site da corrida, era como todas as outras, uma corrida beneficiente. Resolvi não ir atrás da camiseta, ela deve estar em melhores mãos que as minhas... digo, se fosse no Brasil com aquelas organizações que visam apenas seus próprios bolsos, mas aqui...

E que venha a próxima, Resolution Run, dia 28 ou 29, preciso ver, corrida de ano novo, nada a ver com a São Silvestre...

Nota - Mayumi - vou ver se descubro como desativar a verificação de palavras, muito kitigai o seu post, dei muita risada!!!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Uhuuuu! Neve!!!


Hoje acordei, olhei pela janela, tudo branco la fora! LIguei a TV, a temperatura estava ao redor de 1 grau negativo. Muito bom para correr! Tinha combinado com o Trevor as 6h, entao resolvi comecar antes para dar uma volta a mais no percurso.

Havia caido 2 ou 3 centimetros de neve durante a noite e aquela hora, antes das 5:30 da madrugada, a neve ainda estava nas calcadas, estava tudo literalmente branco. Eu segui pela Yonge rumo ao norte e algumas partes a neve estava intocada, as minhas pegadas eram as primeiras a marcarem o chao.

Segui ao norte sentindo o cansaço de correr na neve. A temperatura não estava tao baixa, mas a neve estava por todo o lado. Era bonito e ao mesmo tempo difícil. Eu continuei naquele esforço para terminar a minha primeira volta exausto, mas ainda antes das 6h, horário que me encontraria com o Trevor.

Ele veio e continuamos, fomos para outra volta, que abortamos no meio para entrar na trilha. Muita neve em todo lugar, tudo branco. Mas seguimos conversando. Eu contei para ele que tinha ouvido a estória de que a galera dizia que os hobitantes de Toronto eram bobos, não sabiam se virar com a neve e ele deu bastante risada, me disse que há alguns anos caiu bastante neve e Toronto chamou os militares para ajudar e tal, depois todo mundo passou a dizer que basta uma nevinha e a galera já fica desesperada e chama o exército... Ele me disse que é mais ou menos como os brasileiros tiram sarro dos portugueses... Eu já havia dito a ele que no Brasil a gente tem as piadas de portugueses (entre outras) e ele achou interessante. Mas só piada, acredito que a gente goste muito dos portugueses e tal...

E corremos pela trilha até a Mount Pleasant, muita neve em todo lugar, contei que havia visto na TV uma bike para a neve... Seguimos até voltar para casa, o treino acabou sendo cansativo, mas muito legal por conta de neve recem caída, macia, diferente, eu estava adorando. Depois ainda fui para o trampo caminhando, mas aí am alguns lugares já haviam jogado sal, a neve havia derretido e ficado meio que uma lama, sem graça, suja, marrom....

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Correr ou patinar, eis a questão

A minha nova colega Mayumi parece já conhecer neve. Mas eu quando baixei aqui nunca tinha visto. Neve é algo legal embora os canadenses quase te matam quando vc diz isso. O chefe nem se fala, ele tem que limpar a calçada sempre que cai neve. E hoje na apresentação que fiz, na sala de reunião, eu não podia deixar de olhar para o slide com um olho e para a janela com o outro. La fora a neve caia torencialmente, se podemos dizer isso. E eu esfreguei as mãos, disse para o chefe que ia correr quando chegasse em casa e esperava que estivesse nevando. Ele deu risada, ele não consegue imaginar essas coisas.

Mas correr na neve é gostoso, e mais ainda se lembramos do Brasil e se lembramos que estmos tão longe. Porque aí olhamos a neve com admiração e não sentimos o frio. Correr na neve é gostoso porque é experiência nova, que não trazemos no currículo de 10 anos de corridas no Brasil.

Geralmente se neva e não é tempestade de neve, então a temperatura não é tão baixa e você corre tranquilo. A neve logo depois que cai é macia, gostosa. Se o tempo esfria e ela fica no chão, então depois de um tempo você tem camada de gelo em algumas partes, precisa tomar cuidado. Se a camada de neve é muito fina, se não jogam sal suficiente e está muito frio como ontem, então vc pode encontrar mais gelo no chão. A neve é lisa, mas nem tanto, o gelo é liso e muito liso. O gelo no chao é muito perigoso porque nem sempre vemos ele pois é transparente. E você escorrega e cai de verdade, cai no chão duro, e pode quebrar algo. A neve se está macia e com alguns centímetros segura bastante e você sofre para correr. Ser rápido nem pensar, é meio como areia, tem que ir devagar. Mas o esquma é pensar em outras coisas ou pensar na neve, no prazer de estar ali, na oportunidade que poucos brasileiros tem.

A Mayumi correu em Nova York, aqui do lado, mas sem neve. Uma maratona que fica quente só da emoção que sem tem ao corrê-la. Para correr na neve precisamos de roupa contra o frio, mas calçado especial, ah, eu não acho que tenha. Eu sempre uso um tenis para cross, que comprei no Brasil para as corridas de montanha, mas para ser sincero não sei o quanto ele resolve. Se há gelo, ele não resolve nada, não há tenis que segure no gelo. Assim o meu tenis de inverno não é diferente do de verão, é apenas um tenis de cross quando tem neve. Os pés não sentem frio, pelo menos não os meus. Mesmo quando ficam molhados porque me descuido e piso na água gelada formada pela neve derretida pelo sal, mesmo assim não sinto frio nos pés. Acho que eles se exercitam tanto na corrida que ficam quentes!

O tempo passou, um dia no verão eu pensava em como seria correr no inverno. E agora estou aqui no inverno denovo, lutando para que não seja igual no ano passado quando corria somente no final de semana, e olha lá. E vamos que vamos!!!

domingo, 7 de dezembro de 2008


E aqui estou eu com outro gráfico do histórico dos treinos. Eu comecei um treino frequente em Abril e fui bem até Junho, quando voltei ao Brasil e o treino despencou. Junho foi bem ruim, assim como começo de Julho. O treino perdeu totalmente a sequencia. Não foi só a viagem ao Brasil, mas também uma horrível dor nas costas que me impediu de correr final de Junho e começo de Julho.

Começo de Agosto eu estava correndo novamente, mas não com muita frequencia. Foi também quando comprei a minha bicicleta, e várias vezes deixei de correr para pedalar. Agosto foi todo meio sem sequencia e com treinos infrequentes por causa das longas pedaladas que me deixava cansado tambem, e foi assim inclusive começo de Setembro.

Na segunda metade de Setembro e em Outubro o tempo ficou ruim para pedalar mas bom para correr. A temperatura caiu um pouco, era complicado ir longe de bike. Mas para correr estava tranquilo. E foi nessa época que atingi a máxima Km semanal e em Outuvro também atingi a máxima Km mensal.

Final de Outubro, começo do frio. O gráfico apresenta um vale, causado na minha opinião pelo frio já beirando os zeros graus, temperatura bem abaixo da ideal, e também principalmente porque eu senti o pico de treino semanal atingido no meio de Outubro. A partir de Novembro a temperatura já começou a atrapalhar visivelmente. Dias chuvosos era complicado correr. Com temperatura baixa também é complicado fazer treinos longos. Além disso eu não me sinto confortável usando calça de frio para correr, acho que isso tem um peso.

Final de Novembro, começo de Dezembro, eu tenho mantido os treinos, tenho tentado. Mas é visivel no gráfico que a Km mensal tem caido constantemente. Agora está abaixo de 24o, caoisa que não acontecia desde começo de Outubro. Está difícil de fazer a Km mensal chegar a 70. Nos dias de frio eu acabo optando por correr menos de 10Km. Com neve no chão também fica complicado. E a previsão não é de melhora.

Mas estou contente, eu esperava que a distancia percorrida caisse, afinal não se compara o verão com o inverno, não se compara o mes de Setembro com o que estamos vivendo agora em Dezembro. Mas mesmo assim eu tenho mantido os 50Km, 60Km por semana. Eu procuro não pensar nisso, procuro correr conforme sinto que o corpo tá afim. Tento não forçar para manter uma Km alta, mas nem sempre é fácil. As vezes dá pena de estar perto dos 70Km na semana e não ir correr fazendo a Km cair. Mas eu tento na medida do possível obedecer o que o corpo quer, sem forçar muito. Para não forçar velocidade eu tenho ido treinar sempre sem relógio também, nada de marcar tempo, e tem sido assim acho que por mais de um mês.

Os proximos dias serão duros, serão frios, mas faz parte. O desafio é ver como estarei nos meses mais frios, Janeiro e Fevereiro...

Treino no frio

Ontem a tarde, quase noite, fui com um colega meu na casa de uma colega de trabalho, onde acontecia um evento de caridade, para arrecadar alimentos não perecíveis para os que precisam. Estava nevando e foi então que me toquei que eu tinha ficado o dia todo dentro de casa, mas lá fora tava tudo mutio bonito. Ok, meu colega não compartilhava dessa opinião... E não estava tão frio também. Mal pude esperar para que chegasse hoje de manhã para ir correr na neve.

De volta em casa, liguei a TV e a previsão era que a neve pararia em breve e o tempo limparia, e esfriaria. Esfriaria bastante, estaria bem frio pela manhã. Acertaram, hoje quando saí para o treino a temperatura era de -10 graus com sensação térmica de -20. O sol brilhava em contraste com tudo isso. Mas eu precisava correr, nem que fosse uns 5 Km, sei lá.

Logo no começo do treino eu percebi que estava realmente frio, pensei em voltar para casa e pronto. O nariz, rosto, boca, tudo congelava. As pernas embora protegidas estavam sentindo o frio. Quando o vento batia de frente o frio trincava. Com 10 minutos de treino eu já não sentia mais o nariz. Mas o resto estava ok, eu estava com o corpo suficientemente agasalhado. Decidi não voltar para casa, decidi fazer o loop pequeno, de 5 a 6 Km até a Eglinton e de volta pela Yonge.

O frio intenso era mais indo para o norte e eu sabia disso. Chegando lá e voltando para o sul eu estaria a favor do vento, não sentiria tanto frio. Mas o que mais me incentivou a fazer o loop apesar do frio e do vento foi saber que tinha uma estação do metrô na Eglinton, era só eu entrar lá se estivesse congelando.

Mas não estava, e voltando para o sul o treino foi agradável. Lento porque o chão estava coberto de neve e em alguns lugares gelo lisíssimo. Lento também porque eu voltava contra o sol que batia na neve branca no chão, e eu mal via qualquer coisa. Mas pelo menos não sentia frio no rosto. O vento agora pelas costas por vezes chegava a me empurrar e fazia com que eu acelerasse. Mas pelo menos não batia no rosto, o que era realmente congelante. Vento polar, vindo do norte.

Ontem eu perdi uma corrida, a corrida de Natal. Eu lembrei dela durante o treino de ontem, que foi bam mais tranquilo que o de hoje, apenas com traços de neve no chão. Eu lembrei da corrida somente no momento que ela estava acontecendo. Mas quando lembrei dela não sabia que ela estava acontecendo naquele exato momento. Apenas lembrei e pensei em olhar a data correta na internet, assim que chegasse em casa, e estava certo que a data seria hoje. Mas cheguei em casa do treino e somente a noite que lembrei de olhar a data da corrida, e só a noite que descobri que a corrida tinha sido naquela manhã, eu havia perdido a corrida. Sim, perdi a corridaa porque esqueci dela, isso jamais aconteceria a 2 anos atrás. Há 5 anos havendo uma corrida eu pensaria nela a semana toda, eu faria os preparativos, eu teria na cabeça a data de todas as minhas corridas e de muitas corridas que eu sequer participaria. E hoje eu esqueço da corrida. Treino mais do que nunca, corro na neve, mas esqueço da corrida. Estou terminando um ano totalmente atípico na minha vida de corredor onde participei de pouquíssimas corridas mas treinei muitíssimo. Talvez essa seja a corrida perfeita, correr por correr, afinal, para que vamos em corridas? Se, ainda que eliminem todas as corridas, se ainda assim vc ainda continua correndo, então talvez vc possa dizer que é um corredor que corre porque gosta de correr. Talvez esse seja o objetivo.

Mas voltando, descendo a Yonge no treino congelante de hoje de manhã, eu estava pensando em descer até o centro, na loja que promove a corrida de Natal, para tentar pegar pelo menos a minha camiseta. Ontem eu descobri também que eu paguei pela corrida e mais $15,00 pela camiseta de manga longa. Então sei lá, acho que tenho o direito de ganhar a camiseta, no Brasil eu sei que ganharia. Mas aqui não tenho certeza.

Acontece que indo para o centro temos algumas descidas, e a calçada com neve e gelo, o sol no rosto, eu preferi não ir. Desci a Yonge até um pouco depois da Saint Clair para chegar até a Starbucks e comprar um café. Não sei porque, mas é interessante, vc está correndo congelando e é legal tomar aquele café quente. Comprei logo um extra grande e voltei logo para casa. O treino deu por volta de 6 Km, e foi interessante, bonito, não diria gostoso porque estava realmente frio, ventando e perigoso por causa do chão liso. A neve atrapalhando correr porque ela te segura, te segura como a areia da Joaquina. Amanhã eu devo estar com a panturrilha doendo por correr na neve e fazer esse esforço maior para correr mais lentamente.

Previsão de neve para amanhã e depois, o tempo nos próximos dois ou 3 dias parece que não estará amigável para o corredor. Mas corredor não liga muito para isso, hoje eu contei, encontrei no meu curto treino mais de 20 corredores, mais mulheres do que homens, lá, nos 20 negativos...

PS - Abraços especiais ao casal Issao e Dani que parece estarem em algum canto desse enorme Brasil, mas isso não quer dizer que estão perdoados por terem sumido. Isso só quando fizerem a prometida visita. Abraços também a colega maratonista Mayumi e agradecimentos pela visita. Embora não a conheci pessoalmente é alguem que admiro.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Mais uma semana

Já estamos em dezembro e o frio chegou de vez. Não tenho mais pedalado para o trabalho e é até engraçado pensar que na época que comprei a bike era calor e eu pedalava todo dia. Agora eu tento caminha, se não está chovendo, e sempre chego no trabalho com o nariz congelando. Mas tem sido ok.

Hoje está caido neve pela segunda vez neste final de ano. Lá fora está tudo branco e eu fiquei até com vontade de correr. Mas eu já tinha corrido de manhã. O tempo deve limpar a noite e esfriar bem. Bou tentar correr amanhã para aproveitar a neve recem caída, mas muito provavelmente vai estar bem frio, treinos mais longos ficam mais complicados.

Estamos no final de ano, cidade enfeitada, todo mundo pensando em natal, ano novo, festas, comida. Mais um ano, eu eu lembro de quando peguei o avião para cá, como se fosse ontem, com medo do que iria encontrar. Mas o tempo passou e apesar de tantas diferenças hoje eu acordo de manhã sem ter surpresas, já estou adaptado, já sei o que vou ver lá fora. É como se eu estivesse escapado de São Paulo para uma cidade muito mais calma, e o meu dia a dia tem sido mais próximo do que o que eu considero ideal.

domingo, 30 de novembro de 2008

Neve e sal

Eu lembro na década de 80, quando eu era louco para ir na praia, coisa que acontecia muito raramente, e os adultos tinham a preocupação com o sal do mar enferrujando os carros. A gente não tinha preocupações, apenas queríamos nos divertir. E eles lavavam o carro bem lavado sempre que iam para a praia. Eu cresci e depois de bastante tempo ir a praia tornou-se quase rotina, mas não era atraido pelo fascinio do mar, era atraido pelo fascínio das corridas. E o mar vinha sempre como um adicional. Mas nunca mais tivemos preocupações com o carro e com o sal.

Foi depois de vir para cá que entre as novidades eu descobri que o sal era o principal meio que os canadenses tem para se livrarem da neve. Ninguem nem precisou me explicar porque, mas eu fiquei pensando no quanto de sal se gasta, onde vai esse sal, quais seriam as alternativas. E até hoje é interessante ver o pessoal jogando sal nas ruas, é interessante ver as pedrinhas de sal no chão das calçadas. Mas eles pagam um preço, o sal daqui igualmente danifica os carros, sapatos, bicicletas, ambiente.

Eu nunca estudei o assunto a fundo, mas o fato é que sem sal a neve congela nas calçadas, ruas, tornando o chão muito liso e propenso a acidentes. Eles retiram a neve com aquelas pás que colocam na frente dos carros, mas é só paleativo, apenas parte da neve sai e a que resta é tirada com sal. Existem outros químicos que seriam efecientes e talvez menos danosos ao ambiente, mas são mais caros.

Outro dia na corrida o meu colega me disse que jogar sal na rua é uma coisa que faz parte da vida dele, digo, ele não acha diferente como eu acho. Mas ele pensa que jogam sal demais, que isso pode ser danoso, que deviam jogar menos e conviver mais com a neve. Não conheço os estudos que há nessa área, mas sei que o sal danifica a vegetação próxima das estradas, os pinheiros sofrem com o sal, ficam feios e com folhas danificadas. O sal é solúvel e vai com a água para os rios e tal, mas parece que não se tem muito problema com isso, digo, o lago parece ok.

De minha parte eu penso que é um elemento estranho ao ambiente e devia ser evitado. Mas a verdade é que quando você anda pelas calçadas em áreas mais afastadas do centro ou em ruas menos movimentadas, você percebe o quanto o sal faz falta. Não é só uma questão de conforto, mas de segurança também, uma vez que o chão com gelo fica extremamente liso. Adicione-se a isso o fato de que a população idosa daqui é elevada, e eles sempre são os que mais sofrem com isso, eu diria que sem sal muitos praticamente ficariam presos em casa.

Alternativas ao sal estao sendo procuradas. A areia seria uma delas, uma que na verdade é usada em certos lugares, inclusive aqui em Toronto. A desvantagem da areia seria que por ela não ser solúvel ela fica no chão, mistura com a sujeira, criando meio que um barro. Também já ouvi falar em usar açucar. Engraçado né, mas dizem que funcionaria e com a vantagem de ser muito menos agressiva ao meio ambiente do que o sal. Mas pelo que entendi o problema seria o custo. E por fim hoje eu estava assistindo um progrmaa na TV e eles estavam falando de um novo produto eficiente como o sal, mas sem a desvantagem da areia, sendo que praticamente não seria nocivo ao ambiente por ser um tipo de terra. Eu não entendi bem o que é o produto, e até esqueci o nome, mas quem sabe não seja uma alternativa viável para nós e para a natureza.

Enquanto isso vamos convivendo com o sal. Previsão de neve hoje a noite e talvez amanhã...

sábado, 29 de novembro de 2008

Quase uma semana sem escrever por aqui, acho que nunca fiquei tão afastado. Mas nada de anormal aconteceu, eu só estive um pouco mais atarefado nos finais dos dias.

Esta semana a temperatura esteve um pouco mais alta do que na semana passada e com isso consegui ir para o trabalho de bike em 3 dos 5 dias. E foi mais fácil correr de manhã. O Trevor tem corrido mais comigo. Esta semana corremos juntos na terça, quarta e quinta, o mesmo na semana passada. Quando eu estou mais afim de correr eu começo o treino as 5h30, faço o loop até a Eglinton e volto para começar outra volta com ele as 6h. Tem sido agradável, apesar do frio das manhãs.

Hoje eu resolvi ir par a norte, meio sem saber onde ia parar, e acabei por fazer o percurso que fiz a 2 fins de semana se não me engano, de 15 Km, pela Avenue, Bathurst, Finc e pegando o metrô para voltar. Com os 15 Km de hoje acumulei perto de 60 na semana, e se pensarmos no friozinho que tá fazendo isso é bom.

Logo eu devo apagar os Km aí do lado e começar denovo, guardar os dados em outro lugar. Mas é bom ver que estou conseguindo manter uma rotina constante de treinos, com poucos dias de descanso, por tanto tempo!

domingo, 23 de novembro de 2008

Manhã de Domingo

Saí para a corrida pouco antes das 8 horas, temperatura por volta dos 5 negativos, mas lá fora todo o resto estava legal. Subi a Avenue Road, rumo ao norte, devagar, mas depois de aquecer conseguir alternar períodos de ritmo mais forte. Entrei na Lawrence à direita e dá-lhe gelo. A maior parte da calçada na Lawrence estava com gelo, pois não foi limpa depois da neve.

Aqui dizem que os donos das casas tem que limpar a neve de suas calçadas pois se alguem escorrega e cai, eles são os responsáveis. Mas nem todos limpam. Alguns tiram a neve e jogam sal e a calçada fica bem limpa pois a neve vira água e vai embora. Mas minha impressão é que tanto sal jogado pela cidade não é bom para o ambiente. Outros tiram a neve com uma pá, em alguns casos não fica bem limpo. Com as pessoas pisando e a temperatura subindo e descendo a neve que sobra na calçada onde as pessoas passam vira gelo. E é perigoso andar ali, pois gelo é liso, muito liso, não há tenis de cross que tenha aderência.

E foi devagar que eu percorri a Lawrence até chegar na Mount Pleasante, onde corri um pouco na rua e depois voltei para a calçada que tava em geral limpa. Voltei até a Saint Clair e em casa. Estava todo suado, o que aponta para irmos logo para dentro de casa, mas eu tava pensando em comprar um café. Ultimamente eu tenho tomado bastante chá mate, e hoje resolvi que iria comprar um café grande. A última vez que comprei café havia sido na quarta feira eu acho, quando nevou e eu convidei o Trevor para ir comprar um café. Ele sempre me convida e eu nunca vou, e ficou na cara que eu queria ir lá fora andar na neve, não realmente comprar café. Mas acabei comprando. E hoje também, depois do treino andei uns 500m até a Starbucks para pegar um café. Um extra large, por $2,25. E na volta dá-lhe frio. Eu tava muito molhado, e mesmo usando uma camiseta e mais duas blusas, a blusa de fora estava molhada em algumas partes. Tive que acelerar na volta para casa pois estava congelando. Mas nada preocupante, logo estava em casa curtindo meu cafezão... e ainda estou...

O treino foi de pouco mais de 11.6Km segundo o meu mapa aqui. Um bom treino visto a temperatura. A Km semanal tem caído, não vou negar que é por causa do frio, sinceramente não é muito animador sair para correr as 5h30m da manhã com 5 ou 10 graus negativos, sempre parece mais confortável ficar embaixo da coberta (embora estando dentro de casa nem precisamos muito de cobertor). O frio é realmente intenso e as vezes eu penso se isso não seria de alguma forma prejudicial a saude. Mas enfim, eu acho que por volta dos 50Km semanais ainda é bom, é como correr 7 Km todo dia. É bastante bom!

OBS - O Paulo tem feito uns treinos a lá Paulo no Brasil, misturando corrida e caminhada, veja aqui a planilha dele. Lá vai ele para mais uma ultra, e deve fazer bonito com o intenso planejamento que ele tem posto em prática. Embora eu nem pense mais em maratonas, eu ainda penso que posso um dia participar de uma ultra dessas, minha impressão é que o desgaste é menor que o de uma maratona, diria, menos prejudicial a saúde pois me parece que uma ultra por tempo leva o corredor a desencanar de ser rápido, pelo menos o tempo todo, então sempre há bastante momentos de descanso, ou ritmo muito tranquilo. Vamos ver, o problema é que eu não sei se suportaria os treinos a lá Paulo.... De qualquer forma agora é curtir o inverno, nada de ultras...

sábado, 22 de novembro de 2008

Correndo na neve - O ciclo continua




E bem vindo ao frio denovo. Parece que o verão passou tão rápido e eu estou aqui, experimentando o frio e a neve pela segunda vez. Mas agora não joguei a toalha, estou correndo mesmo com a neve!

Hoje foi dia de correr e de tirar fotos, e eu saí tarde, quase 11h, pois quando levantei as 7h estava 9 graus negativos. Tô fora! Depois subiu para 5 negativos por volta das 11h, então ok, assim é melhor. Estava frio, mas com sol, e por isso também estava sendo recompensante correr e ver tudo tão mudado.

A minha trilha, na qual corri final de semana passado contemplando tantas folhas no chão, agora estava completamente sem folha pois a neve tomava conta do chao. Árvores sem folhas deixando muita luz entrar, tanto que estava difícil de ver o caminh, eu ia meio que por rumo.

Tirei várias fotos que estão aqui. As duas fotos que estão neste post foram tiradas no mesmo lugar, com um mês de diferença. A primeira foi tirada hoje e a segunda no mês passado. Há um mês atrás estava frio, mas nem tanto e eu fui para a trilha de shorts e blusa. Agora a paisagem mudou completamente, a trilha está toda branca...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Running Update


Esta semana a temperatura ficou sempre bem baixa, e não teve jeito, a Km semanal caiu bastante. Mas tenho tentado não parar.

Ontem de manhã havia bastante neve no percurso, neve que tinha caido na noite anterior. Eu não podia perder, saí com a câmera para tirar fotos. Mas logo notei que a bateria estava no osso. Não consegui tirar uma foto sequer. Corri com o Trevor, uma volta no nosso loop de 5Km antes, depois, na segunda volta resolvemos entrar na trilha da Belt Line. Não tava escuro pois as árvores sem folhas deixavam as luzes dos postes passarem. E além disso o chão todo branco de neve ajudava a deixar tudo mais claro. Estava então gostoso correr na belt Line, com a neve macia. Íamos conversando e ele parece que também aproveitava com prazer a primeira neve do ano, digo, a primeira que acumulou e deixou tudo branco. Foi diversão pura que deixou as pernas doendo o dia todo, pois correr na neve é como correr na areia, ou quase, eu senti os mais ou menos 8 Km que corremos.

Hoje de manhã não teve neve, teve frio. Temperatura de 8 graus negativas, sensação térmica de 15 negativos. Mas eu tinha combinado com o Trevor. Ok, coloquei minha blusa mais grossa, mas não a calça. Quando saí lá fora deu para notar no ato que aquele frio eu havia sentido poucas vezes. A neve que restou nas calçadas estava endurecida, não estava bonita e macia como no dia anterior. Ele apareceu e estava também notando o frio anormal. Mas fomos para o nosso loop de 5Km, só isso bastava. Acabou que foi legal, conversamos, o tempo passou, por vezes esquecemos o frio e terminamos ele achando que valeu a pena. Essa foto aí tirei hoje de manhã, esperando o Trevor, muito frio. A foto não ficou boa, sem muita definição, mas que tava frio tava...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Dia mais frio

Hoje foi seguramente o dia mais frio depois do verão. Quando saí para o treino a temperatura estava por volta dos 6 graus negativos. Tinha combinado com o Trevor de correr, mas como não tinha corrido ontem resolvi que ia fazer uma volta no percurso de 5 Km antes, começando meia hora antes dele. Estava congelante, com sensação térmica muito baixa indo para o norte, com o vento contra. Mas eu estava bem agasalhado e deu para suportar bem. Na segunda volta com ele eu senti mais frio pois estava molhado e ele corre num ritmo mais lento, o que fez com que eu não me esquentasse.

De qualquer forma o treino foi bom, como se fosse inverno. Alias hoje estava tão frio que eu resolvi ir pro trabalho de metrô....

domingo, 16 de novembro de 2008

Sol e frio

Ao contrário do que a galera do tempo previa na sexta feira, hoje o tempo limpou e o sol apareceu bonito, mas veio junto com muito frio. Saí para o treino as 9 da manhã, com temperatura de 2 graus e sensação térmica de 5 negativos segundo o canal do tempo.

Resolvi subir a Avenue e decidir para onde ia, dependendo de como me sentisse. Não me senti mal (embora também não estivesse muito bem), e decidi que subiria a Avenue até a Wilson, de lá iria para a Bathurst até a Sheppard e então para a Yonge e pegaria o metrô de volta para casa.

Sentia-me um pouco cansado de ontem, mas estava indo legal. Para o Norte o vento batia meio contra e sentia um pouco de frio no rosto, mas o resto estava bem agasalhado. Eu ia distraido, pensava na apresentação que devo fazer na sexta, sobre Análise Discriminante. Tenho feito várias destas apresentações desde que notei que a galera estava gostando. Eles fazem análises, mas não sabem ao certo o que tem por trás delas, e a minha idéia é mostrar para eles. Tem sido bom porque a turma tem comparecido bastante, e tem gostado. E eu ia pensando nisso, ia pensando em como apresentar as idéias de uma forma fácil de entender. Com isso não percebi o frio e não vi o tempo passar. Mas notei que o dia estava bonito, vi o sol brilhando e a paisagem fria do hemisfério norte, vi as folhas no chão, e, quando atravessava a ponte sobre a 401 (uma rodovia) escorreguei no gelo. Mas não cai nem nada, foi um escorregãozinho que me fez ter cuidado dali em diante.

Terminei na estação Finch com 13,5Km, 1h07, ou seja, bom. Segue percurso.

sábado, 15 de novembro de 2008

Correndo na chuva

Desde ontem tem chovido o tempo todo, uma chuva fraca, mas chuva o suficiente para ter que carregar o guarda chuva. Foi assim a noite inteira, o barulho da chuva na janela. E de manhã, 7 graus, eu resolvi que ia correr, com chuva ou sem chuva. Comecei, estava bem, e a chuva estava gostosa. No calor do Brasil era esse o tipo de chuva ideal para correr, você terminava molhado e feliz. Mas com 7 graus é bom enquanto você não está todo molhado. Depois, se você não forçar um pouco o ritmo para esquentar mais, você fica congelado. Principalmente se o vento estiver contra. Mas ainda assim eu estava bem, pouco me importando com o frio. Eu rodava num ritmo bom e estava bem aquecido pelo exercício.

Subindo a Avenue, resolvi entrar na trilha, que estava muito umida, com muitas poças de água, as vezes escondidas pelas folhas. As árvores já não tinham mais folhas, a trilha era muito diferente, era engraçado o fato de estar tão clara num dia tão nublado, de você ver o céu atraves das árvores. Faz parte, e eu segui até o final da Bolt Line. Fazia tempo que eu não subia a Belt Line, geralmente eu desço ela no meu percurso tradicional pelas trilhas.

Lá no final continuei ao norte até a Lawrence e nela fui para Leste até a Mount Pleasant. De volta então para Saint Clair onde parei no mercado. O ritmo esteve muito bom, acho que boa parte do tempo ficou mais rápido que 5min/km. Incompreensível como ontem eu estava tão mal e hoje a situação foi tão diferente. O treino terminou com quase 16Km, eu entrei no mercado todo molhado com minha roupa de corrida, shorts, no meio dos canadenses com seus blusões de inverno, encolhidos, fiquei até com vergonha. Comprei apenas um suco, um pão e umas bananas e cai fora logo para reencontrar o frio da rua e voltar para casa... Missão cumprida!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Chuva

Nos últimos dias tem chovido bastante e promete continuar no final de semana. Hoje a temperatura subiu, acho que passou dos 10 graus, o que tem sido coisa rara. Eu fui correr de shorts, com temperatura ao redor dos 7 graus e bastante umidade, estava meio que chuviscando. O treino foi lento, não sei porque. Nos últimos dias eu tenho corrido com o Trevor, e foram 3 dias seguidos de baixa rodagem, por isso eu esperava que hoje eu ia detonar. Mas longe disso, estava travado, embora tenha rodado 9 Km. Segue o percurso.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Treino frio

Hoje de manhã a temperatura estava novamente negativa, e durante o dia não subiu muito acima de zero. Eu saí cedo como sempre e resolvi fazer um treino conservador tanto no ritmo quanto na distancia. Corri quase 8 Km, nem sei em quanto tempo pois nem tenho levado relogio nos treinos. O treino foi legal, senti um pouco o cansaço de ontem, mas nao tanto, deu para terminar os 8 Km legal. Eu até suspeitei que não ia dar os 8Km e resolvi passar um pocuo de casa e dar uma volta no quarteirão, mesmo assim não deu...

Segue aqui o percurso!

domingo, 9 de novembro de 2008

Longo de outono!





O treino de ontem me animou para fazer algo mais longo hoje, para aproveitar a paisagem diferente. Resolvi fazer o loop do Sunnybrooks park, que é de 19km, e se por acaso eu não estivesse bem para correr tudo isso eu poderia abortar a missão antes do parque. Mas não foi o que fiz. As pernas não estavam exatamente descansadas, mas iam. Eu resolvi então encarar o loop todo.

Levei a câmera, pois o plano era tirar umas fotos, o plano era aproveitar que tudo está tão diferente. Ano passado foi complicado correr nas trilhas no inverno porque havia muita neve, então é melhor eu aproveitar para correr nas trilhas agora.

Não vou negar que o final foi difícil, eu estava cansado, sem forças para manter o ritmo, as paradas para tirar fotos ajudavam descansar e no final das contas eu conclui o loop de 19 Km, foi gostoso, valeu a pena!

Aí do lado algumas fotos. Aqui o resto!

sábado, 8 de novembro de 2008

The Bucket List

Eu não sei como é o nome deste filme no Brasil, por isso vai aí no post o título em ingles mesmo.

O filme conta a estória de um paciente terminal de cancer que por coincidência acaba tendo em seu quarto de hospital outro paciante terminal, o dono do hospital. Os dois resolvem curtir uma lista de aventuras nos dias que lhes restam de vida, com muitas viagens, o que se torna possível porque o dono do hospital é muito rico. O filme se desenrola, as vezes meio cômico. Deu a impressão que é meio baseado em algum fato real, mas não pesquisei para saber... Interessante...

Muitas folhas

Temperatura de 8 graus, prometendo não passar de 9 graus, eu coloquei o pé na estrada. Logo os planos de ir para o norte até a Steels, quem sabe passar, fazer um longo de mais de 20 Km, logo os planos se desfizeram quando senti a realidade dos meu músculos nesta manhã. Não seria prudente um longo treino e não seri também prudente perder o Outono nas trilhas de Toronto.

Folhas se amontoavam nas sarejetas e se espalhavam pelo meio da rua, as árvores já quase totalmente desfolhadas. O vento frio movimentava as folhas amarelas no chão, movimentos as vezes em forma circular, varrendo as folhas e as trazendo no mesmo lugar. E mesmo nas ruas da cidade as folhas eram tantas que pouco se via o negro do asfalto. Eu precisava ir para as trilhas, eu precisava unir a experiência deste final de semana com o pessado e com os que virão para formar uma sequencia de experiências da passagem do tempo que não vemos no Brasil.

E nas trilhas, nas partes que antes eram escurecidas pelo verde das árvores que impedia a passagem do sol, hoje eram claras, rodeadas por árvores esqueléticas, quase sem folhas, que lembravam os filmes que tanto vi no Brasil. Lembrei também do filme Hoosiers, que se passa em paisagem de frio, mas sem neve. Era diferente, e as pessoas eram diferentes. Corredores antes de regata hoje exibiam seus vestimentos de inverno, coloridos, com design que talvez lembrem movimento, aerodinâmica. Mas eram ainda corredores, e deviam ter crescido correndo sobre as folhas do Outono.

Eu continuei no meu passo, me deliciando com os momentos em que o chão se tornava macio pelo excesso de folhas. As árvores por certo sentiam o frio de alguma forma e lá estava o resultado, elas estavam se preparando. As folhas se decomporiam no chão, fornecendo nutrientes para as plantas num ciclo que eu não conhecia direito, mas que me fazia sentir desconfortável quando lembrava que fora das trilhas as folhas eram todas recolhidas e levadas para algum lugar longe de suas árvores.

Hoje não era um dos meus melhores dias para correr, felizmente também não um dos piores, e eu me sentia feliz porque correr me possibilitava ver muito melhor o Outono. Resolvi reduzir o treino do dia para somente uns 10Km, estaria de bom tamanho, nada de longo, e quem sabe eu levaria a câmera amanhã...

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

6 Km

Ontem me senti mais cansado do que o normal e resolvi não correr. Devia estar treinando demais, o cançaso só pedia ser isso e era melhor não se matar, afinal a gente correr por outros motivos.

Hoje estava bem melhor, não tão rápido, não tão solto, mas melhor, com vontade de correr. E resolvi não fazer nada muito longo, melhor ir devagar, percurso curto. Subi a Avenue, Peguei a Eglinton até a Yonge e de volta pra casa, não deu mais do que 6 Km, mas eu estive pensando, se eu conseguisse correr 6 Km por dia, todos os dias, durante todo o inverno, isso já estaria bom, pois 6 Km são miea hora, não são pouco...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Detonado

Hoje o treino foi difícil. Acordei cedo mas nem tava muito afim de ir pra rua. Nao fosse a ideia de que tinha que aproveitar que ainda dava para correr, antes de o inverno chegar, eu nem teria ido. Estava cansado, as pernas foram mais ou menos no começo, uns 4 Km, mas depois foi complicado. E eu não estava muito bem agasalhado para os 7 graus que tava fazendo, indo para o norte na Avenue eu senti um pouco de frio, por causa do vento contra, ainda que fraco. Mas segui, fui até a Lawrence e de lá resolvi ir para a Bathurst, onde já me sentia quebrado e me arrastando. Mas quem mandou eu fazer um percurso maluco, não tinha nenhum metrô por perto, eu tive que continuar. Passei pela Eglinton rumo ao sul, entrei num bairro residencial e encontrei a Spadina, desci nela até perto de casa. Pedalando de volta para casa senti as pernas bem cansadas, acho que amanhã é melhor descansar.

Há um tempo atras eu consegui atingir 80Km semanais, mas não durou por muitos dias, logo tive que diminuir a rodagem, que caiu para a casa dos 40. Depois subiu novamente, e agora chegou nos 70, só que denovo parece que é demais para mim. Sei que pode ser porque eu corro mais rápido do que devia, mas não tenho muito ânimo para correr abaixo dos 5min/km, eu preciso estar com alguém para correr mais lento do que eu costumo correr. Senão acabo acelerando, e pagando nos dias seguintes. Hoje o treino já foi lento, mas ontem foi bem rápido, por exemplo, e talvez o sofrido hoje seja mais o preço pelo que fiz ontem do que pela alta rodagem semanal. Mas é sempre gostoso dar as aceleradas... Vamos ver o que vai acontecer a minha intenção é segurar a rodagem alta, mas não vou me matar para isso, se tiver que diminuir novamente ok...

Aqui o percurso.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Treino com neblina

Depois do dia de ontem sem correr, principalmente devido a chuva de manha, hoje o treino foi bom e gostoso. Eu tava me sentindo bem, a temperatura em torno de 8 graus estava otima e o tempo estava tambem gostoso, com muita neblina, bastante umido. Eu fui ao norte pela Avenue ate a Lawrence, a leste ate a Mount Pleasante e de volta para a Saint Clair. Total de quase 11.5Km em 56 minutos, estava bem, ritmo bom! As pernas estavam soltas apesar que eu sentia um pouco o cansaco talvez de ter voltado a casa dos 70Km semanais... Aqui esta o percurso de hoje!

domingo, 2 de novembro de 2008

Longo

Hoje que eu esperava um dia mais quente, na verdade esfriou. Saí para correr de manhã com 1 grau negativo, com a promessa de subir só até 7 positivo no decorrer do dia. O dia estava ensolarado e eu procurei um percurso mais longo. Estava com várias idéias, mas foi na rua que fui decidindo o percurso. Eu planejava ir mais longe e pegar o metro de volta, então tinha que passar num caixa eletronico para pegar grana para pegar o metrô, com isso fui forçaco a ir para Leste na Saint Clair. Resolvi que pegaria a Mount Pleasant para o norte, coisa que acho que nunca fiz. Passei a Eglington e cheguei na Lawrence, resolvi então continuar subindo pela Bayview, já que a Mount Pleasant acabava por ali.

Eu estava bem, o vento as vezes era frio, um certo cansaço nas pernas nas subidas, mas o ritmo não tava ruim. Indo ao norte pela Bayview eu poderia voltar para Oeste em qualquer grande avenida para pegar o metrô, se estivesse cansado. Mas passei pela York Mills, e cheguei na Sheppard. Estava bem, resolvi continuar ao norte até a Finch, onde poderia entrar a esquerda e com 2Km estaria no metrô. Isso eu pensava até 100m antes da Finch. Quando cheguei lá o farol tava aberto e eu acabei atravessando ela, e seguindo para o Norte. A próxima avenida seria a Steels, já longe do metrô. Se eu tivesse virado na Finch seriam 2Km até o metrô, indo ao norte na Bayview, seriam 2Km até Steels, 2Km até Yonge, 2 Km de volta até a Finch, ou seja, 6Km até o metrô. Mas eu continuei, e para chegar na Steels não foi difícil pois uma descida enorme formava a segunda metade do percurso até lá. Mas tudo que desce sobe, na Steels, em direção a Yonge, eu paguei subindo um morro interminável. As pernas doiam, o ritmo caiu. A subida não terminava e por vezes era íngreme. Não parei no entando, e quando cheguei na Yonge, de volta para o Sul, tudo ficou plano novamente. Eu corri leve, descansei, para forçar um bom ritmo no Km final do percurso de volta a Finch onde eu peguei o metrô na sua última estação ao Norte. Peguei o metrô depois de comprar um café, fazia tempo que eu não comprava café...

O treino foi bom, foi gostoso, 1:30h, 19Km, e eu me senti bem, embora sei que esses treinos longos detonam os treinos dos dias seguintes. Mas faz parte, eu tava sentindo falta de um treino mais longo. No final a temperatura ainda estava baixa, apesar do sol sem nuvens acredito que no final estava por volta de 2 ou 3 graus. Eu me sentia bem no entanto, tranquilo. Estava preparado, com gorro e luvas.

Cheguei em casa ainda em tempo de ver o final da maratona de Nova Yorque, Paula Radiclif venceu o feminino, sozinha, e o nosso Marilson venceu o masculino, depois de dar um chapéu no marroquino que quebrou no final. Segunda vitória consecutiva do Marilson em NY, tempo de 2:08, muito bom, acho que foi recorde pessoal dele! NY não é longe daqui, tava ensolarado, mas devia estar meio frio também...

Aqui vai o link percurso.

sábado, 1 de novembro de 2008

Curtindo o Outono

Ontem a tarde a temperatura se elevou, passou dos 15 graus. Hoje a temperatura caiu de forma interessante, pois o tempo não mudou praticamente nada, talvez apenas tenha ficado mais limpo. A temperatura não passou dos 10 gruas. Eu sai para o treino com 5 graus, e tinha decidido fazer um percurso diferente, ou pelo menos mais parecedo com os de verão, pelas trilhas. Saí as 10h, dia claro, é sempre legal aproveitar essas oportunidade para voltar as trilhas.

Elas estão diferentes, como deveriam estar no outono. Em algumas partes há tantas folhas no chão que fica até macio para correr. Em outras partes as folhas no chão tornam dificil saber onde se pisa. De uma forma geral as trilhas estão muito mais claras, com a luz do sol passando por entre as árvores, agora com poucas folhas. É impossível nao pensar no passado e lembrar dos dias em Abril quando eu corria nas trilhas limpas, ainda com traços de neve, e vendo as árvores ganhando folhas na primavera. Depois as trilhas escuras com as árvores parecendo as florestas brasileiras, alguns lugares de trilhas largas ficando estreitos pelo volume ganho pela vistosidade da vegetação. E agora estamos no outono, folhas no chão denovo. Não e o meu primeiro outono aqui, mas não dá para falar "Ah, isso eu já vi...". É meio como se fosse a primeira vez, como se fosse novo, como se sempre houvesse algo a se ver e descobrir.

Desci a Belt Line depois de chegar na Eglinton pela Spadina, entrei no cemitário como não fazia desde Abril/Maio, saí do outro lado e continuei na trilha ao Sul do cemitério, trilha mais natural, com mais vegetação, chão forrado de folhas. Muita gente andava na trilha, muita criança, pessoas com cachorros, adultos conversando. Diria que o canadense que cresceu nesse mundo diferente também nota a passagem das estações.
Embora o Haloween tenha sido ontem, outra característica especial daqui que se nota nas ruas hoje são os enfeites de haloween. Monstros pendurados em árvores, teia de aranha pra todo lado, abóboras com boca, nariz e olhos, aranhas e dráculas, e todo tipo de enfeite relacionado a época podem ser encontrados pelos bairros residenciais. Ontem na empresa houve premio para a melhor fantasia e também torta de diversos sabores para todo mundo. Na volta para casa, de bike, com o Trevor, ele me contou que sairia a noite com sua filha para o "Trick or Treat". As crianças vão de casa em casa e as pessoas dão balas, doces, acho que dinheiro também. Eu disse a ele que isso era engraçado, que não tinhamos nada disso no Brasil. É interessante porque é parte da vida deles. Eu perguntei para ele se quando ele era criança ele também ia de casa em casa... Eu sabia a resposta, mas acho que queria ouvir dele, sentir a reação dele para também sentir a importância disso tudo para eles, quando para nós é algo que simplesmente não existe (embora eu lembro de ter visto em São Paulo alguns indícios do Haloween, e sabe-se lá se não vai existir nas grandes metrópoles brasileiras em breve). Ele disse "Oh yeah, biiiiiiiiiig bags of candies!!!". "Bons tempos aqueles hein" - eu respondi. Estávamos de bike em um semáforo, no meio da rua, e a conversa não pôde prosseguir. Mas eu continuei observando a mudança, os jardins das casas que continuaram com os enfeites até quando eu fui treinar hoje de manhã.

Terminei a trilha na Saint Clair, corri até em casa e passei um pouco (eis o percurso) para garantir 12Km, deu 12,4. Foi um dia legal para o treino também, onde comecei meio devagar mas depois consegui manter um ritmo em torno dos 5min/km, no final estava correndo bem, apesar de hoje ter sido uma das raras ocasiões em que um corredor me passou durante o treino. Ele disse bom dia e se foi, eu pensei em acompanhar ele mas meu ritmo já estava satisfatório, embora não assim rápido. Primeiro dia de Novembro, o mês começou bem, a Km semanal voltou aos 70 (10Km por dia de média), mas manter isso vai exigir 14 Km amanhã. Um dos motivos que ajudou eu chegar nos 70 novamente foi que nos últimos 7 dias não houve dia de descanso, e eu não estou tão cansado pois tenho pegado leve... bom hein...

Colta ao Bairro The Beaches

 E como se o sofrimento do final de semana passado não fosse suficiente, este final de semana escolhi um bairro ainda mais longe. The Beache...