domingo, 26 de abril de 2009

Dia chuvoso







E hoje fui correr de manhã para tirar as fotos do décimo primeiro mês da minha sequência de fotos. O dia não estava muito bom para fotos, mas achei que estava bom para correr. A temperatura estava ao redor dos 10 graus, dia muito nublado que ameaçava chover a qualquer instante. Mas ontem tinha chovido forte, com vento, encontrei árvores caidas na trilha, hoje porem, se chovesse, seria fraco, daquelas chuvas que é gostoso para correr, a não ser pela temperatura que estava um pouco abaixo do ideal.

A novidade desta seção de fotos foram algumas árvores que estão ganhando folhas. Marca da primavera. Onde você só via galhos, agora o verde começa aparecer. A vida vai voltando aos poucos com a ida do frio. Muitos esquilos por toda parte (embora desta vez eu não tirei fotos).

As primeira foto mostra bem uma das árvores que já está com folhas novas. As outras duas fotos mostram a mesma árvore no mês passado e agora. Na primeira, do mês passado, a árvore só tem galhos, mas agora ela já começa a ficar verde.

Agora também é o tempo que a galera começa a limpar os jardins na frente das casas para prepará-los para o verão. Com a ida da neve, eles recolhem todas as folhas e galho dos jardins, todos os restos vegetais que secaram e morreram no inverno. Então por estes dias vemos muitos sacos de folhas em frente das casas, eles serão recolhidos e, imagino, usado em algum lugar como adubo orgânico.

No final do treino, que deu entre 12 e 13Km (aliás foi a primeira vez que fiz o loop de 13 Km completo denovo para tirar as fotos, desde a primemira vez em Junho do ano passado - todo esse temo eu sempre pegava um atalho para ir de um ponto a outro e tirar as fotos, apesar que os atalhos não ajudam tanto, eu fazia pelo menos 11Km...) começou a cair uma chuvinha fina, e eu comprei um café, voltei para casa...

sábado, 25 de abril de 2009

A Falácia Ecológica

Eu estou lendo um livro que fala sobre as análises de dados em níveis agregados para se tirar conclusões sobre níveis desagregados. O livro chama-se Cross-Level Inference e eu não sei muito bem como traduzir isso para o português, mas o Cross-Level é devido ao fato de se usar dados em um nível para tirar conclusões em outro nível. Esse é um dos primeiros artigos a ter ampla consideração em relação a este assunto. Eles chamam isso de "ecological fallacy" que eu estou traduzindo por "falácia ecológica", mas não tenho nem certeza como é o termo em portugues. A falácia ecológica consiste em se pensar que dados agregados podem dar informações sobre indivíduos, o que pode incorrer em inferências completamente erradas.

O que falei até aqui pode parecer um pouco abstrato demais, mas o assunto é simples, vou dar um exemplo bem conhecido da literatura, que vem do própria artigo que citei acima. Em 1930 (20 anos antes do artigo ser escrito) foi encontrado que havia uma alta correlação positiva entre o percentual de pessoas nascidas no exterior em um estado e o percentual de alfabetizados. Estados com maior percentual de pessoas nascidas no exterior eram em geral os com maior percentual de alfabetizados. Daí a conclusão poderia ser que os nascidos no exterior eram os mais alfabetizados. Mas dados do censo da mesma época mostrava o contrário, a taxa de alfabetizados entre os nascidos no exterior era menor! Veja, a falácia está em usar números de um nível agregado (estados) e tirar conclusões para o nível desagregado (indivíduos). Em outras palavras, não é porque estados (nível agregado) com mais nascidos no exterior tem maior taxa de alfabetização que indivídios nascidos no exterior (nível individual) são mais alfabetizados.

Da mesma forma que a pouco tempo eu falei um pouco sobre problemas em pesquisas e divulgação de dados, aqui temos o mesmo caso se repetindo. É comum vermos na mídia a galera dizer que o candidato X venceu em estados com maior percentual de pessoas com nível universitário, levando a concluir que pessoas com nível universitário votam mais para o candidato X - denovo, dados a nível do estado e conclusões a nível do indivíduo. E esse é apenas um exemplo. A população que ouve esse tipo de informação acaba sendo completamente enganada por não ter condições de saber que as coisas não são necessariamente relacionadas. Esse é apenas um exemplo, existe muito deste tipo de inferência sendo feita por aí.

É bom que se entenda que a inferência feita a nível agregado não é necessariamente errada. Mas, a não ser que se tenha informação do nível individual ou do processo de agregação, não há qualquer garantia de que ela esteja correta. Se alguem nota que estados com mais universitários votaram mais para o candidato X e diz que por isso universitários votam mais no candidato X, isso é uma conclusão sem base científica que é difícil saber se está correta ou não a não ser que existam outras informações para suportar que universitários votam mais no candidato X.

Vamos esperar que quem divulga informações o faça com boa fé, e que saiba o que está dizendo, pois como disse alguém que eu não me lembro quem - "O problema não é fazer as análises erradas, o problema é não saber que elas estão erradas".

Lugar nenhum na África

Este é um filme bastante interessante, que acho que todo mundo já assistiu... Mas enfim. Conta a estória de uma família de judeus que fugiu do Nazismo no começo da segunda guerra. Eles foram para o Quenia para viver uma vida completamente diferente da que eles viviam na Europa. Eram apenas pai, mãe e filha. Interessante o fato que a Alemanha fica presente na cabeça dos pais enquanto que a filha muito jovem cresceu na África e fez de lá o seu mundo. Ela nem se lembrava da Alemanha. O filme mostra aspectos interessantes da interação entre os recem chegados brancos e os quenianos, a diferença de cultura e tal. Achei muito bom!

Chuva

Hoje eu havia deixado para treinar a tarde, com temperatura prometendo chegar aos 25 graus, coisa de outro mundo! Mas acho que porque esquentou mais do que usual no meio do dia, caiu um temporal no final do dia. Acabei não indo correr então. Amanhã a temperatura não deve passsar dos 13 graus, vou tentar ir de manhã, o tempo é geralmente mais estável de manhã, embora mais frio. Acho que preciso voltar a rotina de correr todas as manhãs pois a tarde não tá dando muito certo não...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Revezamento Sinistro

E eu, com saudades dos revezamentos no Brasil já estou fazendo a lista das opções disponíveis por aqui. E um que eu achei e é de dar água na boca é o Sinister7. É um revezamento de quase 150 Km, portanto muito semelhante em distância à Volta a Ilha de Florianópolis, mas que parece ser bem mais difícil. O revezamento tem subidas que parecem monstruosas nas encostas das Montanhas Rochosas, na província de Alberta. Ao contrário da Volta a Ilha, são apenas 7 pernas, o que deve tornar o revezamento mais fácil de organizar, mas mais difícil de correr por causa dos trechos longos e do fato que uma vez que vc correu, o resto do tempo é esperar.

A altimetria do percurso é maluca e olhando o gráfico dá a impressão que o pior trecho da Volta a Ilha é fichinha para vários dos trechos do Sinister7. Alguns trechos, como se não bastasse a altimetria, chegam a mais de 30 Km. Mas os trechos parecem ter uma paisagem paradisíaca, como nesta foto aqui.

Mas o que eu achei mesmo sinistro foi uma passagem do regulamento. Eles dizem que com certeza existem ursos e pumas na região. Que se houver relato desses animais por perto eles devem modificar o percurso, mas eles não podem prever ocorrrências esporádicas deles, por isso os corredores devem estar atentos. No manual eles inclusivem dizem o que fazer se o corredor se ver perto de um animal desses. Também dizem que talvez os staffs se vistam de urso para "motivar" a galera, e pedem para por favor não jogar spray de pimenta no urso se ele estiver usando um tenis e a camiseta da corrida. E aí, depois dessa eu vou ou não vou? Segue o parágrafo do regulamento em bom inglês...

There are definitely bears and cougars in the area. If there is reported activity around the course prior to, orduring the race, we may modify the course. We cannot predict random animal activity so please stay alert. Take note of the information pamphlets, which will be included in your race package, on what to do if you approach a bear or cougar on the trail. We may dress up in bear suits to “motivate” runners; please do not pepper spray bears if they are wearing Sinister 7 t-shirts and running shoes.

Existem outros revezamentos, mas não sei, acho que para facilitar a organização eles colocam menos pernas e pernas mais longas o que eu acho que torna o reveamento menos atrativo. Apesar de se estar com os amigos e tal, é uma droga ter que esperar por horas os colegas correr sabendo que vc não vai correr mais. Se cada pessoa corre várias pernas, como nos revezamentos do Brasil, então todo mundo fica motivado até o final.

Eu gostaria de participar, mas arrumar uma equipe por aqui pode não ser fácil. Além do que os revezamentos aqui parecem realmente mais caros. Não sei, vou guardando os links, quem sabe um dia...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Correndo pro mercado

Hoje no meio do treino da tarde eu resolvi que iria correr até o supermercado que tem na Sait Clair, perto da Duferin, uns 4 Km de casa, para comprar minho verde. É que começou a ter milho no mercado perto de casa e nesse outro é beeeeem mais barato. Então eu pensei porque não aproveitar a corrida e matar dois coelhos... Mas eu cheguei lá e não tinha milho...

Só que cheguei lá depois de uma bela volta, o treino total deu 12Km e foi legal pois eu estive muito mal no começo da semana e estava preocupado. Mas hoje foi legal, tipo, não 100% mas rodei tranquilo os 12Km, por vezes forte.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Sistema Público de Bicicleta

E agora, pelo que entendi, a prefeitura de Toronto está com um projeto interessante - o de construir um sistema de bicicleta público. De acordo com o que li rapidamente na página dos caras, a idéia é ter "estações" onde você paga uma taxa para pegar uma bike e ir para onde quiser. E você pode devolver a bicicleta em outra estação. Haverá possibilidade de ser sócio mensal ou anual.

A cidade que já é bastante apropriada para andar de bike vai em frente e incentiva ainda mais o meio de transporte. Isso é bom, quanto mais bikes e menos carros, melhor. Não só para meio ambiente, melhor para a qualidade de vida de todos. No entanto, mesmo aqui onde vemos tantas bicicletas eu fico meio em dúvida, dado o preço barato de uma bicicleta (sem contar que o governo já tirou o imposto das bikes mais baratas), parece ser melhor comprar uma bike e pronto, do que ficar usando o sistema público. Então eu fico meio em dúvida se funcionaria ou não, se as pessoas vão aderir e usar bastante ou não. Eu por exemplo, já tenho uma bike e muito dificilmente usaria o sistema. Apesar que esse tipo de coisa sempre tem uma pesquisa por trás, talvez eles tenham já uma idéia de quantos dizem que usariam o sistema, tenham um estudo do potencial. Vamos ver, eu torço para que funcione, quanto mais bikes, melhor!

terça-feira, 21 de abril de 2009

E isso é estatística?

Apesar de trabalhar numa empresa de pesquisa eu sou um dos sujeitos que mais reclamam da divulgação de pesquisas mal feitas. Em grande parte dos resultados de pesquisas que saem em jornais, revistas, se você ler com atenção vai ver que existe interpretação equivocada, omissão de informação, distorção de informação (para não dizer manipulação) e mal uso da estatística. Eu fico inconformado porque o esse mau uso tão disseminado faz com que a estatística tenha a fama que muitas vezes tem de enganação. Ok, o que publicam muitas vezes é enganação, mas é errado dizer que é estatística. O problema para mim é que mesmo pessoas com alto nível de instrução na maioria das vezes não são fluentes em estatística e resultados de pesquisas claramente furados e sem sentidos são interpretados como verdadeiras evidências pela maioria da população. Eu cheguei num ponto que não acredito mais em números que vejo em jornais se não tiver acesso a verdadeira fonte deles, com a descrição da metodologia da coleta. Só que em geral a população não tem conhecimento para desconfiar do que o jornal diz, e tomam como verdadeiro o que é puramente enganação sem base. Esses dias andando pela internet achei um link legal para um tipo de um manual que ensina a gente a ficar com o pé atras com as pesquisas. Segue os links que achei bem legal, pois na verdade tudo que expõe este assunto é legal...

Surveys
Counting
Percentages
Averages
Causation
Doubt

Infelizmente os artigos estão em ingles, mas sao muito bons para deixar a gente de olhos abertos sempre que vemos os resultados...

O que houve?

Pois é, hoje saí para o treino que não deu mais do que 3 Km. Estava com a panturrilha doendo, com as pernas cansadas, os músculos travados, não só não conseguia rodar rápido como também não conseguia correr direito, as pernas doiam. Eu resolvi não forçar muito e fazer um loop pequeno, voltei logo para casa.

Acho que isso deve ser um pocuo de overtraining na semana passada, quando fui rodar na pista na quinta e no sabado fiz um longo de 22 Km. Isso não é muita coisa, mas o treino da quinta foi realmente exaustivo pois eu rodei bem forte, estava dificil voltar para casa. No sabado foi longo e tal, mas eu nao rodei assim, devagar. Depois descansei domingo e segunda, que foi ontem. Na verdade ontem mais porque estava chovendo... e hoje assim lento, vai saber. Vamos ver se amanhã melhora...

sábado, 18 de abril de 2009

Longo decisivo

Até hoje eu ainda estou incerto em relação a correr ou não a Maratona de Mississauga, no dia 6 de Maio. Os 30Km da Around the Bay no final de Março me fizeram ver que eu não estava preparado para uma maratona e desde então estou com essa dúvida cruel, correr ou não correr a maratona. Eu acho que já passei do tempo em que ia lá correr e ficava feliz se terminava. Agora eu quero terminar bem, quero correr e terminar inteiro, correndo sempre num ritmo bom, sem precisar andar, sem sofrer. Eu diria que quero terminar sub 3h30m, pois as 4 maratonas que fiz nesse tempo terminei bem, corri o tempo todo bem, e rápido, foi gostoso. As outras nem tanto, digo, algumas eu não estava preparado o suficiente e acabaram as pernas, fiquei lento, andei... enfim, melhor ficar em casa. Sei lá, cada um pensa de um jeito, mas eu quero estar bem preparado.

Ok, depois da Around the Bay eu comecei a treinar melhor, muito disso por que antes foi difícil treinar por causa do frio. A temperatura subiu legal nas última duas semana e a previsão para este fim de semana era ideal, com temperatura chegado aos 20 graus. Eu decidi que hoje seria o dia do longo que me diria se eu deveria participar ou não da maratona. Tentei planejar o tal longo, a idéia era correr 25Km, eu iria para leste na Eglinton até a Victoria Park, desceria até a Danforth e voltaria para casa num loop que deveria dar mais de 25 Km. Mas eu esta va Eglinton, me aproximando do Km 6, quando decidi que iria para o Sunnybrook Park. Faria o loop da trilha. Mudei completamente os planos no meio do treino, afinal seria mais gostoso correr nas trilhas do que nas ruas. Lá fui eu.

Um fato marcante foi que hoje foi o primeiro dia do ano que corri de shorts e camiseta regata. Estava fazendo 18 graus quando saí, e eu não hesitei em colocar a camiseta regata, correr livre das roupas de frio... foi muito bom!

Terminei o loop fazendo outros caminhos por ruas que eu não conhecia, e cheguei em casa com quase 1h50m de treino e quase 22Km. Não foi mal pois eu não me senti exausto no final, e daria para terminar os 25Km se eu quisesse. Mas estava noite já, eu só com meus óculos escuros, parei. Senti uma dorzinha nas costas, as pernas cansadas, e no resto estava bem. Caminhei por umas ruas perto de casa para esfriar um pouco o corpo antes de entrar para casa e ia pensando então o que faria, se correria a maratona ou não.

Achei que não. O que corri hoje é somente metade da maratona, e eu não tenho realmente motivos para correr outra maratona sem ter treinado bem (se é que treinar bem seria motivo suficiente). Acho que vou mandar um email para a org tentando mudar da maratona para a meia, um colega meu conseguiu fazer isso. E vou terminar feliz a meia e treinar no dia seguinte (se eu não acabar deixando a corrida pra lá). Afinal o fato de gostamos de correr não nos obriga a ir em corridas (aliás é estranho porque as pessoas vão em corridas, assim como porque elas torcem para times de futebol).

Estive pensando também em outra coisa engraçada, nós corredores somos bobos a ponto de o ato de desistir de uma maratona (mesmo depois de ter corrido 10 maratonas) parecer ser um desafio mais difícil do que correr a própria maratona. Nunca queremos desistir. Mas se corremos para terminar de qualquer jeito, então parecemos infantis, nos matamos para impressionar o colega, só pode ser. Acho que eu já passei dessa fase...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Mais Filmes

Dessa vez eu fui enganado pelo nome do filme em inglês. No Brasil eu tinha assistido o filme Cálculo Mortal que aqui chama Murder by Numbers. Dado a palavra Numbers, não teve jeito, eu quis ver sem me tocar que eu já tinha assistido no Brasil. E eu sou do tipo que nunca assiste filmes duas vezes.... mas esse, sei lá, acho que porque a minha memória é fraca, eu comecei a assistir, me lembrava dos atores, lembrava que tinha assistido mas não lembrava do filme... e acabei assistindo denovo. Mas cá entre nós, é um filme fraco. Sobre dois estudantes que cometem o "crime perfeito"... até serem pegos....

O outro filme é 1000 vezes melhor chama-se "A passage to India". O filme é do começo da década de 80, e muito bom. Sobre a viagem de duas mulheres inglesas para a India no começo do século passado, quando a Índia era ainda uma colônia. O filme tem a sua estória particular, mas o que achei interessante foi a parte mais histórica onde mostra povo inglês tratando os indianos como seres inferiores e de pouco valor, mostra também um pouco da cultura e dos costumes dos indianos. Gostei e acho que é um filme para se assistir.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Educação

Ontem eu estava vendo na TV que agora, na primavera, as escolas levam as crianças para os parques para um trabalho coletivo de coleta de lixo. A molecada se espalha pelos parques catando tudo quanto é lixo que vêem e com isso os parques ficam limpos para o verão. A princípio eu pensei que era uma sacanagem visto que o governo estava colocando as crianças para trabalhar para ele e com isso economizando uma grana. Mas pensando bem, isso faz sentido, faz parte da educação. Essa me pareceu uma forma efetiva de fazer com que as crianças ganhem uma conciência de que não se deve jogar lixo nas ruas e assim eles crescem com isso na cabeça. E a cidade fica mais limpa. Então seria legal se fizessem no Brasil também... Bom, dado o tanto de lixo que tem, coitadas das crianças...

Mais pista

Hoje fui denovo na pista, mas desta vez numa que fica mais longe de casa. Depois de chegar na pista na escola a 1Km de casa e ver que a galera tava toda praticando esporte lá, eu decidi que iria pegar a Belt Line rumo Norte e treinar na pista lá em cima, perto da Bathurst. Essa pista fica a uns 3 Km de casa. Eu fui tranquilo até lá, mas rodei 15 voltas fortes. Com isso foi duro para voltar os 3 Km até em casa... No total deu uns 12 a 13 Km e o treino foi cansativo, eu quis realmente segurar forte o tempo todo e terminei exausto. E ainda tinha que voltar pra casa...

Aqui está o percurso até a pista.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Embalando

No domingo eu resolvi ir treinar na pista. Das 15 voltas que rodei, 6 foram tiros. Na volta estava cansado e com as pernas totalmente bambas, com a tempo não ficava... Ontem eu descansei. Hoje eu resolvi fazer um treino longo. Subi a Avenue Road até o final dela e de lá fui para a Bathurst em um percurso que só faço final de semana. Subi até a Finch e de lá de volta pra Yonge. Mas não parei no metrô, desci a Yonge. Parei na estação North York para descobrir que o dinheiro que tinha não era suficiente para o metrô! Eu vacilei, estava cheio de tokens (passagem de metrô) em casa e eu não havia levado nenhum! E pra piorar eu só tinha grana para comprar um café - $2,26 - e o bilhete do metrô custa $2,75. Por sorte eu estava com o cartão do banco, coisa que geralmente carrego comigo nos treinos. E continuei correndo para o sul, a idéia era correr até achar uma banco, ou então até em casa. Achei um banco pouco antes da próxima estação do metrô e aí estava salvo! Peguei o metrô e voltei. O total deu entre 15 e 16 Km. Bom, bastante bom para uma terça feira...

domingo, 12 de abril de 2009

Katyn

Este é um filme polones basado no massacre de prisioneiros de guerra poloneses pelos russos durante a segunda guerra mundial. Digo, os prisioneiros foram feitos prisioneiros pela Russia, e, embora atualmente se aponte a Russia como responsável pelo massacre há ainda controvérsias sobre uma possível participação alemã. O filme aponta firmemente a Russia como autora dos massacres que envolveu mais de 20 mil prisioneiros de guerra poloneses. O que é mais interessante é que, pelo que entendi não há um motivo claro pelo massacre. Em 1930 a Russia invadiu a Polônia que já tinha sido invadida pela Alemanha, quebrando um tratato de não invasão. E entre outros, tomou como prisioneiro de guerra milhares de soldados poloneses de alto posto e os colocaram em campos de concentração na Russia (o filme foca nos militares e em alguns professores universitários tomado como prisioneiro de guerra). Eles foram logos executados e os corpos logos descobertos e a Russua logo apontada como resposável (embora negasse e culpasse a Alemanha) e os aliados ficaram calados perante a possível responsabilidade da Russia no massacre, sobretudo porque a Russia era um importante aliado contra a Alemanha. Depois, na década de 90 os russos reconheceram sua culpa.

O filme é triste, ainda mais quando mostra a forma das execuções (há documentos que contam detalhes, então foi possível reproduzir com fideliddade), e alem de conhecermos um pouco mais da história saimos com a sensação de que não tem jeito, apesar de termos desenvolvido a inteligencia, somos muito menos evoluidos que qualquer tipo de animal...

Feliz Páscoa!

Essa é minha segunda Páscoa aqui, e também a segunda Páscoa sem a agitação e comemoração que se vê no povo brasileiro. Mas apesar disso temos Páscoa aqui, temos sexta-feira Santa (Good Friday) e temos coelhinhos e ovos de chocolate. Ao contrário do Brasil, porém, aqui a celebração é menor. Os supermercados não estão empanturrados de ovos de chocolate, com corredores onde você tem que abaixar para não bater a cabeça nos ovos. Pelo menos não no supermercado onde eu vou, e na verdade eu nem sequer vi ovos de Páscoa lá. No entanto na quinta feira, ne empresa, eu ganhei vários ovinhos pequenos de chocolate, bem pequenos. Houve uma meio que confraternização onde as pessoas trouxeram comida, na verdade diferente tipos de doces feitos sempre com chocolate, e todo mundo comeu e tal. Eu comi muito chocolate! Mas a indústria dos ovos de Páscoa praticamente não existe.

O Canadá é um país cristão, embora não tenha uma religião oficial, quase 80% da população diz-se Cristã, sendo a maioria deles Católicos (mais de 60%) e a outra parte é Protestante.Por isso imagino que Sexta-Feira Santa e Páscoa são datas celebradas por aqui.

sábado, 11 de abril de 2009

Doctor Zhivago

Acho que esse só eu não tinha assistido ainda. O filme é baseado em um livro de mesmo nome, e embora os personagens sejam fictícios, os fatos são reais. O filme mostra a Russia da época da primeira guerra mundial, num período conturbado de sua história. Muito gelo, muito frio também fazem parte de cenas de inverno que para mim são de tirar o fôlego, mas, dizem, nenhuma foi realmente filmada na Russia (me parece que poque o livro no qual o filme foi baseado foi banido lá). É um longo épico e realmente vale a pena!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Treino curto

Hoje foram mais 7 Km devagar e pensando na vida. Sexta feira santa, feriado, e eu fui correr a tarde com 8 graus. Estava bom, a gente tem que se contentar com essa temperatura, acho que não adianta sonhar com 15 graus antes da maratona, então... Aqui está o percurso de hoje, que aliás é um que faço muitas vezes, ele tem 7,3Km mas eu acho que ando anotando 8Km para ele no meu log, que sacanagem hein! Mas o treino foi curto para me preparar para um possível longo amanhã, vamos tentar...

Foto Around the Bay


Essa corrida foi uma das que corri mais "escondido". Por causa do frio eu coloquei o número na camisa debaixo da blusa. Isso porque eu esperava abrir e até tirar a blusa de cima durante o percurso. Mas choveu, estava frio, eu não só não tirei a blusa como corri com ela fechada o tempo todo de forma que ninguem conseguia ver o meu número. Com isso agora é complicado encontrar as fotos. A única que achei foi essa, na chegada, procurando as fotos pois eu fiz o favor de esconder o número apesar de ter deixado a blusa aberta justamente para ser fotografado e encontrar a minha foto. Eu procurei um pouco por fotos no percurso, mas não encontrei nada.

Outra coisa é que o meu chip por alguma razão não funcionou e meu tempo não saiu nos resultados, embora eu tenha os tempos parciais. Estranho. Sem número, sem chip, corredor fantasma...

Emmanuel's Gift

Esse é um documentário sobre a vida de um rapaz que nasceu com deficiencia física em Gana, mas que pela força de vontade fez de certa forma história em seu país. Além de inspirador pela garra e luta que Emmanuel demonstra, o documentário támbém tem um pouco de atletistmo.

Em Gana pessoas com deficiências físicas, segundo o filme, são bastante discriminadas, inclusive pelos proprios familiares, desconsiderados e abandonados a sua própria sorte. Nascer com deficiencia em Gana é quase uma sentença de morte e na melhor das hipóteses uma condenação a uma vida muito difícil de esmolas. Mas com Emmanuel foi diferente. Ele sempre foi determinado e ter uma vida diferente, apesar de ter sua perna direita severamente deformada a ponto de ser inútil. É impressionante ver a força de vontade e a força física de Emmanuel em algumas passagens do filme. Quando criança, ele juntou com muito esforça dinheiro para comprar uma bola de futebol pois ser o dono da bola era o único jeito de fazer com que seus colegas o deixasse jogar no time. E ele jogava, mesmo de muleta! Acreditando sempre, Emmanuel pediu (e ganhou) a uma fundação (Fundação dos Atletas com deficiência) dos EUA uma bicicleta, ele queria cruzar Gana de bicicleta, pedalando com uma perna só, para chamar a atenção dos políticos do país para a questão dos deficientes físicos. Com isso não só conseguiu mudanças para o país atravez da consicentização dos políticos e da população, mas também ganhou visibilidade fora do pais. As mudanças, dizem, continuam até hoje, quando ele ainda batalha por elas. A visibilidade deu a ele a oportunidade de ir para os EUA (patrocinado pela mesma fundação que lhe deu a bicicleta) onde ele participou de um triatlon e conheceu um garoto que tinha duas pernas mecânicas, mas ainda assim participava de corridas de rua! Emmanuel foi submetido a uma cirurgia, sua perna direita foi amputada e no lugar foi implantada uma perna mecânica. Ainda nos EUA, com sua nova perna, Emmanuel correu uma corrida de rua da qual o filme mostra alguns momentos. Ele voltou para Gana onde trabalha para melhorar as condições dos deficientes no país.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Brrrr denovo

Havia nevado pela última vez em Fevereiro. E Março foi um mes mais quente, sem neve caindo e sem neve no chão, diferente do ano passado que tivemos muita neve em Março e lembro que começamos Abril com um pouco de neve nas trilhas ainda. E eis que ontem nevou. Não aquela neve de parar a cidade, mas nevou e o chão ficou branco. Hoje o tempo ficou fechado e a tarde, quando resolvi correr a neve caia bem fina. É, não é fácil, começou a esfriar em Outubro e olha nós aqui com neve ainda em Abril. Março foi um mes mais quente comparado com Janeiro e Fevereiro e com Março do ano passado, mas cá entre nós, a temperatura raramente passou dos 10 graus. Tudo bem que corri de shorts várias vezes, inclusive a Around the Bay, mas convenhamos, 10 graus não é suficiente.... só deixa a gente alegre no começo pois estávamos acostumados com 10 negativos...

Bom, mas o legal é que hoje fui correr novamente, 13Km, acho que os planos para a maratona podem dar certo, estou me segurando e rodando devagar, talvez esse seja o caminha, rodar muito e devagar e deixar para fazer maratona rápida na próxima. Sei lá, vamos ver...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Downfall

Assisti o filme, meio documentário, Dawnfall (Der Untergang), sobre os últimos dias de Hitler. Só queria comentar que é um filme interessante para quem se interessa sobre a segunda guerra. Ele é baseado nas memórias de uma das secretárias de Hitler. O filme mostra a queda do exército alemão, como foi vista por Hitler e os que o rodeavam. Mostra a forma como era extremo e como se recusou a acreditar que o seu exército estava capitulando. Como odiava os judeus e como fez pouco caso do seu proprío povo nos últimos dias. Enfim, é interessante para pensarmos um pouco como essas coisas todas acontecem. Um dia um amigo meu me disse que uma das coisas impressionantes sobre Hitler era a sua psicologia, como ele conseguiu fazer tanta gente pensar com o ele, e olhando por esse lado ele não deixa de ser admirável. Ainda mais quando vc assiste um filme como esse e vc não entende como tantos puderam seguí-lo diante de ideias tão absurdas e desumanas. É impressionante como as pessoas ficam paralisadas e submissas diante de um lider, ainda que ele comece a dar ordens loucas e sem sentido. Então, o que faz a gente ser como somos? Porque o ambiente a nossa volta é tão poderoso em definir quem somos e o que pensamos? Porque tantas pessoas se recusam a tentar olhar o mundo com os olhos dos outros, acreditando que suas verdades são absolutas?

Quando vc está cansado...

E num dia da semana retrasada (10 dias antes da Around the Bay) cheguei pro chefe as 4h da tarde e disse a ele que tava indo para casa mais cedo pois estava me sentindo cansado. Foram uns dias mais difíceis, de mais trabalhos, mais problemas. Ele começou a tirar uma com a minha cara, tipo "ah bom, até que enfim, aleluia...". Porque realmente ele tinha notado que eu tava meio atolado de trabalho, mas eu geralmente levo bem essas situações de pressão, coisa que não acontece com a galera aqui. "Vai lá, dorme mais cedo, descansa...", disse ele. "É, na verdade o dia está bonito, 9 graus, eu vou ver se faço um treino longo para a Around the Bay...". Ele só deu risada. Mas o fato que que correr é descansar, as pessoas não entendem... Ou nós somos doidos...

Sobre tempos e corridas

Achei que é melhor eu tentar explicar as 3h40m do post anterior.

Bom, eu já corro a sei lá, 10 anos. Já tenho aí uma bagagem né. Quando olho para tras e seleciono as provas de 10Km, por exemplo, noto que geralmente quando termino acima de 45 minutos, a prova não foi boa, tipo não foi confortável, a não ser que eu tenha corrido com outra pessoa. Geralmente quando estava bem, fazia 43 minutos. Acima de 45 min só quando estava mal, e sofria mais do que para fazer em 43 minutos quando estava bem. Visto isso traço algumas conclusões.

Acho que cada um tem um corpo que precisa de um mínimo de treino para correr bem 10Km. Tipo, não é ideal pra ninguem correr sem treino. E dado esse mínimo de treino cada um tem um organismo que por alguns motivos (genética talvez entre os principais) se sente bem correndo num ritmo X. O meu ritmo agora (porque acho que muda com a idade) é em torno de 43/44 minutos. Com mais treino e com a ajuda de um Sadao, eu posso fazer melhor que isso. Mas se eu fizer pior significa que não treinei bem, não tem jeito, a corrida vai doer, não vai ser gostosa.

É igual para maratona. Sempre que fiz acima de 3h40 creio que foi ruim, foi falta de treino, não foi legal. As maratonas sub 3h30 (foram 4) sempre foram gostosas de correr, sempre corri bem, sem sofrer e sem me machucar e sem sentir dor. E não demorei muito para me recuperar. Acredito que porque eu estive melhor treinado, foi a situação ideal. Eu posso estar bem treinado e correr para 4h, mas não vou me sentir bem, eu tenho o meu ritmo que eu me sinto bem, não é tão bom ir mais devagar (a nao ser que tenha algo para compensar, como correr com um colega). Por isso tenho pensado que não seria legal ter que começar a maratona acima de 5min/km (3h30m) pois se tiver é porque não estou adequadamente treinado. Então melhor nem correr. Não é nem mais questão de fazer tempo bom, ou quebrar recorde, nem penso nisso para essa maratona. Mas de não ir lá sem estar adequadamente preparado pois parece não valer a penas, eu já corri várias maratonas, uma a mais , uma a mesmo... acho que tá na hora de correr bem preparado e não só entrar lá e seja o que Deus quiser, o importante é terminar, acho que não é por aí...

Sobre os treinos

Eu resolvi tirar uma semana de férias dos treinos pois percebi que realmente me detonei na Around the Bay. Melhorei 2 minutos, não me machuquei, não senti dores, mas estava visivelmente com os músculos bastante cansados essa semana. Ontem, no primeiro treino depois da corrida, eu me esforçava para terminar os 8Km enquanto pensava na maratona daqui um mês. Eu não estou certo como devo treinar para ela, e as vezes penso se devo treinar ou se devo descansar o máximo e só fazer uma manutenção. Forçar longos pode ser colocar mais stress nos músculos já cansados e significar um pior desempenho na maratona. Sei lá. Estou pegando leve de qualquer forma, ouvindo o corpo. Ontem foram 8Km e hoje me senti um pouco melhor, fui para 10Km. Minha idéia é tentar longos nos próximos finais de semana, mas desde que não seja muito forçado. Idéia também de continuar com treinos curtos no meio da semana, mas incluir dias de descanso e não tentar fazer alta Km semanal, acho que não dá mais tempo para isso (talvez desse se eu não tivesse que descansar da Around the Bay).

Eu lembro que maratona no Brasil no começo do ano era sempre um desafio a mais, afinal poucos estavam bem treinados nos primeiros meses do ano, depois das festas. Aqui é um desafio a mais ao quadrado por causa da dificuldade de treinar no inverno. É bem verdade que eu tenho minha resistencia a academias, mas cá entre nós, treinar para maratona em academias não tá com nada... O treino por si tem que ser prazeroso, precisamos sentir o vento, ver a paisagem, os parques, árvores, deixar a cabeça viajar. Academia exige uma disciplina que eu não tenho, eu não corro para seguir regras. Corro para ser livre das regras.

Para terminar, ainda é possível que eu desista da maratona, eu ando pensando nisso. Afinal pra mim não faz mais sentido correr maratona para terminar, eu quero terminar bem e feliz. O pior é que bem e feliz significa por alguma razão sub 3h40m. A Around the Bay já foi pior do que eu gostaria...

domingo, 29 de março de 2009

Around the Bay 2009



E hoje foi o dia da corrida. Mas comecemos a falar de ontem. Eu resolvi fazer um treino curto, de uns 5Km, para ver como estava e para dar uma soltada. Foi a noite e eu me senti bem. Resolvi que ia tentar melhorar o tempo do ano passado. Afinal neste ano eu treinei, ainda que em ritmo reduzido, durante todo o inverno. Ano passado não teve nem ritmo reduzido. A estratégia seria simples, manter 5min/Km para tentar aumentar um pouco no final e conseguir um sub 2h30m. Ano passado eu fiz 2h33m e na verdade essa meta deste ano é meio modesta, eu sabia que não conseguiria muita coisa. Apesar dos treinos no inverno, foram raríssimos sequer treinos de 15Km. Eu sabia que seria duro depois do Km 15, por isso nada de metas mirabolantes, mas eu tinha pelo menos treinado mais que o ano passado.

Ontem sábado, alem do treino pra soltar a noite, fomos buscar os kits. Eu fui com dois novos colegas brasileiros que moram aqui faz tempo, o Hans e a Beatriz (comigo aí na foto). Os dois são gente fina e o Hans tá treinando pra um Iroman na França. Ele é uma das pessoas mais focadas que eu já vi, e eu conheci ele numa época que eu não tenho ligado mais para provas. Mas estou acompanhando a saga dele. Bom, no kit tinha uma novidade, o chip era um chip tipo descartável, a gente podia ficar com ele pra gente (primeira foto). Não que isso tenha algum valor pra mim, mas foi algo interessante.

Eu costumo falar pro pessoal que no Brasil não só temos mais corridas, mas elas também são mais evoluídas e melhor organizadas que as daqui. Por exemplo, essa Around the Bay é uma das provas mais famosas e maiores do Canadá, e ainda assim era inacreditável a fila que tinha para colocar as coisas no guarda-volumes e para pegar depois ainda pior. Pior ainda, era horrível ficar na fila pois tinha chovido, os corredores estavam molhados e com frio querendo se trocar. E a gente paga 2 dolares mais uns 60 dolares pela inscrição. Outro ponto ruim é pegar o kit no sábado, sem choro nem vela, quando eles sabem que a maior parte dos corredores é de fora. Ainda, o ginásio onde o pessoal fica antes da largada não é muito grande, acaba ficando congestionado em todo lugar. E eu achava normal que a corrida não fosse lá otimamente organizada pois afinal de contas ela é beneficiente. É como se a São Silvestre fosse uma corrida beneficiente (eita nós, isso tá longe). Mas aí aparece esse chip que é descartável e que ainda não temos no Brasil (eu acho). A corrida também tem tempos parciais para 10, 15 e 20 Km, o que poucas corridas no Brasil tem. Então parece que em termos de tecnologia eles são melhores de qualquer forma.

Ok, hora da largada, perdi uns 3 minutos e depois foi tranquilo, apesar de muita gente. O que não foi tranquilo foi a chuva com temperatura em torno de 6 graus. Isso não era bom e era menos bom para um prova de 30Km. Eu estava de shorts, mas com duas blusas, a de cima fina. Estava com luvas também, mas ainda assim sentia frio nas mãos pois as luvas começaram a molhar. Eu senti frio nas mãos o percurso todo, mas isso não atrapalhou, só que correr na chuva com 6 graus não é agradável de qualquer forma.

Quando comecei, a minha estratégia era mentar sub 5min/km, mas nao muito abaixo. Passei o primeiro Km com 4m56s, mesmo com o congestionamento da largada, então eu percebi que não seria difícil manter o ritmo no começo. alguns Km eu ficava 12 ou 15 segundos abaixo dos 5 min/Km e acho que até o Km 18 mais ou menos nenhum foi acima. Mas eu comecei a ficar cansado e vieram as subidas e descidas. Eu fiz muita força para não andar e mais do que isso, para manter pelo menos 5 min/km mas estava difícil. No Km 16/17 eu tinha praticamente 2 minutos de vatagem sobre os 5min/km, que eu tinha conseguido por correr mais rápido que isso. Mas aos poucos toda essa vantagem foi comida pelas subidas e pela falta de pernas. Eu tentei uma reação nos 4 Km finais, mas pouco consegui. No Km 28 eu percebi que não faria sum 2h30, mas estava no 28, segurei o ritmo, queria terminar logo, minhas pernas doiam.

Cruzei a linha de chegada com 2h31 minutos, 2 a menos que no ano passado, o que foi bastante bom já. Só que terminei bastante cansado, em dúvida se tenho tempo para me preparar para a maratona de Mississauga que tem daqui um mes. Veremos...

sábado, 28 de março de 2009

Chegando o dia

Amanhã temos os 30Km da Around the Bay. Hoje vou buscar o kit com um colega brasileiro que vai correr também. Embora eu esteja pensando pouco na corrida, sinal que corridas realmente já não tem para mim o mesmo apelo que sempre teve, eu confesso que sei que não vai ser fácil. Os treinos até esse momento evoluiram muito mal.

A duas semanas eu fiz uns treinos mais longos, consecutivos, mas sequer cheguei a 20Km. Ha uma semana tentei correr um longo novamente, mas não estava com perna suficiente. Neste última semana resolvi descansar pensando que não adianta treinar, eu tô destreinado mesmo então melhor chegar lá o mais descansado possível. Mas pensando em não ficar travado, ontem a tarde eu fui para uma corridinha na rua que revelou eu estava com as pernas bastante travadas. Foi dificil rodar os 5Km, as pernas não iam. Mas eu me mantive firme e terminei e inclusive terminei tentando correr rapido.

Ontem descansei e hoje de manhã vou buscar o kit. A tarde pretendo dar uma corridinha para soltar para amanhã, vamos ver. Quando me inscrevi para essa prova eu esperava fazer melhor que o ano passado, tinha certeza que ia conseguir pois meus treinos no inverno tem sido muito melhroes, mas a verdade é que pode não ser suficiente, pode inclusive ser pior. Sei lá, vamos ver amanhã..

terça-feira, 24 de março de 2009

Grizzly Man

Esses dias eu assisti esse filme/ documentário que conta a estória real de um sujeito dos Estados Unidos que passava todos os verões no Alasca, vivendo com os ursos. O filme é na verdade na sua maior parte um apanhado de imagens feitas por esse sujeito chamado Timothy Treadwell. No tempo que ele passou com os ursos, ele fez muitas e muitas horas de filmes onde aparecem ele, os ursos e um fox (eu acho que fox em portugues eh raposa). Nesses filmes encontramos imagens impressionantes de como ele chegava perto dos ursos selvagens sem ter nenhum tipo de proteção. Também é impressionante a paixão que ele declara por esses animais, e o motivo de ele fazer isso - proteger os ursos e criar uma consciencia a respeito do urso e de seus problemas. Mas o mais impressionante talvez seja que no final das contas ele foi comido por um urso. Sera cômico não fosse trágico. E mais trágico é que ele havia convencido uma jovem, sua namorada, a ficar com ele lá no meio do mato junto com os ursos, e ela teve o mesmo destino.

Acho que o filme é interessante em certo ponto por levantar a questão de se o que ele estava fazendo era correto ou não. Eu não pude deixar de pensar que ele teve o final que procurou e a parte realmente triste foi que ele levou a namorada junto. Os ursos são extremamente perigosos, e são irracionais. Chegar perto de ursos selvagem é uma coisa que me parece simplesmente muito infantil. Fora isso, o método que ele escolheu para proteger os ursos é estranho e não faz sentido. Imagino que muito mais eficiente seria se ele gastasse o tempo lutando pela causa junto aos governos dos EUA e Canadá e junto a população desses países. E esse não é nem o único ponto, ha outros. Por exemplo, certamente os ursos não achavam a presença dele lá uma coisa legal. Se vc gosta dos ursos, deixe eles lá, em seu ambiente natural, não vá lá incomodar eles e modificar o ambiente deles indroduzindo sua presença que certamente é um elemento estranho para eles e porntanto contribuindo para a modificação de seu ambiente natural. Outro ponto é que se os ursos ficarem familiares com os seres humanos e acostumarem com sua presença, eles serão mais vulneráveis e presas mais fáceis dos caçadores.

Em uma entrevista com os nativos da região eles dizem que sempre tiveram uma relação de respeito com os ursos, cada um com seu território. Essa seria a forma certa de conviver com o urso, se ele quer viver no meio do mato. Em outra entrevista um pesquisador disse que os ursos estão bem, obrigado. Não estão ameaçados de extinção. A situação deles não é preocupante, eles são monitorados e vivem num parque controlado e protegido, no caso desse lugar no Alasca (embora pelo que eu sei a caça controlada é permitida). Então enfim, porque não defender algo que precise ser defendido ao inves de defender o urso. Então não sei se a questão era proteção ou aparecer na mídia, ficar famosão. Ele ficou, principalmente depois que encontraram ele na barriga do urso...

domingo, 22 de março de 2009

Começo da Primavera





Hoje é o segundo dia da primavera. Não podemos reclamar, a neve se foi praticamente toda e a temperatura subiu, eu tenho conseguido correr quase sempre de shorts mas ainda quero tirar a blusa...

O treino de hoje teve em torno de 11 Km e eu aproveitei para tirar as fotos de sempre.

Nas duas primeiras fotos eu foquei no esquilo. Eles não deixam chegar muito perto e o zoom da câmera não é bom, especialmente quando não tem muita luz. Ou eu não sou bom, sei lá.

Depois uma foto da trilha em uma parte onde a neve ainda não derreteu por completo, mas tá quase lá. Messes lugares em que a neve tá derretendo o piso é muito úmido e as vezes o tenis fica molhado. Hoje nem tanto pois a temperatura estava baixa e a neve estava razoavelmente congelada. Fora a neve que vemos nas trilhas mais no meio do mato (acho que lá é mais frio), não se vê mais neve. Algum pouco em algum estacionamento onde fizeram um grande monte, e é só.

A última foto é o começo da Belt Line. A trilha já está completamente sem neve e gostosa para correr. Embora eu esteja de shorts a temperatura não estava muito boa, digo, estava um pouco frio, 2 graus positivos. Indo para o norte e contra o vento, a sensação térmica era seguramente bem abaixo disso. Eu quase me arrependi de não ter colocado uma calça e mais blusa, mas depois que eu esquente tudo foi bem. A idéia é que estamos na primavera portanto nada de calça, vamos usar calça para correr só no final do ano, em Novembro, se tudo der certo...

O resto das fotos que tirei hoje está aqui. As fotos no final são de uma trilha que tem aqui perto, mas tem umas escada e é curta, por isso não é bom para correr, no entanto é um lugar legal, bonito, onde também ainda achei um pouco de neve sem derreter.

Perdido

E nem começa a primavera direito e a gente já se aventura por novos percursos e se perde...

Pois é. Sabadão e eu tinha decidido que era melhor treinar com 4 graus a tarde do que com 2 negativos de manhã. Na verdade a grande diferença é que com 4 graus eu corro de shorts e com 2 negativos é complicado, e eu odeio correr com aquelas calça... E aí estava lá procurando um percurso no mapa, um percurso para um longo. Descobri que podia pegar a trilha normal e depois da Mount Pleasant eu podia sair da trilha e pegar umas ruas quebradas que tem por alí indo sair na Bayview, atravessar ela e haveria uma trilha do outro lado me experando, uma trilha inexplorada.

Eu fui, mas era uma trilha de bike, estreita e cheia de lama. A neve acabou de derreter por isso a terra está muito molhada em todo lugar. Em alguns lugares da trilha eu tive que literalmente enfiar o pé na lama. Bom, mas o negócio é que segundo o mapa eu seguiria pela trilha e sairia em algum lugar de uma outra trilha que eu já conheço. Santo mapa. Sei lá onde fui sair. Sei que quando saí já nem sabia mais onde era o norte e o sul pois eu tinha feito tantas curvas no meio do mato. Pelo sol descobri que tava indo para Leste quando pensava estar indo para Oeste, eu estava realmente perdido. Mas ok, voltei para leste, peguei a estrada para o outro lado, e sai no estacionamento de uma loja estranha do Loblaws. Minha nossa, era uma loja no meio do mato que ficava depois de um enorme morro na trilha (eu tive que andar). O Loblaws é um hipermercado enorme que tem várias lojas por aqui. E com um estacionamento enorme. Eu parei e esperei um carro sair do estacionamento pois eu não sabia onde era a saída. Ok, segui o carro e saí numa rua que eu conhecia...

Pronto, agora podia ir para onde quisesse... mas eu já me sentia um pouco cansado. Acabei correndo até a estação Pape do metrô e andei duas estações para dar uma esfriada. Na verdade esfriou muito e eu entrei correndo no metrô. O treino deu por volta de 1h, acho que deu uns 12 Km. Não sei, foi meio estranho, eu queria ter corrido mais. Na verdade talvez eu tenha exagerado na semana passada pois eu vim de um longo inverno correndo 5Km por dia e derrepente resolvi correr 15, 16 Km, dias seguidos. Mas eu precisava dar um jeito de me preparar para a Around the Bay. Amanhã devo fazer um percurso antigo de 13Km e tirar umas fotos. E se eu tiver bem quem sabe eu alongue ele um pouco, mas pouco provável...

quarta-feira, 18 de março de 2009

Momentos

E eu me pego na velha rotina que deixei para trás em Outubro/ Novembro do ano passado quando o tempo começou esfriar e eu comecei a ir a pé para o trabalho. Hora de descer da bicicleta, o semáforo fechado, os carros parados. O sujeito passa com o carro meio perto de mim para poder ficar na frente e ser o primeiro a sair quando o sinal abrir. Olho fazendo pouco caso da pressa que não tenho. Desço, subo na calçada e caminho entre os pedestres empurrando minha bike até a faixa, onde aperto o botão para que o sinal abra logo e eu possa passar para o outro lado da Saint Clair. O vento é um pocuo frio, mas eu penso como é bom poder pedalar com uma simples blusa, sem aquela jaqueta enorme. Lembro que a lanterna da bike está acesa, e apago ela. Nunca troquei as pilhas, bem que o Trevor tinha falado que durava bastante. O sinal abre e eu me certifico que ele abriu mesmo antes de passar, mas me certifico logo porque também vejo um corro me esperando. Do outro lado da Saint Clair já estou quase em casa. Desço pela rampa da garagem do prédio, tiro as luvas, enfio a chave na fechadura que abre o portão do prédio e empurro minha bike para dentro da garagem. Alí está quentinho e não vejo ninguem, apenas alguns carros. Mais um dia que consegui sair cedo do trabalho. Sigo para estacionamento de bike onde tenho o meu lugar reservado. É que um dos ferros que seguram as bikes está quebrado e ninguém coloca a bike alí, mas eu achei um jeito de amarrar a bike com a própria trava tal que ela fica pendurada lá na boa. Isso quebra um galho pois há muita falta de lugares para bikes no prédio, as bikes estão espalhadas pela garagem amarradas em tudo quanto é cano. Jogo as luvas no chão, abro o ziper da blusa que estou com calor, pego as chaves do bolso para abrir a trava e troco os óculos escuros pelo normal. Sim, ainda chego em casa com sol. Encosto a bike, seguro com a perna enquanto prendo ela com a própria trava. Mais um dia, olho para ela, eita, mais um dia. Amanhã vai fazer frio talvez ela descanse enquanto eu caminho para o trabalho...

terça-feira, 17 de março de 2009

E falando em liberdade...

Estava conversando com o Rodolfo, que tinha me perguntado se eu tenho gostado de morar aqui. Disse a ele que aqui temos liberdade e me lembrei que li no jornal que o número de arrastões em edifícios de São Paulo já alcançou neste ano o que foi no ano passado inteiro. Então disse a ele que aqui as pessoas ficam incrédulas quando falo que no Brasil tem essas coisas. As pessoas aqui não sabem o que é sequestro. Mas o Brasil vai cada vez mais para o fundo do poço. Mas disse a ele também que tenho amigos Etíopes e Indianos, que são paises tão pobres ou mais do que o nosso. Amigos que vieram de lá. Mas eles também ficam aterrorizados quando falo que no Brasil tem sequestro. Temos um país maravilhoso mas estou chegando a conclusão que pouca gente bate no Brasil em criminalidade e violência. Eu gostaria de acreditar que um dia vai ser diferente, mas nada aponta para isso. A gente vive sem liberdade, vive controlado e sob regras, vive com medo e sob equipamentos de segurança. No Brasil vivemos presos e restritos nos nossos movimentos todos os dias. Não precisaria ser assim, pois temos um povo e uma cultura que é ao mesmo tempo muito melhor do que em qualquer lugar. Vamos tentar não deixar a esperança morrer...

Bike

Pois é, tirei a poeira da bike e voltei a pedalar para o trabalho. A temperatura de manhã ainda está por volta dos zero graus, mas não tem mais neve e tem esquentado bem a tarde. Estava com bastante saudades de pedalar e tem sido muito gostoso sentir o vento no rosto novamente, ainda que um pouco frio. Sensação de liberdade. Uma pena que em São Paulo seja tão difícil pedalar nas ruas, eu lembro que eu tinha a minha bike que nunca usava. Aqui tem sido bem diferente...

Correndo contra o tempo

Hoje o dia estava sensacional e eu saí do trabalho um pouco mais cedo, fui correr! Pois é, não podia perder a oportunidade. Desci até o lago pela trilha que margeia o rio e nossa, fazia tempo que eu não corria lá! Me sentia bem, estava rápido, resolvi voltar até em casa correndo. No total deu cerca de 18Km em 1h30m. Fiquei satisfeito de ter conseguido fazer 3 treinos relativamente longo um perto do outro. Talvez isso ajude na corrida do final do mês, quem sabe, serão 30 Km...mas agora parece mesmo que eu vou é sofrer um pouco para continuar correndo depois dos 20Km. Não tenho muita certeza do que fazer agora em termos de treino, talvez eu tenha que descansar um pouco, mas não esotu afim, se der na telha eu vou tentar treinos longos até no domingo ou segunda, depois eu descanso e vamos ver o que acontece...

Me desculpem pessoal....

Sempre que eu ia escrever um novo post aqui no Blog euolhava no painel se tinha aviso de algum comentario novo. Ultimamente porem, eu tinha notado que ninguem estava mais colocando comentário no blog. Achei estranho, mas somente hoje que eu descobri que na verdade eu é que não estava mais sendo notificado dos comentários. Desde do post do dia 10 de Dezembro, quando eu disse a Mayumi que ia desativar a verificação de palavras, que eu mexi em algo mais e desativei o aviso de comentarios sem querer, e não tenho lido os comentários no blog. Hoje percebi feliz e sem jeito que muita gente passou por aqui e eu nunca respondi às suas sempre carinhosas e bemvindas mensagens. Este post é para tentar me retratar e responder em parte a estas mensagens.

Mayumi - Notei que você tem sempre deixado sua mensagem aqui, muitíssimo obrigado! Eu não respondi sua pergunta sobre calçado para inverno, sorry! Não sei se eu seria de alguma ajuda também... No meu caso eu nunca comprei nenhum calçado específico para inverno, portanto nem os conheço direito. Mas não sei, acho que os do Brasil não devem ser muito apropriados. Um problema aqu que não temos no Brasil é que eles jogam sal para derreter a neve e com isso derretem os sapatos também! Digo, o sal estraga alguns tipos de calçados, principalmente os brasileiros que não precisam se preocupar com sal. Eu não sei porem se os Timberland são resistente ao sal. Os tenis de corrida são. Quanto a impermeabilidade, também é importante, mas eu nunca me preocupei com isso também. Aqui o que acontece é que a neve derrete e forma umas "lagoas" de água na beirada da calçada, estancada pela própria neve, e algumas vezes não tem jeito, vc tem que pisar lá dentro. Pra mim esse é o principal momento onde o calçado impermeável é importante. Se vc for ficar muito tempo lá fora, na neve (coisa que eu não faço), então também vai ser importante usar algo impermeável, quente. Eu, pra ser sincero, não me preocuparia com isso, viria e compraria algo somente se precisasse, mas se vc (ou seu marido) tiver algo que pareça apropriado (como esse Timberland waterproof), então acho que compensa trazer e talvez evitar gastar aqui com algo que talvez vcs não usem mais. No entanto os calçados daqui, assim como blusas, geralmente são bem mais adequados. Vc está vendo que eu não sou a pessoa certa para dar dicas sobre calçados né... Bom, acho que as dicas vem tarde de mais, mas de qualquer forma....

Ainda, parabens pela participação na corrida de abertura da Corpore, deve realmente ter sido legal, fiquei com saudades das corridas em São Paulo!

Sally - Oi Sally! Saudades! Sim, eu compartilho sua opinião sobre os heróis da ditadura, que nos permitem viver num mundo melhor hoje. Felizmente não pegamos esse tempo, eu pelo menos, não lembramos. Ultimamente eu tenho achado interessante esses materias sobre a história de outros países como a Argentina, que passaram por esses momentos negros. Depois daquele filme eu assisti outro "The death and the maiden", muito bom sobre a ditadura argentina também. Se vc sabe de DVDs sobre o período no Brasil, me passa o nome sim, eu vou procurar!

Hideaki - Legal, você vai gostar de Roma, eu gostei bastante. Obrigado pelas visitas, e saiba que eu comprei um chocolate 99% cacau para você e entreguei para a Lika levar para o Brasil, mas não sei se vai rolar de ela te encontrar. Não sei se talvez ela também já não comeu o chocolate...rs. Bom, mas quando eu voltar ao Brasil eu levo de verdade e a gente marca um encontro ok. Parabéns por tantos desafios vencidos cara!

Paulo - Cara, eu vou na biblioteca para ler livro e também pegar livro para ler em casa. Eu fiz um cartão da biblioteca, o que é muito fácil e conveniente, e agora pego facilmente livros para ler em casa por um mes. Na verdade não tenho ido tanto ultimamnete, precisava ficar menos na internet e ir mais na biblioteca para ler livros... E aí cara, não vamos correr as 24h?

Quero agradecer tambem aos amigos Danilo, Jorge, Ms Harkins, Nuno, Everton e meu irmao pelo comentarios e visitas! E a todos os demais que passam por aqui! Felicidades e obrigado!!

Visitas

Logo depois da visita da Lika no Carnaval eu recebo a visita do Rodolfo, que ainda está por aqui. Ele vem em escala para a sua maratona em Tóquio. Grande Rodolfo. Nos encontramos e jantamos juntos, conversamos, falamos sobre muita coisa, foi muito agradável. Ganhei uma caneca de porcelana com a bandeira do saudoso Brasil.

Estes momentos são bons para mim, são momentos que trazem a lembrança de tantas coisas que estão agora longe, longe no tempo e no espaço. Me fazem esquecer por um momento que estou num lugar longe, diferente, tudo fica mais familiar. Chega a ser estranho falar português numa mesa de jantar, mas é gostoso ouvir o som da nossa língua, é gostoso estar com pessoas que entendem a nossa língua. Mas o Rodolfo não é especial só por ser brasileiro, ele é especial por ser o Rodolfo, ele e sua esposa, por serem pessoas que respeito e admiro. Eu fico feliz que estiveram aqui, fico feliz que tenham me dado o prazer destes momentos.

O Rodolfo teve sorte de pegar o nosso dia mais quente do ano, com sei lá, 10 graus. Estava um dia maravilhoso no domingo e mesmo ontem, segunda. Espero que eles tenham se divertido! Boa prova cara!

Melhor a tarde

Neste domingo foi diferente. Acordei, termômetro marcando dois negativos, previsão para 10 positivos a tarde. Eu não resisti, não ia correr sub zero para depois ficar dentro de casa no solzão da tarde. Resolvi correr a tarde e penso em talvez mudar os treinos para tarde, se assim for melhor para a maratona.

O caso é que naquela tarde o treino foi bom. Eu saí de casa de shorts, blusa, 9 graus. Eu saí de casa como a tempos não fazia, saí como saía nos dias frios do Brasil. E senti a liberdade de não correr de calça, de correr com a blusa leve.

Peguei a trilha como a muito tempo não fazia, trilha úmida de neve derretida, trilha ainda com neve em uns poucos pedaços, neve derretendo. Eu segui, leve, solto e num ritmo gostoso. Saí da trilha, denovo nas ruas da cidade, uns contornos e estou na Shelborne. Passo em frente o hotel onde o Rodolfo está hospedado para me certificar que sei onde é, sigo, entro na Isabela até a Church e paro no restaurante Indiano. Fechado. É um restaurante que eu gosto, queeu planejava levar o Rodolfo que faz escala em Toronto rumo a sua n-ésima maratona, em Tóquio. Ok, eu não vou ficar procurando restaurante, depois vamos ter que achar um, sei lá. Eu sigo, entro por uma ruazinha perto do trabalho, saio na Yonge, atravesso e pego uma ruazinha do outro lado para sair das calçadas cheias de gente. Resolvo ir para Oeste, de encontro ao sol que bate no meu rosto, de encontro ao vento que já não é vento de inverno, é brisa gostosa. Vou até a Bathurst, subo, cruzo a Bloor e entro a esquerda na Dupont. Segue-se um vai e volta que me trás para a ciclovia que pego para ir para casa do trabalho. Enfrento a subida que tem lá, dessa vez correndo, nao pedalando. Subo até a Sait Clair e paro na Avenue, estou feliz, treino de 1h15, c0om bom ritmo, deve ter chegado perto dos 15Km. Isso depois do treino sofrido de 17 do dia anterior. Definitivamente nada como o calor, nada como o sol e correr de shorts. Que venham os dias mais quentes.

sábado, 14 de março de 2009

Longos

No final de Março, que está cada vez mais perto, eu tenho a minha corrida de 30 Km, a Around the Bay. Agora o treino de hoje me deixou meio desanimado quanto ao resultado que vou conseguir lá. Ano passado eu não consegui um bom resultado e este ano, apesar de ter tentado não parar no inverno, parece que não só não vai ser diferente como também vai ser difícil não fazer um tempo pior.

Hoje o treino era para ser longo. Não foi só culpa minha, acredito, foi culpa também do frio. Estava 6 graus negativos e eu esperava ter em Março alguns dias mais quentes para poder treinar mais avontade. Estou meio convencido de que usar roupa de frio faz cair significativamente o rendimento. Talvez é psicológico, talvez é porque eu não gosto de usar roupas de frio para correr, eu gosto de correr com pouca roupa. Mas a roupa de frio é, na minha opinião, apenas uma parte doq ue faz o desempenho cair. A outra eu acho que é próprio frio. Eu noto que parece ser mais difícil respirar. Noto que nos dias de frio eu nunca estou rápido. Não sei. Mas lá fui eu hoje, todo agasalhado.

Fui até a Bathurst, subi para a Eglinton e nela até a Duferin. Queira fazer umpercurso que fiz no final do ano passado, daquela vez com a temperatura ainda muito boa, até a estação Downsview do metrô, que é a última estação ao norte do lado Oeste. A intenção era não parar lá, era voltar pela Sheppard até a Yonge e tendo perna até em casa. Santa ambição. Não deu, eu cheguei na estação Downsview com 1h30m de treino, não deve ter sido mais do que 17 Km. Bom, esse tempo inclui vários semáforos... Mas enfim, eu cheguei lá cansado, naõ deu para ver a estação do metrô e passar por ela correndo. Eu parei. resolvi pegar o trem e ir para casa. Estava sem pernas, o corpo não tá acostumado mais a correr essas distâncias.

Não tem jeito, a Around the Bay tem sempre esse desafio a mais, esse desafio de ter que correr os 30 Km logo depois do inverno, senão ainda nele. Você tem que dar um jeito de treinar no inverno, tem que dar um jeito de não ficar esperando a temperatura subir, porque quando ela subir será tarde demais. No meu caso eu não parei no inverno, mas reduzi dramaticamente a distância dos treinos, e a frequencia também. Por isso acho que terminar a Around the Bay não é problema, mas eu sempre quero fazer melhor que o ano anterior, isso é problema...

Bom, duas semanas, não há muito a se fazer. Estou afim de tentar outro 17Km amanhã, quem sabe. Precisaria achar um percurso novo. E quem sabe mais outro 17 Km no meio da semana com 20Km no sábado que vem. Sempre tomando cuidado para não forçar demais senão vai ser pior... A temperatura promete estar melhor nesta próxima semana, quem sabe também eu devesse começar a treinar a tarde, já que agora entramos no horário de veraão. A tarde é geralmente mais quente que de manhã, as vezes muito mais quente...

quarta-feira, 11 de março de 2009

Só se fala em Primavera

A temperatura está subindo visivelmente. Embora hoje tenha feito dois negativos e a previsão é que amanhã possa chegar a 10 negativos, no geral a temperatura tem ficado bastante acima de zero graus. Diferente do ano passado a neve praticamente acabou e tem chovido bastante. E todo mundo falando na primavera. Então que venha a primavera e o calor. Já estamos cansados do inverno, do frio que fica abaixo de zero desde novembro. Os dias estão ficando longo e eu acabo me animando bastante para planejar os treinos. Ansioso para ficar em forma novamente...

domingo, 8 de março de 2009

Novos percursos

Depois que comecou a nevar uma das coisas que ficaram monotonas foram os loops dos treinos. Como os treinos se tornaram mias cursos eles poucos mudavam e dificilmente saia da vizinhança, que eu já conheço bem. Hoje fiz um loop diferente, pretendendo também fazer um longo depois de muito tempo. Fui pela Saint Clair, passando pela Bathurst até a Duferin. E fazia tanto tempo que não ia até ali na Duferin (4Km) que eu até tive que perguntar para um sujeito lá se aquela era a Duferin mesmo. E subi até a Wilson, pegando ela para Leste. E passei por lugares que a tempos não passava. Não são lugares bonitos, digo, são ruas, mas pela menos são lugares diferentes.

Não consegui rodar o quanto eu queria (uma meia maratona), pois eu já me sentia cansado e decidi que era melhor pegar o busão de volta pra casa. Já tinha ido 1h24 e, pensando bem, faz tempo que eu não corro todo esse tempo. Ontem foram 12Km, também acima da média. Então melhor ir devagar e eu parei. O tempo estava gostoso, havia chovido muito ontem e tudo estava molhado. Em alguns lugares havia gelo bem fino no chão, pois a temperatura estava em torno dos zero graus.

Foi bom, vamos ver se consigo treinar suficiente para a Around the Bay, que é o objetivo agora...

sábado, 7 de março de 2009

Expectativas

Ontem a temperatura chegou a 12 graus. Foi muito bom, eu fui para o trabalho de bicicleta pela primeira vez desde o começo do inverno. E a previsão é que a temperatura não esfrie muito nesta próxima semana. Não deve ficar nos 12 graus, mas também não deve cair para os 10 negativos. Os dias também estão ficando longos e hoje começa o horário de verão aqui, que eles chamam de Daylight saving time. As expectativas são grandes para a primavera e a vida voltar a cidade.

E eu estou no limite do meu tempo para treinar para as provas que me inscrevi. Preciso focar na Around the Bay no final do mês e fazer uns longos, e depois tem a maratona em Maio. Acho que com frio ou sem frio eu devo dar um jeito de fazer estes longos, ainda que eu não treine com muita frequencia. Hoje acordei cedo, temperatura de 1 grau, o que é maravilhoso perto das temperaturas negativas que temos tido. E fui correr com a idéia de fazer um longo. Fui para o Norte e quendo atravessei a Shepard, o sol nascendo, fui trocar os óculos normais pelos escuros. O escuro caiu no chão e quebrou. Eu não tive alternativa senão voltar para a estação do metrô e terminar o treino, pois já estava difícil para eu correr com a luz do sol. Ainda ssim deu uns 12 Km. Talvez seja melhor, hoje pode ter sido o aquecimento para amanhã, quem sabe um longo amanhã. Se não estiver chovendo, pois chuva é o que está na previsão do tempo ...

domingo, 1 de março de 2009

Update nas corridas



Opa, quanto tempo! Bom, carnaval no Brasil, a Lika veio para cá e eu nem lembrei do blog, of course! E nem dos treinos! Bom, a verdade é que não corri nada por praticamente uma semana, um pouco pelo frio e muito pela visita... Mas tentei voltar nesta quinta feira com uma corrida até o predio onde trabalho, ida e volta, 5 Km. Fora a falta de preparo eu tinha comido antes e esse treino foi meio sofrível por isso.

Na sexta a temperatura subiu, tava 9 graus de manhã e, óbvio, lá fui eu. Mas... não tava bem, tava devagar. No final do treino de 8 Km estava sentindo razoavelmente as costas, ou seja, o treino não tinha sido bom em nenhum sentido a nao ser o de eu ter corrido com tempo chuvoso, com temperatura agradável de 9 graus, de shorts.

Na própria sexta a temperatura caiu para 5 negativos a tarde e para 15 negativos no sábado de manhã, que foi ontem. Obviamente fiquei quieto embaixo dos meus cobertores, afinal não ia encarar 15 negativos, ainda mais que eu estava querendo me recuperar das costas. E ontem também estive com o nariz escorrendo muito por causa de uma gripe razoavelmente forte para os padroes que costumo ter de gripe. Nada que me deixasse de cama, mas... as coisas se explicaram um pouco. Na terça eu me sentia mal, quarta eu passei o dia todo com dor de cabeça, quinta e sexta lento na corrida, sábado gripe... eu acho que na verdade desde terça feira é a mesma gripe.

Hoje ainda não estou bom, mas fui correr pois lembrei da sequencia de fotos. Tava 12 negativos, mas eu queria ir, eu não posso ficar o dia inteiro dentro de casa só porque está frio lá fora. Eu peguei a câmera e fui. As fotos estão aqui. Grande parte da neve que caiu até Janeiro derreteu em duas ocasiões em Fevereiro que a temperatura subiu para perto dos 10 graus positivos. E em Fevereiro não nevou muito para repor a neve derretida, então... com essa subida da temperatura na sexta passada ficamos com muito menos neve. Isso dá para ver nas fotos do albums. Essas aqui no blog mostram dois pontos do meu percurso. Na primeira, a entrada da trilha Belt Line. Note que o que tem no chão é gelo. Quando eu cheguei lá dois sujeitos tinham entrado na trilha para correr, depois de 100 metros eles voltaram pois não dava para correr com segurança, era puro gelo. A segunda foto é outro ponto na trilha que quis colocar para comparar com a terceira foto, o mesmo ponto no final de Janeiro, antes das duas subidas na temperatura. Realmente tinhamos muito mais neve, agora está quase toda derretida...

E estamos em Março, que venha a primavera, as folhas, os pássaros e a temperatura alta!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Dia da Família

Amanhã é dia da família e não tem trabalho. É um feriado que pelo que entendi foi criado meio para termos um feriado no começo do ano, já que temos tão pouco feriados. Desde o feriado de ano novo que trabalhamos 5 dias por semana, todas as semanas. Agora uma pausinha. Nada comparado com o Carnaval, mas três dias seguidos já é bastante bom para quem quase não tem feriado.

O Canadá tem, se não me engano, 8 feriados por ano, e todos eles caem na segunda ou sexta feira, com excessão do Natal e Ano novo. São poucos feriados, os brasileiros hão de convir. De qualquer forma eu tenho me adaptado, nunca muito muito de fazer muita coisa em feriado mesmo... E que venha a segundona, que tenha sol ainda que abaixo de zero...

Valentine Day

Ontem foi o dia dos namorados por aqui. Bom, acho que não tenho muito a falar sobre isso...

Sobre o post anterior

Hehe, o post anterior ficou muito estranho. As fotos do verão não tem nada a ver com a paisagem aqui, agora, no meio do inverno. Mas é interessante comparar, pena que não tenho fotos do inverno no mesmo lugar, quem sabe amanhã se der coragem de voltar lá...

sol, frio sol...




Domingo, véspera do feriado do dia da família. Eu me sentia com a consciencia pesada por não ter treinado ontem, com uma maratona no calandário, e outra corrida de 30Km. E hoje estava afim de sair, de rodar pelas ruas, estava com esperanças de que eu pudesse ir longe... Saí por volta das 7h20 com 8 graus negativos, mas o temperatura prometia subir, o sol prometia sair.

Eu segui ao sul, em direção ao lago. A neve que derreteu quase por completo me fez ter vontade de voltar a correr na ciclovia que margeia o lago Ontario, o grande lago Ontario. Eu queria correr como no verão, correr até o High Park.

O dia estava gostoso, eu não sentia o frio. Logo o sol saiu e eu estava já na beira do lago vendo o sol no horizonte, flutuando sobre a água gelada. Passava por navios, barcos e lembrava tantas vezes que correra alí no tempo do calor. Muito cedo, pouco corredores, nenhum ciclista, mas o sal saiu, a temperatura tava subindo.

Em alguns lugares existe uma espécie de canal e a água da beirada é meio que separada do resto do lago. Nestes lugares a água estava congelada, era bonito, diferente, deu vontade de pisar lá, de andar sobre o lago. Por vezes eu parei de correr para olhar o gelo, para sentir o sol que refletia no gelo e batia no meu rosto.

Com cerca de 1h de treino eu sentia as pernas cansadas, tenho corrido muito poucoas vezes por tão longo tempo. As distâncias diminuiram muito no inverno. Mas eu pouco pensava nas pernas, outras coisas iam pela minha cabela, eu viajava na beleza do lago que eu não via a algum tempo, nas árvores agora tão diferentes. E segui para Oeste, o sol meio de lado, meio atrás.

Estou 2 horas atras do Brasil hoje que o horário de verão lá terminou. O meu solzinho das 8, mais ao sul do que a leste, é o solzão deles das 10h da manhã, em tempo de verão, o solzão quente deles que não derrete o gelo aqui. O meu idolatrado solzinho flutuando no lago é o solzão no meio do ceu do Brasil.

Eu segui e quando menos esperava estava no High Park, precisava atravessar umas pistas e pronto. Fiz isso e ainda que cansado preferi dar a volta no parque, margear o lago que fica no lado oeste do parque. Valeu muito a pena. Para a minha surpresa eu cheguei lá para ver um lago congelado. E não é um laguinho qualquer, é um lagão. Me aproximei do que antes era água, coloquei o dedo, duro como pedra. Empurrei para baixo, dei uns soquinhos, depois uns socões, o gelo não se movia. Quis pisar lá, parecia muito sólido. Mas a imagem de o negócio quebrando e eu me molhando todo naquela temperatura sub zero não deixou com que eu caminhasse sobre o gelo. Cedo, muita pouca gente no parque, e eu corria na beira do lago congelado como nunca havia feito. Era diferente, era bonito.

Eu já havia ido lá no verão, e as fotos são do lago no verão, completamente diferente de como ele está agora. Nesta ultima foto, agora, dá para sair andando na água depois desse mirante que tem aí...

Termineio o treino com uns 15 Km, uma hora e meia. Peguei o metrô de volta para casa, foi uma manha legal, que compensou. Quando cheguei em casa já estava mais quente, uns 2 ou 3 graus negativos...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Como na primavera

No dia 11 a temperatura subiu para maravilhosos 8 graus de manhã! Na verdade naquele dia a manhã estava mais quente que a tarde. Eu acordei cedo, eu precisava aproveitar e correr bastante. As 6 horas encontraria o Trevor para a nossa corridinha, mas eu comecei o meu treino às 5h06m. E rumei norte na Avenue Road, queria chegar perto da Wilson. Até lá seria uns 7 Km, ida e volta 14Km, e eu tinha 54 minutos, então eu sabia que não chegaria lá. Mas mesmo sabendo afundei o pé, queria chegar, queria tentar, queria acreditar que fosse possível. E como a muito tempo eu estive rápido, mas não o suficiente. 27 minutos de treino e eu dei meia volta, não queria deixar o Trevor esperando. Mais 27 para voltar, total = 54... eu tinha que voltar rápido. Mas a volta era mais descida e foi fácil.

O interessante disso tudo é que parece que a temperatura mais alta fez com que correr fosse muito mais fácil. Talvez porque eu estivesse de shorts também. Eu nunca fui tão rápido em temperaturas sub 0 graus, os treinos em Dezembro já foram ruins, e em Janeiro, frequentemente a 10 negativos, os treinos foram muito lentos. Fevereiro começou melhor e já estamos na metade e tem sido muito mais quente e eu definitivamente acho que a temperatura muito baixa afeta dramaticamente a performance. O Haile não faria uma maratona em 2h15 a 10 graus negativos (eu acho). Bom, não é fácil ficar lá fora por duas horas a 10 negativos...

Quando encontrei o Trevos as 6h da manhã eu estava meio cansado já, mas feliz. O treino com ele foi tranquilo, mais 6 Km devagar para descansar, mas eu senti as pernas, os músculos, eu terminei o treino com 16/17Km o que se fez sentir. No final do dia eu estava com o joelho direito doendo, e eu tive dificuldade até para dormir por causa da dor. No dia seguinte não senti nada, mas decidi não correr. De qualquer forma teria sido complicado correr, estava chovendo bastante e temperatura de uns 4 graus. Pela primeira vez em Fevereiro eu fui de metrô para o trabalho por causa da chuva.

Ontem continuei não sentindo nada e rodamos mais 6 Km no nosso tradicional loop até a Eglinton. Hoje acordei tarde e desisti de ir correr, um pouco por causa do frio de 8 negativos. Pois é, infelizmente parece que acabou-se o que era doce, e vamos curtir mais um pouco de frio. Mas nesse momento, meio de Fevereiro, não posso deixar de dizer que a expectativa pelo final de Março, por Abril e as temperaturas crescentes, pelas folhas nas árvores e os pássaros, essa expectativa cresce.

Hoje a média semanal atingiu 53Km, média que só esteve tão alta no começo de Dezembro. Vou tentar mantê-la...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Domingo liso

A temperatura subiu ontem, a neve derreteu, a noite ela caiu e a neve derretida congelou e lá fui eu correr de manhã... O chao estava perigosamente liso. Correr na neve é legal e não é perigoso, mas a neve que derrete e congela denovo não é neve, é gelo. Liso como sabão. Ou mais.

Depois de um pouco de corrida eu notei que o esforço para pisar "macio", sem forçar muito para não escorregar, me consumia mais energia do que o esforço para correr num ritmo bem maior. Eu estava cansado de tomar cuidado para não escorregar e cair e sempre que eu me descuidava um pouco o chão liso que não dava apoio me pegava de surpresa, dizendo que era melhor eu tomar cuidado.

Resolvi que o esquema era correr no meio da rua o máximo que pudesse, pois lá não é como na calçada, lá não tinha gelo. E por uns 2Km de treino consegui ruas só para mim num bairro residencial e a falta de gelo no chão comprovou o tamanho do esforço que eu tava fazendo para correr no gelo que vinha e ia, que me pegava de surpresa nas calçadas.

NO final das contas o treino de uns 9 Km foi legal. A temperatura de 2 positivos parecia mais fria que os 2 negativos de ontem, por causa do vento. Mas ambas são muito melhores que os 15 ou 20 negativos que Janeiro trouxe para a gente em muitas das manhãs. O treino foi legal, eu estou me esforçando para não parar no inverno e devo admitir que não tem sido fácil... mas estou conseguindo...

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Na espera pela primavera

No post anterior, escrito a bastante tempo, eu pensei que tudo voltaria ao normal. Grande ilusão, de lá até agora fez muito frio, eu pouco corri e só agora que as coisas melhoraram. Hoje, quando saí para correr com 2 graus negativos, eu estava feliz afinal fazia tempo que não corria numa temperatura tão agradável. Em inglês diriam "nice and warm". Pois é, tantos foram os 10, 15, 20 negativos que 2 negativos a galera já tá pensando em ir nadar no lago.

Enfim, hoje eu saí cedo para o treino, para tentar voltar ao normal. Resolvi sair do loop de sempre, que sobe a Avenue até a Eglinton desce pela Yonge ou pela Mount Pleasant. Loop curto e conveniente, sem ir para muito longe, mas cá entre nós, com 10 negativos ninguem quer ir muito longe mesmo. Hoje porem, estava nice and warm e eu subi pela Bathurst, até a Sheppard, de lá voltei para a Yonge. Uns 13 Km em 1h06m. Nada mal... nada bom. Me senti um pouco cansado, pernas cansadas, mas aos poucos vou ter que ir incluindo uns longos nos sábados.

Parece que os próximos dias serão mais quentes do que de costume, espero que sim, que Fevereiro seja mais quente que Janeiro e vamos rumo a Primavera!

sábado, 24 de janeiro de 2009

Voltando ao normal

Opa, parece qua a Km semanal tá aumentando novamente! Hoje atingi 42 Km mal medidos pois nem estou tendo mais paciencia para entrar no mapa e traçar o percurso para ver a distancia então vai na estimativa mesmo.

Mas não que a temperatura tem ficado melhor. Hoje fui correr com o Trevor, temperatura de 17 negatios, sensação térmica de 25 negativos. Fomos para o centro da cidade e pelo menos pegamos sol. Ele não esquenta mas sei lá, só de correr no sol já é legal, a gente parece que precisa ver sol de vez enquando...

Vamos ver, o objetivo é aumentar mais a Km semanal e incluir uns longos. Eu não conseguiria fazer longo com o frio que fez hoje, então estou contente de ter pelo menos corrido um pouco. Para ter uma idéia, chegamos no centro e rodamos um pouco por lá, depois resolvemos voltar, correndo para o norte. Notamos então que correndo para o norte o vento estaria contra a gente. E muito mais frio. Nesse momento é quando os 17 negativos se transformam nos 25 negativos ou até mais. Congelou tudo. Desistimos, resolvemos pegar o metrô para voltar para casa, pois o nariz doia de tão congelado que estava.

E parece que até quarta feira não vai ser muito melhor... boa sorte aos corredores da madrugada fria de Toronto...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Frrrrrrio

Estão dizendo que este ano tem feito mais frio do que o ano passado, e isso parece muito verdade. Lembro que no ano passado a temperatura caiu muito pouco depois do ano novo, mas foi por dois ou três dias, depois voltou ao normal, acima dos 10 negativos. Neste mês de Janeiro a temperatura, ao contrário, tem ficado muito tempo abaixo dos 10 negativos. Fico imaginando se é porque esse ano eu tenho corrido de manhã, então estou sentindo o frio, coisa que não aconteceu no ano passado.

Hoje acordei cedo, já preparado para correr com os 12 graus negativos prometidos pelo canal do tempo ontem a noite. Liguei a televisão para ver que na verdade a temperatura estava nos 17 negativos, com 25 negativos de sensação térmica. Não sei se vale a pena sair para correr com tal temperatura, fico imaginando que danificamos o nosso corpo mais do que ganhamos em saúde. É o segundo dia consecutivo que desisto de correr...

Felizmente a previsão é para temperaturas melhores já hoje a tarde, e assim até sexta. No final de semana parece que vai esfriar pra baixo dos 10 negativos novamente. Ano passado lembro que achei Fevereiro o pior mês, o mês mais frio. Espero que neste ano isso não se repita pois se for mais frio que Janeiro vai ser realmente frio.

Apesar do frio tenho caminhado pro trabalho, ida e volta. Às vezes é difícil, está realmente frio, mas ao mesmo tempo é legal caminhar de manhã, mesmo com frio. E, surpreendentemente, eu tenho usado muito menos a blusa que comprei aqui e muito mais a que eu trouxe do Brasil, muito mais fina. Coloco uma blusa de lã por baixo e a minha blusa que comprei no final dos anos 90, no Macro em Campinas, lembro bem. Ela é confortável e tem sido suficiente, pois o problema é mais com o rosto, com as mãos. Temperaturas de 15 negativos já nos fazem sentir frio nas pernas (bom, esse no meu caso pois só uso calça jeans para ir para o trampo). Eu também nunca comprei um calçado apropriado para o frio, por isso em temperaturas baixas os pés também sentem frio se a gente fica lá fora por muito tempo. Mas entenda-se que o meu tenis é um de corrida, muito aberto, com ventilação e tal, mas é o que eu uso indo para o trabalho.

Uma colega de trabalho me deu um "scarf". É aquele negócio que a gente enrola em volta do pescoço, que eu não lembro como é em portugues. Ela achou que não tinha condições eu andar sem aquilo, talvez pelo pescoço grande. Eu fiquei sem jeito, nunca tinha pensado em comprar esse negócio, mas ele funciona no frio intenso, principalmente com minha blusa do Brasil que não protege o pescoço. E você tem a possibilidade de colocar ele na frente da boca e nariz, quando estão congelando.

Também surpreendente, notei que no inverno eu pego o metrô menos do que no verão. Isso porque no verão tem chuva, e quando chove a gente tem que pegar o metrô, pois a caminhada até o trabalho é meio longa e eu não quero chegar lá molhado. No inverno tem o frio, mas não chuva, então se você está ok com o frio não precisa pegar o metrô. Pode estar nevando ou ventando, você só tem que se preocupar com o frio. Nesse mês de Janeiro eu peguei o metrô apenas uma vez, que tava realmente trincando de frio, temperatura de 22 negativos, com vento e sensação térmica pra baixo dos 30 negativos. Melhor pegar o metrô nestas condições.

Tenho estado um pouco desanimado com o frio por ele estar muito frio e não me deixar correr, eu acho, mas só isso. Mas quando caminho pro trampo, quando saio de casa, ainda aprecio a neve, ainda estou ok com o frio. Ano passado eu fiquei meio cansado do frio lá para o final de Fevereiro, vamos ver este ano, a impressão é que se não esfriar demais e eu conseguir continuar correndo, vou estar mais adaptado com o frio e sonhar menos com o seu final. Alías o final do frio só em Maio. Abril é ainda frio, embora a temperatura no ano passado ficou bastante acima de zero, a neve derreteu toda. Vamos ver esse anos... vamos ver...

domingo, 18 de janeiro de 2009

Ielts

Depois de espernear bastante acabei me dobrando e fazendo o teste de inglês Ielts. O teste é para o consulado canadense, para fins de conseguir os papéis de residencia permanente e eu esperneei porque não via sentido nisso uma vez que eu estou aqui a quase dois anos... não que eu fale inglês mas... se eu fizer o Ielts eles vão descobrir que eu não falo...rsrs... Bom, a verdade é que eu odeio provas. Já passou a época onde eu não me importava de estudar para provas, talvez até gostasse.

O teste foi ontem, no último dia de frio de vários dias seguidos de temperatura por volta dos 20 negativos. Legal, eu tenho que ir lá não sei onde fazer a droga do teste, com esse frio... e perder o meu sábado. Não fosse eu tão desencanado, essa idéia teria me estragado a semana... mas tentei esquecer... e coloquei no bolso um livro que comprei sobre a história da India e fui pegar o metrô ontem de manhã, com aquele frio trincando e minha cama tão quentinha...

Cheguei no lugar fácil apesar de ele ser lá onde o vento faz a curva. E que vento frio. Cheguei cedo e junto com outros candidatos, mas eu simplesmente abri o meu livro e tentei ler, havia bastante tempo para isso. Ouvi sujeito falando tudo quanto é língua, mas não o português. Muito chines e muita gente do oriente médio, eu acho. Alguns conversavam em inglês e eu cheguei a achar meio estranho esse teste aqui no Canadá...

Entrei na sala, instrução em inglês... então por que raios eu tinha que fazer o teste? Quando a instrutora pedia se todo mundo tinha entendido as instrucoes eu fiquei com vontade de falar que não, que eu precisava de isntrução em portugues para ter certeza que entendi. Mas era tudo um pouco de revolta por estar alí e não na minha cama.

O teste começou com a parte do listening. Não foi difícil, eu me dei melhor do que eu imaginava, apesar do sotaque inglês ou sei lá da onde do sujeito que conversava lá no aparelho de som. O maior problema do listening é que você não tem tempo, eles não repetem o negócio. Vc tem que escutar, interpretar, prencher as lacunas, tudo sem parar de ouvir porque tem mais lacunas logo abaixo. Mas ainda assim não é difícil.

Depois veio o teste de leitura e interpretação, que também não foi difícil. Na verdade este é o mais fácil, pelo menos para mim, e de longe o mais entediante. Sim, porque tem alguns textos que são meio longos e sobre coisas que você não tem interesse. E você lê, depois volta para cada questão, relê, nossa...

Finalmente vem o último teste da primeira parte, o de escrever. Você tem que escrever uma carta e depois uma dissertação. Na cara eu tive que dar recomendações a um amigo canadense que iria se mudar para o Brasil. Na dissertação eu tive que falar dos desentendimentos entre jovens e mais velhos no quesito um entender o mundo do outro. Uns dando conselhos que o outro não quer seguir, um achando que o outro vive num mundo totalmente zoado... enfim... Não foi difícil também, na verdade eu sinto um pouco mais de dificuldade nas argumentações, não em escrever o texto em ingles (o que não quer dizer que o texto fica bom...).

Isso tudo acabou por volta das 12h30m e as 15h teve o teste de falar. Eu entrei na sala e o sujeito começou a me gravar. Até para me cumprimentar ele seguia o roteiro lá dele, totalmente formal, impressionante. Me pediu de onde eu era, oq ue eu fazia, para falar do trabalho, se gostava e tal. Tudo lendo o roteiro. Disse então que iríamos falar de arte e museus! Minha nossa, eu disse a ele que adorava de matemática, será que não poderíamos falar de estatística? Eu dei risada... disse a ele que eu nao era bom em artes, em museu, nao era bom em ciencias humanas e nunca havia sido, curtia artes tanto quanto a entendia, o que eu gostava era de matemática. Mas... ele não ia mudar o assunto, ele não tava avaliando o que eu sabia dessas coisas, melhor eu falar qualquer coisa. Disse a ele que museu era algo importante porque nos mostra nossa cultura, nos mostra quem somos. Ele me pediu para falar de algum museu que eu tinha ido. Putz, será que eu já fui em algum museu? Sim, claro, mas falar sobre isso... Eu acabei lembrando que eu tinha ido num museu em São Francisco do Sul, um museu de navegação. E eu tinha acabado de ler um livro sobre a exploração do Ártico, navios antigos e tal, sim, eu sabia um pouco sobre navios, tava fresco na minha mente, resolvi falar disso.

Aí terminou a primeira parte da conversação. Na segunda eu deveria falar sobre uma ocaasião em que eu ajudei alguem. Eu falando sozinho. Deu o maior branco, eu me toquei que nunca tinha ajudado ninguem. Bom, ajuda era muito relativo, eu tinha 1 minuto para me preparar, putz... Essa preparação foi a parte mais difícil da conversação toda. Mas eu inventei que eu tinha ajudado um colega na escola, em matemática, tomei para mim a responsabilidade de fazer ele passar de ano. Tudo mentira... eu ajudava a galera quando podia (e tinha conhecimentos suficientes), mas jamais tamanha responsabilidade e comprometimento. Ok, terminei dizendo que me senti muito bem, na verdade terminei enquanto estava falando porque ele me parou, eu tinha esgotado os meus dois minutos. Tipos aqueles programas de TV, foi como se soasse o apito. E eles aproveitou a deixa para falar de entidades filantrópicas, o que eu achava delas e se achava certo ajudar. Todo mundo fala que sim, mas eu sempre quero ser diferente, afinal ele não tava avaliando minha opinião. Disse que não, que era errado, pelo menos no Brasil. E lá fui eu explicar porque, disse que a galera usa para lavar dinheiro, que o governo é corrupto e não faz nada porque as ongs faz o trabalho do governo e que nosso papel é cobrar do governo porque já pagamos muita taxa. Sim, disse a ele que pagamos no Brasil taxas altas, tal como no Canadá, só que no Brasil a grana não volta. Ok, ach oque acabei falando muito, ele me parou quando eu já estava entusiasmado, convencendo a mim mesmo que deveríamos extinguir todas as ongs. E tava tão entusiasmado que foi o momento que senti mais a formalidade, ele me parou no meio da conversa. O teste tinha acabado, eu podia pegar minhas coisas e cair fora.

Eu tinha deixado o livro sobre a história da India a vista, imaginando que ele veria e falaria sobre o assunto, o qual eu teria facilidade para falar pois eu tava lendo sobre ele né. Mas que nada. Mesmo assim foi ok, aliás eu acho que me saí melhor do que eu esperava. Mas saí frio, querendo ir para casa, pegar o busão logo... Vamos ver, tres semanas para o resultado, não vamos esperar nenhuma surpresa negativa...

Colta ao Bairro The Beaches

 E como se o sofrimento do final de semana passado não fosse suficiente, este final de semana escolhi um bairro ainda mais longe. The Beache...